Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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sábado, 13 de novembro de 2010

Teclas amorosas - por Socorro Moreira



Cala
Na ala de cá
Fala
No fato de lá
Brilha
Na dança do olhar
Deseja  que seja
Azul cor do mar.
Espumas e brumas escondem a sua imagem
Ela continua imantada na pele da alma.

O Show de Abidoral Jamacaru e Luis Carlos Salatiel !- Por Socorro Moreira



Espetacular !

Os melhores nomes da nossa música participaram !


Senti falta de alguns...De Pachelly, por exemplo, mas fazer o que ?
Abidoral , marca registrada  de um grande músico e compositor , mostrou mais uma vez seu talento.
Salatiel, grande intérprete. Tem dança em todas as células do corpo. Canta com a alma em transe.
Surpresa feliz , a participação querida de Calazans Callou. Músico que nem sempre está perto da gente, e deveria estar !
Maravilhosa,  a música "Retalhos" de Salatiel e Zé Flávio, com o arranjo genial de Dihelson.

Parabéns ao desempenho de todos os músicos: bateria, guitarra, Baixo ( nas responsa do grande João Neto).
Cleivan arrasou , nas cordas do violão. Grande instrumental !
João do Crato, presença indispensável, quando os grandes se reúnem !

Salatiel lembrou que não temos Cinema, na capital da cultura . Lamentamos ! 
E eu pensei... Aqui era o Cine Moderno, enquanto ela cantava  "Cine Cassino" de Thiago Araripe. 
Tudo perfeito. Tudo em alto estilo.
Nós temos cultura musical. Valores individuais , que se nivelam aos grandes músicos universais !
Senti-me orgulhosa da classe artística da nossa região.

ti voglio tanto bene - Ernesto de Curtis

video

Ernesto De Curtis, um dos maiores compositores italianos do final do século XIX e início do século XX. Era irmão de Giambatisti De Curtis, poeta, com quem fez a canção Torna a Surriento. O compositor nasceu em Nápoles em 1875 e lá morreu no último dia do ano de 1937. Compôs mais de uma centena de música entre as quais “Non ti scordar di me” e “Ti voglio tanto bene”.

Dimmi/ Diga-me
Che tuo amore non muore/ que teu amor não morre,
È come il sole d'oro/ é como o sol d´ouro,
Non muore mai piú/ não morre nunca mais.

Dimmi/ Diga-me
Che non mi stai a enganare/ que não estás a me enganar,
Che il sogno mio d'amore/ que meu sonho de amor
Per sempre sei tu/ para sempre é você.

Oh! Cara/ Oh! Cara,
Ti voglio tanto bene/ te quero tanto bem,
Non ho nessuno al mondo/ não tenho ninguém no mundo
Piú cara di te/ mais cara que tu.

T'amo/ Te amo,
Sei tu il mio grande amoré/ és tu o meu grande amor,
La vita del mio cuore/ a vida do meu coração
Sei solo tu/ é apenas tu.

Una Stella/uma estrela
Brilla in mezzo al cielo/ Brilha em meio ao céu
La mia stella sei tu/ A minha estrela és tu
Tu sei il mio camino/ Tu és meu caminho

Ararinha Azul

Representante comercial das famosas malas Sunderline, Garibaldo nunca tinha andado pelas bandas do Cariri. Trabalhara sempre na região norte do estado , onde, segundo afirmava categoricamente, seus malotes se conheciam até em Frecheirinha.A firma resolvera, ultimamente, explorar outros rincões do Ceará e convocará um Garibaldo pouco estimulado a se mandar para estas brenhas. Uma terra onde o povo só usa aribé, arupemba, matulão e balaio, como diabos vou conseguir vender as requintadas bolsas Sunderline ? --- Pensou Garibaldo com seus botões. Funcionário, no entanto, não tem querer, chefe é chefe e, com as duas únicas opções à sua frente : a rua ou o Cariri, terminou preferindo a última.
Chegou por aqui na penúltima segunda-feira, aproveitando o espírito natalino e suas desbragadas leis de consumo. Informara-se ainda em Fortaleza sobre um motorista local que o pudesse acompanhar na peregrinação pelas cidades caririenses. Houve quase que um consenso entre os muitos representantes conhecidos entrevistados: Bosquim. O homem, dizia-se, mostrava-se algumas vezes um pouco sincero demais, mais positivo que Augusto Compte, mas dirigia como ninguém: cuidado extremo, senso de responsabilidade e mais de quarenta anos de estrada, sem uma derrapada qualquer , nem mesmo uma freada mais brusca. Garibaldo , mal chegou na rodoviária, já despistou os taxistas de plantão e ligou para o celular de Bosquim que o atendeu prontamente. Passaram toda a semana juntos, percorrendo as cidades maiores do Crajubar. As vendas até que surpreenderam Garibaldo que previra, erroneamente, retornar à capital com uma mão no cano e outra no feixe. Tantos dias próximos, aos poucos se foram quebrando as arestas entre o representante e o motorista. Se foi tecendo uma amizade e a intimidade trouxe consigo troca de confidências. Garibaldo segregou para Bosquim que do alto dos seus trinta e seis anos ainda não contraíra casamento. Não porque não desejasse, mas não havia ainda encontrado a outra banda da maçã. Confirmou sua caretice, ligado demais à família, procurava uma moça boa, de mesa e cama e, antes de tudo casta . Lembrou que na capital virgem era espécie praticamente em extinção e que já estava sendo cadastrada pelo IBAMA, como a Ararinha Azul. Bosquim, por sua vez, lembrou que no interior a coisa andava também bastante preta, mas ainda havia lá muitas honrosas exceções e que certamente ele, com tantos critérios, deveria preferir procurar por aqui a outra banda do araticum, se não quisesse ser corno na folha.
Na sexta-feira, descendo a Avenida Duque de Caxias aqui em Crato, na companhia do motorista, Garibaldo avistou uma imagem que só podia vir do paraíso. Uma morena alta de cabelos lisos, recortada como um violoncelo, com uns olhos recortados , semi-orientais e uma boca carnuda como se eternamente estivesse buscando beijo. O representante, imediatamente, interrogou Bosquim sobre aquela aparição. De que éden escapara aquela ninfa ? O motorista , rápido, puxou a ficha da deusa: morava no centro, estudava na URCA e, ao que sabia na possuía namorado, quando não estava estudando, residia na igreja praticamente: rezando e debulhando terço. Garibaldo,fatalista, súbito, acreditou que aquilo só podia se tratar de uma coisa do destino que sempre escrevia linheiro com a caneta torta. Suplicou a Bosquim que pegasse dados da moça, conseguiu o celular, ligou para ela e, apesar da relutância, conseguiu marcar um encontro ali na Choupanna à noite.
Chegou todo fiota, entabulou conversa e o interesse pareceu mútuo. As mulheres daqui gostam muito dos homens forasteiros, um pouco pela novidade, pelo mistério, mas também por que não sendo daqui retornam, não têm muito a quem contar as intimidades e diminui bastante o perigo dos segredos de alcova serem divulgados no patamar da igreja da Sé.
A moça desde o primeiro contato pareceu-lhe extremamente recatada. Só no segundo encontro conseguiu pegar na mão, o primeiro beijo foi roubado, com alguma dificuldade no quarto dia , quando a pediu em casamento. Entabulado o enlace futuro , conseguiu , com enorme dificuldade , leva-lá a um Motel.A moça entrou temerosa e preocupada, no quartinho. Garibaldo, para tranqüiliza-la, abriu uma cerveja, deixou todo o ambiente a media luz, colocou uma destas canções de Roberto Carlos que faz uma música para o motel e depois outra pedindo perdão a Jesus Cristo.Começou as preliminares com cuidados de quem toca harpa. Nisto lembrou a necessidade de carregar o celular já que tinha que se comunicar com seu chefe ainda naquela noite, depois da lua de mel. Partiu para conectar o carregador na tomada mais próxima, quando tomou uma descarga de alta tensão ao ouvir estas recomendações da futura esposa :
--- Ei, meu filho ! Pelo amor de Deus! Não mexa nesta tomada aí não que ela tá dando um choque danado !

J. Flávio Vieira

Poema do Nicodemos

A presença de Ariano Suassuna no Crato



A repercussão foi estupenda !
Hoje o assunto é ele !

A massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte,o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto... Nunca vi um gênio com gosto médio.
( ARIANO SUASSUNA )

A massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte,o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto... Nunca vi um gênio com gosto médio.
( ARIANO SUASSUNA )

Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa.
( ARIANO SUASSUNA)

Eu digo sempre que das três virtudes teologais chamadas, eu sou fraco na fé e fraco na qualidade, só me resta a esperança.
( ARIANO SUASSUNA)

A massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte, o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto... Nunca vi um gênio com gosto médio.
( ARIANO SUASSUNA)

Depois que eu vi num hotel em São Paulo um show de rock pela televisão, nunca mais eu critiquei os cantores medíocres brasileiros. Qualquer porcaria como a Banda Calypson ainda é melhor que qualquer banda de rock
( ARIANO SUASSUNA)

Não tenho medo de andar de avião como muitos dizem. O que eu tenho é tédio. Não agüento mais olhar aquelas aeromoças fazendo um teatro mímico para mostrar aos passageiros como usar às máscaras de oxigênio em caso de despressurização, e a porta de emergência
( ARIANO SUASSUNA)

Só tem dois tipos de cantador de viola: o bom, aquele que tem dom mesmo pra fazer a coisa, e o ruim, pra gente rir do que ele faz
( ARIANO SUASSUNA)

O Mundo do Sertão ( ARIANO SUASSUNA )

(com tema do nosso armorial)

Diante de mim, as malhas amarelas
do mundo, Onça castanha e destemida.
No campo rubro, a Asma azul da vida
à cruz do Azul, o Mal se desmantela.

Mas a Prata sem sol destas moedas
perturba a Cruz e as Rosas mal perdidas;
e a Marca negra esquerda inesquecida
corta a Prata das folhas e fivelas.

E enquanto o Fogo clama a Pedra rija,
que até o fim, serei desnorteado,
que até no Pardo o cego desespera,

o Cavalo castanho, na cornija,
tenha alçar-se, nas asas, ao Sagrado,
ladrando entre as Esfinges e a Pantera.

Aqui morava um rei ( ARIANO SUASSUNA )

"Aqui morava um rei quando eu menino
Vestia ouro e castanho no gibão,
Pedra da Sorte sobre meu Destino,
Pulsava junto ao meu, seu coração.

Para mim, o seu cantar era Divino,
Quando ao som da viola e do bordão,
Cantava com voz rouca, o Desatino,
O Sangue, o riso e as mortes do Sertão.

Mas mataram meu pai. Desde esse dia
Eu me vi, como cego sem meu guia
Que se foi para o Sol, transfigurado.

Sua efígie me queima. Eu sou a presa.
Ele, a brasa que impele ao Fogo acesa
Espada de Ouro em pasto ensanguentado."

O Amor e a Morte ( ARIANO SUASSUNA )

Com tema de Augusto dos Anjos

Sobre essa estrada ilumineira e parda
dorme o Lajedo ao sol, como uma Cobra.
Tua nudez na minha se desdobra
- ó Corça branca, ó ruiva Leoparda.

O Anjo sopra a corneta e se retarda:
seu Cinzel corta a pedra e o Porco sobra.
Ao toque do Divino, o bronze dobra,
enquanto assolo os peitos da javarda.

Vê: um dia, a bigorna desses Paços
cortará, no martelo de seus aços,
e o sangue, hão de abrasá-lo os inimigos.

E a Morte, em trajos pretos e amarelos,
brandirá, contra nós, doidos Cutelos
e as Asas rubras dos Dragões antigos.

Poema do Nicodemos !


o Tempo
é o barômetro
do poema.

Perfil de uma amiga- Por Socorro Moreira



Templo abandonado
falta vela, falta azeite ?
Descansa nas águas da Bahia ?
Coruja noturna
Calava as cotovias.

Era tudo de bom gosto:
Literatura, pintura,
religião e poesia.
Seu silêncio é fala noutra esfera...

Corujinha é felicidade perdida !

Perfil de um amigo - Por Socorro Moreira



Música 
Melódica poesia
Humildade e evolução
Aqueles olhos d'água
Dedilham por paixão e devoção
E o violão responde...
Conversa beleza
Cria e recria a natureza
Notas soltas
Sem carência de provisão
Banco de lá
Notas em fá
Em mi o dó é maior
Sem ré no coração
Tudo nele  é sol !

Abidoral é bênção Cariri
Chapada consciência
Integridade bendita

E lá vem o Mestre 
com seus passos leves
no caminho certo
Cantar é saudar a vida !

Pedaço azul - Por Socorro Moreira



O silêncio é fria
No calor de Novembro
Me lambuzo no mel das frutas
E vivo o inverno que não chega
Agasalhada em mim mesma.
O sol diz que é verão
Que aclara os sentidos e a compreensão ...
Mas eu quero a prima das cores
Pintar de novo a parede
Que o meu coração desbotou

Convite - Por Poesia da Luz



Poesia da Luz
Fotografia

Nívia Uchôa
(88) 96127485 / 88488094

Escola de Artes Violeta Arraes Gervasieau

URCA - Barbalha -CE

Lançamento do livro
JÚLIO SANTOS, MESTRE DA FOTOPINTURA
Editora Tempo d’Imagem



Projeto selecionado em 2010 pelo Edital Conexão Artes Visuais MinC/Funarte/Petrobras e pelo Edital de Incentivo á Fotografia da Secretaria
de Cultura de Fortaleza - Secultfor


Mestre Júlio Santos, fotopintor de retratos, atua há mais de 40 anos em Fortaleza (CE). Foi formado no estúdio do seu pai, o Pai Didi, pelo artista plástico Medeiros – contemporâneo de Estrigas, Aldemir Martins e Mário Barata, todos da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP), onde Júlio Santos trabalhou desde os 12 anos de idade. Atualmente, em seu próprio estúdio, o Áureo Studio, atende a todos os pedidos de retrato, restauro e "transformação" do Ceará e outras capitais de norte a sul do país.

Mestre Júlio acredita na transformação pelo trabalho artístico do fotopintor e investe na construção da memória e recuperação da história do cliente que encomenda um restauro ou um retrato. Ao mesmo tempo, já teve seu trabalho registrado em diversos documentários produzidos pela historiadora e diretora do Memorial da Cultura Cearense, Valéria Laena, pelo fotógrafo Tiago Santana e pelo cineasta Joe Pimentel. Participou dos Encontros de Fotografia Popular, no Memorial da Cultura Cearense do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, e do Encontro DeVERcidade, ambos em Fortaleza. Participou também da mostra Retratos Populares, na Pinacoteca do Estado, em São Paulo, em 2006, ao lado de Telma Saraiva, outra artista do Crato (CE).

Desde 2009 trabalha com o fotógrafo Luiz Santos, de Recife, no projeto Fotopintura Contemporânea, na Tamarineira, nome popular do Hospital Psiquiátrico Ulisses Pernambucano, que fica no bairro homônimo.

Este livro foi selecionado pelo Edital Conexão Artes Visuais MinC / Funarte / Petrobrás e pelo Edital de Incentivo á Fotografia da Secretaria de Cultura de Fortaleza - Secultfor, e foi publicado pela Editora Tempo d’Imagem. A obra traz texto de apresentação da curadora Rosely Nakagawa e entrevista inédita com Mestre Júlio Santos, realizada por Isabel Santana Terron, Rosely Nakagawa e Tiago Santana no Áureo Studio, em Fortaleza. Nessa entrevista, Mestre Júlio fala sobre sua carreira desde os primeiros retratos, feitos com recursos de pintura sobre papel de sais de prata, até os retratos feitos hoje com recursos digitais, quando teve que aprender a utilizar o photoshop.

O livro será lançado em Fortaleza no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura no dia 17 de novembro de 2010, as 19h30. O lançamento contará com a presença da curadora Rosely Nakagawa que apresentará o livro em uma conversa com o mestre Júlio Santos.


http://www.conexaoartesvisuais2010.com.br/projetos/2010/

Autenticidade- Por Rosa Guerrera



Se existe uma coisa que me deixa triste é ver pessoas que vivem e agem na sombra dos outros. Copiam frases, copiam gestos, copiam falas , copiam roupas,copiam opiniões , enfim: verdadeiros papagaios de piratas que por não possuírem devidos valores, vão captando aqui e acolá o que foi dito , falado ou escrito.
Muitas vezes até acintosamente expressam opiniões de outras pessoas querendo fazer crer que todo aquele acúmulo de vocabulários nasceu de suas mentes.
Isso acontece em músicas plagiadas , em poesias enviadas, em cartas de felicitações ou de pêsames e muito mais na política.

(.Para mim isso não passa de uma grande falta de autenticidade) .
Não faz muito tempo ouvi de uma pessoa , que todas as vezes que pensa em enviar um recadinho para a namorada , abre um livro ( seja um romance , ou até um livro de poesias ) retira uma frase bonita , e pronto. Segue por email ou até num cartão uma bela declaração de amor.
Essa pessoa pelo menos teve a coragem de dizer que esse é um hábito comum dela .
Outras agem bem pior , porque possuem a audácia de se revestirem em retalhos de outras mil , e com a maior cara de pau recebem aplausos que nunca lhes pertenceram.
Fico pensando aqui com os meus botões , que tipo de gente é essa vestida de espantalho!
Gente que expressa o que não sabe , que fala o que não sente , que promete o que jamais poderá cumprir .
Afinal , todos nós possuímos os nossos valores , sejam imensos ou pequenos , mas o importante é que são nossos, e cabe a nós aprimorá-los sem que precisemos roubar de outrem aquilo que também lhes pertence.
É muito comum em sites, blogs e cartões belíssimos , lermos frases que foram escritas por outros autores , e quem as copiou nem sequer pensou em colocá-las em “ aspas”( no caso de desconhecerem seus verdadeiros donos). E isso me soa como uma grande desonestidade. Desculpem hoje esse desabafo !,

E por desconhecer o autor ou autora de uma fenomenal frase que um dia li , gostaria de transcrevê-la encerrando esse papo nesse inicio de semana meio sem graça para mim :.
Diz a frase : “ Os planetas se orgulham por possuírem brilho e beleza... no entanto NÃO POSSUEM LUZ PRÓPRIA .”

rosa guerrera

Vídeo poema - por João Nicodemos

Anti-erótico - Por Socorro Moreira



O olor  de lavanda
nos lençóis e travesseiros
Uma brisa casual nos cabelos
Um cheirinho de baunilha saindo do forno

Já não sinto tuas mãos no meu corpo
Tua energia escapuliu no esquecimento.

Meu ponto G agora é ponto final
Espalhado e preenchido
Num espaço total.

Nada erótico...
Teu  perfume de capim
Roupão de banho
Absorvendo a água que saiu de mim

Nada erótico
O apelo do pensamento
por um beijo que o vento
roubou e levou de mim.