Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Marlene Dietrich - canta Luar do Sertão



Música: Luar do Sertão

Autoria: Catullo da Paixão Cearense

Com Marlene Dietrich

Em sua apresentação no Brasil em 1959, Maria Magdalene Von Bosch - a grande Marlene Dietrich - deslumbrou a platéia no Golden Room do Copacabana Palace. Quem assistiu a apresentação, conta que a grande atriz cantou, para delírio da platéia, o “Luar do Sertão”, todinho em português. O Anjo Azul, supreendeu a todos ao cantar a música de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco com uma pronúncia refinada e compreensível. Com a voz rouca e sotaque alemão. Vale a pena conferir.


Não há, ó gente, oh não
Luar como este do sertão...

Oh, que saudade do luar da minha terra
Lá na serra branquejando
Folhas secas pelo chão
Esse luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade
Do luar lá do sertão

Se a lua nasce por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata prateando a solidão
A gente pega na viola que ponteia
E a canção é a lua cheia
A nos nascer do coração

Se Deus me ouvisse
Com amor e caridade
Me faria essa vontade
O ideal do coração:
Era que a morte
A descontar me surpreendesse
E eu morresse numa noite
De luar do meu sertão

********

Confiram no vídeo:

Paulo Gracindo - O Bem Amado

Paulo Gracindo como Odorico Paraguassu- novela "O Bem Amado".( 1980)

As irmãs Cajazeiras -( a mais alta) Ida Gomes era a Dorotéia ,Dorinha Durval e Dirce Migliaccio


Iara Costês, no papel de Carolina , novela "O Casarão"( 1976) , par romântico de João Maciel (Paulo Gracindo)


Em 1980 eu morava em Macaé-RJ, quando cenas da novela O Bem Amado estavam sendo rodadas naquela cidade. A gente considerava um bom programa assistir às filmagens.

Em 1995, de passagem por Friburgo-RJ , passei a noite num velório de um grande amigo. Perto de mim, uma senhora tranquila, e muito simpática. Conversamos sobre o corriqueiro( ela apresentou-se como sogra do meu amigo). Intrigada com uma tal impressão, em determinado momento , perguntei-lhe : a gente se conhece de algum lugar ? Acho a sua cara tão familiar , mas não a localizo. Ela sorriu bem natural, e respondeu. Não foi na novela o Bem Amado ? Eu sou Ida Gomes, uma das irmãs Cajazeiras. Naquela noite conversamos por muitas horas seguidas,como duas pessoas comuns ( ela sem nenhum estrelismo), muito mais humana do que eu conseguia ser, irmanadas no mesmo sentimento da perda de uma pessoa querida.

Quem não acompanhou o trabalho do grande ator Paulo Gracindo ?

Comecei a apaixonar-me por ele , na novela "O casarão", que ele fazia par romântico com a Iara Cortês. Inesquecível. O amor do passado , que se reencontrava muitos anos depois... Emocionam-me os reencontros. Alguns são felizes , porque se antecipam na terra, sem esperar uma sonhada eternidade, noutros planos.

Socorro Moreira

"É bem verdade que Odorico Paraguassu é um personagem que ninguém esquece, mas por mais popular que seja, o político não pode se dar ao luxo de virar gíria como as irmãs Cajazeiras, mais castas mulheres da cidade de Sucupira, cenário da novela e da série “O Bem Amado”, que foi ao ar em 1973 e em 1980, respectivamente. Agora, 36 anos depois de aparecerem pela primeira vez na TV, as personagens voltaram à vida na versão para o cinema da história escrita por Dias Gomes (1992-1999).
No papel da mais velha, Dorotéia, vivida originalmente por
Ida Gomes, está Zezé Polessa. Para interpretar Dulcinéia, eternizada por Dorinha Duval, foi escalada Andréa Beltrão. Já a caçula e afoita Jucinéia coube à Drica Moraes. “O seriado fez parte da minha infância, eu era fã”, lembra Drica. “Minha personagem era vivida pela extraordinária Dirce Miggliaccio, mas não tenho medo de ser comparada. Ao contrário de outros personagens, as Cajazeiras são conhecidas pelo conjunto. Acho que outros atores sofrerão comparações mais imediatas.”
A afirmação tem fundo de verdade. Afinal, a imagem de
Paulo Gracindo como Odorico Paraguassu, ou a de Emiliano Queiroz como Dirceu Borboleta está marcada a ferro no imaginário popular. No filme de Guel Arraes, responsável por sucessos como “O Auto da Compadecida” (2000), os papéis ficaram com Marco Nanini e Matheus Nachtergaele.
No entanto, ao contrário do político corrupto e de seu assessor puxa-saco, as irmãs sofreram modificações em seus perfis. “O enfoque é diferente da série. Naquela época era tudo era muito focado na repressão sexual, a mulher ainda não era tão emancipada. Elas eram cheias de faniquitos e rubores”, afirma Drica. “Para mim, elas vêm de uma alta sociedade decadente.”
Para tentar recuperar o status na elite sucupirense, elas tentarão de tudo um pouco. “Minha personagem, por exemplo, quer ser primeira-dama, tem interesse no poder”, diz Zezé. “Na verdade, todas elas querem Odorico.”
O interesse é tamanho que Drica até levantou uma tese para as irmãs: “Brinco que a mais velha não fica com homem de jeito nenhum. A do meio só ficaria com o Odorico e a minha pega qualquer um. É uma devassa”, diverte-se. Zezé concorda em partes: “Acho que Dorotéia só quer Odorico pelo poder. Tanto que usa a castidade como trunfo e, mesmo quando leva beliscadinhas no bumbum, diz ao prefeito: ‘do altar não abro mão!’.” Já Andréa define Dulcinéia numa frase: “Ela é extremamente romântica.”
As filmagens começaram em janeiro, em Marechal Deodoro, no interior de Alagoas. “A cidade parava para ver a gente”, conta Drica, que já trabalhou com Andrea e Zezé. “Foi um encontro gostoso.” Dá até para imaginar as três fazendo fofoca sobre o povo de Sucupira, não?

*A novela "O bem amado", de Dias Gomes, foi ao ar em 1973 e deu a Paulo Gracindo a chance de se imortalizar com o personagem Odorico Paraguaçu.
Prefeito da cidade baiana de Sucupira, o alcaide tinha como uma de suas metas a construção de um cemitério no município. E, para isso, não se furtava a armar tramas para que alguém morresse, sempre malsucedidas.

*Em "O casarão", o personagem de Paulo Gracindo, João Maciel, vive uma inusitada história de amor com Carolina, interpretada por Yara Côrtes.
A novela de Lauro Cesar Muniz, que foi ao ar em 1976, se passa em três épocas diferentes. A trama é sobre a saga de uma família proprietária da Fazenda Água Santa, em São Paulo.


Paulo Gracindo só entra na última fase da novela, que se passa em 1976. "

Globo.com

Mentiras na linguagem - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Johann Hari do The Independent fez um artigo importantíssimo sobre o “duplifalar” ou a linguagem para esconder a mentira e justificar a opressão como tão bem George Orwell falava em 1984. São frases e chavões que no dizer de Orwell “só existem para dar credibilidade a mentiras e respeitabilidade a crimes, e para dar aparência de solidez ao que é só vento.”

O jornalista levanta algumas frases importantíssimas nos últimos anos. Como “Sua mensagem é muito importante para nós...” para camuflar exatamente que a mensagem não tem a menor importância senão a pessoa já o atenderia de pronto. Outra é “Com o devido respeito, acho que...” a pessoa já diz isso na porta para desrespeitar o seu interlocutor. Eu acrescentaria “sorria você está sendo filmado” te ameaçam com a filmagem e ainda querem que se faça papel de idiota rindo.

Ele lembra a frase “técnicas avançadas de interrogatório” como o eufemismo para a tortura de presos. Esta foi muito utilizada pela mídia dos tempos de Bush. Outra é que o pessoal que propôs a guerra às drogas terem deturpado a frase “uso de droga” para uma outra muito mais dura como “abuso de drogas”. Na guerra do Vietnam o governo e a mídia camuflavam os massacres sangrentos de civis como a frase “danos colaterais”.

Uma frase de marqueteiro é a “mudança climática” em substituição ao “aquecimento global”. E olhemos que nem original a frase é, pois qualquer alteração no clima conforme as fases de um dia ou as estações do ano é mudança climática. Por vezes uma frase que foi criada para melhorar o raciocínio sobre os fatos como é o caso de “fora do contexto” se tornou uma sentença para matar o debate. Quando alguém argumenta, vem o outro com a maldita “fora do contexto” com mero desejo de barrar a argumentação.

Acontece que a comunicação é para enriquecer as insuficiências do presente. E não se comunicará honestamente com práticas iguais às citadas. Dizia Orwell: “Se nos livramos desses maus hábitos, conseguiremos pensar com mais clareza; e pensar com mais clareza é o primeiro passo para a regeneração política." Na verdade o ideal é que os significados das coisas se expressem na escolha das palavras corretas e não ao contrário. Quando a questão é o aquecimento global, é do fenômeno natural e físico que falamos “aquecimento”, aumento de temperatura e não da embromação de mudança climática.

Obs. O artigo em português foi publicado no Blog do Luis Carlos Azenha Vi o mundo.

BUNDA DURA - Arnaldo Jabor


Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura!!!

Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?

a) Escova toda manhã: A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão 'Alisabel', que é legal, por que todas as amigas tem o cabelo igual...... Burra.

b) Na moda: Estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar desarrumada nem enquanto estiver transando.

c) Sorriso incessante: Ela mora na vila dos Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipático com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa...... Coitada..

d) Bunda dura: As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão.
Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece!

Legal mesmo é mulher de verdade !!!! E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada as vezes, mas adora sexo.

Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade.

E não se esqueça....
Mulher bonita demais e melancia grande, ninguém come sozinho!!!!!!!

Texto de Arnaldo Jabor

Dr. Edward Bach - Terapia dos Florais

Dr. Edward Bach (1886-1936), médico inglês, clinicou na medicina convencional durante muitos anos, constatou que a doença tem sempre origem na mente; sentimentos que durante muito tempo ficaram reprimidos emergirão primeiro como conflitos mentais e mais tarde como doenças físicas. Na ocasião, o Dr. Bach começou a sentir que ocupar-se dos sintomas físicos não era o bastante. O corpo era um espelho a refletir os pensamentos da mente. Era quem sofria, a pessoa, que necessitava do tratamento e de ajuda para vencer os aborrecimentos, o medo, a depressão, a desesperança. Ele sentia que um método de tratamento completamente novo era necessário, um método prático, pois as palavras não bastavam; era de pouca utilidade dizer a um homem angustiado: ¨Não se preocupe, seja feliz¨.

O Dr. Bach sentia então que poderia dedicar seu tempo e sua vida à busca de remédios puros que ajudassem à pessoa que estivesse sofrendo a superar seus pensamentos infelizes. Esses novos remédios sabia ele, que os devia achar lá, na natureza, entre as árvores e as plantas, pois todas as nossas necessidades são providas na natureza pelo nosso Criador, e após anos de estudo e pesquisas culminou com a descoberta dos seus 38 remédios florais, que ele classificou em 7 grupos, que preparam o caminho para uma pronta recuperação dos sintomas físicos.

No primeiro grupo foram colocados os florais que lidam com o TEMOR;
No segundo os que trabalham com a INSEGURANÇA;
No terceiro os que lidam com a FALTA E INTERESSE PELAS COISAS PRESENTES;
No quarto os que trabalham a SOLIDÃO;
No quinto os que trabalham a HIPERSENSIBILIDADE E AS PESSOAS QUE SE DEIXAM INFLUENCIAR PELAS OUTRAS;
No sexto grupo estão os que trabalham a ANGUSTIA, DEPRESSÃO E O DESESPERO;
No sétimo grupo foram colocados os florais que trabalham AS PESSOAS QUE SE PREOCUPAM EM DEMASIA COM AS OUTRAS.

A constatação do Dr. Bach, é que nossos temores, nossas ansiedades, apreensões, angustias e medos são os fatores que abrem a porta para a penetração de todo o tipo de enfermidades. O consciente e o inconsciente coexistem num estado de inter-dependência, sendo que o bem-estar de um depende do bem-estar do outro. Se esta conexão for interrompida ou diminuída, o homem fica doente e despojado de sua significação, e se esta interrupção for muito longa, o espírito mergulha no caos total.

Os florais funcionam como uma porta de emergência ou válvula de escape. Aliviam de forma rápida e eficiente as pressões acumuladas pelos dissabores diários que bloqueiam o fluxo de informações de dentro para fora, provenientes da bagagem de conhecimento acumulados durante a vida, desvendando os segredos do inconsciente, liberando o fluxo da ENERGIA PSÍQUICA.

A doença é com certeza, a etapa final de uma desordem mais profunda arraigada no íntimo da pessoa, e para assegurar o êxito de um tratamento é necessário que não se elimine somente os sintomas aparentes, mas também devem ser atacadas as causas básicas que a provocaram.

De acordo com o Dr. Bach, as doenças reais e verdadeiras do ser humano são os seus defeitos básicos tais como: ambição, autoritarismo, a avareza, a violência, a calunia, a cólera, a crueldade, o egoísmo etc. Por isso ele afirmava que a pior ambição do ser humano é querer dominar, possuir o outro, e que a maior lição de vida a ser aprendida é a liberdade, pois se persistir nos defeitos, desequilíbrios e distúrbios da personalidade, fatalmente o indivíduo adoecerá, pois cada um semeia seu tipo de doença e sofrimento que, se bem elaborado e trabalhado, pode ser um benéfico corretivo das imperfeições humanas, sendo que a eliminação dos sinais e sintomas significa a eliminação das causas, ou seja, a cura da pessoa por um todo.

Devemos então ter a certeza absoluta de que as doenças que acometem o corpo físico do homem são conseqüências dos desequilíbrios energéticos que diminuem a sua resistência imunológica, permitindo o estabelecimento das doenças que já estavam instaladas no subconsciente devido às emoções reprimidas por longo tempo e como conseqüência, os estados de fraqueza são trazidos à tona, explodindo em distúrbios emocionais, rigidez de caráter, neuroses e estados depressivos.

Os florais tem sempre uma ação leve, suave, fortalecedora para o organismo humano e trata a causa , os resíduos, os registros esquecidos ou até ignorados por nós mesmos, como no caso de vida intra-uterino, primeiros anos de formação, aqueles fatos que veemente afirmamos que esquecemos ou que não tiveram importância.

Somos, e cada vez me convenço mais desta premissa, de que a nossa mente é o maior computador do mundo, com uma capacidade de armazenamento de arquivos indescritível, mas que não se encontram ali, a disposição de um toque para ser aberto, mas que possuem também esses arquivos alguns vírus que tem a capacidade de esconder-se de tal forma que conseguem causar danos em nosso corpo mental, físico e espiritual com a maior tranqüilidade como se fossem nossos convidados de honra em nosso dia a dia.
Esses vírus são lentos, mas com uma capacidade de vida muito prolongada que nos geram sentimentos, atitudes, reações que rotulamos de temperamento, culpa do signo, etc. E bem ali está sendo construído um enorme arranha-céu, no silêncio, A DOENÇA.

Mas é neste momento, olhando para dentro de nós mesmos, que temos que enfrentar a fera interior e partir para cura pela raiz ou até mesmo abaixo dela.
Florais são mágicos? Não. É a essência que inicia a cura pela alma, transforma a mente e revitaliza o corpo físico. Mesmo nos casos em que a enfermidade já tenha se manifestado em níveis físicos, é possível aliviar a doença tratando o componente mental que desencadeou o problema por meio dos florais, que tem uma boa atuação nos problemas psicossomáticos, podendo ter um papel importante nos casos de patologias graves que claro necessitarão de remédios alopáticos.

Os remédios florais funcionam como catalisadores que permitem a TRANSMUTAÇÃO de características inferiores em virtudes. Se bem selecionados, proporcionam um impulso energético e vibratório que pode levar a pessoa a meditar e a refletir e, consequentemente, ao equilíbrio vital, o que é muito importante para que uma pessoa se AME, se CONHEÇA, CRESÇA e EVOLUA com uma individualidade plena para realizar seus verdadeiros ideais e sonhos, a fim de que a pessoa, em plena saúde, seja cada vez mais ELA MESMA.

Neste momento você deve fazer uma auto-análise,que deve ser a mais imparcial possível pois na verdade, o mais indicado seria a procura de um profissional visto que a Terapia Floral é um método ou sistema terapêutico, sem preconceitos, sendo praticada por médicos alopatas, médicos homeopatas, psicólogos, psicoterapeutas, psiquiatras e terapeutas que poderão de uma forma clara fazer uma análise e compor o floral que melhor se adapte ao seu caso.
Por outro lado, se você consegue ser crítico e frio o suficiente para olhar para dentro de você como se olhasse a vida do seu vizinho, poderá se assim for, fazer a sua própria composição..

Em prosseguimento abordaremos sobre os florais especificamente explicando a função de cada essência e os casos em que são mais indicados.
Os florais agem no plano sutil da pessoa, seu efeito foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde em 1976, e constitui grande ajuda para humanidade nestes momentos de transição, auxiliando na harmonização dos corpos, etérico, emocional e mental facilitando o livre fluxo das energias superiores através da personalidade.
Estes remédios atuam sobre a desarmonia profunda do paciente e, assim fazendo, formam a base para a recuperação dos sintomas físicos.

As composições não devem ultrapassar a 6 (seis) remédios. Isso não se deve ao fato de os remédios se contraporem uns aos outros nem causarem efeito negativo, porém simplesmente porque remédios demais tomados conjuntamente tendem a obscurecer o problema e são incapazes de funcionar a contento. No entanto cada um é um indivíduo, e é preciso variar de pessoa para pessoa, as vezes apenas um ou dois remédios são necessários e podem ser encontrados nas farmácias de manipulação e podem ser preparados em poucos minutos a partir da tintura-mãe, que é importada.

Outro fator que é muito importante frisar é, o TEMPO. Uma enfermidade, desde sua instalação às suas manifestações, leva dias, meses e até anos. Portanto o processo de melhora e até de cura pode levar pouco ou muito tempo, razão pela qual é necessária as virtudes paciência e perseverança quando se faz uso da Terapia Floral.
Um tratamento com florais é suave, lento, e deve ser feito pelo menos durante 6 meses para se alcançar os resultados desejados, pois como já falamos, eles tratam abaixo da raiz dos problemas.
Ressalte-se que os remédios florais podem ser úteis a todos os seres vivos, sejam humanos, animais ou vegetais.

Convém lembrar que os florais não tem qualquer contra indicação, que não são incompatíveis com medicamentos alopáticos.

Nos casos em que o paciente não deve ingerir qualquer tipo de bebida alcoólica, os florais devem ser solicitados na farmácia de manipulação SEM CONSERVANTE, e o frasco deve ser conservado na geladeira.

1º GRUPO – Para a Solidão:
IMPATIENS, HEATHER, WATER VIOLET.

2° GRUPO: Para sensibilidade excessiva à influências e opiniões:
AGRIMONY, CENTAURY, HOLLY, WALNUT.

3° GRUPO – Para preocupação excessiva com o bem-estar dos outros:
VINE, CHICORY, BEECH, ROCK WATER, VERVAIN, VINE.

4° GRUPO - Para indecisão:
GORSE, HORNBEAN, SCLERANTHUS, WILD ROSE, CERATO, GENTIAN.

5° GRUPO - Para o medo:
ASPEN, CHERRY PLUM, RED CHESTNUT, ROCK ROSE, MIMULUS, ASPEN.

6° GRUPO – Para a falta de interesse pelas circunstâncias atuais:
CHESTNUT BUD, HONEYSUCKLE, MUSTARD, WHITE CHESTNUT, WILD ROSE, CLEMATIS,OLIVE.

7° GRUPO – Para o desânimo ou desespero:
WILLOW, CRAB APPLE, OAK, PINE, STAR OF BETHLEHEM, SWEET CHESTNUT, ELM, LARCH.

Poderíamos aqui acrescentar um 8° grupo que é frequentemente necessário e contém CINCO dos trinta e oito remédios, que é o chamado RESCUE REMEDY ( Remédio para Todas as Situações), o EMERGENCIAL.
Os remédios da composição são :
STAR OF BETHLEHEM – para choque emocional;
ROCK ROSE: para medo intenso ou pânico;
IMPATIENS: para quando a pessoa não consegue relaxar, para tensão mental e física, mente irritadiça e inquieta;
CHERRY PLUM: para quando a pessoa grita, esbraveja, fica histérica, perda de controle emocional;
CLEMATIS: confusão mental, sentimento indefinido.

REMÉDIOS FLORAIS E A CORRESPONDÊNCIA ASTROLÓGICA

Em meus atendimentos, após a análise da ficha de Amnaminese, decido se os florais seguirão pela linha astrológica ou kármica.
Dentro da linha astrológica constatei que realmente, independente da posição das casas, o floral correspondente ao signo confirma o estudo de Peter Damian.
Considerando-se as características positivas e negativas inerentes a cada signo do zodíaco, observa-se que existe certa equivalência entre os doze signos e as tipologias dos chamados Doze Remédios Curadores, os quais foram os primeiros a serem descobertos e documentados pelo Dr. Bach.
Peter Damian fez este estudo comparativo entre os Doze Remédios Curadores e os doze signos astrológicos, estabelecendo uma correlação básica que pode ser útil.

SIGNO ZODIACAL REMÉDIO FLORAL

Agrimony Sagitário
Centaury Virgem
Cerato Gêmeos
Chicory Escorpião
Clematis Câncer
Gentian Touro
Impatiens Áries
Mimulus Capricórnio
Rock Rose Peixes
Scleranthus Libra
Vervain Leão
Water Violet Aquário

A composição astrológica se da através da conjunção dos planetas, lua, sol, signo ascendente, resultante do estudo através da data, hora e local de nascimento da pessoa, e os florais resultantes deste estudo irão trabalhar o conjunto emocional do indivíduo, ou prepará-lo para situações que irá vivenciar em sua vida.
O sentimento, a personalidade, o caráter, a afetividade, o profissional, o convívio social, ser homem, mulher, família.
O ideal seria tomar florais por uma vida inteira.

Já os florais resultantes do estudo pela numerologia kármica, trabalha a missão, a aceitação daquilo que a vida, o caminho lhe apresenta.

AS PESSOAS DE AGRIMONY necessitam encontrar a paz por meio de uma realidade interior de sua alma,em vez de vivenciar um estado de comportamento externo imposto e aceito pelos outros.
Sua lição de vida é que a verdadeira paz interior deve ser o resultado de um reconhecimento honesto da dor e sua transformação, não escondendo essa dor através de um falso entusiasmo e animação.
AGRIMONY ajudará essa pessoa a encontrar sua verdadeira paz interior, e a obtenção da sua transformação em harmonia e satisfação íntima.

A PESSOA DE CENTAURY, tem falta de força interior. Não aprendeu a equilibrar suas forças de ser servil ou egoísta. Essas pessoas ficam com a impressão de que são muito amorosas, dedicadas e ajudam muito, mas na realidade não possuem uma vontade firme o suficiente para resistir a uma solicitação ou dizer não quando exploradas pelos que lhe rodeiam. Desta forma retardam seu próprio crescimento bem como o crescimento daqueles que precisavam aprender com ela.
CENTAURY ajuda a alma a equilibrar suas forças entre as polaridades altruísta e servil e egoísta. Fornece uma força benéfica e integridade a essas personalidades, ajudando a obter uma maior responsabilidade consigo mesma, e maior consciência de si própria.

A PESSOA CERATO não desenvolve a autoconfiança suficiente que lhe permita tomada de decisões, e acaba procurando conselhos de outros, que acabam desestimulando seu desenvolvimento interior.
CERATO desenvolve a confiança para que desabroche seu conhecimento interior, desenvolvendo a habilidade em confiar em si próprio, sentindo a força e ouvindo a sabedoria de sua alma, bem como a sua própria espiritualidade, tornando mais confiante seu Eu Superior.

A PESSOA CHICORY precisa aprender a distinguir entre as emoções e desejos pessoais e amor altruísta e impessoal de querer realmente cuidar dos outros, pois poderá correr o risco de ser um manipulador ao invés de doador que manipulará as emoções dos outros em função dos seus desejos e necessidades próprias.
CHICORY se torna muito importante para controlar a congestão emocional e as forças amorosas mal direcionadas, pois nutre a carência interior e ajuda a redirecionar e equilibrar as correntes psíquicas de energia, que fluem do coração para o plexo solar dessas pessoas.

AS PESSOAS CLEMATIS possuem uma habilidade bem desenvolvida de sonhar e abstrair-se deste mundo. Essa ausência das forças do ego, permite que aconteçam doenças, e também são atraídas pelas drogas como único meio para que sustentem o vício da alma em relação a uma atividade psíquica ausente do corpo físico.
CLEMATIS ajuda essas pessoas a perceberem que as qualidades positivas existentes dentro delas podem ser canalizadas para o mundo físico, tornando-se a força da alma para os outros, mais presentes, atuantes, ricas e calorosas.

A PESSOA GENTIAN passa por obstáculos que testam a sua habilidade em enfrentar a vida, sentindo-se muitas vezes desanimadas e desencorajadas quando ocorrem alguns problemas, pois não percebe que às vezes os tais problemas podem ser a solução, sendo eles as lições que necessitava para crescer e fortalecer-se. Sua Alma só se tornará forte e vibrante quando desenvolver a sua capacidade de recuperar-se rapidamente dos problemas que possam surgir.
GENTIAN ajudará especialmente a alma a mudar a sua perspectiva mental, encorajando-a a visualizar um horizonte maior, desenvolvendo uma fé inabalável, profunda e duradoura adquirindo com isso grande força interior e uma profunda confiança na vida.

A PESSOA IMPATIENS não se enquadra no fluxo natural do tempo, pretendendo sempre colocar a carroça na frente dos bois; seu pensamento ágil e rápido determina que tudo se faça de imediato, por isso não tem paciência com as pessoas mais lentas, e muitas vezes acabam fazendo as tarefas de outrem; seu excesso de energia a predispõe à irritação; sendo afetada por várias doenças físicas, envelhecimento prematuro, são pessoas propensas a enfarte.
IMPATIENS ajudará essas pessoas a tranqüilizar a sua alma, acalmando sua mente e respiração de tal forma que seu Eu interior se torne mais receptivo aos vários momentos da vida por que está passando, para poder ter vivências mais suaves, sentidas e apreciar a delicadeza de cada momento que podemos desfrutar.

A PESSOA MIMULUS é solitária, hipersensível, vivendo constantemente acometida de pequenos medos provenientes do cotidiano; medo de coisas do mundo, da pobreza. Costumam ser afetadas no plexo solar e os medos transformam suas almas em tristonhas e introvertidas à medida que se afasta mais e mais das tensões da vida.
MIMULUS trará de volta a coragem para enfrentar a vida. Mimulus ajudará a requerer a força e os propósitos do Eu Superior, libertando-o para desfrutar a vida com maior alegria, curiosidade por conhecimentos e exuberância para desfrutar a saúde.

A PESSOA ROCK ROSE adota de acordo com as circunstâncias, atitudes extremas de consciência para sua sobrevivência, apelando às necessidades e coragem da alma onde o Eu é obrigado a atender a uma emergência extrema que pode assumir proporções ameaçadoras, inclusive da própria vida, tais como um acidente, ou um ataque imprevisto.
ROCK ROSE restaura as forças de coragem da alma humana, para que possa suportar os tremendos desafios adquirindo forças transcendentes.

A PESSOA SCLERANTHUS em geral costuma ser tranqüila, calada, que se sobrepões sozinha às dificuldades, sem necessidade de dialogar. Esses indivíduos costumam ser introvertidos por natureza, preferindo uma existência tranqüila que devido às necessidades de sua evolução. Normalmente adiam as decisões mais importantes por causa de sua incerteza e dúvidas que acabam exaurindo sua alma, podendo trazer uma série de doenças físicas bem como doenças de ordem emocional.
SCLERANTHUS poder ajudar a tornar-se uma pessoa mais decidida e a perceber com maior clareza quais são os seus propósitos, permitindo ao Eu Superior fazer suas escolhas em níveis mais profundos onde a alma tem um maior envolvimento na sua passagem pela vida.

A PESSOA VERVAIN possui poderosas forças naturais de um idealismo fanático e passional, que lhe permite doar-se completamente, dedicando todo o seu tempo ao trabalho ou a causa na qual acredita. Essa pessoa possui uma grande tensão física interna, que resulta dos muitos problemas nervosos ou digestivos, que em última análise podem levá-la a um esgotamento nervoso. Inconscientes dos seus grandes níveis de energia, geralmente forçam seus corpos além dos seus limites naturais, pois vivem centrados nas suas idéias perdendo parte da conexão tanto do mundo quanto do corpo físico.
VERVAIN ajudará a ancorar seu incrível entusiasmo, de forma que seu corpo se comporte como um regulador natural que harmonize a imensa dose de forças naturais canalizadas.

A PESSOA WATER VIOLET gosta de ficar sozinha, são introspectivas, quietas e contidas, são pessoas reservadas, difíceis de se conhecer pois parecem sempre estar distantes, alheias, indiferentes; os tipos extremos parecem altivos, arrogantes e orgulhosos.
WATER VIOLET ajudará a fazer a sua passagem para um estado de consciência integral em que possam sentir sua ligação com as criaturas humanas às quais lhes transmitirá uma grande alegria e compaixão, pois precisam aprender a contemporizar a sabedoria com a humildade, aprendendo que a alegria, a felicidade, e o prazer da vida consiste em conviver e compartilhar com os outros.

www.geocities.com/Paris/3349/bach.htm -

Curriculum para Exposição Virtual- Por : Cariricaturas


1968 – Exposição Coletiva – Crato
1969 – 3º Salão de Maio – Crato
1970 – Exposição Bico de Pena – Crato
1971 – 5º Salão de Maio – Crato
1972 – Exposição Individual Retratos a Óleo – Fortaleza
1973 – 7º Salão de Maio Novos Talentos – Crato
1973 – Curso de Restauração de Artes – Rio de Janeiro
1973 – Curso de Pintura, Sociedade Brasileira de Belas Artes – Rio de Janeiro
1973 – Curso de Pintura Aquarela, Sociedade Brasileira de Belas Artes – Rio de Janeiro
1973 – Curso de Desenhos a Carvão, Sociedade Brasileira de Belas Artes – Rio de Janeiro
1974 – Exposição de Desenhos a Carvão – Fortaleza
1974 – Exposição de Aquarela, Salão Fluminense – Niterói
1974 – Exposição Nu Artístico, Escola de Belas Artes – Niterói
1996 – 47º Salão de Abril – Fortaleza
1996 – Exposição Individual Marinhas, Fundação Cultural – Fortaleza
1997 – Exposição Individual, Aliança Francesa – Fortaleza
1997 – Exposição Coletiva – Paris, França
1998 – Exposição Individual, Museu do Crato – Crato
1999 – Amostra Colégio Geo Dunas – Fortaleza
2000 – Trabalhos Clássicos – Fortaleza
2001 – Exposição Casa da Amizade, Rotary – Fortaleza
2002 – Trabalhos Viana’s Buffet – Fortaleza
2003 – Trabalho Arte Moderna – Fortaleza
2004 – Medalha de Honra ao Mérito – Crato
2004 – Exposição Coletiva, Bassano Del Grappa – Itália
2005 – Exposição em Homenagem Mult Eventos – Crato
2005 – Honra ao Mérito – Aquarela Caririense – Crato
2005 – Palestra Vida & Arte Sinhá D’amora – Crato
2006 – Exposição Arte Sacra, Mosteiro – Guaramiranga
2006 – Exposição Paisagens, Olho D’Agua - Pacoti
2006 – Exposição Paisagens Lago – Pacoti
2006 – Exposição Paisagens Maciço de Baturité – Guaramiranga
2006 – Amostra de Trabalhos de Paris – Shopping Aldeota
2007 – Amostra de Arte Contemporânea – Café Cabanas – Guaramiranga
2007 – Diploma Honra ao Mérito – 1Notáveis do Cariri do Século 21 – Visual Door - Crato
2007 – Participação na XIV Unifor Plástica – Fortaleza
2008 – Homenagem como Sócio-Efetivo-Acadêmico do Instituto Cultural do Cariri – ICC – Crato
2008 – Exposição Retrospectiva – Instituto Cultural do Cariri – ICC - Crato
2008 - Exposição de Arte Contemporânea – Bistrô Baltazar – Pacoti
2008 – Exposição de Arte Contemporânea – Café Cabanas – Guaramiranga
2009 – Restauração das Obras do Museu de Arte Vicente Leite – Crato
.
* O trabalho de Edilma Rocha foi postado resumido , considerando o seu já grande acervo. Num segundo momento , postaremos mais algumas das suas obras , e momentos artísticos.
Como não sentir orgulho de conhecer e reconhecer o trabalho dessa cratense ?
Rendemos-lhe homengem, Edilma Rocha !
CaririCaturas

Os sete princípios de conquista do ser humano - Henrique Rosa

“Os Sete Princípios de Conquista do Ser Humano”

1º Fé inabalável. Aconteça o que acontecer, ela a (fé) tem de estar sempre plantada dentro de vós, jamais poderá enfraquecer, porque por ela e por meio dela alcançareis o vosso objetivo.
2º Ritmo. Perseverança e constância na vossa ação, nos vossos ideais, no vosso executar, no vosso praticar.
3º Vontade no que fazeis. Entusiasmo na vossa ação, nas vossas atitudes, no vosso falar, no vosso pensar.
4º Retidão no vosso pensar, no vosso sentir, no vosso desejar, no vosso fazer. Não deveis julgar para não serdes julgados, não deveis criticar para não serdes criticados. Aqueles que julgais, que criticais, é imperfeito, como certamente vós também ainda o sois; por isso, estais vivendo e sofrendo dentro de uma vestimenta de carne
5º Morte constante de tudo o que for negativo. Cada experiência deve surgir, ser assimilada e morrer. Nunca deveis esquecer que o ciclo de Viver/Morrer/Viver é igual à Transformação, e se ficais apegados em um dos fatores, se ficais parados, estagnados na vossa evolução, no vosso desenvolvimento, dificultais o despontar de vossa própria Luz Interior. Morte não significa fim, mas abandonar uma coisa inferior ou de um grau inferior, para que outra de grau superior possa surgir.
6º Viver não para vós próprios, mas sim para a grande força criadora, de onde saístes um dia... e voltareis de novo. Viver com alegria, porque ela (a força) está dentro de vós, como está dentro de outros e de todas as coisas que estão à nossa volta.Vós estais tendo a oportunidade de viver para aprender a vos fundir com todas as outras forças criadoras, de sublimar cada uima de suas arestas para que consigais transformar a pedra bruta, que cada um de vós é, em obra de arte, e assim construirdes a vossa própria “Pirâmide Interna” para que consigais chegar à eternidade.
7º Luz é o princípio superior que deveis atingir. Vós tendes de ser luz, luz interior, luz maior e luz criadora. Ela é a razão da vossa evolução, é a “missão secreta da Alma” em relação à personalidade; é dever desta trazer e manifestar a luz interior em sua volta, para que o mundo volte a ter luz e os espíritos de luz possam voltar a viver na superfície deste planeta.

(do livro Portal Para a Eternidade, de Henrique Rosa)

ACERVO DO MUSEU DE ARTE VICENTE LEITE

Pedro Américo de Figueiredo Melo, filho de Daniel de Figueiredo Melo e Felicina Cisne de Figueiredo, Nasceu em Areia na Paraiba aos 29 de Abril de 1843 no seio de artistas, o pai era músico violonista e já era pintor o irmão mais velho, Francisco Aurélio de Figueiredo Melo. Familia ligada as artes, encontrou desde cedo o estimulo para dedicar-se ao desenho e a pintura. Vendo as tendências artísticas do filho, seu pai Daniel, presenteou-lhe com uma coleção de livros de pintores célebres que passou a rabiscar e colorir seus desenhos quando criança. Mas não ficou por aí. Aos 8 anos já havia produzido em telas, cópias fiéis dos quadros dos seus livros em uma perfeição espantosa, considerado menino prodígio. Da pequena cidade da Paraíba a fama do filho do Sr Daniel chegou ao naturalista Louis Jaques Brutet que imediatamente quis conhecer o menino. Fez um teste de desenho com Pedro Américo e encantou-se. Pediu permissão ao seu pai Sr. Daniel para leva-lo para numa expedição como desenhista que durou 20 meses cruzando parte do Nordeste, que lhe serviu de aprendizado e experiência na arte do desenho.
Em 1854, com 11 anos de idade foi encaminhado para a cidade do Rio de Janeiro para estudar no colégio Pedro II, onde destacou-s em inteligência rara. Muito cedo ingressou na Academia Imperial de Belas Artes e não poderia ser diferente, seu curriculum foi brilhante conquistando 15 medalhas e premios no decorrer do curso. Pelo seu destaque, mesmo antes de terminar os estudos foi transferido para a Europa para aperfeiçoar-se como protegido do Imperador Dom Pedro II. Permaneceu por um período que decorreu do ano de 1859 até 1864. Cursou École dês Beaux Arts, Paris, Instituto de Física, Sorbonne. Foi discípulo de Ingres, neoclassista francês, como também Coignet, Hippolyte, Flandrin e Heroce Vernet. Retornou ao Brasil como professor catedrático em desenho e pintura na Academia Imperial de Belas Artes. Obras deste período : Sócrates Afastando Alcebíades dos Braços do Vício- Petrus ao Vincula – A Carioca – São Marcos – A visão de São Paulo – A cabeça de São Jerônimo.
Retorna para Europa defensor da tese em Bruxelas obtendo doutorado em Ciências Naturais. Instala-se em Portugal onde casa-se com Carlota de Araújo Porto-Alegre, filha do cônsul brasieleiro em Lisbôa, Manuel de Araújo Porto-Alegre. Deste matrimônio nasceram 3 filhos. De volta ao Brasil dedicou-se ao magistério. Produziu neste período : Batalha de Campo Grande – Ataque a Ilha de Carvalho – Passo da Pátria – Retratos do Imperador Dom Pedro I, e Dom Pedro II e Duque de Caxias – Batalha Naval, sua obra prima . A Batalha de Avaí foi exposta em Florença nas comemorações ao centenário de Michelangelo onde fez um discurso em dois idiomas diante da estatua de Davi, divulgado em muitos artigos no mundo inteiro tecendo elogios ao pintor brasileiro. Foi o pintor da realeza no Brasil. Imortalizou-se nos retratos e batalhas pintados com ricos detalhes e inúmeros personagens, fazendo o registro dos mais importantes marcos da nossa história, como Proclamação da República, Tiradentes Esquartejado, Honra Pátria e Concórdia, Libertação dos Escravos, Batalha de Campo Grande, Independência ou Morte. Firmou compromissos na Europa e passou a maior parte de sua vida em Florença. Empobrecido com a crise financeira e praticamente cego, falece no dia 7 de outubro de 1905. Seu corpo foi transladado para o Rio de Janeiro e exposto no Arsenal de Guerra e sepultado provisoriamente no São João Batista.
Anos depois transferido para sua terra natal com a inauguração de um monumento. Hoje a sua casa de nascimento é o Museu Pedro Américo na Paraíba, visitado por milhares de turistas e amantes das artes. O nosso Museu de Arte Vicente Leite foi agraciado com 2 desenhos importantíssimos pelo seu idealizador e criador, Bruno Pedrosa, num despreendimento em prol da cultura do Crato, passando a ter no seu acervo tão ilustre pintor brasileiro.

Edilma Rocha

Caçote bate piaba

Um dos problemas mais prementes de infra-estrutura em Matozinho sempre fora o abastecimento de água. O rio Paranaporã cortava a vila de uma ponta à outra, mas em terra tão árida, contava-se com suas águas barrentas apenas nos primeiros meses do ano. A partir de maio, restavam apenas alguns poços esparsos em seu leito e de lá fluía, a duras penas, um líquido meio ferruginoso e insalubre. Seguiam-se , a partir daí, pelo menos sete meses de secura e aflição. Acostumados à exigüidade do líquido precioso, os matozenses se viravam como podiam: cavavam cacimbas, construíam barreiros e tinham, ainda, o açude do sabugo. O açudeco , pequeno e cheio de bombas d´água, invariavelmente batia piaba aí pelo mês de setembro. A promessa de um abastecimento decente em Matozinho, assim, se tornara, de longa data, uma plataforma política estratégica. Toda campanha se repetia a ladainha interminável, de lado a lado. Governo e oposição se adiantavam e prometiam transformar a cidade num parque aquático, num Beach Park sertanejo. Passavam-se os anos do mandato e, como o pagamento da promessa dependia de verbas estaduais e federais, prefeitos com tão pouca mobilidade, não conseguiam cavar o dinheiro e ,conseqüentemente, nem as obras.
A coisa mudou com a posse de Agripino Caçote . Eterno candidato de oposição, ele por fim conseguiu eleger-se com a maciça ajuda de Serginaldo Canabrava , o governador do estado. Toda sua campanha se firmara na promessa de trazer água regular aos lares da vila. Sinderval Bandeira, mais uma vez, também garantira resolver o problema, no entanto, eterno vencedor nos pleitos municipais, reincidente na mesma promessa não cumprida, terminara por perder o crédito. O certo é que , após a posse, Caçote e Canabrava resolveram mostrar serviço. Em poucos meses, já existia todo um maquinário esquisito , nas encostas da Serra da Jurumenha, cavando como um tatu maluco. Agripino já cantava de galo :
-- Estamos cavando um poço profundo e , daqui a pouquinho, o problema de água em Matozinho vai estar definitivamente resolvido!
Os dias se foram passando e nada de a água jorrar. O povo na rua já fazia mangofa e a oposição soltava piadinhas pelos cantos da praça. Agripino, já meio agoniado, cutucou o engenheiro responsável pela prospecção e este afirmou que tivesse paciência , a água ali estava funda, mas quanto mais profunda, seria, com certeza, de melhor qualidade. Pelo sim, pelo não, Caçote mandou chamar o velho Pebinha que morava no Beco do Belisca Sedém e tinha uma profissão reconhecidíssima por ali : Marcador de Cacimba. O cientista chegou na obra e observou tudo com ares proféticos, como cachorro quando assunta preá. Depois , pacientemente, quebrou uma pequena forquilha de um marmeleiro e, agarrado nas duas hastes, se pôs de lá para cá fuçando todo o terreno em derredor à escavação. Passado algum tempo, chamou Agripino e seus assessores e fechou questão com ares professorais:
-- Seu prefeito, água aqui num tem não, se o senhor encontrar é já chegando no Japão e num vai prestar pra beber. Se o senhor quiser, eu marco o lugar certo e pode furar que eu garanto !
O engenheiro responsável deu brabo. Disse que tinha utilizado todos os instrumentos científicos da capital . Quem era aquele matuto com um cambitinho prá dar aulas a ele ? Fechou a cara e ameaçou abandonar tudo e avisar ao governador de quem era empregado. Agripino, na sinuca de bico, temendo perder as verbas do estado, optou pela ciência universitária e mandou continuar a perfuração. Os dias passaram-se . O poço artesiano já contava com mais de duzentos metros terra abaixo e nem um chorinho só de água. Todo o santo dia o povo acompanhava os trabalhos , na esperança de ver algum líquido minar. Já andavam meio desesperados. Um belo dia, por fim, a água jorrou pelo furo, quando já se aproximavam de trezentos metros de fundura. E jorrou com jato forte. Toda Matozinho, de repente, achegou-se ao poço. Agripino, mais que todos, estava radiante. Já antevia uma longa carreira política. Só com o passar do tempo, já todo molhado , percebeu que a água era muito barrenta, muito ferruginosa. O engenheiro, no entanto, baixinho, lhe garantiu que era só a primeira que saía que estava lavando o cano e carregava tudo quanto era de basculho de dentro do cano principal. Quando provaram a água, com curiosidade, no entanto, tomaram um susto: era salgada como de pia batismal. De enferrujar chifre de bode de tão salobra. O engenheiro também prometeu que ia melhorando com o passar das horas, tivessem paciência. Deu o serviço por terminado e voltou à capital.
Com os dias, porém, se notou que a água não ficou mais limpa, mais clara , nem mais doce. Ia , inclusive piorando, se tornava mais escura e mais gelatinosa e intragável.O povo arrochou o prefeito, pedindo uma explicação. Reunida a Câmara Municipal, convocou Caçote que lá compareceu sem mostrar sinais de preocupação. Toda Matozinho se acotovelava no auditório e do lado de fora. Na hora de informar à população o que acontecera, Agripino deu sinais claros de aprendera rápido os ínvios caminhos da política :
--- Povo de Matozinho, falei hoje mesmo com o engenheiro e ele explicou direitinho o que ocorreu. A sonda furou tão fundo que rasgou o bucho de um tal de pré-sal, por isso é que o líquido que sai é salobro ! E é preto, meus amigos, por que aquilo é petróleo. Nós tamos ricos ! Vamos fabricar querozene que dá prá encharcar tudo quanto é candeeiro do mundo ! Com o dinheiro que Matozinho vai ganhar não precisamos mais de poço, vamos tomar banho e cozinhar com água mineral Périer !

J. Flávio Vieira

Feitiço do tempo - Sessão XVII - Por : Zélia Moreira




Acordo todos os dias as 5.30h. Escovo dentes, lavo o rosto, coloco hidratante, visto a roupa e ganho o mundo pra minha caminhada matinal.
Encontro as pessoas de sempre...Dou bom dia, caminho, caminho e converso...quase sempre os mesmos assuntos. Volto pra casa, faço meu desjejum, vou trabalhar...etc...etc..e tal.Tudo acontece desde que acordo cedinho, dentro de uma rotina bastante previsível.
Tão previsível que as vezes tenho a sensação que vivo os mesmos dias uma porção de vezes...
Assim é o meu dia...assim é a rotina de milhares de pessoas.
Vivemos quase sempre como se a vida se repetisse a cada dia...e se a gente não tomar cuidado é isso mesmo que acontece...vida monótona, sem graça, sem novidades, sem crescimento.
Fiz esse relato pra lembrar :"Feitiço do tempo", um filme que está na lista dos meus preferidos.
Feitiço do tempo é uma comédia romântica, mas funciona também como uma parábola sobre crescimento e maturidade.
Em resumo, o filme é uma fábula sobre como alguém pode aprender e utilizar em proveito próprio as dificuldades da vida usando-as para se tornar uma pessoa melhor.
Phil, o personagem central é o homem do tempo de uma grande rede de televisão dos E.U.A Egoísta, egocêntrico, mau-humorado...um chato. Trabalha resmugando. Ele só permanece no emprego porque acredita que logo , logo será promovido.
Um dia é escalado pra cobrir um evento folclórico muito popular nos EEUU, o Dia da Marmota. Achando tudo uma grande babaquice, o que ele quer é fazer o seu trabalho e voltar rapidinho pra sua cidade.
Não consegue...e não somente fica à noite, como acorda infinitas vezes no mesmo dia 02 de fevereiro, às 6h no mesmo local...
Feitiço do tempo , não explica o acontecimento surreal. O filme procura mostrar as reações diferentes de Phil a cada dia: surpresa, irritação, raiva, desespero, angústia, em momentos de melancolia, emoção..etc...Sempre com muito humor( pra quem assiste, claro!)
`E como já falei no início o filme é uma parábola que durante o relato mostra o personagem saindo do egoísmo e entrando no espírito altruísta.
Só assim um dia ele consegue despertar no dia 03 de fevereiro e quebrar o Feitiço do Tempo.

Como anda seus dias?
Que pequenas , grandes coisas você percebe e faz eles serem diferentes?
Passando os dias, ficando mais velho(a), tenho conseguido crescer, me transformar num ser humano melhor?
Fica a pergunta no ar, quem quiser responda...

Ficha técnica:


» Direção: Harold Ramis
» Roteiro: Danny Rubin
» Gênero: Comédia/Fantasia/Romance
» Origem: Estados Unidos

No elenco: Bill Murray- Phil Connors
Andie MacDowel- Rita....entre outros.


http://www.youtube.com/watch?v=7icYWwh86PA&feature=related



Le Cirque du Soleil

Le Cirque du Soleil Comemora 25 Anos

O Cirque du Soleil é uma organização internacional fundada no Quebec e dedicada à criação, produção e apresentação de espectáculos artísticos. A sua missão é despertar a imaginação, provocar os sentidos e suscitar as emoções das pessoas no mundo inteiro.


Ao longo da sua evolução, o Cirque du Soleil optou por se envolver com os seres humanos e as coletividades, e atuar junto de um número cada vez maior de pessoas com o objetivo de ajudar a melhorar a qualidade de vida de todos os seres humanos.



O Cirque du Soleil procura conduzir-se de maneira a respeitar seus funcionários, parceiros, clientes, vizinhos e o meio ambiente, bem como as leis e culturas de todos os lugares onde está presente. Na realização de seus sonhos e nas suas atividades práticas, o Cirque du Soleil deseja posicionar-se na comunidade como um agente de mudança responsável.

Ambiente de trabalho



O Cirque du Soleil tem mais de 3.800 funcionários de cerca de 40 nacionalidades — entre os quais cerca de 1.000 artistas — que trabalham num ambiente aberto, seguro, criativo e amistoso.

O Cirque oferece oportunidades iguais de emprego a todas as pessoas e faz todo o possível para respeitar a individualidade e opiniões únicas de cada funcionário, parte integrante deste mosaico impressionante que é nossa equipa. Além disso, por causa da natureza de suas operações, o Cirque du Soleil quer posicionar-se como um modelo em termos de saúde e segurança no sector do entretenimento.




Em reconhecimento da importante contribuição feita pelos seus funcionários, o Cirque du Soleil oferece vários programas para encorajar as artes, destacar o trabalho voluntário e promover projetos inovadores.





Meio Ambiente



No segundo semestre de 2006, o Cirque du Soleil adotou uma política ambiental proativa baseada numa filosofia de desenvolvimento sustentável. Esta política tem três componentes principais: gestão da água, qualidade do ar e gestão de resíduos e materiais perigosos.




Além disso, o Cirque du Soleil quer conscientizar os seus funcionários sobre os aspectos ambientais das suas operações, oferecer programas de treino para melhorar os conhecimentos técnicos nesta área e, através de suas ações, promover a proteção do meio ambiente.

MONTREAL – O famoso Cirque du Soleil vai comemorar seu 25º aniversário com um espetáculo chamado "Ovo", que será dirigido pela coreógrafa brasileira Débora Colker e terá ritmo de samba,forró e bossa nova.

Este compromisso com a responsabilidade social é central para as estratégias de negócio e os métodos de gestão da nossa organização. A cidadania global do Cirque du Soleil está baseada na convicção de que as artes, o mundo dos negócios e as iniciativas sociais podem trabalhar juntos para ajudar a criar um mundo melhor.


Lançado em abril sob uma enorme tenda em amarelo e azul no Vieux-Port de Montreal, "Ovo" conta as peripécias de um ovo desconhecido que caiu no meio de uma multidão de "insetos" que ficam preocupados com este elemento estranho que veio lhes tirar o sossego.



Este é o 25º espetáculo do Cirque du Soleil, empresa que atraiu cerca de 11 milhões de espectadores em 2008 e cujo valor foi estimado pela revista Forbes em 3 bilhões de dólares.

Durante uma hora e meia, os acrobatas dançam o espetáculo de um dia na vida dos artrópodes (crustáceos, insetos), com a história de dois personagens, uma joaninha e um outro inseto engraçado.Os maravilhosos números do trapézio representam a dança dos besouros, as performances das malabaristas reproduzem os movimentos sincronizados e minuciosos das formigas, enquanto a dança de dois artistas suspensos a uma corda lembra a marcha nupcial de duas aranhas."Ficamos o mais perto possível do tema dos insetos: com a escolha de números acrobáticos, saltos, contorções, etc..", disse à AFP Chantal Tremblay, diretora de criação e mãe de "Ovo".



O espetáculo será apresentado por 53 artistas de 13 nacionalidades diferentes. Em 25 anos, o Cirque du Soleil se impôs como um dos maiores empregadores internacionais no ramo do circo, com uma equipe que percorre permanentemente o planeta a procura dos melhores saltimbancos.Chineses, russos, americanos, canadenses ou belgas, 40 nacionalidades são assim representadas entre as 4.000 pessoas, das quais 1.000 artistas, empregadas por esta empresa de Montreal.


Com a fortuna arrecadada, as condições das turnês foram melhorando. Os artistas são acompanhados por terapeutas especializados, massagistas e até professores, encarregados da educação dos menores."Não dormimos mais em caravanas, dormimos agora em ótimos hotéis, mas guardamos o lado saltimbanco", disse Tremblay.

Fontes

www.cirquedusoleil.com/
http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/2009/06/08/cirque+du+soleil+comemora+25+anos+com+espetaculo+dirigido+por+deborah+colker+6612904.html


Pinto Madeira – por Armando Lopes Rafael





Joaquim Pinto Madeira nasceu no sopé da Serra do Araripe, na localidade de Silvério, município de Barbalha. Devemos ao historiador Irineu Pinheiro, uma monografia, editada em 1946, de onde recolhemos algumas informações sobre este personagem, que passou à história como um dos mais conhecidos caudilhos do Cariri. Cresceu Pinto Madeira entre os afazeres da agricultura, em tempos de ódios e torvas intrigas. É que, diferente de hoje, o Cariri do século 19 era povoado, em boa parte, por gente dada à violência e ao crime. A esse respeito, o naturalista escocês George Gardner, em seu livro “Viagens ao Brasil” editado em 1838, escreveu “serem rebeldes às leis os habitantes do Cariri”, região que, no seu dizer, “era um esconderijo de assassinos e vagabundos de toda a espécie vindos de todos os recantos do País”.
Já a elite caririense, àquela época, se dividia entre simpatizantes da ideologia republicana e adeptos dos princípios da Monarquia, regime de governo vigente no Brasil. O confronto dessas idéias era motivo para contendas as mais variadas.

Afeiçoado por índole às coisas da Monarquia e à Família Real, Pinto Madeira, lutou ativamente contra os que promoveram movimentos libertários e republicanos, como a Revolução Pernambucana, em 1817 e Confederação do Equador, em 1824. Após a derrota da família Alencar, que organizou a Revolução Pernambucana de 1817 no Crato e em Jardim, coube a Pinto Madeira conduzir até a cidade de Icó os 20 malogrados presos políticos. Provavelmente, durante o percurso, esses presos políticos sofreram humilhações por parte do caudilho, o que não é de admirar, face ao temperamento belicoso de Pinto Madeira.

Escreveu Irineu Pinheiro: “nunca perdoaram os Alencares e os liberais cratenses a ação de Joaquim Pinto Madeira naquelas duas agitadas fases da nossa história”. Além da sua participação nesses dois movimentos, após a abdicação de Dom Pedro I ao trono brasileiro em 1831 aliou-se Pinto Madeira ao atrabiliário Padre Antônio Manuel de Sousa, vigário de Jardim, pois ambos julgavam que os liberais teriam forçado o Imperador a renunciar. Tratava-se de um engano, desmentido posteriormente pela história. Foi o que bastou para os dois organizarem uma milícia, com cerca de dois mil homens, a maioria armada com rudimentares espingardas e invadirem a cidade do Crato, para dar caça aos liberais. Nessa invasão, Pinto Madeira não pôde (ou não quis) conter os violentos revoltosos, que saquearam o comércio e residências, cometeram assassinatos e queimaram arquivos. Pressionado pelo governo, Pinto Madeira negociou sua rendição com o famoso general Labatut, que o conduziu preso ao Rio de Janeiro. Depois de um ano, o caudilho foi transferido para as prisões de São Luís do Maranhão, onde amargou, por mais dois anos, as agruras do cárcere.

Retornou preso ao Crato em 1834. Neste ano, num júri parcial - composto por antigos inimigos seus- Pinto Madeira foi condenado à forca. Não pelo crime de sedição, mas sob a acusação de ter ordenado, anos atrás, a morte de um parente de um dos jurados. Para se ter uma idéia da parcialidade do julgamento, basta dizer que as testemunhas em favor de Pinto Madeira foram espancadas às portas do Tribunal de Júri, localizado no Senado da Câmara, hoje Museu de Fósseis, na Praça da Sé. Sem falar que pela Lei de 11 de setembro de 1826 nenhuma sentença de morte, em qualquer parte do Brasil, poderia ser executada sem subir primeiro à presença do Imperador. Pinto Madeira tentou usar o direito de apelação a que fazia jus, o que lhe foi negado pelo juiz, de forma ilegal. Sentindo que era seu fim, Pinto Madeira, alegou sua condição de Coronel, pedindo para ser fuzilado ao invés de enforcado.

Irineu Pinheiro arremata na sua monografia: “Morreu virilmente Pinto Madeira. Conta a tradição, ouvida por mim desde menino, que momentos antes do fuzilamento, ofereceu-lhe um lenço, para que vedasse os olhos, um dos seus mais implacáveis inimigos. Recusou o condenado a oferta (...) Durante anos a fio, fez-lhe promessas o rude povo do sertão, considerando-o um mártir, isto é um santo”.

"Paisagem da Cidade de Crato em 1859" - aquarela de José Reis - (acervo do Museu de Arte Vicente Leite) desenhada no Alto do Barro Vermelho no local onde foi fuzilado o monarquista Pinto Madeira.

Laurindo de Almeida - Por: Norma Hauer


No dia 2 de setembro de 1917 nasceu, no interior de São Paulo (em Miracatu), próximo à cidade de Santos, o compositor e instrumentista Laurindo de Almeida.

Quase desconhecido no Brasil, foi um dos instrumentistas mais famosos nos Estados Unidos para onde se mudou quando os cassinos foram fechados aqui, em 1946.Ele trabalhava no Cassino da Urca.

Uma de suas características foi Introduzir o autêntico violão brasileiro, no mundo do jazz americano

Em meados dos anos 30 veio para o Rio de Janeiro, quando passou um trabalhar no Cassino da Urca e na Rádio Mayrink Veiga.

Atuou também como compositor, criando choros e valsas, alguns em parceria com o violonista Garoto. Com a lei que proibiu o jogo no Brasil, numa época em que Laurindo era considerado um dos melhores violonistas do país, foi para os Estados Unidos em 1947, onde tocou em orquestras, filmes, shows e Respeitável consolidou uma carreira solo.
Gravou o primeiro de uma série de discos em 1949 e participou da trilha de sonora de cerca de 800 filmes, dentre eles "O Poderoso Chefão".

Era de sua autoria uma trilha sonora de um seriado americano, que fez grande sucesso entre nós. Chamava-se "Bonanza".

. Consolidou-se como arranjador, compositor e orquestrador, além de instrumentista.

Ganhou 6 prêmios Grammy, além de uma série de outros prêmios da indústria fonográfica e cinematográfica.

Praticamente esquecido no Brasil mais, com de 40 discos gravados no exterior e participação em mais outros tantos, Laurindo de Almeida permaneceu em atividade até o fim da vida, finalizando seu último CD, "Naked Sea", com Danny Welton, duas semanas antes de sua morte, ocorrida em julho de 1965.

Era tão desconhecido entre nós que, por ocasião de seu falecimento, nossa imprensa Afirmou ele que fôra para os Estados Unidos junto de Carmen Miranda E que com ela atuava. O que não é verdade.

A notícia de seu falecimento foi manchete em jornais de todo o mundo, menos nos daqui.

Ah! ... Fosse ele americano ...

Norma Hauer


Edilma Rocha - Exposição virtual das suas telas - Hoje, aqui no Cariricaturas - Parabéns, querida notável !


Na quietude das águas os barcos esperam os seus barqueiros.Na margem de lá, um palácio encantado. Edilma nos faz esperar pelo embarque.

Um porto. Um sempre ponto de chegada e de partida. Um lugar novo, uma paisagem para mim desconhecida. Edilma nos faz viajar , sem medo das tempestades.


Um santuário, um rio, uma ponte. Um portal de esperar. Do outro lado da vida , um encontro definitivo ? Edilma nos faz refletir...!




A Praça da Sé é uma réplica dessa tela. Noutra dimensão , além dessa tela haverá outra cópia... Com toda luminosidade captada por Edilma, nessa hora. Seus olhos perceberam seres de luz passeando por aqui , por lá, alhures...



Peixe e peixinha. Talento par. Almas gêmeas... Oxalá !
- Edilma e Telma Saraiva - Belas , femininamente belas !
Deus não tem raiva das mulheres !
Uma mãe -conceber, nutrir, doar, entregar.
Belíssima Madona !
O aveludado conseguido nas suas vestes ...Tons e texturas, delidadeza das mãos,o olhar de entrega e devoção ...Essa é Edilma !
Leveza , fortaleza, beleza !
-Alma de Edilma Rocha, auto-retratada !

A mulher guerreira; a mulher que vence a dor , e ainda ama, ainda sorrir, ainda faz arte com talento e suavidade.
EdilmaRocha do céu, temos muito orgulho de você !
(Socorro Moreira)

Convite - Tânia Peixoto

O Sesc Ceará realiza a segunda edição da Mostra Sesc de Arte Naïf e o Presidente da Instituição, Luiz Gastão Bittencourt, tem o prazer de convidá-lo para a cerimônia de abertura.

Data: 03 de Setembro de 2009

- 19h: Solenidade de abertura com a fala do Prof Dr. Fábio Rodrigues Diretor da Escola de Artes Reitora Violeta Arraes Gervasieau Universidade Regional do Cariri - URCA

- Visitação a Galeria
- Coquetel e abertura

Local: Sesc Crato
(Rua André Cartaxo Bairro São Miguel)
Informações: 3586.9150 ou 3586.9171

www.sesc-ce.com.br

O que é Naïf ?
O termo Naïf tem origem francesa, significa simplicidade e ingenuidade. “Arte naïf” aparece no vocabulário artístico, em geral, como sinônimo de arte ingênua, original e/ou instintiva, produzida por autodidata que não têm formação erudita no campo das artes. Nesse sentido, a expressão se confunde freqüentemente com arte popular, arte primitiva e art brüt, por tentar descrever modos expressivos autênticos, originários da subjetividade e da imaginação criadora de pessoas estranhas à tradição e ao sistema artístico. A pintura naïf se caracteriza pela ausência das técnicas usuais de representação (uso científico da perspectiva, formas convencionais de composição e de utilização das cores) e pela visão ingênua do mundo. As cores brilhantes e alegres – fora dos padrões usuais - a simplificação dos elementos decorativos, o gosto pela descrição minuciosa, a visão idealizada da natureza e a presença de elementos do universo onírico são alguns dos traços considerados típicos dessa modalidade artística.

Programa Cariri Encantado desta sexta-feira será com Jackson Bantim e elenco do filme As Sete Almas Santas Vaqueiras

Jackson Bantim e equipe no set de filmagem
O programa Cariri Encantado desta sexta-feira, 4 de setembro, contará com a participação do cineasta Jackson Bantim e parte do elenco do seu último filme “As sete almas santas vaqueiras”, cujo início das filmagens está completando um ano.

Além de Jackson Bantim, estão sendo aguardados os atores Cacá Araújo e Orleyna Moura.

Na parte musical serão veiculadas canções compostas por Luiz Carlos Salatiel, Pachelly Jamacaru, Cleivan Paiva,Rosemberg Caririy, Luciano Brayner, Igor Rocha, Cícero de Assaré, Jackson Bantim, Alemberg Quindins e Geraldo Júnior; interpretadas por Luiz Carlos Salatiel, Cleivan Paiva, Banda Nacacunda, Grupo Herdeiros do Rei, João Carlos Matias, Zabumbeiros Cariri e Banda Tchopo.

O Programa Cariri Encantado acontece com o apoio do Centro Cultural BNB Cariri e é veiculado todas as sextas-feiras, das 14 às 15 horas, na Rádio Educadora do Cariri, 1020. É apresentado por Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias.

COMPOSITORES DO BRASIL

Compositores do Brasil é um programa radiofônico semanal (todas as quintas-feiras, das 14 às 15 horas, na Rádio Educadora do Cariri), produzido e apresentado pelo Prof. Zé Nilton, com apoio do Centro Cultural BNB Cariri.

Como o nome explicita, o programa traz a obra de compositores da Música Popular Brasileira, de várias épocas, desde os primórdios da MPB até a atual geração.

Além das músicas, selecionadas após meticulosa pesquisa, o Prof. Zé Nilton traz informações sobre o contexto histórico e artístico das obras.

Vale a pena ouvir.

Texto: Carlos Rafael Dias

Ilha de sujeira



(http://www.planeta-inteligente.com/page/article/id/53/Ilha-de-sujeira)

Um redemoinho no meio do Oceano Pacífico concentra toneladas de plásticos levados por correntes marítimas.

Setembro 02, 2009 09:41 PM

Da Revista Sustenta

Entre as costas da Califórnia e do Havaí, destinos paradisíacos que atraem milhares de turistas por ano, há uma ilha pouco conhecida e ainda menos atraente. É a ilha de lixo do Pacífico, um aglomerado de detritos compostos 90% por plásticos acumulados durante mais de uma década em área maior do que os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás juntos.

Neste redemoinho de toneladas de plástico coabitam e se misturam animais, plâncton, alimentos e lixo. Consequências disso são mariscos que se alojam em pequenas caixas de plásticos, águas-vivas enroladas em fios de nylon e até casos de anomalia biológica, como o da tartaruga que teve seu casco deformado porque cresceu com um anel de plástico em sua volta. Pesquisadores registram também inúmeras mortes de animais em decorrência à contaminação do lixo. De acordo com o Programa Ambiental da ONU, 46 mil peças de plástico – entre elas objetos como seringas, isqueiros e escovas – estão associados à morte de um milhão de aves e 100 mil mamíferos marinhos.

“Antes não havia plástico no mar, tudo era comida. Então os animais aprenderam a comer qualquer coisa que encontrassem pela frente. Podemos ver que eles tentaram comer isso [pedaço de embalagem], mas não conseguiram”, afirmou o capitão norte-americano Charles Moore, o primeiro que avistou a ilha de lixo, em entrevista ao programa televisivo Fantástico, da Rede Globo.

A explicação para o fato dos detritos ficarem aglomerados em um só lugar vem do fenômeno das correntes marítimas. O processo começa quando uma embalagem é jogada em uma praia da Califórnia, por exemplo, ou em rios que desembocam no oceano. As correntezas levam os dejetos, que podem se juntar ao lixo de grandes embarcações, ao Giro do Pacífico Norte, um ponto de convergência de correntes da Ásia e América do Norte. A sujeira fica “presa” porque lá o mar é calmo, os ventos são poucos e a pressão atmosférica é alta. Em caso de grandes tempestades, o lixo pode ser arrastado para alguma costa e poluir praias.

O redemoinho é objeto de estudo de expedições ambientais. O capitão Moore e sua equipe fizeram medições do lixo com amostras da “sopa de plástico”, como também foi apelidada a região. Até hoje, foi descoberto que 27% dos dejetos são sacolas de supermercado e que, entre os 670 peixes analisados, encontraram-se 1,4 mil fragmentos de plástico em seus organismos. “Gostaria que o mundo inteiro percebesse que o tipo de vida que estamos levando, isso de jogar tudo fora, usar tantos produtos descartáveis, está nos matando. Temos que mudar se quisermos sobreviver”, alerta o capitão.

A condenação de Moore não se refere apenas aos cidadãos de cidades litorâneas, mas também a organizações que usam a região deliberadamente como depósito de lixo. Segundo reportagem da revista IstoÉ, até mesmo pesquisadores da Nasa e de agências espaciais russas despejam resíduos de suas astronaves. Fragmentos da nave russa Progress M-59, por exemplo, foram carbonizados e caíram no local, como uma chuva de metal. Ao todo somaram uma tonelada de lixo.

Fiscalização

No final de julho, uma expedição de ambientalistas e cientistas batizada de Projeto Kasei partiu dos Estados Unidos em direção à ilha de lixo do Pacífico para analisar seu nível tóxico e a influência na vida marinha. O líder da expedição, Doug Woodring, declarou ao portal da rede inglesa BBC que o estudo pretende coletar amostras de plásticos sem espécies marinhas anexadas, o que será difícil. “Teremos que usar tecnologias diferentes, dependendo do volume de resíduos por quilômetro quadrado. Também contamos com redes de tamanhos diferentes”, explicou.

Woodring conta que o maior problema em relação à fiscalização da área é que ela está em águas internacionais e, portanto, sob nenhuma jurisdição. O descarte de resíduos no mar é proibido e passível de multa. Mas, uma vez boiando no oceano, a sujeira não tem dono. Mesmo que se saiba sua origem, não é possível responsabilizar os culpados. “Por isso nenhum governo ou instituição é pressionado para resolver este problema. É semelhante ao que acontece com o lixo espacial”, compara.

Walter Foster

Com Vida Alves , na primeira telenovela brasileira : "Sua Vida me pertence" de sua autoria, que era levada ao ar apenas apenas duas vezes por semana.

(Ator)
1917-1996

Walter Gerhard Forster nasceu em Campinas, São Paulo, em 23 de março de 1917. Seu pai, Jacob Forster, era filho de alemães de origem irlandesa, e sua mãe, Ida Forster, era suíça do cantão alemão. Em 1935, aos 18 anos, Walter Forster começou sua carreira artística, como locutor na Rádio Educadora de Campinas, onde ficou até 1939. Em 1937, mudou-se para São Paulo, sendo contratado pela Rádio Bandeirantes, em 1939, como locutor, depois como redator. Em 1945 foi para a Rádio Difusora de São Paulo, atuando também na Rádio Tupi, até 1952. Também trabalhou na Rádio Excelsior. Em 1952 foi para a Rádio Nacional, como diretor de rádio-teatro. Em 1968 foi contratado pela Rádio Difusora e TV Tupi, ficando até 1982. Walter foi um dos pioneiros da Televisão Brasileira, participando ativamente de sua inauguração em 1950. Como era diretor artístico na Rádio Tupi, ajudou a formar o elenco para a televisão Tupi, PRF3. Casou-se com Branca Regina, em 1942, com quem teve dois filhos: Suzana e Walter Júnior. Foi dele a idéia de realizar a primeira novela para a televisão: “Sua Vida me Pertence”, onde fazia par romântico com a atriz Vida Alves, e onde aconteceu o primeiro beijo da televisão brasileira. Atuou, dirigiu e escreveu novelas e programas para o rádio e a televisão. Ganhou cinco vezes o Prêmio Roquette Pinto, como melhor intérprete, melhor ator-galã, melhor narrador de rádio, etc. Atuou também na TV Paulista. Walter fez sucesso na versão nacional de “Acredite Se Quiser”, onde era apresentador. Após a morte de sua esposa, em 1983, aposentou-se, realizando apenas algumas atividades com contratos mais curtos, como na TV Globo e na TV Vida. Walter Forster faleceu em 3 de setembro de 1996.



A Flor e a Fonte

A Flor e a Fonte

"Deixa-me, fonte!" Dizia
A flor, tonta de terror.
E a fonte, sonora e fria
Cantava, levando a flor.

"Deixa-me, deixa-me, fonte!
"Dizia a flor a chorar:
"Eu fui nascida no monte...
"Não me leves para o mar."

E a fonte, rápida e fria,
Com um sussurro zombador,
Por sobre a areia corria,
Corria levando a flor.

"Ai, balanços do meu galho,
"Balanços do berço meu;
"Ai, claras gotas de orvalho
"Caídas do azul do céu!..."

Chorava a flor, e gemia,
Branca, branca de terror.
E a fonte, sonora e fria,
Rolava, levando a flor.

"Adeus, sombra das ramadas,
"Cantigas do rouxinol;
"Ai, festa das madrugadas,
"Doçuras do pôr-do-sol;

"Carícias das brisas leves
"Que abrem rasgões de luar...
"Fonte, fonte, não me leves,
"Não me leves para o mar!"

*As correntezas da vida
E os restos do meu amor
Resvalam numa descida
Como a da fonte e da flor

( Vicente de Carvalho )

Segundo ocupante da Cadeira 29, eleito em 1º de maio de 1909, na sucessão de Artur Azevedo e recebido por carta na sessão de 7 de maio de 1910.

Vicente de Carvalho (V. Augusto de C.), advogado, jornalista, político, magistrado, poeta e contista, nasceu em Santos, SP, em 5 de abril de 1866, e faleceu em Santos, SP, em 22 de abril de 1924.

Era filho do major Higino José Botelho de Carvalho e de Augusta Bueno Botelho de Carvalho. Fez o primário na cidade natal e, aos 12 anos, seguiu para São Paulo, matriculando-se no Colégio Mamede e, depois, no Seminário Episcopal e no Colégio Norton, onde fez os preparatórios.
Aos 16 anos matriculou-se na Faculdade de Direito. Em 1886, com 20 anos, era bacharel em Direito. Republicano combativo, cursava ainda o 4o ano quando foi eleito membro do Diretório Republicano de Santos.
Em 1887, era delegado a Congresso Republicano, reunido em São Paulo. Em 1891, era deputado ao Congresso Constituinte do Estado. Em 1892, na organização do primeiro governo constitucional do Estado, foi escolhido para a Secretaria do Interior.
Por ocasião do golpe de estado de Deodoro, abandonou o cargo que vinha exercendo. Mudou-se, então, para Franca, município do interior paulista, e tornou-se fazendeiro. Em 1901, regressou a Santos, dedicando-se à advocacia.
Em 1907, mudou-se para São Paulo, onde foi nomeado juiz de direito. Em 1914, passou a ministro do Tribunal da Justiça do Estado.

Vicente de Carvalho foi, durante toda a sua vida, um jornalista combativo. Até 1915, sua atuação na imprensa foi quase ininterrupta. Em 1889, era redator do Diário de Santos, fundando, no mesmo ano, o Diário da Manhã, de Santos. Ali manteve ainda colaboração em A Tribuna e fundou, em 1905, O Jornal.
Até 1913 colaborou no Estado de S. Paulo. No fim da vida, cansou-se do jornalismo, mas continuou em contato com seus leitores através dos versos que publicava nas páginas de A Cigarra.

Poeta lírico, ligou-se desde o início ao grupo de jovens poetas de tendência parnasiana. Foi grande artista do verso, da fase criadora do Parnasianismo.
Da sua produção poética ele próprio destacou poemas que são de extrema beleza, como: "Palavras ao mar", "Cantigas praianas", "A ternura do mar", "Fugindo ao cativeiro", "Rosa, rosa de amor", "Velho tema", "O pequenino morto".
Fonte :

http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=109&sid=282
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