Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Comunicado Vila das Artes

SEMANA VARDA
Agnès Varda lança filme e participa de Conferência em Fortaleza. Inscrições só até a próxima segunda, dia 14.
A cineasta franco-belga Agnès Varda, uma das pioneiras da Nouvelle Vague, movimento artístico do cinema francês que teve início nos anos 60, estará em Fortaleza entre os dias 21 e 25 de setembro para lançar o seu filme "Les Plages d'Agnes" e realizar a Conferência "Da Nouvelle Vague a Vaga Contemporainia". Para participar é preciso fazer inscrição (gratuita) na secretaria do curso de pós-graduação em Comunicação, na Universidade Federal do Ceará (UFC) - Avenida da Universidade, 2762, Benfica - das 14h às 20h ou na Vila das Artes - Rua 24 de Maio, 1221, Centro – das 9h às 12h. Informações pelos telefones 3252-1444 (Vila) e 3366-7712 (UFC). Durante a semana da Conferência serão exibidos filmes da cineasta e realizados encontros entre pesquisadores, estudantes de cinema e audiovisual.

CINECLUBE
Próxima segunda tem Cineclube Costa Gavras na Vila das Artes. Entrada é gratuita e começa ás 18h30.
O Cine Costa Gavras exibe na segunda-feira, dia 14, o filme Amém, de Konstantinos Costa Gavras, cineasta adepto ao cinema político que fez diversos filmes sobre a ditadura no mundo. Amém foi produzido em 2001 e retrata a 2ª Guerra Mundial, sob o olhar de um oficial alemão que tenta avisar ao Vaticano sobre as atrocidades cometidas contra os judeus nos campos de concentração. Após tem um bate papo com o público presente. O Cine Costa Gavras é um dos cineclubes selecionados através de edital público de apoio a ação cineclubista. Agora toda segunda é dia de cinema na Vila e a entrada é gratuita.

CONFERÊNCIA DE CULTURA

Participe da construção coletiva de políticas públicas para a cultura
Com o tema “Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento”, a III Conferência Municipal de Cultura prevê um ciclo de debates preparatórios que contemplam os eixos e subeixos temáticos propostos para a Plenária Municipal. Os encontros prévios começam no próximo dia 17 de setembro, seguindo até 14 de outubro de 2009. O desafio de pensar e decidir coletivamente sobre os rumos da cultura na nossa cidade e afirmá-la como direito adquirido é de todos e de todas, resultando na elaboração do Plano Municipal de Cultura de Fortaleza e implantação do Sistema Municipal de Fomento à Cultura. Confira a programação:Em setembro (Casa Amarela Eusélio Oliveira - av. da Universidade 2.700, Benfica) Dia 17 Mesa 1 (14h) – Comunicação e Cultura Digital (Direitos autorais (Legislação) / Propriedade Intelectual / Licenças (Creative Commons e outras) / Possibilidades de produção, circulação, recepção e consumo dos diversos conteúdos artísticos. Mesa 2 (16h30) – Comunicação é Cultura: experiências virtuais de mídia livre e colaborativa em interface com a cultura. Dia 28 Mesa 1 - Produção Simbólica e Diversidade Cultural (Produção de Arte e Bens Simbólicos, Convenção da Diversidade e Diálogos Interculturais, Cultura, Educação e Criatividade e Cultura, Comunicação e Democracia). Mesa 2 - Cultura, Cidade e Cidadania (Cidade como Fenômeno Cultural, Memória e Transformação Social, Acesso, Acessibilidade e Direitos Culturais).Em outubro, Dia 1 Mesa 1 - Sistema Municipal de Fomento à Cultura – a proposta de Fortaleza. Mesa 2 - Gestão e Institucionalidade da Cultura (Sistemas Nacional, Estaduais e Municipais de Cultura, Planos Nacional, Estaduais, Municipais, Regionais e Setoriais de Cultura e Sistemas de Informações e Indicadores Culturais). Dia 14 (CUCA Che Guevara, na Barra do Ceará) Mesa 1 - Cultura e Desenvolvimento Sustentável (Centralidade e Transversalidade da Cultura, Cultura, Território e Desenvolvimento Local e Patrimônio Cultural, Meio Ambiente e Turismo). Mesa 2 - Cultura e Economia Criativa (Financiamento da Cultura, Sustentabilidade das Cadeias Produtivas da Cultura, Geração de Trabalho e Renda). Programação completa no site fortaleza.ce.gov.br/secultfor

CURSOS LIVRES
Inscrição para o curso de direção de fotografia em parceria com o CANNE vai até dia 22 de setembro
O Núcleo de Produção Digital Vila das Artes (programa Olhar Brasil mantido em parceria com a Prefeitura e o Ministério da Cultura) e o Centro Audiovisual Norte e Nordeste (CANNE) trazem para Fortaleza o professor Antônio Luiz Mendes para a Oficina de Direção de Fotografia para o audiovisual. As inscrições estão abertas até o dia 22 de setembro e devem ser feitas na secretaria da Vila das Artes (rua 24 de Maio, 1221, centro) das 9h às 20h. As aulas são gratuitas e acontecem de 29 de setembro a 3 de outubro das 14h às 22h. O curso abordará os fundamentos conceituais e práticos da iluminação e do enquadramento para a captação em película e em vídeo. As vagas são dirigidas para profissionais do audiovisual com experiência em captação de imagens. Mendes é um conceituado diretor de fotografia com mais de 30 anos de experiência no cinema nacional.

AUDIOVISUAL
Isenção da taxa de inscrição terminou nesta sexta. Inscrições acontecem de 23 a 27 de setembro. O curso é gratuito.

Alunos que concluíram o último ano do ensino médio em escolas públicas interessados em participar do II Curso de Realização em Audiovisual da Vila das Artes tiveram até às 17h desta sexta-feira (11) para solicitar isenção da taxa de inscrição (R$ 20,00). O curso tem por objetivo fomentar um espaço para o surgimento de novas gerações de realizadores capazes de desenvolver parâmetros artísticos e organizacionais próprios para realizar projetos autorais que tenham como suporte os meios audiovisuais. São oferecidas 40 vagas, das quais 50% são destinadas para alunos que tenham cursado todo o ensino médio em escolas da rede pública. As inscrições deverão ser feitas exclusivamente pela internet através do site ccv.ufc.br, de 23 a 27 de setembro. O curso tem duração de 2 anos (1.700h/a), é gratuito e terá início em 2010 no período da manhã (8h às 12h). O edital e a grade do curso estão disponíveis no site da Prefeitura (fortaleza.ce.gov.br). Outras informações pelo telefone (85) 3105-1404.

MUNDO SUBMERSO
CANNE Recife inscreve profissionais do norte e nordeste para curso de cinema tografia subaquática

O Centro Audiovisual Norte-Nordeste (CANNE) está inscrevendo profissionais da área técnica do audiovisual das regiões norte e nordeste para o curso de Cinematografia Subaquática, com o diretor de fotografia Roberto Faissal Júnior, especialista em captação de imagens submarinas. O curso será em Recife, de 21 a 25 de setembro com aula prática de 28 de setembro a 2 de outubro, no Arquipélago de Fernando de Noronha. Informações pelo email canne@fundaj.gov.br ou através do telefone (81) 3073.6718. Em Salvador o curso acontece de 19 a 25 de outubro com aulas práticas no litoral baiano. As inscrições podem ser feitas pelos telefones (71) 3116.8100 e 3116.8111. Para participar é preciso ser profissional do audiovisual que tenha conhecimento básico de fotografia, câmera e mergulho. O curso disponibilizará câmeras, caixas estanques, fotômetros, monitores e comunicação subaquática além de equipamentos para diferentes tipos de iluminação subaquática.Mais sobre o curso no www.fundaj.gov.br.

ENCONTRO DAS ARTES
Equipamento da Prefeitura Municipal de Fortaleza, vinculado à Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), a Vila das Artes é espaço voltado para a formação, pesquisa, produção e difusão em arte. Situado no centro de Fortaleza, reúne em seu espaço as Escolas Públicas de Dança e Audiovisual, o Núcleo de Produção Digital, Biblioteca e Videoteca. Tem como parceiros a Universidade Federal do Ceará, a Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura, FCPC, e a Rede Olhar Brasil. Apoio da Kodak, Quanta e Prodança. Apoio cultural do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria Estadual da Cultura (Lei nº 13.811) e patrocínio do Banco do Nordeste, Fundo Nacional de Cultura e Lei de Incentivo a Cultural do Ministério da Cultura e Governo Federal. Todas as atividades são gratuitas.

Vila das Artes - Rua 24 de Maio, 1221, Centro. Fortaleza. Ceará. Brasil
Telefone (55+85) 3252-1444 comunicacaoviladasartes@gmail.com, viladasartesfortaleza@gmail.com
Escola Pública de Dança - (85) 3105-1402
escoladedancadefortaleza@gmail.com
Escola Pública de Audiovisual - (85) 3105-1404
escoladeaudiovisualdefortaleza@gmail.com
Núcleo de Produção Digital (Olhar Brasil) - (85) 3105-1410
npdfortaleza@gmail.com
Coordenação de Arte e Política - (85) 3253-7052
coord.artepolitica@gmail.com

Ser mar, ser rio... - Por Claude Bloc

Há dias em que as palavras não querem se soltar. Talvez hoje fosse um desses dias. Hoje eu poderia, mais uma vez celebrar o silêncio em sua natureza alternativa, em seu refúgio acessório, pois o silêncio é um imperativo abstrato. Resulta de uma inquietação insustentável, impõe-se! O silêncio é sedutor. Apascenta. Muitas vezes conforta mais do que as histórias das palavras em seu secreto esmero, deflagradas pelas questões de amor.

Por isso hoje, abasteço-me das palavras. Escrevo um poema antes que o silêncio o deixe inerte. Rasgado no cesto de papéis que deixo sob a mesa onde costumo escrever.

E vou tentando. Escrevo. Imagens sobrepõem-se e começam a deixar-se prender aos fios da vida. Sinto-me no limite preciso do meu momento criativo.

Vêm-me palavras, outras fogem ao passar minha inquietude para a folha de papel. Percebo que a razão escorre-me entre as mãos. Escrevo. Na cadeira ao lado uma rosa. Alguém ousou perverter-me os sonhos. Por um momento desfruto a utopia de me imaginar entre as rosas que alguém colheu de manhã. Rosas vermelhas. Suspendo a mão. Respiro fundo. Sinto-me flor.

Finalmente o poema esgota-se no silêncio. Sinto-me descalça sobre a areia. Mantenho-me dentro do poema ao adormecer. Sonho no ritmo das palavras soltas e escuto meu nome em surdina. O mar?

Entrego-me, então, ao som dos pássaros, perco-me no ritmo das marés. (Inócuas!) Tomo numa das mãos a rosa e absorvo-a inteira nas palavras e no poema. O ramo e a rosa. A rosa e o poeta das flores. O poeta e a rosa vermelha. Sento-me na cadeira e espero-o voltar.

O momento agora é de silêncio. O princípio do nada. A certeza absoluta que tudo se inicia e termina ali dentro de mim. O sonho também.
.
Tudo, enfim, se havia transformado em água de um oceano imenso. Não havia limites. Descalça, era assim que me queria. Descalça. Respirando a maresia. Para também poder ser mar. Ou viver a ser rio.

Texto e foto por Claude Bloc

WORLD TRADE INTOLERANCE: THE DAY AFTER



A sensação que se tem, oito após os ataques terroristas às duas torres americanas, é de que o barril de pólvora da intolerância mundial começou de fato a ser aceso. A intolerância é a palavra que define o que está acontecendo no mundo. O homem não tolera mais o homem. Estamos perdendo um valor fundamental de aproximação e tolerância: a empatia e o Amor ao próximo. Os ataques terroristas refletem apenas a cultura da intolerância praticada há milhares de anos. Essa intolerância vem se acentuando com o modelo neoliberal político-econômico de dois séculos para cá. O modelo de tolerância pregado pela cultura cristã vem sendo substituído pelas práticas intolerantes de subordinação, exploração e discriminação de indivíduos, grupos e nações. O mais rico não tolera o mais pobre, e este não vem tolerando o mais rico. Nessa linha, o mais poderoso não tolera o menos poderoso e vice-versa. A religião “A” não tolera a religião “B” e vice-versa. A intolerância é a negação da alteridade. Ou seja, é negação do outro.

O “espetáculo”, da queda espetacular das duas torres americanas, é o que cinema americano jamais imaginou produzir. A ficção mais uma vez se rendeu a tragédia real. O mundo do cinema, mais uma vez deverá copiar o filme da própria vida produzido com tamanha dramaticidade e autenticidade, nunca representado com tanta espontaneidade e efeitos especiais reais. A violência artificial dos filmes de ficção, ficou aquém da crueldade explosiva da imagem real. A que nível de intolerância chegamos? O ódio à cultura americana e seus símbolos é decorrente da postura anti-armamentista, anti-imperialista e anti-capitalista contra um bloco de países alinhados ideologicamente em prol de uma supremacia econômica, militar, tecnológica e ideológica.

A questão é saber quem é mais intolerante nesse mundo de intolerâncias? Quando vemos uma multidão de indivíduos sendo lentamente exterminada como as populações da África e de outros países pobres, devemos nos perguntar a respeito da indiferença e intolerância dos países mais ricos e mais poderosos: Por que não se age a favor do outro necessitado? Por que não se perdoa a dívida externa dos mais pobres? Milhões de indivíduos estão morrendo a míngua devido a indiferença dos frios cálculos de retornos capitalistas dos países mais ricos. Bilhões de dólares da dívida externa, que saem do Brasil e de outros países pobres poderiam ser aplicados nos próprios paises e assim salvar ou diminuir a penúria de muitas almas que não têm nem o mínimo para subsistir.

A diferença entre a intolerância dos terroristas que atacaram os símbolos “sagrados” americanos e a intolerância econômica dos mega-especuladores e mega-empresários que atacam e põem abaixo o cofre (reservas monetárias) dos países economicamente mais pobres, é que a primeira é grossa e visível e a segunda é fina e invisível. Mas, ambas as intolerâncias matam e destróem qualquer possibilidade de diálogo e entendimento para um estado de cooperação e paz duradoura.

Creio, que qualquer intolerância surge quando negamos a convivência com as diferenças em nossas relações com os outros. A intolerância aumenta quando atribuímos um valor excessivo às nossas soberanias e crenças de superioridade. E ela se torna perigosa quando optamos em não sairmos de nossas rígidas posições individualistas, egoístas e desequilibradas. O conflito de intolerâncias produziu duas grandes guerras mundiais e produzirá uma terceira - sem dúvida! Precisamos repensar todo uma cultura e educação apoiada no ícone capitalista denominado competição.

A competição é a raiz da intolerância no mundo. Infelizmente, o mundo ocidental matou a esperança cristã de Amar-mos uns aos outros. Hoje, não se prega a convivência amorosa, incondicional e irmã de Cristo e Sathya Sai Baba. O outro se tornou cliente, objeto de consumo ou adversário na luta pela mais-valia do mercado capitalista ou religioso. Os povos cada vez mais se vêem como inimigos na grande guerra mundial do mercado provedor e enriquecedor (para uma minoria poderosa). A vida moderna perdeu o seu eixo ontológico-santo-pacífico, e vem girando em torno de um eixo “capitológico-animal”. Povos inteiros estão sendo massacrados e sutilmente escravizados pela lógica dominante de se produzir para se reproduzir cada vez mais a ideologia do mais competente e forte.

A produção material se tornou um fim em si mesma. A riqueza se concentrou na mão de uns poucos. E a miséria se acumulou nas mãos dos explorados e ignorados: 2/3 da humanidade passam necessidade e vivem na pobreza!

A lição que se pode tirar desse acontecimento trágico é que não aprendemos nem com a história e nem com o exemplo daqueles que tiveram a missão de trazer ao mundo a Verdade de Deus. A lógica que predomina não é mais a bondosa mensagem de Cristo (Amai-vos uns aos outros), mas a insensível mensagem capitalista de “Intolerai-vos e competi-vos uns com os outros”.

Quando se planta uma semente, não se espera que se colha um fruto diferente da natureza da semente. Plantamos intolerâncias, e estamos colhendo intolerâncias. Os meios de comunicação também têm uma responsabilidade na missão de se produzir um mundo sem intolerâncias (e mais Amor). Não devemos deixar para amanhã se podemos plantar melhor hoje.

O que falta ao mundo é a semente do Amor e da Igualdade de Oportunidades Limitadas (porque a Terra se esgotará rapidamente). O resto é pura especulação racional. Quem tiver ouvido, ouça - ou então que receba a semente que está sendo lançada. Se não mudarmos a lógica materialista dominante, com certeza absoluta caminharemos para um mundo sem Amor e Espiritualidade Verdadeira (e sem recursos naturais) e muita dor e guerra.

Doenças de Cearense - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Ofereço este texto ao Nilo Sérgio que tem nos ofertado sabedoria sobre a medicina e seus "dilemas".

Outro dia recebi e-mail com a nomenclatura de doenças no falar cearense. Na verdade no falar nordestino. Fora algumas escritas ao som da voz como “dordói” ao invés de “dor-d´olhos”, fiquei surpreso com a quantidade de palavras dicionarizadas pelo Houaiss. E o mais interessante como era de se esperar a grande maioria não se tratava de regionalismo. São palavras arcaicas, de séculos passados que ainda hoje perduram na linguagem oral.

Evidente que muitas palavras são de uso popular e não se adéquam ao linguajar médico, com, por exemplo: “espinhela caída. Mas mesmo assim dão conta da topografia da doença como “dor nos quartos” e “pé desmentido.” Mas vamos a alguns exemplos da lista que recebi.

FARNIZIM é o mesmo que farnesim - frenesi; PASSAMENTO (mesmo que morte); CAXINGAR é o Coxear; COBREIRO DE PÉ se trata de cobrelo, cobra pequena, o formato da erupção na pele; CURUBA dicionarizada e origina-se do tupi. A palavra TERSOL é uma grafia trocada de uma palavra que existe com este nome mas que significa “toalha pequena que o sacerdote usa na missa para enxugar as mãos”. Na verdade houve uma troca de grafia da palavra TERÇOL que é efetivamente um termo da oftalmologia. Para a palavra PILÔRA existe o termo pilora no dicionário como sinônimo de cachaça e talvez isso guarde sentido com o termo nordestino de tontura ou desmaio. A palavra ESTALICIDO é o mesmo que estalicídio “coriza nasal” que é uma variação de estilicídio de origem latina; o interessante é que existe a palavra “estalecido” que significa aquele que sofre de tuberculose ou asma. ALÔJO dicionarizada como alojo que é um regionalismo mineiro para vômito e vem de alojar; ÍNGUA originária do latim com o significado de virilha, Já DENTIQUÊRO é uma palavra não dicionarizada, significaria dente do siso – aliás o erro na internet sobre a grafia de siso é enorme (cizo, ciso) é que a palavra origina-se do latim com o significado de senso ou da maturidade do juízo.

A cultura ibérica está profundamente associada a estes vocábulos populares. Por exemplo REIMOSO é dicionarizado e não é regionalismo, origina-se de reima que já é a mesma coisa que reuma – catarro ou o líquido escuro que escorre das talhas da azeitona; ZOVIDO ESTOURADO (a graça é a escrita. Aliás a famosa brincadeira zói, zunha, zôvido, zapragata, deve se originar da ligação do plural necessário nestas palavras “os olhos”, “as unhas”. BERRUGA é um regionalismo da palavra verruga). DIFRUÇO é o mesmo que defluxo de origem latina “escoamento, escorrimento. GÔTO INFLAMADO (goto é dicionarizada como uso informal é o mesmo que glote. PÁ QUEBRADA ou apá que é são as carnes mais larga e carnuda da perna dianteira do gado, é carne de segunda).JUÍZO INCRIZIADO (poderia ser de encruzilhado, encruzado?). DESENCHAVIDO (dicionarizado como desenxavido que é o mesmo de desenxabido significando coisa sem sabor, sem interesse; monótono etc. origina-se do latim insípido. PIRA dicionarizado como O mesmo que escabiose, originada do tupi). INTANGUIDA (de entaguir, ficar hirto de frio.; SAPIRANGA NOS ÓI (sapiranga é dicionarizado como regionalismo, se origina do tupi esapi´ranga, em que esa é olho e piranga vermelho. INQUIZILA (mesmo que enquizilar ou quizília que pode ser entendido por amofinação). ESQUENTAMENTO (é um tabuísmo para gonorréia). DOR NO MUCUMBÚ (dicionarizado sem assento, é mesmo que cóccix, origem indígena. ENTOJO (dicionarizado de antojar, enjôo); TIRISSA (talvez de inteiriço que não sofre interrupção); LUNDU (no sentido de saúde, amuado, mau humor é dicionarizado); ALGUEIRO (dicionarizada como argueiro); ESTOPOR (dicionarizado como estupor); GÔGO (dicionarizado sem acento como significado de gosma da galinha ou singamose); CALOMBO (dicionarizado e de origem banto).

Zeus por João Marni



Que ninhada! Certamente fora desmamado cedo, o que justifica sua inquietude. Subtraído do seio da família, sem suas tetas e designado como presente para nosso David, amigo do dono, patinou em piso liso, o que afetou seus trens. Veio de Recife a bordo de um caminhão, por amigos. Chegou bonito a nos enfeitiçar, conquistando logo a todos.
Borrou e urinou o piso da sala, aos berros meus e às gargalhadas dos chorões de hoje... Percebi que chegara o “cara”, o teimoso, o debochado, o esculhambado. Chegou a mim, por sorte mais tolerante eu. – Tempos idos o teria jogado fora pelo rabo-. Tenho um neto, filhos e mulher de corações moles. Fui suportando e, de tantas concessões, sentiu-se quase gente.
Passou a fazer cocô e xixi em tudo que era lugar, latir fora de hora e derrubar tudo. Malinação. Entrava na piscina dos pequenos e depois sacudia-se próximo a nós, só pra sacanear. Por seu porte quase grande causava terror entre as crianças não contumazes, mas adorava especialmente a elas, como que tentando conquistá-las.
Ficou corpulento, gordão, - culpa de Fátima- por tantos mimos e excessos no prato. Por uns tempos gritou com os trens artríticos, ainda jovem, quando foi desenganado pelos veterinários. Tratei-o com corticosteróide e tudo. Ficou bom! Gozei de prestígio na família, até a segunda crise de hoje, dois anos depois. Por vezes, reclamava com ele como a um filho: Isso sim, isso não, saia, volte, largue...! Por incrível que pareça, tinha o senso de responsabilidade de quem ama, pois à noite, ao chegarmos, corria em torno da casa, como avisando-nos que tudo estava bem, fiel que era. Agia assim por cada um que seu faro e seus olhos registrassem como seus, apesar de sua índole mansa.
Era um teimoso, sem limites. Um cachorro de um olhar tão pidão...
Esparramava-se no piso frio das varandas, onde gostava de ficar e olhava para mim um olho de cada vez, querendo adivinhar o meu humor. Foi criado solto como em batina de padre. Era formoso, mas morreu donzelo, o que assino como causa mortis, posto que não encontramos uma fêmea disponível da mesma raça, visando uma linhagem magnífica, e contrariamos a Darwin, negando-lhe o cheirinho de qualquer cadela passante. De tão bom e inquieto, coube a mim a árdua tarefa de canalizar seus ímpetos e, nesse momento, quem mais chora sou eu. Carimbou a vida da gente, imprimindo sua pata no último chão de cimento novo, antes de partir para a saudade. Era um labrador. Preto.

Almery Cordeiro Lima- Uma poetisa no céu - Por Socorro Moreira




Mar imenso

Mar profundo

Mar triste e verde


Verde = esperança

Esperança quer dizer : Espera

Espera = vida

Vida = existência


Existência termina com a morte

Morte =Paz

Paz= quietude
quietude = silêncio, escuro ...

Depois ...Tudo é mistério.
(Almery Cordeiro Lima) .

No final da manhã desse dia, fui surpreendida com o falecimento da minha prima, amiga , vizinha , a poetisa Almery Cordeiro Lima. Acordou habitualmente , fez a sua caminhada, tomou seu café, e de repernte sentiu-se mal. Ajudada pela secretária , deitou um pouco, queixou-se de uma dor imensa e fecheu os olhos para sempre.


As pessoas que convivem comigo conhecem Almery... Ela é prima também do poeta Geraldo Urano, irmã de Edmar Cordeiro Lima (um dos nossos colaboradores- cratense nas terras do Paraná)e do Dr. Ronaldo e Humberto Cordeiro. Nunca estamos preparados para as perdas. Elas nos arrancam de nós mesmos.


Um dia desses levei a Claude para visitá-la. Era possuidora de uma admirável Pinacoteca , e expressiva biblioteca. Em seguida, foi a vez de Edilma Rocha... E foi aquela vez, Edilma, em que a vi pela última vez.


Organizou-se para o fim. Conquistou um belo espaço, e arrodeou-se dos seu brinquedos preferidos : telas e livros. Chegou a publicar 3 livros de poesias, em parceria com a UFC - Casa de José de Alencar, apresentada pelo Magnifíco Reitor de então, Antonio Martins Filho.


Filha de Rosália Lima Cordeiro e Vicente Cordeiro de Souza , viveu quase setenta anos entre nós. Depois de aposentada ,pelo Centro de Humanidades da UFP, retornou ao Crato , onde permaneceu por mais de duas décadas.


Hoje despediu-se da minha vida, da nossa rua, do Crato, dos familiares e amigos. Fechou o ciclo. Outro , terá seu início ...!


Saudades imensas, querida !


Um abraço de solidariedade e sentimento comum , no meu primo Edmar Cordeiro.(Edcor)

O GRANDE DESAFIO - por Cesar Augusto

O ataques terroristas eram consistentes com as declarações do AL QAEDA, como foi declarado por OSAMA BIN LADEN e seus outros líderes.
Essas declarações citavam o KORAN e dizia: "Acabem com os infieis aonde encontra-los" e extrapola concluindo que: "É obrigação de todo muçulmano matar americanos em qualquer parte do mundo".
BIN LADEN elaborou esse plano em sua carta (LETTER TO AMERICA) que diz: "Vocês são a pior civilização já testemunhada pela história da raça humana, vocês são, uma nação que preferiu criar suas próprias leis a ser governado de acordo com o "SHARIAH of ALLAH" suas leis e constituição.
Alguns fatos que vieram a superfície com a Comissão do 9/11, com respeito aos motivos dos ataques e ganharam apoio de outros especialistas na matéria nesse assunto; um dêles, Richard A Clark, explicou em seu livro "Against all Enemies", que várias decisões políticas, incluindo o confronto dos USA contra os russos no Afghanistan, o desplaçamento de tropas para o Golf Persa e o fato de reinforçar Israel, para servir como base do flanco sul contra os sovietes.
Ha outras linhas de pensamento que argumentam que os ataques foram planificados para forçar a presença de tropas americanas no Oriente Médio provocando assim os muçulmanos 'a um confronto com os infiéis e estabelecer na região, um governo conservativo islâmico.
Outro grande fator também, é a diferênça de tratamento dado a Israel e os países árabes.
.
Na minha linha de pensamento, os USA, apesar dos seus inúmeros pecados históricos, (não mais numerosos nem piores que os de outras nações) estão involuntariamente no centro de um debate cujo desfecho determinará o futuro da humanidade.
O ocidente, a globalização e as novas technologias criaram um mundo que torna accessível a pequenos grupos insatisfeitos, armas que ameaçam a todos, vivemos em um mundo onde a miséria e a raiva de alguns, proibe a felicidade e tranquilidade de outros que estão a milhares de milhas distante.
A globalização permite que estejamos cada vez mais vulneráveis, com reações cada vez mais perigosas para todos.
Uma reação é inevitável, e isso eu posso prometer, mas vai depender muito do tipo da reação ocidental, maiormente dos USA.
É esse o verdadeiro desafio.
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fontes: internet, NCC e NBC
tradução: Cesar Augusto

Diálogo Mediúnico sobre os Oito Anos do “11 de Setembro” (texto abaixo da caixa de vídeo).- ENVIADO PELO INSTITUTO SALTO QUÂNTICO


(http://www.saltoquantico.com.br/2009/09/11/dialogo-mediunico-sobre-os-oito-anos-do- “11-de-setembro”-texto-abaixo-da-caixa-de-video/)

· Windows Media

(Transmissão ao vivo, pela CNN, do desabamento do segundo arranha-céu do “World Trade Center” – Cortesia: CNN e Youtube.)


[Instruc
̧ões para execução do vídeo:

A maior parte dos computadores permite a reprodução em tela cheia, bastando, para isso, dar dois cliques rápidos no centro, com o vídeo já em andamento.
Caso não seja possível a execuc
̧ão do vídeo dentro do seu navegador de internet, sugerimos o download do mesmo, para que ele seja reproduzido a partir de seu computador. O tempo de download é equivalente ao necessário para carregá-lo completamente aqui em nosso site. Para tanto, clique com o botão direito na imagem acima, selecione a opção “Salvar destino como” (ou “Salvar URL como”, ou ainda “Salvar link como”), defina onde o vídeo deverá ser salvo e aguarde até que o download se complete.
Se porventura ocorrer alguma falha no download, esse problema pode ser solucionado com a utilizac
̧ão de um gerenciador de downloads, como o Download Accelerator Plus ou o Orbit, ambos gratuitos.

Equipe Salto Qua
̂ntico.]


(Interdisciplinaridade na abordagem para os problemas complexos da atualidade; necessidade da laicização das religiões; lição macabra da Revolução Francesa; perigos maiores, para a espécie humana, do que uma terceira grande guerra mundial: disseminação de tecnologia bélico-nuclear e bélico-biológica, implosão dos ecossistemas, colapsos dos sistemas previdenciários e dos mercados de trabalho no mundo inteiro; conflitos étnicos e culturais entre povos e preconceitos contra minorias.)

Benjamin Teixeira,
em diálogo com o
Espírito Eugênia.

(Benjamin Teixeira) – Eugênia, nesta madrugada, você me pediu entretecesse, com você, um diálogo sobre o “11 de Setembro”. Quer propor alguma abordagem específica?

(Espírito Eugênia) – Não. A visão interdisciplinar continuará sendo a melhor, em qualquer circunstância, evento, dado histórico, personalidade humana, fenômeno natural; em suma: qualquer coisa que se pretenda analisar.

(BT) – Certo. Todo ouvidos, como creio que nossos leitores também estarão.

(EE) – O simbolismo da data foi muito significativo. O primeiro ano do século e do milênio. O nono mês do ano, lembrando que o número nove sempre foi considerado místico, constituindo a trindade da trindade, que, por sua vez, representa a perfeição. O dia número 11, que constitui a unidade após a dezena, remetendo a outro início de ciclo, mas não um início sem passado, e sim um começo estruturado sobre algo previamente existente: o acúmulo de desatinos dos séculos e milênios transatos.

Por outro lado, cabe lembrar que o principal e mais emblemático foco de ataque terrorista, daquele fatídico dia, o “World Trade Center”, era, de fato, como o próprio nome revelava, um centro internacional de comércio, e não propriamente um símbolo com exclusivo caráter norte-americano. Veem-se, então, um vício e uma glória da contemporaneidade. O vício de se terem, como eixo, o comércio, os interesses materiais, com exclusão ou subvalorização de outros. E a glória da globalidade, da interconectividade de todos os povos, nações e indivíduos, que marca, de modo inequívoco, concreto (e não mais de maneira alegórica, filosófica ou poética, como no passado), o novo ciclo civilizacional que a humanidade da Terra adentra. Não é mais possível fugir-se (nem mesmo provisoriamente, como outrora) das consequências em escala planetária, de qualquer grande evento, em qualquer quadrante do orbe. Somos, mais do que em qualquer outra época, uma só família, uma só comunidade, uma “aldeia global”, para citar, novamente, o célebre conceito do filósofo, sociólogo e educador canadense Marshall McLuhan (1911-1980) – foto à direita –, conceito este cunhado com certo ar psicodélico e surreal (de tão pouco crível pelas massas), há quatro decênios, e que hoje soa mais objetivo e preciso do que a linguagem binária, que começava a sair do campo ficcional, por aqueles dias, sendo laborada, freneticamente, em centros de “processamento de dados”, munidos de gigantescos “mainframes” em ambientes isolados e condicionados, manietados por especialistas de jaleco e prancheta à mão, a observarem luzezinhas a piscarem, nervosamente, em sucessivas “geladeiras” enfileiradas, com enormes fitas magnéticas a girarem para um lado e para outro, velozmente.

(BT) – Naquele 11 de setembro de 2001, esperamos guerras de arrasamento global, uma terceira grande conflagração mundial – uma opinião que se fez coro de inúmeros especialistas de análise política internacional. Aguardamos o pior, e parece que esses vaticínios sombrios não se concretizaram.

(EE) – Porque outros, mais dantescos, estão em curso. Os ecossistemas que periclitam, as tecnologias bélico-nuclear e bélico-biológica que se disseminam como vírus, entre povos de feição fundamentalista-xenofóbica. O ateísmo que se alastra, entre nações cultas, desesperando hordas infindáveis de adolescentes e adultos de todas as idades. O cerco da droga, que estrangula e seduz o desespero das multidões. O colapso do sistema previdenciário nos países mais desenvolvidos, cada vez mais longevos… e mais envelhecidos. O encolhimento assustador do mercado de trabalho, em toda parte, engendrando legiões intermináveis de jovens desempregados, dada a absorção progressiva de funções braçais ou meramente técnicas (que antes ocupavam milhões de braços) por máquinas várias vezes mais ágeis e eficientes que os seres humanos. O despreparo dos países pobres a adentrarem esta nova realidade de organização pós-industrial da comunidade internacional. A resistência dos próprios povos ditos “ricos e instruídos” em viverem segundo os princípios da nova cultura baseada em serviços, ciência, arte, religião, entretenimento e turismo, sem se conduzirem à decadência que marcou a debacle de outras civilizações do pretérito, como a romana e a babilônica, que implodiram nos excessos e degradação de “seus filhos”. Só que, hoje, há um particularidade perigosíssima para esta eventual bancarrota de nosso “establishment”: o sistema de organização socioeconcômico-política é monolítico. A sua eventual falência não poderá ser, assim, localizada, como o foi em outras eras de nossa passagem pela Terra, mas desencadeará, como uma praga ou em efeito dominó, uma pulverização de instituições, ícones ou baluartes da paz e segurança sociais, fazendo o mundo inteiro desabar, com seus sistemas bancários, econômicos, sociais, culturais… morais…

(BT) – E o que você sugere, neste momento tão delicado e complexo da história humana?

(EE) – Acostumarem-se todos à complexidade – porque ela vai aumentar. É um fenômeno irreversível e inexorável: conhecimento gera mais conhecimento; avanço científico desemboca em ainda mais progresso científico; cultura fomenta cada vez mais amplo e profundo nível de arte, instrução acadêmica e correntes alternativas de pensamento.

(BT) – Mas isso implica dizer que devemos gerar mais alto nível de maturidade em indivíduos e povos.

(EE) – Exatamente. E pelo único meio que há: a educação de sua espiritualidade, lato sensu – o espírito de propósito, do serviço ao todo, à comunidade, a uma causa maior, à intemporalidade do gênero humano, a Deus, ao Amor – como se queira denominar o próprio ideal… mas, de qualquer forma, um ideal que confira razão para viver e aponte uma direção, e um sentido humanístico. Importa destacar, todavia, que não é possível acontecer o fenômeno da maturidade psicológica em massa, sem uma disseminação, igualmente em grande escala, das ideias de imortalidade, espiritualidade e fé, sobre um alicerce de racionalidade, contemporaneidade, abertura ao novo, ao futuro, sem os dogmatismos, moralismos e opressões tão típicas à reacionária ala religiosa das sociedades hodiernas.

(BT) – Que sugere você, para isso? Afigura-se-me uma tarefa inexecutável, de tão intrincada!…

(EE) – A laicização das religiões ou dos movimentos espiritualistas de um modo geral. Um paradoxo que temos que enfrentar com intimorata coragem. Estamos realizando uma iniciativa neste sentido. Por isso, nos últimos meses, lentamente delineamos as bases e contornos conceituais (quanto organizacionais) de uma Igreja que não é uma Religião. Uma Igreja que não é um Templo, mas uma Escola. Uma Escola que não constitui, por outro lado, uma instituição de ensino tradicional. Ou seja: propugnamos pelo surgimento de algo completamente novo, que atenda à demanda do homem e da mulher da atualidade, que não aceitam nem o radicalismo misoneísta das religiões convencionais, nem o materialismo alienante das academias de ciência.


(BT) – Você propõe a abolição das religiões?

(EE) – Jamais! Isso seria uma utopia irresponsável e pueril. Já se postulou isso com o ritual de “coroamento” e “encarapitação”, no altar-mor da catedral de Notre Dame, de uma prostituta nua, representando a “déesse raison” (deusa razão), e vimos o que de caos se alastrou, por décadas sucessivas de barbárie, não só na França, como pela Europa inteira, com o horror que dizimou milhões de vidas (e de esperanças) das falanges napoleônicas. Igualmente, nunca proporíamos que os laboratórios e centros de pesquisa fossem fechados, porque lá se pratica aquela “vil ciência reducionista” tão condenada nos círculos esotéricos, que pregam – embora com boa dose de acerto – o princípio holístico do protoparadigma às ciências, denominado holográfico. Precisamos, urgentemente, aprender a viver com a diferença, com todas as ordens de minorias, inclusive aquelas que, ironicamente, ainda constituem expressiva parcela da população: as dos que resistem ao fluxo irrefreável das correntezas da história e se apegam a antigos modelos de interpretação da realidade, inteiramente inadequados a fazer alguém mais lúcido ou feliz, na interação com o mundo de hoje. Sugiro, tão-só, que todos, religiosos ou não religiosos, componentes de grupos alternativos como o nosso ou adeptos da visão materialista tradicional dos redutos científicos ao modo dos séculos passados, trabalhemos no sentido de reconhecer a importância da Espiritualidade, como sendo a viga mestra da natureza humana, a fome mais visceral entre todas: a busca de significado, do sentido para viver. E este, indubitavelmente, não pode se perfazer com a visão tosca, mesquinha e sufocante da morte como o fim da vida espiritual; da existência física como um acidente sem razão de ser; do universo como um evento casual que brotou do nada, sem nexo ou essência alguns.

(BT) – As pessoas carecem, então, gritantemente, de Deus.

[Imagens de Mao Tsé-Tung (1893-1976) e Josef Stalin (1878-1953), respectivamente.]

(EE) – Sim. E tão mais quanto mais declararem que não estejam precisando. Uma expressão latina de forte impacto bem traduz o perigo que disso decorre, uma contingência que foi denominada de “blasfeme absence fide” (a blasfêmia da falta de fé), que favoreceria toda ordem de intrusão psíquica destrutiva, na vida de indivíduos e coletividades inteiras, pela repressão inconsequente de uma necessidade humana basilar – em outras ocasiões, já falamos aqui que uma nova corrente das neurociências, a neuroteologia, tem declarado, enfaticamente, existirem, na constituição neurofisiológica do cérebro humano, regiões especificamente destinadas à vivência do culto ao Divino. Logo, não é praticável, nem mesmo sob uma ótica científica, não se viver a Espiritualidade. Não sendo reconhecida, ela será recalcada, e, como todo fenômeno supresso da vida psíquica de vigília, se degenerará no inconsciente, tomando feições teratológicas, voltando-se, obviamente, em primeira mão e máxima medida – contra aquele mesmo que pretendia debelar, de sua psique, o que a constitui como estrutura fundamental –, em forma de vício, tendência criminógena ou quiçá, e não raro, de enfermidade orgânica fatal. Coletivamente, a extinta União Soviética e a China, de meados do século transato, com seus sistemas totalitário-tirânicos de poder, tendo Stalin e Mao-Tsé-Tung como modelos máximos de bestas humanas (20 e 70 milhões de patriotas executados, na sua conta de responsabilidade pessoal, respectivamente), após a decretação do ateísmo oficial, bem atestam a que níveis de degenerescência pode chegar o ser humano, individualmente e em grupo, pela desconexão com sua essencialidade espiritual, pelo desalinhamento em relação a seu núcleo de sentimentos e valores morais.

É por esta razão que todas as pessoas que portem convicções espirituais sinceras, de qualquer credo, e mesmo aquelas que não se sentem pertencentes a nenhuma filiação de interpretação religiosa convencional, devem envidar todos os esforços que lhes estejam ao alcance, no sentido de salvar o globo de seu maior perigo: a espécie humana. Obviamente, antes que alguma outra espécie pague o preço pelo desequilíbrio da nossa, será o próprio gênero humano que carpirá (o que já se verifica, em medidas menores) as consequências diabólicas (do latim: “diabolus” – separação) de seus hábitos ruinosos de alienação de sua condição de componente inextricável da teia da vida, e não como mandatário ou usufrutuário irresponsável da rede de sustentação da biosfera no orbe.

(BT) – Mais algo a dizer?

(EE) – Não. Oremos e disseminemos a paz, ao mínimo. Façamos o máximo de bem que nossos recursos e talentos pessoais possam atingir. E deixemos o demais ao encargo de Deus e dos Bons Espíritos que O-A representam no planeta.

(Santuário de Lourdes, França, onde Bernadette-Eugênia teve uma série de visões de Maria Santíssima.)


(Diálogo mediúnico travado em 10 de setembro de 2009.)


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O Bom Humor e a Fisiologia Humana.


Os Efeitos do sorriso em nosso Organismo.

CORAÇÃO-O rítmo cardíaco se acelera. Em alguns
casos,os batimentos podem chegar a 120 por minuto-em repouso,
o coração tende a bater,em média 70 vezes por minuto.Quando o coração
pulsa com mais com mais vigor,mais sangue passa a circular pelo organismo.Com isso
aumenta a oxigenação dos tecidos.

PULMÕES-Durante uma risada,aumenta a absorção de oxigênio pelos pulmões.
A inalação de ar é mais profunda e a expiração,mais forte.Com a maior
ventilação pulmonar, o excesso de dióxido de carbono e vapores
residuais são eliminados,promovendo uma faxina nos pulmões.

VASOS SANGUÍNEOS - Com o maior bombeamento de sangue
promovido pelo coração,os vasos sanguíneos se dilatam, o que leva
a uma baixa da pressão arterial.

MÚSCULOS ABDOMINAIS - O grupo muscular mais trabalhado
durante a risada é o abdominal.
Esses movimentos funcionam como uma espécie de massagem para
o sistema gastrintestinal, o que melhora a digestão.

SIETEMA IMUNOLÓGICO - Durante a risada, os níveis dos hormônios do stresse
baixam.Com menos cortisol e adrenalina circulando no organismo,o sistema imunológico
se fortalece.Produzidas nos gânglios linfáticos e na medula óssea,as células de defesa
do organismo não só aumentam em quantidade como também se tornam mais
ativas.Algumas se destacam nesse exército:
os linfócitos B, responsáveis pela produçaõ de anticorpos, e os T,que se detectam vírus ou bactérias.Além deles, são importantes a imunoglobina A, um anticorpo fundamental no combate às infecções do trato respiratório,e as células NK que podem destruir células cancerosas.

Texto adaptado por mim,baseado nos conhecimentos científicos de MarkTwain-escritor americano.

Vamos dá boas gargalhadas,para melhorar e muito a
nossa qualidade de vida,ok?

Nota de sentimento: Não esqueçamos de rezar hoje, pelas vítimas do atentado de 11 de setembro,onde um ato terrorista acabou com tantas pessoas .
Liduina Maria Belchior Vilar.

Pensamento para o Dia 11/09/2009

“Não há exercício espiritual (Sadhana) maior que o serviço. O serviço é o princípio necessário para alcançar a graça Divina. Sem ser um servidor dedicado, você não pode tornar-se um líder digno. Se não está disposto a fazer serviço, você não pode alcançar a Divindade. Todos precisam compreender essa verdade. O serviço à sociedade é o bem mais elevado. Verdade, Retidão, Paz, Amor e Não-violência concedem a felicidade. Eles são os cinco princípios que sustentam a vida. Esses princípios não devem ser afastados ou abandonados sob circunstância alguma. Preste serviço à sociedade com esses princípios em sua mente e com dedicação generosa ao bem-estar de todos.”

Sathya Sai Baba

A FELICIDADE E A ESCALA DA SANTA MÃE EVOLUTIVA



Para CLAUDE, SOCORRO MOREIRA e LIDUÍNA- em resposta aos seus belos comentários, decidi refletir e comunicar um texto sobre a FELICIDADE de Roberto Shiryashiki, e as minhas percepções mais profundas sobre as duas forças-energias cósmicas ( segundo a minha visão e experiência interior) que guiam ou governam o ser humano.

De Roberto Shiryashiki

“Quando era criança me sentia muito limitado, existiam tantas coisas que queria fazer e não podia. Quando me sentia frustrado pensava que no dia em que entrasse na escola, seria muito feliz. Tudo daria certo, passaria a ser mais respeitado e não teria mais problemas. Quando entrei no primário, percebi que os problemas continuavam e eu não tinha me tornado feliz.

Pensei que ao entrar no ginásio seria totalmente feliz, e constatei também que não era assim. Mais uma vez adiei, joguei para frente a minha expectativa de felicidade total. Imaginei que quando entrasse no colegial então finalmente seria feliz. No colegial os problemas continuaram. Ah! Mas quando eu entrasse na faculdade de Medicina a felicidade seria inevitável! Triste frustração! Os problemas continuavam e a angústia aumentou. Imaginei que quando me tornasse médico seria totalmente feliz. Teria poder, as pessoas me respeitariam e tudo daria sempre certo para mim.

Acabei percebendo que não era desse jeito que a vida funcionava. Não tinha um momento definitivo de felicidade. Imaginei que a felicidade não existia.

Descobri que as pessoas diziam que não existia a felicidade, existem apenas os momentos de felicidade e nós temos que aproveitá-los para poder curtir a vida, o melhor possível!

Então pensei; É isso mesmo! Nos momentos em que vivia o amor com alguém ou conseguia uma vitória no trabalho eu me sentia bem. Felicidade devia ser algo por aí. Esses momentos me davam a sensação de ser uma pessoa feliz, mas depois de algum tempo percebia que faltava alguma coisa mais, não era possível que fosse só isso. Tanta luta para tão pouco prazer.

Em 1986, minha vida funcionava muito bem. Tinha conquistado tudo o que havia imaginado que me tornaria feliz, mas vivia frustrado. Ficava me perguntando se a vida era só isso. Uma coletânea de filmes de momentos...Como sempre fui muito religioso, não acreditava que o criador ia me mandar para essa viagem por tão pouco. Deveria haver algo mais, e assim decidi ir para o Oriente, conversar com os mestres e saber, o que eles pensavam a respeito da felicidade.

Fui para Nepal, mais exatamente para Katmandu, a um mosteiro budista para descobrir o segredo da felicidade.

Chegar em Katmandu, é uma epopéia. Um avião até Londres...outro de Londres para Nova Delhi...e mais até Katmandu.

Sabia através de um amigo de um mestre naquele lugar. Encontrei um homem e fui procurar o mosteiro. A pessoa na portaria que me atendeu disse que o mestre iria me receber na manhã seguinte, às nove horas.

Nessa noite praticamente não dormi, fiquei excitado frente a possibilidade de ter revelado o segredo da felicidade. Saí de madrugada do hotel da esperança do mestre estar disponível e poder conversar comigo mais cedo. Fiquei lá esperando até que ao redor das nove horas uma mulher que falava inglês com sotaque de francesa, entrou na sala.

Exultei imaginando que ela me levaria até o mestre.
Ela me acompanhou até uma sala, estendeu uma almofada e falou-me para sentar. Em frente a mim sentou essa moça francesa. Era uma moça muito bonita, morena, jovem e eu falei:
- Eu quero ver o mestre!
E ela respondeu:
- Eu sou o mestre.

Aí pensei: vou fazer uma pergunta muito difícil para que ela não saiba a resposta, então tenho certeza de que vai me levar até o mestre de verdade.

- Fiz uma pergunta, a mais difícil que pude pensar na hora:
- O que é budismo?
E ela me respondeu tranqüilamente:
- A base do budismo é que todo ser humano sofre.

Pensei comigo mesmo: não é possível, eu saio da nossa cultura ocidental que diz que o sofrimento é a base da purificação e da sabedoria e vim para cá para escutar que a base do budismo é o sofrimento! Mas não satisfeito pensei: vou fazer uma pergunta mais difícil para que ela não saiba a resposta e me leve até o verdadeiro mestre.

- E por que os seres humanos sofrem?
- Porque são ignorantes.

Bem, se eles são ignorantes deve ter alguma coisa que não sabem e que talvez seja a resposta que eu estou procurando.

- E qual é o conhecimento que nos falta?
- O conhecimento que nos falta é a compreensão de que as coisas da nossa vida são dinâmicas e fluidas. Quando ser humano estar feliz, ele bloqueia a felicidade, pois quer a eternidade para aquele momento. Então ele fica rígido com medo do fim do prazer.

Quando está infeliz pensa que o sofrimento não vai terminar nunca e mergulha na sombra e, assim, amplia sua dor.

A vida é dinâmica, como as ondas do mar. É tão certo a subida quanto a descida. Cada momento tem a sua beleza. No prazer nós expandimos e na dor nós evoluímos. Um movimento é complementar ao outro. Saber apreciar a alegria e a dor na sua vida é a base da felicidade. Você não pode ser feliz somente quando tem prazer, pois perderá o maior aprendizado da existência. Você deve descobrir um jeito de ser feliz na experiência dolorida, porque essa experiência carrega dentro dela a oportunidade de muito aprendizado.

Não curta somente o sol, aproveite também a lua. Não curta somente a calmaria, aproveite a tempestade. Tudo enriquece a vida. Ela não pode ser vivida somente dentro de uma casa, a vida tem que ser experimentada dentro do universo.

A felicidade é um jeito de viver, é uma postura de vida, é uma maneira de estar agradecido a tudo, não somente ao sol, mas também a lua; não somente grato a quem lhe estende a mão, mas também a quem lhe abandona, pois certamente nesse abandono existe a força dentro de você.

A felicidade não é o que você tem, mas o que faz com isso. Por isso existem pessoas que têm muitos bens materiais, um grande amor, filhos lindos e apesar disso se sentem angustiadas e depressivas.

Apaixonado por ela, somente consegui balbuciar antes de sair:
- Obrigada mestra! (Quase que o meu preconceito a respeito do sexo do mestre me afasta dessa lição de vida).

A felicidade não é o que acontece em sua vida, mas como você elabora esse episódio. A diferença entre a sabedoria e o desespero, o sábio e o desesperado, é o que o sábio sabe aproveitar as suas dificuldades para evoluir e o desesperado sente-se vítima dos seus problemas.

A felicidade é uma experiência que está diretamente ligada a sua sabedoria, e certamente para nós criarmos um planeta mais feliz, precisamos muito mais de sábios do que de gênios”.

Roberto Shiryashiki - Escritor, consultor e Presidente do Instituto Gente / Artigo publicado na Revista RH em síntese Jan/Fev/97.

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Bernardo Melgaço da Silva

Todos nós devemos estar atentos que a vida nos empurra todos os dias para o crescimento e sucesso (aqui no sentido mais amplo do que o material apenas – sugiro assistir documentário de Deepak Chopra sobre as 7 Leis Espirituais do Sucesso)...mesmo que não tenhamos a mínima consciência disso...a lei da vida criadora e (da Santa- Mãe ver figura acima) evolutiva não espera que fiquemos prontos para entender o que está e vai acontecer....essa lei-mãe só tem um sentido: te empurrar, com seu aval, para frente com dor ou com Amor...mas lhe permite escolher entre um e outro caminho.

A disciplina de cada um material-espiritual é a decisão individual ou coletiva escolhida. Aprendi vivendo diretamente que existem duas forças cósmicas agindo (o TAO dos chineses)no interior humano: as forças da terra (que são nossos impulsos e valores mais instintivos - são os nossos traços-fardos), e as forças do "céu" (supra-física) (que são nosso impulsos e valores supra-humanos - são nossas verdadeiras forças não instintivas e supra-racionais)).

A nossa capacidade de concentração e acumulação de energia é que vai determinar como estamos disciplinados num caminho ou no outro. Assim, se estamos disciplinados em captar e absorver apenas os impulsos do mundo externo a nossa razão estará cativa desses impulsos numa simbiose e círculo vicioso: nos tornamos presos como um pássaro na gaiola...cantamos para o mundo mas esse canto é de angustia, vazio, desespero e pedido de socorro – pois nesse caminho não somos e nunca seremos felizes de fato.

Daí, vem a causa do estresse ontológico (fora do caminho de felicidade) pois nos comportamos como uma galinha desconhecendo o poder que temos de uma águia (idéia de Leonardo Boff em seu livro a águia e a galinha). Ou seja, não vamos a lugar nenhum da felicidade e da transcendência de si. Ficamos a deriva buscando loucamente quem nos diga qual é a seta correta do caminho. Mas, infelizmente, a razão não tem poder para isso....somente a vivência (através da sensibilidade intuitiva) através de um disciplina impecável pode devolver ao homem em sua escuridão da consciência o seu inédito caminho de iluminação, salvação, libertação na transcendência do caminho mal escolhido.

Então, precisamos de sair dessa Crise de Percepção (Fritjof Capra no livro O Ponto de Mutação). Pois, o velho (os impulsos instintivos da "galinha") não morreu, e o novo ainda não nasceu (o poder supra-normal da "águia"). As nossas escolas se afastaram dessa filosofia basicamente oriental. E as nossas universidades esqueceram também da educação para a vida maior - estão preocupadas em revelar o mundo exterior da vida objetiva e do trabalho necessário e pouco se dedicam a revelação do mundo interior e do trabalho (e ciência interior) de sacro-ofício sagrado para a iluminação humana via intuição.

Segundo SCHUMACHER - Economista e escritor alemão (pouco conhecido aqui no Brasil) que publicou o excelente livro “Um Guia para os Perplexos”- a natureza humana está inserida numa escala evolutiva da vida e da consciência conforme se segue abaixo:

a) Nível 1 – reino mineral = “m”;
b) Nível 2 – reino vegetal = “m + x”;
c) Nível 3 – reino animal = “m + x + y”;
d) Nível 4 – reino humano (consciência racional) = “m + x + y + z”;
e) Nível 5 – reino supra-humano (consciência de si ...supra-racional intuitiva) = m + x + y + z + w”.

Nesse contexto, evoluímos e incorporamos os traços-impulsos dos reinos anteriores ou inferiores, por isso agimos contra as forças ou traços superiores que nos puxam para a subida, e ainda assim temos potencialmente a semente de um novo devir em processo da Santa Mãe Evolução. Não somos ainda, mas estamos construindo uma nova consciência num novo degrau de evolução para sermos o que ainda nem imaginamos o que poderemos ser de fato. E isso, depende de cada um num novo e inédito processo de aprendizado ou disciplina de aprimoramento ético-espiritual com as energias-consciências na passagem de um degrau para outro. O exterior (ciência, religião, filosofia e outros saberes) apenas nos induz racional e culturalmente a possibilidade de crescimento e evolução, mas o esforço e a decisão de seguir ou não depende apenas de cada um em seu propósito de vida e sucesso: material e/ou espiritual.

O Caminho certo é o caminhar consciente da disciplina que está se fazendo – o caminhar é pessoal e só se descobre O CAMINHO caminhando! Por isso, Cristo afirma com sabedoria: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida” siga-O! ou então escolha outro guia de sua preferência (p.ex.: Sai Baba).

Essas reflexões são produtos de uma longa experiência com minhas energias físicas e metafísicas. Quem tiver ouvido, ouça – diria o mestre dos mestres Jesus Cristo.