Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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claude_bloc@hotmail.com

sábado, 31 de outubro de 2009

Para o domingo, uma receita fácil - GRATINADO DE JERIMUM E CARNE SECA

Ingredientes:

1 kg de (jerimum) abóbora
1 kg de carne seca
1 cebola grande fatiada
1 copo de requeijão
2 xícaras de leite
1 colheres de sopa rasa de amido (maisena)
1 colheres de sopa de queijo ralado
200 gramas de queijo mussarela
2 colheres de sopa de manteiga
Sal e pimenta a gosto

Preparo:

Cozinhe a abóbora, corte em cubos médios e espalhe sobre um refratário untado com um pouco de manteiga. Aqueça a manteiga e frite a carne seca, acrescente a cebola e refogue tudo muito bem. Espalhe a carne sobre a abóbora. Misture o leite com o amido e leve ao fogo. Quando engrossar, tempere com sal e pimenta e coloque o queijo ralado e o requeijão. Misture tudo muito bem e despeje no refratário sobre a carne seca e a abóbora. Cubra tudo com queijo e leve ao forno para derreter o queijo.


Só isso! Para quem gosta de jerimum, é só provar e se deliciar...
Bom domingo!
.

Novembro - Por Claude Bloc

Fui à varanda, esta madrugada,
a tempo de ver novembro chegando,
num cavalo alado
numa nuvem azul.
A noite era tranqüila...
No Crato, saudade e silêncio!

Texto por Claude Bloc

Desafio : sabem quem é esse gatinho ?


Gilberto Braga- (pra quem aprecia novela)



Gilberto Tumscitz Braga (Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1946) é um autor de telenovelas brasileiro.

Nascido no bairro carioca de Vila Isabel, na juventude recebeu a influência dos pais para cursar a carreira diplomática, idéia esta que foi abortada antes mesmo de ser concretizada. Freqüentou o Colégio Pedro II e em 1968, imigrou a Paris durante alguns meses devido a uma bolsa de estudos, mas voltou ao Brasil pouco tempo depois.

Sua novela de 2007, Paraíso Tropical, foi indicada ao Emmy 2008 na nova categoria de melhor novela. O International Emmy Awards, ou simplesmente Emmy, é o equivalente ao Oscar da televisão internacional.

Na maioria de suas novelas, ocorreu um assassinato misterioso nos capítulos finais.
Início da carreira e adaptação de romances famosos
Gilberto trabalhou como professor de francês e também na imprensa carioca, como crítico de teatro (no jornal O Globo, durante cinco anos) e cinematográfico. Estreou como autor televisivo em 1973, quando assinou dois casos especiais: As Praias Desertas e Feliz na Ilusão, na mesma época em que atuou pela primeira vez como novelista. Desenvolveu em parceria com Lauro César Muniz a autoria da novela Corrida do Ouro (1974), trabalho do qual se afastaria pela metade devido ao fato de ainda não estar habituado ao ritmo de escrita para a televisão. Gilberto já havia colaborado com Lauro César em Carinhoso (1973) e voltaria a trabalhar com ele em Escalada (1975). Gilberto Braga foi o primeiro autor brasileiro formado exclusivamente para a televisão - jamais escreveu para teatro. Ele foi responsável por algumas adaptações: Dama das Camélias 72 (versão atualizada de A Dama das Camélias, protagonizada por Glória Menezes e Cláudio Cavalcanti), O Preço de cada um (modernização de Misantropo) e Mulher (versão moderna de Casa das Mulheres).

Ele também se notabilizou pelas adaptações de clássicas obras literárias para a televisão. Em 1975, foi responsável pelas adaptações dos romances Helena, de Machado de Assis (que seria adaptada novamente em 1987 pela extinta TV Manchete) e Senhora de José de Alencar, mas o maior sucesso nesse filão foi Escrava Isaura (1976), baseada no romance homônimo de Bernardo Guimarães, cujo êxito foi enorme - durante muito tempo, foi a novela mais vendida de todos os tempos e consagrou mundialmente a atriz Lucélia Santos, então iniciante.

Ainda em 1975, Gilberto Braga colaborou com Janete Clair na autoria da novela Bravo! e a substituiu quando ela teve que preparar outra trama para o lugar de Roque Santeiro, de Dias Gomes, cuja exibição fora proibida pela censura militar no dia da estréia. Com a proibição, ela escreveu então aquele que se tornaria um dos maiores sucessos, a novela Pecado Capital.

A novela Dancin' Days (1978), escrita a partir do esboço A Prisioneira da colaboradora Janete Clair alcançou um grande sucesso, marcada por algumas peculiaridades: a estréia no horário nobre, como autor titular, além de ter sido a primeira novela contemporânea e sem ser uma adaptação de romance consagrado. A trilha sonora internacional, basicamente com canções de discotecas foi um sucesso de vendagem - mais de um milhão e meio de cópias - assim como a nacional - um milhão de cópias, estimulando o crescimento de novas casas do gênero e lançou diversos modismos, como vôos de asa delta e meias de lurex usadas com sandália. A novela foi reexibida em 1980 no Festival 15 Anos, com apresentação de Glória Pires e numa versão compacta (entre outubro e novembro de 1982). Alguns anos depois a novela foi adaptada para romance na coleção Campeões de Audiência - Telenovelas (lançada pela Editora Globo entre 1987 e 1988), assim como Água Viva e Pecado Capital. O livro Água Viva foi lançado por Leonor Bassères baseado nas três mil e duzentas laudas que Gilberto escrevera para a novela.

Seguiram-se outras novelas de sucesso no horário nobre: Água Viva (1980) abordou o cotidiano da classe média-alta no litoral e o windsurfe, causou polêmica por conta do topless e mostrou, pela primeira vez, o baseado na televisão brasileira. Prosseguiu com a novela Brilhante (1981), que discutiu a homossexualidade masculina e romance entre pessoas de diferentes idades. Brilhante foi acusada de plágio de livros e filmes norte-americanos e enfrentou problemas com a audiência, tendo por isso sofrido alterações ao longo da história. O tema de abertura da novela era Luiza, composta por Tom Jobim especialmente para a trama, e cuja letra menciona o cabelo loiro e comprido da protagonista, Vera Fischer. Quando ela apareceu de cabelo curto, o compositor foi o primeiro a protestar. Este polêmico fato foi bastante criticado, e a figurinista Marília Carneiro deu a idéia de usar uma bandana no pescoço, acessório este que virou febre entre o público feminino. Nessa fase também escreveu Louco Amor (1983), que teve a estréia antecipada devido ao término repentino - causado pela morte do protagonista, Jardel Filho, de Sol de Verão (1982), de Manoel Carlos que colaborou, a pedido do próprio Gilberto, na redação do texto de Água Viva - e Corpo a Corpo (1984), inspirada no mito de Fausto, que causou polêmica por debater o racismo, um tema que não foi aceito pelo grande público.

O maior sucesso foi quando ele parou o Brasil com o mistério em torno de quem matou Odete Roitman? (Beatriz Segall), personagem da novela Vale Tudo (1988). O último capítulo da referida telenovela obteve a maior audiência - 86% dos televisores estavam ligados, no qual revelou Leila (Cássia Kiss) como a assassina. A expectativa foi tamanha que a marca de caldos de galinha Maggi, fez um concurso em que premiava quem acertasse o nome do assassino. O venceor recebeu cinco mil cruzeiros, equivalente a três mil e duzentos dólares. O mistério envolvendo uma morte se repetiu na telenovela Celebridade (2003), que perguntava quem matou Lineu Vasconcelos? (Hugo Carvana), no qual a assassina foi Laura (Cláudia Abreu) e já havia sido usado anteriormente em Água Viva, com o bordão quem matou Miguel Fragonard? (Raul Cortez). Em 2007, o mistério foi na novela Paraíso Tropical com o bordão quem matou Taís Grimaldi? (Alessandra Negrini). Vale Tudo também ganhou um remake em espanhol: Vale Todo (2002), com o elenco formado de atores de língua hispânica e foi exibida em parceria com a Rede Telemundo, cadeia de emissoras abertas mais voltada para o público latino.

Gilberto substituiu Sílvio de Abreu a título informal em alguns capítulos na autoria da novela Rainha da Sucata (1990) quando este último precisou se afastar durante algumas semanas devido a problemas pessoais. No mesmo ano atuou como supervisor de texto na novela Lua Cheia de Amor, adaptação de Ana Maria Moretzsohn para Dona Xepa (1977), baseada na peça homônima de Pedro Bloch. Colaborou também na sinopse de Bambolê, de Daniel Más (1987), ambientada nos anos 1950 - assim como a minissérie Anos dourados.

Em 1992 Gilberto Braga substituiu Glória Perez na condução da novela De Corpo e Alma em parceria com a fiel colaboradora Leonor Bassères. Glória se afastou da trama por algumas semanas devido ao assassinato da filha, a atriz Daniela Perez. O primeiro título sugerido para Vale Tudo foi Pátria Amada, o que se tornou inviável por já existir um filme (da cineasta Tizuka Yamazaki) com este nome. Além de refletir sobre os problemas do alcoolismo e lesbianismo (este último, mostrado pela primeira vez de maneira explícita), a novela iniciava uma trilogia onde eram abordadas os temas da honestidade e a corrupção.

O segundo trabalho nesse caminho foi O Dono do Mundo (1991), que teve o objetivo de recuperar a audiência perdida com a antecessora no horário, Meu bem, meu mal, de Cassiano Gabus Mendes. A novela sofreu reformulações pois a trama inicial não havia entusiasmado o público e, em determinados momentos, a novela infantil mexicana Carrossel (do concorrente SBT) e a então novela das sete, Vamp de Antônio Calmon, superaram o Ibope da novela. Desta vez, quem colaborou na condução da história foi Sílvio de Abreu, que deu maior agilidade, o que fez com que a trama fosse recuperando gradativamente a audiência. O Dono do Mundo teve média geral de quarenta e sete pontos, índice considerado baixíssimo para uma novela do horário nobre na época. O maior destaque da novela foi a elogiadíssima abertura, que mostrou imagens de Charles Chaplin no filme O Grande Ditador (1940).

A última obra da trilogia foi Pátria Minha (1994). A novela, que teve o título extraído do poema homônimo de Vinícius de Moraes, enfocou conflitos ideológicos como as questões da moradia, racismo, adultério, virgindade - já abordada em O Dono do Mundo - e primeira experiência sexual, uso de preservativos e diálogo familiar (pais e filhos). Pátria Minha teve média geral de quarenta e seis pontos, dez a menos que a antecessora, Fera Ferida, de Aguinaldo Silva, apesar dos percalços que a produção teve que enfrentar com os atores Vera Fischer e Felipe Camargo, então casados, que foram afastados do elenco, dentre outros motivos, devido a brigas e aos freqüentes atrasos.

A primeira minissérie escrita foi um dos trabalhos mais elogiados e bem-sucedidos: Anos Dourados (1986), dirigida por Roberto Talma. A trama, que foi posta no ar às pressas visando concorrer com o estrondoso sucesso Dona Beija da extinta Rede Manchete, também marcou o retorno às produções ambientadas nos anos 1950, realçado principalmente pela trilha sonora que trouxe diversas canções consagradas da época (escolhidos pessoalmente pelo autor, que pela primeira vez atuou também como produtor musical). Anos Dourados foi reprisada em 1988 e 1990 com cortes - alguns duramente criticados, inclusive na narração do encerramento, que não conta o destino dos personagens principais. A minissérie lançada em DVD em 2003, que não contém a íntegra da série mas é mais completo que a versão apresentada em 1990. Como parte das comemorações dos quarenta anos da Rede Globo, em 2005 o canal pago Multishow apresentou parte da série, também com cortes, sendo em relançado em DVD em 2006 com dois volumes pela Editora Globo.

A minissérie O Primo Basílio (1988), baseada no romance homônimo do escritor português Eça de Queiroz, marcou à volta ao trabalho com adaptações e às produções de época na carreira. A minissérie foi muito elogiada pela Federação das Associações Portuguesas e Luso-Brasileiras e criticada por alguns intelectuais que se opuseram à versão televisva do romance, abordando a cultura portuguesa da literatura de Eça de Queiroz. Quatro anos mais tarde, outra minissérie obteve relevante sucesso: Anos Rebeldes (1992), lançada em livro (com adaptação de Flávio de Campos) paralelamente à exibição na tevê, onde abordava a época da ditadura militar brasileira (1964-1985). Na minissérie, encontrou eco ao povo que ia às ruas pedir o impacheament do então presidente Fernando Collor de Mello, vivendo uma situação política semelhante à discutida na obra. A minissérie foi lançada em vídeo nos anos 1990 e assim como Anos Dourados, teve lançamento em DVD em 2003, também numa versão compacta, e exibição no canal Multishow em 2005. A última minissérie escrita foi a policial Labirinto (1998), protagonizada por Fábio Assunção e Malu Mader.

Ele também supervisionou o texto de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa na elaboração da sinopse e na construção do perfil dos personagens da novela Salsa e Merengue (1996). Além de participarem da minissérie Labirinto, Fábio Assunção e Malu Mader protagonizaram a novela Força de um Desejo (1999), ambientada no século XIX por decisão que a TV Globo tomou depois do grande sucesso de Chiquinha Gonzaga, de Lauro César Muniz, que se passava nessa mesma época. A novela também marcou a volta às produções de época no horário das seis da Rede Globo depois de oito anos. A última havia sido em Salomé (1991), de Sérgio Marques, cujo projeto projeto deveria ter sido desenvolvido por Gilberto, em 1978, tendo ele passado na época para o horário nobre, com Dancin'Days.
Em 1998, Gilberto Braga escreveu a sinopse intitulada Feliz Aniversário, projeto que acabou sendo abortado mas cujas tramas foram aproveitadas na minissérie "Labirinto". À mesma época, foi cogitado um remake da novela Dancin' Days, para comemorar vinte anos de sua estréia, mas por questões de inadequação ao horário disponível - 18 horas - este projeto também acabou sendo descartado pela Rede Globo.
Em 1988, Gilberto Braga escreveu a sinopse de Força de um Desejo juntamente com Alcides Nogueira, cujos títulos provisórios foram Amor Perfeito e Alto da Serra. À época, foram cogitados para o elenco Maria Zilda, Thales Pan Chacon, Castro Gonzaga e Denise del Vecchio.

Na exibição original, Força de um Desejo não alcançou o sucesso previsto, obtendo média geral de vinte e sete pontos no Ibope; segundo conta, o primeiro capítulo teria obtido 30 e o último 40 pontos. Porém, quando reprisada no Vale a Pena Ver de Novo, em 2005, a trama surpreendeu bastante em termos de ibope; inicialmente os números não foram tão espetaculares, pois oscilavam entre 14 e 17 pontos (isso se deveu ao fato de sua concorrente, a novela mexicana A Madrasta, do SBT estar nos últimos capítulos), mas, surpreendemente, os números subiram, passando a se manterem mais firmemente na casa dos 20 pontos, índice satisfatório para as tardes da Globo (foi nesse momento que a emissora diminuiu os cortes de algumas cenas). Alguns capítulos, quando reapresentados, até foram mais além e cravaram a mesma média de audiência que haviam conquistado quando foram originalmente exibidos, em 1999. A reprise foi a primeira novela com legenda para deficientes visuais.

Gilberto Braga é homossexual assumido e casado há 35 anos com o decorador Edgar Moura Brasil. Defende, contudo, que os atores homossexuais que tenham potencialidade para galã devem se manter no armário, para não perder o interesse do público feminino.
A novela Celebridade (2003), que teve o título provisório Fama, um instrumento de divulgação da novela onde o mundo ficcional era tratado como real, ridiculando e colocando em questão o que é ser célebre e o que é ser famoso.Essa novela foi escrita principalmente para comemorar os vinte anos de carreira da Atriz Malu Mäder, de quem o Autor é muito amigo. Na verdade, o suplemento era parte integrante da revista de famosos Quem Acontece. Celebridade teve a sinopse escrita originalmente em 2001, a exibição adiada e consistiu em uma espécie de revisão das antigas obras, com personagens com a mesma característica de outros escritos em trabalhos anteriores, atingiu uma média geral de quarenta e oito pontos, e com o último capítulo com 60 pontos, para revelar Quem matou Lineu Vasconcelos

O mais recente trabalho é Paraíso Tropical (levada ao ar entre 5 de março e 28 de setembro de 2007 com 179 capítulos, sendo portanto a produção do horário de menor duração dos últimos onze anos) - cujo título provisório era Copacabana, em referência ao bairro carioca, onde a história é ambientada e é escrita em parceria com o fiel colaborador Ricardo Linhares, mostrando a público temas importantes e polêmicos, como homossexualidade sem nenhum preconceito, turismo sexual, prostituição - já abordada em O Dono do Mundo, alcoolismo e windsurfe.

Paraíso Tropical é protagonizada por Alessandra Negrini (que passou cinco anos antes longe das novelas), que substituiu Cláudia Abreu, que teve de abandonar o papel ao se descobrir grávida - e Fábio Assunção. Marcou também a volta de Renée de Vielmond às telenovelas - a última da qual ela participou foi Explode Coração, de Glória Perez (1995), e de Daisy Lucidy cuja última foi O Casarão, de Lauro César Muniz. No elenco, Vera Holtz substituiu Joana Fomm na personagem Marion Novaes, pois esta última precisou se afastar por problemas de saúde. Cogitava-se o retorno de Joana Fomm à trama com outro papel. Porém, a hipótese acabou não se consolidando.

A novela seguiu o gênero habitual de suspense de novelas do Gilberto Braga. No capítulo 154 (exibido em quinta-feira, 30 de agosto), houve a morte de Taís Grimaldi (Alessandra Negrini), e o mistério foi levado até o final da novela, com a pergunta Quem matou Taís? Logo após do assassinato principal vieram mais perguntas, como Quem envenenou Marion Novaes? (no capítulo 171, de quarta-feira, 19 de setembro) e Quem matou Lutero? (Edwin Luisi - no capítulo 175, de segunda-feira, 24 de setembro) - todos cometidos sobre o mesmo assassino - Olavo (Wagner Moura).

Paraíso Tropical terminou com uma audiência quase que satisfatória, com média geral de 43,8 pontos, já que a média requisitada para o horário é de 40 pontos. Mas nem tudo foi tristeza. No tempo em que ficou no ar, foi o programa mais visto da televisão brasileira. Nos últimos meses da novela, ela manteve audiência exelente. Alguns dados do Ibope revelaram que se essa audiência dos últimos meses fosse também a audiência do começo, a media geral da novela rondaria os 47 pontos, índice ótimo para o horário. E o melhor de tudo: a novela foi indicada ao Emmy 2008 na nova categoria de melhor novela. O International Emmy Awards, ou simplesmente Emmy, é o equivalente ao Oscar da televisão internacional.

Sua próxima novela está prevista para o fim de 2010, a trama não tem sinopse ainda. Mas o autor já reservou alguns atores como Déborah Secco,Wagner Moura,Ana Paula Arósio,Selton Mello e Glória Pires.


wikipédia

Sem palavras... - Um vulto para ser lembrado !


Foto do acervo de Joaquim Pinheiro

Rocambole de batata com carne moída - receita prática !


Ingredientes :

1/2 kg de batatas
3 gemas
4 colheres (sopa) de farinha de trigo
4 xícaras (chá) de leite
4 claras batidas em neve
1/2 xícara (chá) de queijo parmesão ralado
300 g de carne moída refogada
Molho de tomate
Sal a gosto

Modo de Fazer:

Cozinhe as batatas em água e sal. Escorra e passe pelo espremedor. Misture as gemas com a batata. Junte aos poucos a farinha de trigo, alternando com o leite. Acrescente as claras batidas em neve, sal e o queijo ralado. Misture bem. Coloque numa assadeira retangular untada. Leve ao forno e deixe assar. Tire do forno e vire sobre um pano de prato úmido. Recheie com o refogado de carne moída e enrole como rocambole. Coloque molho de tomate por cima, salpique com queijo ralado e leve ao forno para dourar. Sirva quente.

O Signo de Escorpião - 23 de Outubro a 21 de Novembro

Príncipio: Passivo
Dia: Terça feira
Elemento: Água, Fixa
Pedra: Granada
Parte do corpo: Órgaos genitais e sistema reprodutor
Metal: Ferro
Estação do ano: Primavera (Hemisf. Sul)
Côr: Preto e tons de vermelho
Planeta Regente: Marte e Plutão
Incensos: Eucalipto
Escorpião: O dom da finalidade
Comportamento Geral :
A finalidade através da transmutação.

Como dizia Descartes:"Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma."
Pois bem, cabe a Scorpio este olhar de águia que percebe aquilo que se transmuta.
A finalidade que se encontra na essência primordial da vida.

A personalidade Escorpião é a essência do mistério, daquele olhar magnético que te atravessa e te desnuda até a alma.

Nada é superficial com Escorpião.
Aliás, a personalidade Scorpio despreza qualquer coisa próxima ao supérfluo ou mesquinho.

Escorpião legítimo é aquela pessoa oculta num canto da festa que chama a atenção de todos.
De atitude e roupa discreta, não se move - desliza, fala baixinho e você não sabe porque quer ouvir tudo o que êle tem a dizer.

O Escorpião muitas vêzes também não sabe porque - mas êle lida sempre com poder.
O poder da percepção, o poder da intensidade emocional, o poder material, o poder do oculto e, finalmente, as vezes, o poder pelo prazer do poder.

Liderar para o Escorpião é quase que uma sina.
Talvez a sua postura de auto-controle que dá a parecer que nada o abala, o comportamento de discreção e silêncio que transmite confiança e auto-domínio - todos pequenos comportamentos que acabam arrastando a personalidade Escorpião exatamente para onde êle não quer ser lançado: bem alí - no meio de suas próprias intensidades e contradições.

Nada é banal com um Scorpio - esta palavra simplesmente não consta de seu vocabulário.
Sua vida é muito vivida através dos extremos: oito ou oitenta.

Assim. De preferência com poucas palavras - é mais impactante.

Aliás, se eu realmente quiser descrever a personalidade Escorpião, é melhor não falar muito.
Eles não admitem invasões em seu mundo.

O signo de Escorpião e a Amizade
É muito melhor ter um amigo Escorpião do que um inimigo do mesmo signo.

São ótimos amigos.
Sempre prontos para ajudar - êles tem uma capacidade incrível em analisar corretamente os acontecimentos de sua vida.

São capazes de te defender com unhas e garras, caso algum inocente infeliz faça alguma brincadeira a seu respeito que não o agrade.

O signo de Escorpião não é de quantidades - ele busca suas amizades pela empatia mental.
Muito menos, não é de bajulações ou de presença constante.
Ele considera que isto não é ncessário - seus elos de amizades são calcados na confiança mútua.
Por vêzes é difícil convencê-los da reciprocidade. Scorpio nunca confia plenamente.
Caso o Escorpião se decepciona com a amizade, êle simplesmente rompe e se puder - esquece de sua existência.

O signo de Escorpião e o Amor
Pode não parecer, mas a verdade é que os Escorpiões são amantes românticos e sonhadores.
Buscam pela alma gêmea.

O duro é convencer um Escorpião a revelar o amor que sentem.
Chegam a optar por por aquele amor platônico, distante, silencioso e suspirante.

Quando se envolvem, se entregam totalmente.
Capazes de renúncias e sacrifícios pela pessoa amada.
Acreditam no amor eterno, e, por isto mesmo, são tão cativantes.

Gostam de pessoas tranquilas e discretas.

O Scorpio tem muita necessidade de fidelidade, daí a lendária fama de ciumento.

Magias do bem para o dia das bruxas




"Magia para Fortalecer a Aura

Materiais:
Uma vela branca e um incenso de mirra

O que fazer:

Construa um circulo mágico e acenda a vela e o incenso. Fique dentro do circulo voltada para o norte. Usando o dedo do meio da sua mão esquerda, toque seu terceiro olho e diga: ”Espírito da lua”. “Depois toque seu “estomago e diga:” Espírito da terra.” Depois toque seu ombro direito e dia: “ Espírito do mar.” Depois toque no seu ombro esquerdo e diga:” Espírito do sol.”.

Depois junte as mãos como se fosse rezar e aponte para cima com os braços esticados e diga:

“Grande mãe, criadora de tudo, Que o poder de seu amor fique comigo para sempre e faça crescer minha aura com força e poder. Que assim seja, amem.”

Visualize sua aura crescendo e brilhando como ouro e atraindo vibrações positivas. Abaixe as mãos e feche o circulo mágico.

Receita mágica para atrair paz mental.

Materiais:
4 pimentões verdes
1 pepino
1 colher de sobremesa de azeite
1 pedaço de queijo Feta
1 folha de salsa bem picadinha

O que fazer:

Corte a cabeça das pimentas e tire as sementes de dentro, cuidado para não estragar a forma da pimenta. Grelhas até a pele ficar preta. Retire a pele tente deixá-la o mais redondo possível. Reserve.

Descasque e corte o pepino e misture como queijo e a salsa. Depois coloque tudo dentro do pimentão. Enquanto estiver preparando a receita, pense em coisa positivas e tenha pensamentos felizes. Rege-os com o azeite e coloque na geladeira.

Quando você estiver pronta para usá-lo, tire os da geladeira e comece a comer bem devagar. Concentre-se no sabor do pepino e da salsa, tente relaxar e acalmar sua mente, por esse momento não pense em mais nada, só em coisas boas.

Para atrair sucesso

Materiais:
1 vela azul
7 gotas de óleo de olibano
1 pedaço de pedra amestista

O que fazer:

Usando um palito de dente ou uma faca, escreva seu nome (descendo na vela), do outro lado escreva o sucesso que você precisa.
Pingue as 7 gosta de olibano no topo da vela e acenda a vela. Quando a vela começar a queimar os escrito, como cuidado pingue um pouco de cera na pedra ametista.

Deixe a vela terminar de queimar até o fim, e ande com a ametista até conseguir o sucesso esperado. "

Bruxas do bem - Liliane Oraggio Cocchiaro

(Para as solteiras)
Banho de purificação, uma técnica de meditação e sortilégios de uma bruxa da tradição wicca para atrair amor. Confira as receitas!

Reportagem: Liliane Oraggio Cocchiaro
Feitiços sedutores da sacerdotisa da wicca Dayne Anglius Dosken
Para atrair o Amor
"Se vai à caça sem se preparar, pode atrair gente errada. Essa prática serve para poder perceber qual é o homem certo para você, aquele que vai corresponder a atração física e emocional. Todos os feitiços devem ser feitos às sextas feiras, de preferência na Lua Crescente ou Cheia."• Numa tigela, coloque um litro de água fria e um punhado de pétalas de rosa cor-de-rosa. Deixe descansar por meia hora. Tome um banho de banheira ou chuveiro. Depois, passe óleo de rosas (ou aquele que preferir) por todo o corpo, para que a pele fique bem macia. Em seguida, mexa na água com as rosas, fazendo círculos no sentido horário e mentalize que aquele perfume vai atrair relacionamentos positivos, vai transformar você numa pessoa mais atraente e agradável. Imagine que você já está com aquela pessoa desejada, que ela está feliz por estar a seu lado. Se não tiver ninguém em vista, imagine o homem ideal para você, com todos os detalhes. Mentalize que, além do envolvimento físico, a relação tem alegria, sinceridade e que os dois estão felizes. Imante a água e as rosas com essas energias positivas. Depois, jogue-as no corpo, do pescoço para baixo. Espere secar naturalmente e vá ao encontro do seu amor.
Revista Cláudia

Pensamento para o Dia 31/10/2009


“Quando a adversidade o esmaga, saiba que ela é conseqüência de suas próprias ações passadas. Não culpe o Senhor ou se queixe d’Ele. Não dê atenção aos problemas ou os considere como tal. Ao invés disso, envolva-se em servir aos outros e desenvolva ações meritórias. Continue confiando no nome do Senhor como apoio. Esse é o sinal da sabedoria.”

SATHYA SAI BABA

Vamos identificar as garotas da foto!


Você conhece alguém desta turma?
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O amor segundo Carlos Drummond de Andrade

Calendários

Assis Lima

Quando menino, ainda no sítio Altos,
eu me apaixonava a cada ano pelas lindas,
encantadoras meninas que adornavam os calendários.
Encantos que pairavam além,
muito além daquela serra que azulava no horizonte,
encantos dos quais eu nem via o azul,
não sobravam para o meu bico.
Eram aparições.
Não via seus pés, mas deviam tê-los,
delicados como os sapatinhos de Alice,
e se já fossem mulheres e não lindas meninas,
seriam decerto belas como as três mulheres do sabonete Araxá.

Perdido em dobras de antigos calendários,
não te reconheci.
E tu me apareceste.

Saci- Pererê - Monteiro Lobato




Saci Pererê
Moleque peralta
Perdeu uma perna
Não tá nem aí...
Vive aprontando
Fazendo arruaça
Pulando as cercas
Pra roubar caqui...
Vermelho é seu gorro
Na boca um cachimbo
Um sorriso maroto
De menino ou de quê?

Um dia te pego
Numa roda de vento
Te boto num vidro
De castigo, lá dentro...

Mas fazer o que com o diabinho trancado?
Que triste vai ficar a floresta sem você...
E pro caboclo explicar...
Vai ficar complicado...
O alvoroço das galinhas,
O sumiço das porquinhas...
Se não foi o Saci
Quem esteve por ali?


Pererê!
Peraí!
Eu sei do seu vem e vai com o vento...
Mas com o tempo, também me acostumo a correr...
Só não bote a carapuça
Para que eu possa te ver!
E lembre-se de rir bem alto, mata adentro
Ouvindo sua risada
Não me perco de você!



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Dona Alderi Borges - Um anjo que voltou pro céu- Por Socorro Moreira


Os adeuses são inevitáveis. Depois de um estágio sobre a terra, os anjos são convocados de volta.
Hoje foi o dia de ascensão da Dona Alderi. Encontrei-me com Francíria Alencar, nessa despedida. Não falamos do passado, nem do tempo de crianças ...Falamos de Doma Alderi.
Sendo sogra de Samira ( sobrinha querida), e mãe de Rui , avó de Juan ( todos gente do meu coração), essa morte me tocou. Francíria revelou-me que ela era uma grande artista. Foi sua professora de pintura, e exigia perfeição dos alunos. Tudo que fazia era com muito capricho e apuro. Cozinhar também... Era umas das suas artes. E a gente fica pensando na grande saudade dos que conviveram com essa mulher , numa maior proximidade. Que ela nos ilumine lá de cima. Ilumine de arte, os que ficaram, e proteja seus entes queridos.
Quando abracei o Rui, seus olhos me falavam de saudades, e de uma tristeza infinita. Que ele encontre em Deus, o seu conforto !

Onde andará o meu doutor ? - Tatiana Bruscky - Colaboração de Rosa Guerrera


Sou suspeita para falar sobre Tatiana Bruscky.Suspeita porque nossa amizade já ultrapassa os vinte e cinco anos, e a Taty ( como carinhosamente a chamo) é muito mais que uma amiga , irmã, confidente e leal.Não pretendo também falar nos seus predicados como prestimosa médica , atenciosa e humana. Prefiro falar sobre a Taty poeta que exprime em cada sorriso um verso de amor .E sem pedir a permissão a essa querida mana amiga, faço questão de publicar uma das crônicas escritas por ela que mais me marcaram .E tenho certeza de que todos apreciarão a sua verdade, aplaudindo de pé a realidade dos dias de hoje .
(Rosa Guerrera)

ONDE ANDARÁ O MEU DOUTOR ? ( TATIANA BRUSCKY)

Hoje acordei sentindo uma dorzinha,
aquela dor sem explicação, e uma palpitação,
resolvi procurar um doutor,
fui divagando pelo caminho...
lembrei daquele médico que me atendia vestido de branco
e que para mim tinha um pouco de pai, de amigo e de anjo...
o Meu Doutor que curava a minha dor,
não apenas a do meu corpo mas a da minha alma,
que me transmitia paz e calma!

Chegando à recepção do consultório,
fui atendida com uma pergunta:
“Qual o seu plano? “
Ah, o meu plano é viver mais e feliz!
é dar sorrisos, aquecer os que sentem frio
e preencher esse vazio que sinto agora!
Mas a resposta teria que ser outra...o meu plano de saúde!

Apresentei o documento do dito cujo
já meio suado, tanto quanto o meu bolso, e aguardei...
Quando fui chamada corri apressada,
ia ser atendida pelo Doutor,
aquele que cura qualquer tipo de dor,
entrei e o olhei, me surpreendi,
rosto trancado, triste e cansado...
será que ele estava adoentado?
é, quem sabe, talvez gripado
não tinha um semblante alegre,
provavelmente devido à febre...
dei um sorriso meio de lado e um bom dia...
Sobre a mesa, à sua frente, um computador,
e no seu semblante a sua dor,
o que fizeram com o Doutor?

Quando ouvi a sua voz de repente:
O que a senhora sente?
Como eu gostaria de saber o que ELE estava sentindo...
parecia mais doente do que eu, a paciente...
Eu? ah! sinto uma dorzinha na barriga e uma palpitação
e esperei a sua reação,
vai me examinar, escutar a minha voz
auscultar o meu coração...
para minha surpresa apenas me entregou uma requisição e disse:
“peça autorização desses exames para conseguir a realização”...
quando li quase morri...

Tomografia computatorizada, ressonância magnética e cintilografia !

ai, meu Deus! que agonia!
eu só conhecia uma tal de abreugrafia...
só sabia o que era ressonar (dormir),
de magnético eu conhecia um olhar...
e cintilar só o das estrelas!
estaria eu à beira da morte? de ir para o céu?
iria morrer assim ao léu?
naquele instante timidamente pensei em falar:
terá o senhor uma amostra grátis
de calor humano para aquecer esse meu frio?
que fazer com essa sensação de vazio? e observe, Doutor,
o tal Pai da Medicina, o grego Hipócrates, acreditava que
A ARTE DA MEDICINA ESTAVA EM OBSERVAR.


Olhe para mim...
bem verdade que o juramento dele está ultrapassado!
médico não é sacerdote...
tem família e todos os problemas inerentes ao ser humano...
mas, por favor, me olhe, ouça a minha história!
preciso que o senhor me escute, ausculte
e examine!

Estou sentindo falta de dizer até aquele 33!
não me abandone assim de uma vez!
procure os sinais da minha doença e cultive a minha esperança!
alimente a minha mente e o meu coração...
me dê, ao menos, uma explicação!
O senhor não se informou se eu ando descalça... ando sim!
gosto de pisar na areia e seguir em frente
deixando as minhas pegadas pelas estradas da vida,
estarei errada?
ou estarei com o verme do amarelão?
existirá umas gotinhas de solução?

Será que já existe vacina contra o tédio?
ou não terá remédio?
que falta o senhor me faz, meu antigo Doutor!
cadê o Sccot, aquele da Emulsão?
que tinha um gosto horrível mas me deixava forte
que nem um Sansão!
e o Elixir? Paregórico e categórico,
e o chazinho de cidreira,
que me deixava a sorrir sem tonteiras?
será que pensei asneiras?

Ah! meu querido e adoentado Doutor!
sinto saudades
dos seus ouvidos para me escutar,
das suas mãos para me examinar,
do seu olhar compreensivo e amigo...
do seu pensar...
o seu sorriso que aliviava a minha dor...
que me dava forças para lutar contra a doença...
e que estimulava a minha saúde e a minha crença...
sairei daqui para um ataúde?
preciso viver e ter saúde!
por favor, me ajude!

Oh! meu Deus, cuide do meu médico e de mim,
caso contrário chegaremos ao fim...
porque da consulta só restou uma requisição
digitada em um computador
e o olhar vago e cansado do Doutor!
precisamos urgente dos nossos médicos amigos,
a medicina agoniza...
ouço até os seus gemidos...

Por favor, tragam de volta o meu Doutor!
estamos todos doentes e sentindo dor...
e peço, para o ser humano, uma receita de calor,
e para o exercício da medicina uma prescrição de amor!

O sofista.

Eram mais ou menos sete e meia da noite quando seu Bartolomeu sentava-se em frente a TV. Tinha acabado de jantar e ele, ainda com seu rosto grave, cansado, sombrio. Assistia TV e tentava ler o jornal ao mesmo tempo. Dizia-se que seu cérebro tinha um fluxo de informações um pouco além do normal. Não era mais um inteligente, desses dedicados que encontramos por aí. Era realmente um homem culto, porém, rigoroso, de pouca conversa.
Sandra, sua filha, descia a escada arrumada para sair com as amigas. Esse era o pretexto. Sempre o mesmo. Cínico e vulgar até na idéia do engano. Não havia uma variação em suas mentiras, era sempre a mesma: - Vou sair com as meninas. Neste sair, ninguém sabia para onde. Se era para tomar um sorvete ou se iria a Plutão, tanto faz. Sandra ia sair e não era para ser questionada. Pelo menos era assim que ela sonhava, mas daí para realidade era um tanto diferente. Era mastigada diariamente pelo intelecto frio de seu pai, que extraia da menininha tola a verdade como que toma o doce de uma criança. Ele mesmo dizia para si em silêncio: - Minha tolinha é uma sofista! Quem diria? Assim ele mesmo ria das mentiras de Sandra, divertia-se um tanto, era verdade, mas jamais ninguém saberia desses segredos brincando nas câmaras mais abissais do seu íntimo.
Ao ouvir as sandálias estalarem piso de taco da escada e o perfume incomum o velho Bartolomeu fala como se recitasse um poema em voz alta:
- Você é a primeira pessoa que vejo que gosta de arrumar-se tanto para assistir TV com o pai!
Ela, estática, sente vibrar cada palavra como uma flecha. Não sabia o que dizer ao seu pai e já tinha de imediato, a idéia de sair de casa, aniquilada. Mesmo que tentasse retrucar a oratória seria um tropeço de contradições que nunca escapavam a mente atenta de seu pai. Percebendo o velho o efeito que tinha causado, emendou:
-Ou arruma-se para estudar...que confesso que é um tanto nobre!
Cada palavra do velho era um tanto profética, pesava no ar, infestava o ambiente de tal forma que até as paredes se constrangiam. Sandra após suspirar, desde as escadas e agindo pelo orgulho, que é bem provável que tivera herdado do pai cospe:
- Vê-se que o senhor não abre mão do direito do erro. O faz quase por profissão. Desci apenas para ajudar a mamãe na cozinha.
Sandra tinha um veneno na língua que era divertido. Podia atingir realmente outro tolo como ela, mas não seu pai:
- Muito adiantada para o jantar de amanhã minha filha. Fico orgulhoso de você. Mas é melhor você jantar logo, e por aqui mesmo. Caso contrário ficará com fome, e, como já sabe, não vai sair.
Acabava de confirmar o que já sabia. As amigas a esperavam na porta, mas, desta vez não teria descanso. A mãe observava um tanto submissa a situação. Como era comum, não gostava de conflitos dentro de casa e sempre era ela que harmonizava o clima denso que se disseminava na maior facilidade.
- Sandra, senta e vai comer um pouco. Deixa de conversar demais para evitar confusão. Se você estudasse direito não teríamos essas confusões aqui em casa.
Na ponta da língua escorre o veneno:
-É, seu meu nome fosse Kant ou Gasparov talvez o “povo” aqui dessa casa ficasse satisfeito.
No desespero da argumentação ela falava asneiras. Associava coisas sem nexo, mas que de certo modo, seu pai a admirava pelo modo como seu raciocínio se desenhava, mais movido pela fúria do que pela razão. Era como um quadro abstrato. Muitas vezes é até bonito pela violência das cores, mas muitas vezes incompreensível. A desgraça que ela achava terrível era aquele modo cândido que o pai falava. Parecia ter dois ou três cérebros: um para a TV que assistia, um para o jornal que lia e outro para respondê-la, que por sinal fazia com a maior facilidade. Ela que era um tanto “lógica”, sentia-se humilhada por isso. Justamente pelo fato de ser rebatida em suas palavras sem nem sequer merecer uma atenção maior.
Ao jantar, passa um bom tempo mirando aquilo que dizem ser tão importante para nossa vida que era sua família. Não se fala em família apenas pelos membros, mas sobretudo o lar. Essa palavra que contém tudo, desde os personagens, até as tralhas que os rodeiam e os compõem. Via em cada imagem da casa um rosto associado para ela. Aquela cozinha, com tolhas de plástico com estampas de peras, uvas e figos que nunca tinha comido, o fogão com os pés em ferrugem, a luz caravagesca entrando pela porta da cozinha vinda do quintal, as venezianas entreabertas. Tudo isso era sua mãe. Era meigo, romântico e ao mesmo tempo trágico, pois de imediato esse romantismo se defrontava:
- E a vida é só isso. Minha mãe nasceu para ficar fuçando aqui, numa cozinha, enquanto outros estudam, compram seus carros, viajam?
Essas reflexões provocavam certas violências internas. Algumas revoltas silenciadas, guardadas onde se pode guardar algum rancor do próximo, da vida, e até de Deus, como era o caso dela. No meio do jantar passa pela sala de repente em direção a porta. De imediato ouve a voz metálica do pai estalando pelas paredes até seus ouvidos. Quase um grito:
- Já falei que não vai! Volte e vá estudar.
Ela sorria como se desta vez tivesse uma adaga nas mãos:
- E qual o motivo digamos...filosófico, para que eu fosse estudar agora?
O velho prevendo algo que nunca tivesse ouvido, responde o de sempre, porém, desta vez com um certo temor:
- Para evitar ser essa mocinha fútil e contraditória como vem se mostrando. Como suas amigas que foram educadas como gado! Para evitar que me faça a mesma pergunta mil vezes...
Ela o sangra no pulso:
- Para evitar que seja uma qualquer numa cozinha, feito a mamãe?
A peçonha das palavras foi imediata. Ambos olhavam para a cozinha e lá estava a figura submissa da mãe a retirar do forno alguma coisa. O pai compreendera de imediato que fora atingido. O Cérebro trabalhava, mas as emoções confundiam-lhe. Antes que pudesse responder ela dá o último golpe:
- Boa noite sofista! Volto mais tarde. Não se preocupe.

Desafio - Verso e Prosa - Participe !!!



Se gosta de versos, verseje...

Se gosta de trovas, "troveje"...

Se gosta de prosa, proseie !!!

Olhe, observe e repare a foto e manifeste-se!

Pouso - Por Claude Bloc


Canto com a alma
E bordo meus versos
Nas partituras
Desenho com palavras
Meus sonhos imersos
Finjo espanto, ando descalça,
piso em flores, entorto caminhos.

Canto a vida,
espanto as dores
estico versos
encho balões.
E com meus sonhos
pouso aqui e acolá,
deixando
....... um
............ pouco
................. de mim
...................... em cada lugar.

Texto e foto por Claude Bloc

Victor Bloc - o mais novo artista do Cariricaturas - Por Claude Bloc

Eis o mais novo artista do Cariricaturas. É a sexta geração a gostar de usar a arte de pintar/desenhar e de se encantar com as cores.
.
Minha bisavó, Rosa Coblentz Boris, desenhava retratos e caricaturas. Minha avó, Huguette Bloc Boris, também fazia caricaturas e pintava com (giz) pastel - marinhas ou outras paisagens. Hubert Bloc Boris, meu pai, além de caricaturas, gostava de pintar telas com imagens abstratas. Na minha geração, Jacques e eu temos pendores para a pintura (sendo que Jacques -Daniel Boris - também trabalha com vários tipos de arte plástica). Daniela Bloc, minha filha, também desenha desde pequena. Gosta de desenhar caricaturas. Logo postarei algumas. Agora, vem meu netinho Victor e me mostra sua coleção de pinturas - que ele faz com muito esmero.
.
Victor tem apenas 4 anos e desde cedo aprendeu a reconhecer as cores e demonstrou também a vontade de usá-las com os dedinhos ou com pincéis. O interessante nisso é a mistura de cores e a escolha delas em seus desenhos: harmonizando-se ou contrastando. Há telas parecidas com as do vovô Hubert (risos)... Se não na técnica, mas na escolha das cores. A primeira delas tem as cores exatas de uma tela de Hubert Bloc.

Victor Bloc

Tela 1

Tela 2

Tela 3

Tela 4

Texto e fotos por Claude Bloc

Antenógenes Silva - Por Norma Hauer



Ele nasceu em 30 de outubro de 1906, em Uberaba-Minas Gerais. E daí?
Daí que estudou música, virou acordeonista e compositor. Para onde ia levava aquele pesado acordeon e gostava de contar histórias de sua vida.

Conheci-o em 1976 no programa "Sala de Visita", que Raul Maramaldo apresentava na Rádio Rio de Janeiro.
Foi quando contou uma história referente à melodia de "Saudades do Matão", gravada por Carlos Galhardo e em cuja etiqueta do disco de 78 rotações consta os nomes de Jorge Galatti e Raul Torres, como autores. O mesmo ocorrendo no LP "Carrossel de Melodias", de 1958, também com Carlos Galhardo.

ATENÓGENES contou que compusera essa música em 1920, quando vivia em São Paulo. Afirmou que costumava executá-la nas festinhas infantis, por não ser, ainda, músico profissional.
Anos mais tarde, soube que ela havia sido gravada como sendo de Raul Torres(autor da letra) e Jorge Galatti, como compositor da música.

Entrou na luta pelo direitos autorais, provando ser o verdadeiro autor da música e que Jorge Galatti nunca compôs nada. Em gravações posteriores aparece seu nome como um dos autores.

Dentre as músicas de Antenógenes que receberam letra, a que considero mais bonita é "Uma Grande Dor Não se Esquece", gravada por Gilberto Alves.

Antenógenes Silva foi casado com Léa Silva, uma das pioneiras do rádio, onde apresentava um programa para mulheres, tal com Sagramour de Scuvero o fazia.

No final dos anos 30 eram as únicas mulheres locutoras de rádio.

Mas Léa Silva era química e lançou um produto "de beleza" de nome "Creme Marsília",
muito bom. Era um creme bastante agradável que deixava a pele fresca, limpa e hidratada...mas se deixava "bela" é outra história.

Mesmo após a morte prematura de Léa Silva nos anos 50, Antenógenes formou-se
em química e continuou produzindo o produto. Em homenagem à Léa, ele gostava de distribui-lo em suas apresentações em "Shows em rádios e teatros. 05:33 (20 horas atrás) Norma
ANTENÓGENES SILVA -2-
Impulsionou a carreira no rádio de inúmeros artístas entre os quais Jamelão, Dilu Melo, Gilberto Alves e as Irmãs Pagãs.
Foi o grande incentivador do chamado choro mineiro, mais chegado para a valsa.

Entre seus sucessos estão "Pisando corações", "Santa Terezinha", "Suely", "Uma grande dor não se esquece", e "Saudades de Matão", esta última, conforme já mencionado, em parceria com Raul Torres.

Recebeu na Alemanha o prêmio de maior sanfoneiro de oito baixos do mundo.

Faleceu em Minas Gerais, em 3 de março de 2001.

Tudo terminou em 29 de outubro... - Por Norma Hauer


Exatamente, foi a 29 de outubro de 1945 que o Estado Novo teve fim.

Sobre o Estado Novo, posso dizer que as as mudanças foram radicais porque Getúlio Vargas deu um golpe nos políticos que estavam "assanhados" esperando as eleições prometidas depois da aprovação da Constituição de 1934.

Getúlio fez sua própria Constituição em 1937. Começou uma demagogia com os trabalhadores que antes não tinham nenhum direito.Está doente? RUA! Com a criação das leis trabalhisras, as coisas foram melhorando e os trabalhadores humildes passaram a adorá-lo.

A censura porém foi violenta; tudo tinha de passar pelos censores do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda).
Na época eu era adolescente. Em 1937 tinha12 anos e não entendia o que estava acontecendo, mas meu pai era um admirador ferrenho de Getúlio. Era funcionário público tendo ingressado no serviço público por concurso. Getúlio estimulou os concursos públicos; antes só afilhados de políticos ingressavam nos órgãos públicos.

Com a censura os compositores perderam sua liberdade de criação . Palavras como ORGIA passaram a ser proibidas.

Havia um samba de Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti, gravado por Orlando Silva, de nome "Se a orgia se acabar". Com Orlando passou, mas quando os compositores ofereceram-no para Galhardo , tiveram de mudar o título para "Fui Traído" e dizer "se o samba se acabar". Aí passou.

Dizem que o samba “O Bonde de São Januário” seria uma exaltação à vadiagem e diria “o bonde São Januário leva mais um grande otário, sou eu que vou trabalhar” que teve de ser mudado para “o bonde São Januário, leva mais um operário, sou eu que vou trabalhar”. Não acredito muito nisso por causa da segunda parte da letra.

O povão cantava assim:"o bonde São Januário leva mais um grande otário p'ra ver o Vasco apanhar".

Carlos Galhardo gravou uma marcha de nome “Canção do Trabalhador”, exaltando o trabalho, que foi lançada em um comício que anualmente Getúlio realizava no campo do Vasco da Gama. Esse foi no dia 1° de maio de 1940.
Galhardo também gravou um samba de nome “Brasil, Brasileiro” que em sua segunda parte dizia:
“Brasil, meu Brasil de Caxias, herói consagrado,
Padrão de meu povo.
Brasil, meu Brasil tão querido,
Que espelhas no mundo, com o Estado Novo”...

Vê-se que as músicas exaltavam o país e o trabalho.

Durante a guerra, era a exaltação à possibilidade de se ir à guerra com prazer...

Galhardo gravou:

ESPERA MARIA
Se eu for para a guerra Maria,
Amor, não fique triste, não.
Eu volto, Maria, eu volto.
Eu volto pra pedir a tua mão...”

Quando os soldados voltaram foram recebidos com muitas festas e depois...
Muitos voltaram mutilados , todos desempregados e assim ficaram por muito tempo.
Isso é o que acontece com os "heróis da guerra". Seja ela qual for.

Aqui descrevi um pequeníssimo resumo do que foram os anos da Ditadura de Getúlio Vargas.

Diferente do tempo dos militares (entre 1964 e 1985) o povão do tempo de Getúlio o ADOROU.
Getúlio ficou, no total, 15 anos, primeiro como "governo provisório" depois como ditador.
Era o Chefe da Nação.

Com o General Gois Monteiro regressando do exterior dizendo:vim para o Brasil para acabar com o Estado Novo, começou aí o fim daquele longo período.

A imprensa ficou livre e denunciou o regime, mas Getúlio era amado pela classe trabalhadora, principalmente operários, mesmo assim foi destituído em 29 de outubro de 1945

Mas foi esquecido? Não! O povão gostou? Não!

Lá de São Borja, sua terra natal, no Rio Grande do Sul ele disse: VOTEM EM DUTRA!.
E Dutra foi eleito.

E não terminou aí.
5 anos depois apareceu um movimento de nome "Queremismo", que dizia:"Queremos Getúlio".

E Getúlio voltou, desta vez eleito Presidente da República.

O que aconteceu depois? O que houve em 1954?
Essa é outra história.

Albertinho Fortuna - Por Norma Hauer


Ele nasceu em Portugal em 28 de outubro de 1922, mas com seis meses veio com sua família de mudança para o Brasil, indo residir em Niterói, onde viveu toda sua vida. Seu nome ALBERTINHO FORTUNA.

Como desde menino gostava de cantar, foi levado , com 7 anos, à Rádio Mayrink Veiga, onde César Ladeira o denominou:"o Garoto que vale ouro".

Pode-se dizer que foi com essa idade que se iniciou profissionalmente, visto que se apresentou outras vezes na então PRA-9, fazendo, posteriormente, parte do Programa Infantil, da Rádio Guanabara, dirigido por Cristóvão de Alencar, onde também se apresentava Lourdinha Bittencourt. Daquele programa, os que se tornaram adultos e continuaram no ramo foram exatamente Albertinho e Lourdinha.

Fez parte do grande "cast" da Rádio Nacional, onde, com Paulo Tapajós e Nuno Roland, formou o Trio Melodia que se apresentava no programa "Um Milhão de Melodias"e "abria" o Museu de Cera.
.
Não foi daqueles que mais se destacaram naquela Rádio, que por possuir o maior "cast" dentre as rádios da América do Sul, não podia dar o mesmo destaque a todos seus artistas. Ainda assim, como componente do Trio Melodia sua participação
na PRE-8 teve grande repercussão.
Foi Albertinho quem gravou a "Marcha dos Gafanhotos", de Frazão e Roberto Martins,
, que representou seu maior sucesso carnavalesco.

Já na fase dos LPs gravou versões de tangos famosos em "Tangos de Ontem e de Hoje" e "Tangos Inesquecíveis" , marcando sua carreira também como cantor desse ritmo, não ficando atrás de alguns cantores argentinos.

Albertinho Fortuna faleceu em 31 de dezembro de 1997, em Niterói.

Almoço na casa de Camila Arrais (Fortaleza - CE) - Por Claude Bloc

Camila Arrais

Camila Arrais, conheci na casa de Magali ano passado. Vinha saindo de um momento doloroso em sua vida e, ainda com olhos nadando em saudades, cativou a nós todos que estávamos presentes na casa de Carlos Eduardo e Magali, para um almoço. Saímos ganhando nessa troca pois sucumbimos à sua doçura e à sua prosa suave e gentil.

Para mim, um afeto novo. Como se houvera ganho uma filha. Algo que acontece inexplicavelmente em nossa vida. Acho que essas pequenas peças que nos pregam lá “de cima” e que se incorporam ao nosso destino... Ela precisando conversar para exorcizar uma passagem de sua vida. Eu ganhando uma fã pelos meus escritos em Blogs Cratenses.
.
Vista para o mar

Claude e Magali (brincadeira diante do espelho)
.
Pois é, diferentemente do que costuma acontecer, não nos desligamos depois desse dia, mas a vida, o trabalho, os filhotes dela, os netinhos meus, viagens minhas... a gente não havia tido mais a oportunidade de um reencontro.

Dia das crianças, porém, liguei para Camila. Ela me acolheu gentilmente e idealizou este encontro que ocorreu hoje em sua casa.

José Milton & Gláucia
.

Carlos Eduardo, Magali, José Milton e Gláucia (seus pais), Camila e eu nos reunimos para um delicioso almoço em seu apartamento, no 17º andar, com uma linda vista para o mar.
. .
Magali e Carlos Eduardo

Muita prosa, como manda o figurino

Prosa vai, prosa vem, o assunto tinha que passar pelo Cariricaturas. Óbvio!

Levo-os, então à casa de Camila - para esse almoço regado a vinho e aos sorrisos gentis da família que nos acolheu.

Um abraço e um agradecimento de coração a você, Camila e a José Milton e Gláucia pelo presente que me deram sem saber.

Claude Bloc

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O VAQUEIRO CEARENSE - Nilo Sérgio Monteiro


Cearense...
Cara enrugada
Pensativa, nostálgica.
Viajando num pau de arara.
Gosto da terra na boca
Mãos molhadas de suor
E a fé no “padim ciço”.
Mãos calejadas, terço na mão,
cantigas e orações.
Mãos de aço de vaqueiro valente
Olhos profundos ,negros como a noite
Cara curtida, retalhada a ferro e espinhos.
Do alto do seu cavalo,
Na sua armadura de couro
Descansa seu olhar de prata
Sobre a caatinga que domou.

OLHOS VERDES, VERDE MAR...

OLHOS VERDES, VERDE MAR...


Fico aqui sentado olhando este por do sol
E as ondas batendo com ritmo nas rochas próximas.
Verdes mares, brancas espumas que se formam
Nas rochas e respingam meu rosto.
Sol magnífico, incendiando o céu azul de vermelho e
Laranja em vários tons.
Lembro teu olhar que penetrei até me perder
Doce verde, teu olhar me fez escravo,
E me seduziu.
Hoje este olhar está no mar a me perseguir
Tão grande vasto verde mar.
Teu olhar, oceano de prazer e de saudades!
De lembranças, bolhas de champagne
A dançar loucamente em minha cabeça.

Exercício de Energização.

Os participantes deitam-se de costas para o chão, num clima de silêncio, atentos ás instruções:
"Sinta a energia VERDE fluindo da mão DIREITA que cura e nutre. Da mão EsQUERDA vem a energia ROSA que relaxa e aconchega. VERDE é uma cor que nutre.É o aspecto da cura e nutrição. Dá harmonia e ajuda a desenvolver compaixão.Ajuda a ter uma comunicação
simpática com tudo o que a circunda.Dá novas energias.

A vibração suave do Rosa ajuda a relaxar totalmente.Dá sensação de amor e
carinho, como de uma criança.
Sinta estas duas energias fluindo de suas mãos para o coração.
E sinta como todo o seu corpo vai sendo preenchido com a energia destas duas cores.
Tome algum tempo para você agora, e veja o que você não aceita em você mesmo.
O que quer que seja, veja isso, imagine isso como um bloco de gelo.Você não aceita o bloco de gelo, e lança sobre ele a energia verde e rosa do coração, então ele se derrete e se converte em água cristalina, agradável, aceitável. Deixe a respiração sair pela boca, abrir-se mais. Como se em cada inspiração você abrir-se mais as portas do coração. Não tenha medo de abrir as portas demais.Permita a respiração ser mais forte, volte a respirar normalmente e visualize um botão de rosa que se abre a cada inspiração. Veja uma rosa se abrindo, florindo ( mais ou menos
uns 15 a 20 minutos).
Alongue-se. Abrace a si mesmo." Nota: faça esse exercício quando estiver se sentindo desenergizado(a) ou cansado(a), pois ele serve como energizador, relaxante e pode até provocar uma pequena Catarse.
Abraços: Liduina Belchior Vilar.

Repentes inspirados no poema de Stela : Essas Mulheres



Fantástico !
Sabe aquele riso feliz?
Não pela tua solidão( tão minha...) mas pela arte expressa, bem dita !

Às vezes brinco com elas, me vejo nelas, arquétipos , onde sou mais cinderela , sem final feliz. Minhas esperas adormecem uma vida, e acordam , sem as chegadas prometidas.
Ísis sem Osiris, esperando um plano eterno de refazimento, já que a alma não se aparta do amor que é terno !
Assim caminha a humanidade... Num labirinto de paixão , num clima de guerra e paz, ao som da melodia imortal, com música e lágrima . Em casa blanca, a gente espera o último pôr-do-sol, que o poderoso chefão , nos prepara e guarda ! Só faltou falar num raio de sol , que entra na minha varanda , e me acorda. Acaricia meu dia, e me faz acreditar que a liberdade é azul, que os brutos também amam, e que estamos a um passo da eternidade... E, se o vento levou meu amor, quando setembro chegar, um outro amor chegará, nem que seja de aldilá,porque o céu que nos protege , há de nos acobertar!
Pronto.Arrumei uns títulos de filmes pra animar esse encontro nos bastidores... O chão está cheio de pipocas. Só tá faltando a cajuína do Ceará !

Abraços, Stela, amiga !

Eis o poema

ESSAS MULHERES

Um dia abracei-me inteira com minha solidão
revelando-se-me Iracema com lábios cheios de amargor
e uma sucessão de mulheres surgiu então:
Rapunzel de cabelos curtos,
Isolda sem Tristão
Branca sem beleza de neve
(moça de chapéu desbotado)
clamando por Ariadne
(acordada sem fio condutor e amor de Teseu).
Mas surge Penélope
sem pretendentes
tecendo mortalhas
entrelaçando os fios
dos longos cabelos de
Madalena
sem os pés de Jesus para perfumar
irmã de
Perséfone o ano inteiro no reino de Hades
chamando Deméter
no mundo estéril, amarga, escondida.

Grito:
Onde está Beatrice?

E me vejo só. Sozinha
com a solidão da ausência dos mitos.
Desritualizada.
Dessacralizada.

A mulher e o espelho do tempo - Por Stela Siebra Brito

O poema que estou postando abaixo foi escrito já faz um bom tempo. Trago-o hoje em homenagem à minha querida amiga Socorro Moreira, após leitura do seu belo,leve e sincero texto "Meu nome é Dora".

DIZEI-ME ESPELHO MEU

Quem é essa mulher refletida no espelho?
No espelho do quarto,
no espelho da água do rio,
da água do mar,
da água da chuva.

Quem é esta mulher refletida no espelho de outros espelhos?

Que beleza maior o espelho não revelou?
Que grandeza maior ele ocultou?
Que sabedoria ficou atrás do reflexo do espelho?
Que riqueza guarda essa mulher?
Que mistérios guarda essa mulher?
De quantas máscaras já se desfez essa mulher?
E esse baú de reminiscências guardando véus, pedras e cartas?
Será de uma bruxa, de uma sacerdotisa, de uma orixá?
Ou tão somente de uma cidadã do século XXI?

O espelho responde de forma enigmática,
(afinal é o meu espelho!):
“A resposta está nos astros”.

Pandora que Hera Dora -Por Socorro Moreira - Para minha amiga Stela

Stela passou 4 anos para nos mostrar um poema primoroso. Eu passo só um instante, e me arvoro , sem ligar para a impureza dos meus versos... Confio na luz da compreensão ,que espelha, os que leem.

Essa mulher me estranha
quando penso que sou outra
Nos espelhos invertidos ,
imagens reveladoras
Na projeção de si mesma
descobre o quanto foi tola
Foi amante ,foi covarde ,
e foi procrastinadora.
O espelhou ofuscou
seu jeito de moura
Escondeu sua língua ferina ,
sua caixa de Pandora
Escondeu seu ventre de Hera
Sua espera ,
nas esquinas imaginárias
de uma esfera
Mistérios diluídos em quimeras
Mistérios escondidos
em verdades, que
os astros lhe disseram !
Véus guardados
depois da procissão de passos
Véus rasgados
depois de um último bolero
Naquele salão dos espelhos
sua imagem fundiu-se,
na fumaça das velas
A luz foi ficando parca,
como numa noite sem estrelas.

socorro moreira

Apenas um pássaro - Por Rosa Guerrera


Estava eu preguiçosamente sentada na varanda , absorta em meus pensamentos quando de repente observei um pequeno pássaro pousado numa folha de palmeira , a poucos metros de mim. Fiquei imóvel para não assusta-lo admirando a sua plumagem colorida, enquanto ele virando a cabecinha de um lado para o outro , parecia procurar alguma coisa. Imaginei como seria bom pudéssemos conversar ! Perguntaria talvez aquele pássaro de onde ele veio , o que pretendia passeando naquela folha de palmeira , tão distante talvez do seu ninho , dos seus companheiros ...De repente, ignorando certamente a minha presença , ele levantou vôo e eu acompanhei ainda imóvel a sua fuga pelo espaço, deixando no entanto dentro de mim a impressão de que um amigo viera visitar-me e que partira sem um gesto de “adeus”. Hoje lembrando o ocorrido , fico imaginando que como aquele pássaro , quanta gente entra e sai nas nossas vidas sem um gesto , um aceno ao menos de um “até breve’. E como num “tape” penso nas tantas pessoas que passaram também na minha estrada trazendo coloridos mil de plumagens tão lindas! Quantos passeios alegres deram dentro do meu coração ! Quantas canções cantadas aos meus ouvidos! Quantos vôos poéticos em direção a um céu azul !
E quantas partidas também repentinas sem o calor de um abraço, um aperto de mãos, um simples olhar de despedida .
Aquele pássaro realmente me fez hoje pensar na grande ciranda da vida , onde os pousos e os giros não possuem hora marcada para acontecer. E num minuto apenas , num simples minuto pode acontecer aquele encontro tão esperado , ou aquele adeus sem despedidas.Aquele pássaro merece hoje essa homenagem no meu blog !Quem sabe outro dia ele não volte a pousar na mesma palmeira !

Postado por rosa guerrera

no blog. flor da paz.

Respostas ao Desafio ...!


Não saberia envelhecer na beira da estrada ,

esperando um trem que não chega.

Não saberia envelhecer , sem meus chinelos, sem buscar um café.

Não saberia envelhecer , sem um rosário nos dedos , cantando versos.
.
Invejo os tênis , que ainda sentados, esperam ! ( socorro moreira)




Na minha opinião,senilidade não combina com tristeza.
Combina com sabedoria,com cabeça pro alto,
com ensinamentos,com risos ,com a paz,pois toda uma vida já quase se passou.
Mas também não combina com abandono e com pobreza.
Vamos amar nossos velhos sem distinção.Vamos,vamos... (Liduina Belchior Vilar)

O trem partiu
Levando alguém
Deixou a dor
De ser ninguém... (Ângela Lobo)

" Joga a rede no mar... deixa o barco correr " - Por Socorro Moreira

1979 a 2009 - 30 anos, num minuto.

Deixei Recife com uma dor sem avaliação. Decolei numa noite comprida, e aterrissei numa cidade estranha. Escolha aleatória, como ponto de recomeço : Fortaleza.

Luzes esparsas, lugar de exílio. Eu estava assaltada pelos letreiros luminosos do Recife; cortada por suas pontes ferrenhas; apaixonada pelos seus cais , e chorando os meus ais.

Quem me fez pensar em despedidas?

" Muda-se a cidade, mas não se muda o poço."

E o poço era profundo, escuro, viscoso. Quase não me devolveu ao mundo.

Fortaleza parecia uma noiva com suas roupas e lençóis de rendas. As noites eram provincianas . Violões, canções, e uma sucessão de dias amanhecendo.

Da minha janela eu viajava nas velas do Mucuripe, escutava os boémios do "Bar Santiago", e esticava o pensamento até alcançar o "Nick Bar”, "Tia Rosa”... A música era sempre um convite a entrar na roda, a contar histórias. Embriagada das noites, eu molhava as emoções nas águas do mar; suspirava valsas, choros e antigos sambas . De Kalu para trás, aceitava o desafio... Domínio de letra e melodia, além da frase principal, que condensava a canção : “... Joga a rede no mar, deixa o barco correr...". Um desespero de vida ;uma responsabilidade mais pesada do que a minha própria alma. Um dia despedi-me do vivido. A vida tinha sugado parte da minha alegria. Perdera mais uma vez, um pseudo amor (às vezes a gente jura que encontrou!).
Mudei de estação. Estava outra vez, na estrada:
Cariri / Uberlândia
Uberlândia/Cariri
Cariri/Macaé
Macaé/Mauriti
Uma pressa desmedida; uma vontade incontida, que o futuro chegasse, e aposentasse as minhas asas cansadas. Mas não parei por ali...:
Mauriti/Bela Vista
Bela Vista/Bahia
Bahia/Friburgo
Friburgo/Paraíba
Paraíba/ Ceará... “Eu penei, mas aqui cheguei!
Cheguei aquietada . Desprendida de tudo , sem bagagens.
E aqui estou ... Nuvem de quase novembro.

Imagens de Abbey Road

Clique na imagem para ver como estar agora o mais famoso cruzamento de rua do mundo.

PAIXÃO - Por João Nicodemos

até suas
listas de compra




leio
emocionado




Nicodemos

Algumas bruxinhas do Cariricaturas

Bruxinhas existem , e são identificadas, ainda meninas ...
Elas vivem mexendo , no caldeirão do carinho...


Essa porção feminina , que provoca sortilégios, no universo.
Faltam as imagens de algumas , e de muitas , mas a energia está presente ...Como a de Maria Amélia, Glória, Amanda, Rosa Catarina ,Fátima Figueiredo , Angela Lobo, Aldenir Silvestre, Hermínia, Camila Arraes, Ângela Tavares , Teresa Abath ,Walda, Corujinha... por exemplo !

Rocambole de Chocolate Especial !

Ingredientes

Massa:

8 ovos
1 xícara de açúcar
1 xícara de farinha de rosca
1 colher de pó royal
1 lata de nescau ( pequena)

Recheio

1 lata de creme de leite sem soro


Cobertura :

1 lata de leite condensado
A mesma medida de leite de gado
1 colher de maizena
3 gemas

Finalização :

Chocolate granulado e cerejas.

Acompanhamento : Marshmallow

Modo de Preparo Massa:

Bater as claras em neve junte as gemas peneiradas, continue batendo para que fique em ponto bem firme
Junte aos poucos o açúcar e continue batendo, coloque aos poucos a farinha , o fermento e o chocolate.
Forre uma forma com papel manteiga previamente untada, com margarina e trigo
Asse em forno quente por 15 minutos em assadeira retangular
Após assar deixe esfriar
Espalhe o recheio sobre a massa assada, enrole o lado maior da massa
Use a cobertura.
Polvilhe com chocolate granulado, e decore com cerejas.

* Cobertura : fazer um creme com os ingredientes acima citados.


Marshmallow


Ingredientes


3 claras

1 xícara de açúcar

1 xícara de mel karo

1 xícara de água

1 colher de sopa de suco de limão

Modo de Preparo


Faça uma calda em fio com o açúcar, a glucose de milho, a água e o limão
Bata as claras em neve bem firme
Quando a calda estiver pronta, despeje-a ainda quente e em fio na batedeira ligada
Bata até ficar morno
Você verá que conforme vai esfriando ela vai ficando branca

Use em bolos, sorvetes ou em outra sobremesa
* Essa receita aprendi com Zélia Moreira , que aprendeu não sei com quem... É o carro chefe das nossas festas há 30 anos. Sem erros !

A Avidez humana! – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Desculpem-me. Sei que muitos dos leitores por aqui não gostam de futebol. Mas o assunto que pretendo repartir com os amigos é sobre o desejo insaciável por lucros, vitórias e glória. Para isso, ignoram-se os sentimentos de afetividades que nutre e engrandece as relações de amor. Chega-se ao extremo de escravizar o homem, se possível. Que tem o futebol a ver com tudo isso?

Apesar das relações de trabalho de um jogador de futebol profissional terem evoluído para melhor nos últimos dez anos, houve época em que o atleta era um verdadeiro escravo. Preso definitivamente ao clube, não lhe era facultado o direito de livre transferência ou escolha da equipe em que gostaria de jogar. Submetia-se a dias seguidos de confinamento, sem contatos com a família e o mundo exterior, numa ociosidade a que ainda hoje os dirigentes de futebol teimam denominar de concentração.

Em 1946, D’Ávila era um esforçado jogador de meio de campo de uma das quatro grandes equipes de futebol do Rio de Janeiro. Não chegou a integrar a seleção brasileira, mas era muito importante para o esquema de jogo do seu time. Era um desses jogadores que desarmam os ataques da equipe adversária e ajudam a empurrar o seu time para frente. Geralmente esse tipo de jogador passa despercebido aos olhos da torcida.

O time de D’Ávila estava concentrado desde a segunda-feira à noite num casarão da zona sul da cidade do Rio de Janeiro, preparando-se para um jogo decisivo do campeonato. A mulher de D’Ávila fora hospitalizada naquele mesmo dia, com uma estranha doença. Mas os dirigentes do clube não consideraram esse fato um motivo justo para dispensá-lo da concentração. Não podiam prescindir daquele jogador na equipe.

Semana inteira de treinos à tarde e o restante do dia na mais completa ociosidade. Naquele confinamento desumano, a nenhum atleta era dado o direito de sair à rua, visitar a família, ou ao menos usar o telefone.

No domingo pela manhã, dia do jogo decisivo, uma freira que trabalhava no hospital onde estava internada a mulher de D’Ávila, telefonou para a concentração procurando falar com o jogador. Disseram-lhe que ele não podia atender. “Por favor, digam a ele que o estado de saúde de sua esposa se agravou e ela pede desesperadamente para falar com ele.” Insistia a irmãzinha reforçando a urgência da presença do jogador.

Os dirigentes da equipe acharam por bem nada comunicar ao seu atleta para que nenhuma preocupação viesse prejudicar seu rendimento no jogo. Afinal, iriam enfrentar um dos mais fortes rivais.

Na tarde daquele ensolarado domingo, D’Ávila se esforçou como sempre era seu costume, contribuindo para vitória do seu time num jogo decisivo.

Somente quando a partida terminou, entre tapinhas nas costas, os dirigentes comunicaram a D’Ávila para ir ao hospital com urgência, pois o estado de saúde da sua mulher havia se agravado. Ele imediatamente enxugou o suor do corpo com uma toalha, trocou de roupa, sem ao menos tomar banho e foi de taxi, o mais depressa possível, ao hospital.

Lá chegando, a irmãzinha lhe disse: “O senhor não tem coração? Telefonei várias vezes desde a manhã de hoje. Sua mulher passou o tempo todo querendo lhe falar e somente agora o senhor chega aqui?” “Mas eu vim assim que me disseram. Estava no jogo e vim o mais rápido possível.” Disse-lhe D’Ávila preocupado. “Agora é tarde! Sua mulher faleceu às três horas da tarde.” Respondeu a freira. Ao saber dessa notícia, D’Ávila desmaiou, voltando a si, somente algum tempo depois.

O desespero tomou conta de D’Ávila. Voltou ao casarão da concentração e não encontrou mais ninguém do clube, somente o caseiro e sua mulher. Então, munido de uma barra de ferro destruiu tudo que havia pela sua frente, não sobrando nem portas, nem janelas.

No dia seguinte, durante o enterro, diante de dirigentes do seu clube e dos colegas jogadores, D’Ávila desabafava, acariciando o rosto frio da sua amada: “Não me deixaram te dar um último beijo, mas você está vingada.”

Por Carlos Eduardo Esmeraldo
(Adaptado de "Os subterrâneos do Futebol" de João Saldanha, p. 60; José Olympio Editora, Rio de Janeiro, 1980)

A Bruxa de Portobello - Paulo Coelho




Ela me dizia que estava aprendendo à medida que me ensinava.

Todos buscam um mestre perfeito; acontece que os mestres são humanos, embora seus ensinamentos possam ser divinos – e aí está algo que as pessoas custam a aceitar. Não confundir o professor com a aula, o ritual com o êxtase, o transmissor do símbolo com o símbolo em si mesmo.

Cozinhamos reclamando da perda de tempo, quando podíamos estar transformando amor em comida.

As coisas não são absolutas, elas existem dependendo da percepção de cada um.

Sugeriu que, pouco a pouco, começássemos a preparar terreno para dizer que ela tinha sido adotada. (...) a pior coisa que podia acontecer é que ela descobrisse por si mesma – passaria a duvidar de todo mundo. Seu comportamento poderia tornar-se imprevisível.

“Diante de mim havia duas estradas
Eu escolhi a estrada menos percorrida
E isso fez toda a diferença” (Robert Frost)

A música é tão antiga quanto os seres humanos. Nossos ancestrais, que viajavam de caverna em caverna, não podiam carregar muitas coisas, mas a arqueologia moderna mostra que, além do pouco que necessitavam para comer, na bagagem havia sempre um instrumento musical, geralmente um tambor. A música não é apenas algo que nos conforte, ou que nos distraia, mas vai além disso – é uma ideologia.

- Por que não me dá a comunhão?
(...)
- (...) a Igreja proíbe que pessoas divorciadas recebam o sacramento.
(...)
- Cristo disse: “Vinde a mim os que estão agoniados, e eu os aliviarei”. Eu estou agoniada, ferida, e não me deixam ir até Ele. Hoje aprendi que a Igreja transformou estas palavras: vinde a mim os que seguem as nossas regras, e deixem os agoniados para lá!
(...)
Penso que, ao sair da igreja, Athena pode ter encontrado Jesus. E, chorando, se atirou em seus braços, confusa, pedindo que lhe explicasse por que estava sendo obrigada a ficar do lado de fora só por causa de um papel assinado, uma coisa sem a menor importância no plano espiritual, e que só interessava mesmo a cartórios e imposto de renda.

Quando escrevo, quando danço, sou guiado pela Mão que tudo criou.

O caminho é mais importante que aquilo que a levou a caminhar.

Para aqueles que viajam o tempo não existe – apenas o espaço.

Desde épocas remotas os seres humanos tinham um ritual onde fingiam ser outras pessoas, e desta maneira procuravam a comunicação com o sagrado.

Quando vc dança, sente desejo? Sente que está provocando uma energia maior? Quando vc dança, existem momentos em que deixa de ser você?
(...) parecia entrar mais em contato comigo, o fato de estar seduzindo ou não alguém deixava de fazer muita diferença.
Se o teatro é um ritual, a dança também. Além disso, é uma maneira ancestral de aproximar-se do parceiro. Como se os fios que nos conectam com o resto do mundo ficassem limpos do preconceito e dos medos. Quando vc dança, pode se dar ao luxo de ser você.

Nos conhecemos quando nos vemos no olhar dos outros.

Procurei, eu mesma, os galhos maiores, e os coloquei por cima dos gravetos; era assim a vida. Para que pegassem fogo, os gravetos deviam antes ser consumidos. Para que pudéssemos liberar a energia do forte, é preciso que o fraco tenha possibilidade de se manifestar.