Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Geoturismo, Turismo Sustentável & Geoparque Araripe (1ª Parte) – por Alexandre Sales (*)


Turismo

De modo geral, o turismo é defendido pelos economistas como uma atividade rentável e ressaltado por estudiosos como benéfico, pois movimenta toda a cadeia produtiva, somando 53 setores da economia ligados direto e indiretamente a essa atividade. Possibilita, ainda, a melhoria da infraestrutura urbana, geração de rendas, de impostos, empregos, divisas, reativação de certas atividades econômicas. Contribui para o enriquecimento cultural, conquistando ainda a conscientização da preservação ambiental, o respeito às culturas regionais, a modernização e ampliação da infraestrutura e a formação profissional.

Ecoturismo e Geoturismo

Os destinos turísticos, contemplados pela natureza, buscam em sua maioria desenvolver um produto que está em evidência no mercado atual. A exemplo do ecoturismo, da necessidade de sair da rotina e esquecer o estresse da turbulência dos grandes centros. Propiciam também  que as pessoas ampliem seus horizontes. Além do isolar-se num “mundo” mais tranquilo. Daí o turista encontrar na natureza uma forma de renovação; usufruir de ambientes saudáveis e tranquilos. Usufruir de paisagens para contemplação e meditação.

Se as cifras do turismo convencional já impressionavam, as do ecoturismo são ainda mais espetaculares. Hoje o ecoturismo representa 5%, (cinco por cento), do turismo mundial, podendo alcançar 10%, (dez por cento), ainda nesta década. ( Cfe. Organização Mundial do Turismo–OMT, em 1999). Segundo a OMT, enquanto o turismo convencional registra um crescimento de 7,5%, (sete e meio por cento), ao ano, o ecoturismo ultrapassa 20%, (vinte por cento). Por sua vez, o Ministério do Turismo do Brasil vem incentivando a certificação do ecoturismo. Aliás, a certificação de empreendimentos e pessoas inclusive está prevista no Plano Nacional de Turismo (2007-2010).
Uma pesquisa realizada pela Travel Industry Association of America (TIA) e pela National Geographic Traveler, em 2002, constatou que, nos Estados Unidos, cinquenta e cinco milhões de pessoas classificam-se como geoturistas. No mundo, o geoturismo movimenta milhões de dólares, e grande parte são realizados em regiões áridas e semiáridas, como na Patagônia Chilena e Argentina, no deserto do Atacama, na costa do Peru e Equador. Na América do Norte, a tendência de fluxo turístico é o Meio-Oeste Americano, como a Califórnia, Utah, Colorado, Novo México, Arizona, onde está o mais famoso destino geoturístico do mundo, o Grand Canyon. O turismo na África acontece no Quênia, Tanzânia, Zimbábue, África do Sul, Namíbia e nos desertos do Marrocos, Tunísia e Egito, sem falar na China e nos países da Europa, onde a moda turística são os Geoparks. (TIA, 2007).

Turismo Sustentável

No ano 1993, a OMT reconheceu que o turismo sustentável vem se afirmando como o  tipo de atividade que atende às necessidades dos turistas atuais, protegendo as regiões receptoras e fomentando as oportunidades para o futuro. Desse modo, a sustentabilidade do turismo passou a ser prioridade na agenda da OMT e dos gestores de destinos, fazendo com que os assuntos ligados à sustentabilidade começassem a ter ressonância na percepção do Público.

(continua)

(*) Alexandre Magno Feitosa Sales, é professor efetivo da Universidade Regional  do Cariri e colaborou na implantação do Geopark Araripe.

Geoturismo, Turismo Sustentável & Geoparque Araripe (2ª Parte) – por Alexandre Sales (*)



Geoparques

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO começou a exercer função importante na conservação da terra, apoiando a criação de parques no intuito de preservar o patrimônio de valor significativo. Desse modo, a UNESCO desenvolve vários projetos, tais como as Reservas de Biosfera, os Sítios de Patrimônio da Humanidade e por último, através da sua  Divisão das Ciências da Terra, desenvolve um “selo de qualidade” chamado de Geopark, definindo-o como: “Um território de limites bem definidos com uma área suficientemente grande para servir de apoio ao desenvolvimento socioeconômico local. Deve abranger um determinado número de sítios geológicos de relevo ou um mosaico de entidades geológicas de especial importância científica, raridade e beleza, que seja representativa de uma região e da sua história geológica, eventos e processos. Poderá possuir não só significado geológico, mas também ao nível da ecologia, arqueologia, história e cultura. (UNESCO, 2007). Atualmente existem 77 geoparques certificados e pertencentes à Rede Global de Geoparques (GGN-UNESCO), em 25 países.

O Brasil foi beneficiado com um selo Geopark, aonde os turistas vão motivados em conhecer o patrimônio e o estudo geológico. É de fundamental importância que os representantes do turismo no país, como o Ministério do Turismo e a EMBRATUR pensar em nortear o conceito de geoturismo como um novo segmento do turismo. É um privilégio para um país fazer parte da rede, pelo fato de a região – de imediato – ser beneficiada de maior visibilidade e promoção internacional, associada a uma marca de qualidade. Qualquer Geopark deverá disponibilizar informações sobre toda a rede (GGN-UNESCO).

Após essa novidade, o Brasil – seguindo o exemplo do pioneirismo caririense – começou a viabilizar  várias propostas de geoparques. Aí incluídos: sítios com geomonumentos e parques naturais, em diferentes regiões do país. Contextos geológicos surgiram. No entanto, as novas propostas ainda precisam ser devidamente avaliadas. A exemplo dos geoparques sugeridos na Serra da Bodoquena, no Mato Grosso do Sul; no Alto Vale do Ribeira em São Paulo e parte do Paraná;  além do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, que já possuem avançados estudos para serem candidatos ao status de Geopark. Outras possíveis áreas com potencial de candidatar-se ao selo Geopark poderão ser identificadas.

‘Geopark” Araripe

Eventos muito especiais na história da Terra se encontram documentados na região do Araripe através da geologia e suas rochas; da Paleontologia e seus fósseis (as pedras de peixes),  que encantam a todos. E da Arqueologia, com os registros dos antigos habitantes de nossa região do Cariri. O importante patrimônio da Terra aqui mantido e, principalmente, a forma como está preservado, levou a URCA e o Governo do Estado do Ceará, em colaboração com o Intercambio Acadêmico Alemão, em 2004, a iniciar a propositura junto a UNESCO.
O projeto  da região do Araripe passar a integrar a Rede Global de Geoparks, através do Geopark Araripe, data de 2006. O Geopark Araripe é o primeiro do continente Americano e do Hemisfério Sul. A certificação em setembro de 2006 aconteceu na cidade de Belfast, Irlanda do Norte, na segunda Conferência Internacional de Geoparques, numa cerimônia festiva e de grande expectativa no cenário mundial, quando – além do Geopark Araripe, foi anunciado a aprovação de vários outros,  distribuídos pela União Europeia, China e  Irã, totalizando, àquela época,  53 unidades.

Desde seu reconhecimento, o “Geopark” Araripe vem se confirmando como um destino Geoturístico no Cariri, que objetiva encontrar formas de desenvolvimento sustentado para a região, através da atividade turística. Com aprovação ao status de Geopark, a região do Araripe recebeu destaque internacional fortalecendo sua imagem como destinação turística. No entanto, nossa região  ficou igualmente responsabilizada a atingir o objetivo de programar um desenvolvimento no seu território. O que  beneficiaria a população e preservaria a sua maior valia: "o patrimônio". O turismo é o principal meio para o desenvolvimento de um Geopark e é uma prioridade desenvolvê-lo.

(*) Alexandre Magno Feitosa Sales, é professor efetivo da Universidade Regional  do Cariri e colaborou na implantação do Geopark Araripe.

Rumo ao Brasil Central - Por Carlos Eduardo Esmeraldo e Magali de Figueiredo Esmeraldo

. Carlos
. Magali
Quando completamos pouco mais de um mês de casados, morando ainda em Tomé-Açu, Carlos recebeu a notícia da Construtora Engenorte, de que iria trabalhar em S. João d'Aliança - Goiás, na estrada São João d'Aliança-Alto Paraíso. Em conseqüência das fortes chuvas os trabalhos da estrada “Tomé-Açu-Paragominas foram suspensos.

Com a surpresa tive a certeza de que a nossa vida estava parecendo com vida de cigano, sempre levantando acampamento. Mas, com toda a animação da nossa juventude, fomos enfrentar a mudança. E eu que, aos poucos estava conhecendo e me acostumando com aquela região cheia de igarapés, onde havia grandes plantações de pimenta-do-reino, teria que ir embora. Além dos japoneses proprietários dessas plantações, a cidade de Tomé-Açu abrigava também muitos cearenses.

Novamente, nosso fuscão ficou lotado de bagagens. Os poucos móveis e o fogão foram acomodados no caminhão da firma. Seguimos viagem pelas estradas enlameadas, deixando para trás a nossa casinha de madeira pintada de branco que foi testemunha da nossa felicidade do primeiro mês de casados.

A estrada foi aberta no meio da floresta e lembrava muito a subida para Serra do Araripe, com a diferença de que as árvores eram mais altas e frondosas e era numa região plana. Em conseqüência das fortes chuvas recentes, a estrada estava encharcada de lama. Em algum momento teria mesmo que atolar. E o fusca atolou junto também com os caminhões e máquinas da firma, próximo a uma fazenda. Horas e horas ficamos atolados já com a fome apertando, pois só tínhamos tomado o café da manhã. Dormir em Paragominas, como era o planejado não seria mais possível, pois já estava anoitecendo. Com o estômago vazio, começamos a pensar nas pessoas que passam fome. Imaginamos um pai ver os filhos sem ter o que comer e não poder fazer nada por causa do desemprego.

O mais interessante é que apesar de todas essas dificuldades eu me sentia tranquila, achando que tudo daria certo. Além da minha fé em Deus, eu confiava que ao lado de Carlos, íamos encontrar uma saída. A sintonia entre nós dois era e continua tão forte, assim como o nosso amor. Por isso, estávamos muito calmos e não nos desesperamos em nenhum momento. Lembrei-me de um pequeno versículo do Livro de Gênese 2, 24: "Por isso, um homem deixa seu pai e sua mãe, e se une à sua mulher, e os dois se tornam uma só carne." Era aí onde estava a nossa força, na Palavra de Deus, nas suas bênçãos e no nosso amor. Naquele momento, em vez de perdermos a paciência, enfrentamos tudo com muito humor. Estávamos confiantes de que Deus nos tiraria daquela situação.

Para nossa salvação, avistamos uma casa de fazenda, próximo de onde os carros ficaram atolados. Pedimos abrigo por uma noite e o fazendeiro, um simpático mineiro que há poucos dias instalara-se na terra, antes devoluta, nos acolheu. Lá já se encontrava um engenheiro do Departamento Nacional de Minas e Energia, que descobriu extensas reservas de bauxita naquela área. Após o delicioso jantar, conversamos durante algum tempo e logo fomos dormir, pois a noite estava bastante fria. É que no meio da floresta, quando chove, faz frio durante a noite. Quando o dia amanheceu, verificamos que a chuva deu um pouco de trégua, foi possível desatolar os carros e prosseguirmos com a viagem até Belém, de onde sairíamos para Brasília. Quando chegamos à capital paraense, já era noite.

No dia seguinte, acertamos os últimos detalhes da longa viagem de Belém até Brasília. Às seis horas da tarde partimos de Belém e seguimos até Santa Maria do Pará, um percurso de 100km, quando o asfalto terminou. Resolvemos dormir nessa cidade e prosseguir logo na manhã do dia seguinte.

A estrada Belém-Brasília, como era chamada desde sua construção, possuía, já naquela época, um intenso movimento de caminhões. No trecho do Pará, até Imperatriz no Maranhão nos deslocamos muito bem, pois apesar de não haver asfalto, havia um bom revestimento primário, termo técnico usado na engenharia rodoviária para o que popularmente é conhecida por estrada de piçarra. Entretanto pernoitamos em Paragominas. No terceiro dia da viagem, passamos por Imperatriz, e por volta das oito horas da manhã atravessávamos a ponte do Estreito sobre o Rio Tocantins e entramos no Estado de Goiás.

Desde o norte de Goiás, onde atualmente é o Estado do Tocantins, a rodovia estava sendo asfaltada e passamos a viajar sobre longos trechos de desvios. Eram duas trilhas aprofundadas pelos caminhões carretas, além das caçambas com o transporte de material para construção da estrada. Por isso se formou nos dois lados do desvio duas trilhas sobre a areia, bem aprofundadas. Como a largura dos caminhões era bem maior do que a do fusca, ao tentar ultrapassar uma caçamba, ficamos facilmente suspenso pelo "canteiro central" formado no meio das duas cavas feitas pelo peso das carretas. O motorista da caçamba, de espírito bastante solidário, ofereceu-se para ajudar. Amarrou uma corda no eixo dianteiro do fusca e deu partida. Ouvi um estalido seco e senti não haver saído do lugar. O motorista desceu e constatou que a ponta do eixo traseiro da caçamba havia rompido. Com isso a estrada ficou interditada. A caçamba de um lado e o fusca do outro. Imediatamente formou-se duas filas de caminhões, uma à nossa frente, e outra atrás. Até que um motorista de uma das carretas exclamou: "E nós vamos ficar aqui parado por causa desse fusquinha, pessoal?" Convocou seus companheiros e quando menos esperei, estávamos voando sobre a estrada, nos braços de homens fortes, que nem sequer pediram para que descêssemos do fusca.

Mas o pior nos aguardava mais um pouquinho à frente. Mal refeitos dos susto sofrido pelo episódio do "entalo" do fuscão, ao subirmos uma ladeira, lá no alto, fomos mandados parar por dois homens que mais pareciam dois portões de ferro. Era um posto da Polícia Federal. Perguntaram de onde vínhamos, para onde íamos, profissão, pediram nossa documentação, identidade, certidão de casamento, registro do CREA, carteira de trabalho, tudo o mais que comprovassem que não éramos terroristas. Não satisfeitos, pediram para abrir o bagageiro e passaram a revistar nossas malas, sacolas e tudo o que vissem pela frente. Dias antes, o dono da Engenorte fez uma viagem a Manaus e na volta me presenteou com uma pequena radiola portátil importada do Japão, que transportávamos debaixo do banco traseiro do fusca, por falta de espaço. Pois eles, depois de revistarem tudo, descobriram a radiolazinha e pediram a nota fiscal. Respondi que havia sido um presente, e que ao recebermos um presente não ficava bem pedir a nota fiscal e nem perguntar o preço. De nada adiantou. Ficaram com nossa radiola. Depois é que nós ficamos sabendo que naquela época estava acontecendo a guerrilha do Araguaia, a cerca de uns 50km dali. Daí termos sidos tratados como se fossemos terroristas.

Deixar nossa radiola para trás nos deixou muito tristes, pois era um dos três bens de consumo que tínhamos para o nosso entretenimento. Os outros bens eram, um pequeno toca fitas e um rádio portátil, que somente sintonizávamos à noite. Ouvíamos os discos e as fitas de Paul Mauriat, Paulinho da Viola e Roberto Carlos.

Seguimos viagem e já quase na hora do almoço avistamos um restaurante num local bastante agradável localizado numa plataforma de madeira sobre um pequeno rio. Estava praticamente lotado. Chamei Carlos para almoçar, mas ele disse que era cedo e almoçaríamos mais adiante. Só que não passamos mais por nenhum restaurante, aliás não havia mais nenhuma cidade, apenas pequenos povoados. Num deles, paramos em uma bodega procurando comprar alguma coisa para comer, mas não havia nada, nem mesmo uma coca-cola, ou um pacote de bolachas, nem água mineral. A água existente era barrenta. Passamos o resto do dia com fome e sede. Não adiantava lamentar, o certo era esperar com muita paciência até chegar a Porangatu, o que somente aconteceu à noite.

O restante da viagem transcorreu sem mais nenhum sobressalto. De Porangatu até Brasília já havia asfalto. No dia seguinte chegamos à noite em Brasília, onde dormimos e seguimos para São João d'Aliança, nosso destino.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo e Magali de Figueiredo Esmeraldo

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Trovinhas - Por Claude bloc

Cada um no seu Quadrado” 
(Claude Bloc)

MAS, SE VOCÊ PREFERIR UM CÍRCULO... PODE FICAR A VONTADE!!!

Eu ando por esse mundo
Um mundo desajeitado
Cada um é cada um...
Cada um no seu quadrado

Mas eu sinto que eu não posso
Me esquecer do meu estado
Se estou com cada um
Cada um segue ao meu lado

Por isso fico no canto
E depois fico de lado
Giro em torno de você
E saio do meu quadrado

Mas se falo por aqui
Com o coração disparado
Eu falo com cada um
Cada um no seu quadrado

Com o devido respeito
Coração bem assentado
Tocando todas as cordas
De um violão afinado..

Brincando como crianças
Nesse tapete dourado
Contamos tanta história
Desse mundo encantado

E vamos tecendo a trama
Nesse espaço arrochado
Quero você, meu amigo/( minha amiga)
Sempre perto, deste lado.

Porque agora eu volto
De novo pro meu quadrado
De onde só sairei
Pra estar bem ao seu lado.

CONVITE - INSTITUTO CULTURAL DO CARIRI

INSTITUTO CULTURAL DO CARIRI

CONVITE


A Diretoria do Instituto Cultural do Cariri – ICC convida V. Sa. e Exma. Família para o lançamento do livro Pessoas e lugares, de autoria do Dr. Ebert Fernandes Teles, titular da cadeira Dr. Joaquim Fernandes Teles.

Data: 02 de março de 2012.
Hora: 19h30.
Local: Sede do Instituto Cultural do Cariri
Praça Filemon Teles, 1 Centro – Crato CE
(em frente ao Parque de Exposições).


Atenciosamente,


José Huberto Tavares - Presidente
Francisco Huberto Esmeraldo Cabral - Secretário Geral

Pessoas e lugares, marco na memorialística do Cariri - Napoleão Tavares Neves

Do meu colega Ebert Fernandes Teles recebi, em primeira mão, o seu excelente livro de memórias, Pessoas e lugares, verdadeiro passeio sentimental do nosso conhecido oftalmologista pelos lugares quase sagrados da sua infância, inclusive perfilando familiares e amigos nesta verdadeira caravana sentimental.

O livro é bom e a sua leitura inebria, sobretudo quem, como eu, foi menino de fazenda e de bagaceira de engenho de rapadura.

O que o autor ali escreve é, como que, a história de todos nós no dia a dia da vida rural, percorrendo fazendas, sítios, engenhos de rapadura, logradouros serranos.

E o autor perfila muito bem os mais ilustres membros da sua importante família Teles, sem esquecer as suas colaterais, derivando também para os tipos populares dos que trabalhavam nas fazendas e sítios da família.

É uma leitura envolvente com sabores rurais de tempos que não voltam mais.
Livro bonito, com um ipê florido na capa e excelente editoração, caprichosa mesmo.
Pessoas e lugares retrata muito bem o Cariri da década de 30 para cá, com seus usos, costumes e pessoas.

Portanto, sua leitura é um magnífico mergulho no nosso passado com todos os seus encantos.

Barbalha CE, 23 de fevereiro de 2012.

Fazendo Amor...


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


O amor precisa ser acalentado e saboreado muito lentamente, para que ele banhe o seu ser e se torne uma tal experiência de gozo que você deixe de existir como ego. Não é que você esteja fazendo amor - você é amor.

O amor pode se tornar uma energia maior à sua volta. Ele pode transcendê-lo e a seu amado de forma que ambos se percam nele. Mas, para isso, você precisará esperar. Espere um momento e logo terá o jeito para isso.

Deixe que a energia se acumule e deixe que aconteça espontaneamente. Aos poucos você perceberá quando o momento surge. Você começará a perceber os sintomas, os pré-sintomas e não haverá dificuldade.

Se não surgir o momento em que você naturalmente entra no ato do amor, espere; não há pressa.
A mente ocidental tem muita pressa - mesmo ao fazer amor, isso é algo a ser feito às pressas e pronto. Essa atitude está completamente errada.

Não se pode manipular o amor. Ele acontece quando acontece. Se ele não estiver acontecendo, não há com o que se preocupar. Não o torne uma viagem do ego em que de qualquer modo você precisa fazer amor.

Isto também está presente na mente ocidental: o homem acha que necessariamente precisa atuar. Se ele não estiver conseguindo, ele acha que não é suficientemente macho. Isso é tolice, é estupidez.

O amor é algo transcendental, não se pode manipulá-lo. Aqueles que tentaram perderam toda a sua beleza. Então, no máximo, ele se torna um alívio sexual, mas todos os reinos sutis e mais profundos do amor permaneceram intocados.

Osho, em "Osho Todos os Dias"
Publicado no blog palavras de Osho

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

¿QUIÉN CREES QUE ES...A MI?



 No me importa saber quién es usted,
Me preocupo más por su presencia
No me importa lo que sabes
Me importa lo que usted quiere saber
No importa lo que está en su cuerpo,
En su plato en su taza
Me importa lo que quieres hacer
No me importa lo que vivió
Pero lo que quiere vivir
No me importa tu música
Me deleita más su ritmo
No me importa su dinero,
Quiero tu sudor, tu olor
No me impresiona su discurso
Si su discurso no me dice nada
Me preocupo más por ti
Estoy interesado en ti
 lo que ellos llaman "pueblo"
Me encanta la simplicidad de las cosas
Compartir las alegrías y las verdades
Estoy interesado en tal vez llorar
¿Quién puede decir, que puede hablar
Para el resto ...
¿Qué diablos ...
coger su mundo  pequeño...
Que vá...

WILTON DEDÊ

Foto  Internet: www.meusrecados.com

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Rádio Chapada do Araripe disponibiliza programas já gravados para os ouvintes

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Agora os ouvintes da Rádio Chapada do Araripe Internet poderão ouvir dezenas de programas já realizados por nossa produção no site da estação. Os dois primeiros programas a serem disponibilizados são o "Música Inesquecível" e o "Influência do Jazz" que são apresentados também na Rádio Educadora do Cariri" e tem uma das maiores audiências. No site, ainda há um formulário a fim de que os ouvintes possam entrar em contato com a produção e solicitar a sua música predileta.

A Rádio Chapada do Araripe é a queridinha de todos. Também pudera, a ÚNICA estação de Rádio que toca músicas de qualidade e diversificada. Recentemente o Site da Rádio Chapada do Araripe passou por uma mudança considerável. O visual ficou bem mais bonito, um painel foi acrescentado, com fotos de vários artistas da Música Instrumental, do Jazz e da MPB, que tocam com mais frequência na estação, que está há 7 anos no ar, 24Hs por dia. A Rádio Chapada pode ser escutada no seu site e em mais de 50 outros sites parceiros. As transmissões são quase sempre ao vivo, à partir do estúdio, localizado em Crato.

Para os nossos muitos fãs, agradecemos todo o carinho, as mensagens e a radioescuta que temos recebido ao longo dos últimos 7 anos. Isso sim é que é fazer Rádio de Verdade!Ouça os dois primeiros programas:

Programa Influência do Jazz ( Número 1 ):



Programa Música Inesquecível ( Número 1 )




Visite om site da estação e ouça outros programas.

Dihelson Mendonça

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Uma tristeza infinda – por Pedro Esmeraldo

No domingo do último carnaval andávamos solitários pelas ruas desta cidade e não observávamos nenhum movimento carnavalesco. Ficamos aflitos diante desses dias sombrios e permanecíamos totalmente aterrados pela falta de animação de nossos habitantes. Anos atrás, os dias de carnaval do Crato eram festivos devido às animações que deixavam o povo inebriado, mergulhando numa esfera de alegria e de bons momentos,  elevados pela disposição jubilosa de seu povo.

Os habitantes mais velhos desta cidade lembram-se desses acontecimentos, que nos deixavam animados, pois esta urbe foi o berço da civilização carirense.

Por isso, nos dias atuais, o Crato sofre devido ao descaso de alguns de seus moradores, que se deixam acabrunhar diante das fraquezas, entregando os pontos, fugindo da terra, indo passar o carnaval nos grandes centros. E agora, recentemente,  no período carnavalesco, o povo cratense está prestigiando uma cidade muito menor, que é Várzea Alegre, que não tinha o respaldo carnavalesco do Crato. Isto é uma aberração, é um desdoiro para os cratenses, pois acarreta esmorecimento que se deixa levar diante das conversas destoantes e do pessimismo doentio.

Os cratenses vivem amargurados, pois não têm força para reagir e deixam a cidade abandonada desse período de festejos carnavalescos.

Em tempos passados, o povo cratense foi um divertido nato, utilizava brincadeiras jocosas e se divertia a valer, possuidor de uma mistura de seriedade, pois tinha o desejo ardente de brincar a fim de extravasar seu sentimento íntimo, livrando-se do pensamento negativo, já que, vez por outra, continha a ânsia de desabafar-se das canseiras e das preocupações diárias.

Certamente, todos enfrentavam barreiras que se pareciam intransponíveis, livrando-se dos percalços e das confusões negativas, desabafando-se as mágoas adquiridas, enfrentando as dificuldades do trabalho diário.

Com o tempo, o carnaval cratense foi se arrefecendo, caindo no esquecimento desse povo, devido à falta de estímulo de alguns políticos do passado que dominavam o Crato, deixando cair os nossos costumes no esquecimento.

Já está na hora de reagirmos, de lutarmos com denodo e o desejo de recuperar nossos festejos carnavalescos por que nós não devemos cair no esquecimento, mas devemos mostrar que somos fortes e podemos resgatar o nosso carnaval nos mesmos moldes do carnaval passado: reabrindo os blocos carnavalescos, as escolas de samba e o carnaval de rua, pois consideramos o carnaval uma festa do povo e todo o povo deve participar de sua alegria.

    

FIM DE TARDE - I Wanna Rock!

Depois de um longo período, estamos retomando o projeto "FIM DE TARDE", uma forma diferente e super bacana de curtir a balada mais cedo. Além de ser um diferencial pelo horário, esse projeto tem como maior bandeira o respeito às pessoas, aos vizinhos do TERRAÇUS e principalmente o cumprimento do que determina a lei. Queremos diversão e arte e com esse projeto achamos que dá para conciliar diversão, arte e respeito às pessoas. A SERTÃO POP tem essa preocupação e queremos mostrar que vale a pena.

O evento acontecerá no próximo sábado, dia 3, a partir das 18h, com as maravilhosas bandas REI BULLDOG - tocando BEATLES sem parar, e LOS THE OS, com seus rocks, blues e o carisma que lhe é peculiar.

Vamos nessa. Acabou o carnaval, agora "Eu quero Rock!"

Os ingressos antecipados custarão 10 reais e serão vendidos nos seguintes locais:

CRATO - LOJA LARAS (Praça da Sé - em frente ao Museu) - 3521.2820
JUAZEIRO - PORÃO ROCK (Rua Carlos Gomes, 441 - ao lado de Prefeitura) - 3511.7527

OS INGRESSOS NA PORTARIA SERÃO COBRADOS A 15 REAIS

https://www.facebook.com/events/242523919169430/?context=create#

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Diante da vida - Emerson Monteiro

Tamanho das dores varia ao sabor dos infinitos. No entanto há que se vencer indiscriminadamente o que vier e ganhar na alegria outras tantas vezes quantas despontamentos aflorarem e sumirem nos instantes da dor. Que fazer, contudo? As respostas, no seio do coração, existem intensas na profusão da fé ao sabor das maiores necessidades. Livres de perder a cor, tintar o horizonte das ações renovadoras das bênçãos.

À hora do desânimo perante o caldo grosso das adversidades revelaria o Amor em seu potencial imenso guardado a sete chaves durante os longos anos da religiosidade pura. Naquelas horas tortas dos tonéis da mágoa, despontaria o valor dos créditos adquiridos na potente oração cotidiana, e confiar acima de quaisquer obstáculos. O segredo de Deus assim transcrito no coração, que distingue sua cor poderosa das outras mais, rompe barreiras das tristezas no mapa da alegria. Portas e janelas abertas aos quatro ventos.

Quantas e tantas situações transpostas sumiram nas noites tempestuosas... Desistir nunca, jamais. Segurar com fervor os cimos da Glória inominável, o transporte do valor a trazer os dias das certezas da coragem por demais vitoriosa, sabor inesquecível das verdades eternas, o prazer da felicidade transposto dos trilhos nos caminhos e tocar em frente.

Força de convicção reclama, portanto, atitudes positivas, apego aos valores inabaláveis do sentimento verdadeiro desse gosto a Quem pode, no íntimo de milhões de expectativas, conceder propósitos definitivos de sonhos bons. A potencialidade, pois, do Deus herói supremo das aventuras inúmeras, o caudal da Paz nos lares harmoniosos da alma de coisas e seres, de nós seus filhos em crescimento.

Na sequência de acontecimentos do painel das gerações desfilamos nossa construção do território coletivo e palco dos dramas e sucessos. Receber os enigmas e revelá-los em nossas faces, demonstrar firmeza e trazer definições.

Quantas vidas, quantos desejos de acertar o passo no ritmo organizado das leis superiores, alento de animais e lugares. Andar ao som da tranquilidade, senhores de si e dos céus. Sustentar a luz dos amigos a oferecer lições inesperadas, aulas e palavras só nas mãos do Eterno Pai.

Não importa minha cor


Sou de uma cor diferente
Não permito-me culpa
Não corrego o soberbo orgulho
Apenas me amo
Com defeitos e qualidades
Nossas diferenças...
transcendem nosso ego
Fortalece a corrente
E nos torna iguais

Daniel Boris (Jacques)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Devaneios - Por Celso J.de B. Siébra

 
Devaneios


O pensamento estava firme e recordações lhe traziam vivas memórias.

Sua mente era a própria existência, seu corpo inerte apenas acompanhava o pulsar compassado do coração, enquanto a respiração lenta, quase nada, mantinha o sopro da vida.

Neste raro momento, absorvido pela relativização do espaço/ tempo, ele não estava ali.
Imagens eram sentidas e sensações de calor ou frio não estavam presentes naquele mágico instante.

Lá, estava ele: Adulto, porém Criança.

Sua infância, em projeção mental, estava sendo repassada como em uma fita de um longa metragem com movimentos e cores. 

Ela o observava e, intrigada, se perguntava: Onde estará ele? Aqui em realidade ou em sonhos e devaneios? Seria possível deixar de existir, ainda existindo? Seria apenas um processo mental ? Ou seria aquele o momento do espírito? O tornar-se presente e mostra-se, sem ser percebido ? 

Assim, possuída pelo pensamento, em sonhos ou devaneios, se projetava como personagem de investigação e se tornava a essência das idéias. Em seu mundo, abstraída da realidade material, não percebia o brilho nos olhos dele que nesse instante falava: 

Quero nesse momento voar em teu sonho
E no balanço do teu coração feliz ancorar
Em sensações que me levem risonho
Ao sublime êxtase de te encontrar.

 
Celso J.de B. Siébra

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

MOMENTO DA POESIA Por Claude Bloc

Lua-Maré


Foto de 2010 - Vista para o Mucuripe ( Fortaleza - CE)


A lua, na maré cheia,
transborda
invade meu universo
e gira incansavelmente
 em torno do tempo da terra.
Patética, se volta,
para os sonhos, para a vida
 ... e revolta, desaba
ridiculamente nua
nas águas do mar.


Claude Bloc