Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
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claude_bloc@hotmail.com

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Para um final de domingo e uma quase segunda-feira...

Como é grande o meu amor por você
- com Osvaldo Montenegro -
(Roberto e Erasmo Carlos)


Promessa - com Wanderley Cardoso

Para relembrar os velhos tempos:

Afffffffff!!!!!

Do fundo do baú!

SAUDADES


José Antônio Oliveira de Resende


Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.

" O TEMPO PASSOU E ME FORMEI EM SOLIDÃO"

Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.

Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.

– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.

E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!

A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.

Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:

– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.

Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, t ambém ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:

– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.

Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...

Que saudade do compadre e da comadre!

Recebido por e-mail.

Chiquinha Gonzaga - Maxixe "Corta- jaca"

17 / 10 /1847 - 28 / 02 /1935 - Rio de Janeiro - RJ


Vídeo - You Tube

O grupo musical feminino "Choronas" interpreta o "Corta - jaca", maxixe de Chiquinha Gonzaga


Encontro dos escritores do Cariricaturas


Local : Residência de Roberto Jamacaru
Data : 05.03.2010 às 22 h
Teremos a presença de José do Vale Feitosa
Assunto : O Livro do Cariricaturas !

Motivo : Confraternização

01. Claude Bloc *
02. Magali Figueirêdo *
03. Carlos Esmeraldo *
04. Maria Amélia de Castro *
05. Ana Cecília Bastos *
06. Assis Lima *
07. Corujinha Baiana *
08. Stela Siebra de Brito *
09. Wilton Dedê *
10. João Marni *
11. Rejane Gonçalves *
12. Rosa Guerrera *
13. Heladio Teles Duarte *
14.Ivan Alencar
15. Edilma Rocha *
16. Emerson Monteiro *
17. José Flávio Vieira *
18. José do Vale Feitosa *
19. Liduina Vilar *
20. Carlos Rafael *
21. Armando Rafael *
22. Bernardo Melgaço *
2 3. Domingos Barroso *
24.. Roberto Jamacaru *
25.Dimas de Castro *
26.Joaquim Pinheiro *
27.Edmar Lima Cordeiro*
28.Olival Honor *
29.José Nilton Mariano*
30.Marcos Barreto *
31.Isabela Pinheiro *
32.José Newton Alves de Sousa *
33 -Jorge de carvalho Alves de Sousa *
34.Vera Barbosa . *
35. Rogério Silva *
36.Dihelson Mendonça *
37.Elmano Rodrigues *
38.Socorro Moreira *
39.João Nicodemos *
40.Hermógenes Teixeira*
41.Marcos Leonel *
42.Lupeu Lacerda *

Convidados : Escritores e demais colaboradores do Cariricaturas


Confirmem suas pesenças até o dia 01.03.2010 , pelos telefones:

35232867, 99444161 ou 88089685 (Socorro Moreira)
E-mail : sauska_8@hotmail.com ou cbbloc@uol.com.br


Claude e Socorro Moreira

Onde anda Socorro Moreira?


Aviso:



A ausência de Socorro Moreira deve-se ao fato de ela estar com o computador em reparo, no técnico.


Á noite estarei por aqui. Estou de passagem para Sobral.


Abraços a todos.


Tenham um ótimo final de semana.


Claude

Cálculo Renal.


À luz da Psicologia ou da Psicanálise, o que tanto engulo, degluto,jogo prá dentro do meu Ego, da minha mente que em espaços de dez anos; sempre fabrico, crio as famosas pedras nos rins???? O que é que não aceito nesta vida, ou o que sou contra que cristalizo tanto em pedras? Na linguagem bio-laboratorial, mediante o exame dos cálculos, o resultado é o seguinte: são oriundas de Oxiçalato de potássio.Portanto ,não devo ingerir leite e derivados e muitas outras coisas mais.Mas a onde entra a mente, o emocional, o soma, o psicossomático? Que catarse tão dura e petrificada anda promovendo meu amado organismo? Que sou "obrigada" por ab-reação a expelir estes cálculos doloridos? Logo eu, que amo a vida, sorrio por qualquer besteira que me encante...A vida é simples nós é que complicamos. Os cristais brilham e são tão belos como diamantes; com exceção quando se juntam e formam as tais "pedras". Poderia ser carvão que é tão feio e suja a gente, não é mesmo?...Não considerem isto uma reclamação, é apenas um comentário e um encontro maior entre mim, meu corpo, minha cabeça e a sábia natureza. Pois passei a valorizar mais as folhas que fazem os chás, a própria água limpa e cristalina que antes bebia mecânicamente. Termina sendo uma reunião entre meu corpo representado pelso rins, minha mente, meu fisiológico, meu emocional...Sem falar no lado Espiritual e Psicológico que levam a um grande insight: prestar mais atenção a mim e por conseguinte me gostar mais. E a vida continua bela e eu permaneço com as mesmas garras que nasci.

A tênue fibra do desejo

Deve ter sido aquela vocação evangelizadora tão própria das mulheres. Sabia que o noivo gostava de uma farra, apreciava um carteado e aquela conversa interminável com os amigos. Imaginou, no entanto, que com a força do amor alinharia aquela árvore torta. Terminaria por domesticar aquele animal selvagem com a ração diária, com os agrados de fêmea, com a hipnose cotidiana. Imaginou que o lar com seus pesados atributos : filhos, contas e o magnetismo da TV apreenderiam aquele ave inconstante, sem que ao menos ela percebesse as tariscas da gaiola. O tempo, no entanto, acabou por mostrar a D. Gertrudes que não existe coisa mais difícil de moldar neste mundo que a delicada fibra óptica do desejo. Ludugero mostrou-se sempre um pai carinhoso e um marido exemplar. Trabalhava duro numa pequena panificadora que adquirira. Ofício árduo de despertar madrugadino , onde diariamente rivalizava com o alvorescente canto dos galos e com a sangria dos primeiros raios do sol.Entre uma bolacha e um pão de ló, entre um passa-raiva e um manzape, ia Ludugero tocando a vida. Os arraigados hábitos antigos, no entanto, permaneceram indeléveis, imunes às pregações de D. Gertrudes. Nas sextas e sábados saía para um barzinho com os amigos e viravam a noite num carteado interminável regado a cerveja , a reminiscências e fofocas. A última válvula de escape de Ludugero, uma espécie de prozac natural que usava para escapar da doideira do dia a dia. Gertrudes, no entanto não se conformava: vivia a implicar com a vida noturna do marido. Fazia-o insidiosamente, uma vez que entendia : os antecedentes criminais do marido precediam ao matrimônio. Ludugero já por mais de uma vez lhe havia jogado na cara: --Meu bem, você sabia que eu gostava de um joguinho, por que diabos casou comigo, não procurou um cardeal , um monge, um santo... ? Havia , no entanto, uma outra razão para a implicância da mulher: ela temia que, varando as noites entre uma birita e outra, em meio aos ases, aos valetes, terminaria por aparecer algumas damas ou uma rainha de paus. Por trás de tudo, sobrenadava o ciúme e a desconfiança de D. Gertrudes.
A água mole bateu na pedra dura, mas não a furou. Todo final de semana , para o crescente desespero da esposa, Ludugero escapava lépido para o jogo. Um dia, por fim, encheu-se até a tampa da caçarola da paciência D. Gertrudes. Antes de ver o marido vestir-se, numa sexta-feira, para as funções lúdico-etílicas do final de semana, articulou o plano meticulosamente preparado durante o mês. Deixou os filhos na casa da sogra e arrumou-se toda, com um vestido tubinho preto. Quando o marido pensou em despedir-se, como de costume, ela saltou de lá e o surpreendeu:
--- Amor, hoje eu vou com você. Estou doidinha para ver um jogo de cartas!
Gertrudes disse isto, sem tirar os olhos do semblante do marido, esperando o protesto, a popa. Ludugero, no entanto, para sua surpresa, não se alterou, apenas lembrou que o programa podia ser chato e cansativo para ela, mas que ficava feliz, não tinha nenhum problema.
Como era de se esperar, a programação não podia ser mais pesada. A esposa sentou a um canto, numa cadeira desconfortável, no Bar do Giba. A conversa varou a noite, regada a cerveja e baralho. Futebol, política, fofocas . À medida que as horas se iam escorrendo, para o terror de Gertrudes, os circunstantes iam ficando mais animados, falando mais alto , discutindo com muito mais fervor. Lá pras cinco horas da manhã a esposa compreendeu que eles tinham ainda fogo na caldeira para mais uns dois dias. Estava já escornada, cansada, com todos os músculos doendo. Chamou então Ludugero e o suplicou:
--- Pelo amor de Deus, me leve para casa que eu já não agüento mais, estou morta de cansada e já não consigo nem ficar em pé...
Ludugero, então, solícito, pediu um tempinho aos amigos , tomou a mulher pelo braço e a levou para o aconchego do lar. Não sem antes lembrar:
--- Ta vendo, mulher, você vem uma veizinha e fica assim parecendo que caiu de um avião. Isto é para você ter uma idéia do meu sofrimento que passo por este suplício todo fim de semana...

J. Flávio Vieira

RELEMBRANDO LUIZ GONZAGA - Por Marcos Barreto


Aprendi com meu pai a gostar de Luiz Gonzaga quando, ainda criança, ficava junto dele ao pé do rádio ouvindo os xotes, os baiões e as toadas que falavam de seca, retirantes e das primeiras chuvas no sertão. Não sabia quem era nem de onde vinha o dono daquelas cantigas tão bonitas e que tanto alegravam ao meu pai. Sabia apenas que também gostava dele.
Fui crescendo e descobri que se tratava do sanfoneiro Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, nascido na vizinha cidade de Exu, no outro lado da serra do Araripe.
Em 1973, enquanto brincava no recreio do meu colégio, vizinho à Rádio Educadora do Crato, vi uma grande movimentação em torno da Rádio. Logo fiquei sabendo ser Luiz Gonzaga que acabara de chegar para a gravação de um comercial. Corri para vê-lo de perto, mas cheguei tarde e ele já havia entrado para o studio. Esqueci-me da aula e fiquei ali, de prontidão, aguardando com ansiedade a sua saída. Ao sair, pude então ver de perto, em carne e osso, pela primeira vez, aquele cantador que tanto me fascinava. Fiquei emocionado, orgulhoso e, como que encantado, parei e não tive coragem de me aproximar ou falar com ele. Foi um dia marcante na minha vida e de uma alegria indescritível.
Anos mais tarde, já em 1981, morando em Salvador-Ba, voltei ao Crato por ocasião da Exposição. Nessa época, escrevi o meu primeiro artigo, intitulado “Os Quarenta Anos do Rei”, publicado pela revista REGIÃO. E foi o seu diretor, Oswaldo Sousa, quem me apresentou a Luiz Gonzaga ao entregar-lhe um exemplar da revista, logo após o seu show, no parque de Exposição. Foi uma noite memorável. Finalmente eu tinha falado com o Rei do Baião. Daí em diante, os contatos foram se intensificando, passei a escrever com mais frequência e assim fomos nos tornando mais próximos.
Noutra ocasião, em outubro de 1984, almocei com Luiz Gonzaga no Parque Asa Branca, em Exu, quando ele me concedeu uma entrevista que ainda hoje guardo com muito carinho.
Em julho de 1986, durante a Exposição do Crato, encontrei-me novamente com Seu Luiz. Perguntou-me se sabia do show que faria logo mais à noite. Eu então lhe disse que iria ao show e que gostaria de lhe mostrar mais dois artigos publicados no jornal A Tarde, de Salvador. Cheguei mais cedo e fui recebido por ele no camarim, quando lhe entreguei os jornais. Agradeceu-me e convidou-me para assistir ao show no palco. Em meio ao show, Luiz Gonzaga fez um breve intervalo e, de público, agradeceu-me pelos artigos que escrevi e cantou para mim o xote Numa Sala de Reboco. Fiquei muito surpreso e vaidoso com essa homenagem de Seu Luiz que, para mim, foi muito significativa.
A última vez que estive com Luiz Gonzaga foi em 1988, no aeroporto regional do Cariri, onde conversamos longamente enquanto aguardávamos o seu vôo.
Além desses encontros mais prolongados, sempre fui recebido por Luiz Gonzaga por ocasião dos seus shows em Salvador, no período de 1981 a 1988.
Pouco depois, voltei a falar com ele por telefone. Estava em Exu, prestes a viajar para Recife, em busca de cuidados médicos. Agradeceu-me por ter ligado e me incentivou para que continuasse a escrever. Percebi que já se sentia debilitado por causa da doença. Esse foi o último contato que tive com o Rei do Baião.
Em 02 de agosto de 1989, logo cedo, recebi a notícia da sua morte. Uma tristeza muito grande logo tomou conta de mim. Lembrei-me da última vez que o encontrei e daquelas músicas que, ainda criança, ouvia junto com meu pai, que pouco antes dele, também partira desse mundo. Não pude conter a emoção e, junto com tantos outros nordestinos, também chorei.
Sinto-me orgulhoso por ter conhecido de perto um dos maiores nomes da música popular brasileira e o expoente máximo da música nordestina. As gerações futuras certamente irão concordar comigo quando descobrirem a sua música.
Como cearense e admirador da cultura nordestina, sinto-me na obrigação de também lutar em defesa da memória de Luiz Lua Gonzaga. Entendo também que a minha terra, o Ceará, tem esse débito para com Seu Luiz, uma vez que foi através do Ceará que Luiz Gonzaga começou a trilhar novos caminhos, desde que, em 1930, vendeu sua sanfona em Crato e com o dinheiro viajou de trem para Fortaleza, onde ingressou no 23º Batalhão de Caçadores, no qual serviu como o recruta 122, o corneteiro “bico de aço”. Além disso, ele divulgou o nome do Ceará em várias de suas músicas por todo esse Brasil.
Apesar de sua ausência física, Luiz Gonzaga continua muito vivo e presente entre nós que somos adeptos da verdadeira e autêntica música nordestina. Isto porque Luiz Gonzaga é sinônimo de música, de poesia e cultura. Portanto, por mais que queiram, ele jamais será esquecido.
Hoje, vivemos um período de adversidades, onde a legítima e autêntica música nordestina encontra-se marginalizada e desprezada, por conta de uma mídia irresponsável e inescrupulosa, totalmente descomprometida com as raízes culturais da nossa terra, aliada a uma indústria fonográfica sustentada por pessoas desaculturadas e desatentas ao bom gosto.
Seria muito oportuno que as Secretarias de Cultura do Estado e do Município, promovessem eventos capazes de resgatar os artistas da terra e, junto com eles, o nosso mais puro e verdadeiro forró, lançado pelo mestre Luiz Gonzaga nos idos de 1945, com a parceria dos poetas Humberto Teixeira e Zé Dantas.



Marcos Barreto de Melo

"O Bolero" - Origens


Reza a lenda que foi Pedro Vargas, no auge da popularidade, quem introduziu o bolero no Brasil, ainda em 1941, quando de uma temporada no Cassino da Urca. Mas, suas origens são confusas e, se perdem no tempo.

Estudiosos há que afirmam que ele existe desde o século XVIII (1780) como derivação das "següidillas", bailado cigano, onde as bailarinas usavam as "boleras", pequenas bolas que ornavam seus longos vestidos.

Outros afirmam que o bolero é uma variação do fandango, dança muito popular na Espanha no século 18.

Atualmente, é absolutamente certo de que sua origem é cubana, a partir da fusão de diversos ritmos, especialmente o danzon, particularmente popular em toda Cuba, país que nos ofertou o primeiro bolero conhecido, Tristezas, de Pepe Sanches.


Fonte:
http://decadade50.blogspot.com/2006/10/baio-x-bolero.html


Un Bolero

Emilio José(Emilio José - J. López Delgado)

Un bolero,quiero cantarte un bolero.
Un bolero que diga lo que yo siento.
Un bolero sincero, alegre y travieso.
Un bolero que te rompa el corazón.

Un bolero para bailarlo sin prisa.
Un bolero para agrandar tu sonrisa.
Que te cuente, que te diga como te quiero.
Un bolero tierno y grande, como mi amor.

Porque a pesar de que vivamos juntos,
hoy me parece que andamos distantes.
Es por eso que te quiero volver
a enamorar.(bis)

Un bolero para amarrar tu cintura.
Un bolero para alcanzar la locura.
Que te cuente, que te diga como te quiero.
Un bolero tierno y grande, como mi amor.

Porque a pesar de que vivamos juntos,
hoy me parece que andamos distantes.
Es por eso que te quiero volver a enamorar.

Vámonos, mi vida, a bailar.
Vámonos, que te quiero enamorar.

Porque a pesar de que vivamos juntos...
hoy me parece que andamos distantes,
es por eso que te quiero volver a enamorar. ( Bis )

***
PS: Os maiores intérpretes do "Bolero" foram: Gregório Barrios, Lucho Gatica, Roberto Yanez, Bievenido Granda, Pedro Vargas e o Trio Los Panchos. Nos dias atuais, o cantor mexicano Luis Miguel, deu nova roupagem a antigos sucessos, e ficou famoso internacionalmente.
*
No Brasil, inúmeros intérpretes gravaram boleros.Com destaque para Carlos Alberto, Anísio Silva e o Trio Irakitan.
*
Entre os mais famosos compositores de boleros estão os mexicanos: Agustin Lara e Consuelo Velásquez, autora de "Besame Mucho", considerado o bolero mais famoso, traduzido para mais de vinte idiomas, com um número incalculável de gravações .
*

Vídeo – You tube
“Un Bolero”, na linda voz do músico e intérprete espanhol Emilio José.



Consumir-me
- Claude Bloc -


Antes que o dia se acabe
Antes que a tarde anoiteça
Antes que o amor se esconda
Antes que o corpo padeça

Quero sentir a brisa
Pelas varandas da rede
Quero viver o momento
Quero matar minha sede

Antes que eu me consuma
Antes que a saudade cresça.
.
Texto e foto por Claude Bloc
.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Voz própria
- Claude Bloc -


Enquanto isso, o mundo gira
como criança em dia de festa.
Enquanto isso,
vamos perdendo a inocência
perdendo o tempo
em busca por respostas.
Enquanto isso,
saimos do prumo
em busca de um rumo
sem nexo.
Enquanto isso,
vamos perdendo a poesia,
o toque sutil e a mão tão leve...

Enquanto isso,
damos milhões de voltas
procurando o prumo
em busca de um rumo
entre o que sentimos
e o que é certo.
Enquanto isso,
cá (r)estamos perplexos.

No mais, é o coração que não cala
o sentimento, a voz própria,
e o tempo presente
.
.
Texto e foto por Claude Bloc
.

"As Cores dos Amigos" - Silvia Schmidt


Amigos são "cores", cada qual com seu matiz,e um jeitão sempre muito marcante.

Há o Amigo "cor verde" :
É aquele que em tudo ressalta a beleza da Vida e põe esperança nela.Ergue-nos!
*
Há o Amigo "cor azul" :
Ele sempre traz palavras de paz e de serenidade,dando-nos a impressão, ao ouvi-lo,que estamos em contato direto com o céu ou com o profundo azul do mar.Ele nos eleva!
*
Há o Amigo "cor amarela" :
Ele nos aquece, assim como o sol;faz-nos rir, sorrir e enxergar o amarelo brilho das estrelas bem ao alcance das nossas mãos.
*
Há o Amigo "cor laranja" :
Ele nos traz a sensação de vigor, saúde, enriquece nosso espírito com energias que são verdadeiras vitaminas para o nosso crescimento.
*
Há o Amigo "cor vermelha" :
É aquele que domina as regras de viver, é como nosso sangue.Ele acusa perigos, mas nunca nos abala a coragem.É pródigo em palavras apaixonadas e repletas de caloroso amor.
*
Há o Amigo "cor roxa" :
Ele traz à tona nossa essência majestosa,como a dos reis e dos magos.Suas palavras têm nobreza, autoridade e sabedoria.
*
Há o Amigo "cor cinza" :
Ele nos ensina o silêncio, a interiorização e o auto-conhecimento.É um indutor a pensamentos e reflexões.Ajuda a nos aprofundar em nós mesmos.
*
Há o Amigo "cor preta" :
Ele é mestre em mostrar nosso lado mais obscuro,com palavras geralmente duras,atinge-nos sem "anestesia" e, com boas intenções,leva-nos a melhor considerar nossas atitudes perante a vida.
*
E há o Amigo "cor branca" :
Esse é uma mistura de todos.É aquele que "saca" um pouco de cada um e nos revela verdades nascidas da vivência e da incorporação de conhecimento. Ele nos prova que, não só ele, mas também todos os outros,têm verdades aprendidas para partilhar conosco.
*
Se reunirmos a todos num Grande Encontro,veremos um arco-íris de Amor e de Amizade.
***
Texto de Silvia Schmidt - Adaptação de "Escritores são Cores", da mesma autora, no livreto "Vivências Virtuais".

Precisa dizer alguma coisa?





Fotos por Claude Bloc

Tempo Antigo

Talvez não saiba
lhe deixei sapinhos
não no céu da boca
mas no céu da alma.

Talvez não perceba
mas já é outra
mudou seu andado
seus olhares estranhos
- pergunte ao seu espelho -

e sempre ao beber água
sentirá um cheiro acre
não se apavore
não é desgraça
coisas de vodu

apenas os suspiros do peixe
dentro da geladeira:
"sua mãe nunca lhe aconselhou
a não guardar o copo de alumínio
próximo à gavetinha do congelador?"

Talvez não saiba
lhe deixei verrugas
não nas linhas da mão
mas nas dobras dos lençóis
antes que seu coração durma.

Permaneça quieta,
dessa forma,
não me telefone
tampouco me mande e-mail.

Neste momento, espante-se,
escrevo em uma folha de caderno
cruzando as pautas
sem aviso.

A única verdade,
talvez saiba,

é o abraço dos dedos
envolvendo a caneta.
Inquietude
- Claude Bloc -
.

Foto-poema por Claude Bloc

..

Som

Que som bacana
sinistro, estranho

atrito da cerâmica
do prato

contra o inox
da taça.

Lembro-me de outros tantos
confidenciados por minha alma
em suas andanças fora do corpo:

o ruído das aurículas
bebendo a saliva dos sonhos.

Segundo minha alma,
são amores invisíveis
debaixo da cama
do coração enfermo.

Pergunto-me se o bruxo Hermeto
ouvia mais o som das coisas

ou calava-se (extasiado)
diante da loucura da alma.

Gritos Silênciosos - Por Phelipe Braga


Estou aqui!
era o que dizia o olhos
de um cão faminto.

Tudo me doí
é o que dizia
aquele animal em lágrimas.

Não me deixem morrer
não me deixem aqui
não saiam assim
sem fazer nada!


Phelipe Bezerra Braga
26/02/2010


Poema dedicado as crianças africanas
que morrem em silêncio diariamente.
Efêmera luz
-Claude Bloc -

. Foto-poema por Claude Bloc
.

Quando o entardecer chega ...Por Luciano Spina França



Programa de Preparação para a Aposentadoria

No cotidiano da vida, no dia-a-dia, vemos as mais diversas formas de discriminação. O envelhecimento é talvez uma das mais concorridas. Contudo, hoje, entidades estão lutando pelos direitos dos cidadãos idosos, providenciando o cumprimento de leis existentes, e por medidas mais eficazes que inibam e coibam atitudes de maus tratos, deseducadas e a falta de urbanidade do qual o idoso é alvo frágil e fácil.

Idade e cultura

Costuma-se dizer que a idade determinante da velhice é 65 anos, quando se encerra a fase economicamente ativa da pessoa e começa a aposentadoria. Contudo a Organização Mundial da Saúde, através de estudo e levantamento estatístico mundial, elevou essa idade para 75 anos, devido ao aumento progressivo da longevidade e da expectativa de vida.

Em muitas culturas e civilizações, principalmente as orientais, o velho, o idoso é visto com respeito e veneração, representando uma fonte de experiência, do valioso saber acumulado ao longo dos anos, da prudência e da reflexão. Enquanto em outras, o idoso representa "o velho", "o ultrapassado" e "a falência múltipla do potencial do ser humano".

As mudanças

A velhice é um processo pessoal, natural, indiscutível e inevitável, para qualquer ser humano, na evolução da vida. Nessa fase sempre ocorrem mudanças biológicas, fisiológicas, psicossociais, econômicas e políticas que compõe o cotidiano das pessoas.

Há duas formas básicas de ocorrer essas mudanças, de maneira consciente e tranquila ou ser sentida com grande intensidade, tudo dependerá da relação da pessoa com a velhice. Os sinais característicos dessas mudanças são nítidos por conta da ação do tempo e social. Vejamos abaixo alguma delas:

Mudanças Físicas: gradual e progressivas: aparecimento de rugas e progressiva perda da elasticidade e viço da pele; diminuição da força muscular, da agilidade e da mobilidade das articulações; aparição de cabelos brancos e perda dos cabelos entre os indivíduos do sexo masculino; redução da acuidade sensorial, da capacidade auditiva e visual; distúrbios do sistema respiratório, circulatório; alteração da memória e outras.
Mudanças Psicossociais: modificações afetivas e cognitivas: efeitos fisiológicos do envelhecimento; consciência da aproximação do fim da vida; suspensão da atividade profissional por aposentadoria: sensação de inutilidade; solidão; afastamento de pessoas de outras faixas etárias; segregação familiar; dificuldade econômica; declínio no prestígio social, experiências e de valores e outras.
Mudanças Funcionais: necessidade cotidiana de ajuda para desempenhar as atividades básicas.
Mudanças Sócio-econômico: acontecem quando a pessoa se aposenta.
Uma geração só vai se preocupar com o envelhecer quando sente que esta nova fase da vida está se aproximando, produzindo sensações de desconforto, ansiedade, temores e medos fantasiosos. Freqüentemente essa ansiedade gera a falta de motivação levando-o a uma depressão, repercutindo organicamente e acelerando o envelhecimento ou provocando distúrbios e dificuldades de adaptação a um novo contexto social.

Estudos recentes comprovam que o avanço da idade não determina a deterioração da inteligência, pois ela está associada à educação, ao padrão de vida, a vitalidade física, mental e emocional. Também é preciso perder o preconceito sobre a idade cronológica das pessoas. Pode-se afirmar que há jovens com 20, 40 ou 90 anos de idade, tudo dependerá da postura e do interesse de cada um.

A sociedade e o mercado de trabalho

Vale fazer um alerta importante, só na América do Sul estima-se que no início deste novo milênio mais de 30 milhões de pessoas estarão com idade acima de 60 anos. No Brasil, só o Estado de São Paulo representará quase três milhões de pessoas ou cerca de 8% dessa população. O aumento desta população tende a expandir ainda mais nas próximas décadas, o que justifica o interesse e a preocupação da sociedade e do governo em criar ações para tratar questões ligadas à velhice.

Hoje todas as empresas precisam vencer os desafios da competitividade e da globalização do mercado comercial. Assim algumas empresas, vêem como saída para esse problema o sangue novo, dispensando os mais velhos de casa e de idade e contratando pessoas mais jovem, mais dinâmicas que consigam alavancar a empresa. Será que essa atitude é correta? Talvez não, dependendo do número de colaboradores que estejam nessa condição a empresa poderá perder seu know-how, sua identidade e empregados que conhecem detalhes do serviço. Além do que essa forma de dispensa poderá ter consequências diretas na perda de sua produtividade e motivação de mão-de-obra, pois quem ficou terá receio que no amanhã isso também poderá acontecer com ele.

Outras empresas para enfrentar os mesmos desafios, utilizam-se da reengenharia de cultura empresarial fazendo um planejamento para os próximos dez anos, assim, se elas tiverem colaboradores alcançando a aposentadoria nesse período poderão programar a saída desses e treinar os mais novos. Gerando uma nova equipe já entrosada, motivada e preparada para multiplicar essa cultura à próxima geração. Uma empresa com pessoas novas e dinâmicas mesclada com pessoas mais maduras, conscientes e experientes, com toda a certeza terá resultados de mercado muito melhores.

Agora, há momentos que não tem outro jeito. É preciso cortar pessoas, os escolhidos serão os mais velhos, não por preconceito mas por necessidade. Então é necessário prepará-los para essa nova realidade, amparando-os, com programas sociais e profissionais, para que aprendam e façam sua escolha de qual o melhor caminho a seguir - se vai procurar outro emprego, dar informações de como fazer, se vai abrir um negócio mostrar como proceder e no caso de simplesmente se aposentar, mostrar como levar uma vida com qualidade. Certamente toda empresa que agir desta forma terá um bom retorno desse investimento, a repercussão positiva na equipe e garantido que as suas metas e objetivos sejam atingidos face à motivação de todos.

Talvez uma das melhores saídas para esse problema seja o Programa de Preparação para a Aposentadoria - PPA, que possui caráter informativo e formativo possibilitando que essas pessoas realizar reflexões, tomar consciência do processo de envelhecimento e quais as atitudes a serem tomadas diante das alterações relacionadas aos aspectos econômicos, sociais e familiares no momento da aposentadoria. As empresas que estão oferecendo o PPA aos seus colaboradores estão colhendo como vantagens nessa relação: a renovação do seu quadro; exercício da responsabilidade social na comunidade; aumento no nível da produtividade; repasse de know-how; motivação e a participação nas metas; imagem positiva da empresa no mercado e a elevação da qualidade de vida no trabalho.

Aposentadoria, trabalho e capacidade

Toda aposentadoria tem suas implicações negativas. É preciso rever essa atitude de aposentar seres inteligentes e capazes de dar muito mais de si pelo mercado de trabalho. A alta competitividade de mercado e o preconceito pela idade tem sido causas frequentes para a dispensa dessa força de trabalho mais experiente, a qual poderia ser recolocada e bem aproveitada.

Recentemente uma empresa publicou uma pesquisa sobre tendências na área de empregos e apresentou uma novidade: o número de vagas com preferência para candidatos maduros, com mais de 40 anos, aumentou mais de 15% nos dois últimos meses de 1999. Os candidatos maduros estão melhor preparados e as empresas descobriram que o preconceito estava provocando a perda de oportunidades para a contratação de talentos já comprovados.

Quando um profissional deixa a empresa e o ambiente em que era respeitado, ele passa a enfrentar o preconceito em relação à idade. Como consequência ele primeiro se revolta, depois busca novas forças e motivações para enfrentar as dificuldades. Com isso ele aprende, desenvolve novas competências e surpreende o mercado de trabalho.

Discriminação

Enfim, o envelhecimento não pode ser visto pela sociedade, família e empregador sob os olhos da discriminação. Não só as pessoas envelhecem, as gerações também envelhecem, sem dar conta dos segundos, minutos, dias, semanas, meses e anos. O envelhecimento irá alcançar com toda certeza a todos, é preciso agir de forma concreta, segura e rápida contribuindo com ações eficazes para resguardar uma etapa da vida humana com maior dignidade, qualidade e respeito.

Jovem, ao encontrar uma geração mais velha,
pense bem nisto antes de mais nada:
" Ele sou eu amanhã.
Ele, hoje, representa o respeito que quero
ter também, amanhã . "

Autor: Luciano Spina França lucianosf@sti.com.br

Elizabeth Taylor




Filha de pais estadunidenses, mudou-se para os Estados Unidos em 1939. Começou a carreira cinematográfica ainda criança, quando foi descoberta aos dez anos. Contratada pela Universal Pictures, filmou There's One Born Every Minute, mas não teve o contrato renovado. Assim como o amigo pessoal Mickey Rooney, revelou talento participando de filmes infanto-juvenis, como na estréia em 1943 num pequeno papel da série Lassie. A partir de então, apaixonou-se pela profissão e permanecer no estúdio tornou-se o maior sonho.

Evoluindo como atriz talentosa e respeitada pela crítica, nos anos 50 filmaria dramas, como Um lugar ao Sol, com o ator Montgomery Clift; Assim Caminha a Humanidade, com Rock Hudson, ambos atores homossexuais e dos quais se tornou grande amiga. Nessa década faria ainda A Última Vez Que Vi Paris, ao lado de Van Johnson e Donna Reed.

Liz, como é mais conhecida, é reverenciada como uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos; a marca registrada são os traços delicados e olhos de cor azul-violeta, emoldurados por sobrancelhas espessas de cor negra. Celebridade cercada por intenso glamour e diva eterna dos anos de ouro do cinema norte-americano, é uma compulsiva colecionadora de jóias. Certa vez, o amigo, o mágico David Copperfield, convidou-a para uma das apresentações e fez sumir das mãos um dos anéis favoritos. Liz, simpaticamente, e ao gritos, divertiu a platéia manifestando um momento de desespero ao ver o anel sumir.


Taylor em 1981, num evento em sua homenagem.Ficou famosa também pelos inúmeros casamentos (oito ao todo), sendo o mais rumoroso o com o ator inglês Richard Burton, notório pelo alcoolismo, com quem se casou duas vezes e fez duplas em vários filmes nos anos 60, como o antológico Cleópatra, o dramático Quem tem medo de Virgínia Woolf?, em que ela ganhou o segundo Óscar, Os Farsantes e A Megera Domada. Vencedora duas vezes do Óscar da Academia para Melhor Atriz (principal), o primeiro em 1960 pelo papel da call-girl de Disque Butterfield 8 (pt: O Número do Amor); . Nessa década, com o reconhecimento do prêmio máximo do cinema mundial, consagrou-se como a mais bem paga atriz do mundo.

Foi pioneira no desenvolvimento de ações filantrópicas, levantando fundos para as campanhas contra a AIDS a partir dos anos 80, logo após a morte de Hudson. A despeito de ter nascido fora dos EUA, em 2001 recebeu do presidente Bill Clinton, a segunda mais importante medalha de reconhecimento a um cidadão norte-americano: a Presidential Citizens Medal, oferecida pelos seus vários trabalhos filantrópicos. Nessa época se agravaram os problemas de saúde, ganhando peso e sendo levada a internações recorrentes em hospitais.

wikipédia

Maria Olívia da Silva , no dia do idoso : 27 de fevereiro !



Maria Olívia da Silva (Itapetininga, 28 de fevereiro de 1880), é uma dona-de-casa brasileira que alega ter nascido em 28 de fevereiro de 1880 e desta forma ter 129 anos de idade, o que a tornaria a pessoa mais idosa da história (não verificado pelo Guiness Book).

Ela nasceu na cidade de Itapetininga, São Paulo,[1] e mora atualmente no distrito de Içara, em Astorga, no norte do Paraná. Sua casa de madeira tem as paredes tomadas por recortes de revistas e jornais de todo o mundo sobre o recorde de longevidade da ilustre moradora.

Dona Maria Olívia da Silva teve dez filhos naturais e adotou mais quatro, mas o número de netos, bisnetos e trinetos não pode ser mensurado. Seriam cerca de 400, calcula Aparecido Honório Silva, 59 anos, adotado ainda quando bebê. Ele é um dos três filhos vivos dos 14 integrantes de sua prole.

Apesar de não ser comprovado por documentação da época do nascimento, Dona Maria Olívia possui oficialmente o ano de registro de 1880 conforme o seu registro civil e documento de identidade brasileiros, ambos documentos emitidos na década de 70, quando Dona Maria Olívia já teria mais de 90 anos.

No dia 9 de junho de 2009 igualou o anterior recorde de Maria do Carmo Gerônimo, tornando-se a pessoa com a alegação de maior longevidade do Brasil dos últimos dez anos.
Se se confirmasse a sua alegação, Dona Maria poderia ter visto:

1 Imperador do Brasil (D.Pedro II);
35 Presidentes da república do Brasil;
10 Papas;
Santos Dumont voar no 14-bis;
Os japoneses chegarem ao Brasil;
A Primeira guerra mundial;
O Titanic afundar;
A Segunda guerra mundial;
O Brasil ser campeão do mundo no futebol pela primeira vez (e viu as outras quatro também);
O Homem chegar à Lua.

Wikipédia

Chiquinha Gonzaga



17/10/1847, Rio de Janeiro (RJ)
28/2/1935, Rio de Janeiro (RJ)



Chiquinha Gonzaga participou ativamente da campanha republicana

Francisca Edwiges Neves Gonzaga era filha do militar José Basileu Neves Gonzaga e da mulata Rosa Maria de Lima. Ganhou um piano de seu pai aos 9 anos e compôs a sua primeira música aos 11 anos.

Casou-se com o oficial da Marinha Mercante Jacinto Ribeiro do Amaral aos 13 anos. Aos 16, nasceu o primeiro filho, João Gualberto. No ano seguinte, teve Maria.

Três anos depois, já seduzida pela música, decidiu separar-se do marido, o que provocou o rompimento das relações com o seu pai.

Chiquinha passou a viver com João Baptista de Carvalho, um bon-vivant com quem teve a filha Alice Maria. Em 1876, o casal decidiu mudar-se para o interior de Minas Gerais. Ao surpreender o amado com outra mulher, Chiquinha deixou-o, com a filha, que ainda não havia completado um ano, e partiu de vez para a carreira artística, compondo e dando aulas para se sustentar.

O flautista Antônio da Silva Calado a introduziu nas rodas de chorões do Rio de Janeiro. Num desses encontros de músicos, em 1877, ela compôs, de improviso, a polca "Atraente", seu primeiro sucesso. Depois musicou operetas e dirigiu concertos, tornando-se a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.

Além da música, Chiquinha participava ativamente do movimento pela libertação dos escravos. Vendia de porta em porta suas partituras, a fim de angariar fundos para a causa. Com o dinheiro que conseguiu ao vender a partitura de sua música "Caramuru", Chiquinha Gonzaga comprou, em 1888, a alforria do escravo e músico José Flauta, antecipando-se poucos meses à Lei Áurea. Foi também uma participante ativa da campanha pela proclamação da República.

Em 1897, compôs o tango "Gaúcho", lançado na peça "Zizinha Maxixe", de Machado Careca que, quatro anos mais tarde, faria uma letra para a composição, que passaria a se chamar "Corta-Jaca". Essa música fez tanto sucesso que foi incluída na revista luso-brasileira Cá e Lá, encenada em Portugal e executada numa audição no Palácio do Catete, feita por Nair de Tefé, a esposa do presidente . O evento foi considerado uma quebra de protocolo e um escândalo nas altas esferas do poder brasileiro.

Enquanto ouvia o ensaio do Cordão Rosa de Ouro, no Andaraí, em 1899, Chiquinha compôs a sua primeira marcha carnavalesca, "Ó Abre Alas". Em 1902, fez uma viagem à Europa, mudando-se para Lisboa em 1906. Voltou acompanhada por João Batista (Joãozinho Gonzaga), um rapaz 36 anos mais jovem, que havia conhecido ainda no Rio.

Em 1912, Chiquinha assistiu à estréia de "Forrobodó", opereta que musicara, escrita por Luiz Peixoto e Carlos Bittencourt. Três anos depois, Chiquinha musicou a peça "A Sertaneja", de Viriato Correia.
Participou da fundação da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT), em 1917, e lançou campanha de fundos destinados à construção de uma nova sepultura para Francisco Manuel da Silva, compositor do Hino Nacional Brasileiro, dois anos depois.

Em 1933, aos 85 anos, escreveu sua última partitura, "Maria".
Chiquinha morreu em 1935. Durante a sua vida, musicou aproximadamente 77 peças de teatro. Sua obra reúne mais de 2.000 composições, entre valsas, polcas, tangos, maxixes, lundus, fados, serenatas, músicas sacras. Entre suas inesquecíveis criações estão "Ó Abre Alas", "Atraente", "Casa de caboclo", "Faceiro", "Falena" e "Lua branca", entre outras.


uol educação

Pensamento para o Dia 27/02/2010



“O ímã arrasta para si a limalha de ferro, mas ele não pode atrair pedaços de ferro cobertos por poeira e ferrugem. A poeira e a ferrugem sobre as peças de ferro devem ser removidas para que o ímã possa atraí-los. Naturalmente, palestras são úteis; sua prática, no entanto, está estagnada! A menos que essa doença seja curada, a manifestação da educação e da erudição não pode acontecer. Quando a mente é polida e purificada, há harmonia em pensamento, palavra e ação. Essa harmonia em pensamento, palavra e ação é a melhor prova do valor de qualquer ser humano.”
Sathya Sai Baba

Maninha, pra você eu tiro o chapéu !

Menos de dois anos de diferença de idade. Água e terra. Ela, uma pisciana disciplinada, artística, guerreira, cheia de talentos.
Sua casa , parece casa de bonecas ... Laboriosa, perfeccionista , prestativa. Só tenho admiração por essee coração generoso, presente dos meus pais como irmã, pro resto da minha vida : Verônica Moreira !

O Que é Perfeito?

"Perfeito
pode ser um choro, ou um sorriso.
Perfeito
pode ser viajar, ou ficar em casa.
Perfeito
pode ser uma vida inteira,
pode ser um beijo, um amor de muitos anos.
Perfeito
sempre é o seu. É o que não é esperado.
Perfeito
é a forma que dura muito, ou a que dura nada.
É o que você vê, ou o que não vê.
Perfeito
pode ser ensaiado , ou improvisado.
Pode ser o doce ou o salgado.
Pode ser uma palavra, ou um número.
Perfeito
É tudo aquilo que nos faz bem
e que sem saber a gente reconhece na hora"...
(autor oculto)

Reflitam e um perfeito final de semana.
Liduina Vilar.

PRECISO DE ALGUEM

Preciso de Alguém
Que olhe nos meus olhes quando falo.
Que ouça as minha tristezas e neuroses com paiciência e, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.
Preciso de alguém que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado.
Alguém amigo suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso ficar irritado por isso.
Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: a amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo.
Que não vá embora se algum dia eu perder meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um amigo que receba com gratidão o meu auxilio, a minha mão estendida, mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.
Preciso de um amigo que também seja companheiro nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite comigo:
“Nós ainda vamos rir muito disso tudo…”
E ria muito.
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meus amigos.
E nesse busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela …

(a.d.)

Sr. João, Em noite Cyberrústica!

Com o mesmo bom humor que leva em vida e que o leva leve aos palcos, João nos presenteou com um show descontraído, poético/musical com ingredientes futuristas. Nada perde pra nada, tudo se transforma! Esta foi a performance de um vendedor de cordéis do velho e do novo mundo.

Sr. João abre o Show!

Leituras e releituras.

O futuro do pretérito!


Meio DJ e completamente show!

Entre Rabecas e Micros... Violas e poesias!


Um micro e um fone para o Nico, não foi suficiente, ele tinha muito a dizer!


Fotos: Pachelly Jamacaru
"Direitos reservados"

O Cariri Cangaço 2010 já começa a ser construído.


Prezados amigos,

Com o tema: Cariri Cangaço - Coronéis, Beatos e Cangaceiros, esse evento de cunho turístico-cultural e científico; em sua edição 2010, terá novamente como cidades anfitriãs: Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha; com a adesão ainda de Aurora e Porteiras. Reuniremos a partir de uma programação plural, dinâmica e universal, personalidades locais, regionais e nacionais, do universo da pesquisa e estudo das temáticas ligadas ao Cangaço, Tradições e Histórias do Nordeste.

O Evento em sua segunda edição terá um conjunto de 16 conferências, seguidas de debates, abordando temáticas ligadas à historiografia nordestina; distribuídas durante o período de realização do mesmo; 6 dias ; nos 6 municípios anfitriões. Os conferencistas são pesquisadores, estudiosos, escritores e professores, de renome nacional.

O Cariri Cangaço - Coronéis, Beatos e Cangaceiros, promoverá um conjunto de 23 Visitas Técnicas aos principais Pontos Turísticos da Região do Cariri, como também aos principais Sítios Históricos ligados ao cangaço na região. Em cada Visita Técnica teremos um estudioso e um guia turístico que fará a explanação sobre o ponto visitado.

O Cariri Cangaço 2010 é uma promoção da SBEC e uma realização das Prefeituras de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha, com o apoio vital da Universidade Regional do Cariri – URCA; ICC- Instituto Cultural do Cariri; Centro Pró Memória Josafá Magalhães; ICVC - Instituto Cultural Vale Caririense, Fundação Memorial Padre Cícero, conta também as parcerias do SESC, do SEBRAE, do Centro Cultural Banco do Nordeste.

O evento programa além das Conferências, Debates e Visitas Técnicas; a II Mostra Cariri Cangaço de Cinema, Vídeo e Documentários; a II Latada do Livro Cariri Cangaço, onde os participantes terão a oportunidade de entrar em contato com as principais obras literárias sobre a temática; o II Grande Salão Cariri Cangaço, onde serão lançadas 8 novas obras literárias sobre a temática; de autores de todo o Nordeste e também São Paulo, além de 17 Apresentações Artísticas, com as mais significativas manifestações culturais e folclóricas de toda região do Cariri, das áreas das Artes Cênicas, Música e Cultura Popular.

O Cariri Cangaço - Coronéis, Beatos e Cangaceiros, acontecerá entre os dias 17 e 22 de Agosto de 2010, na Região do Cariri, sul do estado do Ceará. Conheça um pouco mais da historia desta inciativa a partir do blog oficial do evento: cariricangaco.blogspot.com

Visite, comente, entre! A casa é sua.

Abraços,

Manoel Severo

Encontro do colaboradores do Cariricaturas !

Local : Residência de Roberto Jamacaru
Data : 05.03.2010 às 20 h
Teremos a presença de José do Vale Feitosa
Assunto : O Livro do Cariricaturas !


Convidados :Colaboradores do Cairicaturas
Confirmem suas pesenças até o dia 01.03.2010 , pelos telefones:
35232867, 99444161 ou 88089685 (Socorro Moreira)
Email : sauska_8@hotmail.com ou cbbloc@uol.com.br

Claude Bloc e Socorro Moreira

Boa noite ou bom dia?


Boa noite ou bom dia, Socorro? Seja o que for... Que seu sono seja tranquilo e reparador e que seu dia seja de alegrias (a)p(l)enas... (apenas/plenas)...
Eu vou dormir!
Embora você não goste de "florzinha" nos textos (bolando de rir) vai assim mesmo essa pra você, dourando seus sonhos.
Abraço,
Claude

A hora de se dar - Sérgio Bittencourt

A Hora de Se Dar
Taiguara
Composição: Eduardo Souto Neto / Sérgio Bittencourt

.
Tanta coisa se perdeu
Na hora de se dar
O amor que ninguém deu

Olha eu querendo ser
Tua razão de ser
Quem manda eu te perder?

Quem manda eu não chegar
De vez e por amor?
Tanto amor que eu já nem sei
Se fui eu que te amei

Vou ficando por aqui
Com jeito de quem vai
Querendo não ir mais,
Pois toda vez que eu vou
A dor vai logo atrás

Reza - Sérgio Bittencourt e Silvio Silva

Reza
Vanusa
Composição: Sérgio Bittencourt - Sílvio Silva

.
Lá vou eu
chorar mais uma vez de amor
Já sei que vão dizer
que eu não sei do amor
me defender
Melhor assim
Azar de mim!

Lá vou eu
perder mais uma vez no amor
Que eu sei
Me leva uma canção
falando de perdão e muita dor
Mas lá vou eu
Rezem por mim!

Lá vou eu
chorar mais uma vez de amor
Já sei que vão dizer
que eu não sei do amor
me defender
Melhor assim
Azar de mim!

Lá vou eu
perder mais uma vez no amor
Que eu sei
Me leva uma canção
falando de perdão e muita dor
Mas lá vou eu
Rezem por mim!
Mas lá vou eu
Rezem por mim!
Mas lá vou eu
Rezem por mim!

Mais composições do Sérgio Bittencourt

Desabafo
Nora Ney
Composição: Sergio Bittencourt /Beto Quartin

.
Se o caminho da rua ainda é a porta
Se você não me suporta
Eu sei sair por onde entrei
Se você quer me pedir que eu vá embora
Por favor, me peça agora
Faz de conta que eu não sei
Que, de nós dois,
Um agora está sobrando
Que você está me enganando
Me beijando sem querer
Eu sei traçar o meu caminho
Construir outro cantinho
Inventando que eu vivo sem você
E se a saudade chegar
e apertar pra valer
Fundir a cuca de jeito e me fizer chorar
Na sua porta eu prometo que não vou bater
Eu sei partir pra não voltar
Podem chamar de orgulho mas eu sou assim
Que vão falar o diabo de mim eu já sei
Mas já que chegou a hora de botar um fim
Eu sei sair por onde entrei
Enquanto houver uma esquina e um bar aberto
Eu já sei que eu não me aperto
Eu sei beber e conversar
Sei invertar que estou contente
Antes que você invente
Que um dia eu vou voltar

VIM
Taiguara
Composição: Eduardo Souto Neto - Sergio Bittencourt

.
Vim com minhas dores, meus medos
Te contar tantos segredos
Como se eu fosse um amigo

Vim com uma canção tão dolorida
Tanto a vida mal vivida
No silêncio onde me abrigo

Vim e vim dizer-te o que já sabem
O medo e a dor não cabem
Nesse amor que eu inventei

Vim e trago hoje uma saudade
De mim mesmo, eis a verdade
Tantos rumos, tanta vida... e só hoje te encontrei

Meninas do Pimenta - (Crato-Ce)

Um dia nos encontramos na casa de Meire Pinheiro. Foi um encontro festivo de muitos papos e relembranças.
Havia mais gente, como Glória Pinheiro, Vanda, Rubens e Renato, Seu Cícero Holanda Cavalcanti, Aninha e Corrinha Ribeiro da Silva. Mas alguns escaparam ao "clic"... outros saíram "dormindo" e preferi não mostrar a imagem incômoda da pessoa nessa pose. (risos).
Mas foi muito agradável a "Pimentada" toda reunida há alguns anos atrás.

Texto e montagem por Claude Bloc

Quem mandou pesquisar?

Quem mandou
Wilson Simonal
Composição: Sergio Bittencourt / Eduardo Souto

.
Mudei minha vida,
guardei meu cansaço,
cantei na avenida
O que eu faço eu canto
O que eu canto eu faço
O que eu canto eu faço

Então fiz a festa
com gente na rua
Minha gente é esta,
minha gente é sua
Com tanto pra dar
Com tanto pra dar

E quem mandou você não chegar hei hei
E quem mandou você não chegar
E quem mandou você não
E quem mandou você não
chegar

É tanto caminho
que a gente inventa
Só morre sozinho
quem vive e não tenta,
com medo de errar
com medo de errar

Por isso foi certo
você ir embora
tão longe, tão perto
de quem só adora
Com tanto pra dar
Com tanto pra dar

Mas já é hora de você chegar hei hei
Mas já é hora de você chegar
Mas já é hora de você
Mas já é hora de você
Mas já é hora de você chegar

Mas já é hora de você chegar hei hei
Mas já é hora de você chegar
Mas já é hora de você
Mas já é hora de você...

E por falar em Sérgio Bittencourt ... Vamos lembrar Jacob do Bandolim ?

Achei outras canções !

Canção de não cantar
Elis Regina
Composição: Sérgio Bittencourt

.
Guarda o meu violão
Já nos faltam canções
Sã muitas as razões que temos pra cantar
Mas, hoje, amor melhor é não cantar
Enquanto houver em nós vontade de fugir
De um canto que na voz não vai saber mentir
Meu canto para ser um canto certo
Vai ter que nascer liberto, e morar no assovio
Do ocupado e do vadio
Do alegre e do mais triste
Só há canto quando existe muito tempo e muito espaço
Pra canção ficar, se eu passo, e dizer o que eu não disse
Ai, que bom se eu ouvisse o meu canto por aí
Por isso, meu violão prefere emudecer
E vem pedir perdão por não poder cantar
Que, hoje, amor, melhor é não cantar

Músicas de Sérgio Bittencourt

Eu Quero
Sérgio Bittencourt

.
Eu quero que você me ame
Que você me chame quando precisar
Eu quero saber ir embora
Sem ter dia e hora pra poder voltar
Eu quero quando o tempo passa
Que você na raça saiba me ganhar
Eu quero ter a vida inteira
Pra fazer besteiras e voce perdoar
O que eu sei hoje da vida
Até deus duvida e eu vou te ensinar
Eu sei dizer tudo o que sinto
E até o que não sinto pra me desculpar
Eu sei calar na hora exata
Sei que a dor não mata mas pode marcar
Eu sei traçar a minha meta
Ninguém é poeta por saber rimar
E por falar em poesia vai raiar o dia
E eu te buscar, eu quero juro de verdade
Que toda a cidade veja eu te levar
Por todos os meus descaminhos
Somos tão sozinhos que o melhor
Mesmo é se dar
Eu quero que voce se dane
E mesmo que eu te engane
É assim que eu sei te amar
É assim que eu sei, eu sei te amar
É assim que eu sei, eu sei te amar

Canção pra ver você chegar
(Sérgio Bittencourt)
.
Não importa que a vida pare um instante
que você viva distante
que a noite custe a passar
Não importa eu sei fazer meu caminho
eu sei chegar de mansinho
pra não ver você chorar
Vou saindo
rondando as madrugadas
perdido em tantas estradas
que me ensinaram a trilhar
mas não chore
que eu vou chegar passo a passo
cada caminho que eu faço
acaba no teu olhar...
* Hoje Nicodemos lembrou "Modinha" , singela e bela composição do Sérgio . E lembrou subliminarmente uma outra também notável: "Naquela Mesa".
Imediatamente eu lembrei de outras duas, que escrevi de memória. Pois então , confesso que só conheço quatro composições do Sérgio, mas gosto de todas !
Quem sabe mais?

Perormance Poética - João Nicodemos


Aconteceu, e foi lindo !
Nosso artista Nicodemos fez um monólogo de toda sua arte. Poetou, cantou, tocou ! E tocou fundo , como a sua poesia consegue fazê-lo. Ela perpassa a nossa alma, e fala por nós de emoções condensadas com o inteligente sentido das palavras, que dizem com beleza as nossas verdades.
Conheço esse moço desde os anos 80. No início encantou-me, mas nunca deixou de ser mágico, nunca caímos no tédio de uma convivência vazia. Nossa amizade tem propriedade, tem mérito !
Se eu fosse fazer a sua trajetória, na minha vida , em espaço nenhum caberia... Seria uma bíblia ! Mas , numa foto resumo imaginária ... Somos amigos !
O show trouxe o astral da roça, das cidades de interior de uma forma clássica, sensível, inteligente e sábia.
E eu que não gosto tanto de música country, nem sertaneja tiro o chapéu para a natureza das águas e da terra, do ar e do fogo, que existe no João.
Sua composição " João Sebastião do Sertão" disse tudo !
Disse da vida simples, do exercício das artes, do estudo, e da multiplicidade de talentos.
Nicodemos... Ele sempre surpreende !

Ah, esqueci de parabenizá-lo ... !
Arte associada à tecnologia : bom demais !

socorro moreira

A poesia de João Nicodemos

Quando nada e Tudo
era ainda Um
trovejou uma luz
no profundo vazio
então teve início
o princípio
e o precipício.

A poesia de João Nicodemos

Vício

Sua fraqueza
É mais forte
Que você ?

George Harrison por Marcos Leonel




Living in the material world
A música etérea de George Harrison



Em seu terceiro disco, após o término dos Beatles, George Harrison continuava apresentando ao mundo a sua devoção espiritual e sua intensa dose de humanismo, turbinada com harmonia simples, melodias inesquecíveis, musicalidade sutil e certeira, além de um trabalho de guitarra slide simplesmente encantador, com a força de um mantra.

Esse disco fecha o ciclo de sucesso absoluto da primeira fase da carreira solo do principal músico dos quatro fabulosos, após a separação histórica da banda mais popular do mundo. Depois de dois álbuns triplos extremamente respeitados pela crítica e venerados pelo público mundial – All things must pass e Concert for Bangladesh – George Harrison chega ao ponto máximo da sua celebrada simplicidade sofisticada, com Living in the material world. Além de rebuscar ainda mais a sua busca intensa nos mistérios do Oriente, via Índia e seus gurus, George mostra toda a sua habilidade com melodias, incríveis melodias.

Esse é um daqueles discos imperdoáveis, que marcam a sua vida nem que você não queira, basta dar ouvidos. O tempo não importa para essa obra monumental. Os inúmeros violões acústicos, as diversas cores de slide e guitarra havaiana, as texturas dos pianos, as levadas maneiras de baixo e bateria, além de uma verdadeira avalanche de melodias inebriantes, fazem de Living in the material world um passaporte para o paraíso.

A faixa de abertura, Give me Love (give me peace on earth), é uma música eterna, com uma camada de violões acústicos e um arranjo de guitarra slide que são de pura magia, de encantamento. Essa é uma das maiores composições de todos os tempos, exatamente pela simplicidade. Imperdível. Inestimável. Sue me, sue you blues, segunda faixa, segue a mesma linha, um pouco mais rockeira e com slide ao violão. Da mesma forma imperdível. As duas faixas tão o rumo da viagem espiritual do disco, voltado para o mergulho oriental, em busca do equilíbrio, da paz e do amor ao próximo.

The light that has lighted the world, terceira faixa, é uma balada introspectiva e espiritual, com mensagem reflexiva e melodia intensa, com destaque maior para as teclas. Don’t let me wait too long, quarta faixa, é uma daquelas levadas de violão acústico que pregam em seu ouvido e inundam a sua alma. Você canta essa música junto, sem saber a letra, guiado pela melodia que tem um poder de encanto especial. Mais trabalho especial de slide e mais delicadeza fenomenal.

Who can see it, quinta faixa, é outra balada espiritual, com direito a guitarra com modulação, que ora parece phase mutron e ora parece um flanger saturado. A faixa seguinte é a que dá título ao disco. É a que tem mais pegada de rock’n’roll. Conta com a participação especial de Ringo, dobrando a bateria com o também lendário Jim Keltner . A faixa é bem humurada, mas não deixa de ter a sua crítica aos hábitos consumistas. Tem belos solos de sax e slide.

The Lord loves the one (that loves the Lord), sétima faixa do disco mantém também a reflexão espiritual e mantém também o encantamento. Mais slide e mais melodia mágica. Essa é uma daquelas faixas que vai se infiltrando aos poucos em sua memória, para nunca mais sair. O trabalho de metais dessa música é também duradouro, resiste facilmente ao tempo. Be here now, oitava faixa do disco, é lenta e profunda, própria para ser ouvido com a alma. Existe nessa música uma camada de órgão impressionante.

Try some buy some, oitava faixa, é a que tem melodia mais próxima dos Beatles, acompanhada pela textura intensa de uma orquestra inteira. Grande momento do disco. The Day the world gets round, também traz acompanhamento envolvente de cordas e também tem seu foco voltado para a devoção. Essa é outra melodia registrada com a marca George Harrison. O disco termina de forma profunda e reflexiva com that’s all, única faixa em que a guitarra de George Harrison aparece de forma mais evidente.

Essa obra excepcional foi gravada em 1973, no estúdio da Apple, em Londres. Fizeram parte desse pergaminho Nick Hopkins e Gary Wright nos teclados; Klaus Vourmann no baixo; Jim Keltner na bateria, mais as participações de Ringo Starr e Jim Gordom; George Harrison nas guitarras e violões; Jim Horn no sax e flauta; e Zakir Hussein nas tablas. As cordas foram conduzidas por John Barham. Em 2006 e EMI lançou uma versão remasterizada desse disco, com duas faixas bônus. Não perca tempo, embarque imediatamente nessa viagem astral.
marcos leonel

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

"CONHECIMENTO DE CAUSA - Por Mundim do Vale"

Quando o assunto é sertão
Eu rimo e não tenho medo
Porque já furei o dedo
Em caraca de algodão.
Dancei forró de feição
Em latada no terreiro
E assisti violeiro
Se danando nos repentes,
Também escovei meus dentes
Com raspa de juazeiro.

O sertão é um lugar
Completo de inspiração
Em cada canto do chão
Tem um tema pra rimar.
Foi lá no grupo escolar
Que na minha vez primeira
Fiz versos de brincadeira
Para minha professora.
E a boa educadora
Era Maria Vieira.

Lá no sertão meu padrinho
Certa vez me abençoou
E no momento falou:
- Deus lhe dê um bom vizinho!
Eu recebi com carinho
E Deus também atendeu
Porque no caminho meu
Todo vizinho é amigo.
Assim eu trago comigo
A bênção que ele me deu.

Cheguei a participar
Das apanhas de arroz
Comendo baião de dois
E arroz doce no jantar.
Também cheguei a furtar
O santo de uma vizinha
Porque a chuva não vinha
Para o legume nascer.
Depois pegou a chover
E nem plantação eu tinha.

Quando foi pra caminhar
O freio foi minha testa
Mas eu fazia uma festa
Se saísse do lugar.
Para aprender a nadar
No Riacho do Feijão
Meu curso de natação
Foi tronco de bananeira.
Eu colocava em fileira
E amarrava com um cordão.

O Padim Ciço Romão
Não cheguei a conhecer
Mas nunca fui de perder
O começo da missão.
Eu via Frei Damião
Naquele seu caminhar
Andando bem devagar
Abençoando meu povo.
E eu de sapato novo
Querendo lhe acompanhar.

No sertão eu fiz gaiola
Com talo de macambira
Comi pirão de traíra
E ouvi som de viola.
Fiz alpercata de sola
Pra no domingo ir a feira
Descendo pela ribeira
Vendo o sol aparecer,
Brincando de se esconder
Nas folhas da aroeira.

Lá eu fiz cerca de vara
Tomei água de cabaça
Me intoxiquei com fumaça
Quando queimava coivara.
Nas noites de lua clara
Eu ficava na calçada
Prosando com a moçada
Atrás de arranjar xodó.
Mas sempre ficava só
E os outros com namorada.

Eu rimo uma rezadeira
Com o ramo bento na mão
E rimo a fé do cristão
Levando o pau da bandeira.
Rimo a cabocla faceira
Que passa no rebolado
Mas como tem namorado
Ninguém vai mexer com ela,
Pra não haver sentinela
Nem homem virar finado.

Meu transporte era jumento
O assento era cangalha
Meu chapéu era de palha
E a brisa só do vento.
Eu vivia cem por cento
Gostando do meu lugar,
Tinha açude pra nadar
Que era a minha vaidade.
Mas eu ia na cidade
Pra rezar missa e votar.

Foi meu pai lá no sertão
Que me ensinou a verdade
Da arte da humildade
E do valor do perdão.
Se não guardei a lição
É porque fui displicente
Mas é sempre o pai da gente
O primeiro educador.
E como bom professor
O meu pai foi paciente.

Eu só deixei o torrão
A procura do espaço
Mas hoje um verso que faço
Tem tudo com meu sertão.
Eu rimo a sombra do oitão,
A copa do cajueiro,
A chuva de fevereiro,
A alegria do gado
E o canto improvisado
De um aboio de vaqueiro.

Quando o dia amanhecia
Uma sabiá cantava
E mamãe se levantava
Me desejando bom dia.
No mesmo instante eu dizia:
- A bênção mamãe querida,
Já vai começar a lida?
E aquela santa pequena
Dizia com voz serena:
- Deus proteja a sua vida.

Se houver reencarnação
Como já ouvi falar,
Vou querer reencarnar
Nas quebradas do sertão.
Quero ver num barracão
Uma festa de reisado
Com o boi todo enfeitado
E a pinta botando um ovo.
Quero ver todo o meu povo
Pra me lembrar do passado.

Mundim do Vale

Pensamento para o Dia 26/02/2010



“Aqueles que lutam para defender a verdade são os verdadeiros devotos de Deus. A essência dos Vedas consiste em estabelecer essa verdade. A verdade é a base para todos os outros valores humanos, como amor, paz, retidão e não-violência. O amor não se origina de algum lugar acima. O amor emerge do coração das pessoas. Ele é também a propensão oculta em todos os seres humanos. O amor é, na verdade, a fonte de todas as virtudes e todas as virtudes fundem-se no amor. De fato, Deus permeia todos os seres na forma de amor. Viva uma vida repleta de amor.”
Sathya Sai Baba