Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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terça-feira, 7 de junho de 2011

A nova ministra da casa civil num filme de 1937


Trata-se da atriz de musicais de Hollywood com duas curiosidades: era amiga de Carmem Miranda e trabalhou em mais de um filme com ela e a outra é que gravou Youll Never Now num musical dos anos 30 e que se tornou sucesso brega na voz de Waldick e Antonio Marco nos anos 60.

Eu, tu, eles - José do Vale Pinheiro Feitosa


As cenas iniciais deste filme foram tomadas no que era um distrito rural de Juazeiro da Bahia. O nome do distrito é Salitre e num raio de alguns quilômetros se tem de terra irrigada produtora de frutas e cana até o semi-árido como tais cenas vistas neste vídeo. Foi na foz do rio Salitre nos idos do século XVII que uma excursão da família D´Ávila, da Casa da Torre, dizimou quase quinhentos índios aldeados.

São cenas do filme Eu, Tu, Eles. Uma deliciosa comédia com um quadrado amoroso representado pelo melhor que grandes atores podem encenar. A história se baseou em retalhos de fatos reais da vida de uma cearense Maria Marlene Silva Sabóia. Falei de comédia, mas o drama permeia toda a trama: a pobreza, o trabalho duro e a divisão do pouco que se há para dividir.

O mais delicioso do filme é sua trilha sonora. Especialmente este “Esperando na Janela” que tinha por conta de ter sido composta por Targino Gondim, mas que na verdade surge com mais três parceiros, incluindo Gilberto Gil.

Esperando na Janela é uma lição de esperança. O estilo não morreu. O forró ainda tem respiração para muito mais história. Quando seu Luiz começou, a letra forró e muitas notas já eram de indivíduos urbanos e letrados. Zé Dantas e Humberto Teixeira, um era médico e outro advogado e exerciam suas profissões no Rio de Janeiro.

Portanto o nosso forró das rádios, dos discos de cera e dos long play já eram de pessoas urbanizadas e vivendo a vida com o que a cidade produzia. Poderiam ter a nostalgia da vida rural, até mesmo como um brasileiro bem sucedido ter uma fazenda, mas em absoluto viviam da roça e da criação.

O que está acontecendo em Fortaleza e no resto do nordeste com o forró é uma decadência maior. Não é que tudo se explique pelo componente urbano dos personagens. O buraco é um pouco mais profundo. É a nova geração consumista, alçada de uma periferia cruenta de grandes cidades para um sucesso de minutos, com muita grana, uso e fruto desenfreado, exibição de luxo e grosseria. É um forró rude, casca grossa, do pior que a volúpia do fugaz tem para a cultura.

Não é diferente em angústia do pior que vida tem nas grandes cidades brasileiras. Por isso não é diferente de um funk (não no sentido musical) em seu desespero de se humilhar para esconder a humilhação de todos os dias: nos trens de periferia, nos baixos salários, contas a pagar e um desejo de consumo sem meios para consegui-lo.

Em ambos as mulheres se deliciam como objetos de machos exibicionistas. Valentões cheirados e com garrafas das bebidas mais baratas em goladas pelo gargalo. Na periferia de Fortaleza existe um negócio chamado Lual, verdadeira festa rave, só que com forró eletrônico numa babel de centenas de bolhas de som, formadas por paredões de caixas, tocando coisas diferentes, mas todas iguais na mesmice tediosa que a surdez de decibéis parece revelar.

Isso cansa. A sociedade urbana vai mudar, mas é neste mesmo arrasto que se mata por um par de tênis ou por um celular. Que o crack forma zumbis nas cidades pequenas. Que a municipalidade parece pequena para tantos problemas. A luta pela crítica ao forró de plástico passa por muitas críticas ao próprio modelo de acumular e consumir na modernidade ou na pós-modernidade vá lá ao que isso seja.

Tudo que já é ruim, pode piorar - Vejam a Bela Cultura musical Cearense de que eu falo:


É disso que eu falo. É o que rola 24Hs nas rádios do Ceará. Veja e caia de costas:





O.B.S - As gatinhas são lindas, mas a música...

Palavras São Milagres Migratórios...Um Poema-Wilson Bernardo.

NÃO SE DEVE TOTALMENTE SANTIFICAR!
Que Deus seja justo
posso até concordar


mas depois da benevolência
o homem reinventou
os pregos em forma de parafusos.

Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

Sobre a "aposentadoria" - José Nilton Mariano Saraiva

Preparar-se antecipadamente, focando principalmente os aspectos psicológico (ocupação do ocioso tempo disponível) e financeiro (capacidade de atendimento às novas demandas), sob pena de não o fazendo, à frente colher frustrações e desenganos, eis aí a tarefa prioritária dos que rompem as amarras do vínculo empregatício e se aposentam após anos e anos de labuta diária, almejando, a partir de então, compreensivelmente, o “aproveitar a vida” com intensidade, qualidade e sem pressa.
Há, no entanto, óbices a serem vencidos: 1) em razão do “teto-limite” estabelecido pelo Governo Federal (INSS) para o “benefício previdenciário” jamais equiparar-se à remuneração percebida por aqueles que têm uma renda um pouco mais expressiva que o salário mínimo, corre-se o risco de “sobrar dias ao final do mês” (faltar grana pra pagar as contas); 2) como o índice de reajuste desse mesmo “benefício previdenciário” já se nos apresenta defasado há bastante tempo, não guardando consonância com os índices de reajuste dos preços dos produtos em geral, torna-se evidente que a remuneração do aposentado brasileiro experimenta dia-a-dia um corrosivo desgaste ou achatamento, via diminuição do seu poder de compra; 3) por conseqüência, fica ele impossibilitado de levar uma velhice serena, tranqüila e sem problemas, como mereceria (e aqui os gozadores de plantão se aproveitam para, num misto de ironia e sarcasmo, cunhar a expressão “melhor idade”, ao se referirem ao período pós laborativo - a aposentadoria).
Pois é exatamente nesse estágio que se destaca, por fazer a diferença em favor dos que dela fazem uso, a questão da “Previdência Complementar” (gerenciada pelos chamados Fundos de Pensão) que tem por objetivo a fundação de reservas para benefícios futuros e (como o próprio nome sugere) possibilita um necessário “complemento da renda” aos seus usuários (para se ter uma idéia da defasagem, normalmente o “benefício complementar” é maior que o “benefício previdenciário”).
A questão é tão importante, que o próprio Governo Federal trata de estimular a adesão aos Fundos de Pensão (nas empresas estatais a adesão é compulsória), principalmente tendo em vista a sua pujança e capacidade de indução na formação de poupança, assegurando um grande volume de recursos internos (a custos baixos e de longo prazo), adequados ao financiamento de obras estruturantes pelo setor público; isso aquece a economia, estimulando a geração de emprego e renda (só pra exemplificar, a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, é hoje um dos principais parceiros do Governo Federal em obras de grande vulto).
Só que, apesar de tal estímulo governamental, lamentavelmente, no Brasil como um todo, os números ainda não são lá tão animadores: apenas e tão-somente 2,3 milhões de pessoas, das 92,3 milhões que compõem a População Economicamente Ativa (PEA) se encontram ao abrigo da Previdência Complementar (posição de maio/2010), numa demonstração inequívoca do pouco caso ou desconhecimento da sua necessidade por parte daqueles que deveriam ser os seus maiores interessados: os empregados.
E a demonstração de que ainda engatinhamos no manuseio e uso efetivo de tão importante ferramenta econômica pode ser facilmente constatada quando observamos a frieza dos números, em relação aos países desenvolvidos: enquanto aqui a aplicação no setor contempla pífios R$ 510 bilhões, correspondente a 16,0% do PIB (posição de maio/2010), na Holanda o montante atingido representa 110% do PIB e em países como o EUA, França, Inglaterra, Espanha, Canadá e Japão o volume desses recursos chega a 60% dos PIBs respectivos.
No entanto, como o rincão é promissor e de retorno garantido para quem nele investir, a esperança é que as campanhas educativas sobre o tema surtam o efeito desejado, possibilitando uma maior adesão dos empregados vinculados às empresas particulares a essa nova realidade, de forma que a Previdência Complementar cumpra com os seus dois nobres objetivos sociais: complemente o ganho dos que se aposentam, possibilitando-lhes uma melhora na qualidade de vida; e, atue como forte indutor do processo desenvolvimentista do país, aliando-se a governo no atendimento aos grandes projetos geradores de emprego e renda.

HOJE !!! - PROGRAMA INFLUÊNCIA DO JAZZ - Toda Terça-feira 14:00 - Rádio Educadora do Cariri

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No programa "Influência do Jazz" de hoje, abordamos o chamado Jazz Fusion, que é a fusão da harmonia jazzística e improvisação, com outros estilos musicais, como o Rock, Funk, Samba e até o Hip-Hop. O estilo começou com músicos de jazz que misturaram as formas e técnicas de jazz aos instrumentos elétricos do rock aliados à estrutura rítmica da música popular afro-americana, tais como o soul music e o rhythm and blues.

Os anos 70 foram o período mais produtivo para o estilo, embora o fusion tenha prosseguido com uma produção expressiva, sobretudo no final do século XX e início do século XXI, com reedições de álbuns clássicos de fusion e a gravação do estilo por artistas do jazz tradicional.

Os maiores nomes do Fusion estarão representados no programa de hoje, que está simplesmente imperdível. Personalidades como Miles Davis, Herbie Hancock, os Irmãos Michael e Randy Brecker, os grupos Tower of Power, Incognito, Lee Ritenour, Chick Corea Elektric band, o baterista Dave Weckl e muitos outros estarão no programa desta terça-feira.

Não perca! - Toda Terça-feira, às 14:00
Pela Rádio Educadora do Cariri, com transmissão simultanea e reprises pela Rádio Chapada do Araripe Internet.

www.radioeducadoradocariri.com
www.radiochapadadoararipe.com

Valeu Chico !

A nova revolução da informática: Cloud Computing ( Computação em núvem ) - Por: Dihelson Mendonça


Cloud Computing - Um Mainframe Virtual ?


Com a velocidade que o mundo moderno exige, não pretendo aqui fazer qualquer crônica que vá tomar metade do dia para ser lida, pois isso invalidaria o artigo.

Muita gente já deve ter experimentado a seguinte situação:

Digamos que você possua um computador em casa, um notebook que leva para o trabalho, um iphone, ou smartphone, e outros aparelhos digitais, como câmeras, filmadoras, etc. Surge então o eterno problema de sincronizar dados de um aparelho para o outro: novas fotos feitas com a câmera precisam ser transferidas para o computador. Filmagens idem. Fotos que estão no PC precisam ser transferidas para o notebook...e assim por diante, levando a transferências intermináveis em que nunca temos certeza se todos os aparelhos contém tudo o que temos ou o que queremos. Para resolver o problema é que foi desenvolvido o sistema de computação em núvem.

Cloud computing, ou computação em núvem é um dos conceitos mais revolucionários no mundo da informática desde a invenção do próprio computador. Até recentemente, a arquitetura dos computadores foi baseada em que para funcionar, um computador necessitaria de dispositivos de entrada ( teclado, mouse ), memória, programas, sistemas operacionais, e dispositivos de saída ( ex. monitor ), etc residindo localmente. Com o advento da internet em alta velocidade, já disponível em diversos países, surgiu a computação em núvem, que nada mais é do que um grande computador virtual residindo na internet, que compartilha dados para todos os dispositivos conectados, independente da plataforma que estes utilizam.

Colocada em palavras simples, computação em núvem é a utilização da memória, capacidade de processamento, armazenamento e até sistema operacional residindo em poderosos servidores externos interligados e compartilhados via internet. Ao invés de termos arquivos residindo em nossos computadores, Ipod, iPad, iphoto, notebooks, como fotos, jogos, vídeos, etc, no sistema de cloud computing, os dados passam a residir em servidores remotos em qualquer parte do planeta, e baixados de lá convenientemente via internet para qualquer aparelho que desejamos. Simples, não ?

Não é preciso mais instalar programas nem armazenar dados locais. Todo o sistema é virtual, inclusive o sistema operacional e se amolda corretamente à interface utilizada. Assim, por exemplo, com nossos dados armazenados num sistema de cloud computing, todos os nossos aparelhinhos, como iPADs, iPHONES, Notebooks podem compartilhar os mesmos dados, independente da plataforma. E mais além: com o sistema de cloud computing equivale dizer que nossos computadores serão meros chips, bastando ter apenas dispositivos de entrada ( teclado e mouse ) e uma unidade de saída ( monitor ), pois todo o resto é feito remotamente ( na núvem ).

Vantagens:

01 - A computação em núvem oferece inúmeras vantagens, como a independencia do software e do hardware. Os programas rodam com a mesma eficiencia independentes do aparelho utilizado, pois o processamento é remoto, entregando apenas o resultado.

02 - O trabalho em rede é extremamente simplificado, uma vez que todo o sistema já trabalha interligado

03 - Não é necessario atualizar nenhum software, tudo é feito automaticamente

Desvantagens:

O calcanhar de aquiles dos sistemas de cloud computing reside na sua própria estruturação. Como o sistema se baseia numa excelente conexão com a internet para funcionar, caso se perca essa conexão, ou ela apresente problemas, o usuário se vê impossibilitado de acessar seus próprios dados. Já pensou, você perder acesso a gigabytes em fotos, vídeos e dados porque sua conexão caiu? Este é um dos grandes problemas a serem resolvidos ( se é que vai ) da computação em núvem. Até lá, o mais seguro mesmo, na minha modesta opinião, é ter os dados mais importantes bem próximos do usuário, por via das dúvidas...

Por: Dihelson Mendonça

PROGRAMA CARIRI ENCANTADO SONORIDADES (08/06/2011)

Jefferson Gonçalves: Encruzilhada de Sons

O carioca Jefferson Gonçalves começou a carreira no início da década de 1990, seguindo por um caminho comum a muitos gaitistas: o blues. Fundou a banda Baseado em Blues e o trio acústico Blues Etc., gravou com artistas de diferentes gêneros e se consolidou como um dos mais completos nomes da gaita no País.

No entanto, o blues não foi fator limitante para Jefferson. O gaitista identificou traços muito semelhantes entre a música negra norte-americana e a do Nordeste brasileiro, baseada nos ritmos de forró, como o baião, o xaxado e o xote. E essa percepção alargou-lhe os horizontes.

Em 2003, Jefferson Gonçalves ministrou o primeiro curso de gaita em Nova Olinda, cidade do Cariri cearense. Desde então, vem periodicamente ao Cariri, principalmente para Nova Olinda, mas também para o Crato, ministrar oficinas de formação musical para crianças e jovens da Fundação Casa Grande e do Projeto Nova Vida, este situado na zona rural cratense.

E foi em Nova Olinda, no último sábado, 4 de junho, que fomos encontrar Jefferson Gonçalves, em meio ao Encontro Musical Ibero-Americano que movimentava aquela bucólica cidadezinha.

Com a generosidade que lhe é peculiar, Jefferson Gonçalves nos concedeu uma entrevista de meia hora de duração, tendo como pano de fundo a apresentação de um grupo de reisado local. E mais: presenteou-nos com o seu novo disco Encruzilhada, com direito a dedicatória.

Pela sua representatividade como um dos expoentes do blues tocado no Brasil, e pela sua relação com a região do Cariri, o programa Cariri Encantado presta, pela segunda vez, homenagem a este músico que une talento musical e exercício de cidadania, neste especial intitulado “Jefferson Gonçalves: Encruzilhada de Sons”. Nele, será veiculada essa inédita e exclusiva entrevista, feita especialmente para o programa, além de uma seleção desse seu novo registro musical.

Onde escutar
Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com.

A volta do “Engavetador” Geral da República – por Armando Lopes Rafael


Na foto acima, o Procurador Geral, Roberto Gurgel e a Presidente da República, Dilma Rousseff

A notícia “neutra” e” fria” (como é praxe na mídia) foi divulgada pelas agências de notícias, no início desta manhã de terça-feira, 7 de junho:

“O Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, determinou, na noite de segunda-feira, o arquivamento das denúncias feitas contra o ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, relacionadas ao aumento de seu patrimônio. Gurgel argumentou que as informações que constam das representações levadas à Procuradoria Geral da República não oferecem base para a instauração de um inquérito.
"A mera afirmação, articulada de forma genérica e desacompanhada de qualquer elemento indiciário, de que o representado (Palocci) adquiriu bens em valor superior à renda que auferiu como parlamentar, não (abre margens) para a instauração de inquérito", diz o documento do Procurador Geral da República”.

Com esta decisão, o ministro Palocci pode ganhar sobrevida e se manter no cargo. Tudo irá depender agora, unicamente, da vontade da presidente Dilma Rousseff a permanência, ou não, de Palocci na chefia da Casa Civil, apesar de todo o desgaste que o episódio vem trazendo ao governo.

O Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, está em vias de concluir seu mandato. Depois deste engavetamento, só resta esperar a recompensa de que o mandato do “engavetador-geral” seja devidamente renovado, em sinal de “penhorada gratidão pelos bons serviços prestados”...

Garantiu o empregão, Dr. Roberto Gurgel!

MOVIMENTO PELA DIVERSIDADE MUSICAL E CONTRA O MONOPÓLIO DO FORRÓ DE PLÁSTICO - Por: Dihelson Mendonça


Movimento em favor da diversidade musical, e contra o Monopólio do Forró de Plástico na mídia ! - Lanço uma corrente para unir todas as pessoas que gostam da Boa Música. Junte-se a nós. Chega de mesmice !



Somente com a união de todas as pessoas que gostam da música de qualidade no Brasil, conseguiremos vencer o "Cartel da Mídia" que mantém o monopólio do forró de plástico 24 horas por dia nas estações de rádio. Estou recrutando cada pessoa de bom gosto musical, cada cidadão que odeia a baixaria representada pelas bandas de forró; Cada um que curte outros estilos, para que juntos formemos uma frente, um movimento organizado que estou denominando inicialmente de "Movimento Pela Diversidade Musical na Mídia" para as estações de rádio possam voltar a tocar estilos variados de música, rompendo esse monopólio de porcarias estabelecido. Como sabemos, o percentual de pessoas que apreciam música de qualidade é muito superior aos que gostam de música ruim, mas somente a música ruim tem espaço no Rádio, porque um grupo econômico criou e mantém há 2 décadas uma estrutura perversa que visa apenas ganhar dinheiro fácil às custas da massificação.

A ESTRUTURA DO SISTEMA

Ao contrário do que muitos pensam, o monopólio do forró de plástico na mídia não é um elemento passivo. Não caiu no gosto do povo por mero acaso. É fruto de uma estrutura cuidadosamente planejada nos anos 90 por um grupo de empresários visando o ganho de dinheiro fácil dos incautos pela exploração e pela massificação. O objetivo primordial deles é manter o forró de plástico ativo 24Hs no Rádio, impedindo outros estilos musicias e garantindo público nos eventos:


O sistema é formado basicamente por 3 elementos que trabalham de forma organizada e sincronizada:

01 - Proprietários de bandas de forró de plástico ( gravadoras ) - A coisa toda é feita visando a exploração da baixaria, da vulgaridade, do estímulo ao alcoolismo e da prostituição, com letras pobres que apelam para os instintos primitivos enquanto se investe no visual, tornando a música um fator secundário. Arte não existe. Abusa-se do mau-gosto, e garantem-se espaços nas estações de rádio com uma estrutura paga, via satélite. Como uma droga de efeito imediato e que não se mantém, é que nem mesmo aqueles que gostam desse estilo aguentam ouvir a mesma música por muito tempo. O sucesso é passageiro, como o efeito de qualquer outra droga. O lucro não é obtido na venda de CDs, que são vendidos nas lojas por um valor simbólico e são muitas vezes doados em esquinas como promoção para arrebanhar público para os shows. Usam as gravadoras apenas como elemento de produção, sendo que o lucro real vem da venda de ingressos nos shows. A tática é oposta ao modelo vigente nas grandes gravadoras do país, onde lança-se o artista para vender o produto. Aqui, a gravadora serve apenas para reforçar e amparar o sucesso. A música pode até ser gravada ao vivo, no próprio show, pois descobriu-se que o público alvo não tem intelecto suficiente para distinguir a qualidade da gravação. O objetivo é promover a participação do público, sobretudo gritando nomes de determinadas pessoas nos shows, que levarão os CDs para tocar para os amigos. Na maioria dos casos, uma mesma música é gravada por várias bandas ao mesmo tempo.

02 - Estações de Rádio - Em conluio $$$$$ com as bandas de forró de plástico para massificar a população, elas é quem preparam o GADO ( público ) para as vendas dos ingressos nos eventos garantindo a publicidade antecipada, a fim de levar a massa como gado ao matadouro ( shows ) como se fossem Zumbis. A música, segundo eles, não deve ser artigo para pensar. Pensar, Dói ! - Música seria como qualquer droga, como CRACK e COCAÍNA: Apenas para a diversão fugaz, de fácil apelo, e em associação ao movimento corporal e à sensualidade. O Rádio une-se às bandas de forró para divulgar somente o material fornecido pelos proprietários, minimizando ou vetando quaisquer outras formas musicais, garantindo assim o monopólio e a massificação e preparando o povo para o principal: a venda de ingressos em shows.

03 - Proprietários de Casas de Shows - Aqui é onde realmente desemboca o grande filão do dinheiro. Visando lucro fácil, entram na jogada, abrindo os espaços para o material que já foi divulgado e massificado por meses nas estações de Rádio e em acordo com as bandas de forró. Em época de eventos, as bandas que irão participar se intensificam nas estações de rádio, tocando principalmente as que participarão, e retirando as que não irão participar, tudo preparado cuidadosamente com meses de antecedência e garantindo a participação da massa, que estará preparada a tempo para o dia do shows. Todos lucram no negócio milionário.

RECLAMAR ADIANTA ?

01 - Desde que o forró de plástico ( como é conhecido atualmente o chamdo "forró putaria", desde a intervenção do músico Chico Cesar ) nossa tática de reclamar não tem sequer arranhado a estrutura dos organizadores de eventos, e muito menos sensibilizado qualquer dos 3 pilares do cartel da mídia, que estão agarrados ao OSSO, mas estas reclamações, por outro lado, tem feito surgir muitas bocas indignadas no seio da sociedade ( inclusive crônicas famosas, como a do Ariano Suassuna ). As inúmeras reclamações trouxeram de volta pessoas que gostam da boa música e estavam esquecidas, impotentes frente ao descaso, e foi por essas reclamações que descobrimos outros que pensam iguais a nós, que estão vendo a arte e a cultura irem para o ralo. Portanto, reclamar é bom, sempre foi bom e sempre será uma grande arma nesse movimento.

02 - A nossa estratégia de começar a ganhar os meios de comunicação tem dado certo. Diversos artistas do nordeste, e principalmente do interior do Ceará, além de formadores de opinião se reuniram e foram às estações de rádio tocar aquilo que já não mais se ouvia. Apesar do curto espaço de tempo, estamos reunindo, congregando as pessoas que gostam de outros estilos musicais, e posso dizer pelo que vejo e tenho ouvido, que a quantidade de pessoas que gostam de boa música é maior do que os que gostam de porcaria, só que eles não se manifestam tanto quanto aqueles. Os shows dos bons artistas estão gradualmente retornando, e tem tido casa lotada, prova do retorno da boa música e do funcionamento do Marketing.

03 - Mesmo em Fortaleza, o reduto do Forró de Plástico, é unanimidade que lá esse forró decadente já diminuiu e alguns apostam até que está morrendo. Ainda bem!

O NOSSO MOVIMENTO:

Minha idéia é unir todas as pessoas que gostam de música de qualidade num grande e permanente movimento em direção às artes e à cultura, a fim de quebrar o monopólio de um só estilo de música no Rádio, garantindo a diversidadeartística e cultural. Temos andado muito dispersos nos últimos anos. O inimigo se aproveitou disso e tomou conta dos meios de comunicação. Permitimos literalmente que a raposa invadisse o galinheiro, enquanto ficamos apenas olhando sem nada fazer. Nosso movimento precisa ser direcionado no sentido de ocupar os espaços novamente, dos meios de comunicação em escala Regional, Estadual e Nacional.

Esse movimento organizado, que une todas as mídias de que temos acesso, terá por meta a união de todas as pessoas de bom gosto numa imensa "Corrente do Bem", que fará cada vez mais pressão no sentido de garantir espaços de diversidade na mídia, e consequentemente, formar mais platéia e bom gosto. O nosso público é grande, só está disperso. É preciso reunir essas pessoas dos 4 cantos. A nossa força estará nessa união. Será um movimento lento, porém gradativo e permanente, que espero contar com todos aqueles que não mais aguentam tanta decadência cultural, que não aguentam mais tanta porcaria no Rádio, e que desejam ouvir novamente MÚSICA DE VERDADE. Lançamos hoje a pedra fundamental desse movimento de resgate aos grandes valores; Não apenas musicais, pois a música decadente é fruto de uma sociedade em decadência. Por isso, é preciso investir nos grandes valores que formam o ser humano, que se baseiam sobretudo, na educação, que é o grande pilar da sociedade. Que possamos unir nossas forças, e todos os recursos disponíveis no sentido de cultivarmos o melhor do ser humano, e com certeza, todo o bem virá por consequência.

Una-se a este movimento. Em breve, o lançamento do site oficial. Enquanto isso, quem quiser participar, pode me adicionar no Facebook, twitter, ou outros websites para trocarmos idéias e estratégias para o combate ao monopólio da mídia:

www.facebook.com/dihelson
www.blogdocrato.com
www.chapadadoararipe.com
www.radiochapadadoararipe.com
www.culturanocariri.com
www.cariricult.blogspot.com
www.cariricaturas.blogspot.com
www.redeblogsdoceara.blogspot.com

VIVA A DIVERSIDADE MUSICAL. ABAIXO O MONOPÓLIO !

Abraços,

Dihelson Mendonça
Músico - Compositor, Pianista, Fotógrafo, Escritor.