Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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domingo, 12 de dezembro de 2010

Dedicado a você !



Nando Cordel (Ipojuca, 13 de dezembro de 1953) é um cantor, compositor e instrumentista brasileiro.
Tem suas canções gravadas por grandes figuras da música popular brasileira, como Elba Ramalho, que transformou em sucesso sua primeira parceria com Dominguinhos: De Volta pro Aconchego.

Dedicado a Você
Composição: Dominguinhos e Nando Cordel

Vem,
Se eu tiver você no meu prazer
Se pudesse ficar com você
Todo o momento, em qualquer lugar
Ah!
Se no desejo você fosse o amor
Durante o frio fosse o calor
Na minha lua, você fosse o mar
Vem, meu coração se enfeitou de céu
Se embebedou na luz do teu olhar
Queria tanto ter você aqui!
Ah! Se teu amor fosse igual ao meu
Minha paixão ia brilhar, e eu
Completamente ia ser feliz!


Eu vou......José do Vale Pinheiro Feitosa

video

LIGUE O SOM E LEIA O TEXTO

Nossos sentidos além de absorver a filigrana de milhões de coisas é o maior centro da síntese humana. Nenhuma referência é mais forte do que um perfume, um gosto, uma audição, um olhar ou um toque. Apenas a insinuação de qualquer um se torna um quantum, um momentum sintético de enredos completos ou de um discurso inteiro.

Assim é o gosto de segunda feira no côncavo da minha terra. O casco dos animais trazendo a mercadoria para serem arrumadas nas ruas. A conversação dos comerciantes no sereno das madrugadas entre o domingo e a segunda feira: o dia da feira no Crato.

O caleidoscópio especializado de ruas ou trechos de um ramo de mercadoria: cerâmica (barro), corda, frutas (especialmente banana e abacaxi); legumes, rapadura, roupas e objetos de couro. Um caleidoscópio complexo que, se tentássemos fazer o percurso inverso das centenas de tributários que alimentavam a feira, daríamos em terras encantadas do mais profundo rural antigo.

Os altos falantes das lojas anunciando as vantagens que existiam uma vez se ultrapassem suas portas ou se abeirassem das bancadas que expunham as ofertas. A voz altitonante dos anúncios ao se mesclar no vozerio das pessoas se espremendo nas calçadas nos deixando com a cabeça atordoada de tantas mensagens.

Um quebra queixo, um olhar de filhós, um desejo de mariola, a paquera do tijolo de leite de Joaquim Patrício. Um refresco, quem sabe o velho crush só para dar um arroto de arrasar quarteirão. E as obrigações, no Salão ABC para a máquina raspar o cabelo nas laterais, deixando apenas um resto de matagal no topo da cabeça.

E de repente respirar fundo ao deixar para trás aquela multidão igual um temporal no largo generoso e sedutor da Praça Siqueira Campos. Mizalmir, Cu de Apito, Lasquinha, Pedro Maia e seu Berredo no velho Chevrolet dos anos 40. O encanto dos cartazes do cine Cassino e o desejo de seduzir as atendentes do Café Crato. Nunca aconteceu, não era para aquele moleque, mas repetia para não ser diferente.

No final da tarde, pelas três e meia, com um dinheiro da entrada, um trocado para um Sonho de Valsa e as correntes do Cine Moderno, em desejo da bilheteria aberta. A sessão que remetia o freguês para mundos fantásticos, que podia ser uma aventura no futuro, em Marte ou na Velha Roma, nalgum recanto do Velho Oeste ou na Fantasia de Conto de Fadas.

Nas seis horas, um coração solitário. Um medo de isolamento, sensação de abandono. Pela Santos Dumont, com as lojas fechadas (o verdadeiro Canto do Cisne é o das portas corrediças das lojas sendo abaixadas), oS restos de cascas de frutas na altura do mercado, a Padaria de José Cirilo com o mantra do pão da noite.

E tudo cessava, o mundo se ajeitava, retornava ao domínio da insensata segurança, nas luzes de um lampião de camisa. Um lampião Aladim.

Luiz Gonzaga




Luiz Gonzaga do Nascimento (Exu, 13 de dezembro de 1912 — Recife, 2 de agosto de 1989) foi um compositor popular brasileiro, conhecido como o Rei do Baião.

Foi uma das mais completas e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de acordeão, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado. Admirado por grandes músicos, como Gilberto Gil e Caetano Veloso, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções Baião (1946), Asa Branca (1947), Siridó (1948), Juazeiro (1948), Qui Nem Giló (1949) e Baião de Dois (1950)

wikipédia



Adélia Prado




Adélia Luzia Prado Freitas (Divinópolis, 13 de dezembro de 1935) é uma escritora brasileira. Os textos retratam o cotidiano com perplexidade e encanto, norteados pela fé cristã e permeados pelo aspecto lúdico, uma das características o estilo único.

Segundo Carlos Drummond de Andrade, "Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo: esta é a lei, não dos homens, mas de Deus. Adélia é fogo, fogo de Deus em Divinópolis". A escritora também é referência constante na obra de Rubem Alves.

Professora por formação, exerceu o magistério durante 24 anos, até que a carreira de escritora tornou-se a atividade central.

Em termos de literatura brasileira, o surgimento da escritora representou a revalorização do feminino nas letras e da mulher como ser pensante, tendo-se em conta que Adélia incorpora os papéis de intelectual e de mãe, esposa e dona-de-casa; por isso sendo considerada como a que encontrou um equilíbrio entre o feminino e o feminismo, movimento cujos conflitos não aparecem nos textos.
wikipédia

Bilhete em papel rosa

A meu amado secreto, Castro Alves.


Quantas loucuras fiz por teu amor, Antônio.
Vê estas olheiras dramáticas,
este poema roubado:
"o cinamomo floresce
em frente ao teu postigo.
Cada flor murcha que desce,
morro de sonhar contigo".
Ó bardo, eu estou tão fraca
e teu cabelo tão é negro,
eu vivo tão perturbada, pensando com tanta força
meu pensamento de amor,
que já nem sinto mais fome,
o sono fugiu de mim. Me dão mingaus,
caldos quentes, me dão prudentes conselhos,
eu quero é a ponta sedosa do teu bigode atrevido,
a tua boca de brasa, Antônio, as nossas vias ligadas.
Antônio lindo, meu bem,
ó meu amor adorado,
Antônio, Antônio.
Para sempre tua.

www.pachellyjcomercial.blogspot.com : O NOVO BLOG DE Pachelly Jamacaru

Trago a conhecimento que estou comercializando minhas fotografias em ampliações a razão de 1m x 60 cm, bem como outros tamanhos e opções, verticais e horizontais.



O trabalho recebe molduras muito decorativas e as fotos, tratamentos especiais, texturizados, com brilho, que lembram uma tela de pintura com leves relevos.
São ideais para decoração de Hotéis, Clínicas, ambientes de trabalho, casas ou qualquer outra repartição.



Tenha personalidade e não permita que paisagens alheias, “muitas delas européias”, decorem o seu lar, ou seu espaço. O Ceará e o Cariri são celeiros de ricas e belíssimas imagens das quais deveríamos nos orgulhar.



No momento disponibilizo: Uma paisagem da Floresta do Araripe, A flor do Pequí, capturada em todo seu esplendor! A Cascata, a flor do Visgueiro.

80cm x 52cm


Mas, qualquer foto do meu acervo, e olha que são muitas com temáticas variadas, sob encomenda poderá ser ampliada em tamanhos diversos, para paredes, birot, calendários, louças, tecidos, etc. etc.

Entre em contato apelo email: pjamaca@bol.com.br
Conheça meu novo Blog: www.pachellyjcomercial.blogspot.com/ e veja outras opções!

Tenha orgulho da terra em que nasceu ou adotou!

FOTOS PROTEGIDAS
pela Lei dos Direitos Autorias.
Expressamente proibida reprodução
Pachelly Jamacaru

Para Ulisses Germano- Por Socorro Moreira






Somos vítimas do tempo
O espelho é cruel
Eros já distante...
Nenhuma seta a furar nosso engano
Em compensação
Evapora-se a dor do amor
Amor vira doce
Alimento sempiterno
Já podemos adormecer nos mistérios

POEMA DE ISOPOR - por Ulisses Germano

(Dedicado a Silvio Holanda Amaro)


A liturgia diária da vida
No confronto com a existência
É um ato filosófico

Muitos desenvolvem o álibe
Afirmando-se vitmas
Da própria ignorância
Da matéria viva provisória
Que habita o planeta
Ainda não civilizado

Eros e Tanatos
São espelhos que se olham
Desejando e negando um ao outro
Suportando a dor dos seres vivos
Que habitam neles

Lanchinhos de mãe- por Socorro Moreira


Hora da merenda. Qual o filho que não chega perto da mãe , e pergunta : o que é a merenda ? morrendo de fome.
Era assim, na casa da minha infância.
Minha mãe tinha habilidades para improvisar . Variava entre banana frita, bolo de chapéu, suspiro, bufete, papa de carimã , rabanada , etc.
Repito alguns itens desse menu, principalmente nos dias chuvosos, quando bate uma vontade de comer não sei o quê.
Ah, eu quero a merenda da minha mãe !

Banana frita-
Deixe uma colher de manteiga derretendo no fogo. Frite bananas . Jogue açúcar e canela , e cubra com queijo de manteiga.
Bolo de chapéu
Bata dois ovos como para pão-de-. Acrescente 2 colheres de açúcar e duas colheres de farinha de milho. Fritar na gordura quente , e passar no açúcar com canela.

Bufete
1 xícara de goma sal a gosto. 3 ovos inteiros ( depende do tamanho do ovo) Manipular a massa até ela bufar. Moldar os biscoitos e fritá-los na gordura quente.
Suspiro
Para cada clara batida utilize duas colheres de açúcar. Suco de limão. Bater até o suspiro ficar bem firme. ASSAR EM FORMA FORRADA COM PAPEL MANTEIGA.FORNO BAIXO Nos dias do suspiro, tínhamos que correr até a bodega pra comprar uma folha de papel de embrulho.

Hoje, nos dias de piza, sanduiche e coca-cola, eu fico com saudades daqueles lanchinhos caseiros , que tinha gosto de casa de boneca, livro de história, natal, casa de mãe e pai, colo de avó ...


Ná Ozzetti



Maria Cristina Ozzetti, conhecida como Ná Ozzetti, (São Paulo, 12 de dezembro de 1958) é uma cantora e compositora brasileira.

Chuva

Lembrei-me de ti
quando saí do inferno

sem o semblante
de um falso profeta

então, por favor
nem batas à porta
o meu tapete encantado
se curvará diante dos teus pés.

Pensei em ti
quando pulei dos céus
e não abri o paraquedas
(seria injusto com os pássaros
que me deram asas)

então, por obséquio
não finjas não conhecer minha varanda
(as plantinhas sentem teu cheiro
antes do poeta) .

Pensei em ti
quando resolvi amar novamente
sem noção da névoa e sem molhar o jardim

então, por gentileza
senta na minha poltrona
e vê a doçura da nuvem.

Não te levantes
não digas que é tarde
que o tempo passou
e precisas fugir.

Sonhei contigo
sentada em silêncio
sorrindo, abrindo os braços

e me dizendo que adora
quando viajo feliz

e escrevo versos
imaginando o amor
de vestido branco
buquê e lábios vermelhos.

Então, ouve comigo
as loucas batidas desse tambor
(carne e sangue) dentro do meu peito

e dorme, dorme
meu doce.

Amanhã é dia de Santa Luzia




Santa Lúcia de Siracusa (± 283 - † 304), também conhecida por Santa Lúcia, foi, segundo a tradição da Igreja Católica, uma jovem siciliana, venerada pelos católicos como virgem e mártir, que, segundo conta-se, morreu por volta de 304 durante as perseguições de Diocleciano em Siracusa.

Na antiguidade cristã, juntamente com Santa Cecília, Santa Águeda e Santa Inês, a veneração à Santa Lúcia foi das mais populares e, como as primeiras, tinha ofício próprio. Chegou a ter 20 templos em Roma dedicados ao seu culto. Sua festa é celebrada em 13 de Dezembro.

AFAC INFORMA -

AMIGOS CRATENSES,


Faleceu ontem o nosso amigo cratense GERVAL MOREIRA.
O corpo está sendo velado no espaço TERNURA, (em Fortaleza) onde será celebrada uma missa as 14:00 de hoje, e em seguida o corpo seguirá para o cemitério Parque da Paz.

A DIRETORIA

José Wilton Soares e Silva
Para acreditar que sou eu
-  Claude Bloc -
Hoje eu poderia ter sonhado a vida se alastrando na indefinição do meu tempo. A cada manhã eu poderia ver o sol nascendo na tua mão esquerda. Abririas,então, os braços e de peito aberto, em pleno vôo, acompanharias o meu sonho rasgando-se ao vento do teu norte.

Em ti, a minha sede abriria sulcos no solo onde serias meu chão, onde eu correria qual um rio desbravando as margens dos teus segredos. No final da tarde eu desceria sobre o teu ombro, lentamente, oferecendo-te a chegada da noite... Então eu dormiria em teu sonho, em pleno sigilo, enquanto o mundo fosse seguindo seu curso.

 Sei que hoje és apenas como o vento e quando passas impetuoso pelos meus galhos sinto uma vontade imensa de me deixar seguir nos teus sopros. Assim, a cada passagem, levas de mim folhas e seiva que espalhas pela areia dos teus dias.

Só desta forma consegues agrupar cada pedaço de mim no reencontro que procuro, pois cada vez que passas ficam em balanço as portas do meu coração que te abro para que entres e não deixes que se fechem no silêncio.

Claude Bloc

Santidade

O milagre acontece:
o meu coração quieto
inexplicavelmente quieto.

E assim a cada lúcido olhar vejo um raio alaranjado
mudando de forma na parede (chaminés, passarinhos,
fios de alta tensão) .

Não morrerás tão cedo, meu velho.
Diz pras tuas botas que logo as calçadas de volta.

O dia que amanhece é o primeiro dia da tua vida
e assim (a cada dia atento) eis a eternidade te dando sopa.

Bebe tudo,
tudo. 

Lembra-te do mingau das borboletas
naquele tempo de inocência e espanto.

A eternidade tem este gosto:
mingau das asas da borboleta.

Repostando texto de José do Vale Pinheiro Feitosa


O deus da burguesia é a acumulação: erga-se uma estátua ao Viagra - José do Vale Pinheiro Feitosa



Todos os deuses têm a face da sua cultura. Todas as culturas têm a cara de sua classe dominante. Portanto os deuses têm a expressão das classes dominantes. É uma tese. Difícil de provar? Talvez, vamos tentar pelo extremo.

A atual civilização, que já é um problema em imaginá-la apenas uma, tem deuses simbólicos de várias faces. Muitas delas arcaicas, baseadas em fábulas rurais. No entanto o mais expressivo em termos de onipotência, onipresença e onisciência, alguns dos atributos emblemáticos do monoteísmo, é o dinheiro.

Os cristãos católicos têm sérios problemas morais com ele, por outro lado a ética protestante ultrapassou exatamente estes problemas. Acumular dinheiro, cultivá-lo, sob o manto da elevação material e do progresso pessoal e familiar é o norte da virtude religiosa nestes casos.

O dinheiro faz a mediação de tudo na vida das pessoas, até no amor, algum poeta já cantou, ele é vendaval. O mais importante do dinheiro é sua universalidade: é intercambiável pelos semi-deuses monetários de outros povos em outros lugares.

Os sacerdotes da religião predominante imaginam por virtude sua suposta neutralidade: não é de ninguém, apenas das mãos que o sustenta ou dos bolsos que os guarda. Advogam suas virtudes pelo poder de troca que promove entre as pessoas, numa cadeia comercial essencial na qual todos se colocam numa “solidariedade” quase castiça.

Só que o dinheiro do mundo não é uma força dispersiva, portanto onipresente. O dinheiro é como um acumulador de capitais, concentração sobre a face cruenta da burguesia internacional a qual se identifica exatamente pelo jogo da acumulação.

Portanto o principal poder do deus dinheiro é o poder de classe social da burguesia financeira, industrial e comercial. A religião é tomada de cabo a rabo pelos vícios de classe. Especialmente pela natureza inerente e inalienável de acumular.

E o pior, um acumular igual a um buraco negro: aquela concentração de gravidade pelo qual a matéria do mundo desaparece. Ou seja, aquele triturador da realidade da imensa população que todos os dias perde forças de sua capacidade de trabalho para esta entropia fatal.

O buraco negro de classe se encontra na raiz do grave problema do aquecimento global e da destruição da natureza. É o mesmo que gera a fome mundial, promove guerras, migrações em massa e as epidemias, como a AIDS, que destroem populações inteiras.

A situação é tão explícita que hoje uma pessoa ao submeter-se a um procedimento médico caro não sabe se atende a sua necessidade de saúde ou à necessidade da equipe médica em acumular o sucesso monetário. Jogo com o extremo, pois ele é a medida de tudo o mais que se vive ou se precise.

O bem e o mal a burguesia os tem por fiel da balança do acumular. Não é a toa que os medicamentos que têm a virtude da cura e o malefício dos efeitos indesejáveis, deixaram há muito de ser mero critério médico para tornar critério em bolsa de valores.

Por isso é que um efeito indesejável na pesquisa de um remédio para pressão se tornou o grande negócio da Pfizer. Aliás, a mesma que o Wikileaks denuncia por mortes em conseqüência de testes de drogas novas com pobres da Nigéria. A empresa ao prestar a atenção sobre o efeito colateral ganhou bilhões em bolsa.

Falo da Sildenafila estudada originalmente para hipertensão arterial e angina coronariana e que se mostrou boa mesmo foi como indutora de ereção peniana. O remédio é o Viagra e agora é usado na bela palavra dos mercadores do cotidiano do prazer: “tratamento da disfunção erétil”.

por José do Vale Pinheiro Feitosa

Cariricaturas- Edição especial



Título e capa, em estudo ( aceitamos sugestões)
Prefácio de José Flávio Vieira
Contracapa de José do Vale Feitosa


-Sem ônus para os escritores.
-Número de textos por autor : 2 + release + fotografia
-Reciprocidade : 5 livros para cada autor.


Autores convidados: todos os nossos colaboradores !


-Os textos deverão ser enviados para o e-mail de Stella ,até no máximo, 15 de Dezembro de 2010.
-Fase de revisão : o tempo necessário .

- stelasiebra@yahoo.com.br

Peru de Natal



INGREDIENTES:


• 500g de castanhas assadas no forno (faça um pequeno corte no comprimento de cada uma para assar)
• 1 peru de aproximadamente 3 kg
• 300g de lingüiça calabresa
• 300g de lombo de porco moído
• 150g de manteiga ou margarina
• 1 xícara de vinho branco seco
• noz moscada, pimenta do reino e sal à gosto
• óleo para regar
TEMPERO:

• 2 xícaras de vinho branco seco
• 8 dentes de alho amassados,
• 1/2 xícara de vinagre,
• 1 folha de louro
• sal e pimenta à vontade
MODO DE PREPARO:

http://culinariadedomingo.blogspot.com/2009_12_01_archive.html

O Peru de Natal- Mário de Andrade


O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de conseqüências decisivas para a felicidade familiar. Nós sempre fôramos familiarmente felizes, nesse sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem brigas internas nem graves dificuldades econômicas. Mas, devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de qualquer lirismo, de uma exemplaridade incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida, aquele gosto pelas felicidades materiais, um vinho bom, uma estação de águas, aquisição de geladeira, coisas assim. Meu pai fora de um bom errado, quase dramático, o puro-sangue dos desmancha-prazeres.

Morreu meu pai, sentimos muito, etc. Quando chegamos nas proximidades do Natal, eu já estava que não podia mais pra afastar aquela memória obstruente do morto, que parecia ter sistematizado pra sempre a obrigação de uma lembrança dolorosa em cada almoço, em cada gesto mínimo da família. Uma vez que eu sugerira à mamãe a idéia dela ir ver uma fita no cinema, o que resultou foram lágrimas. Onde se viu ir ao cinema, de luto pesado! A dor já estava sendo cultivada pelas aparências, e eu, que sempre gostara apenas regularmente de meu pai, mais por instinto de filho que por espontaneidade de amor, me via a ponto de aborrecer o bom do morto.

Foi decerto por isto que me nasceu, esta sim, espontaneamente, a idéia de fazer uma das minhas chamadas "loucuras". Essa fora aliás, e desde muito cedo, a minha esplêndida conquista contra o ambiente familiar. Desde cedinho, desde os tempos de ginásio, em que arranjava regularmente uma reprovação todos os anos; desde o beijo às escondidas, numa prima, aos dez anos, descoberto por Tia Velha, uma detestável de tia; e principalmente desde as lições que dei ou recebi, não sei, de uma criada de parentes: eu consegui no reformatório do lar e na vasta parentagem, a fama conciliatória de "louco". "É doido, coitado!" falavam. Meus pais falavam com certa tristeza condescendente, o resto da parentagem buscando exemplo para os filhos e provavelmente com aquele prazer dos que se convencem de alguma superioridade. Não tinham doidos entre os filhos. Pois foi o que me salvou, essa fama. Fiz tudo o que a vida me apresentou e o meu ser exigia para se realizar com integridade. E me deixaram fazer tudo, porque eu era doido, coitado. Resultou disso uma existência sem complexos, de que não posso me queixar um nada.

Era costume sempre, na família, a ceia de Natal. Ceia reles, já se imagina: ceia tipo meu pai, castanhas, figos, passas, depois da Missa do Galo. Empanturrados de amêndoas e nozes (quanto discutimos os três manos por causa dos quebra-nozes...), empanturrados de castanhas e monotonias, a gente se abraçava e ia pra cama. Foi lembrando isso que arrebentei com uma das minhas "loucuras":

— Bom, no Natal, quero comer peru.

Houve um desses espantos que ninguém não imagina. Logo minha tia solteirona e santa, que morava conosco, advertiu que não podíamos convidar ninguém por causa do luto.

— Mas quem falou de convidar ninguém! essa mania... Quando é que a gente já comeu peru em nossa vida! Peru aqui em casa é prato de festa, vem toda essa parentada do diabo...

— Meu filho, não fale assim...

— Pois falo, pronto!

E descarreguei minha gelada indiferença pela nossa parentagem infinita, diz-que vinda de bandeirantes, que bem me importa! Era mesmo o momento pra desenvolver minha teoria de doido, coitado, não perdi a ocasião. Me deu de sopetão uma ternura imensa por mamãe e titia, minhas duas mães, três com minha irmã, as três mães que sempre me divinizaram a vida. Era sempre aquilo: vinha aniversário de alguém e só então faziam peru naquela casa. Peru era prato de festa: uma imundície de parentes já preparados pela tradição, invadiam a casa por causa do peru, das empadinhas e dos doces. Minhas três mães, três dias antes já não sabiam da vida senão trabalhar, trabalhar no preparo de doces e frios finíssimos de bem feitos, a parentagem devorava tudo e ainda levava embrulhinhos pros que não tinham podido vir. As minhas três mães mal podiam de exaustas. Do peru, só no enterro dos ossos, no dia seguinte, é que mamãe com titia ainda provavam num naco de perna, vago, escuro, perdido no arroz alvo. E isso mesmo era mamãe quem servia, catava tudo pro velho e pros filhos. Na verdade ninguém sabia de fato o que era peru em nossa casa, peru resto de festa.

Não, não se convidava ninguém, era um peru pra nós, cinco pessoas. E havia de ser com duas farofas, a gorda com os miúdos, e a seca, douradinha, com bastante manteiga. Queria o papo recheado só com a farofa gorda, em que havíamos de ajuntar ameixa preta, nozes e um cálice de xerez, como aprendera na casa da Rose, muito minha companheira. Está claro que omiti onde aprendera a receita, mas todos desconfiaram. E ficaram logo naquele ar de incenso assoprado, se não seria tentação do Dianho aproveitar receita tão gostosa. E cerveja bem gelada, eu garantia quase gritando. É certo que com meus "gostos", já bastante afinados fora do lar, pensei primeiro num vinho bom, completamente francês. Mas a ternura por mamãe venceu o doido, mamãe adorava cerveja.

Quando acabei meus projetos, notei bem, todos estavam felicíssimos, num desejo danado de fazer aquela loucura em que eu estourara. Bem que sabiam, era loucura sim, mas todos se faziam imaginar que eu sozinho é que estava desejando muito aquilo e havia jeito fácil de empurrarem pra cima de mim a... culpa de seus desejos enormes. Sorriam se entreolhando, tímidos como pombas desgarradas, até que minha irmã resolveu o consentimento geral:

— É louco mesmo!...

Comprou-se o peru, fez-se o peru, etc. E depois de uma Missa do Galo bem mal rezada, se deu o nosso mais maravilhoso Natal. Fora engraçado:assim que me lembrara de que finalmente ia fazer mamãe comer peru, não fizera outra coisa aqueles dias que pensar nela, sentir ternura por ela, amar minha velhinha adorada. E meus manos também, estavam no mesmo ritmo violento de amor, todos dominados pela felicidade nova que o peru vinha imprimindo na família. De modo que, ainda disfarçando as coisas, deixei muito sossegado que mamãe cortasse todo o peito do peru. Um momento aliás, ela parou, feito fatias um dos lados do peito da ave, não resistindo àquelas leis de economia que sempre a tinham entorpecido numa quase pobreza sem razão.

— Não senhora, corte inteiro! Só eu como tudo isso!

Era mentira. O amor familiar estava por tal forma incandescente em mim, que até era capaz de comer pouco, só-pra que os outros quatro comessem demais. E o diapasão dos outros era o mesmo. Aquele peru comido a sós, redescobria em cada um o que a quotidianidade abafara por completo, amor, paixão de mãe, paixão de filhos. Deus me perdoe mas estou pensando em Jesus... Naquela casa de burgueses bem modestos, estava se realizando um milagre digno do Natal de um Deus. O peito do peru ficou inteiramente reduzido a fatias amplas.

— Eu que sirvo!

"É louco, mesmo" pois por que havia de servir, se sempre mamãe servira naquela casa! Entre risos, os grandes pratos cheios foram passados pra mim e principiei uma distribuição heróica, enquanto mandava meu mano servir a cerveja. Tomei conta logo de um pedaço admirável da "casca", cheio de gordura e pus no prato. E depois vastas fatias brancas. A voz severizada de mamãe cortou o espaço angustiado com que todos aspiravam pela sua parte no peru:

— Se lembre de seus manos, Juca!

Quando que ela havia de imaginar, a pobre! que aquele era o prato dela, da Mãe, da minha amiga maltratada, que sabia da Rose, que sabia meus crimes, a que eu só lembrava de comunicar o que fazia sofrer! O prato ficou sublime.

— Mamãe, este é o da senhora! Não! não passe não!

Foi quando ela não pode mais com tanta comoção e principiou chorando. Minha tia também, logo percebendo que o novo prato sublime seria o dela, entrou no refrão das lágrimas. E minha irmã, que jamais viu lágrima sem abrir a torneirinha também, se esparramou no choro. Então principiei dizendo muitos desaforos pra não chorar também, tinha dezenove anos... Diabo de família besta que via peru e chorava! coisas assim. Todos se esforçavam por sorrir, mas agora é que a alegria se tornara impossível. É que o pranto evocara por associação a imagem indesejável de meu pai morto. Meu pai, com sua figura cinzenta, vinha pra sempre estragar nosso Natal, fiquei danado.

Bom, principiou-se a comer em silêncio, lutuosos, e o peru estava perfeito. A carne mansa, de um tecido muito tênue boiava fagueira entre os sabores das farofas e do presunto, de vez em quando ferida, inquietada e redesejada, pela intervenção mais violenta da ameixa preta e o estorvo petulante dos pedacinhos de noz. Mas papai sentado ali, gigantesco, incompleto, uma censura, uma chaga, uma incapacidade. E o peru, estava tão gostoso, mamãe por fim sabendo que peru era manjar mesmo digno do Jesusinho nascido.

Principiou uma luta baixa entre o peru e o vulto de papai. Imaginei que gabar o peru era fortalecê-lo na luta, e, está claro, eu tomara decididamente o partido do peru. Mas os defuntos têm meios visguentos, muito hipócritas de vencer: nem bem gabei o peru que a imagem de papai cresceu vitoriosa, insuportavelmente obstruidora.

— Só falta seu pai...

Eu nem comia, nem podia mais gostar daquele peru perfeito, tanto que me interessava aquela luta entre os dois mortos. Cheguei a odiar papai. E nem sei que inspiração genial, de repente me tornou hipócrita e político. Naquele instante que hoje me parece decisivo da nossa família, tomei aparentemente o partido de meu pai. Fingi, triste:

— É mesmo... Mas papai, que queria tanto bem a gente, que morreu de tanto trabalhar pra nós, papai lá no céu há de estar contente... (hesitei, mas resolvi não mencionar mais o peru) contente de ver nós todos reunidos em família.

E todos principiaram muito calmos, falando de papai. A imagem dele foi diminuindo, diminuindo e virou uma estrelinha brilhante do céu. Agora todos comiam o peru com sensualidade, porque papai fora muito bom, sempre se sacrificara tanto por nós, fora um santo que "vocês, meus filhos, nunca poderão pagar o que devem a seu pai", um santo. Papai virara santo, uma contemplação agradável, uma inestorvável estrelinha do céu. Não prejudicava mais ninguém, puro objeto de contemplação suave. O único morto ali era o peru, dominador, completamente vitorioso.

Minha mãe, minha tia, nós, todos alagados de felicidade. Ia escrever «felicidade gustativa», mas não era só isso não. Era uma felicidade maiúscula, um amor de todos, um esquecimento de outros parentescos distraidores do grande amor familiar. E foi, sei que foi aquele primeiro peru comido no recesso da família, o início de um amor novo, reacomodado, mais completo, mais rico e inventivo, mais complacente e cuidadoso de si. Nasceu de então uma felicidade familiar pra nós que, não sou exclusivista, alguns a terão assim grande, porém mais intensa que a nossa me é impossível conceber.

Mamãe comeu tanto peru que um momento imaginei, aquilo podia lhe fazer mal. Mas logo pensei: ah, que faça! mesmo que ela morra, mas pelo menos que uma vez na vida coma peru de verdade!

A tamanha falta de egoísmo me transportara o nosso infinito amor... Depois vieram umas uvas leves e uns doces, que lá na minha terra levam o nome de "bem-casados". Mas nem mesmo este nome perigoso se associou à lembrança de meu pai, que o peru já convertera em dignidade, em coisa certa, em culto puro de contemplação.

Levantamos. Eram quase duas horas, todos alegres, bambeados por duas garrafas de cerveja. Todos iam deitar, dormir ou mexer na cama, pouco importa, porque é bom uma insônia feliz. O diabo é que a Rose, católica antes de ser Rose, prometera me esperar com uma champanha. Pra poder sair, menti, falei que ia a uma festa de amigo, beijei mamãe e pisquei pra ela, modo de contar onde é que ia e fazê-la sofrer seu bocado. As outras duas mulheres beijei sem piscar. E agora, Rose!...

O texto acima foi extraído do livro "Nós e o Natal", Artes Gráficas Gomes de Souza, Rio de Janeiro, 1964, pág. 23..

Salmos da Mansa Chuva - Por Domingos Barroso


Quando a luz do fim do túnel apagar-se
lembra-te meu amigo -
uma vela acesa ilumina todos os pecados.

Quando o chão rachar-se
e caíres no abismo
lembra-te meu amigo -
cavando mais um pouquinho
chega-se ao Sol nascente.

Sobre o cadafalso,
com o laço em volta do pescoço
lembra-te meu amigo -
a corda é podre.

Dá o de beber
e o de comer à tua alma.

A plantinha morreu
mas ainda tem uma semente
bem guardada tinindo de verde.



"aquele que tem a coragem de renunciar ao que lhe está próximo, conquista o que está distante!"

I Ching

Desenvolvimento regional do Cariri: em quê pé se encontra a questão da região metropolitana? - José do Vale Pinheiro Feitosa


Noel Rosa - Por Norma Hauer

ELE NASCEU COM O COMETA HALLEY

Era o ano de 1910.
Terminara a “Revolta da Chibata”, mas chegara o Cometa Halley.

Podemos imaginar como as pessoas “temerosas dos castigos de Deus” deveriam estar apavoradas , enquanto outras admiravam um dos fenômenos naturais do início do século XX.

Mas em uma casa modesta da Rua Teodoro da Silva, um casal aguardava a ansioso a chegada de “seu rebento”.

Era o dia 11 de dezembro de 1910. E quem estava nascendo? Alguém que viveria apenas 26 anos, mas que enriqueceria de tal modo nossa música popular, que hoje, 100 anos depois é lembrado e amado por todas as gerações que vieram depois dele.

É UM VERDADEIRO FENÔMENO!

Seu nome: NOEL DE MEDEIROS ROSA , ou simplesmente NOEL ROSA.

Ele começou a ficar conhecido quando, juntamente com Henrique Fôreis, o Almirante, e o "Bando de Tangarás" fez suas primeiras apresentações em uma das emissoras de rádio pioneiras, a Rádio Clube do Brasil.

Isso em 1929. Não completara ainda 19 anos.
Apresentou, ao violão, um choro de sua autoria de nome "Baianinha", que nunca foi gravado, mas que lançou seu nome em um tempo que os poucos receptores de rádio existentes ainda eram criados de modo artesanal, com cristais de galena.

Nesse mesmo ano, seu nome despontou em uma gravação de um samba que marcou definitivamente sua presença no meio musical: "Com Que Roupa?".

Ali ele mostrou seu talento e sua "charge" que o acompanhou em muitas de suas composições, como "Gago Apaixonado"; "Cordiais Saudações"; "Conversa de Botequim"; "A.E.I.O.U", "Cem Mil Réis"; "De Babado"; "É Bom Parar";
"Tarzan, o Filho do Alfaiate", "O Orvalho Vem Caindo" e dezenas de outras.

Noel também foi romântico, como em "P'ra Que Mentir?"; “Último Desejo"; Feitio de Oração"; "Não Tem Tradução; "P'ra Esquecer"... e em sua única canção "Meu Sofrer", gravação original de Gastão Formenti. Anos depois de sua morte foi mudada para "Queixumes" e gravada por Carlos Galhardo.
É sua única canção, além de ser a única que ele compôs com parceiro (Henrique Brito), que caiu em domínio público.

E seus sambas, enaltecendo Vila Isabel, o bairro que ainda hoje (e será sempre) o bairro de Noel?
"Feitiço da Vila" e "Palpite Infeliz" são dois que nos vem à lembrança quando se pensa em Vila Isabel.

Ali estão um túnel, uma estátua, uma escola e várias casas comerciais lembrando seu nome, o que nem era preciso porque falar em Vila Isabel é falar em Noel Rosa.

Noel ainda participou dos filmes "Alô, Alô Carnaval " e "Cidade Mulher"; neste apresentou um samba exatamente com o nome de "Cidade Mulher", referente ao Rio de Janeiro.

Cidade de amor e aventura
Que tem mais doçura
Que uma ilusão.
Cidade mais bela que o sorriso,
Maior que o paraíso
Melhor que a tentação

Cidade que ninguém resiste
Na beleza triste
De um samba-canção.
Cidade de flores sem abrolhos
Que encantando nossos olhos
Prende o nosso coração

Cidade notável,
Inimitável,
Maior e mais bela que outra qualquer.
Cidade sensível,
Irresistível,
Cidade do amor, cidade mulher.

Cidade de sonho e grandeza
Que guarda riqueza
Na terra e no mar.
Cidade do céu sempre azulado,
Teu Sol é namorado
Da noite de luar

Cidade padrão de beleza,
Foi a natureza
Quem te protegeu
Cidade de amores sem pecado,
Foi juntinho ao Corcovado
Que Jesus Cristo nasceu .

Esse samba foi depois gravado por Orlando Silva

Noel participou também de várias peças teatrais, como "Deixa Essa Mulher Chorar" ; "Samba, Prontidão e Outras Coisas"; "O Barbeiro de Niterói"; "O Poeta da Vila e Seus Amores"...

Imaginar o que foi Noel Rosa em seus poucos anos de vida, tendo deixado mais de duzentas composições (a maioria sucesso, como a sempre lembrada "Pastorinhas") é imaginar que tivemos um gênio entre nós que, como todos os gênios, viveu pouco e pouco cuidou de sua saúde.


Recentemente tivemos um filme sobre NOEL ROSA que o apresentou "rodando de bar em bar na Lapa" e nada falou sobre sua participação no rádio, principalmente no Programa Casé , o programa que o tornou conhecido em todo o Brasil.

Um boêmio da Lapa, jamais seria referenciado até hoje se não fosse lançado no rádio, o grande divulgador dos artistas de sua época.
Cheguei a acompanhar os improvisos dele e de Marilía Batista com a música de "De Babado", no Programa Casé", na antiga Rádio Phiilips do Brasil (PRC-6).

Até anúncios (como se dizia na época) viravam “gingles” com a música de “De Babado”, como os que anunciavam “O Dragão”, da Rua Larga.

“O Dragão” fica em frente à Light ou a Light fica em frente ao “Dragão”? Era uma loja de artigos de cozinha que sobreviveu anos após a morte de Noel.

Eis um dos “gingles”

“De babado, sim,
Meu amor ideal, sem babado não.

“No dia que fores minha ,
Juro por Deus , coração.
Te darei uma cozinha
Que vi ali no Dragão.



NOEL ROSA faleceu em 4 de maio de 1937, há "apenas" 73 anos. Hoje é tão popular como se ainda vivesse.

Entretanto, ele ficou algum tempo esquecido, até que, em meados dos anos 50, Aracy de Almeida lançou dois álbuns com 12 discos de 78 rotações , que recebeu o nome de “Noel Rosa”, somente com composições suas.

Sobre NOEL existem dois livros que dizem tudo a seu respeito""Noel Rosa-Uma Biografia", de João Máximo e Carlos Didier, com tudo que se poderia falar sobre ele e "No Tempo de Noel Rosa", de Almirante.

Apesar das minúcias sobre Noel do primeiro, onde se vê o quanto os autores pesquisaram para fazer um trabalho perfeito, prefiro o de Almirante porque este “viveu” NOEL ROSA.

Norma Hauer

José de Alencar



José Martiniano de Alencar (Messejana, 1 de maio de 1829 — Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 1877) foi um jornalista, político, advogado, orador, crítico, cronista, polemista, romancista e dramaturgo brasileiro.

Formou-se em Direito, iniciando-se na atividade literária no Correio Mercantil e Diário do Rio de Janeiro. Foi casado com Ana Cochrane. Filho do senador José Martiniano Pereira de Alencar, irmão do diplomata Leonel Martiniano de Alencar, barão de Alencar, e pai de Augusto Cochrane de Alencar.

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Libertad Lamarque




Libertad Lamarque de Bouza (Rosário, 24 de Novembro de 1908 — Cidade do México, 12 de Dezembro de 2000 (92 anos)) foi uma atriz argentina radicada no México.


Pagu




Retrato de Pagu feito no final da década de 1920.


Patrícia Rehder Galvão, conhecida pelo pseudônimo de Pagu, (São João da Boa Vista, 9 de junho de 1910 — Santos, 12 de dezembro de 1962 foi uma escritora e jornalista brasileira. Militante comunista, teve grande destaque no movimento modernista iniciado em 1922. Foi a primeira mulher presa no Brasil por motivações políticas.

Desenvolvimento regional do Cariri: em quê pé se encontra a questão da região metropolitana? - José do Vale Pinheiro Feitosa

Uma questão que temos de refletir muito no Cariri se deve a aspectos de ensino e pesquisa, especialmente das atividades de extensão das universidades que operam na região. E quando digo isso não falo tão somente dos que aqui no blog escrevem. Mesmo que reflitamos coisas importantes, nossa força política se resume a trazer a reflexão para a luz de vários leitores.

Quando falo em refletir, penso na Associação Comercial, nas Associações de Classe, nos Sindicatos e claro numa matriz organizada que possa conduzir a demanda até às universidades. Vejamos a questão do poder de alavancar desenvolvimento econômico e social que estas universidades têm.
Antes um reconhecimento: a simples existência delas, trazendo alunos, estimulando professores estudarem mais, já tem um fator de estimulo ao desenvolvimento muito grande. A questão é que pode ir além, especialmente através das atividades de extensão e com o grande potencial que possuem para maturar investimento e promover melhorias.

Além do mais pensemos em grandes linhas estratégicas para a região e em seguida um esforço coordenado de tudo que tem vocação para desenvolver estas linhas: Universidades, SEBRAE, SESC, SENAI, Escolas Técnicas, etc. Não precisamos usurpar as hierarquias internadas das instituições, querendo criar apenas um ente burocrático regional para controlá-las. É possível criar um Plano Estratégico e criar uma comissão geral de acompanhamento do plano.

Existem muitas possibilidades, mas as Associações e as Organizações Sociais, Econômica e Políticas precisam criar um “fórum” para levantar as necessidades e criar planos de superação. É preciso dar conhecimento do que se precisa antes de tudo.

Não vale apenas o termo escrito dos resultados do Fórum é preciso criar uma instância permanente em que todos os agentes estejam presentes, durante todo o ano e de modo independente das forças externas à região. Não é preciso que venha nada de fora a não ser aquilo que for consenso regional que venha.

Uma coisa que não temos notícia é sobre a implementação da questão da Região Metropolitana. Se ela não vier com a capacidade de articular a realidade, criar um plano estratégico integrador e acompanhar este plano, ela se torna apenas uma letra morta. Alguém aqui no blog poderia dar notícia sobre o assunto?

Guel Arraes






Guel Arraes (nome artístico de Miguel Arraes de Alencar Filho; Recife, 12 de dezembro de 1953) é um cineasta e diretor de televisão brasileiro.

Filho do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, viveu exilado na Argélia com sua família no período da ditadura militar.

– Um inventor no audiovisual brasileiro é um projeto realizado pelo Grupo de Pesquisa em Mídia e Cultura Contemporânea, formado por professores de diversas áreas da Universidade Federal de Pernambuco e da Universidade Católica de Pernambuco. O livro é composto por artigos que analisam as experimentações audiovisuais do diretor pernambucano, sua trajetória e inovações em minisséries e filmes. Apresenta ainda um comentário do próprio Guel acerca de suas produções.

Wagner Tiso



Wagner Tiso Veiga (Três Pontas, 12 de dezembro de 1945) é um músico, arranjador, regente, pianista e compositor brasileiro.


Tendo, pelo lado paterno (Correia de Figueiredo), ascendência na antiga aristocracia lusitana; pelo lado materno (Tiso), ascendência cigana [1], Tiso aprendeu teoria musical com Paulo Moura e especializou-se em teclados. Participou do conjunto Sambacana em 1964 e dois anos depois foi trabalhar com o antigo mestre. Acompanhou diversos artistas, como Cauby Peixoto, Ivon Cury, Maysa e Marcos Valle. Em 1970 entrou para a banda Som Imaginário, que acompanhava os shows de Milton Nascimento.

Integrante do Clube da Esquina, logo começou a fazer sucesso no exterior, apresentando-se em Atenas e Montreux, e também acompanhando não só Milton, como também Flora Purim, Ron Carter e Airto Moreira.

Nos anos 70, fez arranjos para Gonzaguinha, Paulo Moura, Johnny Alf, MPB-4, Dominguinhos, o próprio Milton e outros.

wikipédia

Jabor




Arnaldo Jabor (Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 1940) é um cineasta, crítico e escritor brasileiro.
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Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Arnaldo Jabor

O deus da burguesia é a acumulação: erga-se uma estátua ao Viagra - José do Vale Pinheiro Feitosa

Todos os deuses têm a face da sua cultura. Todas as culturas têm a cara de sua classe dominante. Portanto os deuses têm a expressão das classes dominantes. É uma tese. Difícil de provar? Talvez, vamos tentar pelo extremo.

A atual civilização, que já é um problema em imaginá-la apenas uma, tem deuses simbólicos de várias faces. Muitas delas arcaicas, baseadas em fábulas rurais. No entanto o mais expressivo em termos de onipotência, onipresença e onisciência, alguns dos atributos emblemáticos do monoteísmo, é o dinheiro.

Os cristãos católicos têm sérios problemas morais com ele, por outro lado a ética protestante ultrapassou exatamente estes problemas. Acumular dinheiro, cultivá-lo, sob o manto da elevação material e do progresso pessoal e familiar é o norte da virtude religiosa nestes casos.

O dinheiro faz a mediação de tudo na vida das pessoas, até no amor, algum poeta já cantou, ele é vendaval. O mais importante do dinheiro é sua universalidade: é intercambiável pelos semi-deuses monetários de outros povos em outros lugares.

Os sacerdotes da religião predominante imaginam por virtude sua suposta neutralidade: não é de ninguém, apenas das mãos que o sustenta ou dos bolsos que os guarda. Advogam suas virtudes pelo poder de troca que promove entre as pessoas, numa cadeia comercial essencial na qual todos se colocam numa “solidariedade” quase castiça.

Só que o dinheiro do mundo não é uma força dispersiva, portanto onipresente. O dinheiro é como um acumulador de capitais, concentração sobre a face cruenta da burguesia internacional a qual se identifica exatamente pelo jogo da acumulação.

Portanto o principal poder do deus dinheiro é o poder de classe social da burguesia financeira, industrial e comercial. A religião é tomada de cabo a rabo pelos vícios de classe. Especialmente pela natureza inerente e inalienável de acumular.

E o pior, um acumular igual a um buraco negro: aquela concentração de gravidade pelo qual a matéria do mundo desaparece. Ou seja, aquele triturador da realidade da imensa população que todos os dias perde forças de sua capacidade de trabalho para esta entropia fatal.

O buraco negro de classe se encontra na raiz do grave problema do aquecimento global e da destruição da natureza. É o mesmo que gera a fome mundial, promove guerras, migrações em massa e as epidemias, como a AIDS, que destroem populações inteiras.

A situação é tão explícita que hoje uma pessoa ao submeter-se a um procedimento médico caro não sabe se atende a sua necessidade de saúde ou à necessidade da equipe médica em acumular o sucesso monetário. Jogo com o extremo, pois ele é a medida de tudo o mais que se vive ou se precise.

O bem e o mal a burguesia os tem por fiel da balança do acumular. Não é a toa que os medicamentos que têm a virtude da cura e o malefício dos efeitos indesejáveis, deixaram há muito de ser mero critério médico para tornar critério em bolsa de valores.

Por isso é que um efeito indesejável na pesquisa de um remédio para pressão se tornou o grande negócio da Pfizer. Aliás, a mesma que o Wikileaks denuncia por mortes em conseqüência de testes de drogas novas com pobres da Nigéria. A empresa ao prestar a atenção sobre o efeito colateral ganhou bilhões em bolsa.

Falo da Sildenafila estudada originalmente para hipertensão arterial e angina coronariana e que se mostrou boa mesmo foi como indutora de ereção peniana. O remédio é o Viagra e agora é usado na bela palavra dos mercadores do cotidiano do prazer: “tratamento da disfunção erétil”.

Sinatra




Francis Albert Sinatra (Hoboken, 12 de dezembro de 1915 — Los Angeles, 14 de maio de 1998) foi um cantor e ator estadunidense.

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PARABÉNS, MAGALI !!!

Magali,



Queria muito que essa foto fosse o registro de um encontro nosso neste exato  dia.

 Saiba, porém, que a amizade entre nós sempre me faz próxima a você, pelo bem querer, pela alegria que se torna uma constante a cada encontro e pela felicidade que você me traz por ser esta pessoa cheia de sorrisos e de um amor abnegado e sincero aos que quer bem. 

Pessoas como você são raras. São únicas. Merecem tudo de bom que possamos lhe desejar.

Que Deus abençoe você e toda a sua família e que as GRAÇAS de Deus possam ser seu porto seguro.

Abraços, e Parabéns, minha amiga querida.



Claude