Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Qualidade de vida na terceira idade - Por : Olga Inês Tessari


A chegada à Terceira Idade traz consigo limitações sobre um corpo já muito vivido. Já não se tem a mesma vitalidade, a rapidez dos movimentos e do raciocínio, a mesma coordenação motora da época da juventude. Há mais tempo disponível, mas os idosos não sabem o que fazer com ele... Acostumados a fazer, não sabem o que é ser...

A qualidade de vida na Terceira Idade pode ser definida como a manutenção da saúde, em seu maior nível possível, em todos aspectos da vida humana: físico, social, psíquico e espiritual (Organização Mundial de Saúde,1991).

Do ponto de vista físico, o fator mais importante na manutenção da saúde é o cuidado com a alimentação – existe até um ditado popular que versa sobre o assunto: somos o que comemos... Uma alimentação saudável implica em suprir o organismo com todos os nutrientes de que ele necessita para o seu bom funcionamento e para a conservação de um peso estável, fatores importantes na prevenção de várias doenças.

Visitas regulares ao médico são fundamentais para prevenir, diagnosticar e tratar possíveis doenças que possam diminuir a qualidade de vida.

A prática regular de atividades aeróbicas e exercícios, sempre de acordo com as limitações físicas e com orientação especializada, contribui para a conservação da saúde.

A atividade sexual, outro fator importante na manutenção da saúde, deve ser mantida, pois o idoso não perde a sua função sexual. A impotência sexual masculina pode ter um componente orgânico (problemas circulatórios e diminuição da sensibilidade na região do pênis, por exemplo), mas em grande parte das vezes em que ocorre, ela é de cunho emocional: por sentir-se velho, por não possuir mais os atributos sexuais de outrora e por considerar-se não tão viril e atraente para o sexo oposto como antigamente, o idoso torna-se angustiado e depressivo e, conseqüentemente, impotente. As mulheres idosas costumam rejeitar as atividades sexuais em função de, ao longo de suas vidas, não terem sido estimuladas de forma satisfatória por seu(s) companheiro(s), tendo praticado sexo de forma mecânica e não prazerosa, não atingindo, muitas vezes, o orgasmo. É importante salientar que os valores associados à atividade sexual, nesta fase da vida, são diferentes dos jovens: o que importa não é a virilidade, a quantidade de ejaculações ou orgasmos, mas a intimidade, a sensação de aconchego, o afeto, o carinho.

A depressão, uma das principais doenças mentais na população idosa, é de difícil reconhecimento e diagnóstico, uma vez que a sociedade, de um modo geral, a encara como um fato normal à velhice. Puro preconceito! As causas da depressão ainda são desconhecidas, mas acredita-se que vários fatores – biológicos, psicológicos e sociais – atuando de forma concomitante, desencadeiem a doença. O acompanhamento psicoterápico como complemento ao tratamento medicamentoso, propicia a recuperação da qualidade de vida do idoso.

A preparação para as grandes mudanças na vida decorrentes da aposentadoria e da perda de amigos e familiares é de suma importância para a saúde psicológica, assim como um contato familiar constante e a preservação e manutenção da autonomia, independência e dignidade do idoso.

Saber usufruir de todos os momentos de lazer, a interação social e o desenvolvimento de hobbies e interesses diversos colaboram para que a mente mantenha-se ativa e saudável.

É importante que o idoso seja respeitado como ser humano que é, com todas as limitações inerentes a sua idade!

Se já não possui a vitalidade da juventude, por outro lado tem o conhecimento adquirido através das experiências ao longo de toda uma vida. A partilha desses conhecimentos com as novas gerações proporciona ao idoso a possibilidade de manter-se integrado à sociedade.

Esta integração é de suma importância para o idoso, uma vez que um de seus maiores prazeres consiste em relatar fatos acontecidos em sua vida e perceber que as pessoas que o cercam dão-lhe a atenção devida.

Qualidade de vida é, portanto, a soma de todos esses fatores acima citados, mas, principalmente, a preservação do prazer em todos os seus aspectos...

O prazer de ter um corpo saudável e a aceitação de seus limites, o prazer de interagir em sociedade, o prazer da satisfação dos desejos na medida do possível e aceitável, o prazer de compartilhar e de aprender...

Porque viver implica em manter-se num processo de aprendizagem eterno...

Como dizia a minha avó: "Quando eu morrer, não terei aprendido nem metade do que eu gostaria de saber..."


Dra. Olga Inês Tessari
Psicóloga – Psicoterapeuta – Pesquisadora


Santa Cecília - padroeira dos músicos


Santa Cecília é uma santa cristã, padroeira dos músicos. Não se tem muitas informações sobre a vida de Santa Cecília. É provável que tenha sido martirizada entre 176 e 180, sob o império de Marco Aurélio. Escavações arqueológicas, não deixam dúvidas sobre a sua existência.

Segundo a Paixão de Santa Cecília, escrita no século V, Cecília seria da nobre família romana dos Metelos, filha de senador romano e cristã desde a infância.

Os pais de Cecília, sem que a filha soubesse, prometeram-na em casamento a um jovem patrício romano, chamado Valeriano. Se bem que tivesse alegado os motivos que a levavam a não aceitar este contrato, a vontade dos pais se impôs de maneira a tornar-lhe inútil qualquer resistência. Assim se marcaria o dia do casamento e tudo estava preparado para a grande cerimônia.

Da alegria geral que estampava nos rostos de todos, só Cecília fazia exceção. A túnica dourada e alvejante peplo que vestia não deixavam adivinhar que por baixo existia o cilício, e no coração lhe reinasse a tristeza.

Estando só com o noivo, disse-lhe Cecília com toda a amabilidade e não menos firmeza: “Valeriano, acho-me sob a proteção direta de um Anjo que me defende e guarda minha virgindade. Não queiras, portanto, fazer coisa alguma contra mim, o que provocaria a ira de Deus contra ti”. A estas palavras, incompreensíveis para um pagão, Cecília fez seguir a declaração de ser cristã e obrigada por um voto que tinha feito a Deus de guardar a pureza virginal.


Santa Cecília, Valériano, e Tiburtius por BotticiniDisse-lhe mais: que a fidelidade ao voto trazia a bênção, a violação, porém, o castigo de Deus. Valeriano vivamente impressionado com as declarações da noiva, respeitou-lhe a virgindade, converteu-se e recebeu o batismo naquela mesma noite. Valeriano relatou ao irmão Tibúrcio o que tinha passado e conseguiu que também este se tornasse cristão.

Turcius Almachius, prefeito de Roma, teve conhecimento da conversão do dois irmãos. Citou-os perante o tribunal e exigiu peremptoriamente que abandonassem, sob pena de morte, a religião que tinham abraçado. Diante da formal recusa, foram condenados à morte e decapitados.

Também Cecília teve de comparecer na presença do irredutível juiz. Antes de mais nada, foi intimada a revelar onde se achavam escondidos os tesouros dos dois sentenciados. Cecília respondeu-lhe que os sabia bem guardados, sem deixar perceber ao tirano que já tinham achado o destino nas mãos dos pobres. Almachius, mais tarde, cientificado deste fato, enfureceu-se extraordinariamente e ordenou que Cecília fosse levada ao templo e obrigada a render homenagens aos deuses.

De fato foi conduzida ao lugar determinado, mas com tanta convicção falou aos soldados da beleza da religião de Cristo, que estes se declararam a seu favor, e prometeram abandonar o culto dos deuses.

Santa Cecília e Santo ValerianoAlmachius vendo novamente frustrado seu estratagema, deu ordem para que Cecília fosse trancada na instalação balneária do seu próprio palacete e asfixiada pelos vapores d’água. Cecília experimentou uma proteção divina extraordinária e, embora a temperatura tivesse sido elevada aponto de tornar-se intolerável, a serva de Cristo nada sofreu. Segundo outros, a Santa foi metida em um banho de água fervente do qual teria saído ilesa.

Almachius recorreu então à pena capital. Três golpes vibrou o algoz sem conseguir separar a cabeça do tronco. Cecília, mortalmente ferida, caiu por terra e ficou três dias nesta posição. Aos cristãos que a vinham visitar dava bons e caridosos conselhos. Ao Papa entregara todos os bens, com o pedido de distribuí-los entre os pobres. Outro pedido fora o de transformar a sua casa em igreja, o que se fez logo depois de sua morte. Foi enterrada na Catacumba de São Calisto.

As diversas invasões dos godos e lombardos fizeram com que os Papas resolvessem a transladação de muitas relíquias de santos para igrejas de Roma. O corpo de Santa Cecília ficou muito tempo escondido, sem que lhe soubessem o jazigo.

Sono de Santa Cecília.Em 1599, por ordem do Cardeal Sfondrati, foi aberto o túmulo de Santa Cecília e o corpo encontrado ainda na mesma posição descrita pelo papa Pascoal. O escultor Stefano Maderno que assim o viu, reproduziu em finíssimo mármore, em tamanho natural, a sua imagem.

A Igreja ocidental, como a oriental, tem grande veneração pela Mártir, cujo nome figura no cânon da santa Missa. O ofício de sua festa traz como antífona um tópico das atas do martírio de Santa Cecília, as quais afirmam que a Santa, nos festejos do casamento, ouvindo o som dos instrumentos musicais, teria elevado o coração a Deus nestas piedosas aspirações: “Senhor, guardai sem mancha meu corpo e minha alma, para que não seja confundida”.

Desde o século XV, Santa Cecília é considerada padroeira da música sacra. Sua festa é celebrada no dia 22 de Novembro, dia da Música e dos Músicos.

Wikipédia

Respostas ao Desafio -( Pérolas nos bastidores) - Cariricaturas


Socorro Moreira disse...


O descomunal me irrita,
mas respeito a vida
Fecho a janela da paisagem seca
e ligo o ventilador
Tento dormir,
e rezo pra chuva voltar.

Maria Amélia Castro disse...


Da moldura da janela,

o verde do sertão,

o solo seco da caatinga

a metAMORfose da vida.

Heladio disse...


Da janela aberta,

uma mão desprendida,

libera a indifesa maripôsa,

após uma noite aprisionda

pelo encanto da lamparina.

Claude Bloc disse...


Viagem...
Eis o nosso destino nômade.
Janelas que passam
Janelas que mostram
a vida passageira
Janelas que trazem
as cores e os tons
do mundo que nunca temos
Apenas passamos
e libertamos
o que nos prende
ao nosso chão.

Queremos voar
Queremos sentir
Queremos sair
Da nossa concha
pela janela
em busca de luz.


Socorro Moreira disse...


" Segue o teu caminho maripôsa
já que esta luz te embriaga...
Mas nunca te esueças , maripôsa
que toda luz se apaga "

Edilma disse...


Presa entre dor
Transformação
Foi amor?
Desilusão
Ou perfume de Flôr ?

Foi a vida
Voada num trovão
Escuro e radiante
Despertar da solidão

Entre mudanças
Feitiço e côr
Se fez nuances
Perdida no pudor

Vôo liberdade
Vento leve
Asas prontas
Decolar suave

Janela aberta
Liberdade conseguida
Buscará horizontes
na paisagem sêca
Perdida...


Corujinha Baiana disse...


Janela aberta
Céu azul

Voar ou não voar
- Eis a questão !

Resta a dúvida:
Será o Voo
Coragem ou Covardia ?

"O mio bambino caro" - (texto de José do Vale )- comentado por Oscar Braun

Mais confusão ainda faz com a narração do trecho da bela ópera de Puccini.
A filha Lauretta não declara seu amor pelo pai morto! O pai que dá o nome à ópera, Gianni Schichi, está muito vivo e finge-se de ser o moribundo Buoso Donati. Este sim morto! A filha suplica ao pai, muito vivo, para deixá-la casar com o sobrinho do morto. Esta súplica, em dialeto toscano, é a letra da bela ária abaixo.

"O mio babbino caro,
mi piace è bello, bello;
vo'andare in Porta Rossa
a comperar l'anello!
Sì, sì, ci voglio andare!
e se l'amassi indarno,
andrei sul Ponte Vecchio,
ma per buttarmi in Arno!
Mi struggo e mi tormento!
O Dio, vorrei morir!
Babbo, pietà, pietà!"

Ária famosa pela interpretação inesquecível de Maria Callas (vide Youtube). Aliás, também bem interpretada pela nossa soprano paraense, na orquestra de André Rieu, Carmen Monarcha. (vide a apresentação na Austrália). Aguardem sua vinda no próximo ano ao Brasil.

Oscar Braun

NATUREZA - Por Emerson Monteiro

Na Cova

Tiro os tênis,
as meias -

alargo a alma
nas pontas dos dedos
nas fendas dos dentes.

Boa a batalha,
matei homens maus.

Mas teimam em viver os mortos.
Os tolos.

Engraçado são todos gigantes
de olho infernal e uma língua labareda.

Maus esses homens -
não cometem nunca suicídio
e jamais sentem dor de cabeça.

Altivos, cruéis, cínicos.
Todos bobos, tolos, tão tolos.

Maus esses sóbrios homens -
embriagados não enlouquecem.

Atiram melhor, mentem melhor.

Boa a batalha,
matei muitos desses homens maus.

Escapei por pouco -
minha camarada sombra
sabe com dar voltas em torno da luz.

O escritor Assis Lima , seria um nosso inesquecível amigo ? - Por Socorro Moreira


Nos anos 60, 70, o Colégio Dom Bosco abrigava duas valiosas classes : estudantes e professores.
Entre os mestres, um moço, quase da nossa idade, foi destacado como professor de redação. Era coringa. Dava conta de todos os estudantes. Corrigia, e orientava a nossa escrita. Nós o chamávamos de Prof. Assis ou Assisinho.
Conversando com uma das colegas desse tempo , lembramos-nos daquela figura , quando deu um estalo , e eu pensei ? Será Assis Lima, o Assis do nosso tempo ?
Uma dúvida que só ele poderá esclarecer , ou quem sabe, outro alguém daquele tempo ?
Assis Lima é um dos nossos ilustres colaboradores. De repente temos histórias de um tempo , em comum !
Se aconteceu um reencontro , em nada me surpreende, pois já era um mestre em literatura, nos velhos tempos !

O melhor lugar - Por : João Nicodemos


O melhor lugar é agora

Não importa aonde

Se estamos juntos

O tempo se expande


O melhor lugar é agora

É agora , e agora é sempre


O melhor lugar do mundo

Somos nós

Juntos !

Agradecimentos

Quero agradecer com muito carinho a Edilma por sua atenção me mandando mais informações de Ilene Meyer, muito bom saber que nossos valores se encontram aqui unindo-nos ao bem e ao belo. E para querida Socorro pelo vídeo lindo, aconchegante! Um afago na minha alma da luta do dia a dia. Também aproveito para agradecer sobre seu comentário da matéria que fiz da Revolução Farroupilha, eu não sabia que deixando em rascunnho a postagem fica para o dia referente, uma pena, meu tempo foi curto para refazer tudo no mesmo dia que terminei o trabalho. Abraços fortes!!!






Eu montei um cartão com essa obra e um trecho de uma poesia de Hilda Hilst, poetisa que eu adoro:


"A vida é crua!


Faminta como o bico dos corvos.


E pode ser tão generosa e mítica:
Arroio, lágrima, olho d'agua, bebida.



A vida é líquida!"






Essa é umas das obras que sugeri a um cliente para plottar no início de sua escadaria em seu novo loft, infelismente não achei na internet em resolução boa para aumentar a imagem em quase 3m², mas gosto muito dela, foi a primeira que eu vi me apaixonando por esse trabalho.
Abraço a todos!!!!

- Seu Manuel Dantas e o Velho Georges - Parte I - Por Claude Bloc

(Manuel Dantas e eu - com seu famoso bastão para caminhadas pelo mato)
.
Seu Manuel Dantas teve uma presença afetiva e efetiva em minha família. Era um grande contador de causo, inteligente, criativo e habilidoso em suas invencionices.

Logo que meus pais chegaram da França, no final dos anos 40, tiveram que se aclimatar por entre aquelas pessoas rústicas, de fala arrastada e de famílias numerosas. Aliás, tudo era muito diferente daquilo que eles sempre haviam vivido até então, mas nada se comparava à cruel realidade da guerra. Estranharam costumes, clima, alimentação, jeito de viver. Mas fartaram-se de paz, de alegria e daquele aconchego amigo e amistoso que encontraram no sertão.

Seu Manuel Dantas era um desses amigos que se mantiveram próximos e fiéis até o fim de seus dias. Mais que ninguém, conhecia a Serra Verde em toda sua extensão, além de identificar os inúmeros moradores do lugar. Conhecia também os limites da fazenda com os 5 municípios vizinhos, as questões de terra, enfim, tudo o que envolvia política e geograficamente o terreno.

Diante disto, tornou-se fiscal. Com sua simpatia e dedicação também conseguiu estreitar os laços de amizade com meus pais (e os Boris) e os convidou para serem os padrinhos de Tixixa (Francisca) que nasceu três dias depois de mim. Tornaram-se, pois, compadres. Compadre Manuel, virou pra mim, ainda bem pequena, o “papai Noel”, pelo menos era isso que eu “ouvia” dos meus pais, levando-me a adaptar o título ao meu linguajar infantil. Embora adotasse essa denominação, estranhava o fato de aquele “papai Noel” ser tão magro e imberbe, bem diferente das imagens que me apresentavam de um velhinho barbudo e rechonchudo. Creio, porém, que a imaginação consegue fazer essa fusão de personagens na mente infantil, ou quem sabe, esse tenha sido meu primeiro impulso de inspiração criativa em tão tenra idade...

Embora seu Manuel fosse muito afável com todos, em casa era um pai muito autoritário que não deixava suas filhas aprenderem a ler nem escrever para não terem como mandar bilhetes aos possíveis namorados. Quanto aos filhos, não lhes dava roupas novas. As que usavam eram heranças das roupas do pai: roupas surradas, rotas, remendadas. Com isso acreditava que não teriam a possibilidade de arranjarem namoradas por estarem sempre maltrapilhos. Assim, conforme seus pensamentos, continuariam por mais tempo em sua companhia, produzindo o sustento da casa com seu trabalho braçal na roça.

Há muito o que falar sobre seu Manuel. Era um homem versátil que soube aproveitar suas habilidades. Quando meu avô Georges Bloc veio da França, bem no início dos anos 50, após um período de imersão na vida citadina em Fortaleza, também chegou a vez de morar na Serra Verde, junto a nós na casa-sede. Seu Manuel, apesar de não saber nada de Francês, logo se tornou amigo de meu avô. Ambos tinham algumas coisas em comum: o gosto pela caça e pela pesca.

Juntos entravam açude a dentro numa canoa e pescavam e/ou caçavam marrecos e galinhas d’água com uma espingarda de dois canos (de cartucho). Não sei bem como se dava a conversa e a comunicação entre os dois, pois Papy Georges nunca falou bem o Português, mas acabavam se entendendo. “Manuell, peguei um grosso”, dizia meu avô quando conseguia pescar uma traíra ou alguma curimatã. Nos dias de caça, lá se iam para o meio do açude e lá, de dentro da canoa, meu avô fazia mira em suas caças voadoras, pois era assim que as abatia – no vôo!

Em 1954, Georges Bloc estava passando uma temporada em Fortaleza, quando descobriu que fora acometido de câncer. Aos poucos começou a definhar e sentir as dores atrozes da doença. Teimoso, não queria se deixar cuidar por enfermeiras, nem tinha a paciência necessária para ser cuidado pela família. Estava muito irritadiço, o que era natural. Foi então que mandaram buscar Manuel Dantas para cuidar do amigo, o velho Georges. Tinham sido companheiros, tinham afinidades e isso foi determinante na escolha. E assim, foi seu Manuel que cuidou do meu avô até seu último suspiro. Aplicava-lhe injeções, fazia-lhe os asseios e só a ele era permitido esse acesso. Era de uma dedicação ímpar. De uma serenidade singular, aquela que só os grandes sabem ter em sua sabedoria.

Conta-se que antes de seu Manuel retornar à Serra Verde, depois dessa batalha inglória, teria sido dele a expressão ao ver o mar pela primeira vez: “Eita, esse açude dos Boris não tem fim!”.


Texto por Claude Bloc
Foto (escaneada) - anos 80

Convite por Tânia Peixoto

AS IRMÃS CASTANHOLAS
(Cia. Mandacaru de Eventos)

Com a morte do pai, Venerana, fica super ansiosa para a leitura do testamento do mesmo. Certa de que herdou tudo, manda avisar ao irmão, que há muito tempo fora expulso de casa pelo pai. Tibúrcio Neto, ou melhor, Yohanna Laylah volta à velha cidade de Quixoxó do Norte, e ai está armada a confusão. Sua irmã Arcaica é desprovida de cultura e não aceita sua nova condição, que outrora fora uma menino e hoje é um travesti. Em meio à confusão, preconceitos, perdão, decepções e a intromissão de uma tia gananciosa, ambas chegarão a um denominador comum...... será?

Dir.: Joylson John Kandahar.

03/10/09 (SÁBADO) e 04/10/09 (DOMINGO) - ÁS 20H.
TEATRO ADALBERTO VAMOZI - SESC CRATO.
ENTRADA: R$6,00 (INTEIRA) e R$3,00 (MEIA).
INDICAÇÃO: 14 ANOS.

Ilene Meyer - Para Rogerio Silva

Convite - "Ladeira das cores" - Por Nívia Uchôa

Ilene Meyer

Pena que meu tempo está um pouco corrido por aqui. A primavera chegou, infelismente um pouco gelada no extremo sul, no fim da América do Sul. Saudades do Crato, do calor, da chapada e dos amigos. Mas vamos em frente pois o colorido está na alma e nas flores mesmo que o sol seja tímido buscando seu espaço para acalentar tantas pessoas que agora sofrem com as chuvas demasiadas. Uma lástima! Mas o jeito é ter a força para reconstruir o que se foi e deixar a fé tornar-se por si a esperança de um mundo novo, este que acredito está dentro de cada um de nós, um recomeço em cada coração em cada peito doído mas onde está guardada a presença divina.
Quantas vezes estamos procurando certas coisas na internet e acabamos achando outras, desta vez me surpreendi com as imagens de uma pintora que nunca tinha ouvido comentários antes, uma norte americana chamada Ilene Meyer. Preciso ressaltar o trabalho desta mulher que achei fantástico. Para mim um trabalho limpo e instigante. Com uma leveza e ao mesmo tempo uma forte linguagem de imagens que podem nos remeter a leituras íntimas e conceituais.






Mas agora meu dilema é outro, estou tentando encontrar uma biografia mais completa desta artísta e não consigo, muitas imagens de seus trabalhos mas nenhum comentário de sua história artística. Se alguém gostar e se interessar a ajudar-me encontrar mais informações de Ilene, agradeço de coração!
Abraços a todos!!!!!!!

Foto de Heládio Teles Duarte

Um sanfoneiro, a companheira no pandeiro ,e o fruto musical, nos braços da alegria.
É bem assim uma família nordestina.
A roça do Deus tome de conta. A dança que mata a fome. E a barriga ...Cheia de poesia !

Turma de colegiais (1965)- Adivinhem quem somos...?!- Por Socorro Moreira



Eu quero de volta os meus livros,
meus amigos;
Os bancos da praça , confortáveis;
O almoço feito por minha mãe,
me esperando ...
As flores do canteiro , quase
em todos os cabelos.
Minha farda - esperando
a goma;
meu primeiro namorado ,
e o som da jovem-guarda.
Quero tudo isso
aqui e agora ...
A Igreja de porta aberta,
a hora do recreio ,
a cabeça cheia de sonhos,
o futuro sem temor
O futuro...
Foi tudo que ficou !
Gente grande ,
a peleja por encontros,
o brincar do faz-de-conta...
- Nada mudou ! ?

Julie Andrews - "A Noviça Rebelde"


Nasc: 10/01/1935 (74 anos)
Nome de Nascimento: Julia Elizabeth Wells
Cidade: Walton-on-Thames, Surrey
País: Inglaterra


"Uma das mais talentosas e adoradas estrelas da Broadway e de Hollywood, Julie Andrews tem uma notável carreira no cinema, teatro, televisão e na música há várias décadas, tendo recebido inúmeras honras por seus trabalhos. Foi aclamada pela crítica e aplaudida pelo público com sua estréia na Broadway em ''The Boy Friend''. Foi também aclamada com a criação da personagem Eliza Doolittle em ''Minha Bela Dama'' (My Fair Lady), dirigido por George Cukor . "




Quase plural - Solidão.

Amanhã, quando os românticos não serão tidos como tolos
Lembra-te de mim, que estou a professar teu nome desde já,
Que há tempos tateio tua face no escuro, que beijo teus lábios em sonhos na brisa.
Há tempos, tem sido Meca que oro em tua direção
Tem sido meu norte, minha perdição
Minha casa, minha sede, minha comida, minha utopia
Que alimenta minh’alma, na ração dos dias.
Há tempos, no empurrar das horas que seqüestram minha atenção
Tem sido o verbo, a vírgula, a exclamação!
No compasso dos dias que a febre exalta,
Para permanecer meus delírios por ti, sempre em retidão.
Há tempos que você sempre tenta, quase plural
Há...eu solidão.
Há tempos... que eu sei que você é um mundo, espaço e tempo em transformação.


Foto: Ana Rita Rodrigues
Título: O tempo passa o amor não.

1 de outubro - Dia de Santa Terezinha




"Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face"
"Padroeira da missões"
"Doutora da Igreja"
.
Santa Terezinha nos ensina a essência da causa cristã:
"A caridade (amor) ofereceu-me a chave da minha vocação"... "compreendi que só o amor fazia atuar os membros da Igreja e que, se o amor viesse a extinguir-se, nem os apóstolos continuariam a anunciar o Evangelho nem os mártires a derramar o seu sangue; compreendi que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é tudo e que abrange todos os tempos e lugares, numa palavra, que o amor é eterno" (trecho da biografia de Santa Terezinha)
Nesse mês das missões, inspiremo-nos em Santa Terezinha para que sejamos todos missionários cristãos ativos levando amor e caridade onde quer que estejamos, seja na familia, no trabalho, na escola, entre amigos ou inimigos.

.
Algumas frases de Santa Terezinha:
"A caridade é o caminho excelente, que conduz seguramente a Deus"
"Sou de tal natureza que o temor me faz recuar; com o amor não somente avanço, mas vôo..."
"É muito doce a gente se sentir fraco e pequeno!"
"É preciso abandonar o futuro nas mãos do Bom Deus..."
"Deus não poderia me inspirar desejos irrealizáveis, portanto, posso, apesar da minha pequenez, aspirar à santidade"
"Não consigo crescer, devo suportar-me como sou, com todas as minhas imperfeições".

.
Saiba mais sobre Santa Terezinha:
www.cancaonova.com/portal/canais/especial/santa_teresinha/index.php
http://www.geocities.com/novaes01/index29.htm

Sua Majestade, a Baronesa



Texto publicado na Revista Refesa, década de 70

A “Baroneza”, única locomotiva a vapor tombada pelo Instituto do Patrimônio Historio e Artístico Nacional, do Ministério da Educação e Cultura, e a primeira a circular oficialmente no Brasil, em 30 de Abril de 1854, quando foi inaugurada a Estrada de Ferro Petrópolis, fundada por Irineu Evangelista de Souza, Barão e depois Visconde de Mauá, patrono do Ministério dos Transportes. É até hoje, conservada no atual Museu Ferroviário de Engenho de Dentro, Rio de Janeiro, local onde se localizavam as antigas Oficinas da Central do Brasil. Máquina de personalidade que manteve através do tempo a nobreza a ela atribuída pelo próprio nome, dado em homenagem ao pioneirismo de Irineu Evangelista de Souza.

Depois de servir, por muitos anos, ao Imperador D. Pedro II, a “Baroneza” foi retirada do serviço em 1884, por Decreto do Gabinete Imperial. Mais tarde voltou a trafegar, puxando um carro construído especialmente para receber o Rei Alberto, da Bélgica, em visita ao Brasil. Foi no ato de inauguração da nossa primeira ferrovia que o Imperador Dom Pedro II batizou de "Baroneza" a locomotiva, em homenagem à esposa do Barão de Mauá, Dona Maria Joaquina Machado de Souza, a Baroneza de Mauá.

A "Baroneza", por seu importante papel como pioneira no campo ferroviário, transformou-se em pedaço da história do ferroviarismo mundial. Foi construída em 1852 por William FairBairn & Sons, em Manchester, Inglaterra. No ano seguinte, Irineu Evangelista de Souza (1813 - 1889) comprou-a, colocando-a em tráfego oficial no dia 30 de Abril de 1854, na E.F. Petrópolis, que Dom Pedro chamou de E.F. Mauá. Ela chegou a ser chamada pelos cronistas da época de "Vulcano que vimos arfar sob o jugo do homem".

Ironia do Destino

A “Baroneza” foi por muito tempo inteiramente conservada nas Oficinas de Engenho de Dentro da outrora E.F. D. Pedro II, depois E.F. Central do Brasil, pela 6.ª Divisão Operacional da Rede Ferroviária Federal, por fim sendo preservada no Centro de Preservação da História Ferroviária do Rio de Janeiro, o "Museu do Trem" do Rio de Janeiro, inaugurado em 25 de Fevereiro de 1984, sendo construído em terreno das Oficinas do Engenho de Dentro.

Originalmente pertenceu à Cia. de Navegação a Vapor e E.F. Petrópolis, que pretendia chegar até as margens do rio das Velhas, organizada e custeada por Mauá. Passou, em seguida, à Cia. Estrada de Ferro Príncipe do Grão-Pará, de vida efêmera e mera tentativa para salvar a primeira ferrovia brasileira, sufocada pela E.F. D. Pedro II, dada em concessão a Augusto da Rocha Fragoso, pelo próprio Imperador, em momento dos mais contra-indicados. Testemunha silenciosa de toda uma estóica, muito bem descrita por Mauá na sua autobiografia (“...os resultados que colhi da realização da primeira estrada de ferro do Brasil não foram lá muito para cobiçar”... - perdera mais de 600 contos naquela época - a “Baroneza”, afinal passou à propriedade da The Leopoldina Railway, que absorveu o Grão-Pará e, posteriormente, à E.F. Leopoldina, em que aquela se transformou, com o surgimento da Rede Ferroviária Federal, em 1957. Desativada, por circunstâncias diversas e por ironia do destino, acabou passando à guarda e posse da Central do Brasil, recolhida que foi, quando do seu tombamento, à área das Oficinas do Engenho de Dentro.

Baroneza recolhida nas dependências das Oficinas de Engenho de Dentro, antes da criação do Museu. Podemos ver alguns outros materiais históricos ao lado dela. Foto publicada no Livro Lembranças do Trem de Ferro, de Pietro Maria Bardi.

Considerada como relíquia nacional, em 18 de Fevereiro de 1884 o então Ministro das Obras públicas, Conselheiro Afonso Pena, que mais tarde chegou a Presidente da República, dirigiu a Diretoria da Estrada de Ferro D. Pedro II o seguinte Aviso:

“Haja V. M. de providenciar para que nessa Estrada de Ferro, seja recebida e depositada nas Oficinas de Engenho de Dentro, a fim de ali conservada, a 1.ª locomotiva que serviu na E. F. de Mauá, que foi também a primeira inaugurada no Império, a qual locomotiva acaba de ser oferecida ao Governo Imperial pela Cia. Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará. Deus guarde a V. M. (a) Afonso A. M. Pena”.

É um dos modelos mais antigos de locomotiva que se conhece, tendo sido incorporada ao Patrimônio Nacional, por Decreto, a 30 de Abril de 1954, quando se completou o centenário de existência da E.F. Mauá.


Teria sido a primeira locomotiva a operar em solo nacional?

Segundo a pesquisa do Sr. Luiz Octavio, publicada no Informativo AFPF (Associação Fluminense de Preservação Ferroviária), é citada uma outra locomotiva da EF Mauá: a "Manchester". Teria esta sido a primeira locomotiva a operar em solo nacional? Muito provavelmente.

Com os dados lá apresentados, tudo leva a crer, que a primeira locomotiva a operar em solo nacional, teria sido a "Manchester", sendo utilizada durante o período da construção da ferrovia. Muito provavelmente teria sido ela, a locomotiva que fez o teste inicial em 1853, quando a ferrovia ainda estava em construção.

Já são 6.449 agências fechadas por conta da greve dos bancários

O Comando Nacional dos Bancários retomará as negociações com a Fenaban nesta quinta-feira, dia 1º de outubro, em São Paulo. Os bancos decidiram procurar a representação dos trabalhadores no sexto dia da greve nacional da categoria, que cresceu novamente e paralisou 6.449 agências em todo o país, segundo levantamento Confederação Nacional dos Trabalhadores Financeiros (Contraf-CUT) com base nos dados dos sindicatos.

A última negociação aconteceu no dia 17 de setembro, quando os banqueiros apresentaram uma proposta rebaixada de 4,5% de reajuste para os trabalhadores, além de uma PLR menor do que a do ano passado. No dia 23, os bancários decidiram em assembléias em todo o país entrar em greve por tempo indeterminado.

No último sábado, o Comando Nacional, após reunião de avaliação da greve, encaminhou correspondência à Fenaban cobrando a retomada das negociações e reforçando as reivindicações da categoria. No documento, a representação dos bancários "reafirma que a proposta para atender às necessidades dos trabalhadores precisa contemplar aumento real de salário, melhoria da PLR, valorização dos pisos salariais, uma política de preservação dos empregos e mais contratações, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, combate às metas abusivas e ao assédio moral, auxílio-educação e plano de previdência complementar para todos".

No Cariri cearense, os bancários, em Assembléia Geral acontecida na noite da última segunda-feira,28, reiteiraram a disposição de permanecer em greve, que atinge todas agências dos bancos oficiais – Caixa, BB e BNB – da região.

Fonte: Contraf-CUT e Seeb/Cariri

Ciclo de Palestras - LIEGS - Por Nívia Uchôa



O LIEGS - Laboratório Interdisciplinar de Estudos em Gestão Social e o Projeto de Extensão - Ciclo de Palestras: uma tentativa de popularização da filosofia, ambos da UFC - Campus no Cariri, promovem de modo cooperativo e solidário o mini-curso: "O sujeito e o poder em Michel Foucault". O evento acontecerá nos dias 05 e 06 de outubro de 2009 e será ministrado pelo Prof. Dr. Guilherme Castelo Branco - Diretor do Laboratório de Filosofia Contemporânea da UFRJ. O mini-curso será realizado no Campus da UFC no Cariri, no horário de 14:00h às 18:00h. As inscrições podem ser feitas on line através do http://planetaadm.cariri.ufc.br/portal/
palestra"Nas trilhas da liberdade - Pensar com Foucault". A sua exposição, sobre o tema, ocorrerá no dia 07 de outubro de 2009 às 18:30 h no Centro Cultural BNB dentro do programa"Conversas .


Poesia da Luz
Fotografia
Nívia Uchôa
(88) 96127485 / 88488094
SECULT - J. do Norte 3571.5933

Sobre amores - Prof. José Nilton



Socorro Moreira vive alimentando a nossa memória afetiva ao relembrar velhos filmes.
Outro dia ela comentou sobre fantasias juvenis no escurinho do cinema, e nos brindou com suas impressões sobre o filme "Amores Clandestinos". Sem dúvida, um dos mais belos filmes da nossa adolescência. Tenho-o em casa. Mas, legal foi sorver os comentários de Socorro, porque aguçou a minha sensibilidade pela sensibilidade de sua amorosa narrativa.

Então, sem mais delongas, vou lhe revelar um segredo, só pra você. Tive também amores clandestinos, no cinema. Um deles tem a ver indiretamente com o ator do filme em tela, o Troy Donahue. Não tenho pejo de lhe dizer que fui apaixonadíssimo por aquela que veria a ser a sua esposa, a Suzanne Pleshette. Com ela vivi amores “feito oração na catedral, não cuidamos do mundo sequer”. Morri de ciúmes quando ela casou-se com Troy.

Estiveram juntos, para aguçar o meu sofrimento, em "O Candelabro Italiano". Depois, já casados, em “Um Clarim ao Longe", e só. Inda bem. "Nossa fase" de mais intenso amor foi quando ela se tornou professora em "Os Pássaros", sob a direção do velho Hitchcock. Vivi dupla felicidade: era minha colega de profissão e já havia se separado de Troy.

Jurei vingança quando descobri que “a despudorada, danada, agrada” me fazer sofrer, logo com quem ? Com o tresloucado do MacQueen, Steve MacQueen, em "Nevada Smith". Inda bem que ela foi se afastando dessas coisas... pois até que não me importei quando esteve com James Gargney em "Vitilogo, o pistoleiro", gostei demais por ela se comportar muita braba e nem dar bolas para ele.

Ainda apareceu nuns seriados, mas se comportou como minha, no cinema.
Não sei se me lamentei quando Troy Donahue morreu, de aids. Mas ainda hoje me pego em “soluções noturnos de viúvo” pela morte de minha querida Suzanne. Todos os malditos cigarros que ela fumou, nas longas noites e dias a espera de mim, apaixonada por mim, roendo unhas, olhando para fora da tela à minha procura, e eu, nada, espocaram-lhe os pulmões.
Meu grande amor do cinema, Suzanne Pleshette, eu te amo, como se ama a um boi morto...
Obrigado, Poeta.

Prof. Jozé Nilton

As Rosas Não Falam


Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão
Enfim.

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim.

Queixo-me às rosas,
Mas, que bobagem,
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai

Devias vir,
Para ver os meus olhos tristonhos
E quem sabe sonhavas meus sonhos
Por fim.

Cartola - (RJ, 11 /10/ 1908 — RJ, 30 /11/ 1980)


Apenas uma flor - Por : Rosa Guerrera


Será que você já parou para pensar alguma vez que não vale a pena se prender a dores e decepções que aconteceram na sua vida ? Será que você já fez uma análise que tudo é tão rápido, o tempo é tão veloz , que de nada adianta recolher lágrimas da noite que passou ?Será que a nuvem que escureceu ontem o seu sonho vai ser um eterno obstáculo para que você não enxergue como é radiosa e brilhante a luz do sol ? O sofrimento faz parte da vida ! A dor também ! Mas , a alegria e a felicidade existem ... E você tem direito a conhecê-las porque VOCÊ TAMBÉM EXISTE ! Então ...o que está esperando ? ABRA UM SORRISO PARA O MUNDO , e você escutará como num passe de mágica que todas as esperanças sorrirão para você ! Feche a porta por onde passou, e jogue fora a chave. Olha só , que horizonte lindo está despontando bem pertinho na sua frente ! Corra de encontro a ele e comece a plantar uma nova flor. Uma flor cheia de PAZ.



rosa gurrera
foto de Teresa Abath

Outubro Chegou.Por Liduina Vilar.

Ainda existem resíduos de setembro em nossas vidas. Não que seja apego exacerbado ao que passou, mas há fragmentos maravilhosos da primavera e das flores em nossas mentes.
Mas vamos ao novo mês.

O que vem a significar Outubro em nossos corações? Sementes? Frutos? Árvores? Que tal a sugestão de plantar em nosso jardim interior sementes de esperança, de sucesso, de amor, de fraternidade, de inteligência emocional, de autoestima de qualidade total? E depois, algum tempo depois, contemplarmos o nascimento dos primeiros brotos dessas plantinhas que quem sabe,transformar-se-ão em grandiosas árvores, onde nos proporcionará sombra, paz, lazer... frutos!!! Frutos das espécies que quizermos exclusivamente de acordo com o referencial das nossas diferenças individuais.

Outubro é o mês das crianças, criaturinhas maravilhosas (João Marni que o diga) que completam a felicidade de as termos por perto: na nossa casa, no nosso seio e lá dentro do nosso Abrigo Íntimo. Outubro finalmente e principalmente, é o mês da "Dona da Casa",nossa Mãe primeira e morena, encontrada por pescadores humildes e sábios; Aquela mulher de cor, a tão querida Nossa Senhora Aparecida que carinhosamente se fez Padroeira do nosso Brasil. Que as crianças que povoam nossas almas, o nosso dia-a-dia, e a Doce Mãe Padroeira, não nos deixem por nenhum minuto a sós; principalmente neste outubro.

Sejam todos bem vindos ao novo mês!!!!!

Dedico esse texto a Bernardo Melgaço.

Abraços, cheinhos de outubro: Liduina.

Respostas ao desafio ( Pérolas nos bastidores) - Cariricaturas

Pérolas nos bastidores

( Foto-desafio)

Corujinha Baiana disse...
.
A vida
- Mar inconstante.
Ontem,
vagas serenas.
Hoje,
tempestuoso tufão.

Eu
- Barco à deriva.
Bússola sem norte
Leme quebrado
Capitão ferido.

Na praia
- Fluxo e refluxo
Vai-e-Vem de espumas.

Em mim
- Apenas a certeza de que
águas passadas
podem mover navios.

Socorro Moreira disse...
.
O perigo me espreita
Observo longe

No ciclo do tumulto
Aceito os respingos

Vida dura
Coração mole
Aceito o meu destino

Nesse instante
algo se abate sobre o mundo
Uma onda alta de amor
alcança o céu,
e joga por terra
pedaços de dor.

Maria Amélia Castro disse...
.
A turbulência nem sempre é o fim do mundo.Principalmente do angulo que estamos vendo. Água, espuma, sal, ceu e terra firma.

Claude Bloc disse...
.
Vida em ondas
Mar exangue
Seiva e essência
dessa potestade
mar soberano
revolucionando
nossas vontades.

Vida aberta
Mar revolto
Alegria que ancora
no porto de minh'alma.

Desafio - Leia e participe !!! - Cariricaturas


Observe a foto , e aventure-se a entrar em seu domínio, em sua essência...

Socorro e eu (Claude) sempre temos em mente que a interatividade entre amigos que colaboram e/ou passeiam pelo nosso Cariricaturas é algo que certamente torna o contato e o convívio neste espaço muito mais prazeroso. Essa interatividade pode acontecer de várias formas. Usamos as trovas bem nos primeiros dias do Cariricaturas, mas agora veio-nos uma nova idéia para provocar e desafiar os demais.

Hoje o desafio é o seguinte: será postada uma foto e você, colaborador e/ou amigo é convidado a escrever nos comentários a sua impressão ou o sentimento que lhe causa esta foto.

Acreditamos que seja esta uma forma de interagirmos como num bom papo, numa boa prosa. Não deixe de participar. Sua presença é ouro.


(Uma simples frase, uma trovinha, um mini-texto estas são formas de colaborar)


Vamos lá ! "mão na massa"!

Estamos esperando! Ei, cadê você?
.

Certola - Um dos maiores sambistas da música brasileira



Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, (Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1908 — Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1980) foi um cantor, compositor e violonista brasileiro.

Considerado por diversos músicos e críticos como o maior sambista da história da música brasileira, Cartola nasceu no bairro do Catete, mas passou a infância no bairro de Laranjeiras. Tomou gosto pela música e pelo samba ainda moleque e aprendeu com o pai a tocar cavaquinho e violão. Dificuldades financeiras obrigaram a família numerosa a se mudar para o morro da Mangueira, onde então começava a despontar uma incipiente favela.

Na Mangueira, logo conheceu e fez amizade com Carlos Cachaça - seis anos mais velho - e outros bambas, e se iniciaria no mundo da boemia, da malandragem e do samba.

Em 1964, o sambista e sua nova esposa, Dona Zica, abriram um restaurante na rua da Carioca, o Zicartola, que promovia encontros de samba e boa comida, reunindo a juventude da zona sul carioca e os sambistas do morro. O Zicartola fechou as portas algum tempo depois, e o compositor continuou com seu emprego publico e compondo seus sambas.

Em 1974, aos 66 anos, Cartola gravou o primeiro de seus quatro discos solo, e sua carreira tomou impulso de novo com clássicos instantâneos como "As Rosas Não Falam", "O Mundo é um Moinho", "Acontece", "O Sol Nascerá" (com Elton Medeiros), "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça), "Cordas de Aço", "Alvorada" e "Alegria". No final da década de 1970, mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte, em 1980.

Em 1920, na MangueiraEm 1919, movidos por dificuldades financeiras, os Oliveira foram para o morro da Mangueira, então uma pequena e nascente favela com menos de cinquenta barracos. Logo, conheceria e se tornaria amigo de outro morador da Mangueira, Carlos Cachaça, seis anos mais velho que Cartola, e que se tornaria, além de amigo por toda a vida, o seu parceiro mais constante em dezenas de sambas.


No início da década de 1930, Cartola se tornou conhecido fora da Mangueira, quando foi procurado por Mário Reis, através de um estafeta chamado Clóvis Miguelão que subira o morro para comprar uma música. O sambista vendeu os direitos de gravação do samba "Que Infeliz Sorte", que acabou sendo lançado por Francisco Alves, pois não se adaptava à voz de Mário Reis. Assinava então Agenor de Oliveira. Vendeu outros sambas a Francisco Alves, maior ídolo da música brasileira na época, cedendo apenas os direitos sobre a vendagem de discos. Neste comércio – que serviu para projetá-lo entre os sambistas na cidade –, Cartola conservava a autoria e não dava parceria a ninguém.

“ O rapaz foi lá e disse: "Cartola, vem cá. O Mário Reis tá aí, queria comprar um samba teu". "O quê? Comprar samba? Você tá maluco, rapaz? (...) Eu não vou vender coisa nenhuma." (...) Ele disse: "Quanto é que você quer pelo samba?". Eu virei pro cara, no cantinho, disse assim: "Vou pedir 50 mil réis". "O quê, rapaz? Pede 500." (...) Com muito medo, pedi 500 contos. "Não, dou 300. Tá bom?" Eu disse assim: "Bom, me dá esses 300 mesmo". Mas com muito medo (...) Mas botou meu nome direitinho, legal (...). Ele comprou, mas não deu para a voz dele. Então gravou Chico, Francisco Alves. ”
— Cartola, sobre o samba "Que Infeliz Sorte", Almanaque da Folha

Em 1933, Cartola viu pela primeira vez um samba seu se tornar sucesso comercial: "Divina Dama", novamente na voz de Francisco Alves. Arnaldo Amaral gravou "Fita Meus Olhos" (com B. Vasquez), canção que encerrava o breve ciclo inicial de gravações de composições suas. A partir dali, o sambista passou a compor exclusivamente para a sua escola no morro, marginalizando-se do círculo artístico e de produção discográfica da cidade.

Em 1940, Cartola foi convidado pelo maestro e compositor erudito Heitor Villa-Lobos, seu admirador, a formar um grupo de sambistas - entre eles, Donga, Pixinguinha, João da Baiana - para fazer algumas gravações de música popular brasileira para outro maestro mundialmente famoso, o norte-americano Leopold Stokowski (que percorria a América Latina recolhendo músicas nativas), realizadas a bordo do navio Uruguai (ancorado no pier da Praça Mauá, no Rio de Janeiro). Dos sambas que Cartola gravou a bordo do navio, "Quem Me Vê Sorrindo" (composto com Carlos Cachaça) saiu em um dos quatro discos de 78 rpm, lançados comercialmente apenas nos Estados Unidos pela gravadora Columbia.[4] Além da sua primeira gravação, foi registrado nesse álbum o coro da Mangueira com as vozes de Dona Neuma e de suas irmãs, a clarineta de Luís Americano, emboladas de Jararaca e Ratinho, a flauta de Pixinguinha, além das participações de Donga e João da Baiana e um arranjo de Villa-Lobos para o tema indígena Canidé Joune.

“ Gosto de fazer samba de dor de cotovelo, falando de mulher, de amor, de Deus, porque é isso que acho importante e acaba se tornando uma coisa importante ”
— Cartola, comentando sua obra, Almanaque da Folha
Por um período de cerca de sete anos, andou desaparecido dos seus conhecidos. Fora do ambiente musical, muitos pensavam até que tivesse morrido. Chegou-se a compor sambas em sua homenagem. Em 1948, a Mangueira sagrou-se campeã do carnaval do Rio de Janeiro com seu samba-enredo "Vale do São Francisco" (com Carlos Cachaça).

Cartola vivia um período difícil em sua vida. Sem mais a atenção de Deolinda e o prestígio no morro da Mangueira, o sambista morava em uma favela no bairro do Caju, com uma mulher chamada Donária. Data dessa época a composição "Fiz Por Você o Que Pude", dedicada a Mangueira.


Mesmo sumido, Cartola ainda foi lembrado em 1952, quando Gilberto Alves gravou o samba-canção "Sim" (parceria com Oswaldo Martins).

O Zicartola se tornou um marco na história da música popular brasileira no início das década de 1960. Além da boa cozinha administrada por Zica, Cartola fazia as vezes de mestre de cerimônias, propiciando o encontro entre sambistas do morro e compositores e músicos de classe média, especialmente ligados à Bossa Nova, além de poetas-letristas como Hermínio Bello de Carvalho e jornalistas musicais como Sérgio Cabral. Velhos bambas, como Nelson Cavaquinho e Zé Kéti, se juntavam a novos talentos, como Élton Medeiros e Paulinho da Viola. Além da presença constante de alguns dos melhores representantes do samba de morro, diferentes gerações de cantoras se encontravam ali, como Elizeth Cardoso e Nara Leão.

No Zicartola, desafiado pelo amigo Renato Agostini, Cartola compôs com Elton Medeiros em cerca de 30 minutos o samba "O Sol Nascerá", que se tornaria um de seus grandes clássicos. A mesma facilidade para compor experimentaria em "Alvorada" um samba feito a seis mãos. Compusera com Carlos Cachaça a primeira parte de um samba que decidiram mostrar a Hermínio Bello de Carvalho, que escreveu então os versos da segunda parte, que ele musicou na hora.

Ainda em 1964, Cartola e Zica se casaram oficialmente (às vésperas do casamento, ele compôs "Nós Dois" para ela), e o sambista atuou no filme "Ganga Zumba" (de Carlos Diegues), no papel de um escravo (já havia atuado discretamente em "Orfeu Negro" e ainda participaria de "Os Marginais"). O samba "O Sol Nascerá" foi gravado por Isaura Garcia.

Em 1965, foi lançado o álbum com gravações do Show Opinião, no ano anterior, realizado entre Zé Keti, João do Vale e Nara Leão - esta incluíu "O Sol Nascerá" (de Cartola e Elton Medeiros) no repertório do LP. Esta gravação tornou Cartola, assim como outros sambistas de seu círculo, conhecidos pelo público de classe média da época, projetando-os profissionalmente. Em consequência do prestígio que ganhou, Cartola chegou a ter seu nariz retocado pelo célebre cirurgião plástico Ivo Pitanguy. Pery Ribeiro e Bossa Três também regravam "O Sol Nascerá".

Ainda em 1965, Cartola iniciou a construção de uma casa (verde e rosa) ao pé do morro da Mangueira, em terreno doado pelo então Estado da Guanabara. Naquele mesmo ano e no seguinte, fez participação em dois discos de Elizeth Cardoso, que gravou o samba "Sim" (parceria com Oswaldo Martins e Leny Andrade). Ainda em 1966, gravou com Clementina de Jesus seu samba "Fiz por você o que pude".


Mas a consagração definitiva viria somente em 1974, alguns meses antes de completar 66 anos, quando o sambista finalmente gravou seu primeiro disco-solo. Cartola, lançado em uma iniciativa do pesquisador musical, produtor de discos e publicitário Marcus Pereira. O disco, que recebeu vários prêmios e foi considerado um dos melhores daquele ano, reunia uma coleção de obras-primas de Cartola e uma equipe de instrumentistas de primeira linha no acompanhamento. O sambista interpretou "Acontece", "Tive Sim", "Amor Proibido" e "Amor Proibido" (canções de autoria própria), "Disfarça E Chora" e "Corra E Olhe O Céu" (parceria com Dalmo Casteli), "Sim" (com Oswaldo Martins), "O Sol Nascerá" (com Élton de Medeiros), "Alvorada" (com Carlos Cachaça e Hermínio Bello de Carvalho), "Festa Da Vinda" (com Nuno Veloso), "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça) e "Ordenes E Farei" (com Aluizio).


Em 1978, quase aos 70 anos, se transferiu da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, buscando um pouco mais de tranqüilidade, na tentativa de continuar compondo, mas sempre voltava para visitar os amigos no morro onde crescera e se tornara famoso. A residência de Cartola e Zica em Mangueira era muito frequentada por músicos e jornalistas, o que levou o casal a procurar um pouco de sossego. Era finalmente a primeira casa própria do artista, o máximo que ele conseguiu com o sucesso obtido no final da vida. Em frente à sua porta, foi inaugurada em seguida uma praça apropriadamente batizada de As Rosas Não Falam. Naquele mesmo ano, estreou seu segundo show individual: "Acontece", outro sucesso. E em novembro, por ocasião de seu septuagésimo aniversário, recebeu uma grande homenagem na quadra da Mangueira.



O sambista, no entanto, já estava doente. Diagnosticado seu mal, câncer na tireóide, foi operado em 1978. Ainda naquele ano, o sambista gravou com Eliana Pittman o samba "Meu amigo Cartola" (de Roberto Nascimento) e, com Odete Amaral o samba "Tempos Idos" (parceria com Carlos Cachaça). Valdir Azevedo, João Maria de Abreu, Joel Nascimento e Fagner regravaram "As rosas não falam". Elizeth Cardoso regravou "Acontece" e Odete Amaral, "Alvorada". Durante a apresentação no Ópera Cabaré, em São Paulo, no mês de dezembro, o concerto foi gravado ao vivo, por iniciativa de J.C. Botezelli (responsável pelo primeiro disco de Cartola). Esse registro ao vivo só sairia em LP após a morte do compositor.



Em 1979, foi lançado Cartola – 70 anos, seu quarto LP no qual interpretou seus sambas "Feriado na roça", "Fim de estrada", "Enquanto Deus consentir", "Dê-me graças, senhora", "Evite meu amor", "Bem feito" e "Ao amanhecer", além de "O inverno do meu tempo" e "A cor da esperança" (parcerias com Roberto Nascimento), "Ciência e arte" e "Silêncio de um cipreste" (com Carlos Cachaça), "Senões" (com Nuno Veloso) e "Mesma estória" (com Élton Medeiros).

Ainda naquele ano, Nelson Gonçalves e Emílio Santiago regravaram "As rosas não falam". Em fins de 1979, Cartola participou de um programa na Rádio Eldorado, da cidade de São Paulo, no qual contou um pouco de sua vida e cantou músicas que andava fazendo. Essa entrevista foi posteriormente lançada em LP, na década de 1980, com o nome "Cartola - Documento Inédito". Em 1980, a cantora Beth Carvalho regravou "As rosas não falam" e "Consideração" (parceria com Heitor dos Prazeres. Com Nelson Cavaquinho, compôs apenas "Devia ser condenada", gravada pelo parceiro na década de 1980.

A carreira de Cartola não iria longe. Cartola sabia que sua doença era grave mas manteve segredo sobre ela todo o tempo. Para todos dizia que tinha uma úlcera.

“ Quando for enterrado, quero que Waldemiro toque o bumbo. ”
— Cartola, manifestando a sua família um desejo uma semana antes de sua morte, Almanaque da Folha


Três dias antes de morrer, recebeu de Carlos Drummond de Andrade sua última homenagem em vida. O poeta lhe dedicou uma comovente crônica, publicada pelo Jornal do Brasil.

Cartola morreria de câncer em 30 de novembro de 1980, aos 72 anos de idade. Após o velório na quadra da Estação Primeira de Mangueira, o corpo de Cartola foi sepultado no Cemitério do Caju. Atendendo a seu pedido, no dia 1º de dezembro, data de seu funeral, Waldemiro, ritmista da Mangueira, que havia aprendido com ele a encourar seu instrumento, marcou o ritmo para o coro de "As Rosas Não Falam", cantada por uma pequena multidão de sambistas, amigos, políticos e intelectuais, presentes em sua despedida. Em seu caixão a bandeira do time do seu coração, o Fluminense.

Durante os anos seguintes, viriam homenagens póstumas, discos e biografias que o confirmariam como um dos maiores nomes da música popular brasileira. Em 1981, Artur Oliveira concluiria o samba "Vem", que Cartola deixara inacabado, e seu livro escrito juntamente com Marília Trindade Barboza, a biografia "Cartola, Os Tempos Idos" seria lançado pela Funarte, em 1983. Ainda em 1982, foi lançado um disco póstumo do sambista, "Ao Vivo" – gravação de um espetáculo realizado no final de 1978, em São Paulo. Em 1984, também pela Funarte, sairia o LP "Cartola, Entre Amigos".

Em 1988, para comemorar o octagésimo aniversário de seu nascimento, a gravadora Som Livre lançou o songbook "Cartola – Bate Outra Vez...", que trazia Caetano Veloso, Gal Costa, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Luiz Melodia, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Nelson Gonçalves, Paulo Ricardo e Cazuza. E a cantora Leny Andrade apareceu com "Cartola – 80 Anos". Marisa Monte viria a incluir em seu repertório o lundu "Ensaboa", composto em 1975 e gravado pelo compositor em seu segundo LP.

A cantora Claudia Telles (filha de Sylvia Telles, um dos ícones da Bossa Nova) lançaria em 1995 um álbum-tributo composições de Cartola e Nelson Cavaquinho. Em 1998, Elton Medeiros e Nelson Sargento gravaram o álbum "Só Cartola". Medeiros também se apresentou com a cantora Márciano espetáculo "Cartola 90 anos", que resultaria em um álbum lançado pelo SESC de São Paulo. Naquele mesmo ano, o grupo Arranco (ex-Arranco de Varsóvia) lançou o álbum "Samba de Cartola".

Em 2007, foi lançado o filme "Cartola - Música para os Olhos", com direção de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda.

Em 2008, esquecido no ano de seu centenário pela Estação Primeira de Mangueira que ajudou a fundar, foi, no entanto homenageado pela Unidos do Tuiutí com o enredo "Cartola, teu cenário é uma beleza" que ajudou a escola de São Cristóvão a subir para o grupo de Acesso A. Dentro das comemorações pelo seu centenário, foi lançado pelo selo Biscoito Fino "Viva Cartola - 100 anos", que incluiu gravações lançadas em outros discos e que continha uma única faixa inédita, "Basta de Clamares Inocência" - gravada por Martinália. "Pranto de Poeta" – BMG



Wikipédia

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Poster (Idade) - Por Socorro Moreira



Meu coração é um Planeta
sinalizado de lembranças,
encraterado de luas,
que se escondem


Corro em mundos paralelos
Eu e o meu "alter- ego”!


Chego à beira da significância,
e provo uma verdade,
que parece quente...
A ilusão, friamente
escapa dos meus sonhos
Fica em tela
num pisca-pisca constante


Não espero o que chega
Comemoro o vazio
que se alastra...


Um passarinho canta,
nas manhãs que não dormi
Xinga no seu canto,
o amor que não vivi!


Enrolada nos pensamentos,
Busco a luz, nas entrelinhas
Encontro a trilha dos teus passos


Você esteve comigo,
e eu não vi!

Características astrológicas do signo de Libra


Sétimo signo astrológico do zodíaco, situado entre Virgem e Escorpião e associado à constelação de Libra.

Seu símbolo é uma balança. Forma com Gêmeos e Aquário a triplicidade dos signos do Ar. É também um dos quatro signos cardinais, juntamente com Áries, Câncer e Capricórnio.

Com pequenas variações nas datas dependendo do ano, os librianos são as pessoas nascidas entre 23 de setembro e 22 de outubro.

Palavras chaves que definem o Libriano:
Justo, Equilibrado , Sociável , Indeciso , Melancólico, Excesso de Complacência.

Elementos:
Seu Signo é do Elemento Ar: é o Elemento da comunicação, da ligação. É ele que conceitualiza, relaciona, idealiza e explica o Universo. Utilizado corretamente ele dá a capacidade da palavra, o poder criador, leve e fluído do pensamento. Utilizado em excesso origina dispersão, nervosismo mental e uma comunicação errada, vaga e descontrolada.

Em signos do elemento Ar, o auto-conhecimento é atingido através da visão conceitual do mundo, da comunicação e dos relacionamentos.

Seu Signo é do Elemento Fogo: este Elemento expressa-se por atividade, energia e busca de conhecimento e identidade. A ação é o fator base do Fogo. Ele é o que ajuda a criação, dá vida e aquece quando moderado. E é poder que queima, destrói, seca e ofusca quando excessivo.

Sol em Libra: "Sou parte de uma relação".
A identidade espelha-se nos outros. Os relacionamentos têm de ser "de igualdade", sejam eles pessoais, sociais ou de negócios. É diplomático e sociável, mas também pode ser muito dependente e indeciso.

Interpretação:
Sociável. Busca de uniões e associações. Equilíbrio e comparação. Arte e música. Modesta e amigável, apresentam boa aparência. Detestam trabalhos mal feitos. Normalmente casam-se cedo.

"Palavra puxa palavra,
uma idéia traz outra,
e assim se faz um livro,
um governo,
ou uma revolução,
alguns dizem mesmo
que assim é que a natureza compôs
as suas espécies".

MACHADO DE ASSIS
1839 - 1908








Arte: Baptistão

Vitalinas- Por : Raquel de Queiroz



O Cruzeiro - 19 de setembro de 1959.
.
Vitalinas

“E tira o pó, Vitalina,
Bota o pó, Vitalina,
Môça velha não sai mais do caritó”

(cantiga popular)


Da Bahia para o Sul, pouca gente saberá o que é vitalina e o que é caritó. Caritó é a pequena prateleira no alto da parede, ou nicho nas casas de taipa, onde as mulheres escondem fora do alcance das crianças, o carretel de linha, o pente, o pedaçõ de fumo, o cachimbo. Vitalina, conforme a popularizou a cantiga, é a solteirona, a môça-velha que se enfeita - bota pó e tira pó - mas não encontra marido. E assim, a vitalina que ficou no caritó é como quem diz que ficou na prateleira, sem uso, esquecida, guardada intacta.

As cidades grandes já hoje quase desconhecem essa relíquia da civilização cristã, que é a solteirona, a donzela profissional. Porque, se hoje como sempre, continuam a exisitir as mulheres que não casam, elas agora vão para tôda a parte, menos para o caritó. Para as repartições e os escritórios e os balcões de loja, para as bancas de professôra, e até mesmo, Deus que me perdoe, para êsses amôres melancólicos e irregulares com um home que tem outros compromissos, e que não lhes pode dar senão algumas poucas horas, de espaço a espaço, e assim mesmo fugitivas e escondidas.

De qualquer forma, elas já não se sentem nem são consideradas um refugo, uma excrecência, aquelas a quem ninguém quis e que não têm um lugar seu em parte nenhuma.

Pela província, contudo, é diferente. Na próvíncia os preconceitos ainda são poderosos, ainda mantêm presa a mulher que não tem homem de seu (o “homem de uso”, como se chama às vezes ao marido...) e assim, na província a instituição da titia ainda funciona com bastante esplendor. E o curioso é que raramente são as môças feias, as imprestáveis, as geniosas, que ficam no caritó. Às vezes elas são bonitas e prendadas, e até mesmo arranjadas, com alguma renda ou propriedade, e contudo o alusivo marido não apareceu. Talvez porque elas se revelaram menos agressivas, ou mais ineptas, ou menos ajudadas da família na caçada matrimonial?

A gente as conhece mocinhas, botões de flor cheios de esperança e de graça adolescente. Que pele, que dentes, que cabelos, que cintura! Por uns anos se deixa de vê-las, e então quase não se as conhece mais - ressequidas ou obesas, azêdas, beatas. Fazendo crochê ou se especializando em outras coisas igualmente inúteis, ressentidas, solitárias, queixando-se de imaginários achaques, e tão semelhantes ao tipo caricatural da solteirona pintado nos livros e nos palcos, que até parece escolheram o modêlo e o copiam com exemplar fidelidade.

Falta de homem? Bem, é um dos motivos. Na próvíncia os homens emigram muito. E para onde emigram, casam. Depois, também contribuiu para a existência das solteironas a reclusão mourisca que muito pai ainda costuma impor às filhas môças. Cobra que não anda não engole sapo. Aí, por estas províncias além ainda existe muito pai carrança que só deixa a filha sair para ver a Deus ou aos parentes, e assim mesmo muito bem acompanhada. Reclusas, as meninas vão ficando tímidas, e dentro de um pouco, já são elas próprias que se escondem com cerimônia dos estranhos.

Depois, - parece incrível - mas o egoísmo das mães também contribui. Uma filha môça, no interior, não é, como na China, uma praga dos deuses. É, ao contrário, uma auxiliar barata e preciosa, a ama-sêca dos irmãos menores, a professôra, a costureira, o “descanso da mãe”. E então as mães, para não perderem a ajudante insubstituível, se associam aos pais no zelo exagerado, traindo a solidariedade do sexo por outra mais imperiosa, a solidariedade na exploração.

Menina de cidade, passeando de lambreta, morando nos cinemas, mal sabe como é dura a sorte da mocinha de interior. Nas famílias mais pobres, então! De pequenina, sete a oito anos, já recebe um irmão menor para criar, e o uso é que o crie completamente, assumindo tôda a responsabilidade, como se a própria mãe o fôra. Fazer mingau, banhar o menino, balançá-lo para dormir, atendê-lo à noite (inclusive nas doenças), carregá-lo. Às vezes são tão pequeninas que não podem com o irmão nos braços e por isso inventaram o uso de o carregar no quadril, e têm delas que ficam tortas, só do pêso permanente que levam do lado direito durante tôda a infância. Também das meninas é a obrigação de trazer água para casa; e, quando os irmãos crescem, são elas que lhes lavam e engomam a roupa e cozinham a comida. Nas famílias mais pobres elas também vão para o roçado, junto com os homens de casa, limpar de enxada. E o sinal de que uma família tem môça muito mimosa e de bom trato, é dizer-lhe que ela não sabe o que é enxada. Mas apanhar feijão e algodão tôdas apanham, mesmo as de luxo.

E, enquanto isso, que faz a mãe? A mãe dá conta da obrigação de Eva, e bota filhos no mundo, regularmente, um por ano. Doze, quinze, dezesseis, vinte. Escangalhadas por tanta maternidade, pelos partos mal assisitidos, aos trinta anos já são umas megeras, sem carnes e sem dentes, e passam a vida acocoradas no batente da porta ou à beira do fogo, fumando cachimbo, enquanto o feto lhe cresce nas entranhas, e as meninas trabalham.

* * *

Aliás, me desviei das vitalinas. Porque essas meninas muito pobres quase sempre acham marido. As titias proliferam com abundância é na classe dos remediados e dos meio-ricos. Não que a môça nestes grupos esteja sujeita a uma escravidão menor. Apenas o trabalho é menos duro nas casdas onde se pode pagar uma empregada, ou onde se tem aquela outra mártir doméstica, - a menina que de garôta se tomou para “criar”. A que chama os patrões de “padrinhos”, pequena escrava para quem a Princesa Isabel nunca exisitiu. A primeira que acorda, a última que dorme, não há serviço, por pior, que não lhe imponham, nem direito, por menor, que lhe reconheçam. Para dormir tem uma rêde armada a um canto, come às pressas na cozinha o resto das panelas, veste a roupa velha das meninas da casa e lá um vestido de chita nova, nas festas. Essas, contudo, embora raramente se casem, (ou fujam e “se percam”), pois as madrinhas desviam qualquer pretendente no susto de perderam a cativa, depois de mulheres feitas quase nunca realizam a figura da vitalina guardada no caritó. De escravas que foram quase sempre se transformam em tiranas, assumem a direção da casa quando a senhora envelhece e as môças indolentes não a disputam. Viram-se na Dindinha, na Mãe-Titó, na Tia-Bá, eminência negra ou parda em cujas mãos capazes fica pràticamente entregue o govêrno da família.

* * *

Não sei o que dirá disso a moral tradicional, mas creio que, felizmente, a existência da vitalina, mesmo na província, já anda perto do fim. A instituição da “môça livre” ou da “mulher de carreira”, segundo os modelos da América e da Europa, já tão bem copiada no Rio e em São Paulo, é uma tentação muito grande. Qual a môça que tendo possibilidade de viver do seu emprêgo, no seu próprio apartamento, onde, se lhe falta o aconchego do marido, restam sempre os consolos da liberdade, qual a môça que escolherá viver de favor em casa do irmão, sob a tirania da cunhada?

Será um mal a substituir outro, dirão. Pois bem nenhum sairá dessa nova liberdade. A isso não respondo, que não sei: o que posso dizer é que será, de qualquer jeito, um mal muito menos melancólico.

O Cruzeiro on line é um trabalho de preservação histórica do site Memória Viva

Comunicado Vila das Artes

III CONFERÊNCIA DE CULTURA

A Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Secretaria de Cultura (Secultfor), convida para a III Conferência Municipal de Cultura, onde será discutido Gestão e Institucionalidade da Cultura, refletindo sobre o fortalecimento da ação do Estado e da participação social no campo da cultura.

Faça parte desta construção coletiva de políticas públicas para a cultura de Fortaleza. Dia 1 de outubro, a partir das 14h, na Casa Amarela Eusélio Oliveira, Avenida da Universidade, 2591, Benfica.

Programação

Dia 01 de outubro
14h - Sistema Municipal de Fomento à Cultura – a proposta de Fortaleza.

Debatedores: Márcio Caetano (Secretário Executivo de Cultura de Fortaleza) e Alexandre Cialdini (Secretário Municipal de Finanças).

16h30 - Gestão e Institucionalidade da Cultura (Sistemas Nacional, Estaduais e Municipais de Cultura, Planos Nacional, Estaduais, Municipais, Regionais e Setoriais de Cultura e Sistemas de Informações e Indicadores Culturais).

Debatedores: Fred 04 (compositor e cantor da banda Mundo Livre S/A, foi do Conselho Municipal de Cultura do Recife e é assessor especial da Secretaria de Cultura do Recife) e representante do Ministério da Cultura (MinC).

A foto do dia : Casamento de Carlos e Magali- Por : Socorro Moreira


Eles nem precisam entrar no túnel do tempo. Eles souberam segurar a felicidade (in)comum.
37 anos de casados : três filhos, três noras e netos.
Se toda união fosse desse jeito, ninguém precisaria viver solteiro. Mas tem a mão de Deus nisso tudo. O amor dos dois foi abençoado nas alturas. O amor bem tratado não muda : floresce e espalha sementes. Quando eles chegam no Cariricaturas , a gente sente a energia amorosa , que os envolve, e dela nos beneficiamos !
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Soneto Do Amor Total
Vinicius de Moraes
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Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Nada Não

O fogo não cessa,
o pavio não treme.

Minha tosse salva
apenas meus pulmões.

Teimo em queimar papel
na boca do fogão.

Chego a encostar a tocha
na mangueirinha do gás.

Digo a mim mesmo
que é brincadeira -
ninguém sairá ferido.

E o vento consome as fagulhas -
azuis, vermelhas e uma alma perdida.

FRASES - DEUS (AUTOR DESCONHECIDO)



A verdade da vida

1 - 'Deus não escolhe
pessoas capacitadas, Ele capacita os
escolhidos.'


2 - 'Um com Deus é
maioria.'


3 - 'Devemos orar
sempre, não até Deus nos ouvir, mas até que
possamos ouvir a Deus.'


4- 'Nada está fora
do alcance da oração, exceto o que está fora
da vontade de Deus.'


5- 'O mais importante
não é encontrar a pessoa certa, e sim ser
a pessoa certa.'


6 - 'Moisés gastou:
40 anos pensando que era alguém; 40 anos
aprendendo que não era ninguém e 40 anos descobrindo o que Deus
pode fazer com um NINGUÉM.'


7 - 'A fé ri das impossibilidades.'


8 - 'Não confunda
a vontade de DEUS, com a permissão de DEUS.


9 - 'Não diga a DEUS
que você tem um grande problema. Mas diga
ao problema que você tem um grande DEUS.'


Um Desafio Para Você:

Isto é apenas um simples
teste...
Se você ama a Deus
e não tem vergonha de todas as coisas
maravilhosas que Ele tem feito por você:

CONFIE E AQUIETA-TE!

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E segundo o mestre indiano SAI BABA:
"Quando a mente se retira do mundo exterior, a língua também se silencia. Todos os outros sentidos acompanham essa condição. Esse é o silêncio genuíno.”

E é ai (nesse silêncio genuíno) que surge a oportunidade de OUVIR DEUS EM SUA CONSCIÊNCIA METAFÍSICA

Ludovic Careme - Vai quem pode ...!


16 a 21 de Outubro, no Parque da Luz em São Paulo.

Efígie - Por : Rosa Catarina


Meu pai deu adeus...
Livrou-se do cansaço dos anos
E da sua consciência abstrata.
Semeou o bem, não plantou desenganos.
Mas sua imagem ficou:
Na memória da estante da sala,
Onde está seu tesouro:
Os livros que tanto citou;
Hoje seu maior legado,
Que uma traça banqueteou.
Ficou na memória da quina da mesa,
Na cadeira do canto da varanda,
Nos retos caminhos que trilhou
E nas horas da minha saudade.
Meu pai deu adeus...
E eu, aceno chorando.

Rosa Catarina – Cadeira Nº 37 Patronesse Ruth Alencar Leão

Ela é esposa do Fausto Guimarães (Ex-Diretor do Colégio Diocesano do Crato).
Esse casal está preso à cultura do Cariri há 4 décadas.
Residem em Fortaleza , mas mantém uma casa para temporadas , no Bairro do Grangeiro.


Foi com muita honra e alegria que registramos a inclusão , ROSA CATARINA , na lista de colaboradores do Cariricaturas. Esperamos doravante ter acesso à sua obra poética , e à sua amizade, claro !


Seja bem vinda , querida !


Abraços do Cariricaturas

Soldadinho do Cariri - Por : Heládio Teles Duarte


SOLDADINHO do CARIRI (antilophia dokermanni ) , cujo o habitat é exclusivo das nascentes do pé-de-serra de Arajara-Caldas - Crato. A espécie corre risco de extinção, devido a exploração desordenada de nossas águas. A foto foi feita de uma reprodução artística do meu nobre colega Alexandre Callou, cujo o hobby é a preservação da fauna e flora caririense.


Heládio