Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

sábado, 30 de outubro de 2010

Drummond


Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 31 de outubro de 1902 — Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987) foi um poeta, contista e cronista brasileiro.
As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

Correio Musical



Quase Amor
Pedro Mariano
Composição: Jorge Vercilo

Que poder é esse e o que é que eu fiz?
Que desejo é esse que eu sempre quis?
Fez-se paraíso dentro de mim
Mas choveu granizo no meu jardim

Era um quase amor, tipo casual
Atravessa a dor e não fica mal
E eu fui condenado sem ter juiz
Me senti culpado de tão feliz

Um físico desafiou:
"Como que o sentimento pode o tempo atravessar"
Um cínico dissimulou:
"Isso vai passar..."

Um místico profetizou:
'Tava no seu caminho escrito e não se apagará'
Um lírico poetizou:
"Dá pra ver no ar!"

Era um quase amor, tipo casual
Atravessa a dor e não fica mal
E eu fui condenado sem ter juiz
Me senti culpado de tão feliz

Um místico profetizou:
'Tava no seu caminho escrito e não se apagará'
Um lírico poetizou:
"Dá pra ver no ar!"

Isso é pra usar, é de sinceridade
Eu morro de pensar, fico na vontade
Mas se o que você diz já não é verdade
Que maldade...

Quase - por Socorro Moreira



Não conto nos dedos 
os dias que nos separam
São anos, séculos...
E o reencontro
é a eternidade !
Passo batom
consulto o espelho
Penso em você
dispenso o pensamento
mas ele se aloja no meu coração
e treme de frio...
Aquieto-lhe.
Minha alegria
é poder sentir
o que sinto !

VI Salão de Outubro 2010- - Sucesso !

"A Indiferença" - Escultura de Ulisses Germano
Maracatu Atômico ( Samuk)
Edilma Rocha ( homenagem)
Escultura de Sávio


Acabei de chegar. Por falta de recursos técnicos  vamos ter que aguardar o material fotográfico dos fotógrafos presentes.
Prestigiado evento. Tudo perfeito. Do jeito que Edilma Rocha  sabe fazer. Seu pronunciamento , em prol do resgate das artes  do Cariri, ganhou aplausos de incentivo .Falou bem. Despertou os ânimos gerais, e a vontade de  dar continuidade aos projetos que tal evento acarretará, sem dúvidas !
Medalha de ouro para Samuel ; medalha de prata para Claude Bloc; medalha de bronze para Lorenzo, na categoria da Pintura.
Medalha de ouro  para Ulisses Germano,medalha de  prata para Sávio; medalha de bronze para Zé Gundim, na categoria da Escultura .
Medalha  de ouro para Gilson; medalha de prata para Olegário; medalha de bronze para Fernanda Gomes  ,na categoria de Desenho.
Todos os participantes receberam diplomas de honra ao mérito. 
Foi servido com elegância um delicioso coquetel. Respiramos a luz da criação . Gratificante ! Noite feliz !
Parabéns, Edilma !

* A tela "Vale do Cariri" da artista Claude Bloc  está belíssima . Pena que a foto  não saiu nítida. Vamos aguardar  outras imagens !

E o pessoal? Onde anda? - José do Vale Pinheiro Feitosa

Hoje é sábado e estou aqui à espera do pessoal. Eu e mais quatro pessoas. Todo mundo está na festa do Salão de Outubro. Começa hoje e se torna visível em novembro. As artes que dizem plásticas por que não poderiam ser manufaturas, palavra já ocupada por outra atividade.

Estou aqui em poucas companhias, qualificadas por certo, mas não deixo de me sentir solitário, perdedor de algo que carreou tanta gente. Mas voltam. Chegarão com algum encanto de cores e forma, um entusiasmo de alma, além dos suores que não dizem nada a não ser quando relembrado a que serviu.

A cidade inteira se encontra no que dizem RFFSA, mas que prefiro chamar Estação dos Trens. Tão bela, destacada, indene por que os trilhos não permitiram a especulação imobiliária que certamente a sufocaria. E tem por presente a amplitude da Praça e seu Cristo Rei.

E quando a cidade vai para algo assim tão cedo, é certo que passará por aqui. Tomará umas e outras, beliscará alguma coisa para valorizar a alegria geral entre o ingerido e percebido com o olhar. Novidades existirão. Desde o quadro musical do Dihelson Mendonça aos rapapés falatórios do padrão formal da cidade e as luzes acenderão.

A cidade passeando através de alamedas de artes, de artistas que brilham, que se expõem. E o destino de todo artista é expor para se expor. Ninguém pode estranhar este realce, o peso da exposição é muito maior do que o silêncio a que a falsa humildade nos indicou como morte em vida.

E estou aqui esperando o momento que o povo chegará para contar as novidades. Reflito que a solidão de agora é prenhe de vida, a qualquer momento o mundo se abarrota de vozes e histórias, cantos e alegrias. Isso é muito diferente daqueles momentos de esvaziamento.

Quando no meio de tantos, uma chuva esparrama a multidão para todos os lugares. E de repente a praça fica vazia, a vista turva com a água que cai, os pingos substituem as vozes de antes. As luzes esmaecem. E aquela menina tão próxima do meu abraço sumiu. Só na próxima semana. E se lá ela estiver diferente.

Se no meio da semana um cisma de fim se aninhar na vontade dela? O meu encanto não mais funcionar? Que vazio este repentino deixar-me tem. Esta chuva que foi. Mas espere aí, estou falando da diferença. Eu e mais quatro pessoas aguardamos a multidão de retorno.

Últimas pesquisas

As 4 últimas pesquisas dão vitória para Dilma ( 30 de outubro de 2010 às 19:58h)

Ibope, Datafolha, Vox Populi e Sensus anunciam últimas pesquisas, diferença pró-Dilma oscila entre 10 e 14 pontos
O instituto Datafolha divulgou na noite deste sábado 30 sua última pesquisa eleitoral. Ela aponta vitória de Dilma Rousseff com 55% dos votos válidos, ante 45% de José Serra.
Para o Ibope, Dilma tem 56% e Serra 44%.
O Vox Populi mostra uma diferença maior, com 57% para Dilma e 43% para Serra.
A CNT/Sensus, divulgada no início da tarde, a petista registra 57,2% contra 42,8% do tucano.
Neste dia 31 de outubro, os primeiros dados das apurações devem começar a ser divulgados a partir das 19 horas e o resultado final das eleições presidenciais deve sair antes das 22 horas.

Salão de Outubro - NOTA DE ABERTURA


Ontem encontrei Edilma em plena atividade com Ernesto e Ricardo (seus irmãos) e mais outros componentes do grupo de organização do IV SALÃO DE OUTUBRO

Os trabalhos expostos foram analisados e julgados pela comissão composta por Divani, Noemita, Pachelly ,Tarcísio Pierre .

Edilma parecia um dínamo. Apesar de cansada pelo empenho e pela trabalheira de dias seguidos, manteve tudo muito organizado e impecável.

Vale a pena ver a Mostra hoje, dia 30, às 20 na 
GALERIA DA REFFESA - CENTRO CULTURAL ARARIPE

***
CONFIRAM E VISITEM ESSE GRANDE EVENTO

Comissão (parcial)
Tela de Edilma (Metamorfose)
(Já apreciada por dois visitantes curiosos)
Esculturas...
(E um sorriso amarelo esculpido no rosto do visitante anônimo)
Homenagens

Para ver as obras dos artistas concorrentes apareçam e deleitem-se!


Claude Bloc


Renascer duas vezes...
(no mesmo dia)
- Claude Bloc -

Dia 28 foi dia de grande aventura. Peguei o avião em Fortaleza, já com atraso de mais de 1 hora, e por duas vezes, cheguei a sobrevoar Juazeiro, mas devido a "uma falha técnica" o avião teve que retornar a Fortaleza.

Imaginem o ânimo das pessoas dentro daquela nave, em meio às nuvens, naquelas alturas sendo supreendidas com o retorno. O voo prosseguia e, de repente, eram vistas de novo as formações montanhosas da região de Caririaçu e o aviso encabulado do comandante sobre um problema nos "flats" que não permitiam pouso na pista curta de Juazeiro.

A agitação teve início, mas sem pânico. Pessoas começaram a circular pela nave em busca de informações mais precisas. Uma menininha loura corria de lá pra cá... Gente(s) com compromissos inadiáveis começaram a "chiar"... e finalmente visualizamos  Fortaleza e , nessa hora, as orações se apertaram para que o pouso acontecesse sem complicações... Deu certo!

Esperamos no aeroporto para uma definição e posicionamento por parte da empresa. Alguns desistiram de um novo embarque na exata hora em que pisaram o solo. A grande maioria esperou pra ver.

Às 19 horas, fomos chamados para um reembarque. A empresa afirmando tudo estar garantido em termos de segurança. Começou a nova viagem. Agora já no escuro. Lá de cima  as luzes das cidades iam aparecendo e sumindo e, de novo, aconteceu a frenagem no ar indicando que íamos descer. Novamente lá estava Juazeiro e suas casas, e suas ruas. Mas, novamente, fomos informados de mais um retorno frustrante e sombrio. Feições tensas apareciam em cada pessoa... 

Novo pouso. A cada chegada telefonemas mil avisando a quem esperava no aeroporto de Juazeiro pelos passageiros que "tudo estava bem". 

A empresa então providenciou (e só desta vez) um recambiamento dos passageiros para o voo da Gol de 23:45h e ofereceu o jantar para quem aceitasse prosseguir a viagem. Novo check-in na nova empresa. Saída pontual... Chegada ao destino, FINALMENTE, com as graças de Deus!!!

Vejam os ESCRITOS DE BORDO:

Asas
Tenho asas
Prontas para voar
Asas beta-gama-delta
livres
e
soltas

Eis que embarco
Sobre as nuvens
Sobre o tempo
Sobre as horas
Horas de ninar
Dias de sorrir
Asas minhas sobre o Cariri.


O Voo

Estou a caminho
as nuvens não as vejo
lá embaixo
apenas as luzes das muitas cidades.
O dia escureceu
e todos nós renascemos.

O pouso

Não sei porque me lembrei de Caldas Aulete. Talvez porque estou a mil metros do chão e me faltam palavras. Aqui não tenho dicionário nem banco de dados. Apenas adrenalina correndo célere pelo corpo.

O medo de alguma forma arrefeceu-se. Pus-me em oração e uma confortável paz se fez. Mente aberta à vida e às alegrias dos (re)encontros fazem-me sorrir sem respostas... Não era a hora!!! Então fora de hora agradeço a ventura de pousar mais uma vez no Cariri e lá também pousar meus sonhos.



O Desembarque

Desço da nave, mãe dos meus medos. Respiro profundamente o ar fresco da minha terra. Bebo a doçura do encontro. Encontro a segurança do solo.

Piso devagar para senti-lo e sinto-o meu. Descubro em solo, o solo da noite e o silêncio embriagante da Chapada no chegar das horas ( no Cariri).

Claude Bloc

Por Lupeu Lacerda


tem dia
que o único som possível
é blue

Por Lupeu Lacerda


girassol no meu portão
o sol
ao alcance da minha
mão

A Poesia de Geraldo Urano


azul cobalto
do céu de teerã do meu terraço
nada que faço é muito
mas não é nada fácil apagar
a natureza
que dá força ao jatobá
e faz em pleno canto
o pássaro voar

ê leões da índia
eles não querem um amigo
eles querem
uma japonesinha novinha
não quero ser como tu és
oh não
e viva a beleza das ilhas galápagos
dor de cabeça
passou a ser a única riqueza
de muito
estou suando
é meu amor que está chegando

i love you senhora lei
senhora cósmica
lady cósmica. senhora lei.
china e xita
o méxico mexe comigo.
chá e chão.
house do japão.
tu. portuguesa.
ilhéus. agrião.
agrária e rã e ré.
verde dos olhos dela.
girassolar amarelo do vestido dela.

tomate?
não. biscoito.
quando chegaremos em 88?
vai chegar.
tome-me.
vou fundo.
bombeiros.
"nem bombeiro pode apagar".
cútis.
tarde macia.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
esse fundo de mar, esse lar
uma pátria que me queira
mais irreverente assino
esse ar essas palmeiras
essas meninas de olheiras
se por um sonho
foi promovido a assassino
ai maria
outras bonitas o cheiram
mais transparente fico
quando o céu
esse céu do brasil
do meio rio ai romã
se estrela sobre a mantiqueira
bendita las tuas cores
que todas são musicais

Macaco Simão


"E eu tenho uma pergunta pro papa Sebento XVI : "Eu não sou batizado, posso Votar?" De tanto falar em Aborto, esta campanha foi um PARTO! Parto para a ignorância! Falaram tanto em religião mas esqueceram de falar em PADREFOLIA: coroa que come coroinha. A Sacranagem! "

José Simão
Jornal do Commércio - 30/10/10

Nostalgia do Deserto- Por Ana Cecília S.Bastos




Porque é preciso comentar a visão do mar hoje.

Ver o mar, ouvir o mar, gratuitamente.
Sem pressões de ter que caminhar para exercitar-se ou ficar saudável ou purgar-se pelos excessos cometidos - tudo a mesma coisa, afinal.
Sem pressões do tempo curto, de voltar para compulsoriamente concluir um trabalho, de voltar -vigilantes patéticos - antes que o sol esquente demais, cumprindo a sina e o ritual de temer os raios solares e o câncer e a destruição do planeta. Cronometramos a exposição ao sol, evitamos a dor de cabeça, agendados no vídeo que nos monitoriza sem cessar.
Tudo isso é insuportável.

Importa ver os peixinhos, deixar estar, descobrir um caramujo enorme fora de seu invólucro, seus tentáculos/ventosas envolvendo as plantinhas na busca do alimento, parar, fazer sua analogia da deglutição, cercar novamente as plantinhas...

E viver o deserto do mar, a solidão do homem no mar.
Sem palavras.

Verdes Mares. Foto de M.Vítor
 por Ana Cecília

Dos Grifos - Marcos Leonel



Assinalar como inconfundível
A trapaça da presença camuflada
Das gruas ante o pulo dos desesperados

Assinalar como irrefutável
A carcaça da ausência alimentícia
Do microondas bipolar posto na sucata

Assinalar como imensurável
A velha rua que sobrevive ao eterno
Apenas com verdades banais

Assinalar como praticável
Tudo aquilo que se destitui facilmente
Das qualidades essenciais

Assinalar como insuportável
A falta de subversão na resistência
E no formol da organização cultural

Não esquecer jamais
Que a verdade é a maior entre
As maiores sabotagens da ciência


 por Marcos Vinícius Leonel

Azul sem fim - Por Ana Cecíliua S.Bastos




Na calada da noite,
esboço um frágil exercício de recolher palavras,
escritos extraídos do silêncio.

Fluxo que acontece à minha revelia,
enquanto pastoreio nuvens,
deserta de mim,
ausente do concreto.

O chão, impossível sempre.
O infinito que salva.
 Foto de Mário Vítor.
 por Ana Cecília

Corpo- Everardo Norões




Teu corpo
se enxuga em minha água:
calafeta,
enxágua.
Completa
o que não vem de mim.
E por ser água e calma,
sonâmbula
como a
distraída voz do lume,
lembra um vago perfume
de jasmim.

O Senhor e o Solado de Sapato - José do Vale Pinheiro Feitosa

Tudo neste mundo se diferencia. Eis que o nosso panorama seja tão rico.

Um senhor, dado a chistes, querendo um cruzado no adversário, já foi presidente da república do Brasil e diz que mudou a história do país. Não mudou no essencial, mas o grande enredo do papel do Estado Nacional e dos mais pobres.

Ao final do seu mandato as famílias ricas estavam mais bilionárias e os pobres uma pobreza que nem imaginavam. Este senhor quebrou o país algumas vezes e recebeu alguns cheques do amigo do Norte para descontar na praça. E se foi e os avalistas, os brasileiros, pagaram a conta.

O solado do sapato desse senhor se fricciona ao solo que pisa. Acostumou-se aos tapetes macios, aos passos silenciosos, como um anjo flutuando nas nuvens. Ontem se arrastou no piso de um hotel de luxo, carregando o senhor para uma palestra a investidores estrangeiros antecipando a fatura que o seu candidato entregará.

É solado bem conservado. Apenas tem de se atritar ao solo algumas horas do dia. Antigamente eram mais do que 14 horas das 24 que os pés do senhor tinham. Hoje se esqueceram do senhor, a aventura dos ávidos por poder se encontra em penumbra. O solado adormece no sapateiro como um gato de madame.

Mas o candidato do senhor se desmaterializou do original. Gira como biruta em vendaval. E chamaram o senhor para uma caminhada no áspero das ruas. No solo que mendigos adormecem, ali onde o crack é fumado. Tem nomes de causar suspiros aos brasileiros: viaduto do Chá, Vale do Anhaganbaú. E o senhor a salvar o mundo com os passos no indesejado espinho em que se arranham os pobres.

E o solado é o espelho do dono. Nem bem alguns cumprimentos dos políticos acima do chão. Passos no sofrimento do piso irregular. Dos buracos da prefeitura, das poças de águas impermeáveis do solo, no cocô dos cães, no lodo do mijo dos mendigos. O solado desempenhava o papel pior a que seu senhor se sujeitara.

E se foi. O solado não suportou a dor da humilhação. Separou-se do sapato e se fingiu de morto numa quina de paralelepípedo. O senhor horrorizado com aquele fujão das horas amargas, também se foi. Havia um motivo superior, não ajudaria a vitória se aparecesse na televisão mancando pela diferença de nível.

E se despediu com seu modo de repetir as frases em sinal de “touché” aos que lhe incomodam: já ganhou! Já ganhou! Já ganhou! Já! Já!

E apascentou-se do calor e das ruas fétidas no ar condicionado da sua carruagem macia.

SOMENTE HOJE - Sábado dia 30 de Outubro - CONCERTO de PIANO - Dihelson Mendonça - O Dom da Música - Anfiteatro da RFFSA - Crato - CE



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Conto com a sua presença!