Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Doce Amargura - José do Vale Pinheiro Feitosa

No início dos anos 60 um documentário italiano virou uma referência mundial. Era o Mondo Cane que tratava de fatos bizarros, de hábitos estranhos para a cultura ocidental. No Crato aquilo batia de frente com nossa cultura, como bem sabemos ocidental, mas com suas idiossincrasias a estranhar aqueles alóctones.

No entanto o mais fundamental do filme não foram os quadros que fazem o movimento do estranho no mundo. O que pulou para a história foi a canção temática, composta por Riz Ortolani, ou o Riz como abreviação de Riziero, um dos grandes da safra italiana que produziu grandes compositores para o cinema como Enio Moricone e Nino Rota.

O sucesso de Mondo Cane foi a música More, cantada pelas grandes estrelas da música como Judy Garland, Brenda Lee, Andy William e tocada por inúmeras orquestras. Aqui no Brasil o Moacir Franco rasgou a voz com a canção tendo o nome de Doce Amargura. Com esta música Riz ganhou o Grammy e foi indicado para Oscar de melhor canção.

Riz Ortolani com a música More ganhou fama e foi compor para o cinema no mundo todo, especialmente nos EUA e Inglaterra. Fez trilha sonora para filmes como O Rolls-Royce Amarelo e tantos filmes que ultrapassam mais de quinhentos incluindo Alemanha e Itália. Recentemente ele esteve na trilha sonoro das duas seqüências de Kill Bill.

Riz Ortolani toca com sua orquestra esta versão que ouvirão abaixo. Em italiano o More recebeu o título de Ti Guardero nel Cuore. No Youtube de onde retirei o vídeo, tem uma nota de um italiano que é bem o estilo de um tempo bem guardado mas sabemos não mais possível nas efervescências do exterior: More una canzone di un tempo struggente per l'amore che ho vissuto, una canzone unica iondimenticabile!!


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Onde Estás, Amor? - José Valdir Pereira

Onde Estás, Amor?

Sigo, paciente, sozinho,
percorrendo caminhos que dissipem minha dor.

Caminhos que me consolam,
com o esplendor de suas rosas,
manhãs ensolaradas,
e com o perfume que o vento traz do meu amor,
que não sei,
não vem...

Em cada caminho, não me são ausentes
as maravilhas da vida...
Tenho, também, a beleza da noite por companhia.

Do céu, o brilho que vem,
toca meus pensamentos,
com a ternura de uma flor,
fazendo-me ir ao encontro do meu amor,
que, de lá, de não muito longe,
há de vir, aos meus beijos,
desfazer minha dor.

Ah! querida minha,
por que estás distante e demoras a chegar?
Que caminhos e quantos devo ainda percorrer,
para ter-te em meus braços e não mais sofrer?

Diz-me,
és a estrela que não posso alcançar,
ou és a esperança por quem devo caminhar?

Onde estás, amor?
Dá-me o teu caminho,
ou venhas pelo caminho que vou.

Pensamento para o Dia 06/06/2011


“Assim como todas as partes do corpo formam um organismo, da mesma forma todos os seres são como vários membros de Deus. Quando há uma lesão na perna, é o olho que derrama lágrimas. O mesmo tipo de relação íntima existe entre Deus e todos os seres, da mesma forma que existe entre os diferentes membros do corpo. Devemos perceber que nossas alegrias e tristezas são os reflexos de nossas próprias ações; elas não são causadas pelos outros. Culpar os outros ou a Deus por nossas dores é um grande erro. Você é seu próprio testemunho. Tudo neste mundo é reação, reflexo e ressonância. ”
Sathya Sai Baba

E mais uma ExpoCrato - José do Vale Pinheiro Feitosa

Nos meus tempos de Colégio Estadual aí no Crato, - esperem aí, a m.... deste blogspot está opondo um traço vermelho sob a palavra Crato como se não a conhecesse, pode? - havia uma disputa entre as turmas através de jornais murais.

Os jornais do científico debatiam posições e piadas. Naqueles jornais havia uma coluna que se tornara moda na cultura da terra. Eram coisa do tipo: do cabelo desgrenhado de fulana Deus me livre. Eram formas de criticar alguém, sob pontos pitorescos e que, acreditem, despertavam boas gargalhadas. Vínhamos de uma cultura cristã em que criticar o outro - pelo menos em público - era desaconselhado.

Aí, pelas desculpas que peço adiantadas, ainda não li o blog de hoje, mas Deus me livre de mais um post com alguém criticando a programação musical da ExpoCrato. Não pelo crítico, fique claro, mas pela repetição que não resultou em nenhuma autocrítica dos programadores. Ou estamos todos desvinculados do gosto popular e os programadores têm razão ou nós não estamos desvinculados, o povo está conosco mas é inerte e não faz nada.

Cá para os meus guardados, mas o povo gosta mesmo é disso. Que tal coisa não desanime a busca pela qualidade em arte. Pelo contrário só demonstra a necessidade que têm os artistas da região em aumentar o fogo da criação e da participação política junto ao povo. Como bem lembraram os mineiros: os artistas têm que está onde o povo está.

A MEDUSA




A MEDUSA

Enfrentarás a Medusa com palavras frágeis
Deixarás para trás o tumulto do cais com a morte na cabeça
Encontrarás a Medusa com a morte na cabeça
Cegarás diante do azul intenso
Nenhum medo nenhum espanto
Uma súbita sabedoria e a vitória sobre as cobras de fogo
Enfrentarás a Medusa com o estandarte do teu poema



O novo inquilino da CASA AMARELA...

Cheguei assustado, garanto... Estava arisco, "riscando fósforo". Ora! Me tiraram de perto de minha mãe e eu ainda estava com sede dos seus cuidados. Queria aquele leitinho morno que eu sugava entre "ron-rons" e "miaus" despetalando meus dedos para ajudar a saciar a minha gula...

Eu não queria saber de nada... Só que me tiraram do meu habitat e eu queria miar até matar a vontade. Além do mais quem eram aquelas pessoas que estavam ali, enormes, batendo o salto do sapato no chão, fazendo aquele barulho esquisito? Eu só queria me esconder e observar aquela novidade grande ao meu redor.

Procurei umas caixas para abrigo. Me escondi atrás delas e haja "fósforo"! Me arranjaram uns nomes, nem sei se gostei também: Kamel ou Jeremias... Ui, e se eu disser que não gostei de nenhum? Eu queria ser um simples gatinho, sabe? Esse pessoal não entende.

Fui me acalmando quando me senti acolhido. Recebi carinho na cabeça, nas orelhas, nas costas. Gostoso isso! Ainda "risquei uns fósforos" para intimidar aquela gente e mostrar que eu era senhor de mim mesmo. Ora essa, tinha que me impor, né?

Mas os carinhos e cuidados foram me amolecendo e acabei sucumbindo. Recebi num pires um leitinho delicioso. Uma ração que estalava nos meus dentinhos afiados. "Carrapichei" blusas e caixas. e comecei a ter em mim aquela sensação de liberdade. Muito espaço pra brincar e "malinar! Pensam que sou besta, é? Logo descobri onde guardavam a ração e fiz uma escalada fenomenal até chegar lá... Delícia, gente!

Pois é, se quiser me ver, sabe onde moro? É lá mesmo, na Praça do Jambo. Naquela casinha amarela onde ninguém passa sem deixar de ver...

Miau, pra você...

Oxente! Cadê minha comida? Tava bem aqui...

Pense numa folga!


Até breve.

Beijos de gato.

Kamel ou seria Jeremias? Ou simplesmente Gatinho?

"Feito Extraordinário" - José Nilton Mariano Saraiva

Apesar do indisfarçável pavor que provoca em boa parte da população de todos os quadrantes do planeta, a viagem de avião ainda é, indubitavelmente, o meio mais prático, eficaz, seguro e rápido de se deslocar a grandes distâncias (continentais ou sobre o oceano, a passeio ou negócios), assim como se constitui no mais eficiente instrumento no transporte de toneladas de cargas de toda espécie (de produtos primários ou industrializados) que diuturnamente movimentam e fazem girar a economia mundial.
No entanto, os mais pessimistas (ou seriam medrosos ???) relutam em utilizá-la, ao se apegarem a uma particularidade (real e um tanto quanto macabra), que ronda e é característica das viagens aéreas: na perspectiva ou em caso de acidente, mui dificilmente sobrevive alguém pra contar a história (apesar de serem raríssimos os acidentes, se levarmos em conta a relação “quilometragem/número de vôos X ocorrências verificadas”), conforme comprovam as estatísticas disponibilizadas.
No entanto, como normalmente num mesmo vôo os aviões transportam dezenas ou centenas de pessoas, tal ocorrência (acidente) quando acontece é potencializada ao extremo, explorada em toda sua magnitude, em razão da comoção que provoca, pela perda irreparável que impinge às muitas famílias envolvidas, em face da solidariedade que desperta até em quem não tem nada a ver com o problema e, principalmente, pela dificuldade de se descobrir as causas que o provocaram.
O retrato emblemático do acima exposto foi o acidente ocorrido dois anos atrás com um portentoso avião da companhia francesa Air France, quando fazia o longo percurso Rio de Janeiro - Paris (mais de 10 horas de vôo) e que, subitamente, sem maiores explicações ou problemas aparentes, sumiu dos radares, despencou lá de cima e desapareceu no momento em que empreendia a longa travessia sobre o Oceano Atlântico, em plena noite.
Dia seguinte, tomando por base a hora precisa da decolagem, a velocidade da aeronave em vôos transatlânticos, a rota traçada previamente e o último contato mantido com os operadores em terra, chegou-se à conclusão da possível área, na imensidão do oceano, em que provavelmente houvera ocorrido um acidente, logo infelizmente confirmado com o aparecimento de pequenas partes da aeronave e alguns corpos a boiarem.
A partir de então e após dois longos anos de detalhados estudos, delimitação e avaliação da uma área específica na vastidão do Atlântico, uma nova tecnologia para uso em casos da espécie foi acionada, via utilização de um mini-submarino, equipado com câmaras fotográficas e acionado por controle remoto em terra, capaz de perscrutar o fundo do mar (cerca de quatro mil metros abaixo), à procura das duas “caixas-pretas” (cada uma do tamanho de uma caixa de sapato), onde o áudio da conversa do piloto e co-piloto na cabine de comando, assim como os dados técnicos do vôo se achavam armazenados.
E o que antes parecia uma “missão impossível”, aconteceu: as “caixas-pretas” não só foram localizadas, mas resgatadas (e muito bem conservadas) possibilitando que da leitura de seus dados se chegasse à triste conclusão que, lamentavelmente, uma sucessão de procedimentos equivocados dos teoricamente experientes pilotos (também conhecida no jargão aeronáutico como “falha humana”) houvera sido determinante para a morte das 228 pessoas que se achavam a bordo; é que, em razão da siberiana temperatura exterior (mais de 20 graus negativos) teria havido o congelamento de um ou dois dos sensores responsáveis pela medição da velocidade e altura, e a aeronave fora direcionada equivocadamente e de forma ascendente para o “olho do furacão” (tempestade), quando em situações da espécie a recomendação ou prioridade seria adotar uma trajetória de descida (como já ocorrera e fora revertida, anteriormente).
Fato é que, em razão do compreensível lamento por tantas vidas ceifadas prematuramente, de certa forma ficou obscurecido o “feito extraordinário” de o homem ter conseguido algo que muitos consideravam uma missão impossível: via tecnologia por ele produzida, ir às profundezas do oceano (quatro mil metros do nível do mar, inacessível ao ser humano) e de lá trazer respostas confortadores e convincentes não só para as famílias enlutadas, mas pra toda a humanidade (sem se falar que os corpos já começaram a ser resgatados).
Fica a lição.

Entre o popular e o clássico há uma indústria fonográfica - José do Vale Pinheiro Feitosa

A indústria fonográfica produz essencialmente para a cultura ocidental. Só marginalmente outras culturas clássicas ou antigas são objeto desta indústria. Isso se deve à centralidade do capitalismo mundial, baseado nas grandes potências, especialmente os EUA e a Europa.
A cultura musical popular do ocidente, por outro lado toma raízes das populações locais mas as coloca na grande matriz daquilo produzido nas potências econômicas referidas. Isso vem ocorrendo desde o século XVIII quando começa haver uma sociedade urbana nas Américas, África, Médio Oriente e Ásia.

Isso levava a um vai e vem entre os países periféricos e a matriz de modo a se influenciar reciprocamente, mas o valor modal era sempre ditado por quem controla os meios de divulgação. Estes meios anteriormente eram as partituras e depois a própria gravação do som ou da imagem.

O Jazz, por exemplo, já foi um ritmo de periferia, que recebeu a grande influência da música Européia, com seus arranjos e instrumentos. O mesmo aconteceu aqui com a modinha, o samba e assim por diante. Por isso na raiz da música popular divulgada pela grande indústria fonográfica sempre se encontra a chamada música clássica, a ópera e por último a opereta, que era um gosto mais popular da ópera.

Igualmente a música popular foi influenciada pelas peças musicais para o Balé e os ritmos popularizados por toda Europa como a Valsa, a Polca, a Mazurca e tantas outras. Uma das músicas mais belas é o “In Chambre Separee” da mais famosa opereta de Richard Heuberger: Der Opernball de 1898. Neste vídeo a ouvimos na belíssima voz de Elisabeth Schwarzkopf.
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Mais algumas pérolas do vestibular...

Ô TRISTEZA...
 
É muito triste... mas é impossível não rir.
Revejam algumas redações do vestibular da UFRJ.
Eis as pérolas!!!!
 
Leia com atenção!
 
REDAÇÃO
 
· O Brasil é um País abastardo com um futuro promissório;
· O maior matrimônio do País é a educação;
· Precisamos tirar as fendas dos olhos para enxergar com clareza o número de famigerados que almenta (sic);
· Os analfabetos nunca tiveram chance de voltar à escola;
· O bem star (sic) dos abtantes endependente (sic) de roça, religião, sexo e vegetarianos, está preocupan-do-nos;
· É preciso melhorar as indiferenças sociais e promover o saneamento de muitas pessoas;
· Também preoculpa (sic) o avanço regesssivo da violência;
· Segundo Darcy Gonçalves (Darcy Ribeiro) e o juiz Nicolau de Melo Neto (Nicolau dos Santos Neto);
· E o presidente onde está? Certamente em sua cadeira fumando baseado e conversando com o presidente dos EUA.
 
HISTÓRIA
· O Hino Nacional Francês se chama La Mayonèse...
· Tiradentes, depois de morto, foi decapitulado.
· Resposta a uma pergunta: "Não cei".
· Entres os índios de América, destacam-se os aztecas, os incas, os  pirineus, etc.
· A História se divide em 4: Antiga, Média, Moderna e Momentânea (esta, a dos nossos dias).
· Em Esparta as crianças que nasciam mortas eram sacrificadas.
· Resposta à pergunta: "Que entende por helenização?": - "Não entendo nada".
· No começo os índios eram muito atrazados mas com o tempo foram se  sifilizando.
· Entre os povos orientais os casamentos eram feitos "no escuro" e os  noivos só se conheciam na hora h.
· Então o governo precisou contratar oficiais para fortalecer o exército  da marinha.
· Em homenagem a Gutenberg, fizeram na Alemanha uma estátua, tirando uma folha do prelo, com os dizeres: "e a luz foi iluminada".
· No tempo colonial o Brasil só dependia do café e de outros produtos extremamente vegetarianos.
 
GEOGRAFIA
· A capital de Portugal é Luiz Boa.
· A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos.
· O Brasil é um país muito aguado pela chuva.
· Na América do Norte tem mais de 100.000 Km de estradas de ferro cimentadas.
· Oceano é onde nasce o Sol; onde ele nasce é o nascente onde descedecente.
· Na América Central há países como a República do Minicana.
· A Terra é um dos planetas mais conhecidos no mundo.
· As constelações servem para esclarecer a noite.
· As principais cidades da América do Norte são Argentina e Estados Unidos.
· Expansivas são as pessoas tangarelas.
· O clima de São Paulo é assim: quando faz frio é inverno; quando faz calor é verão; quando tem flores é primavera; quando tem frutas é outono e quando chove é inundação.
· Essa vale prêmio: Os plantetas são 9: Mercúrio, Venus, Terra, Marte. Os outros 5 eu sabia mas como esqueci agora e está na hora de entregar a prova, o sr. não vai esperar eu lembrar, vai? (e espero que não vai abaixar a nota por causa disso).
 
Ô VERGONHA....
 
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