Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano Novo? - por Claude Bloc


Mais um ano termina. Por que todo mundo está reunido festejando? Pra que tanto sorriso aberto? Pra que tanto sonho disperso? Um ano é apenas a passagem de um dia para o outro e nem soltamos fogos todos os dias...

Eu, cá comigo, fico pensando: onde está a magia que morava dentro de mim? Onde está o mundo reluzente de energias cósmicas que formigava em minhas ansiedades? Onde estou?

Enquanto todos comemoram, estou aqui em silêncio isolada, ensimesmada, fazendo uma reflexão sobre meus dias passados, sobre minhas esperanças depositadas no futuro. Tento ver adiante a não consigo enxergar além do hoje lastimável. Da lágrima escondida. Do soluço sufocado.

Onde estão meus pais, meu eterno conforto? Onde estão os sorrisos tão puros e cheios de emoção a cada passar de ano? O que andei fazendo de minha vida se hoje estou aqui acabrunhada e só, isolada de todos e de tudo?
Creio ser o único ser vivente que não está vibrando com essa passagem e que espera o ano diante de um computador, teclando bobagens. Apenas esperando que o sol descortine o destino e me abra as portas para chegar ao sonho que sempre almejei...

Apesar disso, apesar de tudo, que 2010 seja um ano de sucesso e realizações para todos, inclusive eu!!

Meus abraços
Claude

Simpatias e encantamentos para o Ano Novo



stum.com.br/ta0
As simpatias funcionam?
Funcionam porque todo ato de vontade é uma forma de magia.
Magia é a capacidade de realização, que emana de forças psíquicas, que transforma em real uma vontade dirigida.

2010 será regido por VÊNUS
Vênus planeta associado a Afrodite - Deusa grega do amor e da beleza, protetora dos marinheiros.
Sua origem tem duas explicações: Pode ter sido filha de Zeus e da Titã Dione; ou ter nascido do mar em uma concha.
É o astro mais brilhante no céu depois da Lua e de Sirius e também conhecida como a “pequena benéfica”.
Símbolo: O circulo representa o espírito e a cruz está ligada à matéria, abaixo do espírito.
O espírito se expressa na forma criando vida.
Signos equivalentes: Libra (23/9 a 22/10) e Touro (21/4 a 20/5)

2010 - Regências e Correspondências.
• Venus: natureza fria, feminina, magnética polaridade yin
• Impulso: Social e amoroso
• Dia da Semana: sexta-feira
• Cores: Rosa e suas tonalidades
• Pedras: quartzo rosa, rodocrosita
• Animal: touro
• Aromas (Incenso e Perfumes): Rosa, Flor de Laranjeira
• Metal: cobre
• Elemento: terra
• Partes do Corpo: pescoço, rins e ovários
• Flores: Lírios, margarida, prímula, violetas, açucena, Iris
• Ervas: Mirra, Coentro, Malva; manjericão
• Verbos: Eu tenho – Eu atraio
• Palavra chave: amor, sensualidade, auto-estima

HANNIEL - Arcanjo de Venus
Salmos: 97 (Casais) 144 (Filhos) 114 (Família)

Normalmente aparece com um Pergaminho ou um Arco e Flecha ou ainda com uma Lanterna nas mãos. Foi mestre do Rei David.
Seu nome significa a Graça de Deus.
Dá emoção e amor para criar. Dá vida ao mundo do pensamento. Traz a luz do conhecimento de Deus até nós – Arcanjo da Salvação, da Alquimia, da Química das transformações.

Protege o Reino Mineral, a família e a flora. Chefe dos cupidos protege o amor. Hierarquia Principados – Ancoram com plantas e cristais, dão ao homem o domínio de todas as coisas. Controlam o reino vegetal.

Regente de Vênus e da sexta-feira, Sua cor é Rosa. Protege os nascidos sob os signos de Touro e de Libra. Atua em todas as formas de desequilíbrio emocional e desarmonia interior, promovendo o equilíbrio e Harmonia. É um arcanjo cuja força gera tanto amor que é capaz de abrandar até estados de fúria da natureza. Sua ação quando invocado desenvolve harmonia familiar, reconciliações de casais, relacionamentos entre pais e filhos, autovalorização e autoestima, promove fertilidade e instalação de amor universal. Protege os casamentos, os fetos, todos os que lidam com estética, beleza, arte, música, os costureiros, ourives e principalmente órfãos.

TÔNICA PARA 2010
• Desenvolver o amor em todas as formas
• Praticar a preservação e a auto-preservação
• Garimpar a diplomacia em todos os segmentos
• Patrulhar a harmonia em todas atitudes
• Cultivar a estética e a beleza
• Policiar a autoestima
• Agregar a alegria em todos os relacionamentos
• Realinhar normas de conduta visando o civismo


INICIAÇÃO
No dia 1º do ano, em qualquer hora que esteja tranqüila e serena, acender uma vela branca ou azul. Se solte, relaxe e olhe durante 3 minutos para a chama da vela e, em seguida, faça a seguinte prece de afirmação:

DEUS DE INFINITA BONDADE:
- Que eu seja banhada pela luz primordial
- Que eu esteja unida com a sabedoria Terra
- Que eu identifique meu espaço dentro do conceito cósmico
- Que eu tenha percepção das energias sutis
- Que eu seja um espelho da força do amor
- Que eu limpe as nuvens de minha visão
- Que eu saiba o que é preciso saber
- Que eu revele a verdade e o caminho mais sábio
- Que eu enxergue através da perspectiva superior
- Que eu aceite o ser humano sem julgamentos
- Que eu possa sempre manter a tolerância
- Que eu exerça o significado real do amor
- Que eu possa aceitar e usar minha própria força
- Que eu e meu Eu Superior atuem em conjunto
- Que eu mantenha sempre a calma interior
- Que eu respeite o livre arbítrio do outro
- Que eu tenha o equilíbrio entre as polaridades
- Que eu irradie luz através da própria força criadora
- Que assim seja e assim será! Sempre!

TAÇA DA PROSPERIDADE

Monte uma taça, mentalizando receber prosperidade da seguinte forma:
Deve ser uma taça transparente de vidro ou cristal, tanto pode ser em uma fruteira como uma taça de champanhe, depende do tamanho das pedras que colocar.
Por que a taça?
É o símbolo da receptividade do útero, da fecundidade.
É na taça que brindamos a felicidade e a vitória em todos os sentidos (casamento, nascimento, conquistas, entrada de ano novo, etc.).
Tem ainda a ver com sacralidade: como o Santo Graal; o cálice que Cristo selou a Santa Ceia; o cálice sempre representou o poder do reis, dos deuses pagãos, etc.

Coloque nessa taça os cristais da relação a seguir e, não se esqueça que tais cristais deverão estar limpos e energizados antes de montar a taça.

Limpeza e energização dos cristais:
Deixar 24 horas imersos em água e sal, depois passar em água corrente e deixá-los expostos ao Sol pelo menos durante uma hora para energizar recebendo o Prana.

- 1 pirita (molécula cúbica) facilita ganhos materiais.
- 7 citrinos - símbolo da riqueza (7 = Domínio do espírito sobre a matéria)
- 1 ponta de cristal branco - união de todas as cores para paz e harmonia.
- 1 ametista - transmuta energia negativa em positiva, pedra da espiritualidade.
- 1 ônix - facilita a aquisição de bens.
- 1 quartzo rosa - traz realização em todas as manifestações do amor.
- 1 quartzo azul - proporciona equilíbrio.
- 1 quartzo verde - irradia saúde
- 1 cornalina - para concretizar objetivos.
- 1 crisopraso - suaviza o coração trabalha o perdão.
- 1 ágata vermelha para acelerar os processos estagnados.
- Completar com água filtrada e deixar em local visível na casa como decoração emanando prosperidade.
- Trocar a água uma vez por semana.

Essa taça também poderá ser feita em qualquer quinta-feira de Lua Crescente.

CRESCIMENTO PROFISSIONAL E PROSPERIDADE
Dia 6, dia de Reis, coloque uma romã dentro de um saquinho confeccionado de pano vermelho e ofereça aos 3 Reis Magos: Baltazar, Gaspar e Melchior.
Pendure esse saquinho atrás da porta e deixe lá o ano inteiro.
Poderá ser feito também no dia 20 de março quando começa o ano astrológico.

PROGRAME SEU CRISTAL PARA USO PESSOAL
Os cristais podem ser programados para uma única finalidade, ou algo muito importante que você deseja alcançar.
É uma forma de potencializar e amplificar a energia da vontade.

Para programação use apenas cristal branco (união de todas as cores)
Escolha um momento ideal, para não haver interrupções , permaneça durante 5 minutos simplesmente se soltando, conscientize-se de que algo muito especial vai acontecer e comece o ritual:
1. Segure o cristal entre as duas mãos, apontando na direção do sexto chacra, Frontal, o terceiro olho, que fica entre as sobrancelhas.
2. Enquanto segura o cristal visualize um raio de luz conectando você e o Cristal, ligando seu 6O chacra à ponta do cristal, até sentir que a comunicação está feita.
3. Passe mentalmente para o cristal a função a que ele se destina, através das ondas de pensamento para uma vontade dirigida. Seja bem objetiva e clara, usando afirmações positivas, deixando que a presença Divina guie seu propósito com amor e sabedoria.
4. Reforce a programação do cristal durante sete dias, dizendo:
-Este é o meu Cristal e está programado em nome da Luz Divina, do Amor Maior e da Harmonia Universal para...................................-

Exemplos de programação:
- Cristal pessoal para saúde
- Cura
- Proteção
- Meditação
- Auto-ajuda
- Força e coragem
- Criatividade no trabalho
- Sucesso nos objetivos
- Harmonia familiar
- Discernimento
- Energização de Água
- Energização de Ambientes
- Energização de Plantas e Animais

OBSERVAÇÃO:
Você também poderá programar seu cristal em qualquer época do ano, observando a Lua:
Minguante: Quando quer que algo vá embora (tipo perder peso, doença).
Crescente: Para alcançar algo que deseja muito.
Nova: Para proteção.

PORTAL MÁGICO
Escolha um local dentro de sua casa ou no jardim para criar um -Portal Mágico-.
Pode ser um canto em seu quarto, no local de trabalho, perto de uma árvore, ou ainda perto de uma planta que você goste.
No dia 1º. , depois de tomar seu banho, vá até esse local e comece a imaginar anjos, seres encantados, fadas entrando e saindo. Acenda um incenso, faça uma oração ou um salmo de sua preferência, consagrando esse local, como seu cantinho mágico de poder.
Durante o ano, recorra a esse local toda vez que precisar de uma intervenção mágica ou ajuda angelical.

Esse ritual também poderá ser feito:
- Em qualquer dia de Lua Nova;
- Dia 20 de março quando começa o ano Astrológico;
- Sempre que mudar de residência.

PROSPERIDADE PARA A FAMÍLIA.
Na passagem do ano, coloque um punhado de arroz cru em cada canto da casa, mentalizando fartura, prosperidade e saúde para todos.
Retire esse arroz no dia 6, de Reis e jogue em um jardim.

PROTEÇÃO E ILUMINAÇÃO
Faça uma vistoria em sua casa e troque todas as lâmpadas que estiverem queimadas.
Na passagem do ano, às 24h00min horas, acenda todas as lâmpadas e receba com carinho e muito amor todas as bênçãos para o novo ano que se inicia.
Poderá ser feito também dia 20 de março, quando começa o ano astrológico.

RITUAL DE DESPEDIDA
Antes de encerrar o ano, acenda uma vela branca, faça uma oração e escreva numa folha de papel branco tudo que houve de triste, desagradável, frustrações, falta de realização, dissabores, medos, inseguranças, incertezas, mágoas, bloqueios enfim, tudo que você vivenciou no ano que passou e que pretende excluir de sua vida neste novo ano.
Em seguida queime a folha na vela desmaterializando qualquer crença negativa ou padrão pensamento.
Depois da passagem do ano, pode ser no dia seguinte, pegue outra folha de papel e escreva tudo que você almeja para o ano novo como: saúde, trabalho, dinheiro, realização em todas as áreas de sua vida, amor, felicidade etc.
Dobre guarde dentro de uma Bíblia ou de um livro de orações até o ano seguinte.

PARA CARTEIRA SEMPRE CHEIA DE DINHEIRO
Na véspera do ano conserve com você 7 moedas correntes, de qualquer valor.
7 minutos antes da virada, distribua para amigos ou familiares que estiverem presentes e guarde a última com você. Deixe-a na carteira, será o seu talismã

VARREDURA
Dia 31, antes do Sol se pôr, faça o seguinte ritual:
Risque no chão, com giz ou carvão, um circulo de mais ou menos um metro e meio.
Entre dentro desse circulo e, com uma vassoura, comece a varrer de dentro para fora do circulo, tudo que estiver difícil em sua vida. Para cada varrida diga em voz alta o que está varrendo. Exemplo: tristeza, raiva, solidão, falta de dinheiro, desamor, desavenças, desesperos, ciúmes, enfim, tudo aquilo que você quer deixar para traz.
Respire fundo, saia do circulo lentamente, lave a vassoura em água corrente e acenda dentro do circulo uma vela branca para que a chama do fogo preencha o local com luz e ilumine seus caminhos no decorrer do ano.
Poderá ser feito também no dia 20 de março quando começa o ano Astrológico ou em qualquer dia no início da Lua crescente.

PARA CONQUISTAR UM NOVO AMOR
Compre um quartzo rosa, deixe-o submerso em água e sal grosso de um dia para o outro, no dia seguinte depois de passá-lo em água corrente, deixe-o exposto ao sol durante, no mínimo, uma hora. Use esse quartzo rosa na virada do ano, mantendo-o na bolsa ou na cabeceira da cama durante o ano.

CEIA DE PASSAGEM DO ANO
Procure colocar sobre a mesa alguns ramos de trigo, eles vibrarão fartura.
A sopa de lentilhas não poderá faltar. Você deverá comer 3 colheres da sopa antes de qualquer outra refeição, fazendo 3 (três) pedidos diferentes, um para cada colherada. Peça com fé.

LIMPEZA E ENERGIZAÇÃO DE AMBIENTES (Lar ou Escritório)
- Examine sua vida atual e veja o que criou para si mesma.
- Sua casa é uma representação simbólica de você mesma.
- Você cria um padrão trabalhando a intenção.
- Encha a casa ou escritório com sensações de paz.
- Use cores suaves em paredes, quadros e objetos.
- Limpe os cantos e armários, livre-se de tudo que não precisa mais.
- Livre-se de objetos que tragam para o presente, energias de um passado triste.
- Os objetos devem estar associados a boas lembranças.
- Associações negativas sugam energia do espaço.
- Crie um ambiente vibrante, alegre, colorido, claro e cheio de saúde.
- Distribua plantas em abundância por toda casa.
- Remova qualquer objeto que impeça a porta de abrir totalmente.
- Descubra o que simboliza o amor para você e encha sua casa com isso.
- Comece a projetar um novo campo energético e notará que a vida e as pessoas ao seu redor responderão a essa nova energia e o Universo que a cerca aderirá, absorvendo e transmitindo o que está projetando.
Poderá ser feito também em qualquer dia de lua crescente.

Além de sua freqüência energética positiva, seguem algumas âncoras:

- INCENSO
Acender um incenso na entrada, começando pelo lado direito, corra todos cômodos cruzando todos os cantos até chegar novamente no ponto inicial, fazendo a seguinte afirmação em cada canto: -Nesta casa há cantos, cada canto tem um anjo, em nome do pai, do filho e do Espírito Santo, Amém-.

- SINO
Abrir as janelas e tocar um sino em cada cômodo, mentalizando a saída de tudo que houver de negativo e dissonante no ambiente.
Em seguida, preencher, com música ou assopre canela em pó.
A música traz paz e harmonia e a canela traz prosperidade.

- AGUA
Na lua crescente ou nova, respingar água de fonte com um ramo de trigo ou de pinheiro em todas as dependências da casa. Pode ser também água benta se preferir.
Em seguida ler o Salmo 90.

- PROTEÇÃO DA ENTRADA
Dentro de um copo de vidro, transparente, coloque sal grosso até a metade.
Em seguida coloque um espiral feito com fio de cobre deixando a ponta 3 centímetros para fora do copo. Esse copo deve ficar na porta de entrada (pode ser atrás da porta), do lado esquerdo de quem entra.

- FLORES
As flores sempre foram usadas em comemorações de alegria, amor ou dor.
Possuem freqüência vibratória e elementos fluídicos em sua cor e perfume.
Anote alguma delas que você poderá estar usando no lar ou escritório:

Angélica...................... resgata auto-estima e qualidades
Cravos......................... facilitam conquistas e realização de sonhos
Crisântemos................ protegem contra inveja e trazem abundância
Dália............................ realização profissional (escritórios)
Lírios:.......................... união familiar - energia do compartilhar
Rosas:.......................... embelezam e limpam ambientes
Tulipa:......................... traz fama (escritório)
Violeta:........................ desperta lealdade


Evite ser traído - Arnaldo Jabor - Colaboração de Edmar Cordeiro




Para as mulheres, uma verdade! Para os homens, a realidade.

Assim, após um processo 'investigatório' junto a essas mulheres 'modernas' pude constatar o pior. VOCÊ SERÁ (OU É???) 'corno', ao menos que:

- Nunca deixe uma 'mulher moderna' insegura.
Antigamente elas oravam.
Hoje elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.

- Não ache que ela tem poderes 'adivinhatórios'.
Ela tem de saber da sua boca o quanto você gosta dela.
Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.

- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol)
mais do que duas vezes por semana, três vezes então, é asssinar atestado de 'chifrudo'.
As 'mulheres modernas' dificilmente andam implicando com isso, e se implicar uma vez e
depois não se importar mais.... atenção!! Aí tem!!!

Entretanto, elas são categoricamente 'cheias de amor pra dar' e precisam da 'presença masculina'. Se não for a sua meu amigo.... Bem... com certeza será de outro. Mulheres assim nunca ficam sozinhas! Pelo contrário tem sempre no mínimo 3 na fila.

- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.

- Satisfaça-a sexualmente.
Mas não finja satisfazê-la. As 'mulheres modernas' tem um pique absurdo em relação ao sexo e, principalmente dos 25 aos 42 anos, elas pensam, e querem fazer sexo TODOS OS DIAS
(pasmem, mas é a pura verdade)... Bom, nem precisa dizer que se não for com você...

- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????

- Nem pense em provocar 'ciuminhos' vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.
- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar ou imaginar o fato de você estar olhando para outra.
Essa mera suposição da parte delas dá ensejo a um 'chifre' tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS 'comedor' do que você... só que o prato principal, bem... dessa vez é a SUA mulher.

- Sabe aquele bonitão que você sabe que sairia com a sua mulher a qualquer hora? Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece... Quando você reparar... já foi.

- Tente estar menos 'cansado'.
A 'mulher moderna' também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para muita coisa.

- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em 'baladas', 'se pegando' em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A 'mulher moderna' não pode sentir falta dessas coisas... senão.. Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão 'quem não dá assistência, abre concorrência e perde preferência'. Desse modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que,atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas 'mancadas'... Proteja-a, ame-a, e principalmente, faça-asaber disso. Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele 'bonitão' (ou aqueles bonitões) que vive (vivem) enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!!!

Quem não se dedica, se complica.

Como diz uma amiga: MULHER NÃO TRAI, APENAS SE VINGA.

Boas festas...muito boas!

A face perolada das uvas
O orvalho na tez destes pêssegos
A rutilante gordura dos faisões
Tudo serve para celebrar
E denunciar o estágio faminto
Que arqueja nossa moral
Neste teatro de personagens burlescos.

Uma ode aos pântanos
E as câmaras abissais dos espíritos
Que varam os anos atravessando os séculos
Renascendo eternamente
Na sobrevivência moto-contínua
Dos uivos nas madrugadas dos próprios instintos.

As faces paroladas das uvas secam,
E os figos apodrecem na cal dos dias
Só a idéia pura e cristalina,
A bondade, o perdão permanece
Como edifícios imortais e indiferentes
Cegos para as futilidades
Mudos e surdos para o diálogo com os dias.

Anti-poética ! - por Socorro Moreira


Era o dia 23 de Dezembro de 1992. Trabalhava na Plataforma de Atendimento da Agência do Banco do Brasil , em Friburgo-RJ, como Gerente de Expediente. Apartamento novinho e decorado para o Natal e Ano Novo. Alegre com a visita de uma amiga de Fortaleza, que viera de longe para as festividades daquele ano.
Agência lotada. Movimento atípico! Entra minha amiga esbaforida, e avisa, sem meias palavras: Socorro, o teto da tua sala desabou. Existia no andar superior ( Apartamento de cobertura) , uma piscina, justo em cima da minha sala de visitas.Inundação.Tudo estragado. Foi um Deus nos acuda. Arrumamos todos os móveis da casa , num único aposento , que permaneceu no seco. Arrumei a mala com coisas pessoais e fui para um hotel.Minha amiga desabou logo para o Rio de janeiro, e eu fiquei matutando sobre o que faria da vida.
Peguei um ônibus para o Rio. Da rodoviária fui para o Aeroporto, e embarquei para Brasília. Cheguei de surpresa na casa de Eduardo, um grande amigo, justamente, no dia 24 de Dezembro. O coitado já estava de mochila pronta para passar o natal com a família em Goiás.
Lembrei nessa hora que tinha um amigo do Cariri, trabalhando numa Agência do Banco do Brasil em Brasília. Ainda tinha algumas horas. Liguei, para algumas delas, e enfim localizei-o. Meio dia, ele foi ao meu encontro.
-Vim te buscar. Também estou sozinho, e vai acontecer o natal dos órfãos. Você é minha convidada!
O espaço era familiar, casa grande, e os convivas eram todos solteiros, e sem vínculos de famílias. Éramos todos amigos! Naquela noite me diverti como nunca. O dia foi amanhecendo, e ainda estávamos dançando “Odara” de Caetano.
Mas eu ainda teria o Ano Novo pela frente... O que faria daquelas pequenas férias compulsórias? Estava sem teto!
Fui pra rodoviária, e pensei: vou aventurar uma viagem para qualquer lugar do Brasil. Sorteei umas cidades, e a resposta foi belo Horizonte. Meia hora depois estava a caminho.
Bati na porta de Odete, minha ex sogra, que tinha um endereço constante, no Centro, e bem pertinho da Rodoviária. Quem abriu a porta foi meu ex marido. Imediatamente desisti de ficar, e justifiquei. Estava na rodoviária, mas o meu ônibus só vai sair à noitinha, então resolvi visitá-los. Conversei e dei um tempo por lá... Mais algumas horas estava outra vez dentro de ônibus rumo ao Rio, e já era o dia 30 de dezembro. Amanheci no dia 31, na rodoviária do Rio. Peguei outro ônibus para Friburgo, e três horas depois cheguei ao destino (?).
Tirei o carro da garagem e rumei para S.Pedro da Serra. Aportei na casa de Anita ( uma grande amiga). Anita não estava, mas a casa estava aberta. Só chegaria a noite com o marido e filhos.
Corri no comércio atrás do material para fazer uma ceia diferente. Comprei trutas. Fiz o prato com molho de amêndoas; um arroz com brócolis, uma salada, frutas frescas e secas, vinho, e uma musse para a sobremesa. Colhi flores, acendi velas perfumadas, e fiquei esperando os donos da casa. A surpresa foi enorme. Naquela noite me harmonizei com as pessoas que o destino havia escolhido como companhia para mim... Dei uma volta depois nos barzinhos da cidade. Abracei rostos simpáticos e estranhos ( na maioria). Dia seguinte primeiro de janeiro de 1993, voltei para o hotelzinho em Friburgo, e fui procurar uma nova morada. Um cliente do banco cedeu-me uma casa , que vivia trancada e abandonada. Uma semana de limpeza, e a casa brilhava! Foi nessa casa, dentro de um bosque de orquídeas, que morei, até quando despedi-me de Friburgo, em definitivo, alguns meses depois.
O próximo destino foi Campina Grande, onde Victor estava terminando Medicina. Estávamos, no dia que cheguei, quase às vésperas do natal de 2003... Mas essa já é outra história...!
Uma história incrível, que poderia ter sido romântica... Conto qualquer dia !
Socorro Moreira

Pensamento para o Dia 31/12/2009


“O homem, quando nasce, está equipado com um bilhete de regresso. Segurando-o em suas mãos, ele ganha e gasta, sobe e desce, canta e dança, chora e geme, esquecendo-se do final da viagem. Mas, embora ele se esqueça, o vagão da vida se move em direção ao cemitério, que é a sua última parada. Ela não traz nenhuma glória para o homem se ele está irremediavelmente ligado à roda de nascimento e morte. Sua glória e grandeza consistem em livrar-se de tal roda giratória.”
Sathya Sai Baba
Sentido obrigatório ----> Ser Feliz!
(texto Mary Maia)

(Hoje recebi este texto de uma amiga-anjo que de forma incrível partilha comigo muito de sua maneira de pensar, de sentir o mundo.
Mary Maia escreve muito bem e tem na alma um tesouro: seu amor pela vida, sua percepção do mundo com olhar agudo e preciso.
Recebi esta mensagem hoje e partilho com vocês também que são meus amigos e a quem quero um bem verdadeiro e pleno. Aproveito para, através da Mary, lhes desejar o MELHOR neste ano que se inicia - Claude Bloc)

Aos poucos, a vida vai acalmando dentro de nós o ano de 2009, esse difícil, mas, felizmente, não tão devastador como foi anunciado. Sobrevivemos!

O que não foi possível fazer, os problemas que não foram resolvidos e os sonhos ainda não realizados, nada poderá ser retirado da agenda - especialmente os sonhos.

Com ou sem problemas, a vida é bela. E não existe aquilo de que os meus problemas são maiores que os seus e vice-versa. Não dá para mensurar; não dá para julgar. Não se deve julgar. Bem diz a parte da música Epitáfio, (Titãs):"As pessoas são como são. Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração".

Em termos de frases feitas, que nem sempre gosto de usar, em determinados momentos elas fazem sentido e se encaixam bem, e me ocorreu que quando alguém disse: "Eu só sei que nada sei" - e não me refiro a nenhum político - sabia bem o que dizia, pois é bobagem querer se perder da essência - boa - que todos temos - e, contraditoriamente ao que verdadeiramente é supremo, partir para questionamentos e julgamentos sobre os porquês de outrem, porque enquanto com isso se consome energia vital, tempo enorme e precioso, e a si próprio se corrói, é nas mãos da vida de cada um que está a avalanche que engole, ou os remos para um bom navegar; se não totalmente tranquilo, pelo menos sem tsunamis.

Eu também estava pensando quanto ao dito: "Tudo lhe será dado conforme o seu merecimento". Não creio que tenha a ver, necessária e absolutamente, com um Deus, bíblico - não é Ele quem nos julga ou pune - e sim que a frase se refira a nós mesmos, por isso ou aquilo que fazemos - consciente ou inconscientemente, para nós ou aos outros - visto que toda ação tem uma reação.

Conversando hoje com alguém maravilhoso, especial e muito amado, sobre a sensação que me sobrava de que eu poderia ter feito mais em 2009 (e não consegui por mais que tentasse), ele, sabiamente, me respondeu: "Você fez o que pôde!"

Essa clareza e a isenção de culpas que ele me entregou, foi como se ele estivesse me entregando em bandeja de ouro aquelas cinco palavrinhas transformadas em pedrinhas de diamante, e foi suficiente para no meu divagar eu me lembrar de uma coisa que a vida sempre nos ensina e que nos esquecemos. É aquela "coisa" que por mais que se faça - e até façamos a nossa parte seguindo direitinho um outro dito popular "faça a sua parte que Deus fará a Dele" - e a "coisa" não anda, não se resolve e não se resolve, e parece que nunca se resolverá, e a gente diz: Ai, meu Deus, que "coisa"!

- Quanto a essa "coisa" que parece "irresolvível" ou como dizem as crianças "infazível" (só parece), não adianta dar murros na mesa, nos outros, tampouco em ponta de faca; nem querer chutar o cachorro, esgoelar os filhos ou funcionários, xingar e maltratrar quem está ao nosso lado; menos pensar em roer pés das cadeiras. Não a-di-an-ta! Essa "coisa" em questão, também vai de encontro a um outro ditado que diz:" As coisas não acontecem nem antes e nem depois da hora - Somente na hora certa!". É claro que não devemos esmorecer, deixar de tentar, e sempre empenhando nossos melhores esforços; jamais perdermos a esperança, e trabalharmos de mãos dadas com essa, entretanto, "fazer acontecer" - e por vezes na marra - é muito relativo e não se aplica a tudo, aleatoriamente (Ou melhor, "na marra", não se aplica é a nada). Sem contar que poderemos nos magoar e a alguém.

Sem deixar de acreditar, é preciso não esquecer que o tempo divino é diferente do nosso e da parte da música que diz: "quem sabe faz a hora, não espera acontecer". Não é bem assim. Não se trata apenas do "saber", do "fazer" e do "acontecer". Se fosse assim, ah, que maravilha! Muitos outros fatores, independente até de dinheiro, vasto conhecimento e talento, podem estar envolvidos, alheios às nossas vontades e aos significados desses verbos. É ter paciência; esperar. E sem se sentir culpado/a se ainda não deu tempo ou não se conseguiu algo.

Pode-se zangar, chorar, espernear, ler todos os livros de "O Segredo" e mais alguns de autoajuda - ler é sempre bom e é raro algum desses não acrescentar - no entanto, sem se esquecer que é como na natureza, semeia-se e existe o tempo certo de germinar, crescer, florescer, frutificar e colher - ou a hora do parto. Não deve haver outro segredo que não seja o de semear com firmeza de pensamento, e com muita alegria e amor no coração cuidar bem de cada uma dessas fases; de preferência sem ansiedade, porque essa se não controlada poderá, lá no final, amargar o fruto.

Assim, imagino que o melhor mesmo é seguir de forma light, sem sofrer e nem fazer sofrer, priorizando e valorizando quem realmente em nós acredita, nos ama e está conosco para o que der e vier. Trabalhar sem tirar o foco dos sonhos, que mais que doces têm mesmo que ser muito-o-o-o-o caramelados, porque enquanto se espera com tranquilidade e confiança, a existência fica com mais contornos de favos de mel; e os anjos, aqueles que guiam os nossos passos, velam o nosso sono e recheiam com geleia real os nossos sonhos, repõem as suas energias quando as colmeias adormecem.

É ir em frente! Porque o sentido obrigatório é ser feliz! Indiscutivelmente! E sem nos atropelarmos e nem a ninguém; respeitando cada qual com os seus ritmos e biorritmos-limites-limitações-diferenças; sem detonarmos com a nossa saúde física/emocional e nem com a do/a outro/a, quer em casa, no trabalho, na rua, na vizinhança, no supermercado, no trânsito, ou seja onde for, consciente de que solução há. Sempre há. Pode demorar um pouco, conforme já mencionado; pode não ser delineada exatamente da forma como traçamos, porém ela existe, metaforicamente falando, como aquela construção que num dia se ergue o alicerce (Alicerce! Essa palavra é mesmo uma beleza!); no outro se levanta as paredes, em outro se coloca o telhado, mas ainda falta o dinheirinho (que virá) para o acabamento.

E, enquanto pensávamos que não haveria jeito, lá está a vida quietinha, silenciosa, com mãos de fada e com os fios dos nossos mais inconfessáveis desejos, tecendo com toda a sua sabedoria e colocando nos lugares certos as janelas por onde os nossos olhos - principalmente os do coração - vislumbrarão novas e belas paisagens; os revestimentos, a pintura, a decoração e, quando menos esperamos (Ah! Imagina! É claro que esperávamos! Afinal, sonhamos sonhos bem sonhados! E cada um mais lindo que o outro!), ela nos surpreende com tudo pronto e sem se esquecer de um belo jardim, com um confortável banco, onde poderemos nos sentar e saborear a tão esperada paz de mais algo resolvido, mesmo dentro de nós - essa parte é importante! Enfim, o sonho realizado, seja qual for. Esperança, confiança, fé, trabalho, boa vontade, paciência, respeito para com todos os seres vivos, não podem faltar.

Acredito, sim, que é o tempo, somente ele, esse mesmo que tal como o vento lindamente impulsiona as velas nessa travessia de 2009 para 2010, que trará as soluções para os problemas de cada um de nós e a realização de cada sonho. Tudo depende muito mais do amadurecimento (inclusive dos problemas - sim, deles também, visto que, exceto os do meio ambiente, os “problemas verdes”, aqueles que não foram curtidos, que não deixaram nenhum arranhãozinho na luta pela solução ou realização, sequer lembranças, não têm graça, senão, como aprenderíamos a escrever as nossas histórias com mais emoção nos livros das nossas vidas?- sem contar que quando traz novas ideias, problema pode se transformar em solução) do que do dito e cobrado merecimento divino, posto que merecedores de coisas boas, na essência, todos somos, uma vez que essencialmente divindades.

E eu também pensava em você que me lê: Faça a sua parte por quem necessita, pelo meio ambiente, enfim, exerça a cidadania da maneira que puder, mas não se esqueça de fazer por VOCÊ para, igualmente, ter de VOCÊ o merecimento de todas as coisas boas, podendo assim, depois, fazer por mais alguém. Não se trata de ser ou estar alheio/a ao mundo e ao que nele ocorre - muito ao contrário, a solidariedade é divina e extremamente recomendável dentro das possibilidades de cada um; e eu sou uma solidária nata, e sei que você também é e será. - mas sim de cuidar, primeiramente, da pessoa mais importante do mundo para VOCÊ: V - O - C - Ê !!!

Vá ali ó! ---> Ali no espelho. Olha só que pessoa linda que VOCÊ é! Cuide muito bem de VOCÊ, especialmente da sua saúde, do seu aprimoramento e do seu crescimento espiritual. E, acredite, o seu Deus, aquele que mora bem dentro do seu coração, sentindo-se uno contigo e mais amado, continuará a acolhê-lo/la na palma da mão, amparando, cuidando, protegendo, iluminando e orientando para um caminhar mais suave, para a sua e, consequentemente, para a vida dos que lhe são caros.

Eu não creio ter escrito novidades, e agradeço por me acompanhar nessa reflexão. Dividi-la, foi a maneira que encontrei de hoje estar mais perto e dizer que, com toda a transparência do meu desejar, eu lhe desejo muitos, muitos e muitos risos e sorrisos, mais batidas fortes nesse seu belo coração, sem perder o equilíbrio entre a alegria e o choro, e, se esse tiver que acontecer, e que seja lá pelo que for, você supere e se supere porque é um/a forte, guerreiro/a por natureza; e que no seu novo calendário os dias escorram mais em lágrimas de emoção, de felicidade, por ter batalhado e conseguido realizar os seus sonhos.

Como VOCÊ é uma pessoa importante para VOCÊ, para mim e para o mundo, que assim seja! Amém!

Saúde, paz, amor, alegrias, sucesso em todas as suas realizações e prosperidade. Você merece!

Feliz Ano Novo para você e os seus.

Acredite!

Você vai ver! Vocês vão conseguir!

Abraços,

Com carinho, e com você nos pulinhos das ondas dos meus melhores pensamentos, na passagem de 2009 para 2010.

Mary Maia

Ribeirão Preto - SP - Brasil, 30/Dezembro/2009.

(Se quiser, compartilhe, sem mudar texto, nem autoria)

Rondó em em água e pedra - por Ana Cecília S.Bastos


Tenho poemas de pedra.
E o coração?
Sei eu onde anda,
febril e morno?

Eu só sei onde a tinta
derrama e pinta
seus feios véus.

Seu eu onde a água
insana lava
essa teias ?


Ana Cecília

Feliz Ano Novo - por Ismênia Maia


"Dentro de alguns dias, um Ano Novo vai chegar a esta estação.
Se não puder ser o maquinista, seja o seu mais divertido passageiro.
Procure um lugar próximo à janela desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira viagem.
Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir. Saibam que cada uma das curvas em nossas vidas existem para que possamos ser pessoas ainda melhores.
Procure curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, beirais de estrada e tons mutantes de paisagem.
Desdobre o mapa e planeje roteiros.
Preste atenção em cada ponto de parada, e fique atento ao apito da partida.
E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou não hesite.
Desembarque nela os seus sonhos...
Desejo que a sua viagem pelos dias do próximo ano, seja de

PRIMEIRA CLASSE

Feliz Ano Novo! "

Primeiro Cariri Encantado de 2010

Huberto Cabral, Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias apresentam o Cariri Encantado

O primeiro programa Cariri Encantado de 2010, a ser veiculado neste dia primeiro de janeiro, terá a seguinte programação:

Músicas:
- Canto Cariri, de Lifanco e Kael, com Lifanco e Lívia França;
- Maria e Marquim , de Eugênio Leandro e Patativa do Assaré, com Eugênio Leandro;
- Galope Diferente, de Jonteilor, Cícero Brasil e Edvânio Nobre, com Jonteilor;
- Borboletas Azuis (Asas de Jesus), de Dudé Casado, com Dr. Raiz;
- Lamento de um povo, de Luiz Fidélis, com Luiz Fidélis;
- Num truvejo de vontade, de Geraldo júnior, com Zabumbeiros Cariris;
- Flor do Pequi, de Cícero do Assaré e Jackson Bantim, com Herdeiros do Rei;
- O discurso, de Abidoral Jamacaru, com Dihelson Mendonça e Abidoral Jamacaru;
- Tinhozinho, de Luciano Brayner, com Luciano Brayner.

Textos e poesias de Carlos Rafael Dias, Lupeu Lacerda, Domingos Barroso e Carlos Drummond.

O programa Cariri Encantado é transmitido todas as sextas-feiras, das 14 às 15 horas, pela Rádio Educadora do Cariri AM 1.020 e veiculado na Internet por cratinho.blogspot.com, com apoio do Centro Cultural BNB e apresentação de Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias.

Se ligue!

FIM DE ANO por Rosa Guerrera

No ar um toque colorido
saúda o ano novo que se aproxima.
No ar o canto triste de um ano
Que se finda.

No ar a fumaça do meu cigarro
forma caracóis que contam historias...
Lindas,
tristes
saudosas
acontecidas .

Vultos debruçados
em dias que não mais virão...
Dores,
mágoas, desalentos,
Gemidos que se perdem com o vento
lembranças do que foi
e que já não podem ser.

Se sofri ...não sei !
Já não choro nem sofro mais.
Misturo as cinzas do passado
a cinza que cai do meu cigarro
E enxergo as luzes do novo ano.!

Fim de ano ! Fim de ano !
O cigarro também chegou ao fim.
O show terminou !
Abro a janela
No calendário de amanhã
Em letras garrafais “ 1 DE JANEIRO”
Um tapete verde esperança se estende aos meus pés.

Outros dias me esperam...
No meu livro de vida
muitos fatos
ainda a escrever!

Feliz 2010

Estamos entrando em um tempo novo: Ano novo, década nova.
Aparentemente, uma alteração no calendário não significa, a priori, uma mudança de rumo na vida e no mundo. Mas, individualmente, esse marco pode representar uma guinada para melhor na vida de cada um.
Para tanto, é preciso somente a vontade de mudança. Ou ter disposição para enxergar o mundo por uma nova ótica. Ou assumir uma postura diferente de vida.
A mudança pode até ser individual, mas nunca egoísta. Já disse o poeta: é impossível ser feliz sozinho.
Um novo mundo, um novo tempo, é sempre uma construção coletiva. Ninguém acorda só. Ninguém chora ou sorri solitariamente. Ninguém ama somente a si. Ninguém se salva sozinho. Qualquer projeto de ordem pessoal, por mais simples que seja o seu objetivo, sempre beneficiará os mais próximos. Um projeto individual pode ser o início de uma reação em cadeia e de alcance ilimitado.
Portanto, esse desejo de começar um novo tempo, uma nova vida, tão recorrente a cada ano novo, pode ser de fato o início de um novo ano, um novo tempo, uma nova vida, um novo mundo.

É o que desejo de coração para todos os amigos e leitores deste blogue.

Carlos Rafael Dias

COMPOSITORES DO BRASIL


Luiz Gonzaga

“Gênio é gênio”

Por Zé Nilton

Nunca havia me dado conta do significado de frases tipo esta - gênio é gênio e outras mais – tantas vezes pronunciadas na linguagem coloquial como forma de afirmar positivamente o substantivo em foco. Achava mesmo, como nos ensina a gramática, tratar-se de pura redundância e perfeitamente desnecessário o uso dessas expressões, principalmente na linguagem escrita. Dizer-se que “mãe é mãe”, “eu sou eu”, e vai por aí, deixa a gramática de beicinho. O mineiro ainda repete, na sua quietude, um “voltar prá trás”, um “entrar pra dentro”, mas aí é coisa de mineiro...

Há, contudo, um porém. Imagina se aquela empresa de Fortaleza, que há quase 60 anos vem dizendo na praça que lá “um pneu é um pneu” resolvesse, doravante, desobedecer a tal gramática. Quantos clientes não passariam a desconfiar de que alguma coisa anda errada com a mercadoria. Seria uma demonstração de falta de garantia para com o seu produto ? O negócio poderia sofrer perdas porque se estaria dessubstancializando a alma da propaganda? Agora deu: alma tem substância?

Bom, mas por que estou esticando nos prolegômenos ? Porque passei muito tempo querendo negar o artista, o cantor, o compositor, o homem que reinventou estilos musicais bebidos no caldeirão de nossa cultura, e que teriam se perdido não fosse ele - Luiz Gonzaga –, registrar em seus discos, a partir de 1942, junto com Humberto Teixeira.
Foi precisamente numa tardinha de outubro, de 1971. Estava na antiga Teleceará quando um homem forte, de paletó de linho branco um pouco surrado, de chapéu de couro entra repentinamente no recinto, e aos gritos, solta os cachorros, digo, os piores palavrões enquanto batia com força na mesa, fazendo subir todos os papéis, lápis, carimbos e a pressão sanguínea de seu Casimiro, o dedicado gerente (de saudosa memória) e dos que ali se encontravam.
- Estou desde 9 horas esperando a minha ligação para o Rio, e essa porcaria não completa! São todos uns irresponsáveis e incompetentes! Tenho negócios urgentes... E disse, e disse e disse a dos fins, como disse para os amigos quando tentou enfrentar o pai de sua namorada, aos 17 anos, numa feira em Exu.

Este primeiro contato, bem de perto, com o Rei do Baião, selou uma aversão, de minha parte, à sua figura, e sua música tornou-se proscrita aos meus ouvidos.

Depois de cinco anos, deixava o elevador e me encaminhava para a Av. Presidente Vargas, no Rio, quando, à minha frente, caminhava, lentamente, com o braço esquerdo sobre o ombro de um homem alto, magro e de poucos cabelos, o famoso cantador.
Apurei os ouvidos e ouvi bem este diálogo:

- Olha, preciso muito dessa grana; você sabe, nós vivemos disso, não tem outra coisa não, meu irmão. E olha que eu sou o Luiz Gonzaga...

Ao que o homem, voltando-se para ele, e postando-se bem à sua frente, disse-lhe:
- Não; você é um gênio da Música Popular Brasileira.

Chegando ao apartamento um dos colegas estava mostrando um LP de Luiz Gonzaga, que acabara de comprar, ao seu irmão. Já no banho, ouvia a música “Facilita” e os rasgados comentários da turma, sentada no chão, em torno do toca-discos, ao filho de Januário.

Outra vez ouvi a palavra gênio atribuída ao velho Lua.

E como gênio é gênio quem seria eu para continuar misturando as coisas. Imediatamente separei o homem, o grosso, o brabo, o Sr. Luiz Gonzaga do Nascimento, homem de negócios, do compositor, do cantor, do reinventor da música nordestina e brasileira – do gênio que fora o nosso “conterrâneo,” o sanfoneiro Luiz Gonzaga.

Tempo perdido aquele em que não compreendia que ao gênio tudo é permitido. Lindo, maravilhoso ler as proezas de Tom Jobim; celebração de respeito à reclusão de João Gilberto, e até o marido comemorou o beijo de Chico Buarque em sua mulher, na Praia de Ipanema.

Gênio é gênio, e com Luí, isto não é redundante.

O programa de hoje, Compositores do Brasil, presta uma justa homenagem ao Rei do Baião deixando ele mesmo falar de si.
Reproduziremos a famosa entrevista que ele concedeu ao jornalista Marcos Macena, gravada no Recife (entrevista intercalada com músicas), em que o Mestre Luiz Gonzaga fala sobre sua vida, filhos e música, quando fazia o caminho de volta para sua terra natal, Exu.

Não poderia findar o ano do programa em melhor estilo, já que dezembro é o mês de seu nascimento.

Quem ouvir, verá!

Programa: Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas às quintas-feiras, às 14 h.
Rádio Educadora do Cariri
Apoio: CCBN

Feliz Ano Novo ! - por Vera Barbosa




Ontem um menino que brincava me falou:
Hoje é a semente do amanhã.
Para não ter medo que este tempo vai passar.
Não se desespere, nem pare de sonhar.
Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs.
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar.
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá.
Nós podemos tudo, nós podemos mais.
Vamos lá fazer o que será.
(Gonzaguinha)

Feliz 2010 a todos!!!

Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim!

Vera Barbosa

Metade - Por Claude Bloc


Hoje
a minha voz se cala
e embala a vida
sem o grito de outrora.

Minha alma rebelde
canta
a lembrança que queima
e se agiganta
e se confunde
com essa ânsia louca
que cala na boca
minha voz
já tão rouca...

dentro de mim, a tempestade
pois já não sou mais eu
posto que sou metade...
.
Texto e imagem: por Claude Bloc
.

Hoje me lembrei de Eça de Queiroz



A sátira Colorida
Diário do Nordeste,
16.8.2000

Este texto foi escrito na passagem dos cem anos de morte de Eça de Queirós - maior nome do realismo português e artista que influenciou a imprensa e a literatura.

Foi Monteiro Lobato quem deu o diagnóstico. Ecite: esse mal - ou bem - que, de tempos em tempos, altera a umidade relativa do ar em nossa literatura e em nossa inteligência como um todo. Os sintomas remontam ao final do século passado, mas ainda hoje, às portas do novo milênio, são facilmente identificados. Em romances, contos e -aqui e ali - entre um e outro artigo de jornal, pode-se rastrear uma preocupação com os excessos da técnica, da ciência e da civilização moderna; um descritivismo precioso e extremamente refinado; uma permanente lucidez e um afiado senso crítico e interpretativo; uma motivação perene contra o moralismo torpe que engessa as relações. Um profundo mal-estar, enfim, com toda sorte de misérias humanas.

Apesar das idas e vindas ideológicas dos últimos cem anos e da recente estupidez neoliberal, que encaderna com um vigor cada vez maior a cartilha da mediocridade intelectual generalizada, a ecite nunca foi erradicada completamente. Pelo contrário. Em determinados momentos, como nas duas primeiras décadas deste século, a febre ou paixão pelas coisas que diziam respeito à Eça de Queirós não perdeu a força um instante sequer. Agora - quando se comemora o centenário de morte do homem que inoculou esse salutar vírus em nossa cultura -, pelo menos sob o âgulo da celebração da efeméride, sua presença em jornalistas e escritores brasileiros volta a tornar-se uma realidade.

“Eça melhorou o pensamento do povo, da imprensa, as idéias correntes. Seu estilo influiu principalmente no jornal. As elites não o perceberam quase. Eram os moços que compreendiam a sua obra e sua imensa significação”, atestava Oswald de Andrade já nos anos 50. De fato, como jornalista, Eça de Queirós influenciou toda uma geração no País e fez com que o próprio jornalismo brasileiro fosse repensado. Especialmente por suas colaborações nas páginas do jornal carioca “Gazeta de Notícias”, onde Eça escreveu por 17 anos. Esses textos deverão ser reunidos no fim do ano, em Portugal, num volume crítico de quase 700 páginas organizado por Elza Miné, professora de literatura em língua portuguesa da USP.

“(Eça) era lúcido, interpretativo, crítico, inteligente, um exemplo de jornalista”, afirmou Elza numa entrevista recente ao jornal O Estado de São Paulo. Em seus textos no jornal carioca, o escritor, que fazia as vezes de correspondente (primeiro da Inglaterra e depois de Paris), traduzia eventos e imagens da Europa do final do século, comentando livros e episódios políticos relevantes. Entre outras coisas, expunha em tom de galhofa os excessos moralistas da Inglaterra vitoriana, denunciava as mazelas morais e culturais de Portugal e também não perdoava o Brasil e os brasileiros, a quem chegou a chamar, em uma de suas famosas “Farpas”, de “os eternos toscos achinelados da Rua do Ouvidor”.

Apesar disso, o êxito de Eça continuou a correr entre os brasileiros, que o tomavam como um aliado progressista no ambiente tumultuado da propaganda republicana dos últimos anos do Império e da propaganda antilusitana nos primeiros anos da República. “Seus textos tiveram um sucesso imediato no País. Uma possibilidade é em razão da crítica cáustica dos portugueses que Eça fazia em seus romances”, afirma Beatriz Berrini, organizadora das Obras Completas de Eça de Queirós, cujo lançamento pela Nova Aguilar começou em 97 e está sendo concluído agora com a publicação do terceiro e do quarto volume, reunindo respectivamente seus textos jornalísticos e sua correspondência.

Nesse ponto, já o jornalista chamava atenção para o trabalho do escritor que, esse sim, entraria definitivamente para a História. Quando “O Primo Basílio”, por exemplo, apareceu em 1878, um grande debates de opiniões foi travado entre a crítica de plantão: Olavo Bilac, Martins Pena, José Veríssimo, Araripe Júnior e outros. Nota dissonante, nesse contexto, foi apenas a crítica negativa de Machado de Assis (pouco antes de abandonar o ofício da exegese), que, a bem da verdade, pautou-se mais por critérios éticos do que literários. “Um leitor perspicaz terá já visto a incongruência da concepção do sr. Eça de Queirós e a inanidade do caráter da heroína”, escreveu um ainda romântico Machado.

Mas aparadas as arestas entre o desabusado arauto do realismo português e o epígono do nosso Romantismo, o tempo trataria de dar a Eça toda a celebridade possível neste lado do Atlântico. Principalmente depois do lançamento de “Os Maias”, em 1988, para muitos sua obra-prima. “Havia quem não acreditasse no triunfo das novas idéias. Para que a adesão fosse completa e absoluta, faltavam-nos a palavra profética, o verbo incontestável de um grande artista unanimemente querido no Brasil”, derramava-se Adolfo Caminha. “(Eça) não é somente o escritor mais querido dos dois países, é uma individualidade à parte, adorada, idolatrada. Temos para com ele uma admiração que chega às raias do fanatismo”, escreveu Graciliano Ramos.

Nas palavras do professor de literatura e escritor sergipano Francisco Dantas, tanta repercussão se explica pela conversão da crítica em excelência literária que comporta uma linguagem colorida, a sátira contundente e o traço caricatural, elementos que assombravam as rodas literárias. Eça, afinal, fez de sua literatura um documento de seu tempo: acusando a literatura portuguesa de hipócrita e convencional, denunciando a corrupção do clero, desmistificando a hipocrisia burguesa. “O impacto causado por seus livros se deve, em parte, à apurada consciência da situação vigente, ao fato dele adequar a literatura à realidade, atingindo, em cheio, a mornidão romântica, há tantos anos requentada”, explica Dantas.

Todo esse brilho, no entanto, foi se atenuando nos últimos anos da vida de Eça.

Isolado em Paris, praticamente sem amigos, o escritor foi vendo a antiga sanha revolucionária e a verve árdega se atenuarem. Tanto que no seu último ano de vida, chegou a escrever: “... a presença angustiosa das misérias humanas, tanto velho sem lar, tanta criancinha sem pão, e a incapacidade e a indiferença de monarquias e repúblicas para realizar a única obra urgente no mundo, a 'casa para todos, o pão para todos', lentamente me têm tornado um vago anarquista entristecido, idealizador, humilde, inofensivo...”.

A tristeza, como se sabe, não duraria muito. Vitimado por uma amebiase, contraída possivelmente durante uma viagem ao Egito, Eça de Queirós faleceu na capital francesa, no dia 16 de agosto de 1900.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A Festa de Olugbejé

Quem são estas figuras esquálidas , transpirando um consolado sofrimento, que se postam pacientemente sentados , em volta do Terreiro, como se esperando a aparição súbita da Virgem? Trazem consigo um ar cansado , como se houvessem sido arrancados, a contra vontade, de uma tela de Portinari. São faces apáticas , tintas de desencanto, onde no entanto, sublevam-se, misteriosamente, raros fios de esperança. À sua volta o Terreiro Axé Ilê Uilá, fazendo um brusco contraponto, explode de alegria. O calor de Agosto parece se amplificar nas cores branca, preta e marrom- rajado, em homenagem a Omulu. É a Festa de Olugbejé que reverencia o Orixá da Saúde e das Pestes. O Runtó , num canto, percutindo o atabaque, imprime um ar de estranho mistério no ambiente. A gugura é dada, fartamente, em oferenda ao Orixá. Quase que matematicamente os circunstantes saúdam Omulu:
---- Atótóo !!!!!
Em suas vestes sacerdotais, Pai Katolé, o Babalaoô do Axé Ilê Uilá, , ajudado pelo Pejigan , manipula calmamente o Rosário . Ao derredor seus filhos aguardam, ansiosos , abertura do Oráculo de Ifá.. Anualmente, já é uma tradição, no Olugbejé, Pai Katolé joga os búzios e ouvindo Orunmirá , faz as previsões para o ano vindouro.Fim de século, término de milênio, a solenidade religiosa tomava características bastante especiais. Esta é a razão maior para tamanha concentração naquela Segunda-Feira, no culto a Omulu.
---- Atótóo !!!!!
Em profundo êxtase, Pai Katolé toma da peneira com os 16 búzios sagrados- o Merindologún. A platéia, num misto de ansiedade e expectativa, aguarda as misteriosas palavras de Oludumaré , na certeza de que terá a antevisão do caos ou da bonança. Um agricultor do Barro Branco, face esculpida pelo barro e pelo Sol, adianta-se na primeira pergunta:
--- Teremos Inverno , nos próximos anos?
O Babalaoô arremesa os búzios sagrados e, enquanto os recolhe , meticulosamente, responde, com voz cavernosa:
--- Chuvas cairão, mais fortes em alguns locais e mais fracas em outros. Onde houver fartura Olurum mandará junto a alegria, onde houver seca dará força e resignação para vencer a sede e a fome.
---- Nosso povo será feliz no próximo milênio , Pai Katolé? Indaga uma mocinha , ainda não contaminada pelo amargor dos anos.
Búzios atirados, atenta leitura feita, o Sacerdote, pausadamente , retruca:
---- Impossível falar-se em felicidade por todo um milênio. A felicidade nutre-se na água da fugacidade. É volátil e transitória por própria essência. Fosse eterna, não teria qualquer significado, talvez se chamasse monotonia. Ela só existe com sua irmã xifópaga: a Tristeza. A felicidade, por outro lado, é um estado de espírito pessoal e intransferível, independe de tudo que está ao seu derredor. Não tem cabimento, pois, falar na felicidade de um povo ou de uma nação.
Os atabaques marcam ritmadamente as palavras do Pai de Santo.Sem piscar os olhos, a platéia bebe sôfrega os ensinamentos do Sacerdote de Ifá.
--- No próximo Século, Pai Katolé, os pobres terão direito ao Reino da Terra ou precisarão esperar pelas benesses do Reino de Olurum, após a morte?
Búzios abertos, búzios fechados... O êxtase... e a resposta:
---- A terra não foi criada para ser o paraíso de poucos, o purgatório de alguns e o inferno de muitos.Este estado de coisas foi criado pelo próprio Homem e pelas forças negativas espirituais.O Homem tornou-se a anti-matéria do próprio Homem.Só teremos dois caminhos a seguir: ou viveremos com alguma equidade social ou nos auto-extinguiremos como espécie, no planeta.
--- O que o futuro, enfim nos proporcionará? O que dizem os búzios?
Olhos fitos na peneira, Pai Katolé em transe, declara:
---- O futuro, amigos, não são as páginas subseqüentes de um livro, previamente escrito e editado. O futuro é uma página em branco e que cabe a nós rascunhá-la , com as multicoloridas tintas da aquarela, com o rubro da violência ou com o preto – e –branco da trivialidade. O futuro é, pois, inescrutável, pois ele existirá como mero reflexo do que formos projetando no presente. Esta pergunta não deve ser feita aos Orixás , mas a nós próprios.
Por fim , um velho de barbas brancas caídas ao peito, interroga:
---- Qual serão os acontecimentos mais importantes do próximo milênio?
Pai Katolé lança os búzios, num movimento nervoso. Os olhos brilhantes fitam-nos dispersos erroneamente na peneira. O Babalaoô, com voz doce, conclui:
---- Muitos acontecimentos pretensamente soberbos acontecerão nos próximos mil anos, mas os mais importantes continuarão sendo: a alternância do sol e da lua, a áurea e púrpura floração do Pau-d’arco nas encostas das serras e o voejar despretensioso das borboletas nos campos de girassóis...

J. Flávio Vieira

Rita Lee Jones Carvalho


Rita Lee Jones Carvalho é uma cantora, compositora e instrumentista brasileira natural de São Paulo com carreira iniciada no grupo Os Mutantes no final dos anos 60. Seu estilo vai do rock and roll, passando pelo rockabilly e a música romântica. Em quase quarenta anos de carreira, já compôs inúmeros sucessos para si mesma e para artistas como João Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elis Regina, Gal Costa, Maria Bethânia, Milton Nascimento, Simone, Ney Matogrosso, Zizi Possi, Marisa Monte, Marina Lima, Zélia Duncan (que atualmente a substitui no revival d’Os Mutantes, banda de Rita nos anos 60 e 70), Cássia Eller, Paula Toller, Paul Mauriat e Gloria Estefan.
Em quase 40 anos de carreira, Rita Lee imortalizou vários sucessos em sua voz, como Ovelha Negra, Lança Perfume, Mania de você, Pega Rapaz, Jardins da Babilônia, Flagra, Erva Venenosa, Saúde, Luz del Fuego, Esse tal de Rock Enrrow, Doce Vampiro além das mais recentes Amor e sexo e Tudo vira bosta.
A última apresentação de Rita com Os Mutantes aconteceu no VII FIC, em 1972 no Rio de Janeiro

wikipedia
www.ritalee.com.br

AMIGO(A) por Rosa Guerrera

Deixa que eu fique aqui
Sempre a teu lado
A escutar tua voz,
Ouvir sonhos partidos...
E na mudez aprender tua linguagem
E gargalhar ao som do teu sorriso.

Deixa que eu tire a dor
Que tens na alma,
E dê a tua angústia,a harmonia...
Que eu transforme em versos
Tuas dores
Cantando em compassos
De folia.

Deixa que hoje
Com a alma em festa
Eu agradeça aos céus a alegria,
De sermos tão amigos (as)
Companheiras(os)
Sempre na Fé , na dor, sem fantasias

E se amanhã a morte ou o acaso
Traçar em nossas vidas um “adeus”...
Na tua lembrança fique o meu abraço,
E que eu leve em meu peito o rosto teu!

Pra matar as saudades de Lupeu ...


Aí que quero um oriente. Aí que quero uma montanha com cheiro. Aí que quero um luar de outubro. E um mosquito pousa com delicadeza na página do livro de poesia que leio. Aí que quero um sim insistente. Aí que quero uma fotografia de um fusca em minha parede. Aí que quero uma mulher que caminhe descalça em câmera lenta. E uma vendedora de perfumes aperta com força a campainha da porta da casa que habita em mim. Aí que quero uma mão me acenando na rodoviária. Aí que quero um rio pequeno e limpo surgindo do nada, bem ali, na próxima curva. Aí que quero uma chuva rala, perto do meio dia. O telefone toca. Não vou atender.
.
Lupeu Lacerda
.

Avalanche - por Ana Cecília S.Bastos


Penso, sinto que choro.
( Gostaria de poder escrever como quem enlouquece)
Pressinto novas formas quando já me imaginava extinta,
...........................................................repetitiva.
Vibro por inteiro, quase renasço.
Ah, se me fora dado o tempo !
Ah, o tempo.
Não este, roubado ao sono, tirano, que me perseguirá amanhã
por todo o dia. Mas o tempo,
penumbra,
lugar de silêncio,
paz.
.
Ana Cecília

Fragmento (II) - por Ana Cecília S.Bastos


Mas é mesmo a morte aquilo que os poetas verdadeiramente
amam.

Pensamento para o Dia 30/12/2009


“As atividades de serviço que empreendemos destinam-se a experimentar a unidade na sociedade. É um grande erro pensar que você está servindo aos outros. De fato, você não deveria considerar pessoa alguma como “o outro”, pois todos são as encarnações da Divindade. Mas o homem não se esforça para compreender essa verdade e, portanto, está sujeito a dificuldades. Quando o homem compreender que Deus é todo-penetrante, ele estará livre do sofrimento. Para se livrar do sofrimento, o homem precisa praticar o princípio da unidade na sociedade. Quando entender o princípio da unidade, o homem poderá alcançar o princípio Cósmico.”
Sathya Sai Baba

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“É um devoto verdadeiro aquele que considera a felicidade de Deus como a sua própria. Ele sempre aspira a dar felicidade ao Senhor e não quer causar qualquer inconveniência a Ele. Você nunca deveria causar inconveniência a Deus em nome da devoção. Considere que a felicidade de Deus é sua felicidade e que sua felicidade é a felicidade de Deus. Absorva este espírito de unidade. Atualmente, a maioria dos devotos é egoísta. Eles possuem somente devoção com interesses egoístas (Swartha Bhakti). Eles se preocupam com sua própria felicidade e não com a felicidade de Deus. Você deveria cuidar para que seu amor seja sempre puro. Deus é a encarnação do amor. Tal Amor Divino está presente em todos. Compartilhe seu amor com todos. Isso é o que Deus espera de você.”
.
Sathya Sai Baba
.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A árvore da FELICIDADE! - Por Claude Bloc


O Ano Novo está vindo. Novas oportunidades se achegam?

É preciso que esperemos sempre com fé. É assim que tento me conduzir. Assim, desse jeito, como diz a canção: “fé na vida, fé no homem, fé no que virá”...

Pensando nisto, trouxe então uma foto para o Cariricaturas. Algo a refletir.
A imagem, em si, traz uma mensagem subliminar. Uma árvore que termina seu ciclo anual. Uma beleza que se apaga ao fechar o ano, com o objetivo de poder renascer depois em viço e prosperidade.

Pensei assim: a natureza arrumou a árvore. Sob sua sombra abrigou o presépio de nossa existência e para marcar a passagem do tempo tirou-lhe as folhas. Deixou-lhe apenas os frutos escarlates, o fogo incandescente desse sentimento que nos aquece cada vez que o ano (re)começa, onde circula com mais força a seiva da nossa alma.

Que nesta árvore frutifiquem nossos sonhos. Que possamos renová-los em cada novo ciclo de nossa vida. Independente do ano.
Que possamos colher a felicidade e deixá-la sempre ao alcance de nossa mão.
Ela existe sim!

É essa felicidade que lhes desejo HOJE E SEMPRE.

Feliz 2010!

Poema bobo - Por Claude Bloc


Fragmento de prosa
Pigmento de rosa
Apoteose do verso
Tempo que se encandeia...
Vento na madrugada
Segredo da meia-noite
Antiga primavera
Onde andas? Onde estás?

Movo-me nas vertentes
Do tempo que já não tenho
Da sinfonia que chora
As lágrimas que já sequei
Mas não encontro teus passos
No orbitário da vida
Nos planetas que circulam
Pelo meu itinerário...

Já te busquei lá na serra
Nas encostas, nas sementes
Dos sonhos inconsequentes
Te busquei e me perdi.

Fui, mas sempre retorno
Volto ao anoitecer
E me escondo em qualquer canto
No vazio que deixaste
Pois nem sei mais onde andas
Só ficou este silêncio
abafando a ausência
abafando a saudade
abafando o ruído
do silêncio que guardei
.

***
Claude Bloc

PARA VOCE GANHAR UM BELO ANO . por Rosa Guerrera

Leiam este poema “delicioso”, de um dos maiores poetas de língua portuguesa, Carlos Drummond de Andrade e vibrem como eu nessa bela mensagem !

"Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor de arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido (mal vivido ou talvez sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?). Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar de arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto da esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre."

E se eu te pegar , no sentido do além? - Socorro Moreira


E SE EU TE PEGAR, NO SENTIDO DO ALÉM?

E se eu te pegar com os olhos
Trazer-te pra dentro de mim?
Mostro o luminoso e o assombroso
Que a Pandora soltou, e ficou em mim

E se eu te tocar em todas as tuas letras
E com elas compor, uma nova sinfonia?
E, na hora “h”, descobrir no “g” do teu “x”,
Que sou o “z” da tua vida?

“Vês”? Meu “cê” é teu...
Eu "te" aprendi, nos "erres" da minha língua!

Triângulo natural

O mar banhou-me com seu olhar
Nuances de azul e verde
Espumas num delírio contido
Areia batida, salgada de mar
Sereno tempo
Nublada vida
Ares desobstruídos
Vôos inalcançáveis
Compromissos cancelados,
antes de um veredicto.
Meus pés pousam em terras desconhecidas,
mas não se atrevem a trilhar novo caminho
Fixo-me na linha do horizonte,
e na terra eu finco a vida.
Pensamento foge da morte
Brinca no mar...
Busca o céu que habitas.

Guerra fria

alma em agonia
o amor acaba,
o conflito fita
Rugas
marcas,
sinais do tempo
fora das fotos
que foram nuas
Olhar fugitivo
amor esquivo
perdido e esquecido,
na primeira mágoa
no primeiro instante
-Vinho envelhecido ,
me aguarde!

Suspiros

Depois de alguns uivos,
novos suspiros...
E traição existe?
Existe a crudelíssima vida
que interrompe,
o bom da harmonia...
A cura da dor
É um porre maior
que o próprio amor!

"Curare”

Doutor,
o antídoto da dor
é a dor?
Sentimento
despido de sonhos
teimoso, vive!
Sem fotografia na bolsa
Sem telefone no bolso
Te ligo, e me ligo...
Dia e noite...
Noite e dia!
E a rádio Chapada
ainda chora...
Quando não é Noel
é Abel...
Um choro pra cada história!

Almas em bando

"A vida é a arte do encontro...”.
A morte, quisera...
Será também?
Medito sobre a natureza humana
E me enxergo, projeto "in extremis”.
Quem sabe,
todos,
em outros planos,
livres da matéria,
possamos dançar
um tango?
O cansaço chega...
De lagartas a borboletas
Almas em bando!...
A voar no infinito
que desconhecemos.
-Viver é testemunhar
a morte dos nossos dias... !
.

Uma paisagem banal - por Rejane Gonçalves


Trata-se de um quadro de dimensão singular pendurado no topo do mundo. Nele há uma profusão de imagens, de coisas que se sobrepõem umas às outras, de cores em constante luta com seus tons contrários. É como se o tempo tivesse borrado a tinta; tudo acontece em meio a pesadas brumas. Percebe-se, mesmo assim, a tela cortada ao centro por uma cerca não muito alta, de troncos retorcidos, feito braços dispostos em tranças a ornamentar uma cabeça de fartos cabelos. Do lado onde, dizem alguns, a paisagem parece mais nítida, está um cavaleiro montado em seu cavalo bravio. Segura fortemente as rédeas e todo o seu corpo empenha-se no sentido de impedir o animal de pular a cerca. Do outro lado desta, onde, dizem alguns, a paisagem é confusa e pródiga em abismos, acaba de pisar o chão um cavalo, trazendo montado em seu dorso um cavaleiro bravio. Seu corpo quase deitado sobre o animal e suas mãos, por onde escorrem as rédeas, parecem indicar não ter ele conseguido ser do outro cavaleiro uma parelha, pois que ultrapassou a cerca.
Os viandantes com gestos disformes passam ao largo. Todos, com raríssimas exceções, evitam uma observação demorada desse quadro de dimensão singular. É sabido que uma maior apreensão da paisagem transporta o rosto do incauto observador às alturas, sobrepondo-o ao rosto de um dos cavaleiros. Essa esquisita peculiaridade do quadro é na maioria das vezes incômoda e talvez fatal. Por isto é que os viandantes passam ao largo. Tapam os olhos dos filhos e repetem em ladainha o que há muito tempo ouviram com a força de um massacre de mil martelos zunindo em suas cabeças:
− Desses dois homens montados... de um diz-se que é louco, do outro diz-se que é são.

setembro/ 1987

Rejane Gonçalves

Rejane Gonçalves é contista, nasceu em Caruaru-PE e tem laços familiares cratenses firmados desde os anos 70. Atualmente mora em Recife.

OFICINA DA PALAVRA - Chegou o dia !

Casa Cariri (Stela, Divani, Rosineide e Múcio) - Acertando os detalhes da Oficina da Palavra

Local : SCAC
Cronograma : 29 e 30.12; 06 a 08.01.2010.
09.01.2010- Recital de encerramento ( Teatro Raquel de Queiroz)
Horário : das 19 às 21 h.
Mestra : Stela Siebra Brito
Coordenação : Socorro Moreira e Zélia Moreira
Parcerias : SCAC e D'Araujo Cultural

Vagas limitadas ! Inscrições até 29.12.2009

Maiores informações, fale conosco !
Tel : 35232867
Socorro Moreira

8 anos sem Cássia Eller

Hoje é dia de NHOQUE ...


CULINÁRIA ITALIANA

Nhoque, o prato da sorte

Por magia ou superstição, cada vez mais os paulistanos procuram restaurantes de cozinha italiana, todo dia 29, em busca de nhoque. Saboreando esse prato, acreditam ter sorte por 30 dias seguidos. Alguns comem apenas sete nhoques, mastigando sete vezes cada um. Outros devoram tudo, pois julgam importante não haver sobra. Os adeptos do nhoque da sorte informam que ele surgiu na Itália, terra natal do prato; os incrédulos afirmam que nasceu na América do Sul, como estratégia de restaurantes que precisavam aumentar a clientela. A origem do costume é explicada com uma lenda que possui variações. A mais freqüente conta que um frade andarilho chegou a uma pequena localidade italiana e bateu à porta de um casal de velhinhos, num dia 29. Pediu um prato de comida e recebeu o único alimento que havia: nhoque. Tempos depois, voltou ao local e contou aos velhinhos que, após comer aquele prato, sua vida mudara para melhor.

Muitos restaurantes paulistanos servem o nhoque da sorte - e o costume se espalha por outras cidades brasileiras. A honra de sua introdução, porém, é reivindicada por duas casas. Laura Giarelli, que os amigos chamam de Lála, afirma ter conhecido o nhoque da sorte na década de 70, durante uma viagem à Argentina. Garante que iniciou o preparo mensal do prato em 1979, ao fundar o restaurante La Bettola. Mas Mary Nigri, dona do Quattrino, também está no páreo. Teria sido a pioneira, apesar de servir o nhoque da sorte há apenas 13 anos. A rivalidade é cordial e Mary Nigri costuma descrever assim da reação dos clientes: "Muitas pessoas voltam no dia 29 do mês seguinte dizendo que o prato ajudou a concretizar projetos, arrumar companhias ou favorecer reconciliações". Para reforçar a sorte da clientela, há restaurantes que colocam uma nota ou moeda de um real sob o prato. O dinheiro precisa ser guardado por um mês. Os mais supersticiosos - ou mais pragmáticos - trocam o real pelo dólar trazido na carteira. É moeda forte, resistente aos tropeções do mercado e com futuro garantido.

O simpático costume de comer nhoque no dia 29 poder ser recente, mas a história do prato é bastante antiga. Foi certamente o primeiro tipo de massa caseira - apesar do renomado gastrônomo Pellegrino Artusi, autor do clássico italiano A Ciência na Cozinha e a Arte de Comer Bem, publicado em 1891, não o enquadrar nessa categoria. O espaguete, o ravióli e companhia são posteriores. Supõe-se que o nhoque exista desde os antigos gregos e romanos.

Na Itália, chamaram-no primeiramente de macarrão. Na Idade Média, porém, já era conhecido com o nome atual. Em português, escreve-se nhoque. Fica parecendo vocábulo de ascendência tupi-guarani. Em italiano, grafa-se "gnocchi". O sociólogo paulista Gabriel Bolaffi, no livro A Saga da Comida, lançado em 2000, diz significar "algo como pelota, isto é, uma pelotinha de farinha amassada com água".

Mudando conforme os ingredientes da massa e do molho, o nhoque começou a ser elaborado com várias farinhas, sobretudo de trigo, arroz e inclusive com miolo de pão. Misturadas com água, temperadas com sal e cozidas na água, propiciaram alimentos substanciosos. Anos depois, a massa foi enriquecida com espinafre, queijo, castanha, carne ou peixe. Após a introdução do milho na Itália, em meados do século 16, surgiu o nhoque de polenta. Mas foi a chegada da batata, entre os séculos 16 e 17, que mudou a história do prato.

Tornou-se seu ingrediente supremo, embora continuem prestigiados os nhoques de farinha de trigo e semolina. Os sicilianos criaram uma receita exemplar. Seu nhoque mais famoso usa farinha de trigo, ricota de ovelha; no molho, uva passa, manjericão fresco e "pinoli". A receita dos romanos leva semolina, cozinha no leite e vai ao forno com queijo parmesão.

No passado, o nhoque era uma preparação característica das cozinhas do norte e centro da Itália. Hoje, caiu em domínio nacional. Venceu até a resistência dos napolitanos, adeptos irredutíveis do espaguete e outras massas de fio longo. Alastrou-se aos países vizinhos. Na Alemanha existe um prato assemelhado. É o "spätzle", que acompanha caça ou carne assada. Também é preparado gratinado e servido em sopas. A Hungria repete a receita, mudando o nome para "galuska", que se harmoniza com o "goulash", um ensopado de carne conhecido desde o século 9.º. Ambos são feitos com farinha de trigo.

No Brasil, o chef francês Laurent Suaudeau criou uma obra-prima que outros cozinheiros copiam: nhoque de milho verde. A imaginação gastronômica desconhece limites. Outros cozinheiros em atividade no país desenvolveram nhoques de batata-doce, mandioca e mandioquinha.

Em qualquer receita, a massa também comporta recheios. O ingrediente mais comum é o queijo. Na região italiana do Friuli, coloca-se uma ameixa dentro do nhoque gigante de batata. Essa curiosa combinação é atribuída à influência da vizinha Áustria. Elaborações cortadas em fragmentos arredondados, frutos secos como a noz, amêndoa, castanha e avelã, sementes de frutas frescas como a romã, o bago da uva, cereais como a lentilha, alimentam o corpo e espírito em diversas culturas. Não por acaso são comidas de bom augúrio na passagem do ano. Essas referências explicariam o sucesso do prato de todo dia 29. Para o comilão, entretanto, a verdadeira fortuna é saborear nhoque. (O Estado de S. Paulo)

Rainer Maria von Rilke


Rainer Maria von Rilke (Praga, 4 de dezembro de 1875 — Valmont, Suíça, 29 de dezembro de 1926) foi um dos mais importantes poetas de língua alemã do século XX. Escreveu também poemas em francês.


Canção de Amor

Como hei-de segurar a minha alma
para que não toque na tua? Como hei-de
elevá-la acima de ti, até outras coisas?
Ah, como gostaria de levá-la
até um sítio perdido na escuridão
até um lugar estranho e silencioso
que não se agita, quando o teu coração treme.
Pois o que nos toca, a ti e a mim,
isso nos une, como um arco de violino
que de duas cordas solta uma só nota.
A que instrumento estamos atados?
E que violinista nos tem em suas mãos?
Oh, doce canção.

Rainer Maria Rilke

Quero lhe implorar
Para que seja paciente
Com tudo o que não está resolvido em seu coração e tente amar.
As perguntas como quartos trancados e como livros escritos em língua estrangeira.
Não procure respostas que não podem ser dadas porque não seria capaz de vivê-las. E a questão é viver tudo. Viva as perguntas agora.
Talvez assim, gradualmente, você sem perceber, viverá a resposta num dia distante.

Rainer Maria Rilke

- Que farás tu, meu Deus, se eu perecer?

Que farás tu, meu Deus, se eu perecer?
Eu sou o teu vaso - e se me quebro?
Eu sou tua água - e se apodreço?
Sou tua roupa e teu trabalho
Comigo perdes tu o teu sentido.

Depois de mim não terás um lugar
Onde as palavras ardentes te saúdem.
Dos teus pés cansados cairão
As sandálias que sou.
Perderás tua ampla túnica.
Teu olhar que em minhas pálpebras,
Como num travesseiro,
Ardentemente recebo,
Virá me procurar por largo tempo
E se deitará, na hora do crepúsculo,
No duro chão de pedra.

Que farás tu, meu Deus? O medo me domina.

///

- Hora Grave

Quem agora chora em algum lugar do mundo,
Sem razão chora no mundo,
Chora por mim.


Quem agora ri em algum lugar na noite,
Sem razão ri dentro da noite,
Ri-se de mim.

Quem agora caminha em algum lugar no mundo,
Sem razão caminha no mundo,
Vem a mim.

Quem agora morre em algum lugar no mundo,
Sem razão morre no mundo,
Olha para mim.

\\\

Projeto Água pra que te quero!- Nívia Uchôa




"A água de boa qualidade é como
a saúde ou a liberdade: só tem valor quando acaba“
João Guimarães Rosa

Se esta rua fosse minha...

Eu mandava ladrilhar...

para o Ano Novo passar...
***
Foto por Claude Bloc