Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Respostas ao desafio ( Pérolas nos bastidores ) - Cariricaturas

( pérolas nos basNegritotidores)

( foto-desafio )


heládio disse...

Uma jenela aberta, encatada com um sorriso de pureza, de quem já muito labutou,
esperando que entre uma baforada e outra, que seus sonhos passados,
concretizados ou não,complementem sua existência...

rosa guerrera disse...

NAS MUITAS HISTORIAS QUE ESSE ROSTO DEVE TER PARA CONTAR , TENHO CERTEZA ABSOLUTA QUE ALGUM DIA , EM ALGUM LUGAR OU ATÉ EM SONHO , ELA CONSEGUIU APALPAR A PAZ E A FELICIDADE .
Maria Amélia Castro disse...

Imagem de uma vida, o mapa do tempo estampado no rosto e nas mãos .O registro de uma luta insana de um povo que padece mas, que no semblante aparece a paz e tranquilidade da alma.

Ângela Lôbo disse...

As marcas que o tempo, indelével, estampou nessa face deixando transparecer a verdadeira sabedoria. Peço sua benção!

Socorro Moreira disse...

No rosto sem dor , a marca da dor
Um riso estóico...

Se acocora pra fumar,
Se ajoelha pra rezar

Abre a janela, e sente o mar
No azul imaginário do olhar

Simplicidade ,
que o tempo transformou em poesia.

Claude Bloc disse...

Nas linhas do tempo
as linhas da vida
a janela que olha
a luz que penetra
na alma da gente

o olhar que vasculha
as horas que passam
a vida que resta
o eterno arrastar
da história.

Stela Siebra Brito disse...

essa mulher
essa anciã
é nossa mãe
é nossa avó...
é nossa áfrica.
fumamos no seu cachimbo
choramos no seu colo
dançamos na sua roda.

Dedê disse...

Fiquei um tempo só olhando essa foto. Acho que nem é uma fotografia. Acho mesmo que essa janela é uma moldura de um quadro dedicado ao tempo, à sabedoria e a paz. Imagine o acúmulo de "sabenças" no sorriso que vemos. Imagine a certeza do dever cumprido. Imagine-se na calma dessa guerreira. Ela tem um semblante de vitória. Imaginemos...imaginemos. Foi assim que lembrei de Lindalvas, de Joaninhas, de tantas Anas, de Dona Janine, de Maria Rita, de Santina, de Cristina, de..., de..., há! o tempo...
.

Banho de bactérias - yahoo


(http://br.noticias.yahoo.com/s/01102009/25/entretenimento-banho-bacterias.html)

Qui, 01 Out, 02h12

Por Agência Fapesp

Os chuveiros domésticos oferecem um ambiente propício para a proliferação de micróbios potencialmente patogênicos, que podem ser inalados na forma de partículas suspensas, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Colorado (UC) em Boulder, nos Estados Unidos.

A pesquisa concluiu que cerca de 30% dos chuveiros analisados abrigava níveis consideráveis de Mycobacterium avium, ligada a doenças pulmonares. O patógeno contamina com mais frequência pessoas com sistemas imunológicos comprometidos e, eventualmente, pode infectar também pessoas saudáveis. De acordo com o autor principal do estudo, Norman Pace, professor do Departamento de Biologia Molecular, Celular e de Desenvolvimento da UC, os cientistas analisaram cerca de 50 chuveiros de nove cidades em sete estados norte-americanos.

Não é surpreendente encontrar patógenos em águas da rede pública, de acordo com Pace, mas os pesquisadores descobriram que algumas das bactérias se aglutinam, formando um "biofilme" viscoso que adere ao interior dos chuveiros, em uma concentração mais de 100 vezes maior que a encontrada na água encanada. "Quando a pessoa liga o chuveiro e recebe um jato de água, provavelmente está levando também uma carga particularmente elevada de Mycobacterium avium, que pode não ser muito saudável", disse Pace. O estudo é parte de um esforço maior de sua equipe, cujo objetivo é avaliar a microbiologia dos ambientes internos, com apoio da Fundação Alfred P. Sloan.

Outra pesquisa realizada pelo Hospital Nacional Judaico, em Denver, indicou que houve um crescimento nos Estados Unidos, nas últimas décadas, de infecções pulmonares relacionadas a espécies de bactérias não ligadas à tuberculose, como a Mycobacterium avium. Segundo os autores, esse crescimento pode estar ligado ao fato de a população do país ter passado a utilizar mais o chuveiro e menos a banheira. "A água que jorra do chuveiro pode distribuir gotículas recheadas de patógenos que ficam suspensos no ar e podem ser facilmente inalados, penetrando nas partes mais profundas dos pulmões", afirmou Pace.

Os sintomas da doença pulmonar causada pelo M. avium, segundo o estudo, podem incluir cansaço, tosse seca persistente, falta de ar, fraqueza e sensação geral de mal-estar. "Pessoas com o sistema imunológico comprometido, como mulheres grávidas, idosos e aqueles que estão lutando contra outras doenças, são mais propensas a tais sintomas", disse.

DE OLHO NA ÁGUA

Embora os cientistas tenham tentado testar a presença de patógenos nos chuveiros por meio de cultura de células, essa técnica é incapaz, segundo Pace, de detectar 99,9% das espécies de bactérias presentes em um determinado ambiente.

Uma técnica de genética molecular desenvolvida pelo grupo do pesquisador na década de 1990 permitiu a retirada de amostras diretamente dos chuveiros, isolando o DNA e amplificando-o com utilização da reação em cadeia da polimerase, a fim de determinar as sequências de genes presentes, possibilitando a identificação de tipos de patógenos específicos."Houve alguns precedentes que indicavam que os chuveiros podiam gerar alguma preocupação, mas até esse estudo, não sabíamos o quanto o problema podia ser relevante", disse Pace.

Durante as primeiras fases da pesquisa, a equipe testou chuveiros em pequenas cidades, muitas das quais estava usando água de poço e não encanada. "Inicialmente, achamos que os níveis de patógenos detectados nos chuveiros se deviam a isso. Mas, quando começamos a trabalhar os dados de Nova York, vimos uma grande quantidade de M. avium e o estudo foi revigorado", disse.

Além da técnica de coleta de amostras do chuveiro, a equipe utilizou outro processo: várias duchas foram partidas em pedaços pequenos, que foram revestidos de ouro. Um corante fluorescente foi usado para marcar as superfícies e, com um microscópio eletrônico de varredura, os pesquisadores puderam observar as superfícies em detalhe.
Apesar dos resultados, Pace ressalta que provavelmente não é perigoso utilizar chuveiros para tomar banho, contanto que o sistema imune da pessoa não esteja comprometido de alguma maneira. Segundo ele, como os chuveiros de plástico apresentam uma carga maior de patógenos, os chuveiros de metal podem ser uma boa alternativa. "Há lições a serem aprendidas aqui em termos de como controlar a água e lidar com ela. O monitoramento da água é muitas vezes arcaico. Já existem ferramentas para fazê-lo com mais precisão, de forma mais barata que a utilizada hoje em dia", disse.

RECIFE E SUAS PONTES UNINDO CRATENSES


Entrevista com Syme Duarte durante encontro de amigos Cratenses em Recife(PE).

- Como vê o Cariri atualmente?

Faz 32 anos que saí do Cariri para o Recife e nesse tempo retornei pouquíssimas vezes. Esse tempo me deixa meio impossibilitada de emitir qualquer opinião de alguma relevância. Em conversas com amigos deu para tirar algumas impressões. Uma delas é a de que com relação ao desenvolvimento comercial houve um crescimento razoável ao contrário do desenvolvimento cultural que, não não avançou muito, mas regrediu. O Crato, por exemplo, na minha infância era conhecida como a capital da cultura e hoje em dia sequer tem uma sala de cinema.

- Que lembranças marcaram sua vida no Crato e em Recife?

Nasci no Crato e lá vivi minha infância e parte da adolescência. Tenho recordações maravilhosas da cidade e lá deixei pessoas muito especiais. Mas foi em Recife que vivi a maior parte da minha vida e me sinto muito grata por tudo que esta cidade me proporcionou. Aqui estudei, fiz grandes amizades,casei,tive filhos, me separei e é aqui que pretendo passar o resto da vida, porque realmente me sinto em casa nesta cidade.

- Como se vê hoje?

Como grande parte das mulheres do Brasil, quando vieram os filhos fiz a opção de acompanhar de perto o crescimento e a educação deles e isso me deixou despreparada para um futuro profissional. Como foi uma escolha e não falta de oportunidade, posso dizer que não há tristezas nem arrependimentos, pois para mim é uma grande alegria vê-los pessoas equilibradas e fazendo suas escolhas com discernimento e bom senso. Então posso me dizer uma pessoa feliz e realizada diante do que me propus.

- Quais os planos para o futuro?

Como diz o ditado: O futuro a deus pertence! Mas sempre temos expectativas. Então desejo uma vida de paz, que meus filhos sejam felizes e realizados. Sempre que penso no amanhã procuro fazer o hoje valer a pena plantando boas sementes e regando-as dia a dia com muito carinho.Tenho muita fé em Deus e a ele me entrego com toda confiança!



RECIFE E SUAS PONTES UNINDO CRATENSES


Entrevista com Yasmine Duarte durante Sarau que reuniu velhos amigos Cratenses que residem em Recife.

- Como vê o Cariri atualmente?

Estive lá a alguns anos e senti o completo abandono por parte das autoridades , principalmente na cidade do Crato que era o centro de tudo de bom e progressivo que existia na região. Uma cidade bonita, cheia de tradições e cultura e hoje abandonada e sem guardar mais as suas características de uma cidade onde existia uma história a ser contada e lembrada.


- Que lembranças marcaram sua vida no Crato e em Recife?

No Crato , de onde saí com 17 anos tenho a lembrança da melhor infância que uma criança poderia ter, um mundo de fantasias, com banhos de chuva , rios,cachoeiras, brincávamos nas ruas com amigos sem nenhum risco, até uma enchente foi motivo de festa para a criançada.O parque de diversões Maia na festa da padroeira , férias na Serra do Araripe, festas inesquecíveis criações das irmãs Divani e Bernadete Cabral , verdadeiras artistas que não sei onde buscavam tanta criatividade em épocas onde não existia a globalização, televisão , internet, etc. Depois conclui que eram fruto de suas imaginações. Não conhecíamos as palavras ESTUPRO, CORRUPÇÃO, INFLAÇÃO, SEQUESTRO e tantas outras que nos assombram onde quer que estejamos. Em nossa infância nunca fizeram falta os Shoppings Centers, Mac Donald, roupas de grife e brinquedos eletrônicos, mesmo porque nem sabíamos da existência dos mesmos. Nada poderia ser mais bonito do que as bonecas de pano feitas por nossa mãe Haydée e as roupas que ela mesma fazia para nós com todo amor nas madrugadas em sua máquina de costura de pedal à luz de candeeiro. Fartávamos-nos de siriguela, manga, goiaba e tudo mais que a natureza tinha a nos oferece


- Como se vê hoje?

Hoje eu me vejo uma pessoa que valoriza coisas que estão cada vez mais relegadas pelas pessoas como honradez, respeito a natureza e ao próximo , coragem para enfrentar a vida na cidade grande e cheia de competitividade desleal e sei que tudo isso é fruto da vida que vivi na minha infância e adolescência no Crato e dos valores passados por minha mãe e educadores que além de nos ensinarem a ler e escrever nos orientavam para a nossa vida pessoal fora da escola .


- Quais os planos para o futuro?

Vivo um dia de cada vez, mas sempre buscando melhorar como ser humano , tentando ser justa com as pessoas , mas principalmente desejo viver ainda um grande futuro com minhas filhas e um neto que já tenho e outros que virão , pretendo fazer viagens que nunca pude fazer e finalmente voltar ao Crato com tempo para rever todos os lugares e pessoas que tiveram importância para me tornar a pessoa que sou hoje.



"Uma noite na Espanha"- (Lembrando Eugênia Cabral)

"Uma noite em Portugal "-(Lembrando Rosineide Ramos

Curva

O mestre de nós mesmos
a nossa sombra que nunca descansa
debaixo da luz ou de passeio no corredor escuro.

O sorriso de soslaio
nunca saiu da face
do lagarto iluminado.

Sementes não faltam:
a frondosa árvore cospe
os mais suculentos frutos.

Alcides Gonçalves - Por Norma hauer



Ele nasceu em Porto Alegre a 1º de outubro de 1908.
E quem é ALCIDES GONÇALVES ? Músico e compositor, nasceu e faleceu em Porto Alegre, mas durante alguns anos fez parte da Orquestra da Rádio Nacional, aqui no Rio de Janeiro, para onde veio em 1939 e também da de Radamés Gnatalli, no Copacabana Palace.

Suas composições não foram em grande número, mas marcaram sucessos aqui no Rio, principalmente na voz de Francisco Alves, que gravou "Cadeira Vazia"("entra meu amor, fica à vontade e diz com sinceridade, o que deseja de mim..."); ou ainda "Quem Há de Dizer", que quem vocês estão vendo, naquela mesa bebendo é meu querido amor...; ou mesmo "Maria Rosa" ("vocês estão vendo aquela mulher de cabelos brancos, vestindo farrapos, calçando tamancos...")

Pois é, isso é de Lupicínio Rodrigues? É ! Alcides Gonçalves foi para Lupicínio o que Vadico foi para Noel Rosa, Alberto Ribeiro para Braguinha, ou Otávio de Souza para Pixinguinha: O PARCEIRO NUNCA CITADO. Mas estão lá, também são parte da história
de algumas músicas daqueles compositores.

Com "Triste História", ao lado de Lupicínio, Alcides Gonçalves venceu um concurso realizado pela Prefeitura de Porto Alegre. A primeira composição da dupla, entretanto, foi "Pergunta a Meus Tamancos".

Depois de alguns anos aqui no Rio de Janeiro, regressou a sua terra natal (Porto Alegre) onde faleceu em 9 de janeiro de 1987, aos 78 anos.
Norma Hauer

PRIMEIRO PREMIO - Por Edilma Rocha


Certa vez, encontrei estampado no mural de avisos dos alunos do colégio Dom Bosco, algo que me chamou atenção , em especial.
"_PRÉMIO PARA O MELHOR CARTAZ DO DIA DAS MÃES ".
Saí dali decidida, que eu iria participar com um belo cartaz. Fui imediatamente procurar a professora de artes, Divane Cabral para ver o regulamento e fazer a minha inscrição. Voltando para casa vi a minha mãe colorindo um belíssimo retrato de Dona Ruth com o mais novo filhinho ao colo. Era uma encomenda. Me inspirei naquela figura meiga, misto de anjo e mulher. Era assim que eu a via. Figura simples, andar leve e movimentos calmos, acho que jamais a vi irritada mesmo que a turma fizesse bagunça. Se alguém teria de ser homenageada pelo dia das mães, aquela era a pessoa certa. Mãe de todas nós ,suas alunas. Sempre disposta a dar um pouco do seu tempo para nos ajudar com a terrível matemática e ainda cuidar de todos os filhos que Deus lhe concedeu.
Comprei uma folha de papel e juntei os meus lápis de cores para começar a criar o meu desenho. Passei dias riscando com cuidado aquela que seria minha obra de arte . Como lia nos livros sobre os grandes pintores, sabia que jamais poderia ter a perfeição dos grandes mestres, mas queria fazer o melhor que eu pudesse. Enquanto mãezinha trabalhava na foto, eu trabalhava no cartaz. Posso até afirmar que terminamos juntas , as nossas telas.
Consegui transmitir para o papel o sentimento da maternidade. Era a mãe criada por minhas mãos. A plateia lotada dos familiares e amigos dos alunos, o palco belíssimo e as apresentações superavam as expectativas. A professora Divane surpreendia a cada apresentação de um quadro. A imagem de uma rosa enorme surgiu no palco através de luzes coloridas e se abria em pétalas ao som da música suave. De dentro surgiu uma linda menina que ofertou às mães um buquet de rosas (imagem que guardo na memória até hoje).
No encerramento Dona Ruth recebeu o presente da fotografia e fez seus agradecimentos, passando a anunciar o resultado do desafio para o mais belo cartaz pelo dia das mães.
Foi o meu primeiro premio !


Edilma Rocha

A MEDICINA E O ESPIRITISMO - JOSÉ CARLOS PEREIRA JOTZ

90 anos Sociedade Bezerra de Menezes: ontem, hoje e amanhã

José Carlos Pereira Jotz
Porto Alegre – 2007

O que é saúde e o que é doença à luz da doutrina espírita?

Doença e saúde se referem ao estado em que se encontram as pessoas e não ao estado de órgãos ou partes do corpo.

O corpo físico nunca está só doente ou só saudável, já que nele se expressam realmente as informações da consciência.

O corpo de um ser humano vivo deve seu funcionamento ao espírito que o habita.

Quando as várias funções corporais se desenvolvem em conjunto dentro de uma harmonia, ele se encontra num estado que denominamos de saúde.

Se uma função falha, ela compromete a harmonia do todo e então falamos que ele se encontra em um estado de doença. A doença é a perda relativa da harmonia.

Essa perturbação da harmonia acontece à nível de consciência, que é a parte espiritual do ser, enquanto o corpo é a forma de apresentação dessa desarmonia.

O nosso “não consciente” envia mensagens ao nosso “consciente”, sob a forma de tensões ou sofrimentos físicos e emocionais. Procurando “silenciar” essa tentativa de comunicação, utilizamos medicamentos para acabar com os sintomas, sem perceber o que gerou os mesmos.

Para se dar conta de onde está situada a causa inicial, médicos e pacientes precisam aprender não apenas a perceber o que é visível na luz, mas também identificar o que está escondido na sombra.

Para se dar conta de onde está situada a causa inicial, médicos e pacientes precisam aprender não apenas a perceber o que é visível na luz, mas também identificar o que está escondido na sombra.

Por que médicos e pacientes precisam aprender a perceber onde está a causa inicial?

• Médicos porque têm o papel de orientar. Se não souberem a causa, irão tratar apenas a conseqüência.

• Pacientes porque são os principais interessados e responsáveis por sua cura.
• Origem da desarmonia no perispírito

Sabemos todos que o perispírito:

• É preexistente e sobrevivente à morte do corpo material, transmitindo suas vontades ao corpo físico e as impressões do corpo físico ao espírito;

• Que o envoltório carnal se modela e as células se agrupam de acordo com a forma perispiritual;

• Que as qualidades ou defeitos, faltas, abusos e vícios de existências passadas registrados no perispírito reaparecem no corpo físico como enfermidades e moléstias.

• Inúmeras almas já renascem “adoecidas”, ou seja, com os componentes psíquicos enfermiços. Em grande parte dos casos o componente inicial dessa enfermidade é a falta de auto-amor.

• O amar a si mesmo ainda é uma lição que todos temos que aprender. Muitas reencarnações têm como objetivo precípuo restabelecer o desejo de viver e recuperar a alegria de sentir-se em paz. Uma conseqüência da falta do auto-amor é a depressão.

O que é depressão?

Como se pode conceituar depressão à luz do conhecimento espírita?

Depressão é cansaço de viver, é não aceitar a vida como ela é.

É a “doença prisão” que cassa a liberdade da criatura rebelde, viciada em ter seus caprichos atendidos.

É uma intimação de leis da vida convocando a alma a mudanças inadiáveis.

Em tese, depressão é a reação da alma que não aceitou sua realidade pessoal como ela é, estabelecendo um desajuste interior que a incapacita para viver plenamente.

No capítulo “Receituário oportuno” do livro “Escutando os Sentimentos” de Wanderley S. de Oliveira, Ermance Dufaux nos diz ser necessário ingerir três medicações com freqüência:


As emoções e os chakras


Sabemos quando a consciência de uma pessoa está desequilibrada, pois a mesma torna visível e palpável na forma de sintomas físicos ou psicológicos o seu desequilíbrio. Existem desarmonias registradas a nível perispiritual. É o ser humano que está doente (espírito) e não o seu corpo físico.

Como os chakras fornecem energia sutil aos diversos órgãos do corpo, os bloqueios e conflitos emocionais podem resultar num fluxo energético anormal para diversos sistemas fisiológicos. Com o tempo, esses fluxos anormais de energia podem produzir doenças de maior ou menor gravidade em qualquer órgão do corpo.

O stress emocional é um importante fator no processo de produção das doenças. Os conflitos emocionais, os sentimentos de impotência e a falta de amor por si próprio podem ter efeitos nocivos sobre o funcionamento dos principais chakras.

A falta de amor a si ou auto-imagem ruim pode causar bloqueio no chakra cardíaco, o qual, secundariamente, afeta o funcionamento do timo, debilitando o sistema imunológico. Também pode afetar os pulmões contribuindo para as doenças respiratórias.

A forma inadequada de expressar verbalmente o que sente ou a não expressão verbal dos sentimentos internos pode interferir na função do chakra laríngeo. Essa pode ser a causa de muitos casos de amigdalites ou transtornos de tireóide.

Nossas doenças são freqüentemente um reflexo simbólico dos nossos estados internos de intranqüilidade emocional, bloqueio espiritual e desconforto. Isso sugere que a prescrição de medicamentos de efeito rápido, que aliviem apenas temporariamente os sintomas agudos da doença, não é a solução ideal para minorar os problemas do paciente, dentro de uma perspectiva reencarnacionista.

A medicina do futuro deverá ensinar os pacientes a reconhecerem os fatores emocionais e energéticos sutis que podem predispô-los a determinados estados mórbidos. Assim, terá mais facilidade em detectar disfunções nos chakras, corpos emocional, etérico e mental.

Hereditariedade

Por que ficamos doentes se aparentemente fazemos tudo certo?

A hereditariedade existe, mas os registros no perispírito, das experiências passadas da alma (psíquico, intelectual, profissional, moral e emocional), determinam a formação dos órgãos no novo corpo material. A hereditariedade reflete a aproximação por afinidades vibratórias entre os membros de uma mesma família.

Na fecundação, o gameta masculino vitorioso está impulsionado pela energia do perispírito do reencarnante que encontrou nele os fatores genéticos necessários para a programação reencarnatória. Os códigos genéticos da hereditariedade, em consonância com o conteúdo vibratório dos registros, vão organizando o corpo físico.

As enfermidades graves decorrem de faltas passadas e contribuem para o aprendizado, reparação e restauração dos atos inadequados, além da elevação da alma.

Certos acontecimentos e doenças são permitidas pelo plano espiritual para estimular o espírito a cumprir compromissos com a sua jornada evolutiva.

Assim, enfermidades ou acidentes inesperados, carência afetiva, dificuldades econômicas, são meios utilizados para despertar da anestesia da ilusão ou da intoxicação do orgulho, egoísmo, cólera, etc, a que muitos se submetem .

Tabaco, álcool, drogas, excesso no sexo e na alimentação, são de livre opção atual, não incursos originalmente no processo evolutivo de ninguém. Quem a qualquer deles se vincula, colherá o efeito prejudicial, não se podendo queixar ou aguardar solução de emergência.

Energia vital. Como equilibrá-la?

Do ponto de vista energético, o corpo físico debilitado oscila numa freqüência diferente daquela quando em estado saudável.

Quando a pessoa é incapaz de alterar o seu modo energético para a freqüência adequada, talvez seja necessário aplicar-lhe certa dose de energia sutil, o que pode fazer com que seus sistemas bioenergéticos passem a vibrar de forma apropriada.

Existem formas de tratamento que interagem também com a energia do ser humano como a acupuntura, a homeopatia, a antroposofia, a cromoterapia, os florais, os fatores de auto-organização, os elixires de pedras preciosas, o passe magnético, a prece, a água fluída, etc.

No entanto, a medicina não deve ter como foco apenas o tratamento do corpo, pois dessa forma não obterá a cura, mas apenas a melhora dos sintomas.


O ideal é que se possa detectar as doenças num estágio suficientemente precoce para impedir a manifestação física da doença em nível celular.

A doença é o caminho pelo qual o ser humano pode seguir rumo à cura. Quanto maior for nossa compreensão, maior nosso aproveitamento das coisas que nos cercam.

A cura acontece através da incorporação daquilo que está faltando e, portanto, ela não é possível sem uma expansão da consciência.


Responsabilidades de médico e paciente no processo de cura.

Papel do espiritismo

O princípio mais importante para a medicina que trabalha com as vibrações é o conceito de que os seres humanos são sistemas dinâmicos de energia, refletindo padrões evolutivos do crescimento da alma.

O médico não deve ser apenas um agente promotor da cura, mas também um educador. No entanto, o paciente é o principal responsável pela sua cura.

É muito mais fácil tomar um comprimido que proporcione um rápido “conserto” do organismo, do que modificar os hábitos potencialmente insalubres que possam contribuir para o problema da saúde.

Cada ser humano é responsável pela busca do seu equilíbrio e da sua harmonia. O espiritismo auxilia no tratamento da consciência humana, lhe apresentando novos valores, educando o espírito.

Muitos pacientes só adotam hábitos mais saudáveis após algum acontecimento traumático ou o diagnóstico de uma doença grave.

O médico do futuro combinará o conhecimento científico e o conhecimento espiritual a fim de promover a cura em todos os níveis.

FIM
Todos que desejarem acesso ao conteúdo desta apresentação enviem e-mail para
josejotz@yahoo.com.br
indicando no assunto “Palestra Medicina e espiritismo”
OBRIGADO

BIBLIOGRAFIA
- Porque adoecemos? Novos horizontes do conhecimento médico espirita - Associação Médico Espírita de Minas Gerais.
- Porque adoecemos? Volume II Principios para a medicina da alma. Associação Médico Espírita de Minas Gerais.
- Doenças, cura e saúde a luz do espiritismo. Geziel Andrade.
- Medicina Vibracional. Uma medicino para o futuro. Richard Gerber.
- Escutando os sentimentos. Wanderley S. de Oliveira.
- Diga-me onde doi e eu te direi por quê. Michael Odoul. Editora Campus.


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Prof. Bernardo Melgaço da Silva (coordenador do Núcleo de Estudos sobre Ciência, Espiritualidade e Filosofia - NECEF da URCA). Nesse momento estou de licença para tratamento de saúde no Rio de Janeiro (e-mail: bernardomelgaco@hotmail.com). Eu recomendo também os seguintes livros e videos:

a) Medicina Vivracional: Medicina do Futuro (Médico e Pesquisador Richard Gerbert);
b) Mãos de Luz (Física e ex-pesquisadora da NASA, Barbara Ann Brenam);
c) As 7 Leis Espirituais do Sucesso (Médico e Pesquisador Indiano e residente no Estados Unidos Deepak Chopra);
d) O Ponto de Mutação (Físico e Pesquisador Fritjof Capra)
e) Quem Somos Nós (Vários especialistas, pesquisadores e PhDs que buscam uma conexão entre a ciência moderna (principalmente a Física Quântica) e a Espiritualidade Consciente;
d) Universo Autoconsciente (PhD em Física Quântica com vários livros e artigos de divulgação internacional, Ami Goswami;
e) Entrevista com Ami Goswami no programa RODA VIVA (programa de TV brasileira - eu tenho uma cópia em DVD e posso disponibilizar para quem desejar se atualizar sobre o tema);
f) Dissertação de Mestrado e Tese de Doutorado(COPPE/UFRJ)do Prof. Bernardo Melgaço - tenho cópia em CD;
g) O Fluir da Virtude e da Retidão: Dharma Vahini (mestre espiritual indiano Bhagavan Sri Sathya Sai Baba – Publicação Sai – para maiores esclarecimentos acesse o site dessa Fundação).

Feliz Aniversário, Antonio Morais !


Ele é engraçado, bem humorado, amigo, blogueiro, apaixonado por Várzea Alegre e pelo Crato. Ele é o nosso amigo Antonio Morais !


Nesse dia de festa , que todos os seus desejos se realizem, até os impossíveis !

Abraços do Cariricaturas .

Dados

Permitam-me , leitores, começar esta croniqueta de sábado puxando um pouco pelas reminiscências. Quebrado o cabo das tormentas, inevitavelmente, pomo-nos a olhar cada vez mais para trás: o passado se vai tornando cada vez mais vívido. Aí, se precisa um grande exercício para não terminar como um índio velho , contando , eternamente , aos netos a história da sua tribo : Meninos , eu vi! Sei bem que à vida – vereda de mão única-- a gente deve dirigir, como se fosse um carro. Tem-se que olhar para frente, pois a estrada se estende para adiante e o caminho percorrido se desfaz à nossa passagem . Mas vez, por outra , é imprescindível dar uma olhadinha pelo retrovisor. Permitam-me, pois, esta rápida olhadela, prometo não incorporar o espírito de Sherezade.
Aí pelo finalzinho dos anos 70, nos últimos anos do curso de Medicina, eu dava um plantãozinho na Unidade Mista do Cabo de Santo Agostinho, próximo ao Recife. Num desses plantões, um colega que trabalhava conosco, chegou atrasado , o que não era fato corriqueiro. Todos estavam apreensivos , tínhamos todos que trafegar na BR 101 , rodovia perigosíssima ainda hoje , já duplicada. Chamava-se Freyre e possuía um fusquinha antigo que em Recife era carinhosamente chamado de Cururu. Passada umas duas horas ele, por fim, para alívio de muitos, chegou ao plantão montado no seu bólido. Vinha um pouco angustiado e contou-nos a razão do atraso e da ansiedade. A rodovia , em reforma, apresentava um pequeno desvio em terra batida. Estávamos em julho, tempos de chuvas torrenciais na zona da mata pernambucana. Freyre pegou o desvio , dirigindo cuidadosamente. Havia muitas poças de água pelo chão. Em sentido contrário ao seu, vinha um caminhão, carregando um trator na carroceria. Segundo ele , o motorista conduzia seu pesado veículo com calma e extremo cuidado. Freyre parou um pouco o fusquinha, esperando a passagem do outro carro com maior dificuldade de deslocamento. Ao emparelharem os dois, o caminhão precisou deixar uma das rodas dianteiras entrar dentro de uma poça. Coberta de água , não se podia mensurar a profundidade. Pois aquilo se tratava de uma boca de lobo, o caminhão pendeu e o trator, desequilibrado, tombou. Felizmente para o lado contrário ao do fusquete. Nosso amigo , ainda trêmulo, explicou : minha vida, hoje, dependeu do mero acaso, do lado imprevisível para onde o trator caiu. Se a poça existisse na outra margem, eu não estaria aqui contando esta história.
Freyre havia , rapidamente , descoberto a iniqüidade da existência. A frágil teia da vida depende de meros acasos. De muitos encontros possíveis e improváveis : De um homem com uma mulher; de um espermatozóide com o óvulo; da multiplicação perfeita e infinita de muitas células; da complicadíssima montagem do quebra-cabeças dos genes. Você pode até acreditar que existe uma mão poderosa que lança os dados, mas, por mais fatalistas que sejamos, é perfeitamente impossível prever o resultado do jogo. A vida, amigos, é , por fim, o somatório de muitos acasos a favor ou contra . Um balanço de encontros e desencontros aleatórios e insondáveis. O sol que resplandece à nossa frente neste sábado mágico depende do tsunami que não veio, do acidente que não aconteceu , do vulcão que não eclodiu, da placa tectônica que adormeceu; do H1N1 que não atacou. Sorte ou revés , azar ou fortuna são ladrilhos que atapetam, em igual proporção, as tortuosas e escuras trilhas da nossa passagem pelo mundo. Neste exato momento, onde nosso inconseqüente pé irá pousar?
O encanto desse instante , amigos, é único! A todo instante os dados são lançados no imenso tabuleiro da existência. Quem arrisca o resultado da próxima pule? Agora, eu sei que magicamente o sábado brilha para todos nós seu sorriso fosforescente. Espero que estas palavras tenham acrescido alguma luz ao brilho deste momento que não se repetirá. Logo mais o trator deve cair novamente da carroceria, prá que lado tombará?

J. Flávio Vieira

Divane Cabral - Uma escola de arte , viva ! - Por Socorro moreira




Um Colégio de vanguarda, o Dom Bosco. Primava pela educação integral. Fiel às normas de Diretrizes e Bases, complementava em disciplinas, as lacunas, que por ventura existiam.Assim, continuamos a estudar latim, quando deixou de ser obrigatório, no currículo escolar. Dizia-nos Dr. Zé Newton: “ninguém aprende português, sem saber latim ". Ladainha diária. Sabíamos que tinha razão, mas o latim era um tanto indigesto. Melhor deixá-lo para o ensino nos Seminários. Os colégios não ministravam “Educação Artística” – uma disciplina nova, que reunia o estudo de todas as artes. Divane era a mestra. Durante os quatro anos ginasiais, abordou com uma certa profundidade, todas elas !
Começamos pela música, e o estudo dos clássicos, que a representavam: Bach, Mozart, Beethoven, Carlos Gomes, Vila Lobos, etc. Prova oral era pra tremer. A gente escutava um deles, e tinha que identificar o instrumento musical executado pelo músico. Sabíamos o que vinha a ser uma música clássica, sacra, erudita e popular; formávamos jograis de poesia, corais, maestrados por Divane , num atento despertar dos eventuais talentos.
A partir do segundo ano, encontrou uma forma de aferir aprendizagem, e expressar resultados, na produção de Grandes Espetáculos!
Neles foram desenvolvidos: a música, a dança, literatura, teatro, poesia.
O primeiro da minha lembrança, muito bem lembrado por Edilma Saraiva foi “Uma noite em Portugal”. Presença do fado, interpretado pela voz maravilhosa de Rosineide Ramos, além de explorar as danças, a cultura, aspéctos históricos, políticos e sociais daquele país irmão (como nos fazia crer).
O segundo foi “Uma noite na Espanha”. Danças e músicas flamengas. Belíssimo. Esse aconteceu, no palco da Rádio Educadora. Os personagens escolhidos eram as morenas ou loiras de olhos claros (de preferência). Lembro de umas delas , que nem pareciam cratenses , depois de caracterizadas de espanholas.
O terceiro espetáculo foi “Uma noite no Japão”. A quadra Bicentenária foi completamente transformada ! Pés de cerejeiras, jardins japoneses com suas pontes, e as japonesas, claro! Ah, nem faltou o pagode japonês, e a iluminação esteve perfeita!

Nessa eu participei como a oriental que contava tudo sobre aquela terra distante: seus costumes, educação, música, religião... Contava até sobre seus vulcões. Foi uma noite que se repetiu por quase uma semana. Quadra lotada, e o povo extasiado.

Aonde aquela mulher pescava tanta cultura, associada à sua própria criatividade?

Divane era um gênio, e a gente ia na onda, sem perceber o seu real valor.
Os últimos espetáculos foram as peças infantis : Cinderela , a Bela Adormecida e Branca de Neve. Na primeira todo mundo virou bailarino, e na segunda todo mundo virou fada, inclusive eu. Os figurinos eram etéreos, nas organzas de todas as cores. E as meninas dançando balé, completamente familiarizadas com as sapatilhas? Uma aprendizagem mágica de poucos dias de ensaios. Uma das fadas madrinhas foi a Magali, acho! A bela Adormecida foi protagonizada por Regina Vilar; a Cinderela por Ana Benvinda, e a Branca de neve por Graça Couto. Se eu forçar a memória, lembrarei de muitos mais detalhes, mas também poderia tornar cansativa , a narração.
Com relação às artes não citadas, cinema e pintura, também fizemos os nossos ensaios. Ninguém terminou o ginásio, nas mãos de Divane, sem entender como era montado um desenho animado, e o papel de cada profissional, na produção de um filme.
Como conferia nosso entendimento?
Tínhamos que assistir um determinado filme, “Fantasia” de Disney, por exemplo. Depois nos questionava, valendo nota, sobre o filme, em todos os seus aspéctos relevantes: direção, produção, trilha sonora, fotografia, atores, roteiro, etc.
Divane para nós foi tudo isso: uma mulher versada em todas as artes!
E como se não bastasse tinha uma mão levíssima para o desenho, tocava vários instrumentos, cantava, dançava, e um fantástico olhar, como fotógrafa.
Divane permanece tudo isso... O Crato e o seu povo sabem disso!
Nós do Dom Bosco, jamais a esqueceremos. Ela foi um exemplo de arte e criatividade. Nos fez entender ,definitivamente ,que o homem sem sensibilidade é uma pedra bruta.
Quando me tornei uma executiva, cumprindo os ossos do ofício, jamais deixei de cuidar da minha sensibilidade, mesmo sem os seus atributos principais: talentos.
Digo, confortável e conformadamente: não sou artista, mas tenho alma de artista!

*Ofereço esse texto à Eleonora ( filha de Cândido Figueiredo), uma entusiasta aluna dessa grande mestra, e a todos os que foram seus alunos, em todos os tempos.


Socorro Moreira

Conferência Municipal da Cultura Crato - Coletivo Camaradas - Enviado por Nívia Uchôa

O Palanque é nosso!

Conferência Municipal da Cultura do Crato

Dia 02/10/2009 ( sexta-feira)

Horário: Das 8h às 17 horas

Local: Auditório do Centro Cultural do Araripe – REFSA
Camaradas, companheiros, artistas, brincantes, produtores e amigos,
Estamos num momento de mobilização para a Conferência Municipal da
Cultura no Crato que será nesta sexta-feira, a partir das 8 horas
(manhã), no Auditório do Centro Cultural do Araripe REFSA.
Lamentamos e discordamos do processo de divulgação da conferência que
foi divulgado de “ultima hora”, ou seja, no dia 30 de agosto.
Entendemos que esse é um momento importante para discutir as demandas
das políticas públicas para a cultura e que deve ter ampla mobilização
e divulgação.
Neste sentido, o Coletivo Camaradas estará empenhado em construir,
mobilizar, divulgar e articular com amplos setores da sociedade o
êxito desta Conferência como parte integrante de construção do Plano
Nacional de Cultura. Esse é um dos passos para fortalecer a política
pública que vem sendo consolidada no país, o que repercute
diretamente nos municípios e estados.

Saudações culturais,

Alexandre Lucas

Coordenador do Coletivo Camaradas


Segue abaixo o Convite

do Poder Público para conferência

CONVITE

A Prefeitura do Crato, através da Secretaria da Cultura, Esporte e
Juventude convida V. Sa. para participar da Conferência Municipal de
Cultura do Crato-CE que terá como Tema Geral: Cultura, Diversidade,
Cidadania e Desenvolvimento e de um momento democrático para a criação
do Conselho Municipal de Cultura.

PROGRAMAÇÃO

- 08h às 09h - Credenciamento dos participantes

- 09h às 09:30min - Abertura Cerimonial /Apresentação Cultural
/Composição da mesa pelos convidados e palestrantes

- 09:30min – Apresentação institucional da secretaria

- 10h – Intervalo

- 10:15min – Início da Conferência

- 12:10min – Intervalo para almoço

- 13h – Formação dos grupos de discussões

- 14h – Apresentação e posse do conselho Municipal de Cultura

- 15:20min - Apresentação e votação das propostas dos GD’s

- 16:20 – Plenária final

- 17h - Encerramento das atividades

A sua participação até o final da Conferência é de Vital importância e
imprescindível para que possamos legitimá-la e atingirmos bons
resultados.

Contamos com a sua participação!

Samuel Araripe

Prefeito Municipal do Crato

Danielle Esmeraldo
Secretária da Cultura Esporte e Juventude

Estudos mostram que oração ajuda na cura de doenças graves- Colaboração de Stela Siebra Brito



A influência da fé na cura das mais diversas doenças é uma realidade entre médicos de todo mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, há mais de 10 anos exige-se que todos os programas de residência para psiquiatras incluam no currículo questões religiosas e espirituais. No Brasil, embora a questão ainda seja tratada com cautela, muitos médicos já admitem ter testemunhado casos impressionantes que a ciência não tinha como explicar.

Segundo revela o Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick, estudos científicos em torno da cura pela fé começaram com o médico americano Harold Koenig . Ele e sua equipe concluíram que, ao rezar, pacientes religiosos controlam indiretamente suas doenças. 'Acreditam que não estão sozinhos na batalha e que Deus está cuidando pessoalmente deles. Isso os protege do isolamento psicológico que domina a maioria dos doentes.

Em um estudo com 455 idosos internados, Koenig observou que a média de internação dos que frequentavam a igreja mais de uma vez por semana era quatro dias. Já os que iam raramente ou nunca chegavam a passar até 12 dias hospitalizados.

Outra pesquisa, feita pela Faculdade de Medicina de Dartinouth, revelou que a probabilidade de pacientes cardíacos morrerem após a cirurgia era 14 vezes maior entre os que não participavam de atividades religiosas. Em seis meses, 21 morreram. Já todos os 37 que se declararam extremamente religiosos tiveram alta.

O médico Herbert Benson, da Faculdade de Medicina de Harvard, afirma que o estresse é responsável por pelo menos 60% das doenças que atingem o homem moderno. Além disso, faz o organismo produzir o agente inflamatório interleucina-6, que está associado a infecções crônicas, diabetes, câncer e doenças cardiovasculares.

Segundo o médico, ao rezar ou meditar seguidas vezes, o paciente atinge um estado de relaxamento capaz de reduzir o impacto dos hormônios no organismo. A oração continuada desacelera os batimentos cardíacos, o ritmo de respiração, baixa a pressão sanguinea e reduz a velocidade das ondas cerebrais, melhorando a condição física. Ele comprovou que pessoas que raramente iam à igreja tinham altos níveis de interleucina-6 no sangue, enquanto nos frequentadores assíduos esses índices eram significativamente mais baixos.

Diário de São Paulo – 16/09

Foto do dia - "Romeira" - Por Nívia Uchôa



Carta aberta a Socorro, "from" Teresina - Por Claude Bloc

Foto do grupo do Ceará com a professora Ana Benavente
- ex-Ministra da Educação em Portugal
professora do módulo - Teoria da Mudança Social e Educativa -
Foto no "Encontro dos Rios" - (Parnaíba e Poti) - Teresina - PI
Socorro,


Cá estou de novo em terras piauienses. Calor de 40/42º. Brisa = ZERO. (novidade? não! claro que não!) Estou fazendo o Módulo: Educação e Desenvolvimento Humano. Será que consigo me desenvolver nessa coisa? (risos)

Ontem foi um dia de muito trabalho em Sobral. Aulas ao meio-dia (Francês) na Faculdade de Medicina, aulas à tarde no NUCLE da UVA (Francês) e à noite até 22h na UVA de Inglês Instrumental. Eis-me, pois, instrumento de trabalho, mas humana e cansável. Embora sempre disposta às avenidas , às estradas da vida e aos desafios constantes.

O fato é que saí de Sobral às 23:30h e cheguei em Teresina às 5:30 da manhã. A viagem foi boa. Ônibus confortável, mas gelado - 17/18º. Apesar de conseguirmos dormir um sono meio salpicado (as colegas e eu) ao chegarmos, tomamos café e "capotamos". Eu, por exemplo, acordei em torno meio-dia, pois o sono da noite não havia proporcionado um repouso efetivo .

Hoje temos o dia para ler a apostila e comentar os assuntos do Módulo. Depois disso, é estudo sem fim. O professor deste módulo (dizem) é chato. Rigoroso. Mas isto me instiga e meu esforço se redobra.

Enfim, menina, cá estou. Torrando, suando, mas vivendo.


Saudades muitas.
Abraços a você e todos do Cariricaturas.
Claude

Primeiro aniversário de Maria Clara - Por Socorro Moreira

Nos braços da vó ( minha irmã caçula,Catarina)

Sob o olhar da Bisa (minha mãe Valdenora)


( Agarrada num pirulito , adivinha o doce que pode ser a vida)


( Encantada com o meu colar de contas vermelhas ...Quem sabe a sua cor preferida ? !)
Os filhos de Valdenora optaram em ser meninas, na maioria ( 5 x 1); os netos quiseram formar um time de futebol( 14 x 3); as bisnetas estão ganhando no placar : meninas x meninos ( 5 x 3).
Como cresce uma família ! Já não existe mesa que nos caiba para um almoço coletivo.
Sábado a festa foi de Maria Clara, a filha única de Diego e Dalva. Estava linda, no seu vestido bordado. Ainda não caminha sozinha, e vive o prazer de todos os braços e abraços !
Fotos de Ismênia Maia (nossa amiga e colaboradora do Cariricaturas).

Suspiros ... - Por Socorro Moreira


No vai e vem do tempo
deixo escorrer as águas
deixo secar os sonhos
faço espuma nos mares da pia
Tudo é fria!
Nada volta...
Apenas um cheiro fica,
no lençol que me cobria!


Depois do leite derramado
Há sempre um gato
para lamber o prato

Depois da chuva
há sempre um canto para secar
um cheiro novo no ar
uma surpresa no olhar

Suspiros...

Senti-los como um beijo
que molha a boca
girando louco
no carrossel do corpo
domando a alma
que goza submissa!

(foto: Teresa Abath)

Clausura - Por Rejane Gonçalves


Fiquei guardado dentro das paredes redondas sem ver o mundo e descobri que, por mais que me pusesse na ponta dos pés aguacentos, os tijolos estariam ainda a um palmo acima de mim.
Antes do confinamento, uma camada de lama fina, mingau ocre, por vezes vermelho, marrom, estagnava-se ao meu redor e não ligava a mínima para minhas intromissões em seus domínios. Eu podia brincar com as flores do cajueiro, que despregadas pelo vento, deslizavam naquela gelatina escura, andar sobre ela, ou até entrar nela, mexê-la para lá e para cá como se eu fosse uma colher de pau a desandar um angu.
Desenvolvi nesse tempo um apurado senso de observação, que me fazia saber de imediato a quem pertencia o pé que deixara suas marcas nas margens já meio endurecidas da lama, se era de homem ou de mulher, se andava apressado ou devagar. Houve dias em que nomeei, com todas as letras, o dono ou a dona do pé. Tornei-me com a anuência de todos um profundo conhecedor de pegadas.
Meu olho tem cílios que se expandem, muitas vezes ultrapassam a fina camada de lama e desenham um círculo azulado e lacrimoso em torno dela. Do alto, é como ver um ovo a fritar, quebrado numa frigideira, a gema no centro, a clara densa, derramada por sobre a gema e por todos os lados, um lençol que embora cumprisse a sina de cobrir, o fizesse com transparências.
Quando recolho os cílios, deixo nos lugares, por onde eles se estenderam, berços de umidade que podem servir de nascedouro e abrigo às plantinhas diáfanas, às penugens verdes que farão cócegas nos pés das mulheres que se debruçam sobre mim e abrem minhas pestanas, para ver se estou vivo ou morto. Elas seguram pequenas panelas arredondadas, mergulham essas panelas dentro de mim, uma, duas, três, várias vezes. Dias há em que são muitas as mulheres. Não me dão descanso. Nem me sobra um tempo para fechar e abrir o olho, umedecê-lo, descansá-lo. Depois da saída da última mulher eu fico parado, me privo de qualquer movimento, evito a formação de bolhas, fujo das ondulações. Sereno. Porque me assalta o pavor do olho seco. Um olho precisa estar molhado, disto eu bem sei, nem que seja à custa de colírios.
Desde que fiquei preso no meio desse muro redondo, não tenho mais contato com a lama, não afago as flores empapadas do cajueiro e quase mulher nenhuma, ou mesmo homem me procuram. Ao terminar a construção da pequena muralha, os operários tocaram-me com o respeito próprio dos devotos e no meio deles um, que parecia chinês, não parava de fazer reverências, de sorrir, em frente à ponta da muralha que se unira com unhas e dentes à outra ponta. Estava finalmente concluída. E eu protegido. Preservado.
No meio da mata silenciosa, viúva de tantos animais, semi-vestida, cada dia mais nua, eu era apenas um olho. Um olho d’água. Livre.


Rejane Gonçalves

UMA NOITE EM PORTUGAL - Por Edilma Rocha

Numa cidade do interior toda novidade era bem vinda, principalmente quando acontecia dentro da nossa escola. O colègio Dom Bosco realizava as mais belas comemorações artisticas criadas pela professôra Divane Cabral. Nosso coração batia forte quando entrava na sala de aula pedindo licença a Dona Ruth para escolher os personagens do próximo evento.
Eu era menina esperta, olhos atentos e meu coraçãozinho aos pulos falava baixinho...
_ Me chama... me chama...
_ Você, você e você !
O indicador me apontou ! E a vaidade pela escolha me fez feliz. Gostava de novidades e já naquela época tudo que era realicionado a artes, me interessava, e muito. Não sabia o que me aguardava mas tinha a certeza de que daria o máximo de mim para fazer perfeito e bonito.
Um grande projeto artistico estava em andamento para o final do ano na escola. Uma Noite em Portugal. Um cenário com casarios, jardins, música e dança representadas ao vivo pelos alunos do colégio do professor José Newton Alves de Souza. Tudo teria de ser perfeito e seria com certeza pois ali se encontrava a magia da professora Divane. Eu seria uma figurante. Enquanto não se encontrava um rapazinho que fizesse par com a talentosa Márcia, figura principal da dança, ficaria provisoriamente ensaiando com ela até aparecer o seu parceiro do vira-vira. Foi mencionado o nome de Peixoto, mas não aceitou o desafio. Alguns meninos da escola fizeram os testes, mas ninguem agradou a professôra de artes. A pequena menina foi se superando e dançando com graça, ritmo e leveza, mas a dúvida asombrava...
_ Será que irei dançar no grande dia ?
Só ela saberia a resposta. E os ensaios continuavam todos os dias. Tinha também uma forte negativa, eu era muito pequena para fazer par com Márcia. O cavalheiro não apareceu. O dia da estréia chegava cada vez mais perto, e eu ensaiando... Até que finalmente fui comunicada de que não surgiu ninguem para substituir a pequena menina por um português para a dança do vira-vira. Tudo estava pronto.
A fantasia de menino, o cenario belissimo na quadra da escola, os grupos de dança ensaiados e o par principal teria que entrar em cena na Em uma Noite em Portugal. Meus cabelos foram prêsos em baixo de um bonito chapeu, e acrescentado um belo bigode preto para o disfarçe. Dancei com toda a minha energia e entusiasmo, levando no coração o orgulho do destaque, embora as pessoas não soubessem quem era o rapazinho elegante que dançava ao lado da linda dama. Foi um sucesso ! E entre aplausos , as interrogações...
_ Quem é o português ?
_ Quem é o rapazinho ?


Edilma Rocha

O anjo de Guarda- Por Mônica Buonfiglio



Seu anjo de guarda pessoal está junto de você desde seu nascimento, e ali permanecerá até a hora de seu desencarne. É ele quem irá orientar você em seu próximo estágio de aprendizado do Eu superior, para um possível retorno à Terra.

Os anjos são seres inteligentes, lembra-se? Então, para entrar em contato com seu anjo da guarda, você não pode se fragilizar perante ninguém, e deve pensar. Mas pensar em coisas boas, é claro. Quando pensa, você está com Deus, e faz uma ligação com o elo mental de seu anjo. O que acontece então? Segundo os textos angelicais, os anjos não têm memória. Existe um lugar chamado memória káustica, que armazena todos os pensamentos da humanidade. Seu pensamento demora dois dias para chegar até essa dimensão. Quando, finalmente, o anjo recebe seu apelo, ele começa a trabalhar para a obtenção daquilo que você pediu, fazendo com que tudo aconteça aqui na Terra, como se fossem coincidências. Por isso, é muito importante não comprar briga com qualquer pessoa.

Nossos anjos, além de inteligentes, são também muito sensíveis. Quando agimos com infidelidade, nós os magoamos muito. Ele saem de perto de nós e vão para o plano astral, esperando o momento em que paramos de sofrer. Uma atitude positiva diante da vida facilita muito o trabalho deles. Aliás, uma atitude positiva diante da vida facilita tudo, e não só nosso contato com eles e o desempenho de seu trabalho. Quando estamos otimistas, nossas auras se expandem e o contato fica mais fácil. Através de nossos sonhos ou de nossas mentes, nosso anjo nos intuirá para o caminho certo, aquele que devemos seguir.

A melhor maneira de conversarmos com nosso anjo da guarda é sendo criativo. Não fique "mendigando" para o seu anjo. Converse com ele como se estivesse conversando com uma criança, sem pressionar nem cobrar resultados.

Existem muitas formas de se pedir algo ao nosso anjo de guarda. Você pode fazer uma prece (apenas pensar ou falar em voz baixa o que você deseja), ou fazer uma oração (falar em voz alta).

Pode-se, também, usar o correio angelical, que é feito da seguinte forma: primeiro defina o pedido ou pedidos a serem feitos. Depois, redija uma carta, dirigindo-a a seu anjo de guarda: "Ao meu anjo de guarda (nome do anjo) ou ao anjo supremo". Coloque nela os seus pedidos, enumerando-os, caso você queira. Não se esqueça de incluir a frase: "Para o bem de todos os envolvidos". No final da carta, escreva: "Bendito é o meu desejo, porque ele é realizado". Feito isso, abra sua Bíblia no salmo 91, e coloque ali a carta com os pedidos, deixando-a ficar por sete dias. Faça as orações que desejar, durante os sete dias, lembrando-se que toda oração é boa, se feita com fé. No oitavo dia retire a carta e queime-a. O ato de queimar o papel faz com que você invoque as forças dos elementais do fogo, e a fumaça transforma seu pedido em essência, levando-o para outra dimensão. Jogue as cinzas embaixo de uma árvore frondosa ou em um jardim.

Monica Buonfiglio

Desafio - Leia e participe ! - Foto de Dedê Cariri




Observe a foto , e aventure-se a entrar em seu domínio, em sua essência...

Socorro e eu (Claude) sempre temos em mente que a interatividade entre amigos que colaboram e/ou passeiam pelo nosso Cariricaturas é algo que certamente torna o contato e o convívio neste espaço muito mais prazeroso. Essa interatividade pode acontecer de várias formas. Usamos as trovas bem nos primeiros dias do Cariricaturas, mas agora veio-nos uma nova idéia para provocar e desafiar os demais.

Hoje o desafio é o seguinte: será postada uma foto e você, colaborador e/ou amigo é convidado a escrever nos comentários a sua impressão ou o sentimento que lhe causa esta foto.

Acreditamos que seja esta uma forma de interagirmos como num bom papo, numa boa prosa. Não deixe de participar. Sua presença é ouro.



(Uma simples frase, uma trovinha, um mini-texto estas são formas de colaborar)



Vamos lá ! "mão na massa"!

Estamos esperando! Ei, cadê você?

Trem do Cariri




O jornal O Estado de S. Paulo, edição de 20/09/09, traz matéria com o título Trem do Cariri não tem onde parar, assinada pela jornalista Carmen Pompeu.

Ao historiar a origem e desenvolvimento do projeto, bem assim o início das obras da via férrea e a fabricação os trens, a jornalista remete ao meu Governo, que foi quando tudo começou, sob a coordenação e acompanhamento do secretário Luis Eduardo Barbosa de Morais e seu imediato, Rômulo Fortes, hoje presidente do Metrofor.

O atual Governo do Ceará mudou o nome de Trem para Metrô do Cariri, e a cor dos comboios de amarelo para verde. Esse é apenas um dos muitos projetos que datam do meu Governo e que tiveram os nomes trocados para parecer coisa nova.

Quanto à demora para que os trens comecem a circular é preciso que se diga que no atual Governo a obra esteve parada por muitos meses.

fonte : blog de Lúcio Alcântara

Thales Pan Chacon - Uma saudade !


(São Paulo em 1956 — São Paulo em 02/10/1997).

Ator, bailarino e coreógrafo.

Estudou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, mas não terminou o curso, que abandonou em 1978. Nessa época, já se dedicava ao teatro.

Foi para a Bélgica, onde foi aluno de Maurice Béjart. Na volta, Thales Pan Chacon participou de "A Chorus Line", dirigido por Walter Clark.

No teatro, Thales Pan Chacon trabalhou ainda no musical "Gardel, uma Lembrança" (1987) e protagonizou "Theatro Musical Brazileiro" (1995). Ainda no palco, atuou em "Trilogia da Louca", "O Drácula", "Descalços no Parque", "Gilda - Um Projeto de Vida", "No Coração do Brasil" e "Fedra", na qual foi responsável também pela coreografia da peça.

Teve reconhecimento profissional do grande público ao atuar ao lado de Fernanda Torres no filme "Eu sei que vou te amar".

A popularidade o levou às novelas, principalmente da Rede Globo.

Em 1993, foi internado com quadro grave de pneumonia, mas se restabeleceu e voltou a trabalhar após algum tempo. Seu último trabalho foi no filme "La Serva Padrona", da diretora, amiga e ex-esposa Carla Camurati, que também o tinha dirigido em "Carlota Joaquina - Princesa do Brazil" e no curta "A Mulher Fatal Encontra O Homem Ideal".

Faleceu aos 41 anos, vítima do vírus da AIDS, quando estava ensaiando a ópera "La Serva Padrona". O corpo do ator foi enterrado no Cemitério da Paz, no Morumbi, região sudeste de São Paulo.

Foi casado com a atriz e diretora Carla Camurati por seis anos.


Fontes: Wikepedia, Site Teledramaturgia

Cresce o acesso a tratamentos contra a Aids

Mais de 4 milhões de pessoas que vivem em países em desenvolvimento recebiam tratamento contra a Aids no final de 2008 - o que representa aumento de 36% em um ano. Entre 2007 e 2008, os testes de HIV mais do que dobraram em 39 países. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e fazem parte de um relatório lançado e parceria com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para as Crianças) e o Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids).

Segundo a entidade, o acesso a drogas antirretrovirais continua a crescer no mundo em um ritmo rápido - de 33% das pessoas infectadas pelo HIV para 42% em 2008. O progresso foi maior na África subsaariana, onde se concentram dois terços de todas as infecções pelo vírus.

Também cresceu o acesso a antirretrovirais para mulheres grávidas portadoras do HIV, de 35% destas mulheres para 45% no ano passado. As drogas servem para prevenir a transmissão do vírus de mãe para filho ainda durante a gestação. Quanto às crianças, 275.700 menores de 15 anos se beneficiaram de tratamentos pediátricos contra a Aids, que passaram a abranger 38% dos jovens que precisam dos medicamentos.

Além disso, os preços dos coquetéis de primeira geração caíram de 10% a 40% entre 2006 e 2008. No entanto, os remédios de segunda geração continuam sendo caros.

"Este relatório mostra um progresso tremendo no combate global à Aids", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. "Mais ainda há 5 milhões de pessoas vivendo com o HIV que não têm acesso a tratamento". A organização estima que 9,5 milhões de pessoas no mundo precisem de tratamento contra a doença, sendo que a maior parte sequer sabe que é soropositivo.

Uol Saúde

Rock Hudson - "Assim Caminha a Humanidade"



Rock Hudson (Winnetka, Illinois, 17 de Novembro de 1925 — Beverly Hills, Los Angeles, 2 de Outubro de 1985), foi um ator norte-americano, famoso pelos dramas que fez com o diretor Douglas Sirk e pelas comédias românticas que estrelou ao lado de Doris Day.

Rock Hudson teve uma vida conturbada. Aos quatro anos foi abandonado pelo pai, Roy Harold Scherer, passando a ser educado com muita dificuldade pela mãe, Katherine Wood, uma empregada doméstica, na cama de quem dormiu até os quinze anos, no alojamento dos criados.

Estudou na New Trier High School, de Illinois. Ganhava alguns trocados entregando jornais. Aos dezoito anos, alistou-se na Marinha dos Estados Unidos, servindo na lavanderia. Foi quando sua sexualidade despertou. No meio de tantos rapazes, sentia-se inteiramente à vontade. Tentou até manter um comportamento viril para se mostrar um deles. Entrou para a universidade e, orientado por um professor, tirou várias fotos e enviou-as para vários agentes de artistas de Hollywood.

Em 1946, após dar baixa na Marinha, Roy foi para Los Angeles, onde trabalhou como caminhoneiro por dois anos para se sustentar, até que um encontro fortuito com o olheiro Henry Wilson em 1948 o tirou do anonimato. Wilson apresentou Roy para Ken Hodge, um produtor musical. Os dois se tornaram amantes. E foi numa festa, no apartamento de Ken, que Roy Sherer se tornou Rock Hudson. Os convidados decidiram que, se ele queria se tornar ator, deveria "renascer" com um outro nome. Ken pronunciou aleatoriamente "Rock", por causa do som duro; "Hudson" foi escolhido na lista telefônica.

Hudson estreou no cinema como coadjuvante no filme Sangue, Suor e Lágrimas (Fighter Squadron, 1948), de Raoul Walsh, e assinou um contrato com os Estúdios Universal que lhe garantia a realização de vinte e dois filmes em quatro anos. Seu primeiro grande papel a chamar atenção da crítica e do público foi no drama Sublime Obsessão (Magnificent Obsession, 1954), de Douglas Sirk, com quem faria alguns de seus melhores filmes.

Bem apessoado e com 1,93m, a partir daí sua carreira decolou como galã em vários westerns, dramas de guerra e comédias, estas principalmente, mas não só, ao lado de Doris Day. Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator pelo clássico Assim Caminha a Humanidade (Giant, 1956), de George Stevens, coestrelado por James Dean e Elizabeth Taylor, que se transformaria em uma de suas melhores amigas fora das telas. Ganhou quatro vezes o Golden Globe.

Liz Taylor admitiu que, durante as filmagens de Assim Caminha a Humanidade, sentiu-se atraída por Hudson. Tudo inútil, pois havia para o ator alguém bem mais atraente que ela - James Dean. Este era um bissexual assumido e extrovertido. Quando Dean morreu, Hudson chorou durante horas.

Nas décadas de 1950 e 1960, figurou entre os dez astros de maior sucesso de bilheteria do cinema norte-americano. Quando os rumores começaram a circular em Hollywood que, ao contrário dos amantes românticos que ele interpretava no cinema, sua orientação sexual era outra, seu agente cinematográfico arrumou o casamento de Hudson com Phyllis Gates, sua secretária. Eles passaram a lua-de-mel na Jamaica e em Manhattan. O divórcio se deu em 1958.

Na década de 1970, a carreira de Hudson no cinema parecia estar no fim. Assinou então contrato para uma longa série televisiva. Para um astro de sua grandeza, era uma queda e tanto. E o pior é que teria de participar de cenas na cama com a atriz Susan St. James. Eles inclusive teriam um filho na série. Para ele, era demais. Começou a beber e descuidou-se. Era visto em círculos homossexuais de Los Angeles, São Francisco e Nova Iorque. Sua imagem ficou seriamente abalada quando se espalharam boatos de que teria se "casado" com o apresentador de um show da televisão, o ator Jim Nabors. Este acabou perdendo o seu contrato quando o falatório chegou à CBS. Os dois não ousavam aparecer juntos e jamais se falaram novamente. Rock inclusive tinha medo de ir ao Havaí, pois sabia que Nabors tinha uma casa lá. Em 1982, uma revista anunciou seu "divórcio".

Sua última aparição no cinema foi em O Embaixador (The Ambassador, 1984), de J. Lee Thompson, coestrelado por Robert Mitchum. Desde o início da década de 1980, já com os primeiros indícios da Aids, o ator passou a fazer mais séries e seriados para a TV, como O Casal McMillan (McMillan & Wife, 1971-1977). Seus últimos trabalhos foram a participação em vários capítulos da série Dinastia (Dinasty).

Rock Hudson só assumiu a doença três meses antes de morrer, ao anunciar que doaria 250 mil dólares para uma fundação recém-aberta para cuidar de pesquisas sobre o vírus da Aids (Sida). Também estava escrevendo uma biografia, cujo título provisório era Minha História, e cuja renda seria revertida toda para essa fundação.

Wikipédia

Gandhi - O pacificador


Em 2 de Outubro de 1869, nascia Mohandas Karamchand Gandhi, em Kathiawar, estado de Porbunder, na Índia, líder pacifista da humanidade e principal personalidade da independência desse país. Mais novo dos três filhos de Karamchand Gandhi (Kaba Gandhi) e sua esposa Putlibai. Kaba Gandhi foi primeiro ministro nos estados de Porbunder, Rajkot e Vankaner.
Em 1883, com apenas treze anos, contraiu matrimônio com a Sra. Kasturbai Makanji, que também contava com treze anos a época.
Formou-se em direito em Londres e, em 1891, voltou para a Índia a fim de praticar a advocacia.
Dois anos depois, vai para a África do Sul, também colônia britânica, onde inicia o movimento pacifista, lutando pelos direitos dos hindus.
Volta à Índia em 1914 e difunde seu movimento, cujo método principal é a resistência passiva. Nega colaboração com o domínio britânico e prega a não violência como forma de luta.
Em 1922, organiza uma greve contra o aumento de impostos, na qual uma multidão queima um posto policial.
Detido, declara-se culpado e é condenado à seis anos, mas sai da prisão em 1924.
Em 1930, lidera marcha para o mar, quando milhares de pessoas andam mais de 320 quilômetros a pé, para protestar contra os impostos sobre o sal.
Visitando a Inglaterra
O domínio colonial britânico durou mais de duzentos anos. Os indianos eram considerados cidadãos de segunda classe.
Em 1930, Gandhi viaja a Londres para pedir que a Inglaterra conceda independência à Índia. Lá, visita bairros operários.
"Sei que guardarei para sempre, em meu coração, a lembrança da acolhida que recebi do povo pobre de East London", diz Gandhi.
Ao retornar à Índia, é recebido em triunfo por milhares de pessoas, ainda que nada de muito significativo tenha resultado da viagem.
Gandhi anuncia à multidão que pretende continuar em sua campanha pela desobediência civil, para obrigar a Inglaterra a dar a independência à Índia. Os britânicos, outra vez, o mandam para a prisão.
Em 1942 o governo inglês manda para Nova Delhi Sir Stafford Cripps, com a missão de negociar com Gandhi. As propostas que Sir Cripps traz são inaceitáveis para Gandhi, que deseja independência total. Gandhi retoma a campanha pela desobediência civil. Desta vez é preso e condenado a dois anos de cadeia.
Quando Lord Louis Mountbatten torna-se vice-rei, aproxima-se de Gandhi e nasce, entre Gandhi, Lord e Lady Mountbatten, uma grande amizade.
Em 1947, é proclamada a independência da Índia, mas no verão desse mesmo ano, a hostilidade entre hindus e muçulmanos atinge o auge do fanatismo. Nas ruas há milhares de cadáveres. Os muçulmanos reivindicam um Estado independente, o Paquistão. Gandhi tenta restabelecer a paz e evitar a luta entre hindus e muçulmanos, aceitando a divisão do país e dando início a uma décima-quinta greve de fome. O sacrifício pessoal de Gandhi e sua firmeza conseguem o que nem os políticos nem o exército conseguiram: a Índia conquista sua independência e é criado o Estado muçulmano do Paquistão. A divisão atrai para ele o ódio dos nacioinalistas hindus.
Gandhi morre em 30 de janeiro de 1948, assassinado por um hindu. Estava com 78 anos. Lord e Lady Mountbatten, ao lado de um milhão de indianos, comparecem ao funeral. Parte de suas cinzas são lançadas às águas sagradas do Rio Jumna.
Em janeiro de 1996, parte das cinzas de Mahatma Gandhi é lançada no Rio Ganges, na cidade de Allahabad, local sagrado para os hinduístas. A cerimônia acontece no 49º aniversário de morte do líder pacifista.
Gandhi foi um pacifista convicto e sempre pregou uma doutrina de não-violência. Desejava que a paz reinasse entre hindus e muçulmanos; entre indianos e ingleses e entre toda a humanidade, por isso e muito mais, o "Mahatma Gandhi" permanecerá, para sempre, como símbolo da resistência pela NÃO-VIOLÊNCIA.
Mohandas Karamchand Gandhi, o conhecido "Mahatma" (A Grande Alma) estará para sempre, sem dúvida alguma, por suas palavras e atitudes, entre os homens que maisenobreceram a raça humana.
Sobre a Revolução Não Violenta de Mahatma Gandhi
" Gandhi continua o que o Buddha começou. Em Buddha o espírito é o jogo do amor isto é, a tarefa de criar condições espirituais diferentes no mundo; Gandhi dedica-se a transformar as condições existenciais" (Albert Schweitzer)
" Não violência é a lei de nossa espécie, assim como a violência é a lei do bruto. O espírito, dormente no bruto, não sabe nenhuma lei que não a do poder físico. A dignidade de homem requer obediência a uma lei mais alta - a força do espírito ".
(Mahatma Gandhi)
" Se o homem perceber que é desumano obedecer a leis que são injustas, a tirania de nenhum homem o escravizará".
(Mahatma Gandhi)
"Não pode haver nenhuma paz interior sem o verdadeiro conhecimento ".
(Mahatma Gandhi)
"Para a autodefesa, eu restabeleceria a cultura espiritual. A melhor autodefesa, e a mais duradoura, é a autopurificação ".
(Mahatma Gandhi)


por Portal Nosso São Paulo 2007

Estrada do Arajara - Por Heládio Teles Duarte


Fico estarrecido com a morosidade de nossos governantes, em relação a recuperação de nossas estradas. Até o presente momento esta é a realidade da estrada Crato- Arajara.

Heládio

ISMAEL SILVA, NO COMPOSITORES DO BRASIL



Por Zé Nilton

“Lava a roupa todo dia
Que agonia
Na quebrada da soleira
Que chovia
Até sonhar de madrugada
Uma moça sem mancada
Uma mulher não deve vacilar”. (Juventude Transviada)

Ao perguntar a Luis Melodia sobre esta construção poética, em tom de crítica, por não haver entendido bulufas do que ele queria dizer, um jornalista ouviu dele:
- “você não entende porque você não nasceu no Estácio”.

Sem dúvida, o velho Largo do Estácio foi berço de grandes sambistas e excelentes músicos, desde a década de 1920 até o início da Segunda Guerra Mundial. Ismael, diz-se, era um dos deuses daquele olimpo, consagrado como lugar de talentos e de malandragem.

Ismael inicia sua carreira musical lá pela década de 1930, e vai se tornar um dos pilares da moderna música popular brasileira, ao contribuir, ao lado de Noel Rosa, Ary Barroso, Cartola e tantos outros, para a sua renovação, a partir do advento da economia industrial e do acelerado processo de urbanização.

Aqui neste blog já se falou muito sobre Ismael Silva. Não esqueçamos o fabuloso encontro de Elmano Rodrigues e seu irmão com o velho compositor, então morando na rua Gomes Freire, perto da Lapa.

Como tantos, morreu pobre, num solitário quarto daquela rua, mas deixou para a posteridade mais de 200 músicas gravadas e uma decisiva contribuição para a MPB. Um dia foi chamado de São Ismael por muitos dos mais exigentes críticos da música popular do país, mas como soe acontecer com os grandes músicos do tempo em que a música não era uma mercadoria, teve seu enterro pago pelo Museu da Imagem e do Som, por absoluta falta de recursos.

Hoje, em COMPOSITORES D0 BRASIL, falaremos e tocaremos um pouco de sua obra, uma forma de atualizar a memória da música brasileira, tão achincalhada nestes tempos pós-modernos.

Vamos tocar e falar de:

Se você jurar
Novo amor
Sofrer é da vida
O que será de mim
Escola de malandro
Não é bom falar
Me diga teu nome
Razão dá-se a quem tem
Para me livrar do mal
Tristezas não pagam dívidas
Aliás
Quarta-feira
Adeus

Quem ouvir, verá!

Serviço:
Programa Compositores do Brasil
Pesquisa, Produção e Apresentação: Zé Nilton
Emissoral: Rádio Educadora do Cariri – 1020 kzs.
Dia e hora: Às quintas-feiras, a partir das 14 horas.

VELHICE por João Marni


Pouco importa venha-me a velhice.
Que é a velhice?
Meus ombros suportam o mundo.
Quem é Atlas?
O mundo não precisa mais que a mão de uma criança.
Não adianta morrer. A vida é uma ordem.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.
O presente é tão grande,
Não nos afastemos muito,
Vamos de mãos dadas...

(Adaptado das poesias “Os ombros suportam o mundo” e “Mãos dadas”, de Carlos Drumond de Andrade).
Postado por João Marni

A maior saudade - Por : Rosa Guerrera


...A maior saudade que existe, não é aquela da infância que se foi nem dos amigos que partiram, nem da carícia de nossos pais ...hoje tão longe de nós .A maior saudade é aquela que se estampa no espelho da vida retratando a nossa realidade nos dias de hoje. É a SAUDADE do abraço que não demos, das nossas mãos que se fecharam no momento do perdão, saudade do sorriso que negamos, das palavras que faltaram, das canções que esquecemos de cantar ... Saudade do colorido que apagamos, das poesias que rasgamos, do jardim onde deixamos murchas rosas e orquídeas, do rio que nos esquivamos de mergulhar, do sol que não soubemos aproveitar o seu calor. Saudade das estradas que não nos interessamos em desbravar, dos tempos que partiram e não soubemos vivê-los.. Enfim, a maior de todas as saudades, é aquela quando a gente reflete, e finalmente entende que tudo isso possui apenas um nome : Saudade de NÓS.

rosa guerrera
foto : Fábio Vasconcelos