( Rio de Janeiro 05.03.1887 - 17.11.1959 Rio de Janeiro )
Ária ( Cantilena ) 1º Movimento
A mais popular das melodias villa-lobianas, nitidamente inspirada nas serestas, foi composta em 1938, com texto de Ruth Valadares Correa e dedicada a Arminda Villa-Lobos ( sua segunda esposa ) , ou Mindinha, como era mais conhecida. Ruth Valadares Correa - que era também cantora - foi responsável pela estréia da obra, em 1939, sob a regência de Villa-Lobos, no Rio de Janeiro. Grandes cantoras gravaram a "Ária" (ou "Cantilena") da "Bachianas Brasileiras Nº 5" como Bidu Sayão, Victoria de Los Angeles (ambas sob a regência de Villa-Lobos), Anna Moffo, Arleen Auger, Barbara Hendricks, Eva Marton, Galina Vischnevskaya, Joan Baez, Jill Gómez, Kathleen Battle, Kiri Te Kanawa, Maria Lucia Godoy e Renée Fleming, entre tantas outras. Esta obra possui ainda um 2º movimento, "Dança" (subtitulada "Martelo"), com texto de Manuel Bandeira.
Bachianas Nº 5 de Villa Lobos interpretada por Amel Brahim Djelloul ( soprano ), Gautier Capuçon ( cello ) e a Orquestra do “ Un Violon Sur le Sable” ( Festival de música sinfônica que se apresenta cada ano,no fim do mês de julho, na Praia da Grande – Conche, em Royan, França, sob a direção do maestro Jerôme Pillement ).
Essa música tem o poder de alterar meu astral. Levito e até alço voos, sem um pingo de medo de despenhar , pelo menos enquanto a música está tocando. Sinto a leveza da felicidade. Meu coração esquece o peso dos anos, e ousa buscar e juntar os trocados de amor que ficou em cada história. Vira baile, vira profusão de cores... Vira sonho colorido, e um congresso de todos os amores.
Livre dos ciumentos que pareciam desejar a posse, vejo agora rostos conformados com todas as perdas , e apostando no sabor de todos os esquecimentos. Esse capital amoroso faz a minha festa, quando escuto "Stardust"... De repente corro em busca de uma estrela , que iluminava o passado, e ainda brilha num céu presente , sem pensar no abandono futuro de nunca mais brilhar.
"Stardust" é a música dessa noite de sábado , quando corações em busca, encontram um movimento da alegria que não escapa, enquanto a música não termina... E, se for o caso, posso repeti-la , até furar a o disco da vitrola? É ordem !
Socorro Moreira
Tradução da música (Stardust)
AGORA A COR PÚRPURA DO CREPÚSCULO INVADE FUNDO MEU CORAÇÃO ALTO NO CÉU ESTRELINHAS VÃO SUBINDO LEMBRANDO-ME QUE NÃO MAIS ESTAMOS JUNTOS VOCÊ VAGUEIA SEM RUMO E DISTANTE DEIXANDO-ME UMA CANÇÃO QUE NUNCA VAI MORRER O AMOR É AGORA UM DEVANEIO DO PASSADO A MÚSICA DE ANOS QUE SE FORAM
ÀS VEZES ME PERGUNTO POR QUE EU PERCO NOITES NA SOLIDÃO SONHANDO COM UMA CANÇÃO A MELODIA NÃO SAI DA MINHA CABEÇA E AQUI ESTOU OUTRA VEZ LEMBRANDO DE VOCÊ QUANDO NOSSO AMOR COMEÇAVA E CADA BEIJO ERA UMA IMENSA EMOÇÃO MAS ISTO FOI HÁ MUITO TEMPO E AGORA MEU CONSOLO É DEVANEAR COM UMA CANÇÃO
JUNTO ÀQUELE MURO FLORIDO QUANDO ESTRELAS BRILHAVAM VOCÊ ESTAVA EM MEUS BRAÇOS O ROUXINOL NARRA SEU CONTO DE FADAS EM UM PARAÍSO ONDE ROSAS FLORESCIAM E EMBORA EU SONHE EM VÃO NO MEU CORAÇÃO VAI FICAR PARA SEMPRE MINHA MELODIA DE RECORDAÇÕES A LEMBRANÇA DE UM REFRÃO DE AMOR
Uma das artes mais difíceis é, certamente, a de presentear. Não é brincadeira vestir o sonho alheio e pôr-lhe adereços. Mesmo os amigos mais chegados , os companheiros de longas jornadas aumentam as cãs na hora de escolher presentes . Fica sempre o medo de não agradar e, pior, o de que a pessoa agraciada tenha que simular ter gostado e ,muitas vezes, usar a lembrancinha com o fito único de encarnar um personagem pseudofeliz. A coisa é tão séria que nem adianta contar com a ajuda do futuro presenteado. Perguntado , ele , certamente, poderá optar por um objeto mais barato, mais simples, mesmo no íntimo entendendo que merecia uma coisa muito melhor.Se se opta por um artigo muito caro a aniversariante rapidamente poderá concluir que aquilo é consciência pesada e que o marido andou aprontando, se , por outro lado, corre-se para um material mais barato, mais em conta, imediatamente ela pensará : Meu Deus, e eu só valho isto ? “Zé Idéia”, um dos nossos filósofos de praça, talvez não tenha decifrado o enigma, mas, ao menos, criou alguns caminhos que não devem ser trilhados por quem acaso queira se sentir algo seguro nesta dificílima arte. O grande desafio estará sempre no presentear as mulheres , me diz ele, apesar de parecerem românticas e sonhadoras , sempre se deve buscar a estrada do pragmatismo. Lição primeira:nunca dar eletrodomésticos ou outros objetos que lembrem trabalho de casa, ela poderá entender que você só se interessa por uma mulher que esquenta a barriga no fogão e esfria na pia. Também não adianta valer-se de peças íntimas como lingeris , sutiãs, calcinhas sensuais: você poderá estar assinando um atestado de que a quer como objeto sexual. Segunda lição : nada de utensílios para malhação como marombas, esteiras, bicicleta ergométrica : no fundo você estará chamando-a de gorda e balofa. Terceira lição : fugir do terreno escorregadio de roupas e sapatos e de tudo que precise de número para ser adquirido: a probabilidade de acertar nestes casos, segundo cálculos da NASA, é exatamente zero. Se nem elas mesmas sabem o que gostam e querem usar, afirma “Idéia” você vem com esta pretensiosa intenção de descobrir ? Quarta lição : nada de presentes pendidos para o lado artístico como livros, cd´s, dvd´s, quadros , o gosto das mulheres neste setor é não só insondável mas igualmente mutante como o vírus da gripe. Zé conta que um amigo seu mandou fazer um quadro por um artista conhecido, copiado de um retrato da namorada e ela simplesmente odiou, o rapaz devia saber que as mulheres sempre se acham mais bonitas e sensuais que os quadros e retratos que porventura se consiga fazer delas. Quinta lição: Cestas de café da manhã e flores mexem com o coração do sexo feminino, mas têm pouca autonomia de vôo , sempre carecem de um acessório e aí o problema volta à estaca zero. Sexta lição : jamais interrogar sobre o presente preferido, você se mostrará óbvio demais e pouco criativo. Sétima lição: maquiagens, perfumes, shampoos, cremes são produtos extremamente especializados e individuais , nem Helena Rubinstein tem cacife para dar consultorias neste assunto. Conclui Zé Idéia: nada do que você ofertar terá um terço do impacto que você pretende causar, com exceção talvez dos diamantes e carros importados. No fundo, quem sabe, a grande incógnita reside no timing.Quando namorados e amantes , qualquer mínimo objeto: um papel de bom-bom, um bilhete, uma pipoca são sacralizados num ritual de hierofanização. É que o amor e a paixão se bastam e têm a força de consagrar tudo que lhe é tocado. Com o tempo , esmaecido o sentimento, descolorido o afeto, vamos tentando substituí-los por lembrancinhas, por presentes que talvez merecessem agora o nome de ausentes. É como se tentássemos reavivar uma aquarela que desbotou , mudando o seu lugar na parede da casa. O mesmo sol que um dia fez a aquarela brilhar é o mesmo que lhe roubou a cor e nada, nada neste mundo tem a grandeza e a intensidade daquele sentimento que um dia banhou nosso coração com o doce mel da paixão e a calda quente e viscosa do querer.
O maior Programa em teatro de Juazeiro do Norte vai começar. "Programa Venha Ver o Meu Teatro" - De quinta a sábado durante todas as semanas do ano no Teatro Municipal Marquise Branca sempre às 20h com entrada gratuita. Na primeira fase serão 8 espetáculos distribuidos entre drama, comédia, tragicomédia destinados a públicos infantil, infanto-juvenil e adulto. Dança, teatro e teatro de boneços serão o cardápio. A partir do dia 26. Venham conferir e se torne um parceiro na divulgação. Traga seus amigos, familiares, conhecidos e visinhos. Utilize todos os meios de comunicação e divulgação. O TEATRO HONROSAMENTE AGRADECE! Espetáculo da semana: "BR 116" com a Cia Alysson Amancio de Dança - dias 26, 27, 28/11 e 03,04 e 05/12 às 20h - entrada frança. Teatro: Uma forma inteligente de educar e se educar!
Secretaria da Cultura - Secult / JN Gerência das Artes Cênicas GOVERNO DA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA Poesia da Luz Fotografia Nívia Uchôa (88) 96127485 / 88488094 SECULT - J. do Norte 3571.5933 www.poesiadaluz.blogspot.com www.aguapraquetequero.blogspot.com
1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.
2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, tv, etc...
3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.
4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.
5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.
6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar umdelinquente.
7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.
8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.
9. É preciso transmitir aos filhos a idéia de que temos deproduzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.
10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente.
11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.
12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga . A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.
13. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.
14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.
15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.
16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.
17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.
18. Muitas são desequilibradas ou mesmo loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).
19. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.
20. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.
21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.
22. Pais e mães não pode se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. 'Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador'. Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.
23. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.
24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.
25. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.
26. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.
Frase: "A mãe (ou o pai!) que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia!"
Na “Semana da Música”, vamos relembrar as músicas que marcaram a nossa juventude ? Vou começar com algumas:
As Time Goes By – Johnny Mathis It's Not For Me to Say - Johnny Mathis Who's Sorry Now - Connie Francis
Come Te Non C´e Nessuno – Rita Pavone Love me tender – Elvis Presley Love Letters in the Sand - Pat Boone Secret Love – Doris Day
Smoke Gets in Your Eyes - The Platters Total - Bienvenido Granda Ansiedad - Nat King Cole Sabra Diós - Lucho Gatica Greenfields - The Brothers Four Caminemos – Trio Los Panchos I'll Never Fall in Love Again - Johnnie Ray The Green Leaves Of Summer - The Brothers Four
Al di la – Emilio Pericoli Donde estará mi vida ? – Joselito I Can't Stop Loving You - Ray Charles Se Piangi, Se Ridi - Bobby Solo Una Lacrima Sul Viso – Bobby Solo
La Violetera - Sarita Montiel
E aí ? De quais você se lembrou ? Faça a sua “Hit Parade” ! Pode repetir e/ou acrescentar .
Liduina Belchior disse... Quando chove,eu abro a janela ou mesmo a porta e vou olhar .
Depois volto a dormir.
A última vez que curti uma chuva dessa foi no dia 27 de outubro (sei porque registro na agenda).Eu vibro de alegria.E fico caladinha escutando a música dos pingos da chuva.
Eu nunca sei aonde estou , quando o Crato amanhece brumado.
Eu sempre penso no Crato, quando acordo noutros prados.
“O progresso do universo está interligado ao progresso do homem. Qualquer desenvolvimento nos campos científico, econômico e social não será de muita utilidade sem a transformação mental. Como podemos gerar essa transformação? Vigiando as paixões e as emoções. Uma vez que a tensão mental é a mais prejudicial à saúde do ser humano, ele deveria aprender a arte de controlar suas paixões e emoções, que causam tensões e estresses. O homem deveria fazer um esforço sincero para levar uma vida serena e pura. Ele deveria compreender a verdade de que os problemas e os tumultos são temporários, como nuvens passageiras. Não há espaço para as agitações surgirem quando se compreende essa verdade. Aquele que compreende essa verdade não permitirá que sua mente oscile pelos sentimentos de raiva, crueldade etc.” Sathya Sai Baba
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Albert EINSTEIN: “O capitalismo suscitou os progressos da produção, mas também os do conhecimento, e não por acaso. O egoísmo e a concorrência continuam infelizmente mais poderosos do que o interesse de todos ou que o senso do dever”(p.97). “O engenho dos homens nos ofereceu, nos últimos cem anos, tanta coisa que teria podido facilitar uma vida livre e feliz, se o progresso entre os homens se efetuasse ao mesmo tempo que os progressos sobre as coisas. Ora, o laborioso resultado se assemelha, para nossa geração, ao que seria uma navalha para uma criança de três anos. A conquista de fabulosos meios de produção não trouxe a liberdade, mas as angústias e a fome” (p.78). EINSTEIN, Albert. Como Vejo o Mundo, 3 ed., Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981.
Podemos classificar a medicina de acordo com suas modalidades, a abordagem ou o método terapêutico.
Modalidades:
Segundo a modalidade podemos classificar um médico de generalista, que são Clinico Geral e o Cirurgião Geral, ou especialista, e aqui encontramos uma enorme variedade.
Abordagem
A abordagem do médico poderá ser clinica ou cirúrgica, e existem diversas especialidades que que usam ambas.
Por exemplo, um ginecologista horas utiliza-se de tratamentos clínicos e outras opta pela cirurgia. E mesmo sendo um especialista em ginecologia, como no exemplo, ele pode praticar apenas a modalidade clinica e encaminhar seus clientes a um colega que pratica a especialidade cirúrgica.
Método terapêutico
Os métodos terapêuticos mais usado são o alopático e o homeopático.
Embora possam ser considerados como método terapêuticos a medicina chinesa (que utiliza fitoterapia específica e acupuntura), a medicina ayruvédica (utiliza os princípios da medicina e alimentação indiana), a naturopatia (utiliza-se de plantas medicinais (fitoterapia), banhos, emplastos, alimentação entre outros instrumentos), ortomolecular, hormonioterapia, quimioterapia, radioterapia.
Homeoptaia Unicista e Pluralista
Como homeopata gostaria de falar sobre as duas principais linhas na homeopatia:
O unicista usa um único medicamento, alterando dependendo da ocasião, a sua dinamização e modo de usar; enquanto o pluralista utiliza-se demais de um remédio.
O pluralista pode usar vários remédios em uma única formula (um complexo homeopático) e nesta situação dizemos que é complexista. Quando utiliza-se de vários medicamentos, mas cada um em um frasco diferente, alternando a hora de ingeri-los, chamamos de alternista.
O que temas tão distante e dismorfos têm em comum?
O que os aproxima?
O que área da psicologia se aproxima de área da homeopatia e lei dos semelhantes?
O que está acontecendo com o conhecimento, com o vitalismo da lei dos semelhantes e o pensamento com o conhecimento?
O que leva a física quântica se aproximar da homeopatia e a psicanálise/psicoterapia da Homeopatia Unicista?
Primeiro precisamos alicerçar alguns conhecimentos tão distantes e aproximá-los em princípios comuns.
A lei dos semelhantes baseia-se no princípio que semelhante cura semelhante. Quando temos uma totalidade sintomática que traduz os sintomas de um individuo e achamos uma medicação semelhante a esta UNIDADE, este indivíduo a ser tratar, nos diferentes reinos da natureza. Achamos através do medicamento ÚNICO, o medicamento que tendo sintomas semelhantes a seus sintomas mentais, físicos e caracterológicos chegamos ao seu remédio similium.
O que tem em comum em achar um remédio individualizado, único para um paciente e a psicoterapia e psicanálise? TUDO.
Precisamos entender o processo de espelhamento semelhante à lei dos semelhantes.
Retratemos o exemplo bom nos primórdio das civilizações, no caso específico a civilização Grega. Retornemos ao período de Ouro da civilização grega e mais específica ao Período de Péricles. Teatro de Herodes cheio dos atenienses e uma tragédia grega vai acontecer nos palcos e o drama passado no palco todas as ouvintes vão VIVENCIAR em si comparando suas vidas com a tragédia que acontece ali, no momento. Lei dos semelhantes, tragédia vista cura conflitos existente no expectador. Não fica muito diferente da atualidade nas tragédias diárias das telenovelas brasileiras.
A terapia de grupo cura pela lei dos semelhantes sintomas psíquicos e de sua realidade pessoal.
Na homeopatia unicista o biopatográfico é importante, pois retrata o episódio na vida do indivíduo que interferiu e mexeu no seu mental psiquicamente, adoeceu esta pessoa. A homeopatia unicista tentará achar no remédio único o seu conflito gerador,a sua dinâmica pessoal, além de encontrar sintomas caracterológicos do personagem que sofreu o episódio biopatográfico de sua vida e gerador da sua doença. O homem não está separado da sua história, seu socio-histórico está gravado dentro do seu ser. Não podemos separar a Psiquiatria da Cultura onde o homem está inserido. Não existe pedagogia sem Vygotski e outros com segmentos de pensamentos semelhantes.
O vitalismo na Homeopatia Unicista, assim como a Natureza e seus princípios na Medicina da Vida chamam a atenção do Homem as forças curativas que existem em todos os Reinos da Natureza, e estimulando a sua preservação, e influenciando todas as pessoas a realizar uma alimentação viva e hábitos saudáveis com qualidade de vida. VIDA COM SAÚDE E SEM DOENÇAS CRÔNICAS DEGENERATIVAS.
Precisamos desenvolver SAÚDE MENTAL, estimulando hábitos sadios de vida. Citando um grande curador e que desenvolveu na Europa e Países da Escandinávia, na metade deste século, o Movimento Pro Saúde de Are Waerland, dizia que não existem doenças e sim maus hábitos, retirem eles e as doenças desaparecerão. Que são: sal refinado, açúcar industrial, tabaco, bebidas alcoólicas e a proteína animal.
De longe o mais conhecido e celebrado homem de letras do século XVIII, Voltaire foi a própria incarnação do Iluminismo. Vivendo sua longa existência ao largo do Século das Luzes, representou os princípios maiores daquele movimento, engajando-se em grandes causas a favor da tolerância religiosa e a favor da liberdade de expressão, tornando-o um dos mentores indiretos da Revolução de 1789.
O militante das luzes
O Voltaire que projetou-se através dos tempos foi o escritor engajado, o militante do Iluminismo. Neste campo foi o mais preclaro antecessor de Jean-Paul Sartre que, como esse, utilizou-se de todos os meios ao seu alcance (teatro, romances, poemas, ensaios, correspondência ou panfletos) para divulgar suas idéias. A sua personalidade dominou o mundo das letras de todo o século XVIII (tão fabuloso que Saint-Just queria que fosse imortalizado e colocado no Panteão). Tanto é assim que são incontáveis os historiadores, escritores, críticos literários, ensaístas culturais e outros que chamam-no de O Século de Voltaire. Nascido numa tradicional família burguesa em 21 de novembro de 1694, os Arouet, já bem jovem tornara-se devido ao seu espírito ferino na coqueluche dos salões parisienses e, para desgosto dos pais, um familiar do templo dos libertinos.
Embastilhado
Conhecido como autor de poemas picantes e maldosos, termina conhecendo os cárceres da Bastilha e vários exílios. Aos 32 anos de idade chegou a ser furiosamente espancado por asseclas do cavaleiro de Rohan, com quem havia desejado duelar. Uns tempos antes, em 1716, por ter feito um poema satirizando o cavaleiro La Motte e o regente, foi desterrado para Sully-sur-Loire e, em seguida, encarcerado na Bastilha. Foi lá, preso, que ele escreveu La Henriada, uma poema épico em homenagem à tolerância de Henrique de Navarra, o rei Henrique IV dos franceses que foi assassinado por Ravaillac, um católico fanático que o abateu à facadas, por ter assegurado a liberdade religiosa dos huguenotes, os protestantes franceses, por meio do Édito de Nantes, de 1598. Também foi entre aquelas pedras tristes que o cercavam que resolveu mudar o seu nome de François-Marie Arouet para Voltaire.
A Bastilha, a curta "residência" de Voltaire
Um anagrama de arovet le ieune, "Arouet, o jovem". Antes de partir para um curto e proveitoso exílio na Inglaterra, numa hilariante entrevista que tivera com o regente Felipe (que havia despachado a carta ordenando o seu encarceramento) nas Tulherias, pediu a autoridade que, doravante, não mais se preocupasse com sua moradia. A estada entre os ingleses, ainda que só de dois anos, foi-lhe vivificante.
Henry Purcell é possivelmente o compositor nativamente inglês mais significativo do período barroco. Nasceu a 10 de Setembro de 1659. O pai de Purcell era também músico (na corte de Charles II). Orfão muito cedo foi educado pelo tio.
Começa por cantar no coro mas cedo os seus dotes de compositor e organista revelam-se. Durante muito tempo compoe apenas música sacra para em 1689 compor aquela que se julga ser a primeira opera inglesa que aliás nunca foi exibida ao público durante a vida do compositor.
Henry Purcell morreu muito novo (com apenas 36 anos) mas compôs suficiente para ser considerado um dos maiores compositores ingleses de todos os tempos.
OBRA
Purcell compôs uma única ópera Dido & Aeneas baseada no poema Eneida. Para ilustrar esta obra magnifica escolhemos uma interpretação não menos sublime da meio-soprano inglesa Janet Baker. Verdadeiramente de arrepiar.
Quando eu era pequena, achava minha mãe tão linda, que um dia cismei que era filha adotiva. Eu não tinha aquele rosto de feições perfeitas, como se tivesse sido feito á lápis. Hoje observando a leva de netas, descubro que a sua beleza está na geração seguinte. Ainda bem ! Era beleza demais pra ficar escondida, e não ser perpetuada , na sua descendência. Quando tornei-me adolescente senti um certo prazer em não ser tão bela, e ter herdado o charme do meu pai. Aquele lá era mesmo irresistível... ! Quando fiquei mais velha, percebi que estive sempre fora dos padrões de beleza , e isso me estimulou a ser diferente. Quando amadureci, descobri que beleza não pôe mesa , e que ela se transforma , irremediavelmente,com o passar do tempo. O que a gente não perde é o brilho do olhar e a ternura do sorriso. Quem faz a beleza é o amor que a gente sente !
Ingredientes: 3 copos de leite de gado 12 espigas de milho verde 1 xícara de açúcar
1 colher de manteiga
1 copo de leite de côco
1 pires de queijo ralado
1 pitada de sal.
canela em pó
Preparo:
Corte o milho com uma faca e bata no liquidificador com o leite ou rale e coe espremendo bem. Adoce (1 xícara de açúcar aproximadamente) e leve ao fogo mexendo sem parar ate sentir gosto de cozido. Acrescente o leite de côco e a manteiga. Coloque numa travessa e polvilhe canela em pó.
Bagaço de Milho - Aproveite-o para fazer um bolo de milho.
Bolo do bagaço do milho
4 ovos inteiros
1 1/2 xícara de açúcar
1 copo de leite de côco
1 copo de leite de gado
2 colheres de manteiga
1 pires de queijo ralado
1 pires de côco ralado
1 xícara de maisena
Bagaço de milho da canjica .
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Modo de preparo :
Misturar todos os ingredientes no liquidificador .Forma untada e polvilhada
Francisco de Asís Tárrega Eixea nasceu em Vila-real, em 21 de Novembro de 1852, em uma casa situada junto ao santuário de San Pascual Baylón. Seus pais, FranciscoTárrega Tirado, e sua mãe, Antonia Eixea Broch, trabalharam como caseiros para as Madres Clarissas. Devido a ocupação de seus pais, o pequeno Francisco ficou aos cuidados de uma babá.Um dia, Francisco fugiu de sua ama, caindo em um riacho perto de sua casa. Isto lhe causou um forte choque, danificando sua visão para sempre. Seu pai pensou que Francisco poderia perder completamente a vista, de maneira que se mudaram para Castellón para que participasse de aulas de música e, em caso deficar cego, pudesse ganhar a vida tocando algum instrumento. Foi curiosamente um músico cego, Eugeni Ruiz, quem ensinou a Tárrega suas primeiras lições musicais. E outro cego, Manuel González, também conhecido por "O cego da Marina" foi quem o iniciou no mundo do violão. Este ganhava a vida tocando violão, e sabia muito bem todos os truques para animar a generosidade do público, segredos que ensinou ao jovem Tárrega. Sua fama começa a crescer e seu sentimento interpretativo cativa o publico. Em 1881 se muda para França. Depois de um maravilhoso concerto em Lyon, chega a Paris onde conhece as personalidades mais importantes da época. Atua em vários teatros, sendo convidado a tocar para a Rainha da Espanha, Isabel II, e prossegue sua viagem até Londres. Dali volta a Novelda para contrair matrimônio com sua prometida Maria Rizo. Mas a sorte não estava do lado de Tárrega e em Janeiro de 1906 um derrame deixa paralítico a metade esquerda de seu corpo. A recuperação foi lenta e penosa. Tárrega se recupera e inicia de novo suas turnês. Em Outubro de 1908 sente saudades e volta a Castellón . Daí parte para Novelda em 1909, voltando a Valencia, Cullera e para oferecer alguns concertos. Em Picanya compõe sua última obra, "Oremus",terminada em 2 de Dezembro. Em 3 de Dezembro se sente mal e volta a Barcelona, permanecendo em sua casa da rua Valencia até 15 de dezembro de 1909 de madrugada,quando falece. Seus restos repousam no cemitério de Castellón, onde pode-se visitar seu panteão.
Procura-nos a Morte quando já somos tão pouco. Quando o que nos dá a condição, senão a possibilidade de seguir ao lado dessa gente, é apenas um corpo semelhante aos que do nosso lado passeiam. Todavia mover os pés nesse ritmo próprio do caminhar, trotar com essas criaturas de uma calçada à outra, não nos confere a imponência de um puro sangue, nem tampouco oferece à Morte a garantia de que apertará nos braços um indivíduo, ainda, senhor absoluto dos seus restos de sonhos, ânsias e quereres A Vida matreira e ladina com suas mortes cotidianas, sutis, mas atrozes, a nos infligir, dificilmente entrega um corpo cujo espírito ainda esteja envolto na integridade de suas emoções. Ela que dispõe e impõe, olha da janela envidraçada a ridícula figura da Morte que ao se abaixar para pegar o fardo o faz sempre com a convicção de que o peso a ser suportado vai ser imenso, e ao levantar-se com um urro como que para se ajudar, acaba desequilibrando-se com a leveza da carga. Nesse momento, Vida e Morte, como duas velhas comadres que estivessem em abstinência da companhia mútua, cruzam os olhares ávidos de uma para outra calçada; e gesticulam e gritam e gemem e movem-se como se existisse uma fluidez ao abraço ou à trincheira. As duas comadres enfrentam-se. E nós somos um leve embrulho arremessado no ar num jogo frenético, destituído do calor das torcidas e da sonoridade das multidões. Bola disforme jogada cada vez com menos precisão de Uma para a Outra, até que a Morte, a mais sensata dentre elas, lembre-se de sua tarefa milenar, bote-nos debaixo do braço e saia praguejando.
Todos nós sabemos que um dia teremos que atravessar uma ponte e partir para um outro lugar-consciência-mundo. E ninguém escapa do “trem” que sempre passa nesse nosso mundo familiar e deixa alguns na estação e leva outros para uma travessia numa viagem incomum. Nos acostumamos a aceitar naturalmente que o “trem” passe enquanto estamos em nossas atividades cotidianas automáticas.
É o outro que se vai e não eu! – assim pensa a maioria.
Poucas vezes refletimos sobre o significado desse momento de rompimento com a vida concreta - familiar e social. A dinâmica da vida profissional, ideológica e social não nos dá muitas chances para refletir e sentir.
Na universidade poucas vezes realizamos comentários filosóficos profundos a respeito desses momentos tão incomuns do sol-vida caindo-morrendo no horizonte dos sentidos comuns. Tomamos mais ciência sobre essa questão quando estamos doentes ou diante da perda de um parente ou amigo, ou mesmo diante de uma guerra ou catástrofe inesperada.
Então, nos sensibilizamos da existência da função da morte e do valor da vida, por isso queremos continuar vivos e com saúde (adiando cada vez mais o entardecer da vida) com os nossos membros inteiros e nossos órgãos em perfeito funcionamento mecânico, elétrico e psicológico.
Quando estamos jovens não queremos nem pensar nesse entardecer e decaimento – isso é coisa de velho! – infelizmente pensamos assim.
A cultura do jovem sarado e da juventude moderna, que adora uma aventura e um padrão de comportamento de consumo fácil, cria a ilusão de que a vida é um estado de ânimo e crença na modernidade dos costumes e consumos imediatos e fáceis sem calcular suas conseqüências evolutivas.
Até que chega um dia da prova final e a verdade do Espírito é captada finalmente pelos nossos sentidos e corpos sutis. De repente somos chamados e não conseguimos fingir que não ouvimos o convite. Ele se aproxima e nos diz, através de um verbo-princípio, que só nos realizamos de fato numa nova travessia de uma experiência inédita da consciência alternativa que jamais havíamos se quer imaginado existir. Surge o conflito e o medo na relação metafísica buberiana do Eu-Tu.
No início caimos num vazio da existência e assim perdemos temporariamente a força psicológica que nos prendia à conexão da gravidade racional terrena – ficamos sem rumo! Constatamos surpresos que existe uma outra realidade paralela ao nosso ser – tão invisível e tão próxima!
Como é difícil ver e aceitar esse paradoxo sutil! A morte física é um acontecimento (o outro lado da moeda existencial) e não um fim em si mesmo. Viver em dois mundos – eis o desafio do Espírito na relação com a Alma e o Corpo!
Por que não estamos familiarizados com esse epifenômeno multidimensional?
Porque nos falta sensibilidade fina ou desenvolvida para se despertar e encontrar o Sentido Verdadeiro de Evolução ou Ascensão Ontológica (Metafísica-Espiritual). O hábito da auto-reflexão racional cria um mundo sem os parâmetros sutis e doces da sensibilidade pura e suave.
Charles Chaplin no último discurso do filme O Grande Ditador, nos deixou esta preciosa mensagem de grande sensibilidade:
“O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens...levantou no mundo as muralhas do ódio...e tem nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será violência e tudo será perdido”.
Então, nos recordamos da mensagem do poeta e cantor:
“Tenha fé em Deus, Tenha fé na vida. Tente outra uma vez... Não diga que a canção está perdida. Beba pois a água viva está na fonte. Você tem dois pés para atravessar a ponte. Há uma voz que canta. Há uma voz que dança. Há uma voz que gira bailando no ar. Basta ser sincero e desejar profundo. Você será capaz de sacudir o mundo. ...Viva ...viva a Sociedade Alternativa” Raul Seixas
Morei alguns anos na Italia .Vivi ali uma parte da minha infância , depois um bom período da minha adolescência e mais tarde uma pousada como mulher. Tudo é fascinante naquele país .Posso afirmar que conheço quase todas as cidades, da Calabria até a Toscana , e sem desmerecer a arte existente em Florença, a história dos tempos de Roma ,a arquitetura maravilhosa de Siena , os castelos medievais de Luca ,a beleza incrível de Pisa , o sonho real que Veneza nos oferece, tenho pela cidade de Nápoles verdadeira paixão. Sinto no povo napolitano muita coisa de mim ,..híbrido, liberto, desprovido de vaidades, amante da música , dos bares, do vinho, do amor , dos sonhos, hospitaleiro, meio rude as vezes, outras vezes cheio de um romantismo impossível de se descrever.Passear em Nápoles numa charrete , percorrer suas praças, suas ruas estreitas,ou suas largas avenidas, admirar suas fontes , sua arquitetura ainda rústica, é algo repousante demais. Qualquer restaurante da orla marítima que a gente entra , tem sempre um cantor improvisado despejando suas alegrias ou mágoas num dialeto bem napolitano que nos cumprimenta como fossemos velhos conhecidos . As pequenas cidades arredores de Nápoles são também de uma beleza ímpar : Sorrento, Herculano, Pompéia, Amalfi retratam paisagens impossíveis de se esquecer. O golfo de Nápoles abre-se em forma de anfiteatro em direção ao mar , delimitado pelo Vesúvio e pelo cabo Posilipo, sendo considerado um dos mais belos golfos do mundo em pleno Mediterrâneo, sem comentarmos a beleza da Ilha de Capri. Contam que Nápoles teve como origem a antiga cidade grega de nome Neapolis , conquistada pelos romanos no século IV A.C. Em resumo Nápoles irá sempre me fascinar pela sua historia , sua arte e sua cultura , apesar de ter o seu povo um ritmo frenético , caótico , viciante , mas que acorrenta com o seu jeito peculiar o coração da gente.E o meu inegavelmente ficou desde a primeira vez que lá estive , dividido entre Recife e a popularmente conhecida como “ terra dascanções e dos grandes amores” a cidade de Nápoles.
Autor: Antônio Héliton de Santana .................... Você conhece Zumbi? Zumbi, o grande guerreiro Liderança de Palmares Comandante derradeiro Defensor da liberdade Herói negro brasileiro?
Zumbi herói nasceu livre No Quilombo dos Palmares Como pássaro na mata Como golfinho nos mares Como a voz que livre voa Atingindo céu e ares.
Num ataque ao Quilombo O menino foi levado Para o lugar Porto Calvo A um padre foi doado Ao padre Antônio Melo Que o criou com cuidado.
Batizou logo o menino Com o nome de Francisco Conto a história ligeiro Nem pestanejo, nem pisco Se penetrar nos meus olhos Qualquer poeira ou cisco.
Zumbi aprendeu a ler Tornou-se até coroinha O Português e o latim Na memória ele tinha Menino inteligente Tirava até ladainha.
Ao completar quinze anos Retornou para o seu povo Voltando para o Quilombo Quebrou a casca do ovo Pra lutar por liberdade Construir um mundo novo.
Ele foi reconhecido Francisco, era Zumbi Menino, há muitos anos Levado longe daqui A esperança voltou Olha o menino aí.
O fato de ter voltado Para a sua comunidade Em nada atrapalhou A relação de amizade Com o tal de padre Melo Seu amigo de verdade.
Zumbi tornou-se guerreiro Defensor da liberdade Por isso ele foi morto Esta é a pura verdade Porém, continua vivo Em todo que tem vontade.
Que tem vontade e luta Pelo bem desta nação Para que haja justiça, Emprego, casa e pão; Terra para quem trabalha Pra ter fim a servidão.
O primeiro passo é Com o povo se juntar Se uma mão lava a outra Comece a organizar Mesmo o sal quando é pouco Ajuda a temperar.
O exemplo de Zumbi Não é só pra ser lembrado Ele continua vivo Se você tem o cuidado De defender bem a vida Já lhe dei o meu recado.
Comunique-se com grupos Procure informação Leia o que for possível Importante a formação Quem tem boca vai à Roma Diga-me se é ou não.
Agora é começar Você é novo Zumbi Essa idéia não morreu Vive mexendo aqui Dentro do meu coração E mexe no seu aí.
.............................
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Google Imagens Fonte http://movimentonegropb.vilabol.uol.com.br/helitonpalmares.htm. ...
“Não há qualidade maior no homem que o amor altruísta, que se expressa no serviço aos outros. Tal amor pode ser a fonte da verdadeira bem-aventurança. A relação entre Karma e Karma Yoga deveria ser adequadamente compreendida. A ação (Karma) feita com apego ou desejo produz a escravidão, enquanto a ação altruísta, desprovida de desejo, se torna o caminho que leva à libertação (Karma Yoga). Nossa vida deveria tornar-se uma Comunhão Divina (Yoga), em vez de uma doença (Roga).” Sathya Sai Baba
Liev Tolstói, também conhcido como Léon Tolstói ou Leão Tolstói ou Leo Tolstóy, Lev Nikoláievich Tolstói é considerado um dos maiores escritores de todos os tempos. Além de sua fama como escritor, Tolstói ficou famoso por tornar-se, na velhice, um pacifista, cujos textos e idéias batia de frente com as igrejas e governos, pregando uma vida simples e em proximidade à natureza. Junto a Fiódor Dostoiévski, Gorki e Tchecov, Tolstói foi um dos grandes da literatura russa do século XIX. Suas obras mais famosas Guerra e Paz, sobre as campanhas de Napoleão na Rússia, e Anna Karenina, onde denuncia o ambiente hipócrita da época e realiza um dos retratos femininos mais profundos e sugestivos da literatura. Sua vida na literatura foi escrita por Jay Parini, uma biografia que relata a realidade do escritor na sua vida intima, como seu interesse por homens, que na obra fala sobre um fato em que sua mulher Sofia sabendo de seus interesses homosexuais, recitava para seus amigos seu diário intimo para feri-lo. Helen Mirren e Chtistopher Plummer são Sofia e Tolstói, que está nas telas dos cinemas da Inglaterra até o final do ano.
Morreu aos 81 anos, de pneumonia, durante uma fuga de sua casa, buscando vive uma vida simples.
ODia da Consciência Negra é celebrado em 20 de Novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.
A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).
Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.
Eu acho que a gente vive tão mal, que às vezes a gente precisa perder as pessoas pra descobrir o valor que elas têm. Às vezes as pessoas precisam morrer pra gente saber a importância que elas tinham, e isso aconteceu uma vez na minha vida.
Estava eu na minha casa, de manhã, quando recebi um telefonema dizendo que minha irmã estava morta. Minha irmã mais nova, cheia de vida... de repente não existe mais.
Fico pensando assim, que às vezes, na vida, o ensinamento mais doído seja esse: quando na vida nós já não temos mais a oportunidade de fazer alguma coisa, o inferno talvez seja isso - a impossibilidade de mudar alguma situação. E quando as pessoas morrem, já não há mais o que dizer, porque mortos não podem perdoar, mortos não podem sorrir, mortos não podem amar, nem tão pouco ouvir de nós que os amamos.
Eu me lembro que uma semana antes de minha irmã morrer, ela havia me ligado. Foi a última vez que eu falei com ela, e eu me recordo que naquele dia eu estava apressado, com muita coisa pra fazer, e fiz questão de desligar o telefone rápido. Sabe quando você fala, mas fala na correria, porque você tem muita coisa pra fazer? E foi assim... se eu soubesse que aquela seria a última oportunidade de ver minha irmã, de olhar nos olhos dela, de falar com ela, eu certamente teria esquecido toda a pressa, porque quando a vida é assim, e você sabe que é a ultima oportunidade, você não tem pressa pra mais nada. Já não há mais o que eu fazer, e essa é a beleza da última ceia de Jesus.
Não há pressa, o momento é feito para celebrar, a mística da última ceia está ali, Jesus reúne aqueles que pra ele tinha um valor especial, inclusive o traidor estava lá. E eu descobrir com isso, com a morte da minha irmã, que eu não tenho o direito de esperar amanhã pra dizer que amo, pra perdoar, para abraçar, dizer que é importante que é especial.
O amanhã eu não sei se existe, mas o agora eu sei que existe, e às vezes, na vida, nos perdemos... Eu me lembro quantas vezes na minha vida de irmão com ela, nós passávamos uma semana sem nos falarmos, porque houve uma briga, uma confusão. A gente se dava o luxo de passar uma semana sem se falar, e hoje eu não tenho mais nem 5 minutos pra conversar com alguém que foi importante, que foi parte de mim.
Não espere as pessoas morrerem, irem embora, não espere o definitivo bater na sua porta. Nós não conhecemos a vida e não sabemos o que virá amanhã. Viva como se fosse o último dia da sua história. Se hoje você tivesse que realizar a sua última ceia, porque é conhecedor que hoje é o último de sua vida, certamente você não teria tempo pra pressa. Você celebraria até o fim, e gostaria de ficar ao lado de quem você ama.
Viver o cristianismo é fazer a dinâmica da última ceia todos os dias. Viva como se fosse o último dia da sua vida; viva como se fosse a última oportunidade de amar quem você ama, de olhar nos olhos de quem pra você é especial.
E depois que minha irmã morreu, um tempo bem passado, eu descobrir porque eu gostava tanto dessa música que vou cantar agora. Ela não fala de um amor que foi embora; o compositor fez para a filha que morreu em um acidente; então, fica muito mais especial cantá-la e descobrir o cristianismo que está no meio das palavras, porque é assim, quando o outro vai embora é que a gente descobre o tamanho do espaço que ele ocupava.
Não sei por que você se foi, Quantas saudades eu senti, E de tristezas vou viver, E aquele adeus não pude dar...
Você marcou a minha vida Viveu, morreu Na minha história; Chego a ter medo do futuro E da solidão Que em minha porta bate...
E eu! Gostava tanto de você Gostava tanto de você...
Eu corro, fujo desta sombra Em sonho vejo este passado, E na parede do meu quarto Ainda está o seu retrato. Não quero ver pra não lembrar, Pensei até em me mudar... Lugar qualquer que não exista O pensamento em você...
E eu! Gostava tanto de você Gostava tanto de você...
Eu gostava tanto de você! Eu gostava tanto de você! Eu gostava tanto de você! Eu gostava tanto de você!
Agora o triste da música é que a gente precisa conjugar o verbo no passado, a pessoa já morreu, já não há mais o que fazer. Mas não tem nenhum sofrimento nessa vida que passe por nós sem deixar nenhum ensinamento...
Tem que nos ensinar, não dá pra sofrer em vão. Alguma coisa a gente tem que extrair...
Extraia o sofrimento e descubra o ensinamento. Se ele algum dia me tocou e me deixou algum ensinamento, eu faço questão de partilhá-lo com você agora. Depois da morte da minha irmã eu faço questão de viver a vida como se fosse o último dia.
Já que o passado é coisa do inferno, e a gente não está no passado, muito menos no inferno, resta a possibilidade de mudar o verbo, de trazê-lo para o presente e de cantá-lo olhando para as pessoas que são especiais. Quem sabe cantando pra ela nesse momento...
Se ela está ao seu lado, se você tem algum amigo que mereça ouvir isso de você, alguém que faz diferença na sua história...
Ao invés de você dizer que gostava, você diz que gosta!
Vamos mudar o verbo! Vamos amar a vida! Vamos amar as pessoas antes que elas vão embora!
Um dos poucos gênios musicais comercialmente de sucesso em nosso tempo, nasceu em 6 de novembro de 1916 em Attleboro, Massachusetts. Tendo contato com a música deste a mais tenra idade, seu pai era trombonista de uma banda da cidade e, sua mãe tocava piano. Quando jovem ainda no colégio em Attleboro, Ray e alguns de seus colegas decidiram formar uma "dance orchestra".
Aprendendo alguns "truques" com seu pai, Ray começou a praticar trombone tocando como primeiro trombonista da banda. Foi neste grupo que Ray Conniff fez o seu primeiro arranjo, que agradou em cheio seus colegas, uma interpretação de "Sweet Georgia Brown". Ao término do colégio, Ray conseguiu seu primeiro trabalho como profissional com Dan Murphy, "Musical Skippers" em Boston. Ele tocou trombone, fez arranjos e dirigiu o caminhão da banda.
Certo dia. um amigo lhe disse que Boston estava pequena demais para um musico de seu talento, Ray então decidiu tentar a sorte na "Big Apple", como é conhecida Nova Iorque pelos americanos. Chegando a Nova Iorque na mesma época em que estava nascendo o "swing" e, antes de achar trabalho fixo, Ray Conniff tocou com as bandas locais e praticava o instrumento se sua devoção. Contudo, a sorte estava a seu lado, e ele encontra seu primeiro trabalho pago como trombonista e arranjador na banda de Bunny Berigan.
Após uma permanência de 15 meses com Berigan, Bob Crosby contratou-o em 1939. Ray tocou com a banda de Crosby por um ano antes de se juntar á banda de Artie Shaw. Foi nesta época que reputação de Ray Conniff como arranjador começava a se estabelecer, bem como seus solos de trombone começavam a ficar conhecidos. Depois de Shaw veio Glen Gray e depois com a eclosão da Segunda Guerra, Ray passou dois anos prestando serviço militar fazendo arranjos para a Radio das Forças Armadas em Hollywood.
Sendo dispensado em 1946, começou a fazer arranjos para Harry James. Quando emergiu "be-bop" , no final dos anos 40, Ray, cujo gosto musical não combinava com este estilo, resolveu parar com seus arranjos por algum tempo. Esta interrupção em sua carreira trouxeram a Ray Conniff tempos difíceis, tanto emocional quanto financeiramente. Durante este período, aprendeu regência e, envolveu-se em um exaustivo estudo musical desenvolvendo o que considerava a "formula mágica" dos arranjos.
No inicio dos anos 50, houve uma grande virada na carreira de Ray Conniff e isto ocorreu quando ele conheceu Mitch Miller da Columbia Records, que o contratou como arranjador. Em 1955, Ray consegue sua primeira chance para provar sua teoria musical. A gravação foi com Don Cherry, "Band Of Gold". Tornou-se sucesso instantaneamente. Desta forma tem inicio uma série de gravações "Conniff-arranged" para a Columbia, que resultaram em muitos discos de sucesso. Entre os quais podemos destacar Johnnie Ray, "Just Walking In The Rain", Frankie Laine "Moonlight Gambler", Guy Mitchell, "Singing The Blues" e Marty Robbins' "A White Sport Coat". Ray também foi responsável pelos arranjos espetaculares de Johnny Mathis em "Chances Are", Wonderful, Wonderful", e "It's Not For Me To Say".
O sucesso de Ray Conniff como arranjador e maestro para outros artistas, levou a Columbia a permitir que ele gravasse um disco com seu próprio nome. Ele foi o primeiro artista a usar vozes e arranjos vocais como uma seção da orquestra como se fossem instrumentos, for exemplo, as vozes femininas juntamente com trompetes, saxes alto ou clarinetas; as vozes masculinas com trombones ou saxes nas notas baixas. O primeiro disco de Ray Conniff, "'S Wonderful", esteve entre as 20 mais durante nove meses. A revista Cash Box elegeu Ray como "o mais promissor maestro de 1957". He ganhou o mesmo prêmio novamente em 1958. Em 1959, os DJs elegeram a orquestra e côro de Ray Conniff " a melhor orquestra de estúdio." Lá pelo início dos anos 60 , as vendas dos discos de Ray Conniff explodiram. A orquestra e côro de Ray Conniff eram bastante solicitados. Ray, que se orgulha de ter conseguido reproduzir o som em seus shows ao vivo da mesma forma que em estúdio, trouxe ao público o primeiro show ao vivo em estéreo, "Concert in Stereo", no mundo.
As platéias experimentaram a sensação de três canais de som sendo transmitidos pelo teatro com o auxilio de um sofisticado sistema se som estéreo. A crítica aclamou estes concertos como o "evento musical dos anos 60".
Ray Conniff também apresentou o seu "Concert In Stereo" na TV Americana e, em sucessivas tournês pelos Estados Unidos, Alemanha, Áustria e Suíça. Ele também tocou com grande aclamação no Sahara-Tahoe Hotel em Lake Tahoe e no Sahara Hotel em Las Vegas. Durante este período, Ray tinha o coral destacado da orquestra e que ganhou fama por cantarem as letras das músicas tornando-se conhecidos como os "Cantores de Ray Conniff". Durante os anos 70 Ray apresentou o seu show "Happiness Is Music" por toda a América do Sul, Japão e Inglaterra (incluindo o famoso Royal Albert Hall em Londres). Ele também se apresentou na Casa Branca durante a guerra do Vietnã.
Em 1974, Ray foi o primeiro artista popular do ocidente a ser convidado pela então União Soviética a gravar um disco em Moscou. Ray Conniff que agora está com 80 anos, ainda grava aproximadamente um novo álbum ao ano. Além disso excursiona anualmente com seu show pelo Brasil com sai orquestra e coral completos tendo sempre casa cheia com pessoas de todas as idades, canta, dança e corre para cima e para baixa no palco como um jovem de 20 anos, regendo cantando, conversando com a platéia e tocando seu trombone - Fazendo o que mais sabe. O repertório de Ray Conniff inclui clássicos da era das "Big Bands", adaptações de temas clássicos, temas de filmes e de peças da Broadway hits da atualidade e música latina.
Ray tem sobrevivido no mercado musical por mais de 60 anos e já gravou mais de 90 discos até o momento e, já vendeu mais de 65 milhões de discos. Ele foi agraciado com o Grammy Award por sua gravação de "Somewhere My Love", duas indicações para o Grammy, mais de 10 discos de ouro, CBS Records - Prêmio de melhor artista em vendas em 1962 e um sem número de prêmios internacionais.
Além de seu trabalhos nos discos "Ray Conniff Live In Rio" e "I Love Movies", Ray Conniff lançou um disco com musicas exclusivas de Roberto Carlos, chamado “ De Ray para o Rei ”, como Amigo, Emoções, Cama e Mesa, Café da Manhã, Lady Laura, Nossa Senhora, Amor a Moda Antiga, entre outros. Alguns dos grandes sucessos de Ray Conniff no Brasil: La Mer, Love Is A Many Splendored Thing, Only You, Besame Mucho, Perfidia, Aquellos Ojos Verdes, Cheek to Cheek, New York New York, Cuando Calienta el Sol, Tammy, Trhee Coins in The Fountain, Midnight in Moscou, Taste of Haney, Red Roses for a Blue Lady, Y’ve Got You under My Skin,etc.
Ray Conniff morreu no dia 12/10/2002, na cidade de Escondido, Califórnia (EUA), vítima de um derrame, poucos dias antes de completar 86 anos.
Novamente andei sem palavras por uns dias: me sentia quase esvaziada desse ânimo que me é comum e peculiar... Parecia-me carregar uma ansiedade saturada de tudo, como se quase tudo estivesse em silêncio dentro de mim ou talvez, e possivelmente, fosse apenas minha mente cansada.
Fiquei me perguntando o que havia acontecido com os meus dias, com meus pensamentos... Minhas idéias haviam escapulido. Eu não conseguia construir um parágrafo sequer. Me inquietava a quietude das palavras que deslizavam transparentes em minha mente. Só sei que essa ausência de sentido me consumia lentamente, quase me obrigando a verter pela noite meus gritos interiores. Isso provocava em mim reações estranhas e adversas ao que costumo ser. Percebi que só tinha na mente pensamentos pardos, opacos e desbotados do encanto de sempre.
Então, viajava simplesmente em ansiedades acumuladas... Correções umas atrás das outras, intermináveis trabalhos para o Mestrado, o ir e vir de uma cidade à outra, enfim, minha vida corrida de todas as horas.
Procurei alento. Deitei-me várias vezes para encostar-me no travesseiro e lhe pedir conselhos . Esvaziei a mente deste mau caminho, dessa agitação que se refletia em refluxos. Procurei distrair-me, por exemplo, com a queda das folhas no jardim do mano, com o cheiro das flores, com as abelhas pousando aqui e ali. Vi também o beija-flor sorrateiro soprando o vento com suas asas... percebi que tudo seria um refúgio se assim eu quisesse. Refuguei ao marasmo das horas tantas vezes que perdi a conta. Com isso, eu apenas me distanciava ainda mais do que teoricamente é real.
Não, absolutamente hoje não me sinto ou me julgo infeliz. Sou dessa natureza sertaneja que muitas vezes me devora mesmo sem eu saber. Adoro esse cheiro de mato entranhado em minha alma, o cheiro no chão molhado, os sons de risadas de outros tempos, o estigma da singeleza e da naturalidade.
Por isso, decidi serenar essa agonia. Peguei novamente o gosto por essas letrinhas que agora me passam pela frente e me trazem de volta outros inúmeros prazeres que a vida me traz. Voltou-me o som da música e o prazer de viver suas letras. E hoje, eis-me de novo escrevendo como uma criança que não sabe mais viver sem seu brinquedo predileto. E se vocês não sentiram minha falta, senti sim, muita falta de vocês.
Caminho, na valsa calma No passo eterno dos doentes Ombro a ombro com os dementes Beijo a beijo com as mulheres Perdidas na noite sem dentes, Sem sonhos, sem sóis, numa eterna madrugada Caminho ao lado do cego, do surdo, do mudo Estudo, a voz latejante do tagarela. Caminho nessa marcha de malsãos Nessa madrugada eterna de quimeras reinantes Nessa névoa de fuligens que fustigam Meus medos, meus calos nos pés Meus sonhos outrora tão sóbrios, Agora delirantes Caminho, embora o açoite, Embora seja alvo, embora seja teste Caminho com o cuidado de levar as mãos Feito conchas levando os sonhos impossíveis Embora só seja possível este corpo magro Cheio de pestes.
19 DE NOVEMBRO HINO À BANDEIRA Letra de Olavo Bilac
Salve, lindo pendão da esperança, Salve, símbolo augusto da paz! Tua nobre presença à lembrança A grandeza da Pátria nos traz.
Recebe o afeto que se encerra Em nosso peito juvenil, Querido símbolo da terra, Da amada terra do Brasil!
Em teu seio formoso retratas Este céu de puríssimo azul, A verdura sem par destas matas, E o esplendor do Cruzeiro do Sul.
Recebe o afeto que se encerra, Em nosso peito juvenil, Querido símbolo da terra, Da amada terra do Brasil!
Contemplando o teu vulto sagrado, Compreendemos o nosso dever; E o Brasil, por seus filhos amado, Poderoso e feliz há de ser.
Recebe o afeto que se encerra, Em nosso peito juvenil, Querido símbolo da terra, Da amada terra do Brasil!
Sobre a imensa Nação Brasileira, Nos momentos de festa ou de dor, Paira sempre, sagrada bandeira, Pavilhão da Justiça e do Amor!
Recebe o afeto que se encerra, Em nosso peito juvenil, Querido símbolo da terra, Da amada terra do Brasil!
Mais um hino que nos leva ao Aurélio para que compreendamos sua letra. Também, escrita por Olavo Bilac!.. Este também aprendíamos no Colégio e o sabíamos quase de cor.
Na segunda estrofe, o verso certo é:
"em nosso peito VARONIL, mas como éramos estudantes, cantávamos "em nosso peito JUVENIL" Assim, sem o conhecimento de Bilac, a palavra VARONIL foi transformada em JUVENIL.
A data era commorada no pátio do Ministério da Educação.
Já funcionária, assistia às crianças cantando o hino e hasteando a Bandeira. E recebendo sorvete Kibon no encerramento da festa.
Nós, funcionários, descíamos ao pátio para saborear um autêntico sorvete Kibon. (que não era para nós). Mas era tão bom voltar à juventude e saborear um Chica-Bom autêntico. Quando a Kibon era representada por um grande K e não por esse símbolo internacional. Será a Globalização?
Aquela que é considerada a Dama do Teatro Cratense, Salete Libório, será a entrevistada do programa Cariri Encantado desta sexta, 20 de novembro.
A pessoa de Salete Libório confunde-se plenamente com o Teatro. Incontáveis são os anos de sua militância na arte dramática, notadamente em benefício do teatro cratense. A sua montagem da peça Bárbara (texto de José Carvalho), quando interpretou o papel principal, é considerada como uma das eficientes produções teatrais da região. A propósito, a admiração por esta heroína da história brasileira, de quem é descendente direta, é outra paixão que motiva a atriz.
Salete Libório reside atualmente em Fortaleza, mas se encontra na terrinha por conta da realização da Mostra Sesc Cariri de Cultura, acompanhando, árdua e ardorosamente, a programação teatral.
O programa Cariri Encantado é veiculado todas as sextas-feiras, das 14 as 15 horas, na Rádio Educadora do Cariri AM 1020, com apoio do Centro Cultural BNB Cariri.
A apresentação é de Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias
Estádio: Cidade da Copa, Recife Arquiteto responsável pelo projeto: não divulgado pelo Governo de Pernambuco Características do projeto: prevê a construção de um estádio com capacidade para 46.154 lugares, um conjunto habitacional, um centro comercial e hotel. Valor estimado do estádio com infra-estrutura: R$ 1,6 bilhão
Estádio: Mané Garrincha, Brasília Escritório responsável pelo projeto: Castro Mello Arquitetos Características do projeto: o estádio Mané Garrincha deixará de ser olímpico para se tornar uma arena multiuso. Apenas a fachada e a arquibancada superior originais serão mantidas. O novo projeto prevê uma cobertura de tensoestrutura sobre as arquibancadas, estacionamentos e áreas de apoio, vestiários, central médica, lojas e outros empreendimentos. A capacidade será de 60 mil lugares aos torcedores e 10 mil à imprensa, personalidades, staff e convidados. Valor estimado da obra: R$ 522 milhões
Estádio: Otávio Mangabeira (Fonte Nova), Salvador Arquitetos responsáveis pelo projeto: Marc Duwe e Claas Schulitz (Schulitz+Partner Architekten)Características do projeto: por conta das más condições do edifício, praticamente todo o estádio será reformado, desde a reformulação das arquibancadas, a instalação de cobertura e a adequação dos espaços para imprensa e áreas vip até a restauração das instalações hidráulicas e elétricas. O projeto só vai manter a forma de ferradura do estádio, com a abertura que dá para o lado sul, para o dique do Tororó. Valor estimado da obra: R$ 231 milhões
Estádio: Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), São Paulo Arquiteto responsável pelo projeto: Ruy OhtakeCaracterísticas do projeto: o novo estádio do São Paulo Futebol Clube será reformado e receberá um novo centro de imprensa, uma redação para jornalistas, novas salas VIP e vestiários. Na parte externa, será construída uma cobertura sobre as arquibancadas nas cores branco e vermelho. A capacidade será reduzida de 75 mil para 62 mil lugares para atender aos padrões da FIFA. O projeto ainda prevê um edifício-garagem para 4.800 carros.Valor estimado da obra: inicialmente em R$ 180 milhões, mas pode haver alteração
Estádio: Arena das Dunas, Natal Escritórios responsáveis pelo projeto: escritório brasileiro Coutinho, Diegues e Cordeiro Arquitetos em parceria com o escritório inglês PopulusCaracterísticas do projeto: para dar lugar ao novo estádio, o atual Machadão e o Centro Administrativo serão demolidos. O projeto da Arena das Dunas prevê a completa reurbanização do local, com a implantação do novo estádio para os jogos e de um complexo formado por uma arena multiuso, hotéis, teatro, estacionamento para seis mil veículos, prédios comerciais e um shopping, além dos novos Centros Administrativos do Estado e do município.Valor estimado da obra: R$ 300 milhões
Estádio: Jornalista Mário Filho (Maracanã), Rio de Janeiro Escritório responsável pelo projeto: Castro Mello ArquitetosCaracterísticas do projeto: para a Copa do Mundo de 2014 será construída uma nova cobertura no estádio, um prédio para estacionamento com cerca de 3.500 vagas e outras intervenções para melhorar a visibilidade nas arquibancadas. Além disso, o projeto pode ir além da reforma do estádio, incluindo a requalificação da Quinta da Boa Vista, do Museu de São Cristóvão e a reurbanização dos bairros Maracanã e Tijuca.Valor estimado da obra: R$ 460 milhões
Estádio: Vivaldo Lima (Vivaldão), Manaus Escritório responsável pelo projeto: o alemão Gerkan Marg und Partner (GMP)Características do projeto: o atual estádio será demolido para dar lugar à nova arena do Vivaldão. O projeto prevê um teto retrátil e a cobertura será feita de forma a simular um cesto de palha e as escamas de répteis para lembrar a fauna amazônica.Valor estimado da obra: R$ 500 milhões
Estádio: Governador Plácido Castelo (Castelão), Fortaleza Escritório responsável pelo projeto: não divulgado pelo Governo do Ceará
Características do projeto: as principais obras previstas para o estádio são a cobertura de todos os assentos, a construção de um estacionamento subterrâneo com 4.200 vagas e aproximação da arquibancada inferior, em 20 metros , em relação ao campo. Por isso, a capacidade do estádio diminuirá de 58,3 mil para 50 mil torcedores. Além disso, o projeto prevê uma nova área com shopping, cinemas, restaurantes e hotel. Os detalhes do projeto serão divulgados após o término da licitação da obra.Valor estimado da obra: R$ 300 milhões
Estádio: Governador Magalhães Pinto (Mineirão), Belo Horizonte Escritórios responsáveis pelo projeto: Gerkan Marg & Partner (GMP) e Gustavo Penna Arquiteto & AssociadosCaracterísticas do projeto: o estádio será transformado em um complexo cultural, esportivo e de lazer. No interior do estádio, as maiores intervenções serão o rebaixamento do gramado em 3,5 metros , a construção de camarotes e de uma cobertura feita de metal e membranas de policarbonato para a arquibancada. O projeto ainda prevê pavimentos subterrâneos com espaço para shoppings, centros comerciais, área de eventos, equipamentos culturais, hotéis e estacionamentos. Valor estimado da obra: não divulgado
Estádio: Governador José Fragelli (Verdão), Cuiabá (MT)Escritório responsável pelo projeto: Castro Mello ArquitetosCaracterísticas do projeto: as principais intervenções serão a criação de um grande parque ao redor do estádio, a diminuição da capacidade para 48 mil torcedores e a construção de uma área com camarotes, tribuna de honra e gabinetes de imprensa.Valor estimado da obra: R$ 350 milhões
Estádio: Estádio José Pinheiro Borda (Beira-Rio), Porto Alegre Arquitetos responsáveis pelo projeto: Fernando Balvedi, Gabriel Garcia e Maurício Santos da Hype StudioCaracterísticas do projeto: com a reforma já iniciada, o projeto procura aproveitar ao máximo a estrutura já existente do estádio. Entre as poucas intervenções, estão a cobertura do complexo, a reforma e ampliação da arquibancada inferior, construção de camarotes e reformulação interna (administração, tribuna principal, restaurantes etc). A capacidade será aumentada de 56 mil para 60 mil lugares. Valor estimado da obra: R$ 150 milhões
Estádio: Arena da Baixada, Curitiba Escritório responsável pelo projeto: Vigliecca AssociadosCaracterísticas do projeto: considerado o estádio mais moderno do Brasil atualmente, a arena receberá poucas modificações para a Copa de 2014. Entre elas, o aumento da capacidade de 21 mil para 41 mil torcedores, alterações na cobertura, melhoria da iluminação, eliminação de pontos cegos e dos fossos e a abertura de novas saídas, nas esquinas do estádio.Valor estimado da obra: R$ 140 milhões
Numa manhã de um dia qualquer dos anos 80, aportei em Ouro Preto na companhia de Teresa ( minha irmã) e uma colega de Banco( Maria). Malas pesadas , com muitos acessórios femininos... E a gente a carregá-las ladeira abaixo , na falta de um taxi. Conseguimos enfim , nos alojar numa pousada. Tomamos um banho e pegamos a primeira ladeira pra conhecer a cidade. Depois de um dia inteiro perambulando por entre igrejas , museus e lojinhas , resolvemos descansar um pouco , no hotelzinho. Surpresas , descobrimos que não sabíamos o endereço , nem sequer o nome da pousada... Estávamos perdidas ! Voltamos até à rodoviária( com uma sobrecarga em pedra sabão adquirida no passeio) pra descobrir o primeiro caminho percorrido. As ruas pareciam-nos todas iguais, e as casas também.Ouro preto é um labirinto pra quem não a conhece.E foi perdida , literalmente, que descobri e conheci essa cidade , aparentemente tão igual, mas tão diferente.
Da próxima vez vou sem malas, e com sandálias confortáveis, pra curtir o ouro guardado nessas minas, que as Gerais iluminam !
Depois de muito penar , resgatamos as nossas malas , mas o cansaço era tanto, que fretamos um taxi para Belo Horizonte , imediatamente. A surra que levamos em Ouro Preto , precisaria de um século de descanso ... Ontem foi aniversário de morte do Aleijadinho , e não pude deixar de recordar essa história.
O Karaokê é originário do Japão. Nasceu na cidade de Kobe. Em 1970, um fã do cantor japonês Inoue Daisuki pediu que ele o acompanhasse durante uma viagem empresarial e tocasse numa festa. Por estar muito ocupado, Inoue decidiu criar uma máquina que tocasse automaticamente as músicas de uma fita cassete gravada. O músico não patenteou a idéia, deixando de lucrar muito com as máquinas de karaokê, que rapidamente foram copiadas por diversas empresas – mas continuou no ramo, inventando até pesticida contra pragas que destroem máquinas de karaokê.
A palavra Karaokê (カラオケ) é formada pelas palavras kara (空, “vazia”) que vem de karappo, e ōkesutora (オーケストラ, “orquestra”), significando, portanto, “orquestra vazia”.Entre as inovações tecnológicas atuais como o vídeo-laser, o CD, etc, surgiu também o aparelho Karaoke-Player que rapidamente invadiu os lares do Japão e tornou-se um dos entretenimentos mais populares e, agora, difundido em todo o mundo.
A música japonesa surgiu no Brasil com a chegada dos primeiros imigrantes, os quais, com o natural gosto pelo canto. A grande variedade de músicas, provenientes das distintas regiões de origem dos imigrantes colaborava para minorar a saudade da pátria-mãe, envolvendo a todos das comunidades, bem como aos brasileiros convidados. Embora uma enorme distância, quase 18.000 quilômetros separe o Japão do Brasil, a música, especialmente o “Karaokê” tem o poder de eliminar a distância física, mas também a histórica e a cultural.
A música era ouvida nas festividades da colônia nipo-brasileira, nos galpões dos líderes comunitários ou até mesmo informalmente, nas canções de ninar. Mas, havia uma grande dificuldade a ser superada: o som, a obtenção de um áudio, devido às limitações técnicas da época e ao custo, impraticável para os imigrantes. Mas o amor à música superou isto, improvisando-se o som com a marcação do ritmo com as palmas das mãos, único acompanhamento do cantor e, posteriormente, com instrumentos musicais improvisados. O gosto pelo canto fez o “Karaokê” disseminar-se rapidamente, com seus diversos gêneros a organizar-se.
A primeira gravação de música japonesa no Brasil, embora amadora, veio a ocorrer somente em 1946, no pós- guerra com o surgimento de conjuntos amadores que, em 1946 gravaram pela primeira vez números originais e melodias populares japonesas.
Mas o evento que marcou época foi o NODO-JIMAN (nodo significa garganta ou a voz que canta e jiman, orgulho portanto, nodo jiman pode ser traduzido como orgulho de cantar). Na prática, o NODO-JIMAN era uma variante do conhecido show de calouros, onde populares tentavam tornar-se astros durante o breve tempo de apresentação.
Gradualmente, os cantores passaram a preferir o acompanhamento mecânico, de melhor qualidade às “orquestras humanas” de baixa qualidade. Além disso, a gravação era geralmente meio ou um tom abaixo do original, facilitando cantores menos preparados.
A estrutura básica do mundo do “karaokê” pouco mudou desde a fase do nodo-jiman, exceto que com o playback, o sistema, com o passar do tempo, evoluiu tecnicamente, popularizou-se e sofisticou-se.
O “karaokê”, tal como conhecemos atualmente, surgiu nos anos 60 no Japão e nos EUA, com a aparelhagem eletrônica que começou a surgir, inicialmente as junke box e posteriormente, com a natural evolução tecnológica: a fita cassete, a fita de vídeo, depois o CD e atualmente o DVD, existindo inclusive aparelhos com músicas em áudio e microfone, o “karaokê” portátil.
A moderna tecnologia de áudio começou a ser introduzida no Brasil por volta de 1975 e em poucos anos, o “karaokê” tornou-se uma febre nacional, muito além da comunidade japonesa, com músicas de todas as nações e gêneros. A disseminação ocorreu pela praticidade, reduzido custo e o natural gosto de cantar dos japoneses, democratizando o ato de cantar e colaborando decisivamente para a divulgação da cultura musical japonesa. Atualmente, existem programas de computadores e sites inteiramente dedicados ao “karaokê”.
A grande popularização ocorrida nos anos 80, incentivou a realização dos primeiros concursos nas próprias comunidades e entre as mesmas, com uma crescente melhoria no padrão de qualidade dos eventos e dos cantores, surgindo associações específicas de “karaokê” (aikokais), crescendo o número de eventos realizados, com diferentes regras.
Neste cenário, surgiu em 1991, a União Paulista de Karaokê (UPK), agente propulsora da cultura musical, para coordenar estas atividades no Estado de São Paulo, a qual conta atualmente com 250 entidades filiadas e o extraordinário número de 10.000 cantores integrados nas mesmas, dedicados à prática do “karaokê”. Os concursos anuais organizados pela UPK, há 13 anos ininterruptamente, são uma grande tradição não apenas no estado de São Paulo, tendo repercussão nacional e até mesmo internacional, face às suas qualidades técnicas e organizacionais que os tornaram um padrão de qualidade neste tipo de evento.
“O que precisamos salvaguardar e proteger atualmente são a Verdade e a Retidão, não a nação. Quando a Verdade e a Retidão forem protegidas, elas protegerão a nação. Portanto, a Retidão deveria ser nutrida em cada lar. Um lar não é um lugar trivial: ele é a morada da Retidão (Dharma), que protege e salvaguarda o país. O lar é o farol que ilumina e sustenta o mundo. As mulheres deveriam compreender que, independentemente de sua educação ou de sua posição, sua obrigação principal é proteger o lar. Onde as mulheres são honradas, há prosperidade e felicidade. As mulheres nunca deveriam ser menosprezadas ou tratadas com desrespeito. Um lar onde uma mulher derrama lágrimas estará privado de toda prosperidade.” Sathya Sai Baba
Luiz Carlos Salatiel é um dos mais importantes, atuantes e influentes artistas do cenário cultural cearense. Nado e criado no Cariri cearense, é desse solo, onde estão fincadas suas raízes familiares e culturais, que ele cria, recria, inova, revigora e vanguardiza sua arte extraída das entranhas multiculturais do povo cariri.
Cantor, compositor, ator de teatro e cinema, poeta, comunicador, militante e produtor cultural desde os anos de 1970, fazendo ainda incursões esporádicas no campo das artes plásticas e gráficas.
Iniciou sua carreira artística já no final dos anos de 1960 como “crooner” da banda de baile The Hunters, de Juazeiro do Norte.
Viveu intensamente os anos sessenta e setenta, antenado nas revoluções musicais (ouvia Beatles, Rollingstone, Jimmy Hendrix, Jane Joplin, Luiz Gonzaga e iniciou o gosto pela música cubana e caribenha... acompanhou daqui os ecos do Festival de Woodstock), feminina ( fazia eco aos revolucionários apelos de Bette Friedman em favor da libertação da mulher), estudantil ( maio de 1968 na Europa e seus desdobramentos no Brasil e no mundo) e, principalmente, foi um fiel admirador da contracultura hippie.
Achamos mesmo que Luiz Salatiel encarnou todas as determinações que criaram um novo mundo e suas múltiplas tendências, pela permanência dos fartos cabelos e barba, sem falar no modo de se vestir, sempre solto e descompromissado, que muito o destaca na seara humana e cultural desses Cariris.
Ao longo da década de 1970, Luiz Carlos Salatiel desponta, enfim, para toda região, como vencedor de vários festivais da canção, que aconteceram em Crato. Simultaneamente, participou do Grupo de Artes “Por Exemplo”, ao lado de Rosemberg Cariry, Cleivan Paiva, Jackson Bantim, Jefferson Júnior e outros, movimento cultural que sacudiu a cena local com a publicação de antologias de poesia e conto. O ponto alto de sua inquietação cultural foi a promoção do histórico Salão de Outubro. Esse acontecimento chamou a atenção do mundo cearense e selou o Crato como “capital da cultura”.
Ainda na década de 1970, participou como cinegrafista e produtor de vários projetos cinematográficos realizados na região, a exemplo de um documentário sobre Patativa do Assaré. Como ator, em 1992, fez papel de destaque no Filme “Corisco e Dadá”, do premiado cineasta caririense Rosenberg Cariry.
Obrigado a migrar para outros centros urbanos, como Recife, Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro,- Salatiel, não obstante, sempre se manteve conectado com o que acontecia no Cariri. No final dos anos de 1970 e início dos anos de 1980, foi um dos fundadores e principais colaboradores do jornal Nação Cariri, que além de editar o referido periódico, editou discos, filmes e livros, e promoveu diversos eventos artísticos de integração dos artistas do Cariri com artistas de outras regiões.
Retornando ao Cariri, em meados dos anos de 1980, Salatiel integrou-se de corpo e alma ao movimento cultural que se desenvolveu em torno do Jornal Folha de Piqui. Apresentou o hoje lendário programa radiofônico Terra Brasilis e fundou a OCA - Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados – responsável dentre outras realizações, pela gravação e edição de Avallon, primeiro disco do cantor e compositor cratense Abidoral Jamacaru.
Nos últimos vinte anos, Salatiel mantém-se incansável na sua militância cultural, mas com o diferencial de ter retornado aos palcos, atuando em eventos musicais e teatrais, a exemplo dos shows “Soy Loco por ti América Latina” e “Contemporâneo.” Eeste último tendo como base o repertório do disco homônimo que lançou em meados desta década.
Este homem de muitas faces e produto de muitas fazes é um exemplo de generosidade e de desprendimento. Debaixo dos caracóis de seus cabelos há uma cabeça voltada para viver a vida, mas, com responsabilidade. Foi, por muitos anos, um exemplo de servidor público, exercendo destacadas funções no Banco do Brasil.
Vamos estar, hoje, a partir das 14 horas, na Rádio Educadora, conversando e tocando as músicas desse excelente compositor brasileiro, no Programa COMPOSITORES DO BRASIL.
Limite (Pachelly Jamacaru e Luiz Carlos Salatiel),com Luiz Carlos Salatiel (Disco “Contemporâneo”, de Luiz Carlos Salatiel) Dona Rute, Meu Amor (Luiz Carlos Salatiel e Geraldo urano),com Luiz Carlos Salatiel (Disco “Contemporâneo”, de Luiz Carlos Salatiel) Luar de Oslo (Luiz Carlos Salatiel e Geraldo Urano),com Luiz Carlos Salatiel e João do Crato (Disco “Contemporâneo”, de Luiz Carlos Salatiel) Leia na minha camisa (Luiz Carlos Salatiel e Geraldo Urano),com Pachelly Jamacaru (Disco “Com as palavras, as músicas”, de Pachelly Jamacaru) Besame Mucho (Consuelo Velásques),com Luiz Carlos Salatiel (Disco “Fui”, de Manel D’Jardim) Porque não cantar? (Pachelly Jamacaru),com Luiz Carlos Salatiel (Disco “Balaios da vida”, de Pachelly Jamacaru) Visões do Paraíso (Zé Nílton),com Abidoral Jamacaru, Zé Nilton e Luiz Carlos Salatiel (Disco "De onde olho”, de Zé Nilton ) Sagração de Mateus (José Flávio Vieira e Luiz Carlos Salatiel),com Abidoral Jamacaru (Disco “Bárbara”, de Abidoral Jamacaru) Girassóis (Calazans Callou e Geraldo Urano),com Luiz Carlos Salatiel (Disco “Perfeita mistura”, de Calazans Callou) Limite -(Pachelly Jamacaru e Luiz Carlos Salatiel),com Banda Tchopo – RJ (Disco “Crias minhas”, inédito, de Pachelly Jamacaru) Nossa Canção (Luiz Ayrão),com Luiz Carlos Salatiel (Disco “Timbres”, de Manel D’jardim)
Quem ouvir, verá!
Informação. Programa Compositores do Brasil Pesquisa, Produção e Apresentação de Zé Nilton Sempre às quintas-feiras, a partir das 14 horas Rádio Educadora do Cariri – 1020 klz Apoio Cultural: CCBN
Foi em Pernambuco que ele nasceu no dia 9 de novembro de 1902. Já com 17 anos alistou-se no Exército e veio para o Rio de Janeiro, ficando lotado na Vila Militar. Deu azar. Embora não nascesse para ser soldado e muito menos revolucionário, foi preso em 1922, porque seu batalhão lutou contra a posse de Arthur Bernardes na Presidência da República. Foi mandado,preso, para São Paulo e não viu "nascer" aquilo que seria sua vida :o rádio, cuja primeira experiência deu-se em 7 de setembro de 1922. Vários empregos ele tentou depois que deixou a caserna, mas nada dava certo. Regressou a Pernambuco, mas também ali não conseguiu se manter,pois não encontrara, ainda, seu destino.
Seu destino era o Rio de Janeiro, onde, involuntariamente, até 171 ele foi, por trabalhar em uma firma farjuta, que vendia lotes de terrenos inexistentes.
O emprego que lhe abriu as portas foi o de agenciador de anúncios das revistas então na moda:"Careta";" Revista da Semana";"O Malho";"A Cena Muda"...
O rádio, apesar de "nascido" oficialmente em 23 de abril de 1923, durante os anos 20 pouco se desenvolveu. No início dos 30 a fábrica holandesa Philips, acreditando na possível força do veículo, passou a vender rádios importados, de sua marca.
E foi aí que Casé se deu bem. Com sua experiência como agenciador de anúncios, passou a vender rádios, "bolando" uma idéia genial. Era um tempo em que só os mais abastados possuíam telefone. Que fez Ademar Casé?
Selecionava possíveis clientes nas listas telefônicas e,com seus endereços, esperava o dono da casa sair. Certo que seria recebido com sua novidade, mostrava um aparelho para a dona da casa dizendo que seu marido estava interessado nesse aparelho. Deixava-o com a "madame", como experiência, Sintonizava-o na Rádio Sociedade, que tinha os programas mais variados e dizia que voltaria depois de uma semana para reaver o aparelho.
Logicamente, a "madame", adorando a novidade, insistia com o marido para que adquirisse aquele aparelho "misterioso". Eram outros tempos. Hoje ninguém abriria as portas de suas casas para um desconhecido.
Mas foi dessa forma que Ademar Casé vendeu tantos aparelhos que o representante da Philips no Brasil quis conhecê-lo. Já nessa época, a empresa holandesa criou a Rádio Philips, para divulgar seus produtos. Mas uma vez Ademar Casé "bolou" algo espetacular. Alugaria um horário na emissora para apresentar um programa variado.
Foi aceito e, no dia 14 de fevereiro de 1932, por sinal domingo de carnaval, entrou no ar o PROGRAMA CASÉ. Foi um sucesso! Algo diferente fora lançado naquele tempo em que tudo era monótono porque o rádio seguia o "mote" de Roquette Pinto:"para a cultura dos que vivem em nossa pátria, pelo progresso do Brasil".
Nessa época já existia na Rádio Mayrink Veiga o "Esplêndido Programa", bastante movimentado,mas Casé fez algo diferente, apesar de não entender de rádio. Como colaboradores teve um cantor de nome Sílvio Salema, que conhecia Almirante (Henrique Foreis) que se tornaria "a maior patente do rádio". Ambos levaram para o PROGRAMA CASÉ idéias novas e pessoas que já labutavam no "metiê".
O PROGRAMA CASÉ foi a porta aberta para o rádio moderno.
Na época não eram permitidos anúncios no rádio e este tinha de ser "educativo". Casé então dividiu seu primeiro programa em duas partes: a primeira popular e a segunda clássica. Durante a primeira,o telefone da emissora não parou de tocar: era o público pequeno, mas desejoso de novidades que dava sua opinião a respeito do novo programa. Na segunda parte(a clássica) os telefones emudeceram.
No segundo programa, no domingo seguinte, fortuitamente, ele eliminou a parte clássica com novos "quadrinhos", o que deixou os ouvintes entusiasmados e assim prosseguiu, mas precisava de dinheiro para manter no ar, todos os domingos, um programa desse teor .
Que fez Casé? Um vencedor não poderia "deixar a peteca cair".
E não deixou! Mais uma idéia veio à cabeça de Casé.
Casé, já então casado,passou com sua esposa em uma padaria na Rua Voluntários da Pátria e ela adorou o pãozinho vendido ali. Casé, "com a cara e a coragem" imaginou fazer propaganda daquele pão e propôs ao dono da padaria um acordo:faria um anúncio da padaria ;se ele gostasse, pagaria, caso contrário não.
É aí que Antonio Nássara entra no assunto. Casé pediu a Nássara que "bolasse" uma propaganda para tal padaria. Sem querer, Nássara compôs o primeiro "jingle" apresentado no rádio. Era assim:
Oh, padeiro desta rua, Tenha sempre na lembrança, Não me traga outro pão, Que não seja o Pão Bragança"
Foi gravado pelo cantor Jorge Fernandes.
O dono da padaria adorou e Casé faturou algum para dar prosseguimento ao seu já vitorioso programa.
DRAGÃO. Muitos foram os "jingles" feitos para o "Dragão". Assim:
Este de Noel Rosa: No dia que fores minha, Juro por Deus, coração. Te darei uma cozinha, Que vi ali no Dragão.
Este de Marília Batista: Morros do Pinto e Favela, São musas do violão. Louça, cristal e panela, Só se compra no Dragão.
O Dragão era chamado "a Fera da Rua Larga" e sempre os locutores perguntavam:"A Light fica em frente ao Dragão ou o Dragão fica em frente à Light"?
O PROGRAMA CASÉ foi transmitido por várias emissoras mas seu apogeu foi na Rádio Mayrink Veiga,onde ficou de 1938 a 1948. Aos domingos todos os rádios ficavam ligados no Programa Casé. Foram ali lançados peças teatrais, pequenos esquetes, teatro de mistérios, quase todos os cantores daquela época, enfim, antes de a Rádio Nacional dominar o meio radiofõnico,o Pragrama Casé, na Mayrink Veiga era o de maior audiência no rádio. Em 1948 o PROGRAMA CASÉ saiu da Mayrink, indo para a Globo e depois para a Tupi.
Com o advento da televisão (em 1950) o rádio começou a perder sua força e, em 1951 Ademar Casé o deixou e foi apresentar na TV Tupi, alguns programas, como :Convite à Música", "Show Cássio Muniz", "Show Regina" e "Tele Semana." Seu último programa foi na TV Rio, onde lançou, com grande orquestra o "Noite de Gala", já em companhia de seu filho Geraldo Casé.
Foi de incerta feita — o evento. Quem pode esperar coisa tão sem pés nem cabeça? Eu estava em casa, o arraial sendo de todo tranqüilo. Parou-me à porta o tropel. Cheguei à janela.
Um grupo de cavaleiros. Isto é, vendo melhor: um cavaleiro rente, frente à minha porta, equiparado, exato; e, embolados, de banda, três homens a cavalo. Tudo, num relance, insolitíssimo. Tomei-me nos nervos. O cavaleiro esse — o oh-homem-oh — com cara de nenhum amigo. Sei o que é influência de fisionomia. Saíra e viera, aquele homem, para morrer em guerra. Saudou-me seco, curto pesadamente. Seu cavalo era alto, um alazão; bem arreado, ferrado, suado. E concebi grande dúvida.
Nenhum se apeava. Os outros, tristes três, mal me haviam olhado, nem olhassem para nada. Semelhavam a gente receosa, tropa desbaratada, sopitados, constrangidos coagidos, sim. Isso por isso, que o cavaleiro solerte tinha o ar de regê-los: a meio-gesto, desprezivo, intimara-os de pegarem o lugar onde agora se encostavam. Dado que a frente da minha casa reentrava, metros, da linha da rua, e dos dois lados avançava a cerca, formava-se ali um encantoável, espécie de resguardo. Valendo-se do que, o homem obrigara os outros ao ponto donde seriam menos vistos, enquanto barrava-lhes qualquer fuga; sem contar que, unidos assim, os cavalos se apertando, não dispunham de rápida mobilidade. Tudo enxergara, tomando ganho da topografia. Os três seriam seus prisioneiros, não seus sequazes. Aquele homem, para proceder da forma, só podia ser um brabo sertanejo, jagunço até na escuma do bofe. Senti que não me ficava útil dar cara amena, mostras de temeroso. Eu não tinha arma ao alcance. Tivesse, também, não adiantava. Com um pingo no i, ele me dissolvia. O medo é a extrema ignorância em momento muito agudo. O medo O. O medo me miava. Convidei-o a desmontar, a entrar.
Disse de não, conquanto os costumes. Conservava-se de chapéu. Via-se que passara a descansar na sela — decerto relaxava o corpo para dar-se mais à ingente tarefa de pensar. Perguntei: respondeu-me que não estava doente, nem vindo à receita ou consulta. Sua voz se espaçava, querendo-se calma; a fala de gente de mais longe, talvez são-franciscano. Sei desse tipo de valentão que nada alardeia, sem farroma. Mas avessado, estranhão, perverso brusco, podendo desfechar com algo, de repente, por um és-não-és. Muito de macio, mentalmente, comecei a me organizar. Ele falou:
"Eu vim preguntar a vosmecê uma opinião sua explicada..."
Carregara a celha. Causava outra inquietude, sua farrusca, a catadura de canibal. Desfranziu-se, porém, quase que sorriu. Daí, desceu do cavalo; maneiro, imprevisto. Se por se cumprir do maior valor de melhores modos; por esperteza? Reteve no pulso a ponta do cabresto, o alazão era para paz. O chapéu sempre na cabeça. Um alarve. Mais os ínvios olhos. E ele era para muito. Seria de ver-se: estava em armas — e de armas alimpadas. Dava para se sentir o peso da de fogo, no cinturão, que usado baixo, para ela estar-se já ao nível justo, ademão, tanto que ele se persistia de braço direito pendido, pronto meneável. Sendo a sela, de notar-se, uma jereba papuda urucuiana, pouco de se achar, na região, pelo menos de tão boa feitura. Tudo de gente brava. Aquele propunha sangue, em suas tenções. Pequeno, mas duro, grossudo, todo em tronco de árvore. Sua máxima violência podia ser para cada momento. Tivesse aceitado de entrar e um café, calmava-me. Assim, porém, banda de fora, sem a-graças de hóspede nem surdez de paredes, tinha para um se inquietar, sem medida e sem certeza.
— "Vosmecê é que não me conhece. Damázio, dos Siqueiras... Estou vindo da Serra..."
Sobressalto. Damázio, quem dele não ouvira? O feroz de estórias de léguas, com dezenas de carregadas mortes, homem perigosíssimo. Constando também, se verdade, que de para uns anos ele se serenara — evitava o de evitar. Fie-se, porém, quem, em tais tréguas de pantera? Ali, antenasal, de mim a palmo! Continuava:
— "Saiba vosmecê que, na Serra, por o ultimamente, se compareceu um moço do Governo, rapaz meio estrondoso... Saiba que estou com ele à revelia... Cá eu não quero questão com o Governo, não estou em saúde nem idade... O rapaz, muitos acham que ele é de seu tanto esmiolado..."
Com arranco, calou-se. Como arrependido de ter começado assim, de evidente. Contra que aí estava com o fígado em más margens; pensava, pensava. Cabismeditado. Do que, se resolveu. Levantou as feições. Se é que se riu: aquela crueldade de dentes. Encarar, não me encarava, só se fito à meia esguelha. Latejava-lhe um orgulho indeciso. Redigiu seu monologar.
O que frouxo falava: de outras, diversas pessoas e coisas, da Serra, do São Ão, travados assuntos, inseqüentes, como dificultação. A conversa era para teias de aranha. Eu tinha de entender-lhe as mínimas entonações, seguir seus propósitos e silêncios. Assim no fechar-se com o jogo, sonso, no me iludir, ele enigmava: E, pá:
— "Vosmecê agora me faça a boa obra de querer me ensinar o que é mesmo que é: fasmisgerado... faz-megerado... falmisgeraldo... familhas-gerado...?
Disse, de golpe, trazia entre dentes aquela frase. Soara com riso seco. Mas, o gesto, que se seguiu, imperava-se de toda a rudez primitiva, de sua presença dilatada. Detinha minha resposta, não queria que eu a desse de imediato. E já aí outro susto vertiginoso suspendia-me: alguém podia ter feito intriga, invencionice de atribuir-me a palavra de ofensa àquele homem; que muito, pois, que aqui ele se famanasse, vindo para exigir-me, rosto a rosto, o fatal, a vexatória satisfação?
— "Saiba vosmecê que saí ind'hoje da Serra, que vim, sem parar, essas seis léguas, expresso direto pra mor de lhe preguntar a pregunta, pelo claro..."
Se sério, se era. Transiu-se-me.
— "Lá, e por estes meios de caminho, tem nenhum ninguém ciente, nem têm o legítimo — o livro que aprende as palavras... É gente pra informação torta, por se fingirem de menos ignorâncias... Só se o padre, no São Ão, capaz, mas com padres não me dou: eles logo engambelam... A bem. Agora, se me faz mercê, vosmecê me fale, no pau da peroba, no aperfeiçoado: o que é que é, o que já lhe perguntei?"
Se simples. Se digo. Transfoi-se-me. Esses trizes:
— Famigerado?
— "Sim senhor..." — e, alto, repetiu, vezes, o termo, enfim nos vermelhões da raiva, sua voz fora de foco. E já me olhava, interpelador, intimativo — apertava-me. Tinha eu que descobrir a cara. — Famigerado? Habitei preâmbulos. Bem que eu me carecia noutro ínterim, em indúcias. Como por socorro, espiei os três outros, em seus cavalos, intugidos até então, mumumudos. Mas, Damázio:
— "Vosmecê declare. Estes aí são de nada não. São da Serra. Só vieram comigo, pra testemunho..."
Só tinha de desentalar-me. O homem queria estrito o caroço: o verivérbio.
— Famigerado é inóxio, é "célebre", "notório", "notável"...
— "Vosmecê mal não veja em minha grossaria no não entender. Mais me diga: é desaforado? É caçoável? É de arrenegar? Farsância? Nome de ofensa?"
— Vilta nenhuma, nenhum doesto. São expressões neutras, de outros usos...
— "Pois... e o que é que é, em fala de pobre, linguagem de em dia-de-semana?"
— Famigerado? Bem. É: "importante", que merece louvor, respeito...
— "Vosmecê agarante, pra a paz das mães, mão na Escritura?"
Se certo! Era para se empenhar a barba. Do que o diabo, então eu sincero disse:
— Olhe: eu, como o sr. me vê, com vantagens, hum, o que eu queria uma hora destas era ser famigerado — bem famigerado, o mais que pudesse!...
— "Ah, bem!..." — soltou, exultante.
Saltando na sela, ele se levantou de molas. Subiu em si, desagravava-se, num desafogaréu. Sorriu-se, outro. Satisfez aqueles três: — "Vocês podem ir, compadres. Vocês escutaram bem a boa descrição..." — e eles prestes se partiram. Só aí se chegou, beirando-me a janela, aceitava um copo d'água. Disse: — "Não há como que as grandezas machas duma pessoa instruída!" Seja que de novo, por um mero, se torvava? Disse: — "Sei lá, às vezes o melhor mesmo, pra esse moço do Governo, era ir-se embora, sei não..." Mas mais sorriu, apagara-se-lhe a inquietação. Disse: — "A gente tem cada cisma de dúvida boba, dessas desconfianças... Só pra azedar a mandioca..." Agradeceu, quis me apertar a mão. Outra vez, aceitaria de entrar em minha casa. Oh, pois. Esporou, foi-se, o alazão, não pensava no que o trouxera, tese para alto rir, e mais, o famoso assunto.
Texto extraído do livro "Primeiras Estórias", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1988, pág. 13
The Wonder Years Anos Incríveis (em inglês : The Wonder Years) foi uma série americana de televisão criada por Carol Black e Neal Marlens. Durou seis temporadas na rede americana ABC, de 1988 a 1993. No Brasil, o programa já foi exibido pela TV Cultura, TV Bandeirantes, Multishow e Rede 21, até voltar à TV Cultura.
Anos Incríveis apresentou as questões sociais e os eventos históricos do final dos anos 60 e início dos anos 70 através dos olhos do protagonista Kevin Arnold, que também vive os assuntos da adolescência (principalmente com seu grande amigo Paul e sua paquera , Winnie Cooper, problemas familiares e outros. Enquanto se passam as histórias, os acontecimentos são narrados por um Kevin mais velho e experiente, que descreve o que acontece e conta o que aprendeu de suas experiências. Esta técnica serviu de inspiração a outras séries.
A música de abertura é uma versão de Joe Cocker da música dos Beatles “With a Little Help from My Friends”.
Personagens principais
Kevin Arnold (Fred Savage) - Um estudante americano típico freqüentando a escola secundária no final dos anos 60 e início dosanos 70.
Gwendolyn "Winnie" Cooper ( Danica Mc Kellar) - Interesse amoroso principal de Kevin. Vive no mesmo quarteirão que ele. O primeiro beijo de ambos e a morte de seu (dela) irmão mais velho no Vietnã têm importante papel no episódio-piloto. Em um dos episódios seus pais decidem se divorciar , como resultado da tristeza pela morte do filho.
Paul Pfeiffer (Josh Saviano ) - Melhor amigo de Kevin. Extremamente inteligente e excelente estudante. Ele é alérgico a quase tudo.
Jack Arnold ( Dan Lauria ) - O pai de Kevin, veterano da Guerra da Coréia. Inicialmente, trabalhava na Norcom, uma empresa grande, mas em uma posição mediana de gerência que ele detestava. Mais tarde, começa seu próprio negócio construindo e vendendo mobília feita a mão.
Norma Gustavson Arnold (Alley Mills) - Mãe de Kevin e dona-de-casa. Conheceu Jack quando era caloura na faculdade. Quando ele terminou o curso, ela se mudou com ele e não terminou o curso.
Karen Arnold (Olívia D´Abo) - Irmã hippie mais velha de Kevin. Ela se casa e se muda para oAlasca. Faz uma participação especial no último episódio.
Wayne Arnold (Jason Hervey ) - Irmão mais velho de Kevin, diverte-se atormentando física e psicologicamente Kevin e Paul.
Lista de episódios
1ª Temporada 01 - "Pilot" - Piloto
02 - "Swingers" - Os Balanços
03 - "My Father's Office" - O Escritório do Meu Pai
04 - "Angel" - Anjo
05 - "The Phone Call" - O Telefonema
06 - "Dance With Me" - Dance Comigo
2ª Temporada 07 - "Heart of Darkness" - Na Escuridão
08 - "Our Miss White" - A Senhorita White
09 - "Christmas" - Natal
10 - "Steady as She Goes" - Namorando
11 - "Just Between You and Me...and Kirk and Paul and Carla and Becky" - Só Entre Mim, Você, Kirk, Paul, Carla e Becky
12 - "Pottery Will Get You Nowhere" - A Cerâmica Não Leva a Lugar Nenhum
Uma vez corpos vivos retemos tempo e calor. Ao tempo inventamos, ao calor produzimos. O tempo como fração do universo ao calor natureza do cosmo.
O tempo é elástico. Expande-se naquilo que se denominou espaço. Mas o calor é primordial, tende a esgotar-se na elasticidade do tempo.
Ambas as retenções que conceituam nossos corpos vivos estão no cosmo e temos uma dificuldade imensa de imaginar que pela natureza elástica, não tenham um estado de origem. Uma vez que o tempo se elastece somos levados irremediavelmente para imaginar uma origem de máximo repouso desta natureza elástica. Igualmente se deve ao calor igual paradigma, localizando-o em primórdio explosivo quando surgiu o calor.
Acontece que nenhum corpo vivo se origina espontaneamente no cosmo. Há uma descendência e, portanto, uma gênese. Isso significa que nenhum ser vivo tem um lugar ou um tempo ou um calor devido no cosmo. Todos dependem da originalidade e suas conseqüências (que se diga não deixa de ser uma parte da originalidade).
Ao que dialogo com você em estado febril. Após uma alternância entre o frio do outono italiano, seus trens e prédios em estágio de produção de calor em ambiente de calefação. Tantas tosses, igualmente assoadas nas narinas (nisso os europeus são escrachados, fazem um canto nasal úmido em pleno restaurante), por momento suores e noutro a frígida natura com olhar nas montanhas e seus picos nevados.
Com o centro do compasso no lago de Como girando por Zurique, Lugano, Turim e Milão. Toda a vizinhança do planeta em seu hemisfério norte pronto para o inverno com aquele frio que é frio mesmo se não venta. Mais ainda frio se uma brisa contempla todas as nossas fossas e transita na superfície como em busca do mais profundo do nosso corpo.
Eis o frio externo. O frio que está fora de nós e vem como um exército para nos conquistar.
Mas já nos trópicos escaldantes deste Rio de Janeiro, tão belo e sujeito a chuvas e trovoadas, outro frio me dominou o corpo. Um frio que vem do calor. Um frio sem externalidade. Um frio que vem de dentro, com tremores sob qualquer variação deste tão homogêneo tempo quente de verão carioca. É um frio de filigranas, um ventilador que assopre qualquer vento todo o corpo se abala numa calda instável de “morte e de dor”.
Mesmo que a cabeça esteja escavada por tanta bacteriemia, o corpo dolorido de uma sova jamais sofrida, é no âmago de meu corpo que nasce este frio febril. Um frio que na vizinhança do possível nos afaga com a verdade que o corpo se conceitua em tempo e calor. Sem os dois é apenas matéria comum sem originalidade, gênese ou conseqüências.
A Fundação Museu Carlos Costa Pinto é uma instituição cultural particular mantida através de convênio com o Governo do Estado da Bahia.
A casa onde está instalado o Museu, projeto dos arquitetos Euvaldo Reis e Diógenes Rebouças, em estilo Colonial Americano, data de 1958. Destinada inicialmente à residência da família, nunca foi habitada. Sofreu adaptações para comportar a sua nova função.
Quarto Principal
Inaugurado em 5 de novembro de 1969, e situado no corredor da Vitória, na cidade de Salvador, o Museu Carlos Costa Pinto tem origem na coleção particular do comerciante e exportador de açúcar Carlos Costa Pinto (1885 - 1946), reunida ao longo de 30 anos. Instalado no casarão em estilo colonial americano pertencente à família, o museu possui um acervo de cerca de 3.000 obras de artes decorativas dos séculos XVII ao XX: mobiliário, ouriversaria, porcelana, cristais, jóias etc. Formada a partir da aquisição de bens de famílias tradicionais da cidade, a coleção conta com objetos que decoravam as residências da Bahia colonial e imperial - os sobrados do Pelourinho e os engenhos do Recôncavo, por exemplo -, assim como os interiores de conventos e igrejas. As peças de origens diversas, relacionadas à cultura e vida social baiana, mostram aspectos do cotidiano e da história da região no correr de quatro séculos.
Galeria Superior
Um dos destaques do Museu é a coleção de pratarias (religiosa, civil e regional), uma das maiores do Brasil, exposta de acordo com a função dos objetos. Da ourivesaria sacra podem ser vistos objetos litúrgicos variados: cálices; cruzes e lanternas processionais; vasos para água e vinho; castiçais, conchas de batismo etc.
Sandália de estribo feminina prata da Bahia século XIX
Da ourivesaria civil (ou profana), melhor representada, fazem parte objetos de uso cotidiano e aqueles utilizados em ocasiões especiais, como nascimentos, casamentos, saraus e batizados. Galheteiros, bandejas, tigelas, cestas, cafeteiras, castiçais, candelabros, serviços de chá, entre muitas outras peças, permitem vislumbrar os interiores domésticos e os hábitos diários. O conjunto, por sua vez, fornece um retrato preciso da opulência das elites baianas e das igrejas nos períodos Colonial e Imperial. Embora as peças de prata da coleção sejam quase todas portuguesas e brasileiras (sobretudo baianas), há alguns exemplares vindos da França, Inglaterra e Alemanha. A maioria das peças pertence à segunda metade do século XVIII - considerado o auge da ourivesaria -, algumas pertencem ao século XVII e poucas ao século XIX.
As jóias constituem outro ponto alto da coleção do Museu. Por meio delas é possível conhecer não apenas os adereços que adornam as imagens sacras, mas também as jóias usadas pelas mulheres das elites e aquelas que compõem o traje das crioulas baianas. A riqueza dos adornos das escravas domésticas e das libertas chama a atenção dos pesquisadores, levando-os a se perguntar sobre as formas de mobilidade e distinção social na sociedade colonial. Os escravos domésticos, apontam os pesquisadores, seguem os senhores no trajar, sobretudo em ocasiões solenes. Além disso, as restrições ao luxo no vestuário são sistematicamente burladas por mucamas e amas-de-leite. As alforriadas, por sua vez, utilizam as jóias não apenas como sinal de distinção, mas como forma de acumular bens, destinados à sobrevivência e à compra da liberdade de parentes. As jóias de crioula, como são conhecidas, compõem o traje domingueiro das baianas como também aqueles usados em cerimônias e procissões. Têm como características principais o volume, o brilho e a variedade: correntões, pulseiras e brincos de formas diversas, em geral de ouro (embora não sejam peças maciças). Nesse conjunto, as pencas de balangandãs ocupam lugar à parte, por sua originalidade. Levadas junto ao corpo, presas a uma corrente, as pencas reúnem objetos de metal com formas variadas, agrupados numa base denominada "nave" ou "galera": moedas, figas, chaves, dentes, romãs, cocos de água etc. Os elementos que compõem as pencas de balangandãs são reunidos em função de seus sentidos mágicos e rituais. São talismãs e amuletos que afastam "mau-olhado", que trazem sorte, que "abrem portas e caminhos", ou que indicam "fartura", "riqueza" etc. A coleção do Museu possui 27 pencas de balangandãs de prata, datadas dos séculos XVIII e XIX.
Ouro, ametista e pérola século XIX
Em 2000, o Museu Carlos Costa Pinto passa por um processo de revitalização de suas instalações, de acordo com nova orientação museológica. A ampliação da área destinada ao público, a implantação de um novo sistema expositivo, além de um melhor sistema de climatização e iluminação têm como objetivo central a valorização das coleções. Além disso, intensificam-se, a partir daí, as atividades destinadas a um público diverso por meio do departamento de educação, e da realização de exposições, palestras, cursos, ciclos de cinema, entre outros eventos. O Museu retoma, com isso, uma política de realização de exposições temporárias, por exemplo: O Sagrado e o Profano na Coleção Beatriz e Mario Pimenta Camargo, 2001, e A Sedução das Jóias - Séculos XVIII e XIX, 2005.
Cristais
Mais de 216 peças de cristal da coleção do Museu Costa Pinto foram feitos na França. São cristais Baccarat ,uma das mais importantes fábricas de cristais do mundo, símbolo de perfeição, datam do século XIX.
Lustre de cristal e lâmpadas de opalina Esculturas
São 22 pequenas peças em mármore,bronze e terracota feitas na Europa e Brasil no século XIX e XX por artistas tais como Hugo Bertazzon, G. Besji, Pasquale de Chirico, Alfred Gilbert, Gorys, A . Guadez, Haulot, José Otávio Correia Lima, Antônio Teixeira Lopes, M. Moreau, Archile D'Orsi, and E. Villanis.
Colombina,Pierrot e Arlequim - escultura em bronze e marfim- Inglaterra século XIX
Joalheria
Ouro e prata incrustrados com pedras preciosas polidas brilham através desta coleção de 675 peças. Este material representa o estilo de vida da Bahia nos séculos XVIII e XIX até o início do século XX. A maioria pertenceu às famílias dos barões do açúcar da Bahia.
O ponto alto alto desta coleção é a Joalheria Crioula,usada pelas mulheres negras – a única recuperada em nossa história.
Joalheria Crioula - Balangandãs Pinturas
A Coleção de 139 pinturas representa o perpetuação de momentos : refúgios,interiores e pessoas. Voltamos ao passado através de artistas tais como : Georgina Albuquerque, Alfredo Araújo, Henrique Bernadelli, Gutman Bicho, Artur Alves Cardoso, Castagneto, Henrique Cavalleiro, Carlos e Rodolfo Chambelland, G. Conceição, Milton da Costa, Raul Deveza, Fausto Gonçalves, Maurice Grun, Horácio Hora, Francisco Manna, Mendonça Filho, Manuel Paraguassú, Antônio Parreiras, Pedro Peres, Manuel H. Pinto, J. Rodrigues, Manuel Lopes Rodrigues, João Francisco Lopes Rodrigues, Virgílio Lopes Rodrigues, Bustamante Sá, Mirabeau Sampaio, Sante Scaldaferri, Oscar Pereira da Silva, Presciliano Silva, João Thimoteo, Alberto Valença, Simão da Veiga, Eliseu Visconti, Rescala, Carlos Bastos, Albano Neves Sousa, Jenner Augusto, Emídio Magalhães, Lígia Milton and Jorge Costa Pinto.
"Velho Gaspar" Óleo sobre tela -1891- Manoel Lopes Rodrigues Porcelanas
A coleção de porcelanas inclui 652 peças de porcelana chinesa (Powder-Blue, Batavian, Imari, Rose Family, Blue Family, e Macao) , japonesa e européia.
Coleção de Prata
A coleção de prata é a maior do Museu.compreende 923 itens,incluindo sagrado,secular e objetos regionais, utilitários e decorativos ,datados do século XVII ao século XX e feitos no Brasil, Portugal, Inglaterra,França e Alemanha.
Miscelânea
Esta coleção inclui 218 peças agrupadas em séries de coleções menores: peças em bronze,marfim,vidro opalina,porcelana biscuit,madre-pérola entre outras.
Leque madre-pérola século XIX
Caixa de chá em laca e prata
Pena de ouro - Século XIX
Imagens As 43 estátuas sagradas são feitas em madeira policromada e marfim e datam do século XVII ao século XIX. Essas figuras eram feitas em Portugal, Goa, Bahia e Espanha.
Santa Eulália - madeira policromada século XIX - Europa
O Casal Carlos de Aguiar Costa Pinto nasceu em 24/12/1885, em Salvador - Bahia. Era filho de Joaquim da Costa Pinto e Sophia Henriqueta de Aguiar Costa Pinto.Iniciou sua carreira profissional na Magalhães e Cia., empresa importadora e exportadora, chegando ao cargo de diretor presidente.Importante colecionador de obras de arte, reuniu ao longo de sua vida significativa coleção, fazendo com que permanecesse na Bahia um dos mais importantes acervos do país.Faleceu em 07/12/1946, com 60 anos, sem ter realizado o sonho que seria a instalação de um Museu.
Margarida Ballalai de Carvalho Costa Pinto nasceu em 02/12/1895. Era filha de João Pereira de Carvalho e Helena Ballalai de Carvalho, tradicional família baiana. Casou-se com Carlos Costa Pinto aos 17 anos. Não tiveram filhos.
Os seus objetos de toucador, leques de tartaruga e madrepérola, porta-buquês de lava e coral, e suas jóias ela dando um exemplo de desprendimento, doou para a coletividade essa fortuna, preservando na Bahia, a memória de três séculos de arte, cultura e literatura.
Ao doar as peças de sua coleção, constituindo uma fundação e instituindo o Museu Carlos Costa Pinto, também conhecido como "Museu da Prata", D. Margarida iria dar à coletividade um exemplo superior de desprendimento, preservando para a Bahia, a memória de três séculos de arte, cultura e literatura.Faleceu em 23/03/1979, com 83 anos.
Endereço: Avenida Sete de Setembro, 2.490 (Vitória) - Salvador /Bahia - Brasil. Tel: (75) 336-6081 Visitação: 2ªs, 4ªs e 6ªs feiras, das 14:30 às 19:00hs; sábados, domingos e feriados, das 15:00 às 18:00 hs.
Não acredito nas chamadas almas gêmeas. Não acredito duas pessoas idênticas no pensar, no viver, no sofrer e no amar. Não acredito nessa chamada realização total cognominada gêmea.Acredito sim, que pessoas possuam capacidade de complementação, não por serem metades, mas por possuireminteligênciasuficiente e disposição para saber dividir objetivos comuns nas dores e nas alegrias da vida.
Guilherme de Bürglen era conhecido como um especialista no manejo da besta. Na altura, os imperadores Habsburgos lutavam pelos domínios de Uri e, para testar a lealdade do povo aos imperadores, Hermann Gessler, um governador austríaco tirano, pendurou num poste um chapéu com as cores da Áustria, numa praça de Altdorf. Todos que por lá passassem teriam de fazer uma vénia como prova do seu respeito. O chapéu era guardado por soldados que se certificariam que as ordens do governador fossem cumpridas.
Um dia, Guilherme e seu filho passaram pela praça e não saudaram o chapéu. Prenderam-no imeditamente e levaram-no à presença do governador que, reconhecendo-o, o fez, como castigo, disparar a besta a uma maçã na cabeça do filho. Tell tentou demover Gessler, sem sucesso; o governador ameaçaria ainda matar ambos, caso não o fizesse.
Tell foi assim trazido para a praça de Altdorf, escoltado por Gessler e os seus soldados. Era o dia 18 de Novembro de 1307 e a população amontoava-se na expectativa de assistir ao castigo (e, sobretudo, ao seu culminar). O filho de Guilherme foi atado a uma árvore, e a maçã foi colocada na sua cabeça. Contaram-se 50 passos. Tell carregou a besta, fez pontaria calmamente e disparou. A seta atravessou a maçã sem tocar no rapaz, o que levaria a população a aplaudir os dotes do corajoso arqueiro.
Não obstante, Guilherme trazia uma segunda seta. Gessler, ao vê-la, perguntou por que ele a trazia. Tell hesitou. Gessler, apressando a resposta, assegurou-lhe que se dissesse a verdade, a sua vida seria poupada. Guilherme respondeu: "Seria para atravessar o seu coração, caso a primeira seta matasse o meu filho".
Indignado, Gessler mandou o rebelde para a prisão alegando que dignaria a sua promessa deixando-o viver — mas preso, no castelo de Küsnacht. Guilherme foi levado acorrentado de imediato para um barco em Flüelen, onde esperou que Gessler e seus soldados embarcassem. Não muito distante do porto, deu-se uma tempestade. O Föhn, um vento do Sul, causava ondas tão altas que dificultou a viagem, praticamente arremessando o barco contra as rochas. Os que lá viajavam, assustados, gritaram: "Só Guilherme Tell nos pode salvar!". Gessler libertou Tell, que conduziu barco em segurança ao sopé da Montanha Axenberg, perto de uma rocha chamada Tellsplatte.
Quando amarrou, Tell tirou uma lança a um soldado, saltou do barco e, empurrando-o com os pés, fugiu pelo cantão de Schwyz. Gessler conseguiu sobreviver à tempestade e chegou ao castelo de Küsnacht nessa mesma noite. Tell ter-se-ia escondido nuns arbustos num beco que levaria à residência do governador. Assim que Gessler e os seus apareceram, Tell matou-o com uma seta da sua besta, libertando o país da tirania do governador. Segundo a lenda, este evento marcou o início a revolta que ocorreu a 1 de Janeiro de 1308.
Antônio Francisco Lisboa, nosso Aleijadinho, tinha esse apelido devido a uma doença degenerativa que provoca a perda dos membros – discute-se se sífilis, lepra, tromboangeíte obliterante ou ulceração gangrenosa das mãos e dos pés. Nasceu na antiga Vila Rica (atual Ouro Preto), Minas Gerais, filho de um arquiteto português, Manuel Francisco Lisboa, e de uma escrava de quem se sabe apenas o primeiro nome: Isabel. Aleijadinho foi arquiteto e escultor do Período Colonial, sendo considerado o artista mais importante do estilo Barroco no Brasil. Apesar de, formalmente, só ter recebido a educação primária, cresceu entre obras de arte, já que, além de seu pai, um dos primeiros arquitetos de Minas Gerais, conviveu muito com o tio Antônio Francisco Pombal, conhecido entalhador das principais cidades históricas mineiras. Aleijadinho deixou mostras de seu talento em Ouro Preto, Sabará, Caeté, Catas Altas, Santa Rita Durão, São João del-Rei, Tiradentes e Nova Lima, cidades de Minas Gerais, onde desenhou e esculpiu para dezenas de igrejas. Em Mariana, assinou o chafariz da Samaritana e, a Congonhas do Campo, legou suas obras-primas: as estátuas em pedra-sabão dos 12 profetas (1800-1805) e as 66 figuras em cedro (1796) que compõem a Via-Sacra. Ocupado com encomendas que chegavam de toda a província, Aleijadinho tinha mais de 60 anos quando começou a esculpir as famosas imagens de Congonhas do Campo. Nessa época, já deformado pela doença que lhe inutilizara as mãos e os pés, trabalhava com o martelo e o cinzel amarrados aos punhos pelos ajudantes. Apesar de ter sido respeitado em sua época, Aleijadinho, após sua morte, foi relegado a um quase esquecimento. O reconhecimento de que sua obra – o Barroco reconstruído dentro de uma concepção rigorosamente brasileira – havia sido a expressão máxima desse movimento no Brasil foi uma conseqüência da Semana de Arte Moderna de 1922.
Deixemos as mulheres bonitas aos homens sem imaginação.
Só se ama o que não se possui completamente.
Para tornar a realidade suportável, todos temos de cultivar em nós certas pequenas loucuras.
Só nos curamos de um sofrimento depois de o haver suportado até ao fim.
A felicidade é salutar para o corpo, mas só a dor robustece o espírito.
Se sonhar um pouco é perigoso, a solução não é sonhar menos é sonhar mais.
Para quem ama, não será a ausência a mais certa, a mais eficaz, a mais intensa, a mais indestrutível, a mais fiel das presenças?
A sabedoria não se transmite, é preciso que nós a descubramos fazendo uma caminhada que ninguém pode fazer em nosso lugar e que ninguém nos pode evitar, porque a sabedoria é uma maneira de ver as coisas.
As pessoas querem aprender a nadar e ter um pé no chão ao mesmo tempo.
O ciúme é muitas vezes uma inquieta necessidade de tirania aplicada às coisas do amor.
É espantoso como o ciúme, que passa o tempo a fazer pequenas suposições em falso, tem pouca imaginação quando se trata de descobrir a verdade.
Em amor é um erro falar-se de uma má escolha, uma vez que, havendo escolha, ela tem de ser sempre má.
Uma vez descoberto, o ciúme passa a ser considerado por quem é objecto dele como uma desconfiança que autoriza a enganar.
O homem é a criatura que não pode sair de si, que só conhece os outros em si, e, dizendo o contrário, mente.
Os verdadeiros paraísos são os paraísos que se perderam.
Artista de rigor e sensibilidade únicos, Iberê Camargo é um dos grandes nomes da arte do século XX. Autor de uma obra extensa, que inclui pinturas, desenhos, guaches e gravuras, Iberê nasceu em Restinga Seca, no interior do Rio Grande do Sul, em novembro de 1914, tendo passado grande parte de sua vida no Rio de Janeiro. Desde a juventude, mostrou-se atraído por personalidades independentes, como Guignard e Goeldi. Na Europa, estudou com mestres como Giorgio de Chirico, Carlos Alberto Petrucci, Antônio Achille e André LotheAo longo de sua vida, Iberê Camargo sempre exerceu forte liderança no meio artístico e intelectual. Teve sua obra reverenciada em exposições de renome internacional, como a Bienal de São Paulo, a Bienal de Veneza, a Bienal de Tóquio e a Bienal de Madri, e integrou inúmeras mostras no Brasil e em países como França, Inglaterra, Estados Unidos, Escócia, Espanha e Itália.
O pintor morreu aos 79 anos, em Porto Alegre, em agosto de 1994, deixando um acervo de mais de sete mil obras. Grande parte delas foi deixada a sua esposa, Sra. Maria Coussirat Camargo, e integra hoje o acervo da Fundação Iberê Camargo.
Música de Mozart ajuda a curar doenças graves, dizem pesquisadores
da Ansa, em Londres
Especialistas do Instituto de Neurologia de Londres afirmam que a música de Wolfgang Amadeus Mozart(1756-1791) pode funcionar melhor que remédios tradicionais no tratamento de diversos males, até mesmo de doenças complexas como a epilepsia.
Segundo artigo publicado nesta quarta-feira (19) no jornal inglês "Independent", os pesquisadores suspeitaram das qualidades terapêuticas da obra do compositor austríaco quando trataram um paciente de 46 anos que sofria de graves ataques epilépticos e não havia reagido bem a sete tipos de terapias (à base de remédios avançados), e nem mesmo a uma intervenção cirúrgica no cérebro.
Após uma acentuada e inexplicável melhora, os médicos descobriram que o paciente havia começado a escutar a música de Mozart durante cerca de 45 minutos por dia e que seu bem-estar vinha deste novo hábito.
A Universidade de Illinois (Estados Unidos) também relatou, após o caso do paciente inglês, uma situação parecida envolvendo uma criança portadora da síndrome de Lennox-Gastaut (variante rara da epilepsia).
Inteligência
Seguindo os indícios, os médicos descobriram que "doses" de Mozart aumentariam a capacidade matemática e visual, reduziriam o estresse e dores de artrite, além de produzir efeitos positivos no coração e em fetos, no caso de gravidez (estimulando o cérebro do bebê).
Em testes com ratos e carpas, verificou-se melhora no senso de orientação e humor (especialmente com as notas de "Eine Kleine Nachtmusik").
A causa dos efeitos ainda não é tão clara, mas muitos especialistas afirmam que a zona do cérebro que recebe e processa a música é a mesma da percepção espacial, por exemplo. Os estímulos provocados pela complexa e refinada música de Mozart, sobretudo a sonata K448, teriam, portanto, um impacto benéfico na massa cinzenta, organizando e estimulando células nervosas precárias, em um processo comparável a impulsos elétricos.
Em testes com voluntários humanos, verificou-se que, ao escutar a sonata K448 para dois pianos, o quociente de inteligência do grupo cresceu entre oito e nove pontos. Sobre a exclusividade da música de Mozart, e não de outros compositores, os médicos arriscam que as composições do austríaco trazem uma peculiar técnica de construção musical, baseada em temas circulares com intervalos fixos e variações moduladas do motivo principal.
Menos de 12 horas após ser sepultado, Alderico de Paula Damasceno foi alvo de uma singela, porém significativa homenagem dos professores, alunos e funcionários do Curso de Economia da URCA.
Na noite de ontem, 17/11, em vez de aula e trabalho, os corpos docente, discente e os funcionários do Curso de Ciências Econômicas da Urca prestaram um merecido e inadiável tributo a Alderico de Paula Damasceno, que durante sua profícua e longeva permanência como professor do Departamento de Economia dessa Universidade, construiu uma sólida relação de amizade e respeito para com todos.
O Salão da Terra, no Campus do Pimenta, permaneceu lotado durante a solenidade que durou 90 minutos. Muitos estudantes permaneceram todo o tempo em pé, devido à grande quantidade de presentes.
O Coordenador do Curso de Economia, prof. Lima Júnior, que foi aluno de Alderico, coordenou o evento e apresentou outros professores do curso, muitos dos quais também foram alunos do saudoso professor.
O professor Marcos Eliano, atual decano desse Curso, relatou a longa convivência que teve com Alderico, destacando que essa relação antecedeu a própria Faculdade de Filosofia do Crato (instituição embrionária da URCA), pois uma irmã do falecido, Madre Damasceno, era diretora de um educandário de Mauriti, cidade caririense onde Eliano nasceu.
Na sequência, usaram da palavra os professores Felisberto Nunes, Rosemeire Matos, Valéria Pinho, João Luís da Mota, Carlos Rafael, Pedro Veras, Lima Júnior e Micaelson Lacerda, quando foram destacadas várias situações de puro ensinamento ministrado pelo Mestre Alderico, a exemplo da paixão e do amor com os quais exercia o magistério, sua imensa competência no ensino da História e da Economia, além da Geografia e da Filosofia, e sua imensa generosidade para com os colegas, alunos, funcionários e com a própria URCA.
Alderico dedicou cerca de sessenta dos seus noventa anos de vida à educação, quando contribuiu diretamente na formação de várias gerações de estudantes que hoje, na sua grande maioria, são profissionais de proa.
Na URCA, ensinou até os 80 anos de idade, sendo os últimos cinco anos de forma inteiramente gratuita, pois já tinha sido aposentado compulsoriamente ao completar 75 anos. Mesmo assim, passou cinco anos sendo um verdadeiro e talvez um dos únicos “amigos da Universidade”.
Por tudo isso, Mestre Alderico é merecedor de eternos votos de gratidão e homenagem.
Se eu fosse uma estrela, iluminaria todos os semblantes tristes!Se eu fosse o trigo,espalharia pães sobre todas as mesas!Se eu fosse uma árvore,abrigaria todos os corações que sofrem!Se eu fosse um pássaro, cantaria canções para todos os solitários!Se eu fosse a brisa, acariciaria todas as crianças do mundo.Se eu fosse um rio, regaria todas as terras áridas !Se eu fosse uma estrada, arrancaria todos os pedregulhos do caminho.Se eu fosse a justiça, seria mais justa para com os injustos.Se eu fosse um raio, cairia sobre todas as armas nucleares.Se eu fosse cor, seria branca e envolveria na Paz todos os homens, todas as raças e todos os credos.Se eu fosse você, não zombaria desse meu sonho, mas hoje mesmo daria inicio a sua realização.!Quem sabe juntos, não seriamos pioneiros na construção desse novo mundo!
Foi a 17 de novembro de 1922 que LOURIVAL FAISSAL nasceu, fazendo parte de uma família que foi importante no tempo áureo da Rádio Nacional: seus irmãos Floriano e Roberto. LOURIVAL FAISSAL dedicou-se mais às composições e versões de letras de melodias estrangeiras que estavam fazendo sucesso.
Como compositor , ao lado de Getúlio Macedo, compôs a primeira música feita especialmente para o "Dia das Mães":"Mãezinha Querida" que teve em Carlos Galhardo seu primeiro intérprete.
Fazendo versões, foi responsável por um dos maiores sucessos de Emilinha Borba "Dez Anos"
"Assim se passaram 10 anos Sem eu ver teu rosto, Sem olhar teus olhos, Sem beijar teus lábios, assim..."
Emilinha gravou,ainda outras versões de Lourival Faissal, como "Acapulco";"Canção de Dalila";"Bandolins ao Luar";"Arranca minha Vida"; "Chuvas de Abril"...
Um programa que marcou uma fase da Rádio Nacional, de nome "Jerônimo,o Herói do Sertão", teve, na voz de Emilinha Borba a música-tema de Lourival Faissal, ainda em parceria com Getúlio Macedo:"Jerônimo".
Carlos Galhardo gravou, também de Lourival Faissal, "Te Quero Tanto" e outra música para o "Dia das Mães", de nome "Mamãezinha".
Apesar da importância de Lourival Faissal em nossa música popular, pouco há sobre ele na Internet ou nos livros sobre a Rádio Nacional.
Não sou a melhor pessoa para falar sobre o Flamengo, afinal não estou incluída dentro da maior torcida do Brasil, quiçá do mundo.
Como ninguém se habilita...
Entrei aqui "de gaiata" para dizer que a fundação do CLUBE REGATAS DO FLAMENGO em 17 de novembro de 1895, foi para disputar regatas, daí o nome e daí o local onde foi criado:junto à Praia do Flamengo.
Em frente a sua sede naquela praia, havia uma rampa que chegava a um certo ponto do mar por onde os sócios caminhavam para embarcar em seus "iates". Essa rampa foi desmanchada quando o local foi aterrado formando o "Aterro do Flamengo", a partir de 1955.
Depois a sede transferiu-se para um grande prédio em torno do Morro da Viúva, na "conjunção" das Avenidas Rui Barbosa e Oswaldo Cruz. O estádio (que nunca foi no Flamengo) foi construído junto à Lagoa Rodrigo de Freitas.
A parte de futebol, incluída no time de regatas (que manteve o mesmo nome) só foi criada em 1912, quando o futebol estava se desenvolvendo no Brasil e já existiam aqui no Rio, o Vasco da Gama (que também começou como regatas), o Fluminense, o América, o Mangueira, o São Cristóvão...
Em 1912, houve uma desavença no Fluminense e um grupo o abandonou indo formar o time de futebol do Flamengo que, estreando derrotou o Mangueira por uma goleada (goleada mesmo) de 16x0 . Foi uma grande estréia. E o jogo foi no campo do "meu" América.
A partir daí...nada mais a dizer.
Sou uma torcedora que nem sofre mais, do América Futebol Clube, criado em 18 de setembro de 1904
“Um fim de mar colore os horizontes” Manoel de Barros
Reconheço : sou um espécie de mestre frustrado. Filho, sobrinho, afilhado de professores e marido de uma educadora, imagino que ,no íntimo, gostaria de estar numa sala de aulas. Até tateei a profissão por um tempo, mas terminei sendo colhido pelo vendaval de uma outra atividade igualmente espinhosa e gratificante: a Medicina. Mas, nas profundas escarpas do espírito, sempre me turva uma certa inveja quando me deparo com os educadores. Percebo que eles têm nas mãos a possibilidade única de transformar pessoas e edificar nações. Se os pais já se sentem realizados vendo seu sangue disseminando-se no rio do tempo, entre filhos e descendentes, imaginem a felicidade do professor pai de incontáveis rebentos da sabedoria e do conhecimento. Como médico, pressinto que temos a possibilidade de endireitar o caule, cuidar da casca, consertar os galhos , ajudar no desabrochar do fruto; mas só o mestre guarda consigo os mistérios e segredos da germinação da semente. A Medicina recupera corpos, a educação funde consciências.
Hoje tudo isso me veio à mente, quando o maior dos mestres -- o tempo-- levou na sua lufada um de seus colegas. Chamava-se Alderico de Paula Damasceno. Ele exerceu o magistério entre nós por mais de sessenta anos. Discípulo do maior historiador caririense , o Padre Antonio Gomes, o professor Alderico foi um visionário. Ensinava história crítica nos anos 60-70, em plena Ditadura Militar, num tempo em que a cadeira de história, em geral, se confundia com a de Contos de Fadas e Histórias da Carochinha. Exigia, com veemência, de todos os seus alunos, uma clara e pessoal opinião sobre pontos específicos da História Geral e do Brasil . Tinha verdadeiro pavor ao que ele chamava de “Decoreba”. Premonitoriamente, antevia os rumos da modernidade onde tudo se imita, se copia-cola, se macaqueia. O professor ensinava que os livros de história apresentavam apenas a versão oficial e que era imprescindível ,a quem desejasse entender o mundo, levantar o véu da aparente normalidade e descobrir as íntimas razões dos fatos que geralmente se encontravam depositadas no baú da Economia. Trabalhava com provas abertas, tinha pavor da loteria da múltipla escolha e mais: subtraía preciosos pontos a cada erro de português cometido. Entendia que o conhecimento da Língua era condição sine qua non de sobrevivência , soberania e cidadania.
Devemos ao professor Alderico ainda uma outra descoberta igualmente mágica. Aficionado da Educação Física ele cobrava dos seus alunos condicionamento e terá sido um dos pioneiros, entre nós, em associar a Atividade Física Regular a uma melhora na saúde humana. Como treinador da nossa Seleção Cratense – um das suas paixões – o professor Alderico já entendia a importância do treinamento físico regular na melhoria do desempenho esportivo, em tempos que isto era mera especulação e a Medicina Esportiva ainda engatinhava. Esta faceta de sua personalidade terminou lhe proporcionando a energia hercúlea que o acompanhou por noventa anos , enfrentando uma terrível queda de braço com a “Indesejada das Gentes” por cinco meses. Gostava da vida e, percebo, era esse amor que o mantinha vivo e esperançoso mesmo ante todas as vicissitudes e limitações da idade.
Inúmeras gerações de jovens foram forjadas pelo professor Alderico: Professores, engenheiros, médicos, juízes,promotores, artesãos, comerciantes, filósofos, um sem número de profissionais das mais diversas atividades, espalhados pelos recantos mais recônditos do país. Fundidos pela têmpera do Mestre, todos carregam consigo um pouco daquela determinação e vigor. Simplesmente porque Alderico não era um simples professor de História ou Educação Física. Seus ensinamentos sobre passavam as páginas dos livros , a mera grade curricular, ele ensinava uma matéria dificílima e rara chamada : “Vida”.
Como um bom missionário viveu beneditinamente. Guardava , no entanto, um tesouro depositado carinhosamente numa ampla sala da casa: sua biblioteca. Muitos dos seus livros hoje se encontram comigo e, a cada dia, me pergunto se sou digno da herança recebida. O Mestre sabia de cátedra que a riqueza não se concentra no brilho do ouro e do diamante, nem no tilintar das moedas, mas numa outra fulguração mais brilhante que o sol e que inebria almas e mentes : o conhecimento.
O professor Alderico fecha um ciclo áureo da educação cratense que contou com : Pe Gomes, Pe David, Vieirinha, Zé do Vale, Adalgisa Gomes, Luiz de Borba, Eneida Figueiredo, Ivone Pequeno, Gutemberg Sobreira e muitos outros. Fecha-se apenas um parágrafo, a história continua indefinidamente em aberto e continua sendo escrita, criticamente, por seus incontáveis discípulos. Hoje, triste, sei que falo de crepúsculos, mas carrego no coração a perfeita certeza, que este por-de-sol é apenas o prenúncio de muitas auroras por vir. No horizonte, em meio ao negror da noite, já se percebem os sanguíneos raios que defloram a escuridão e emprenham o arrebol vindouro de claridade e de luz.
CASTÃNEDA, CARLOS - O Poder do Silêncio: Novos Ensinamentos de Don Juan, Rio de Janeiro: Record, 1988.
obs>: As figuras foram extraídas do livro MÃOS DE LUZ de Barbara Ann Brenam e de algumas revistas da área espiritualista.
“Disse [D.Juan] que nós, como homens comuns, não sabíamos, nem jamais iríamos saber, que havia algo inteiramente real e funcional - nosso elo de ligação com o intento - que nos dava nossa preocupação hereditária com o destino. Assegurou que durante nossas vidas ativas nunca temos a chance de ir além do nível da mera preocupação, porque desde tempos imemoriais a rotina dos afazeres diários nos entorpeceu. É apenas quando nossas vidas quase se encontram para terminar que nossa preocupação com o destino começa a assumir um caráter diferente. Começa a fazer-nos ver através da neblina das ocupações diárias. Infelizmente, esse despertar sempre vem de mãos dadas com a perda da energia causada pelo envelhecimento, quando não temos mais força para transformar nossa preocupação em descoberta pragmática e positiva. Nesse ponto, tudo que é deixado é uma angústia amorfa e penetrante, um desejo por algo indescritível, e simples raiva por ter errado o alvo” (p. 64)
“Segundo ele [D.Juan], os poetas eram profundamente conscientes de nosso elo de ligação com o espírito, mas que essa consciência era intuitiva, não de modo deliberado e pragmático dos feiticeiros. - Os poetas não têm conhecimento de primeira mão do espírito - continuou .- É por isso que seus poemas não podem realmente atingir o centro dos verdadeiros gestos para o espírito. No entanto, atingem muito perto dele.” (p.65).
“Don Juan explicou que a percepção é o gonzo para tudo que o homem é ou faz, e que essa percepção é governada pela localização do ponto de aglutinação [identifico como sendo os 7 CHAKRAS]. Portanto, se esse ponto muda de posição, a percepção de mundo do homem muda de acordo. O feiticeiro que conhecesse exatamente onde colocar seu ponto de aglutinação podia transformar-se em qualquer coisa que desejasse.
A proficiência do nagual Julian em mover seu ponto de aglutinação era tão magnífica que ele podia realizar as transformações mais sutis - continuou D.Juan. - Quando um feiticeiro se transforma num corvo, por exemplo, esta é definitivamente uma grande realização. Mas isso implica uma vasta e portanto grosseira mudança do ponto de aglutinação. Entretanto, movê-lo para a posição de um homem gordo, ou um homem velho, requer a mudança mínima e o conhecimento mais aguçado da natureza humana” (p.71)
“D Juan explicou-me que a implacabilidade, esperteza, paciência e docibilidade eram a essência da espreita. Eram o básico que com todas as suas ramificações precisava ser ensinado em passos cuidadosos e meticulosos. ...Salientou repetidas vezes que ensinar a espreitar era uma das coisas mais difíceis que os feiticeiros faziam. E insistiu que não importa quanto eles próprios fizessem para ensinar-me espreitar, e não importa quanto eu acreditasse no contrário, era a impecabilidade que ditava seus atos. ... Don Juan reiterou que um ponto muito importante a considerar era que, para um observador, o comportamento dos feiticeiros podia parecer malicioso, quando na realidade seu comportamento era sempre impecável. - Como pode saber a diferença, quando está no lado que recebe? - perguntei. - Atos maliciosos são executados por pessoas pelo ganho pessoal - explicou. - Os feiticeiros, no entanto, têm um propósito ulterior para seus atos, que nada tem a ver com ganho pessoal. O fato de que se divertem com seus atos não conta como ganho. Antes, trata-se de uma condição de seu caráter. O homem comum age apenas se há oportunidade de lucro. Os guerreiros dizem que agem não pelo lucro, mas pelo espírito. Pensei a respeito. Agir sem considerar ganho era realmente um conceito estranho. Eu fora educado para investir e ter esperança por alguma espécie de retribuição por tudo que fazia. Don Juan deve ter tomado meu silêncio e compenetração como ceticismo. Riu e olhou para seus dois companheiros. - Tome a nós quatro, como exemplo - continuou. - Você, você próprio, acredita que está investindo nessa situação e no final irá lucrar com ela. Se ficar bravo conosco, ou se nós o desapontarmos, você pode recorrer a atos maliciosos para tirar sua desforra, pois nós, pelo contrário, não pensamos em ganho pessoal. Nossos atos são ditados pela impecabilidade, não podemos ficar zangados ou desiludidos com você.”(p.90)
“Os feiticeiros têm uma regra básica: dizem que quanto mais profundamente se move o ponto de aglutinação, tanto maior a sensação que um indivíduo tem conhecimento, mas não as palavras para explicá-lo. Ás vezes o ponto de aglutinação de pessoas comuns pode mover-se sem uma causa conhecida e sem eles estarem conscientes disso, exceto que ficam com a língua presa, confusos e evasivos.
Vicente interrompeu e sugeriu que eu ficasse com eles um pouco mais. Don Juan concordou e voltou-se para encarar-me. _ O primeiríssimo princípio da espreita é que um guerreiro espreita a si mesmo. Espreita a si mesmo implacavelmente, com esperteza, paciência e docilmente.
Eu queria rir, mas ele não me deu tempo. De modo muito sucinto definiu a espreita como a arte de usar o comportamento de maneiras novas para propósitos específicos. Disse que o comportamento humano normal no mundo da vida cotidiana era rotina. Qualquer comportamento que escapava à rotina causava um efeito incomum em nosso ser total. Esse efeito incomum era o que os feiticeiros buscavam, porque era cumulativo.
Explicou que os feiticeiros videntes dos tempos antigos, através de sua visão, primeiro haviam notado que o comportamento incomum produzia um tremor no ponto de aglutinação. Breve descobriram que se o comportamento incomum era praticado sistematicamente e dirigido com sabedoria, forçava no final o movimento do ponto de aglutinação.
O desafio real para aqueles feiticeiros videntes - continuou Don Juan. - era encontrar um sistema de comportamento que não fosse mesquinho nem caprichoso, mas que combinasse a moralidade e o senso de beleza que diferencia os videntes feiticeiros das bruxas comuns.
Parou de falar, e todos olharam para mim como que buscando sinais de fadiga em meus olhos ou rosto. - Qualquer um que tenha sucesso em mover seu ponto de aglutinação para uma nova posição é um feiticeiro - continuou Don Juan.- E a partir dessa nova posição, pode fazer todos os tipos de coisas boas e más aos seus semelhantes. Ser um feiticeiro, portanto, pode ser o mesmo que ser um sapateiro, ou um padeiro. A causa dos feiticeiros videntes é ir além dessa posição. E para fazê-lo necessitam de moralidade e beleza.
Disse que, para os feiticeiros, a espreita era o alicerce sobre o qual tudo o mais que faziam era construído.” (p.92-93).
“ [Don Juan] : _ O quarto cerne abstrato é o ímpeto total da descida do espírito. O quarto cerne abstrato é um ato de revelação. O espírito revela-se a nós. Os feiticeiros o descrevem como o espírito postado em emboscada e depois baixando sobre nós, sua presa. Os feiticeiros dizem que a descida do espírito é sempre oculta. Acontece, e no entanto parece não ter acontecido de maneira nenhuma.”(p.98)
“_ Há uma passagem que uma vez cruzada não permite regresso. Ordinariamente, desde o momento em que o espírito assalta, passam-se anos antes que o aprendiz atinja essa passagem. Às vezes, entretanto, a passagem é atingida quase que de imediato. O caso do meu benfeitor é um exemplo. Don Juan disse que todo feiticeiro devia ter uma memória clara dessa passagem de modo que pudesse lembrar do seu novo potencial de percepção. Explicou que não era necessário ser aprendiz de feitiçaria para alcançar essa passagem, e que a única diferença entre um homem comum e um feiticeiro, em tais casos, é o que cada um enfatiza. Um feiticeiro enfatiza o cruzamento dessa passagem e usa a lembrança do fato como ponto de referência. Um homem comum não atravessa a passagem e faz o máximo para esquecer tudo a seu respeito.“(pp.98-99)
[Don Juan]: “_ Os feiticeiros dizem que o quarto cerne abstrato ocorre quando o espírito corta nossas cadeias de auto-reflexão. Cortar nossas cadeias é maravilhoso, mas também muito indesejável, pois ninguém deseja ser livre”(p.99)
[Don Juan]: _ Que sensação estranha: perceber que tudo que pensamos, tudo que dizemos depende da posição do ponto de aglutinação - comentou.”(p.99)
[Don Juan]: Sei que nesse momento seu ponto de aglutinação moveu-se e que você compreendeu o segredo de nossas correntes. Elas nos aprisionam, mas mantendo-nos pregados em nosso confortável ponto de auto-reflexão, defendem-nos dos assaltos do desconhecido. ...Uma vez que nossas correntes são cortadas - continuou Don Juan -, não estamos mais presos pelas preocupações do mundo cotidiano. Permanecemos num mundo cotidiano, mas não pertencemos mais a ele. Para isso ocorrer, devemos partilhar das preocupações das pessoas, e sem correntes não conseguimos.
Don Juan contou que o nagual Elias explicara-lhe que o que distingue pessoas normais é que partilhamos de um punhal metafórico. As preocupações de nossa auto-reflexão. Com esse punhal, cortamo-nos e sangramos; e o trabalho de nossas cadeias de auto-reflexão é proporcionar-nos a sensação de que estamos sangrando juntos, que estamos partilhando de algo maravilhoso: nossa humanidade. Mas se fôssemos examiná-lo, iríamos descobrir que sangramos sozinhos; que não estamos partilhando nada; que tudo o que estamos fazendo é brincar com nossa reflexão, manipulável e irreal, feita pelo homem.
_ Os feiticeiros não se encontram mais no mundo dos afazeres diários - continuou Don Juan - porque não são mais presa de sua auto-reflexão”(p.100)
“Ouvi [Castãneda] seus pensamentos como se fossem minhas próprias palavras, enunciadas para mim mesmo.
Senti um comando que não estava expresso em pensamento. Algo coordenou-me a olhar de novo para a pradaria.
Quando olhei para a maravilhosa paisagem, filamentos de luz começaram a radiar de tudo, naquela pradaria. No início foi como uma explosão de um número infinito de fibras curtas, depois as fibras se tornaram longos feixes filamentosos de luminosidade reunidos em faixas de luz vibrante que alcançaram o infinito. De fato não havia modo de extrair o sentido do que estava vendo, ou de descrevê-lo, exceto como filamentos de luz vibratória. Os filamentos não estavam misturados ou entrelaçados. Entretanto saltavam e continuavam a saltar, em todas as direções, e cada um era separado, embora todos estivessem inexplicavelmente enfeixados.
A Mostra Sesc Cariri de Cultura continua e, nesta terça-feira (17), traz uma atração musical bem curiosa. São os cariocas do Brasov, que lançam o CD “Uma Noite em Tuktoyaktuk”. Em seu show, eles tocam desde música cigana Macedônia até um cover da Gretchen, passando por uma canção do Leste Europeu. A apresentação acontece a partir das 20h30, no Terreiro de Mestra Margarida, no Sesc Juazeiro.
Um pouco antes, às 20h, na RFFSA, em Crato, a Companhia Amok de Teatro, do Rio de Janeiro, encena o espetáculo “O Dragão”. A peça, a partir de depoimentos reais, trata da guerra entre palestinos e israelenses, mostrando que atrás de toda a violência e crueldade há espaço para uma real humanidade.
Na cidade de Nova Olinda, às 20h30, acontece o show dos paulistas do Mamelo Sound System, que tocam - no Armazém do Som na Praça - um ritmo musical denominado por eles próprios como “hip-hop afro-futurista brasileiro”. Em Barbalha, no Teatro Neroly, a Companhia PeQuod de Teatro, do Rio, apresenta a peça de bonecos “O Velho da Horta”, baseado na obra do escritor Gil Vicente.
Um cortejo da Cultura Popular nas ruas de Juazeiro do Norte acontece na tarde de hoje, na principal via da cidade, a partir das 15 horas, com concentração no SESC. O evento promove uma integração entre os artistas e a população, nessa grande festa que tem sido a Mostra SESC de Arte e Cultura.
Em Juazeiro, nos locais como Marquise Branca, Marcus Jussier, no Pirajá, e Casa da Rua da Cultura, na rua do Cruzeiro estão sendo realizadas várias apresentações.
Agenda do dia 17 de novembro
>Juazeiro do Norte:
. Memorial Padre Cícero - 20h30: Madre Couraje (Mérida Urquia-Cuba). . Largo do Memorial - 17h: Reprise (La Mínima-SP).
. Marcus Jussier (Pirajá) - 17h: O Hipnotizador de Jacarés (Circo Girassol-RS).
. Quadra do Sesc Juazeiro - 18h: Rito de Passagem (Índio.Com Cia de Dança-AM).
. Teatro Marquise Branca - 18h: Esparrela (Teatro Bigorna-PB).
. Conexão Brasil CCBNB - 19h: Merci (Ana Barroso-RJ).
. Teatro Patativa do Assaré - 23h: Ele Precisa Começar (Felipe Rocha-RJ).
. Terreiro de Mestra Margarida e Armazém do Som - 18h: Segunda Toada para João e Maria (Núcleo Dois-SP). - 20h30: Uma Noite em Tuktoyaktuk (Brasov-RJ).
. Casa da Rua da Cultura - 22h: Residência da Casa da Rua da Cultura (Cia de Teatro Stultífera Navis-SE). - 22h: O Abajur Lilás (Grupo Imagens-CE).
. Programação Especial (Sesc Juazeiro) - 14h: Seminário Arte & Pensamento – A Reinvenção do Nordeste. Dr. Luizan Pinheiro: “Ontologia do Cariri: a cidade atravessada por múltiplos olhares”. - 15h15: Seminário Arte & Pensamento – A Reinvenção do Nordeste. Dr. Luís Manoel Lopes: “Barbaramente estéreis; maravilhosamente exuberantes: os sertões em variações”. - 18h: Laboratório de Troca de Afagos – LATA (Conversas Gravadas na UFC). Entrevistas com Ricardo Guilherme.
>Crato:
. Teatro Municipal - 20h: O Dragão (Cia Amok de Teatro-RJ).
. Praça da Sé - 16h: Lançamentos e performance dos Cordelistas Mauditos. - 17h: Performance do poeta CHACAL.
. Terreiradas - 16h: Terreiro de Mestre Aldenir – Bairro Vila Lobo. Coco da Mestra Marinês/Banda Cabaçal São João Batista/Reisado Congo do Assentamento Olho D’Água.
. Mostra nos Bairros- Bairro Populares - 17h: O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado (Cia São Jorge de Variedades-SP). - 18h30: Soldadinho do Araripe (Aquasis-CE).
. RFFSA - 17h: Silêncio Total (Cia Riso da Terra-PB). - 18h: Viagem Instrumental (Mandrágora-DF).
. Sesc Crato - 22h: Santiago do Chile, 1973(Grupo de Dois-RJ).
. Galpão das Artes - 23h: Encantrago (Ver de Rosa um Ser Tão Expressões Humanas / Teatro Vitrine-CE).
Desde já peço desculpas pelo tamanho do post, mas não pude me furtar a necessidade de tentar divulgar a matéria e a obra de um dos maiores filósofos da humanidade, que por incrível que pareça é brasileiro.
Estas palavras, proferidas por Mário Ferreira dos Santos no ápice do seu periódico discurso em uma de suas aulas nos anos 60, contém em si mesmas um significado universal. Elas transpõem aquela sala de aula, elas atravessam a cidade de São Paulo, escapam ao país, dirigem-se ao mundo e atingem outras fronteiras que nem na ordem geográfica se há de contar. É uma oração simples e imperativa que vem das mais profundas aspirações do seu espírito, ao mesmo tempo tão angustiado pela realidade que testemunha e tão esperançoso nas possibilidades que talvez só ele entreveja. Mário estava explicando o porquê das pessoas do seu tempo levarem tão a sério filosofias que ele julga já estarem refutadas com antecedência de séculos. O que começara como uma breve resposta a uma pergunta de um aluno acabou se estendendo para uma exortação. Percebe-se claramente que a voz do professor vai se alterando, ganhando dissonância. Não há nervosismo, não há exaltação, não há ódio, não há rancor, mas uma convicção assustadora pela forma com que se contém em sua própria grandiosidade. Há um desparelhamento entre a formalidade da aula e a causa final que subjaz o espírito daquele filósofo. Algumas palavras saem com certa dificuldade, como que premidas pelo vigor de quem deseja inundar o mundo inteiro com suas respostas. Mário já estava a poucos anos de sua morte; cada novo livro lançado, cada aula, cada investida em uma idéia de filosofia brasileira exalava como um sopro final. Mas ele opera uma síntese que abrigará todo o sentido que deseja impor: “...e é por isso que eu conclamo...” Dirige-se à platéia da aula, mas a sua voz quer se dirigir ao mundo, empregando o substantivo universal das mudanças culturais, “...conclamo à juventude...”, como se a própria força da palavra exigisse uma repercussão imediata. Ele faz uma pequena pausa; parece tomar fôlego para uma investida ainda mais cataclísmica. Finalmente, despeja aquela que é sua maior esperança: uma “juventude que estude”. O verbo retumba no estampido da segunda sílaba, provavelmente o ponto mais alto do volume naquela gravação, como um disparo seco da realidade. Mas a sua alma prossegue inabalável, reta, porque convicta. “...e é por isso que eu conclamo à juventude que estude para que...” e o resto se nos torna inaudível, como se nada mais depois daquilo fosse ter importância. O silêncio então nos diz: pare aqui, você já ouviu o suficiente, vá estudar e não se entregue às modas e às contingências. Mais do que tudo, não se deixe levar pela modorra, pela prostração intelectual, pelos comodismos que o mundo hoje tanto nos oferece. A conclamação de Mário à época, 40 anos atrás, já era mais do que pertinente, que dirá hoje em dia. Não se trata de uma ordem assoberbada, mas de uma imposição que vem desde a própria verdade. Se algo da verdade não se deixou falar pelas palavras de Mário Ferreira dos Santos, resta-nos mesmo o agnosticismo. E não penso que a exortação de Mário se dirigisse somente aos jovens das escolas, das faculdades, dos comícios, mas aos jovens de intelecto, aos homens entregues a uma compreensão equivocada do mundo, aos homens cujas inteligências ainda não atingiram uma maturidade suficiente para de fato formar juízos que fundamentem o seu agir. Como podem estes jovens do mundo moderno bradarem aos quatro ventos a sua independência se não possuem nem mesmo uma independência intelectual? Entenda-se independência intelectual não em seu sentido grosseiro, de alguém dedicado a construir toda uma cosmovisão a partir do próprio umbigo, mas de alguém cuja mente pense por si mesma, buscando a verdade nos seus mais distintos recônditos, estudando com honestidade os problemas do pensamento humano sem jamais se desvincular daqueles homens que deixaram as grandes respostas. E Mário Ferreira dos Santos, meus amigos, foi um destes homens. "A luta toda se resume em impor uma escala de valores. Por exemplo, a juventude brasileira por qual escala de valores vai lutar? Ela precisa saber. Vai pela utilitária? Pela nobre? Ou pela sagrada? Ela tem que saber, ela tem que escolher uma escala de valores pela qual vai lutar, já que tem no Brasil um papel importante, porque o Brasil é um país sem elite e a juventude universitária é a elite. (...) O Brasil não deve se preocupar com os pseudos valores, quer dizer com aqueles valores que não são genuinamente nossos, e este é um tema que merece ser estudado".
Trechos de palestra no Centro Convivium, em 1967
A mínima maturidade que o jovem precisa possuir é aquela que o convença a estudar. A essência humana não se constrói sem uma caminhada filosófica, sem uma dedicação ao melhor entendimento da verdade. A única vantagem da “juventude de espírito” é o seu vigor, e só neste sentido é que o homem deveria permanecer jovem por toda sua vida. Foi este vigor que nos impeliu a idealizar a revista eletrônica Filosofia Concreta. Foi esta nossa juventude de espírito que nos fez entender que algo deve ser feito para resgatar o pensamento desse grande filósofo, que nos ajudará também a resgatar o respeito pela verdade e pelo estudo. O abandono a que Mário foi relegado nos últimos 30, 40 anos a nós parece um fenômeno aterrador da natureza, como um milagre virado do avesso. Por que sumir com um homem de tamanha erudição e temperança, dedicado a aproveitar os fachos de verdade existentes em cada filosofia estudada, sem jamais romper com toda a potencialidade do pensamento humano? Por que esquecer um filósofo tão sábio em seu ecletismo, capaz de unir satisfatoriamente Pitágoras a Hegel, Aquino a Nietzsche, Suárez a Proudhon? Por que negligenciar uma obra que conta com mais de 60 títulos, abarcando temas como Ontologia, Gnoseologia, Lógica, Teologia, Simbólica, Psicologia, Sociologia, Economia e até Oratória? Como se reduz a quase nada a importância de um empreendimento como a Filosofia Concreta? Talvez estas perguntas sejam só mais umas entre as tantas cujas respostas só o estudo dedicado nos forneça. Atendendo à conclamação de Mário, apresentaremos aqui alguns dos frutos de nossos estudos. O espaço é dedicado à exposição e investigação dos temas que o pensador brasileiro propôs, mas o nosso grande objetivo é mesmo alimentar o prazer pela investigação filosófica em si, esta que é a mais nobre atividade do intelecto humano, e sem a qual não pode haver resgate de coisa alguma. Convidamos a todos para participarem de tal empreitada.
Decidi me enclausurar. Quero viver dos discos, livros, filmes e nada mais. E isso não é, de todo, ruim. Vou viver de mim por uns tempos. Ando cansada da noite e do vazio que as pessoas me trazem.
Vou vasculhar as possibilidades que há em mim, quero me desdobrar. Não é egocentrimo, tampouco prepotência, mas tem sido entediante sair por aí e ver tanta gente parecida, voltada para o próprio umbigo e para aquilo que se convencionou ser atrante ou interessante. Vou me embriagar da minha casa e digladiar com meus fantasmas, conviver com minhas indagações, explorar meu universo. Revirar minhas gavetas, me transfigurar nas personagens todas que me habitam e gritam, desesperadamente, que eu me rebele.
Rótulo por rótulo, nada vai se alterar, "mero incidente corriqueiro ser mulher a vida inteira".
Tenho direito de fazer acontecer o que eu quiser. Sem mais, vejo você amanhã, depois do temporal... -------------------------------------------------------------------------- SemibreveOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Semibreve é o nome da Nota musical de maior duração na notação musical padrão. Por ser a nota mais longa em uso (só é mais curta que a breve, arcaica), ela é usada como referência para as durações relativas de todas as demais notas. Quando dividida em duas, quatro, oito, dezesseis, trinta e duas ou sessenta e quatro partes, obtemos, respectivamente, a mínima, semínima, colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa.
A semibreve também é a nota usada como referência para a duração do compasso (música). O denominador da fórmula de compasso indica em quantas partes uma semibreve é dividida para obter a unidade de tempo da composição. Por exemplo, um compasso 4/4 indica que a semibreve foi dividida em quatro partes e que a unidade de tempo é a nota com duração de 1/4 da semibreve. (ou seja, a semínima)
Aproveitando o texto do Prof. Carlos Pinheiro, lanço um desafio para os amigos do blog.Quem se lembra dos perfumes do tempo das tertúlias, da Siqueira Campos, dos baile do Crato Tenis Clube.Vamos colocar nossos olfatos para trabalhar.Lancaster, Paris e assim vai.
O PERFUME
Desde os primórdios da humanidade que a procura de aromas diferentes e agradáveis, e a conseqüente utilização de essências de plantas, faz parte da história da civilização.
Pensa-se que a arte da perfumaria se terá iniciado ainda na Pré-História, quando o homem primitivo aprendeu a fazer o fogo e descobriu que certas plantas libertavam fragrâncias agradáveis quando queimadas. Os primeiros perfumes terão pois surgido sob a forma de fumo, o que é aliás confirmado pelo próprio étimo "Perfume", que deriva do latim "Per fumum" ou "pro fumum", significando "através do fumo".
A queima de plantas raras e resinas aromáticas estava em geral associada a cerimônias religiosas, sobretudo aos sacrifícios rituais de animais, em que serviria para disfarçar os odores incomodativos do animal morto. Com este objetivo eram utilizados o sândalo, a casca de canela, as raízes de cálamo, bem como substâncias resinosas como mirra, incenso, benjoim e cedro do Líbano.
Na civilização mesopotâmica, o ato de perfumar era tido como um ritual de purificação. Por esse motivo, os homens tinham a obrigação de oferecer perfumes às mulheres durante toda a vida.
Os Hebreus também utilizavam o perfume na vida quotidiana e no culto. Uma das suas fórmulas está registrada na Bíblia, no livro do Êxodo, capítulo 30. A composição utilizava quatro ingredientes naturais, muito empregados nos dias de hoje, mas de forma mais refinada: mirra, cinamomo, junco odorífero, cássia e óleo de cálamo aromático.
Requintes
Os Egípcios foram o primeiro povo a fazer uma utilização sistemática do perfume. O seu fabrico era considerado uma graça de Deus, sendo por isso confiado aos sacerdotes, que utilizavam os perfumes diariamente no culto ao deus-sol. Mas começa também a generalizar-se a utilização pessoal do perfume, tendo para isso os Egípcios criado um original sistema, pequenas caixas que se usavam atadas na cabeça e que continham uma fragrância que se dissolvia lentamente perfumando o rosto. Tinha também a função de afastar os insetos. A rainha Cleópatra, ela própria autora de um tratado de cosmética infelizmente perdido, untava as suas mãos com óleo de rosas, açafrão e violetas - o kiafi - e perfumava os pés com uma loção feita à base de extratos de amêndoa, mel, canela, flor de laranjeira e alfena. Até os mortos, durante o processo de embalsamamento, eram ungidos com essas misturas. Quando o túmulo do rei Tutankámon foi aberto, encontraram-se no seu interior maravilhosos vasos de alabastro que conservavam ainda a essência perfumada que havia sido colocada neles há cerca de 5 mil anos.
A refinada civilização grega importava perfumes de diferentes partes do mundo, sendo os mais apreciados e caros os oriundos do Egito. Mas também criaram uma técnica própria de perfumaria, chamada maceração, em que o óleo vegetal ou a gordura animal eram deixados durante algumas semanas em repouso juntamente com flores, para lhe absorver os óleos essenciais. Há 2400 anos, certos escritos gregos recomendavam hortelã-pimenta para perfumar braços e axilas, canela para o peito, óleo de amêndoa para mãos e pés, e extrato de manjerona para o cabelo e as sobrancelhas. O uso do perfume foi levado a um tal extremo pelos jovens que o legislador Sólon chegou a proibir a venda de óleos fragrantes. Tal como os gregos, os Romanos eram grandes apreciadores de perfume, usando-o nas mais diversas situações. Como resultado das suas conquistas militares, os Romanos foram assimilando não só novos territórios, mas também novas fragrâncias, procedentes das suas campanhas em terras distantes e exóticas, aromas desconhecidos até então, como a glicínia, a baunilha, o lilás ou o cravo. Também adotaram o costume grego de preparar óleos perfumados à base de limão, tangerinas e laranjas. Esta paixão pelo perfume esteve na origem do aparecimento do poderoso grêmio dos perfumistas, os famosos e influentes ungüentarii, que fabricavam três tipos de ungüentos: sólidos, cujo aroma contava com um único ingrediente de cada vez, como a amêndoa ou o marmelo; os líquidos, elaborados com flores, especiarias e resinas trituradas, num suporte oleoso; e perfumes em pó, feitos com pétalas de flores que depois se pulverizava e aos quais se juntavam certas especiarias. Os nobres romanos possuíam inclusivamente escravos para os massagearem e untarem com essências perfumadas e era costume os soldados perfumarem-se antes de entrar em combate. Conta-se que Nero, no século I d. C., na organização de uma festa, gastou mais de 150 mil euros, em valores atuais, em essências para si mesmo e para os convidados. E, no enterro de sua mulher Pompéia, gastou o perfume que os perfumistas árabes eram capazes de produzir num ano. Chegou ao extremo de perfumar até as suas mulas.
Também a tradição cristã está na sua origem associada ao perfume. Lembremos que uma das oferendas que os reis magos trouxeram ao menino Jesus foi o incenso.
“Nesta vida mundana o amor se manifesta de várias formas, como o amor entre mãe e filho, marido e esposa e entre parentes. Esse amor baseado em relações físicas provém de motivos egoístas e de interesse próprio. Mas o amor pelo Divino é destituído de qualquer traço de egoísmo. É o amor somente por causa do amor. Isso é chamado devoção (Bhakti). Uma característica desse amor é dar e não receber. Em segundo lugar, o amor não reconhece qualquer medo. Em terceiro lugar, é somente por causa do amor e não por um motivo egoísta. Todos esses três ângulos do amor significam, em conjunto, Rendição (Prapatthi). Quando alguém se deleita nessa atitude de Rendição, ele experimenta a bem-aventurança do Divino.” Sathya Sai Baba
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“O sândalo libera cada vez mais fragrância à medida que é continuamente moído. A cana-de-açúcar libera o suco à medida que é mais e mais mastigada. O ouro fica puro quando é derretido no fogo. Do mesmo modo, um verdadeiro devoto não vacilará em seu amor por Deus mesmo quando enfrenta problemas e obstáculos em sua vida. Deus testa Seus devotos somente para levá-los a um nível mais elevado na escada espiritual.” Sathya Sai Baba
Nunca fui de comer demais. Depois da diabetes tornei-me voraz!
Recife saciou-me , em todos os sentidos. Como se não bastasse a presença dos amigos , ainda deliciaram-me com quitutes de paladar inconfundível !
Primeiro foi no aniversário de Stela, justo no dia da minha chegada. Gente , nem tinha explicação. Mal terminávamos de petiscar um prato, ela já trazia na bandeja uma outra novidade ... Cada uma mais gostosa que a outra. Pensei logo : vou fazer um laboratório culinário na fonte desses quitutes.
Dia seguinte almoçei na casa de Rosa Guerrera , e surpreendi-me com os dotes culinários de MARY. A danada cozinha , infinitamente melhor do que eu. Apresentou-nos umas panquecas ao molho de tomate com manjericão , afora outros pratos. Não resisti ! Pedi-lhe a receita de imediato , e lá vem a minha nova amiguinha com a receita anotada numa folhinha de papel, com a letra das pessoas ternas e generosas. Claro que vou passá-la pra vocês !
A casa de Rosineide é habitada por poucos ( ela, e um casal de filhos). Todos lindos, sarados ,saudáveis! Mas nem entendo como aquele povo mantém a forma. Por toda parte da geladeira e armários , a gente encontra guloseimas.
E quando Rosineide diz ...: vou fazer uma tapioquinha, uma carninha moída, um risoto de carne-de-sol , um suquinho especial ? Ai, meu Deus do Céu... É pra gente comer gemendo ou ajoelhada !
Por todas essas lembranças , vai a minha sugestão para o almoço dessa terça-feira :
Panquecas da Mary recheadas com a carne moída de Rosineide.
Panquecas da Mary ( receita da massa)
1 1/2 de leite
2 ovos inteiros
1/2 xícara de maisena
1 1/2 de farinha de trigo
2 colheres de óleo
sal a gosto
Método : bater todos os ingredientes no liquidificador , e deixar a massa descansar por 10 minutos.
Recheio ( carne moída da Rosineide)
1/2 kg de carne moída ( sem gordura)
1 colher de sopa do tempero Regina
1 cebola grande picadinha
1 pimentão verde
1 tomate
1 tablete de caldo knor
cheiro verde
colorau, pimenta de cheiro
2 colhers de óleo.
Temperar bem a carne , levar ao fogo (brando) , até ficar enxuta.
Molho de tomate com manjericão e orégano
Azeite, 4 dentes de alho laminados, 1/2 kg de tomates maduros, sal à gosto, uma pitada de orégano , e folhinhas de manjericão batidas. . Deixar desmanchar os tomates , e passar no liquidificador.Retornar à panela , e deixar dar mais uma ferfura. Picar, na finalização,pedaços de mussarela . Cobrir as panquecas já enroladas e recheadas , e polvilhar com queijo ralado.
Agradeço o carinho dos meus amigos : Stela, Pedro, Jacinta, Rejane, Berta, Ofélia, Alexandre, Fernanda , Rosineide, Nilo Sérgio, Giovani, Rosa , Ana Lúcia , Dona Zélia , Mary, Joaquim e Renata.
Aprendi muita coisa nessa caminhada pela vida. Aprendi que não se deve mergulhar de cabeça quando o mar aparenta águas tranqüilas,pois correntes marinhas pode nos levar a um afogamento. Aprendi que não se pode medir o abraço pela força dos braços que nos enlaça, mas pela ternura que emana do coração. Aprendi que os nossos defeitos começam aflorar para a pessoa amada, quando somos olhados como um ser humano ,capaz também de erros e acertos. Aprendi que o silêncio quando escutado com o coração , fala muito mais que mil palavras . Aprendi que ninguém É , mas que todo mundo ESTÁ no seu devido lugar de acordo com as mutáveis leis que regem os destinos. E pensando ter aprendido de tudo na vida , eu aprendi que até hoje estou engatinhando nas passadas da minha existência , e que a verdade nua e crua é que AINDA NÃO SEI NADA...
"Sim sou brasileiro e bem brasileiro. Na minha música deixo cantar os rios e os mares deste grande Brasil. Eu não ponho mordaça na exuberância tropical de nossas florestas e dos nossos céus, que transporto instintivamente para tudo que escrevo". Este é Villa-Lobos, o maior compositor brasileiro de música erudita de todos os tempos.
Deixou um acervo com mais de 1500 obras. Morreu aos 72 anos, em 17 de novembro de 1959, no Rio de Janeiro.
Quando a moça da cidade chegou veio morar na fazenda, na casa velha... Tão velha! Quem fez aquela casa foi o bisavô... Deram-lhe para dormir a camarinha, uma alcova sem luzes, tão escura! mergulhada na tristura de sua treva e de sua única portinha...
A moça não disse nada, mas mandou buscar na cidade uma telha de vidro... Queria que ficasse iluminada sua camarinha sem claridade...
Agora, o quarto onde ela mora é o quarto mais alegre da fazenda, tão claro que, ao meio dia, aparece uma renda de arabesco de sol nos ladrilhos vermelhos, que — coitados — tão velhos só hoje é que conhecem a luz doa dia... A luz branca e fria também se mete às vezes pelo clarão da telha milagrosa... Ou alguma estrela audaciosa careteia no espelho onde a moça se penteia.
Que linda camarinha! Era tão feia! — Você me disse um dia que sua vida era toda escuridão cinzenta, fria, sem um luar, sem um clarão... Por que você na experimenta? A moça foi tão vem sucedida... Ponha uma telha de vidro em sua vida!
APRESENTAÇÃO DO LIVRO "EU SOU O CEGO ADERALDO" ED. MALTESE, 1994
É como ele se assina: Cego Aderaldo. Creio até que registrou a marca, pois é como “Cego Aderaldo” que o povo o conhece e ama.
O último dos grandes cantadores – hoje já não se conhecem cantadores como ele foi e como ele é. Ou se os há de inspiração idêntica, as novas gerações, distraídas com a música comercializada do rádio, com os cantores enlatados, já não os idêntica, as novas gerações, distraídas com a música comercializada do rádio, com os cantores enlatados, já não os identificam nem lhes conferem esse halo de glória que nimbava os famosos cantadores do passado.
Hoje, o prestígio da profissão de cantar improvisado, á rebeca ou á viola, e cantar e, desafio, vai diminuindo, em vias de desaparecer. Só maldo como causa a música dos rádios, que, através dos transistores, chega até aos lugares mais escondidos do sertão.
Onde nunca chegou trem, ou ainda não chegou automóvel nem avião, o rádio já chega. E fica, e grita, e enerva. E porque não tem mais esperança de fama, os moços de inspiração não se dedicam a cantar, não estimulam a veia poética nem se apuram na escola dos desafios.
Nessa decadência geral do oficio de cantador, cego Aderaldo mantém, contudo, o seu prestígio intacto. O povo o adora, o cerca e o festeja onde quer que ele vá. Quando chega a uma fazenda, venha embora o cego sozinho com seu guia, é como se com ele houvesse começado a novena, os foguetes e o leilão.
Aderaldo sentar-se e começa a cantar e até comove ver como a gente o cerca, e ri com ele, e lhe bebe as palavras.
Não aplaudem porque sertanejo não está habituado aplaudir: o artista tem que pressentir, no silencio emocionado que se segue ao se trabalho, o grau de aprovação que suscitou.
Aderaldo é hoje um velho de mais de oitenta anos, espigados, rijo, fala sonora de homem habituado a dominar auditórios.
Tem o riso muito fácil – é um cego alegre. Seu repertório, porque os cantadores não apenas improvisam, mas também cantam versos de lavra alheia, especialmente os da musa popular - seu repertório, com poucas exceções, é bem humorado, quase humorístico.
Isso se verá, aliás, nas páginas adiante, onde o Cego Aderaldo conta a sua vida e dá uma mostra de sua poesia.
Sei que é muito difícil por num caderno de lembranças essa coisa ilusiva e perecível que é a arte de um cantador.
A palavra impressa, coisa de medida, de premeditação e efeito calculado, não conseguirá transmitir ao leitor o impacto produzido pela ação de presença, pela mágica do improviso, pela música do acompanhamento, pelo embalo da cantoria; mas ao menos registrar um pouco, para não perder tudo.
Pelo menos isso – memória da vida, fragmentos de desafios e romances – nos guardado de tudo que ele espalhou por aí em mais de sessenta anos de cantoria. É um documento da sua passagem, uma referencia para futuros estudiosos, e uma pre texto de aproximação e reconhecimento para o povo que o ama e que, quando um dia o perder, gostará de conservar ao menos uma parte dos tesouros lançados ao vento dos desafios, aos pequenos auditórios longínquos e memória, ao caso, das peregrinações do violeiro e cantor.
CONTRACAPA DO LIVRO EU SOU O CEGO ADERALDO ED. MALTESE, 1994
Aderaldo Ferreira de Araújo é uma legenda de cantoria nordestina. Cego, tradição de um Homero ou de um Tirésias, cumpriria o destino traçado pelos deuses de ser privado da visão para ser apenas voz. Mas que conheceu a luz e a cor até aos 18 anos. É a permanência da oralidade que está em foco. Seu cantar flui, interminável, como uma litania sertaneja. Ele está sempre apto para a peleja. Maneja voz e viola como armas, com uma destreza de mestre. O sertão inteiro repete, ainda, de cor, o seu improviso e sabe histórias de repentes com a marca do gênio. Os grandes nomes da cantoria cantam com ele. Até mesmo pegas que nunca existiram ganharam transmissão oral ou foram transcritos para folhetos de cordel.
Um cego andarilho, que não vendia histórias, papel reservado a eles na tradição européia, mas que ganhava a vida como um “performer” medieval.
O importante não era apenas o que ele dizia, mas como dizia, a eloqüência da voz, ao artifícios da retórica, a verve de quem sempre tinha um argumento a mais para exibir no ultimo instante e fazer calar o rival.
O Cego Aderaldo foi o maior jogral que o Nordeste já teve. E este livro é um esforço de registrar o que se perderia no eco das palavras ou que se transformaria em sementes na recriação deste canto que é de homem e ao mesmo tempo de todas as vozes sertanejas. Um livro para ser lido em voz alta. Nos mercados, nos patamares das igrejas em tempo de festas, nos terreiros das fazendas, ainda se faz ouvir o tom plangente de sua viola e o matraquear de sua poética. Aderaldo está cada vez mais vivo no coração e na lembrança de todos os que sabem puxar os fios e tecer essa histórias feita de mil-e-uma noites de rimas, ritmo e agilidade. É um saber tradicional que se cristaliza e se torna monumento feito de palavras e sons.
conte-me
conte-me, sim
das sementes que brotaram,
das flores que se abriram,
dos frutos que caíram,
na terra fofa e molhada...
dos rios e dos fios d’água
que descem pelas encostas
da serra que conhecemos
dos sonhos e das loucuras
que cruzam a nossa terra
chão lanhado pelo tempo.
conte-me
conte-me, sim
desse brilho em seus olhos
desse sentimento rouco
dessa chuva, do calor
dos ecos de minha terra. . Texto e foto por Claude Bloc
Em 1966 , cursava o primeiro ano científico, no Colégio Dom Bosco . Alderico era o meu professor de História. Intimidava com a sua voz em tom maior; impressionava com sua forma persuasiva de contar a verdade dos fatos , omitidas nos livros. Falava do pensamento político, filosófico e ideológico... Criava-nos uma consciência crítica. Por dois anos seguidos fui sua aluna. Depois nos tornamos colegas de magistério, no Colégio Estadual. Gostava de escutá-lo. Admirava-lhe a vitalidade , conhecimento e sabedoria. Pensei muitas vezes : não existe velhice , nem tempo, nem morte que derrubem esse homem. Mas o tempo não tem dó ... É implacável !
Aos 90 anos , nosso mestre e amigo foi chamado para o andar superior, para o encontro de outros nunca esquecidos.
Fecho os olhos e escuto a sua voz, outrora vibrante, já cansada, fugidia , silenciosa ...Chegou a hora !
Existe um móvel no quarto que guarda a ausência das tuas roupas Existe um móvel no quarto que guarda a ausência do teu corpo.
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Por favor, toque fogo , no vício do amor. Inflame !
Nas cinzas da exaustão, a gente se encontra !
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Meu coração tem liberdade absoluta Tem asas, tem véus, e sabe nadar por sonhos mirabolantes . Paladino incansável , lembra o susto de prazer do primeiro e do último beijo. Hálito hals Tosse , respiração cansada de quem fumou pra beijar.
------------------------------------ Será mal de quem versa não saber nadar? Será mal de quem versa odiar dirigir , estacionar? Será mal de quem versa não correr riscos, pedalando a bicicleta, guardada na infância? Será mal de quem versa juntar rimas, rabiscar páginas, e teclar o amanhecer , em tons de rosa-ternura ?