Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Correio na madrugada

Nessum Dorma - José do Vale Pinheiro Feitosa

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Dos que cantaram esta ária do último ato de Turandot, um dos melhores foi o Pavarotti. A ópera foi a última de Giacomo Puccini que a deixou inacabada por sua morte, tendo sido completada por Franco Alfano. Estreou no Alla Scalla de Milano, em abril 1926, sob a regência de Arturo Toscanini. No Wikipédia tem um resumo do libreto.

Aqui vai a letra da ária:

O príncipe desconhecido

Nessun dorma! Nessun dorma! / Ninguém durma! Ninguém durma!

Tu pure, o Principessa, / Tu também ó princesa,

nella tua fredda stanza / No teu frio quarto

guardi le stelle / guarda a estrela

che tremano d'amore e di speranza.../ que treme de amor e esperança....

Ma il mio mistero è chiuso in me, / Mas o meu mistério está fechado em mim,

il nome mio nessun saprà! / o meu nome ninguém saberá!

No, no, sulla tua bocca lo dirò,/ Não, não, só a tua boca o dirá,

quando la luce splenderà! / quando a luz esplendorará!

Ed il mio bacio scioglierà il silenzio / E o meu beijo escolherá o silêncio

che ti fa mia. / que te faz minha

Vozes de mulheres

Il nome suo nessun saprà... / O nome seu ninguém saberá

E noi dovrem, ahimè, morir, morir! / E nós deveremos, infelizmente, morrer, morrer!

O príncipe desconhecido

Dilegua, o notte! Tramontate, stelle! Desapareça, ó noite! Desvaneça, estrela!

Tramontate, stelle! All'alba vincerò! Desvaneça, estrela! Na alvorada vencerei

Vincerò! Vincerò! / Vencerei! Vencerei!

Aí os nosso cantores populares se esbaldaram com a versão Eu nunca mais vou te esquecer, como esta cantada por Moacir Franco:


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Acorrentados- Por Socorro Moreira



Petrolina?
Uma luz vermelha
Entre Crato e o Juazeiro
Boites?
Cinema da tarde...
Tempos de laquê no cabelo
Tempos de vento nos cachos
das carrapetas.
Sussurros ou suspiros?
Um de lá
Outro de cá
Timidamente sorriam

Cruzar o olhar
Era de intensa magia
Como ainda hoje...
Como em qualquer tempo
O olhar imagina, fura, entra...
Se entranha , como o Aracati

Hora feita é sempre carente da surpresa
Um bolero é canção das paradas sensuais
Um passo lá
Outro cá...
Nada além, no futuro do presente.

E nesse calor de novembro
a dança tem cheiro de gente
Não tem coração que mereça
Derreter eternamente.

“Eu necessito ver-te”.
Mais uma vez...”.
Altemar, vivíssimo.
Em surdina me acontece
Esqueço que abri a janela
E uma luz difusa
Em meu peito entra...
Atenda!

O amor sempre será
Como antes de antigamente
Um mistério
Um sonho ardente.

“Talvez fosse melhor”.
Que não voltasses
Talvez fosse melhor que me esquecesses...”

Sem princípio, e sem final.
O amor vaga, sem um cais.
Rumo a um paraíso nunca achado
Lá o tédio é impossível.

E nesse vazio abissal
Eu escorrego levemente
E misturo-me
Ao éter do sentimento

Sintonia num bolero
Faz valsar um par!

Nosotros - José do Vale Pinheiro Feitosa

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OUÇA A MÚSICA E LEIA O TEXTO

Um cuba libre, o cigarro se esfumando, cromos de luzes vermelhas, teus lábios reluzentes, cabelos cheirando a prazer, uma boite e a vitrola expandido de sons aos ouvidos de quem implora:


Atende-me na urgência destas horas desfeitas,
Não esperes a escuta dos segundos inúteis,
Funde teu seio ao meu ser frígido,
Eu necessito teu calor mais uma vez.

Outrora, fomos tão divinos de amor,
Agora mais do que nunca somos vulgar,
Somos barcos diferentes a vagar,
Destinos das rosas dos ventos a se afastar.

Agora que meu coração implode de vazio,
Tu vives em minha alma como parte inseparável,
Mas tal âmago é traiçoeiro e nos deixa ao éter,
Frio e inerte agora, quão ardente era outrora.

27 de novembro : um dia das Graças !

Nossa Senhora das Graças



Em uma tarde de sábado, no dia 27 de novembro de 1830, na capela das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, Santa Catarina Labouré teve uma visão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima estava de pé sobre um globo, segurando com as duas mãos um outro globo menor, sobre o qual aparecia uma cruzinha de ouro. Dos dedos das suas mãos, que de repente encheram-se de anéis com pedras preciosas, partiam raios luminosos em todas as direções e, num gesto de súplica, Nossa Senhora oferecia o globo ao Senhor.

Santa Catarina Labouré relatou assim sua visão: "A Virgem Santíssima baixou para mim os olhos e me disse no íntimo de meu coração: 'Este globo que vês representa o mundo inteiro (...) e cada pessoa em particular. Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que as pedem.' Desapareceu, então, o globo que tinha nas mãos e, como se estas não pudessem já com o peso das graças, inclinaram-se para a terra em atitude amorosa. Formou-se em volta da Santíssima Virgem um quadro oval, no qual em letras de ouro se liam estas palavras que cercavam a mesma Senhora: Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. Ouvi, então, uma voz que me dizia: 'Faça cunhar uma medalha por este modelo; todas as pessoas que a trouxerem receberão grandes graças, sobretudo se a trouxerem no pescoço; as graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem com confiança.' "

Então o quadro se virou, e no verso apareceu a letra M, monograma de Maria, com uma cruz em cima, tendo um terço na base; por baixo da letra M estavam os corações de Jesus e sua Mãe Santíssima. O primeiro cercado por uma coroa de espinhos, e o segundo atravessado por uma espada. Contornando o quadro havia uma coroa de doze estrelas.
A mesma visão se repetiu várias vezes, sobre o sacrário do altar-mor; ali aparecia Nossa Senhora, sempre com as mãos cheias de graças, estendidas para a terra, e a invocação já referida a envolvê-la.
O Arcebispo de Paris, Dom Quelen, autorizou a cunhagem da medalha e instaurou um inquérito oficial sobre a origem e os efeitos da medalha, a que a piedade do povo deu o nome de Medalha Milagrosa, ou Medalha de Nossa Senhora das Graças. A conclusão do inquérito foi a seguinte: "A rápida propagação, o grande número de medalhas cunhadas e distribuídas, os admiráveis benefícios e graças singulares obtidos, parecem sinais do céu que confirmam a realidade das aparições, a verdade das narrativas da vidente e a difusão da Medalha".
Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é a mesma Nossa Senhora das Graças, por ter Santa Catarina Labouré ouvido, no princípio da visão, as palavras: "Estes raios são o símbolo das Graças que Maria Santíssima alcança para os homens."

Nada Além - José do Vale Pinheiro Feitosa

Duas linhas de tempo.

A primeira: vivendo na zona rural, sem eletricidade, ouvia rádio a bateria e, portanto, a música da época. Além do mais dormia cedo, acordava cedo e passava o dia correndo as trilhas. Quando estava ali pelos meus quinze anos de idade, um primo com idade próxima, fôramos criados muito próximos, se afastou por uns sete anos, retornou para vivermos o início da adolescência pelos próximos quatro anos. Hoje vejo que é pouco, mas na memória foi uma longa vida. O primo era urbano, veio com leituras e uma mania peculiar: gostava de ouvir um programa da Rádio Educadora só com músicas das décadas de 30, 40 e início dos 50. Estamos ali por volta de 64/65. O Primo: Joaquim Pinheiro Bezerra de Meneses.

A segunda: na era das paixões, por necessidades incontroláveis, existe a medidas diferentes. Uma era a da abundância. Quando na Praça do Crato, nas festas, são tantas meninas belas que a paixão é como um exercício de fixação diante da multiplicidade. Aí, a escassez, quando ia para o Riacho do Meio, uma fazenda no município de Barro e lá duas primas e uma ou outra visita. Então estas visitas eram arrasadoras: quando o tempo ia destilando uma convivência dia e noite, a paixão se tornava uma tortura de irrealizado. Especialmente se haviam barreiras de idade, de compromissos ou ela sentindo-se desejada, balançava os olhares entre vários adolescentes.

Juntando tudo. Foi aí, uma moça muito bonita, diferente do nosso padrão nordestino, cabelos pretos, muito branca e de olhos profundamente verdes. Era irmã da esposa de um primo muito mais velho. Na vitrola, sabe no que me fixei? No “Nada Além” na voz de Orlando Silva.

Tinha tudo a ver. Nada além de uma ilusão, se o amor só nos causa sofrimento e dor, é melhor, bem melhor a ilusão....Bom na letra e péssimo na verdade. A canção ao invés de conformar-me se tornou o símbolo da paixão. Era como se minha alma fosse a avó da história de João e Maria: água meus netinhos! Azeite senhora vó! – levei tempo para entender que o azeite provocava a chama e não apenas era quente.

Pois bem, um dia encontrei o Mário Lago, que era do Partido Comunista do Brasil e fora à posse de Sérgio Arouca na Secretaria de Saúde do Rio. Levei um bom papo com ele e contei esta história. A outra é pra lembrar que o parceiro, da música, o Custódio Mesquita era considerado um dos homens bonitos da sua época.

Aliás, foi o próprio Mário que contou um episódio com Chiquinha Gonzaga. Estavam numa roda na Colombo, ela e outros quando entrou o Custódio e se dirigiu para mesa próxima. A Chiquinha parou a conversa para acompanhar com olhos de apetite o homem desfilando próximo a si.

Como vocês na voz de ORLANDO SILVA: NADA ALÉM
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Rio de Janeiro: tudo pode ficar pior - José do Vale Pinheiro

Quando o helicóptero da Rede Globo, da distância protegida, fechou um zoom imenso sobre o terreno de mata que separa o Complexo da Penha do Complexo do Alemão, focou o ódio de toda a sociedade brasileira.

Um ódio simultaneamente formulado num passado de preconceitos contra pobres e favelados e outro mais sutilmente construído pela psicologia de massa do cinema americano. Mesmo quando mostram loucos no gatilho, o cinema americano tem um prazer estético de eviscerar a destruição capaz pelas armas de fogo. Afinal são grandes comerciantes de armas de destruição.

Muita gente vendo a cena daqueles homens em fuga, carregando armas e mochilas de munição, imaginou alguma algo tipo um Rambo da vida ou um Apocalipse Now, com helicópteros surgindo por sobre o morro, cuspindo balas mortais sobre aqueles desesperados em fuga. Uma varredura de balas destrutivas deixando uma esteira de mortos como as pedras de uma fileira de dominós caindo.

Isso é o que se teme no caso do Rio de Janeiro: a mortandade provocada pelas forças de segurança. Tão criminosa e condenável qual aquelas perpetradas pela ditadura militar. Igualmente se deixaria de justificar toda a juventude e a justa luta de pessoas como Dilma Roussef que foram para organizações clandestinas lutar contra as forças de repressão.

Todos aqueles que pegam e pegaram em armas nas comunidades pobres do Rio de Janeiro têm o direito sagrado à vida e as forças policiais não têm nenhum apoio legal de tirar-lhes a vida. Uma força do Estado de Direito, realmente tem que levar estes homens armados a se renderem e a serem julgados. Nenhum policial, de qualquer patente está autorizado a executar qualquer prisioneiro, a promover tortura e tampouco a dar vazões, por mais razões psicológicas que tenham no campo, ao espírito vingativo.

O soldado para ser diferente do criminoso é aquele que age dentro da lei e para proteger a todos. Por isso continua um clima de muita apreensão de hoje à noite até os próximos dias, especialmente em face do final de semana. O que acontecerá no campo de operações para que se evitem amontoados de cadáveres? Mesmo os blindados não poderão usar suas armas mais potentes, pois seria a destruição física das moradias e da vida de pessoas pacatas.

Uma carnificina, um incursão vingativa, mudaria o patamar militar da ação destas milícias. O crime organizado é um comércio organizado. Violento, mas comércio. Uma sociedade com ódio dentro de si cria uma cadeia de violência numa escalada em que começam aparecer homens bomba, carros explodindo e destruindo muitas vidas. Os danos de violência serão sempre terríveis: Colômbia, México, o Oriente Médio, a Índia e assim por diante.

Todos devem perceber que as ações criminosas nas ruas ou são da esfera do assalto clássico a motorista ou a queima de veículo, sem provocar vítimas. Ainda está assim e é bom que esse seja o limite das ações de vingança dos bandidos. Isso depende muito do comportamento legal da forças de segurança envolvidas nesta guerra. Depende do Presidente Lula, da Presidente eleita e do Governador Cabral. Nenhum Ministro, Secretário ou comandante poderá agir fora a esfera política e esta esfera é uma só: a proteção da sociedade, especialmente da população que se encontra na área de conflito.

Retorno ao assunto, reforçando um pouco o que o Zé Flávio disse no texto que escreveu com referência a esta guerra.

Nota de Falecimento

Faleceu na madrugada de ontem , aos 79 anos, o cidadão cratense, Sr. Pedro Ferreira de Lima.
Nosso abraço solidário ao poeta Domingos Barroso ( sobrinho) , extensivo a todos da família.
O "encontro marcado" foi obviamente cancelado. Que venham outras oportunidades. 
A vida continua...!

Aprender com a vida - Por Rosa Guerrera



A vida nos ensina que quando fatos e coisas nos machucam profundamente,o melhor que podemos fazer , é jogarmos ao vento as marcas que poderão amanhã deixar profundas cicatrizes.
E assim aprendemos que se o inesperado nos presentear lágrimas, mais adiante uma partícula de luz também se fará presente , ainda que precisemos desviar nossos caminhos e nossos sonhos para outras trilhas , que por sua vez podem estar carinhosamente a espera de nossos passos.
Aprender com a vida , é bem verdade que é uma lenta absorção, mas não podemos e nem devemos fixar o nosso olhar apenas na penumbra de uma noite insone; e sim acreditar que depois de cada tempestade , inevitavelmente o sol voltará a aparecer , e nos canteiros da própria vida , muitas outras sementes ainda iremos plantar.

Marta Medeiros escreveu um dia uma grande frase : “A dor de um coração partido é inevitável , mas o sofrimento é opcional” e aí está contida a grande arte de aprender com a vida.

Quem já não sofreu com a perda de um grande amor ? Quem já não viu estraçalhados seus sonhos , suas crenças ?

Mas a verdade é que se a vida fosse composta apenas de sorrisos , desconheceríamos por certo o brilho e a beleza de uma lágrima .

E em todas as lágrimas sejam de alegria ou tristeza , estão contidas lições .

Lições para que saibamos prolongar os instantes de felicidade, lições para que compreendamos nossos erros, lições para que nos amemos e nos valorizemos mais ,e sobremodo lições que nenhuma escola ou faculdade pode nos ensinar : as lições contidas no âmago e na verdade de cada um de nós .


rosa guerrera

Cariricaturas - Edição Especial !



Título e capa, em estudo ( aceitamos sugestões)
Prefácio de José Flávio Vieira
Contracapa de José do Vale Feitosa


-Sem ônus para os escritores.
-Número de textos por autor : 2 + release + fotografia
-Reciprocidade : 5 livros para cada autor.


Autores convidados: todos os nossos colaboradores !


-Os textos deverão ser enviados para o e-mail de Stella ,até no máximo, 15 de Dezembro de 2010.
-Fase de revisão : o necessário .

- stelasiebra@yahoo.com.br

PARTICIPEM DESSE BANQUETE POÉTICO !

"Quem canta seus males espanta "!

Mário Lago - Por Norma Hauer


AI, QUE SAUDADE DA AMÉLIA

Era um bonito dia de primavera, quando ele nasceu na Rua do Rezende, em pleno bairro da Lapa, no dia 26 de novembro de 1911. Parece ter vindo ao mundo para proporcionar prazer a todos que admiraram seu trabalho, nos vários setores em que atuou. Seu nome MÁRIO LAGO.

Como sua vida foi intensa, e sei que muitos a conheceram bastante, prefiro lembrar duas facetas de sua arte: como escritor e como compositor.
Como foi, também, autor de peças teatrais ( como se iniciou), de programas radiofônicos, ator de teatro, cinema e televisão,escritor e compositor, teria muito a falar, por isso, prefiro explorar o seu lado de escritor e de compositor.

Seus livros, que conheço e li mais de uma vez são "Na Rolança do Tempo"; "Bagaço à Beira de Estrada"; "Meia Porção de Sarapatel" e "1º de Abril".

Nos três primeiros ele relata fatos pitorescos de sua vida particular e profissional e das dificuldades que encontrou no início, embora filho de um músico (Antônio Lago).

Já em "1º de Abril", ele relata as vicissitudes por que passou em uma das vezes em que foi preso, por sua condição de simpatizante do comunismo.
Como o próprio nome indica, ele faz comentários sobre o que se passou no dia primeiro de abril de 1964, e nos dias em que esteve preso no DOPS e em outros
locais.

Sua prisão, ele descreve de modo humorístico, dizendo que os "tiras" chegaram a sua casa e foram se "espalhando"e perguntando onde se encontravam os objetos subversivos. Que objetos?, perguntou.
Sem obter qualquer resposta, viu um "elemento da lei" dirigir-se a um velho piano dizendo:"é aqui, onde deve existir algo subversivo" e vieram todos abrir e revirar o pobre piano. Que encontraram? Apenas o que todo piano possui. Notas e teclas.

"Que caneta é esta?", perguntou outro grande "herói" do primeiro de abril. Isto deve ser uma arma disfarçada. Pobre caneta! toda revirada mostrou ser apenas uma caneta.

Vamos, embora; você é subversivo e nós vamos provar.

Depois... podemos (ou não) imaginar o que ocorre em uma prisão de presos políticos. Sua narração é pungente. Não em relação a ele, mas a seus colegas, alguns do quais nem sabiam porque estavam presos.

Vamos ao MÁRIO LAGO compositor:

Sua primeira composição (gravada por Mário Reis) "Menina, eu Sei de Uma Coisa" mais tarde o deixou arrependido por ter sido um "dedo-duro", embora de "mentirinha". Isso porque ele sofreu na pele o fato de ter sido "dedurado" por colegas da Rádio Nacional, no famoso primeiro de abril.

Mas vamos a seu lado alegre:

Tendo conhecido o compositor e pianista Custódio Mesquita, ambos passaram a compor e produzir para peças apresentadas no Teatro Recreio.

Foi ali que lançaram duas de suas composições: " Nada Além" e "Enquanto Houver Saudades". Convidaram o cantor Orlando Silva, que estava no início de sua carreira, mas já fazendo sucesso, para que assistisse à peça. O objetivo era que Orlando gravasse essas composições.

Orlando adorou as músicas, levou-as para Radamés fazer o arranjo e as gravou. Ambas "estouraram", mas foi "Nada Além" que projetou o nome de MÁRIO LAGO' como compositor de inúmeros outros sucessos.

"Nada além, nada além de uma ilusão.
Chega bem, é demais para o meu coração...

Acreditando em tudo que o amor, mentindo, sempre diz,

Eu vou vivendo assim feliz,

Na ilusão de ser feliz... "

Muito além foi MÁRIO LAGO como compositor.

Vieram: "Devolve", "Não Quero Saber", "Que Importa?, gravadas por Carlos Galhardo; "Ai Que Saudades da Amélia" e "Atire a Primeira`Pedra", com Ataúlfo Alves, gravadas pelo próprio Ataúlfo e por Orlando Silva; "Aurora", em parceria com Roberto Roberti, gravada por Joel e Gaúcho; "Fracasso", grande suceso na voz de Francisco Alves; "Número Um", com Benedito Lacerda, gravado por Orlando Silva....

NÚMERO UM
A|utores Benedito Lacerda e MÁRIO LAGO
Gravação de Orlando Silva

"Passaste hoje ao meu lado
Garbosa, de braços dado,
Com outro que te encontrou.
E eu pobre, com sacrifício,
Pus um céu no teu suplício,
Pus lírios ne tua dor.

Mostrei-te um novo caminho,
Onde com muito carinho,
Levei-te numa ilusão.
Tudo, porém, fo inútil,
Eras no fundo uma fútil
Que foste de mão em mão.
Satizfaz tua vaidade,
Muda de dono à vontade,
Que isso em mulher é comum.
Não guardo frios rancores,
Pois entre teus mil amores
Eu sou o número um".

Sobre "Fracasso", ele gostava de brincar dizendo que um de seus maiores sucessos era um "Fracasso". E sobre "Ai, que Saudades da Amélia" e "Aurora", ele dizia que "explorava" duas mulheres.

MÁRIO LAGO chegou a completar 90 anos no dia 26 de novembro de 2001. Nessa data, em entrevista a jornalistas disse que viveria 100 anos.


Mas não completou nem 91.

No ano seguinte, no dia 30 de maio, veio a falecer, em sua residência.

Norma

Os vândalos do semi-árido demoliram a Escola do São José


Pedro Esmeraldo

Creio que para tomar decisão, tem de agir, possuindo conhecimento de causa e equilibrar ações, pregando o bom desempenho em todo serviço prestado à comunidade.
A questão é que muita gente só tem cabeça porque prego tem, isto é, só serve para levar pancada.
Dizem que quando ladra o cão, a caravana passa e eu estou metido nesse meio. Como um cidadão servil e honesto, digno e de valor, pois sou favorável a conservação e o respeito às coisas públicas.
Não ando conversando disparates com ninguém e nem utilizo artimanhas fraudulentas para adquirir farturas.
Não procuro ser rico, porque para mim a riqueza é supérflua. Não venham pronunciar desculpas esfarrapadas dizendo que a escola estava fechada há sete anos. Isso é pura balela de pessoas fracas que não tem razão para desculpar-se.
Afirmo que foi ocupada por marginal, mas declaro que por várias vezes a polícia vistoriou o prédio e nada encontrou, a não ser sujeira.
Neste momento, passo a dizer a esse digno senhor orelhudo, sem tecnologia e sem conhecimento dos fatos, que emprega um português macarrônico é pessoa desrespeitadora da consciência alheia.
Agora repito que essa escola não foi fechada há muito tempo não, como dizem. Essa escola foi fechada por um senhor assombrado e incongruente (vindo não sei de onde).
Logo após a queda da doutora Fabíola da Secretaria de Educação, aconteceu o inesperado, que foi o fechamento da escola.
Antes disso, houve uma desavença entre uma senhora da sociedade cratense com as três professoras, que culminaria com a transferência dessas professoras para outra escola mais distante.
No ano seguinte, a escola funcionou novamente com uma professora que amenizava em parte o sofrimento das mães dos alunos, mas não era favorável por completo. Em outras ocasiões muitos tiveram de deslocar-se com seus filhos pra escolas distantes de suas casas.
Depois da saída da doutora Fabíola, o movimento da escola começou a mudar, mas mudar para pior e denegrir a aprendizagem do aluno. Quando acabou apareceram os manda-chuvas que se dizem santinhos e querem é mesmo aparecer, mas com a mente contaminada de embusteiro, dando desculpa, querendo tapar o sol com a peneira. Por essa ocasião, os pais escolheram levar seus filhos para a escola de Juazeiro do Norte.
Lá tem de tudo, motivação, serviços médicos, esportivos para satisfazer a educação física dos alunos. Aqui no Crato nada tem, além de mexerico, intriga e bajulação, não possui motivação alguma; tudo está ao Deus dará e ainda de quebra desrespeitam os professores, como aquela história que contei acima.
Não posso entender como é que um cidadão se diz honesto sem respeitar o patrimônio público e quando acaba se deixa levar pelo caminho de devassidão e destempero administrativo? Vive provocando os homens com palavras ásperas e depois se apresenta com gestos mordazes e ainda diz que não tem aluno e que fez um bem para o município e para a sociedade?
Que senhor é esse que não respeita as leis e vive manipulando pessoas bajuladoras para praticar o mais absurdo dos crimes, que é a demolição de um patrimônio público?
E agora o que resta fazer? Acho que não dá em nada, pois o Brasil, principalmente o Crato, está acorrentado por uma forte força de repressões e ainda confirmo, a maior parte dos políticos vive em conluio junto aos chefões da cidade.

Crato-CE, 24/01/2010.

Curtas. Liduina Belchior.

Arte
Desarte
Criarte
Viver a
Elaboração.


Meus amigos e amigas do Cariricaturas, boa Seresta hoje,
bom show de Versillo amanhã. Bom encontro dos amigos hoje,
e um final de semana cósmico.Liduina.

Como é feita uma ponte de safena? – por Luciana Pinsky


Essa cirurgia cardíaca consiste em retirar parte da veia safena, que fica na perna, para religar artérias do coração obstruídas por placas de gordura. Com a nova ligação, chamada de ponte pelos médicos, é possível normalizar a circulação de sangue no local e evitar um infarto fatal. O desenvolvimento dessa cirurgia pode ser considerado um feito multinacional: ela foi realizada pela primeira vez nos Estados Unidos (em 1967), por um médico argentino (Renné Favaloro). Desde então, a ponte de safena passou por vários aperfeiçoamentos. Antes era comum, por exemplo, que durante a operação o bombeamento de sangue do paciente fosse feito por uma máquina fora do corpo, pois o coração parava totalmente de bater. Hoje, há várias técnicas que apenas reduzem os batimentos cardíacos, tornando a cirurgia menos invasiva e arriscada.
As pessoas normalmente descobrem que precisam se submeter a uma ponte de safena de duas maneiras: ao demonstrarem sintomas físicos de problemas cardíacos (como dores no peito) ou após passarem por exames de rotina que podem indicar as obstruções. Caso as lesões nas artérias sejam identificadas, a ponte de safena não é a única opção de tratamento. Em alguns casos, é possível reverter a situação apenas com o uso de medicamentos. Outra saída menos traumática que a cirurgia é a angioplastia, na qual um longo e finíssimo tubo é introduzido no corpo da pessoa - a partir do braço, por exemplo.
Ele então é direcionado até a artéria e a desobstrui. "A angioplastia é mais recomendada se a obstrução estiver em local de fácil acesso. Se não for esse o caso ou o paciente apresentar lesões em várias artérias, a cirurgia é mais indicada", diz o cardiologista Luís Alberto Oliveira Dallan, do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo. Uma operação de ponte de safena leva de três a cinco horas e até cinco religações podem ser feitas de uma vez.

Para Monalissa

Feliz Aniversário, Monalissa !


"Eu, visto pelo outro, nem sempre sou eu mesmo.
Ou porque sou projetado melhor do que sou, ou porque sou projetado pior.
Não quero nenhum dos dois.

Eu sei quem eu sou.
Os outros, apenas, me imaginam."

Pe. Fábio De Melo.

Mona é uma figura de mulher expressiva.
Amadurecida pela vida
Colhe os sonhos, em pingos de chuva,
e a felicdade retorna, em raios de sol.
É da família Cariricaturas.
Um abraço amoroso, menina ! 

socorro moreira

 

Pânico !



Rio,
Cidade Maravilhosa !
Nuvens cor de chumbo
Outrora rosa
Que volte a ser verde
o teu costume

Por Socorro Moreira



 Despedida

Açúcar no beijo
Sal no olhar

Encontro Marcado !

O Poeta Domingos Barroso está no Crato. A galera que o conhece está convidada para um encontro informal às 20 h, na minha casa. Daqui a gente poderá pegar outro beco.


Abraços,
Socorro Moreira

Prato do dia - Filés de Tilápia ao forno


Ingredientes para 2 pessoas:
- 300 a 400gr filés de tilápia
- 2 tomates em rodelas
- 1 cebola em rodelas
- 1 pimentão em rodelas
- 2 batatas pré-cozidas em rodelas
- 1 creme de soja
- 1 cubo caldo de legumes
- mostarda, azeite de oliva, sal, pimenta a gosto

Preparo:
Dissolva o caldo de legumes em 1 colh. (sopa) de água, misture com o creme de soja, 1 colh. (sopa) de mostarda, sal, pimenta à gosto e um fio de azeite de oliva. Envolva os filés de tilápia e reserve.

Montagem:
Unte um refratário com um fio de azeite de oliva. Arrume as camadas nesta ordem: rodelas de 1 tomate, rodelas das batatas, azeite de oliva, rodelas do pimentão e os filés de tilápias com o creme de soja temperado. Se sobrar creme, pode despejar por cima dos filés. Em seguida coloque as rodelas do outro tomate e as cebolas. Por cima regue com mais azeite de oliva, salpique com sal e pimenta se desejar, e orégano (coloquei bastanteeee!).
Leve ao forno, deixe assar por uns 30min. Solta bastante água, então se quiser assar primeiro com papel alumínio dá também, depois tira pra secar a água. Sirva com arroz branco ou arroz colorido.


http://pt.petitchef.com/receitas/files-de-tilapia-ao-forno-fid-440455

Convite de Cacá Araújo

2ª GUERRILHA DO
ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE

PROGRAMAÇÃO PARA SEXTA-FEIRA, DIA 26.NOV.2010



19h00min - ARMADILHAS (Livre, 40min)

Cia. Armadilhas Cênicas, de Crato-CE


20h30min - NAS GARRAS DO CAPA BODE (12 anos, 40min)
Cia. Wancilu’s Gat
Produções, de Crato-CE
(Entre)tanto
- Claude Bloc  - 

Entrepostos
Antepastos
............... Entrelinhas
............... Antepostas

Entre cada
um de nós
............... a magia dos ares
........... fluidos luares
arrepios.

Claude Bloc



"Louco para ser normal"- Você já leu?


Louco Para Ser Normal

Autor: PHILLIPS, ADAM
Tradutor: BORGES, MARIA LUIZA X. DE A.
Editora: JORGE ZAHAR
Assunto: PSICANALISE


"Phillips tornou o pensamento psicanalítico mais vivo e poético do que nunca…Um de seus melhores e mais cativantes livros." New York Times

A literatura está cheia de famosos personagens loucos. Milhares de livros já foram escritos sobre a loucura e muitos estudos procuram dar conta do tema. O mesmo não acontece quando se fala de sanidade. É difícil definir as características que fazem alguém ser classificado como são ou o que isso significa nos dias de hoje.

O autor percorre definições de dicionários e analisa usos históricos e literários dos conceitos de "são" e "louco". Aborda o fascínio exercido pela loucura ao longo da história e detecta como ela está presente em muitos momentos de nossas vidas. Examina alguns diagnósticos psiquiátricos e reflete, por exemplo, sobre as preocupações dos pais em criar filhos saudáveis. Este livro é um verdadeiro guia para os leitores através da tênue fronteira entre loucura e sanidade.