Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
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claude_bloc@hotmail.com

terça-feira, 7 de junho de 2011

MOVIMENTO PELA DIVERSIDADE MUSICAL E CONTRA O MONOPÓLIO DO FORRÓ DE PLÁSTICO - Por: Dihelson Mendonça


Movimento em favor da diversidade musical, e contra o Monopólio do Forró de Plástico na mídia ! - Lanço uma corrente para unir todas as pessoas que gostam da Boa Música. Junte-se a nós. Chega de mesmice !



Somente com a união de todas as pessoas que gostam da música de qualidade no Brasil, conseguiremos vencer o "Cartel da Mídia" que mantém o monopólio do forró de plástico 24 horas por dia nas estações de rádio. Estou recrutando cada pessoa de bom gosto musical, cada cidadão que odeia a baixaria representada pelas bandas de forró; Cada um que curte outros estilos, para que juntos formemos uma frente, um movimento organizado que estou denominando inicialmente de "Movimento Pela Diversidade Musical na Mídia" para as estações de rádio possam voltar a tocar estilos variados de música, rompendo esse monopólio de porcarias estabelecido. Como sabemos, o percentual de pessoas que apreciam música de qualidade é muito superior aos que gostam de música ruim, mas somente a música ruim tem espaço no Rádio, porque um grupo econômico criou e mantém há 2 décadas uma estrutura perversa que visa apenas ganhar dinheiro fácil às custas da massificação.

A ESTRUTURA DO SISTEMA

Ao contrário do que muitos pensam, o monopólio do forró de plástico na mídia não é um elemento passivo. Não caiu no gosto do povo por mero acaso. É fruto de uma estrutura cuidadosamente planejada nos anos 90 por um grupo de empresários visando o ganho de dinheiro fácil dos incautos pela exploração e pela massificação. O objetivo primordial deles é manter o forró de plástico ativo 24Hs no Rádio, impedindo outros estilos musicias e garantindo público nos eventos:


O sistema é formado basicamente por 3 elementos que trabalham de forma organizada e sincronizada:

01 - Proprietários de bandas de forró de plástico ( gravadoras ) - A coisa toda é feita visando a exploração da baixaria, da vulgaridade, do estímulo ao alcoolismo e da prostituição, com letras pobres que apelam para os instintos primitivos enquanto se investe no visual, tornando a música um fator secundário. Arte não existe. Abusa-se do mau-gosto, e garantem-se espaços nas estações de rádio com uma estrutura paga, via satélite. Como uma droga de efeito imediato e que não se mantém, é que nem mesmo aqueles que gostam desse estilo aguentam ouvir a mesma música por muito tempo. O sucesso é passageiro, como o efeito de qualquer outra droga. O lucro não é obtido na venda de CDs, que são vendidos nas lojas por um valor simbólico e são muitas vezes doados em esquinas como promoção para arrebanhar público para os shows. Usam as gravadoras apenas como elemento de produção, sendo que o lucro real vem da venda de ingressos nos shows. A tática é oposta ao modelo vigente nas grandes gravadoras do país, onde lança-se o artista para vender o produto. Aqui, a gravadora serve apenas para reforçar e amparar o sucesso. A música pode até ser gravada ao vivo, no próprio show, pois descobriu-se que o público alvo não tem intelecto suficiente para distinguir a qualidade da gravação. O objetivo é promover a participação do público, sobretudo gritando nomes de determinadas pessoas nos shows, que levarão os CDs para tocar para os amigos. Na maioria dos casos, uma mesma música é gravada por várias bandas ao mesmo tempo.

02 - Estações de Rádio - Em conluio $$$$$ com as bandas de forró de plástico para massificar a população, elas é quem preparam o GADO ( público ) para as vendas dos ingressos nos eventos garantindo a publicidade antecipada, a fim de levar a massa como gado ao matadouro ( shows ) como se fossem Zumbis. A música, segundo eles, não deve ser artigo para pensar. Pensar, Dói ! - Música seria como qualquer droga, como CRACK e COCAÍNA: Apenas para a diversão fugaz, de fácil apelo, e em associação ao movimento corporal e à sensualidade. O Rádio une-se às bandas de forró para divulgar somente o material fornecido pelos proprietários, minimizando ou vetando quaisquer outras formas musicais, garantindo assim o monopólio e a massificação e preparando o povo para o principal: a venda de ingressos em shows.

03 - Proprietários de Casas de Shows - Aqui é onde realmente desemboca o grande filão do dinheiro. Visando lucro fácil, entram na jogada, abrindo os espaços para o material que já foi divulgado e massificado por meses nas estações de Rádio e em acordo com as bandas de forró. Em época de eventos, as bandas que irão participar se intensificam nas estações de rádio, tocando principalmente as que participarão, e retirando as que não irão participar, tudo preparado cuidadosamente com meses de antecedência e garantindo a participação da massa, que estará preparada a tempo para o dia do shows. Todos lucram no negócio milionário.

RECLAMAR ADIANTA ?

01 - Desde que o forró de plástico ( como é conhecido atualmente o chamdo "forró putaria", desde a intervenção do músico Chico Cesar ) nossa tática de reclamar não tem sequer arranhado a estrutura dos organizadores de eventos, e muito menos sensibilizado qualquer dos 3 pilares do cartel da mídia, que estão agarrados ao OSSO, mas estas reclamações, por outro lado, tem feito surgir muitas bocas indignadas no seio da sociedade ( inclusive crônicas famosas, como a do Ariano Suassuna ). As inúmeras reclamações trouxeram de volta pessoas que gostam da boa música e estavam esquecidas, impotentes frente ao descaso, e foi por essas reclamações que descobrimos outros que pensam iguais a nós, que estão vendo a arte e a cultura irem para o ralo. Portanto, reclamar é bom, sempre foi bom e sempre será uma grande arma nesse movimento.

02 - A nossa estratégia de começar a ganhar os meios de comunicação tem dado certo. Diversos artistas do nordeste, e principalmente do interior do Ceará, além de formadores de opinião se reuniram e foram às estações de rádio tocar aquilo que já não mais se ouvia. Apesar do curto espaço de tempo, estamos reunindo, congregando as pessoas que gostam de outros estilos musicais, e posso dizer pelo que vejo e tenho ouvido, que a quantidade de pessoas que gostam de boa música é maior do que os que gostam de porcaria, só que eles não se manifestam tanto quanto aqueles. Os shows dos bons artistas estão gradualmente retornando, e tem tido casa lotada, prova do retorno da boa música e do funcionamento do Marketing.

03 - Mesmo em Fortaleza, o reduto do Forró de Plástico, é unanimidade que lá esse forró decadente já diminuiu e alguns apostam até que está morrendo. Ainda bem!

O NOSSO MOVIMENTO:

Minha idéia é unir todas as pessoas que gostam de música de qualidade num grande e permanente movimento em direção às artes e à cultura, a fim de quebrar o monopólio de um só estilo de música no Rádio, garantindo a diversidadeartística e cultural. Temos andado muito dispersos nos últimos anos. O inimigo se aproveitou disso e tomou conta dos meios de comunicação. Permitimos literalmente que a raposa invadisse o galinheiro, enquanto ficamos apenas olhando sem nada fazer. Nosso movimento precisa ser direcionado no sentido de ocupar os espaços novamente, dos meios de comunicação em escala Regional, Estadual e Nacional.

Esse movimento organizado, que une todas as mídias de que temos acesso, terá por meta a união de todas as pessoas de bom gosto numa imensa "Corrente do Bem", que fará cada vez mais pressão no sentido de garantir espaços de diversidade na mídia, e consequentemente, formar mais platéia e bom gosto. O nosso público é grande, só está disperso. É preciso reunir essas pessoas dos 4 cantos. A nossa força estará nessa união. Será um movimento lento, porém gradativo e permanente, que espero contar com todos aqueles que não mais aguentam tanta decadência cultural, que não aguentam mais tanta porcaria no Rádio, e que desejam ouvir novamente MÚSICA DE VERDADE. Lançamos hoje a pedra fundamental desse movimento de resgate aos grandes valores; Não apenas musicais, pois a música decadente é fruto de uma sociedade em decadência. Por isso, é preciso investir nos grandes valores que formam o ser humano, que se baseiam sobretudo, na educação, que é o grande pilar da sociedade. Que possamos unir nossas forças, e todos os recursos disponíveis no sentido de cultivarmos o melhor do ser humano, e com certeza, todo o bem virá por consequência.

Una-se a este movimento. Em breve, o lançamento do site oficial. Enquanto isso, quem quiser participar, pode me adicionar no Facebook, twitter, ou outros websites para trocarmos idéias e estratégias para o combate ao monopólio da mídia:

www.facebook.com/dihelson
www.blogdocrato.com
www.chapadadoararipe.com
www.radiochapadadoararipe.com
www.culturanocariri.com
www.cariricult.blogspot.com
www.cariricaturas.blogspot.com
www.redeblogsdoceara.blogspot.com

VIVA A DIVERSIDADE MUSICAL. ABAIXO O MONOPÓLIO !

Abraços,

Dihelson Mendonça
Músico - Compositor, Pianista, Fotógrafo, Escritor.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Doce Amargura - José do Vale Pinheiro Feitosa

No início dos anos 60 um documentário italiano virou uma referência mundial. Era o Mondo Cane que tratava de fatos bizarros, de hábitos estranhos para a cultura ocidental. No Crato aquilo batia de frente com nossa cultura, como bem sabemos ocidental, mas com suas idiossincrasias a estranhar aqueles alóctones.

No entanto o mais fundamental do filme não foram os quadros que fazem o movimento do estranho no mundo. O que pulou para a história foi a canção temática, composta por Riz Ortolani, ou o Riz como abreviação de Riziero, um dos grandes da safra italiana que produziu grandes compositores para o cinema como Enio Moricone e Nino Rota.

O sucesso de Mondo Cane foi a música More, cantada pelas grandes estrelas da música como Judy Garland, Brenda Lee, Andy William e tocada por inúmeras orquestras. Aqui no Brasil o Moacir Franco rasgou a voz com a canção tendo o nome de Doce Amargura. Com esta música Riz ganhou o Grammy e foi indicado para Oscar de melhor canção.

Riz Ortolani com a música More ganhou fama e foi compor para o cinema no mundo todo, especialmente nos EUA e Inglaterra. Fez trilha sonora para filmes como O Rolls-Royce Amarelo e tantos filmes que ultrapassam mais de quinhentos incluindo Alemanha e Itália. Recentemente ele esteve na trilha sonoro das duas seqüências de Kill Bill.

Riz Ortolani toca com sua orquestra esta versão que ouvirão abaixo. Em italiano o More recebeu o título de Ti Guardero nel Cuore. No Youtube de onde retirei o vídeo, tem uma nota de um italiano que é bem o estilo de um tempo bem guardado mas sabemos não mais possível nas efervescências do exterior: More una canzone di un tempo struggente per l'amore che ho vissuto, una canzone unica iondimenticabile!!


Onde Estás, Amor? - José Valdir Pereira

Onde Estás, Amor?

Sigo, paciente, sozinho,
percorrendo caminhos que dissipem minha dor.

Caminhos que me consolam,
com o esplendor de suas rosas,
manhãs ensolaradas,
e com o perfume que o vento traz do meu amor,
que não sei,
não vem...

Em cada caminho, não me são ausentes
as maravilhas da vida...
Tenho, também, a beleza da noite por companhia.

Do céu, o brilho que vem,
toca meus pensamentos,
com a ternura de uma flor,
fazendo-me ir ao encontro do meu amor,
que, de lá, de não muito longe,
há de vir, aos meus beijos,
desfazer minha dor.

Ah! querida minha,
por que estás distante e demoras a chegar?
Que caminhos e quantos devo ainda percorrer,
para ter-te em meus braços e não mais sofrer?

Diz-me,
és a estrela que não posso alcançar,
ou és a esperança por quem devo caminhar?

Onde estás, amor?
Dá-me o teu caminho,
ou venhas pelo caminho que vou.

Pensamento para o Dia 06/06/2011


“Assim como todas as partes do corpo formam um organismo, da mesma forma todos os seres são como vários membros de Deus. Quando há uma lesão na perna, é o olho que derrama lágrimas. O mesmo tipo de relação íntima existe entre Deus e todos os seres, da mesma forma que existe entre os diferentes membros do corpo. Devemos perceber que nossas alegrias e tristezas são os reflexos de nossas próprias ações; elas não são causadas pelos outros. Culpar os outros ou a Deus por nossas dores é um grande erro. Você é seu próprio testemunho. Tudo neste mundo é reação, reflexo e ressonância. ”
Sathya Sai Baba

E mais uma ExpoCrato - José do Vale Pinheiro Feitosa

Nos meus tempos de Colégio Estadual aí no Crato, - esperem aí, a m.... deste blogspot está opondo um traço vermelho sob a palavra Crato como se não a conhecesse, pode? - havia uma disputa entre as turmas através de jornais murais.

Os jornais do científico debatiam posições e piadas. Naqueles jornais havia uma coluna que se tornara moda na cultura da terra. Eram coisa do tipo: do cabelo desgrenhado de fulana Deus me livre. Eram formas de criticar alguém, sob pontos pitorescos e que, acreditem, despertavam boas gargalhadas. Vínhamos de uma cultura cristã em que criticar o outro - pelo menos em público - era desaconselhado.

Aí, pelas desculpas que peço adiantadas, ainda não li o blog de hoje, mas Deus me livre de mais um post com alguém criticando a programação musical da ExpoCrato. Não pelo crítico, fique claro, mas pela repetição que não resultou em nenhuma autocrítica dos programadores. Ou estamos todos desvinculados do gosto popular e os programadores têm razão ou nós não estamos desvinculados, o povo está conosco mas é inerte e não faz nada.

Cá para os meus guardados, mas o povo gosta mesmo é disso. Que tal coisa não desanime a busca pela qualidade em arte. Pelo contrário só demonstra a necessidade que têm os artistas da região em aumentar o fogo da criação e da participação política junto ao povo. Como bem lembraram os mineiros: os artistas têm que está onde o povo está.

A MEDUSA




A MEDUSA

Enfrentarás a Medusa com palavras frágeis
Deixarás para trás o tumulto do cais com a morte na cabeça
Encontrarás a Medusa com a morte na cabeça
Cegarás diante do azul intenso
Nenhum medo nenhum espanto
Uma súbita sabedoria e a vitória sobre as cobras de fogo
Enfrentarás a Medusa com o estandarte do teu poema



O novo inquilino da CASA AMARELA...

Cheguei assustado, garanto... Estava arisco, "riscando fósforo". Ora! Me tiraram de perto de minha mãe e eu ainda estava com sede dos seus cuidados. Queria aquele leitinho morno que eu sugava entre "ron-rons" e "miaus" despetalando meus dedos para ajudar a saciar a minha gula...

Eu não queria saber de nada... Só que me tiraram do meu habitat e eu queria miar até matar a vontade. Além do mais quem eram aquelas pessoas que estavam ali, enormes, batendo o salto do sapato no chão, fazendo aquele barulho esquisito? Eu só queria me esconder e observar aquela novidade grande ao meu redor.

Procurei umas caixas para abrigo. Me escondi atrás delas e haja "fósforo"! Me arranjaram uns nomes, nem sei se gostei também: Kamel ou Jeremias... Ui, e se eu disser que não gostei de nenhum? Eu queria ser um simples gatinho, sabe? Esse pessoal não entende.

Fui me acalmando quando me senti acolhido. Recebi carinho na cabeça, nas orelhas, nas costas. Gostoso isso! Ainda "risquei uns fósforos" para intimidar aquela gente e mostrar que eu era senhor de mim mesmo. Ora essa, tinha que me impor, né?

Mas os carinhos e cuidados foram me amolecendo e acabei sucumbindo. Recebi num pires um leitinho delicioso. Uma ração que estalava nos meus dentinhos afiados. "Carrapichei" blusas e caixas. e comecei a ter em mim aquela sensação de liberdade. Muito espaço pra brincar e "malinar! Pensam que sou besta, é? Logo descobri onde guardavam a ração e fiz uma escalada fenomenal até chegar lá... Delícia, gente!

Pois é, se quiser me ver, sabe onde moro? É lá mesmo, na Praça do Jambo. Naquela casinha amarela onde ninguém passa sem deixar de ver...

Miau, pra você...

Oxente! Cadê minha comida? Tava bem aqui...

Pense numa folga!


Até breve.

Beijos de gato.

Kamel ou seria Jeremias? Ou simplesmente Gatinho?

"Feito Extraordinário" - José Nilton Mariano Saraiva

Apesar do indisfarçável pavor que provoca em boa parte da população de todos os quadrantes do planeta, a viagem de avião ainda é, indubitavelmente, o meio mais prático, eficaz, seguro e rápido de se deslocar a grandes distâncias (continentais ou sobre o oceano, a passeio ou negócios), assim como se constitui no mais eficiente instrumento no transporte de toneladas de cargas de toda espécie (de produtos primários ou industrializados) que diuturnamente movimentam e fazem girar a economia mundial.
No entanto, os mais pessimistas (ou seriam medrosos ???) relutam em utilizá-la, ao se apegarem a uma particularidade (real e um tanto quanto macabra), que ronda e é característica das viagens aéreas: na perspectiva ou em caso de acidente, mui dificilmente sobrevive alguém pra contar a história (apesar de serem raríssimos os acidentes, se levarmos em conta a relação “quilometragem/número de vôos X ocorrências verificadas”), conforme comprovam as estatísticas disponibilizadas.
No entanto, como normalmente num mesmo vôo os aviões transportam dezenas ou centenas de pessoas, tal ocorrência (acidente) quando acontece é potencializada ao extremo, explorada em toda sua magnitude, em razão da comoção que provoca, pela perda irreparável que impinge às muitas famílias envolvidas, em face da solidariedade que desperta até em quem não tem nada a ver com o problema e, principalmente, pela dificuldade de se descobrir as causas que o provocaram.
O retrato emblemático do acima exposto foi o acidente ocorrido dois anos atrás com um portentoso avião da companhia francesa Air France, quando fazia o longo percurso Rio de Janeiro - Paris (mais de 10 horas de vôo) e que, subitamente, sem maiores explicações ou problemas aparentes, sumiu dos radares, despencou lá de cima e desapareceu no momento em que empreendia a longa travessia sobre o Oceano Atlântico, em plena noite.
Dia seguinte, tomando por base a hora precisa da decolagem, a velocidade da aeronave em vôos transatlânticos, a rota traçada previamente e o último contato mantido com os operadores em terra, chegou-se à conclusão da possível área, na imensidão do oceano, em que provavelmente houvera ocorrido um acidente, logo infelizmente confirmado com o aparecimento de pequenas partes da aeronave e alguns corpos a boiarem.
A partir de então e após dois longos anos de detalhados estudos, delimitação e avaliação da uma área específica na vastidão do Atlântico, uma nova tecnologia para uso em casos da espécie foi acionada, via utilização de um mini-submarino, equipado com câmaras fotográficas e acionado por controle remoto em terra, capaz de perscrutar o fundo do mar (cerca de quatro mil metros abaixo), à procura das duas “caixas-pretas” (cada uma do tamanho de uma caixa de sapato), onde o áudio da conversa do piloto e co-piloto na cabine de comando, assim como os dados técnicos do vôo se achavam armazenados.
E o que antes parecia uma “missão impossível”, aconteceu: as “caixas-pretas” não só foram localizadas, mas resgatadas (e muito bem conservadas) possibilitando que da leitura de seus dados se chegasse à triste conclusão que, lamentavelmente, uma sucessão de procedimentos equivocados dos teoricamente experientes pilotos (também conhecida no jargão aeronáutico como “falha humana”) houvera sido determinante para a morte das 228 pessoas que se achavam a bordo; é que, em razão da siberiana temperatura exterior (mais de 20 graus negativos) teria havido o congelamento de um ou dois dos sensores responsáveis pela medição da velocidade e altura, e a aeronave fora direcionada equivocadamente e de forma ascendente para o “olho do furacão” (tempestade), quando em situações da espécie a recomendação ou prioridade seria adotar uma trajetória de descida (como já ocorrera e fora revertida, anteriormente).
Fato é que, em razão do compreensível lamento por tantas vidas ceifadas prematuramente, de certa forma ficou obscurecido o “feito extraordinário” de o homem ter conseguido algo que muitos consideravam uma missão impossível: via tecnologia por ele produzida, ir às profundezas do oceano (quatro mil metros do nível do mar, inacessível ao ser humano) e de lá trazer respostas confortadores e convincentes não só para as famílias enlutadas, mas pra toda a humanidade (sem se falar que os corpos já começaram a ser resgatados).
Fica a lição.

Entre o popular e o clássico há uma indústria fonográfica - José do Vale Pinheiro Feitosa

A indústria fonográfica produz essencialmente para a cultura ocidental. Só marginalmente outras culturas clássicas ou antigas são objeto desta indústria. Isso se deve à centralidade do capitalismo mundial, baseado nas grandes potências, especialmente os EUA e a Europa.
A cultura musical popular do ocidente, por outro lado toma raízes das populações locais mas as coloca na grande matriz daquilo produzido nas potências econômicas referidas. Isso vem ocorrendo desde o século XVIII quando começa haver uma sociedade urbana nas Américas, África, Médio Oriente e Ásia.

Isso levava a um vai e vem entre os países periféricos e a matriz de modo a se influenciar reciprocamente, mas o valor modal era sempre ditado por quem controla os meios de divulgação. Estes meios anteriormente eram as partituras e depois a própria gravação do som ou da imagem.

O Jazz, por exemplo, já foi um ritmo de periferia, que recebeu a grande influência da música Européia, com seus arranjos e instrumentos. O mesmo aconteceu aqui com a modinha, o samba e assim por diante. Por isso na raiz da música popular divulgada pela grande indústria fonográfica sempre se encontra a chamada música clássica, a ópera e por último a opereta, que era um gosto mais popular da ópera.

Igualmente a música popular foi influenciada pelas peças musicais para o Balé e os ritmos popularizados por toda Europa como a Valsa, a Polca, a Mazurca e tantas outras. Uma das músicas mais belas é o “In Chambre Separee” da mais famosa opereta de Richard Heuberger: Der Opernball de 1898. Neste vídeo a ouvimos na belíssima voz de Elisabeth Schwarzkopf.

Mais algumas pérolas do vestibular...

Ô TRISTEZA...
 
É muito triste... mas é impossível não rir.
Revejam algumas redações do vestibular da UFRJ.
Eis as pérolas!!!!
 
Leia com atenção!
 
REDAÇÃO
 
· O Brasil é um País abastardo com um futuro promissório;
· O maior matrimônio do País é a educação;
· Precisamos tirar as fendas dos olhos para enxergar com clareza o número de famigerados que almenta (sic);
· Os analfabetos nunca tiveram chance de voltar à escola;
· O bem star (sic) dos abtantes endependente (sic) de roça, religião, sexo e vegetarianos, está preocupan-do-nos;
· É preciso melhorar as indiferenças sociais e promover o saneamento de muitas pessoas;
· Também preoculpa (sic) o avanço regesssivo da violência;
· Segundo Darcy Gonçalves (Darcy Ribeiro) e o juiz Nicolau de Melo Neto (Nicolau dos Santos Neto);
· E o presidente onde está? Certamente em sua cadeira fumando baseado e conversando com o presidente dos EUA.
 
HISTÓRIA
· O Hino Nacional Francês se chama La Mayonèse...
· Tiradentes, depois de morto, foi decapitulado.
· Resposta a uma pergunta: "Não cei".
· Entres os índios de América, destacam-se os aztecas, os incas, os  pirineus, etc.
· A História se divide em 4: Antiga, Média, Moderna e Momentânea (esta, a dos nossos dias).
· Em Esparta as crianças que nasciam mortas eram sacrificadas.
· Resposta à pergunta: "Que entende por helenização?": - "Não entendo nada".
· No começo os índios eram muito atrazados mas com o tempo foram se  sifilizando.
· Entre os povos orientais os casamentos eram feitos "no escuro" e os  noivos só se conheciam na hora h.
· Então o governo precisou contratar oficiais para fortalecer o exército  da marinha.
· Em homenagem a Gutenberg, fizeram na Alemanha uma estátua, tirando uma folha do prelo, com os dizeres: "e a luz foi iluminada".
· No tempo colonial o Brasil só dependia do café e de outros produtos extremamente vegetarianos.
 
GEOGRAFIA
· A capital de Portugal é Luiz Boa.
· A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos.
· O Brasil é um país muito aguado pela chuva.
· Na América do Norte tem mais de 100.000 Km de estradas de ferro cimentadas.
· Oceano é onde nasce o Sol; onde ele nasce é o nascente onde descedecente.
· Na América Central há países como a República do Minicana.
· A Terra é um dos planetas mais conhecidos no mundo.
· As constelações servem para esclarecer a noite.
· As principais cidades da América do Norte são Argentina e Estados Unidos.
· Expansivas são as pessoas tangarelas.
· O clima de São Paulo é assim: quando faz frio é inverno; quando faz calor é verão; quando tem flores é primavera; quando tem frutas é outono e quando chove é inundação.
· Essa vale prêmio: Os plantetas são 9: Mercúrio, Venus, Terra, Marte. Os outros 5 eu sabia mas como esqueci agora e está na hora de entregar a prova, o sr. não vai esperar eu lembrar, vai? (e espero que não vai abaixar a nota por causa disso).
 
Ô VERGONHA....
 
.... Recebido por e-mail ....

domingo, 5 de junho de 2011

Neblina - Paulo Viana

Ah, essa emoção estranha, esse desejo platônico
Move-se pelas imagens e penetra no silêncio virtual
Adivinhando o conteúdo dos sonhos
Espreitada por essa razão de lógica fatídica e previsível
Mesmo assim, disfarça-se em versos e explode em palavras
E, depois que germina, o improvável a alimenta
Os raios de um sol impossível iluminam sua vitalidade
E ainda, na antevéspera da paixão, cresce, cresce
Os inúteis anteparos da praticidade tombam impotentes
Porque logo vira véspera de um iminente pulsar emocional
Nas entranhas inicia-se o peso, um misto de angústia e quase gozo
Por fim, uma nebulosa instala-se no espaço da lucidez
O coração acelera com uma imagem, ou diálogo
Deixo fluir, simplesmente, como um rio depois das chuvas
Não é tempestade, porque os corpos nunca se encontraram
É neblina suave, molhando devagar
Até que esse carisma atravessou o peito e fez pequenas poças no coração
Com diversos matizes de sentimentos
E a paixão faz-se rebento
O formalismo racional apenas observa, pois já não tem mais força
Não pode lutar contra a expressão do mais profundo da existência
Não pode impedir que o amor construa sua caminhada
Por mais difícil e distante que ela seja
Se jamais chegar a seu destino, se consolidando em sua concretude,
Pelo menos terá derramado sua essência pelo caminho
E terá criado a perspectiva de se vislumbrar a felicidade
Que venha! Tenho versos secretos para ela

Pirulito na Boca dos Pobres:A Mentira é Uma Verdade Suprema dos Poderes-Wilson Bernardo.

QUER GANHAR DINHEIRO FÁCIL E EM POUCO TEMPO:APLIQUE NO

PALOCCIninvest

Wilson Bernardo(Texto & Fotografia)

Meio ambiente - Por José de Arimatéa dos Santos

Água

Foto: José de Arimatéa dos Santos
Florestas
No Pará e Rondônia
Povos da floresta
Seres humanos assassinados
Igual Chico Mendes
Verdadeiros heróis
Solo
Cidade e campo
Animais
Energia
Desenvolvimento sustentável
Mais do que necessária
Nova consciência
Ecológica

sábado, 4 de junho de 2011

INTRANSINSTINTIVAMENTE - por Ulisses Germano


INTRANSINSTINTIVAMENTE


O pensamento, feitor de todas as coisas
Creadas pela humanidade
Falha, limitado, diante da intuição
Que sem veleidade ou vaidade
Afirma peremptoriamente:
-O amor não é nada além de si mesmo
- “Intransinstintivamente” -
Ele não morre, escorre feito água
E molha quem se deixar se molhar
E perdoa quem se deixar se perdoar
Na deixa de se deixar levar
No indizível gesto renovado
Que sobrevive repetidas vezes
Nas canções poéticas que embalam
A vontade de viver plenamente
O restim de vida em todos nós

Ulisses Germano 


Manchetes de hoje, Domingo, 05 de Junho, no JORNAL CHAPADA DO ARARIPE - Internet


As Notícias do Cariri, do Brasil e do Mundo.


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhwqe-O_XM2BxS7rgDR5J8Nl3h9QJbmigJCeYMSqSosMcHRAcvtTwfhmEtXnXugCtu-OnHA99QgjGeZMM4HFTkstezVT8COdAZjkwsYB7ExKZvDycwCqkbOcWUVfwAuc70-6iTlWrZsi_nl/s1600/jornal_chapada_do_araripe_logo_650.jpg

Clique nos links abaixo para ler as principais Notícias de hoje:


- Briga de vizinhos acabou com a morte na noite desta sexta-feira (3), em Juazeiro do Norte.
- Palocci vai se explicar usando uma entrevista ao Jornal Nacional
- Al-Qaeda ensina a fazer bolinhos
- Gêmeos de 92 anos que passaram a vida juntos morrem no mesmo dia
- Com bombas de gás, PM invade quartel tomado por bombeiros no Rio
- Papa Bento 16 chega à Croácia para viagem oficial de dois dias
- Cerca de sete mil pessoas são infectadas pelo HIV por dia no mundo, diz ONU
- Feirão no Cariri acontece hoje em Juazeiro
- Plano de expansão de energia prevê mais 30 usinas hidrelétricas até 2020
- CINEMA – Veja o Trailler do novo filme “Assalto ao banco Central”
- Anatel aprova plano por R$ 13,80
- Homem morre após ser atropelado por carro funerário, em Fortaleza
- QUESTÕES DE PALOCCI – Por: Rachel Sheherazade
- Comissão de Ética do PSDB propõe expulsão de Gony Arruda
- Alcântaras elege novo prefeito no próximo domingo
- Ranking da Dengue no Ceará – Icó rompe os mil casos e mantém 2º no Ceará
- I Mostra de Vídeos Brincantes receberá trabalhos de diversos estados brasileiros
- URCA receberá acervo de periódicos da Câmara dos Deputados
- Vice-Prefeito do Crato, Raimundo Bezerra Filho, coordena o translado das cadeiras do -Castelão para o Estádio Mirandão
- COELCE emite nota de esclarecimento sobre as faltas de energia elétrica no bairro Parque Grangeiro em Crato
- Cidade do Crato recupera Malha Asfáltica
- DESMENTINDO BOATOS – Digitar senha ao contrário não aciona polícia, diz Febraban
- Moedas antigas de 1775 são encontradas nas areias do Rio Salgado na zona rural de Aurora
- I Semana do Meio Ambiente da UFC Cariri começará segunda-feira, 6 de Junho
- Operação Tapa-Buraco ou REASFALTAMENTO ?
- A Filha do Rio Verde – por Armando Lopes Rafael
- Há 100 anos, funcionou em Crato o primeiro cinema do interior do Ceará
- Juazeiro do Norte recebe 21º Cine Ceará de 9 a 16 de junho
- Estados passam a regularizar situação dos mototaxistas
- Quadrilha invade banco no interior e explode caixa eletrônico
- Assembleia aprova matéria que autoriza empréstimo para Acquário Ceará
- Juazeiro – Caminhada do Centenário reúne mil estudantes
- Bonecas do Crato em Cuba – Reportagem: Antonio Vicelmo
- Secretário de Cultura de Aurora participa do 1º Encontro de Gestores em Fortaleza
- Prefeita de Lavras-CE concede aumento significativo às Secretárias Escolares
- Mais de 2000 pessoas comparecem ao XXIII Festival de Quadrilhas em Barbalha
- Escritora barbalhense lança livro de poesias
- Governador define piso de produtividade para fazendários
- Secult divulga resultado do Edital Ceará Junino 2011
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"Quem tapa-buraco é O.B. - Vamos fazer uma operação de reasfaltamento de verdade ?" - Por: Dihelson Mendonça



Várias prefeituras do cariri agora estão começando aí a chamada operação "tapa-buraco". Conforme o nome diz, é um tapa-buraco mesmo, um paliativo que logo traz o problema de volta. Até o nome é pejorativo, parece assim com "quebra-galho", poderia se chamar operação "quebra-galho", já pensou, que lindo ? Porque não fazer logo um reasfaltamento de verdade, com tudo que tem direito ? Se não tem asfalto, criemos fábricas de asfalto. Trabalhadores não faltarão, investimentos são necessários, para isto existem bancos. Nos países de primeiro mundo se aprendeu logo cedo que asfalto é essencial ao mundo moderno. Imagina os Estados Unidos sem asfalto ? Como seria a indústria automobilística e todo o progresso ? Asfalto pode até não ser o progresso em si, mas que o progresso sempre traz o asfalto, isso traz.

E por favor, vamos parar com esse negócio de operação "tapa-buraco". Assim como o absorvente íntimo, o O.B. do asfalto é como o gênio da lâmpada, aparece na hora mais inesperada e inconveniente possível...

Por: Dihelson Mendonça

O Pensamento do Dia - Quando começará o Governo Dilma ? - Ranieri Almeida


"...Sobre o governo Dilma eu não posso dizer nada, nem a favor e nem contra. Como todo Brasileiro que se preza, estou esperando que ele comece, e olha que já estamos no meio do primeiro ano. Até agora, não vi nada..."

Ranieri Almeida
( recebido via e-mail )

sexta-feira, 3 de junho de 2011

URCA receberá acervo de periódicos da Câmara dos Deputados

O campus da URCA estará recebendo um dos maiores acervos de periódicos do Brasil, o acervo de periódicos da Câmara dos Deputados. Aproximadamente 100 caixas já chegaram ao Crato no mês passado, e uma carreta sairá de Brasília levando outra parte do acervo, que dotará o Cariri talvez como o maior do Estado do Ceará.

Nessa parceria da Fundação Enoch Rodrigues/ECOCÂMARA/Câmara dos Deputados, os responsáveis pela iniciativa vêm procurando dar ao Cariri um referencial de pesquisa que possa suprir a Região da pouca atenção que recebeu durante todos esses anos, levando aos estudantes um suporte que dê condições de um trabalho com mais subsídios.

Além da preocupação de Elmano Rodrigues Pinheiro, somou-se a inquietude do Prof. Jackson Antero, sempre atento às necessidades da Universidade, tão carente de tudo.

Aos poucos foram ganhando a confiança das autoridades e da população de Brasília, e hoje já têm firmado ótimas parcerias, que se transformam em ganhos bastante expressivos, motivo de destaque em congressos e na imprensa, quando tratados assuntos ligados à difusão cultural e à formação de bibliotecas comunitárias pelo Brasil.

Quando a Fundação Assis Chateaubriand, do grupo Diários Associados, procurou para fazer doação de acervos, foi que começaram a perceber a importância do trabalho do cearense Elmano Rodrigues.

Hoje, com a Arca das Letras do Ministério do Desenvolvimento Agrário ajudando com acervos, a ESAF - Escola de Administração Fazendária auxiliando os órgãos públicos com doação de mobiliário, e centenas de pessoas que procuram diariamente trazendo incentivo, é que o responsável por tão expressiva ação cultural, nessa luta, coloca tudo de seu próprio bolso para cobrir despesas, acreditando no sucesso da empreitada.

Para Elmano Rodrigues, suas providências lhe permitem uma felicidade imensa, quando vê os amigos dos mais diversos quadrantes nacionais fazendo a divulgação do seu trabalho, porque sabe que outras pessoas receberão essa corrente positiva em prol dos nossos semelhantes nos distantes rincões do solo pátrio.

A Cesta Básica de Cultura e Conhecimento é uma prova cabal disso tudo, pois já contempla com 60 obras dezenas de autores que em breve farão parte das 10 mil Arcas das Letras espalhadas por todo o Brasil.

E a caminhada continuará fornecendo o pão do espírito para aqueles que tanto dele necessitam.

Profissão Barbeiro:Cabeça Raspada e os Pesqueiros Nos Faziam Chorar-Wilson Bernardo.

Quem nunca chorou pra ir a escola,com medo de levar pesqueiro dos colegas,tempo de recordações e talvez o fim de um profissão,engolida pelos salões de beleza coletivos e preços popularizados.Mas a velha cadeira de barbeiro,aquela que deita e você dorme uma eternidade tirando a barba e um velho cochilo cortando os cabelos,talvez esteja prestes a ser apenas uma fotografia.Em Crato velhos barbeiros ainda resistem a velocidade do capital eletromodernizado,ainda temos seu Zé barbeiro e a tradição de velhos amigos no calçadão do Crato,seu Pinto no beco da Siqueira Campos,Rua da  Saudade,enfrente a Prefeitura e uns mais dois  resistindo ao tempo. Quem viveu verá,quem não sinta o prazer da maquina raspadeira em seu casco cabeludo de saudosismos.
Seu Zé Barbeiro no Salão do Calçadão,seu Zé é pai da cordelista Josenir Lacerda
O velho corte de tempos remotos mais saudoso de satisfações
Wilson Bernardo(Texto & Fotografia)

A Filha do Rio Verde – por Armando Lopes Rafael



Lembro-me bem do meu primeiro livro de leitura. Era um volume fino e comprido, em papel couché, capa grossa e com o titulo “A Filha do Rio Verde”, escrito por Lúcia Miguel Pereira (foto ao lado). Contava a história de uma menina que um dia subira em um peixe e descendo o Rio Verde fora conhecer novas paisagens e descobrir o mundo. Devia ter por volta de 6 a 7 anos quando recebi este livro, dado por meu pai, Antônio Rafael Dias, um entusiasta dos livros, o qual, com o presente, incentivava-me ao hábito da leitura. Coisa que se tornou presente no meu modo de vida até os presentes dias.

Só adulto, senti na plenitude aquele gesto do meu pai. Homem pobre, com muitos filhos para criar, o livro que me presenteara – adquirido numa livraria de Crato, em meados dos anos cinquenta – deve ter custado a ele um bom dinheiro, dado o seu modesto salário. Em troca, restou em mim uma doce recordação que guardei ao longo da minha existência.

Outro dia, recebi um exemplar do Jornal da ANE-Associação Nacional dos Escritores, entidade presidida por José Peixoto Júnior, caririense de Caririmirim (ou Caririzinho) vilarejo localizado no lado pernambucano da Chapada do Araripe. Lá estava publicado um artigo sobre Lúcia Miguel Pereira, a autora de “A Filha do Rio Verde”. Consta no jornal a seguinte informação: “Miguel Pereira, o grande médico brasileiro das duas primeiras décadas do século passado, teve uma vasta prole. Lúcia Vera, ou apenas Lúcia, como ela mesmo se encarregou de simplificar, foi a segunda dos seus seis filhos, precedida apenas pela irmã Helena. Nascida em 12 de dezembro de 1901, era mineira por acaso. Sua mãe, para fugir do calor do verão do Rio de Janeiro, passava uma temporada em Barbacena, quando deu à luz, sem tempo de voltar ao Rio para fazê-lo, como era seu desejo”.

Lúcia Miguel Pereira tornou-se escritora ainda adolescente. Em 1936, escreveu e publicou o livro “Machado de Assis–estudo crítico e biográfico”. Escreveu também uma biografia do poeta Gonçalves Dias, intitulado “Prosa de Ficção”. É autora de quatro livros infantis. O artigo do Jornal da ANE, sobre Lúcia Miguel Pinheiro, foi encerrado assim: “Filha exemplar, companheira perfeita, mãe e avó incomparável, amiga atenta e presente, intelectual e escritora como poucas o Brasil conheceu, a vida de Lúcia Miguel Pereira, encerrada tragicamente, ao lado do seu amado, em 22 de dezembro de 1959, encontrou sua melhor definição na síntese irretocável que sobre ela produziu seu primo e discípulo Antônio Cândido de Mello e Souza: “Lúcia foi um ser de exceção”.
Para mim, na minha meninice, Lúcia Miguel Pereira fez-me descobrir os livros, povoando meus sonhos infantis com a menina Esmeralda montada num enorme peixe, descendo o Rio Verde...

Texto e postagem: Armando Lopes Rafael

"CALDO DE BILA" - José Nilton Mariano Saraiva

Independentemente da raça, cor, sexo, religião, ideologia, credo, preferência clubística ou política, os milhões de adeptos de uma “geladinha” (cerveja) ou da “marvada” (cachaça), detêm a exclusividade de uma certeza absoluta: dia seguinte à farra homérica, quando se excedem no consumo e acordam com aquele terrível “gosto de cabo de guarda-chuva na boca”, nada mais apropriado pra curar a “ressaca braba” (que às vezes dá vontade até de morrer), do que “forrar o estômago” com um revigorante e bendito caldo (de mocotó, carne moída ou costela de boi), no capricho e tinindo de quente, capaz não só de matar todos os vermes que “encontrar na descida”, como também “levantar ou por de pé até defunto”.
Mas... há que se ter cuidado com os “caldos da vida”.
Sim, porque existem duas espécies de caldo:
1) o “caldo verdadeiro”, original, genuíno, que é aquele bem preparado, repleto de temperos e condimentos, capazes de lhe dar cheiro, sabor e “sustância”, e ainda operar o milagre de fazer seu usuário “renascer” das cinzas, a ponto de, sob o pretexto de “lavar o peritônio”, tirar o gosto ali mesmo com uma outra geladérrima, recomeçando a farra; e,
2) o “outro caldo”, o caldo falso, o caldo de araque, que é aquele que é só uma espécie de água morna, desprovido de temperos e condimentos, sem gosto, sem cheiro, sem poder revigorante e, enfim, sem nenhuma serventia, capaz até de “bater e voltar”, ou seja, de fazer com que o seu usuário “bote os bofes pra fora”, na hora. Esse, por suas características peculiares, findou sendo designado pelos biriteiros da vida com a alcunha de “caldo de bila” (portanto, quando você ouvir a expressão “caldo de bila”, lembre-se de que é algo fraco, inútil, sem serventia).
E a “expressão” pegou de uma maneira tal, foi tão bem assimilada por gregos e troianos, que quando queremos manifestar nosso descontentamento com algo ou alguém que não corresponde às nossas expectativas, em qualquer competição ou atividade, imediatamente professamos: é “mais fraco que caldo de bila”.
Tomemos como exemplo a Fórmula 1, um esporte por demais admirado no mundo todo e que, para nós brasileiros, num determinado momento da história, foi motivo de orgulho e respeito, quando tínhamos a nos representar nos mais diferentes autódromos dos quatro cantos do planeta os Emerson Fittipaldi, Nélson Piquet e Ayrton Senna da vida.
Afinal, quem não lembra das manhãs de domingo em que renunciávamos à praia, clubes, açudes, cinemas ou um outro divertimento qualquer, só pra ficar por duas horas frente à telinha, beliscando uma cervejota com tira-gosto de panelada e vibrando com o “pé-pesado” ou as ultrapassagens sensacionais dos nossos “homens voadores”, campeões mundiais em seguidas temporadas ??? Quem não lembra dos pegas fantásticos e espetaculares entre Fittapaldi X Jack Stuart, Piquet X Mansel, Senna X Prost, Senna X Piquet, dentre outros ???
Foi então que o destino nos pregou aquela peça terrível, aquele momento dantesco, nos levando prematuramente o Ayrton Senna, numa calma manhã de domingo, durante uma corrida aparentemente tranqüila, na Itália, após a quebra da barra de direção de seu carro, a mais de 200 quilômetros por hora.
Imediatamente a TV Globo, em razão principalmente dos milhões de dólares despendidos na transmissão de cada corrida, e temendo a perda dos exuberantes patrocínios, tratou de “fabricar” da noite pro dia um substituto para o Senna; como não havia muitas opções naquele momento, literalmente foi “decretado” pela cúpula da Globo e nos imposto goela abaixo, que um jovem piloto paulista, novato na Fórmula 1, seria o novo “ídolo” da torcida brasileira; e foi assim que tomamos conhecimento da existência de Rubens Barrichello, logo batizado pelo chefão de esportes da emissora (Galvão Bueno) de “Rubinho” (certamente que numa tentativa de torna-lo mais “palatável” ante os aficionados da categoria).
Daí pra frente todos nós sabemos a história de cór e salteado: apesar do hercúleo esforço da Globo em alavanca-lo, do generoso espaço lhe disponibilizado, de lhe arranjarem inclusive um lugar na disputadíssima e então imbatível Ferrari (à época detentora dos mais possantes e velozes carros da categoria), o que se via nas pistas era um piloto atabalhoado, lento, medroso, excessivamente burocrático, sem qualquer pegada, além de potencial e exímio “quebrador” de carros, os quais não conseguia “ajustar” nunca (quantas vezes vimos o tal “Rubinho” em desabalada carreira durante as corridas - SÓ QUE A PÉ E NA CONTRAMÃO - em busca do carro reserva ???).
Sem carisma, desprovido de simpatia, sempre com uma desculpa pronta para os recorrentes fracassos nas pistas, inventor de uma comemoração pra lá de ridícula (uma tal de “sambadinha”) quando ocasionalmente ganhava alguma corrida, Barrichello aos poucos foi se eclipsando, sumindo, escafedendo-se.
Hoje, competindo por uma equipe de nível médio (Willians), Barrichello ainda assim conseguiu a proeza de fazer com que a Globo optasse por uma estranha e incrível “inversão de valores”: é que, à falta de resultados (quase sempre fica lá na rabeira, quando não quebra), o locutor global trata de potencializar o fato de “Rubinho” às vezes ficar entre os 10 que obtiveram melhor classificação nos treinos, além de insistir e persistir em nos informar ser ele é o piloto que disputou mais de trezentas (300) corridas de Fórmula 1 (olvidando, no entanto e propositadamente, de nos cientificar dos resultados ou da relação entre o número de vitórias obtidas e os grandes prêmios disputados).
Por essa e outras é que poderíamos associar Rubens Barrichello ao nosso famoso “caldo de bila”: não fede, não cheira, não tem gosto, não propicia qualquer serventia ou bem-estar.

QUESTÃO DE INTERPRETAÇÃO

Pedro Esmeraldo

No momento queremos responder críticas desairosas de pessoas aventureiras que por hora vêm nos ofender com palavras desagradáveis que nos deixam totalmente amargurados.
Não ofendemos nenhuma pessoa humana mas o que está acontecendo na área política cratense merece discussão. O desinteresse em defender o Crato é gritante.
Na semana anterior fomos abordados por pessoas idôneas, querendo defender esses políticos desajeitados e que não querem esforçar-se a fim de organizar um trabalho sério para reconquistar o patrimônio do Crato, perdidos há anos. Não formamos palavras desmerecedoras com os políticos locais, mas queremos que haja uma reação e que venha estimular o povo para que todos saiam da morosidade permanente.
A causa desse abandono do Crato foi devida a falta de amor desses homens e que hostilizaram os políticos acarretando falta de interesse de melhorar a cidade com infra-estrutura moderna.
De maneira alguma, referimos aos políticos cratenses essa série de desagrados e que ao mesmo tempo merecem respeito e que trabalham com amor e tenacidade. Vemos um bando de homens interessados, lutando, deixando a cidade bem equilibrada economicamente e politicamente. Isto é coisa de deixar o cratense desanimado com seu trabalho profícuo e tenaz.
O Crato está se elevando, está progredindo assustadoramente graças a alguns políticos bondosos que foram escolhidos pelo povo e o próprio povo está satisfeito.
Ninguém fala em outra coisa senão no crescimento ordenado do Crato. Vejam bem: não se fala na expansão do curso da URCA, pois anda em marcha lenta. Não se comenta a expansão do melhoramento da Expocrato. Não há ritmo acelerado na construção da escola de ciências agrárias e da construção da escola profissionalizante, na Rua Coronel Teodorico Teles. Tudo ocorre ao Deus dará, devagar, muito desequilibrado.
Queremos dizer que não gostamos de falar mal de ninguém, mas relembramos a fraqueza dos prefeitos passados que deixaram o Crato entregue a própria sorte. Não se fala das brigas dos vereadores na Câmara Municipal. Isso tudo é agravante e fica na maré mansa sem resolver os problemas do Crato.
Por isso, queremos afirmar que a palavra Beócio, como comentaram anteriormente e fomos criticados aleatoriamente, queremos dizer que não citamos nome de ninguém e consultando o dicionário Aurélio, Beócio significa pessoas que nasceu na antiga cidade da Grécia e também significa ignorante, tolo, etc. É isso que temos que falar, porque não desejamos mal a ninguém. Da próxima vez venham com mais moderação.

27/05/2011.
Crato-CE.

A unidade nacional brasileira - José do Vale Pinheiro Feitosa

“As pessoas mais importantes são aquelas com as quais dialogamos. Não interessa se concordando ou discordando. Sobretudo dialogando.”


Quando descobri o espírito monarquista do Armando Rafael, algumas outras pessoas que conhecia pensavam iguais. O Armando concentra-se tanto no assunto que já trocamos e-mails específicos sobre aquilo que fere ou não fere no confronto de idéias. Uma questão importante e recorrente no pensamento do Armando é a idéia da unidade nacional e de certa hombridade moral que conduz exatamente a isso: a harmonia nacional.

Seguindo uma corrente de estudiosos da região, com influência dos Institutos Históricos Geográficos, centrados no Rio e espalhados pelo Brasil, estas pessoas guardaram fatos, personagens e a cronologia do tempo de nascimento das províncias e das cidades. Sem elas muitos documentos e muitas publicações brasileiras teriam se perdido. Especialmente não teria nascido uma literatura sobre eventos regionais.

Uma vez colocado este princípio argumentativo vou apresentar duas teses para manter uma dinâmica que garanta que os assuntos colocados são todos importantes e que aqueles que mais expõem, merecem a atenção dos demais. A primeira tese é que a unidade brasileira, assim como a expansão territorial dos EUA se deveu à formação de uma elite americana centrada nas fazendas que produziam para o sistema mercantil e para a formação de capitais na revolução industrial.

A segunda tese é que o sistema monárquico em si pouco teve a ver com esta unidade, a não ser por algumas instituições típicas do mercantilismo e pela herança imperial de três grandes nações: Portugal, Espanha e Inglaterra. No caso destas nações embora tenham os apogeus em séculos diferentes, todas estiveram na formação da expansão colonial do continente americano.

Sobre a primeira tese a dinâmica partia da necessidade que as economias européias tinham em manter a estrutura produtiva americana para garantir a expansão das suas. Então não havia efeito desagregador externo a não ser no campo de idéias que aprofundavam o interesse da burguesia mercantil e industrial. Nestes termos a manutenção ou superação da monarquia era muito mais gestão do Estado do que da sociedade (a base econômica da sociedade).

Sobre a segunda tese é de se considerar que os movimentos de manutenção da unidade nacional foram todos resolvidos pelas elites coloniais. Mesmo no momento mais crítico dos movimentos separatistas, todos ocorreram no período da regência e todos foram resolvidos pelas lideranças oriundas da terra. Um exemplo que é muito bem explorado pelo Armando é o da revolução republicana de 17 quando a solução no Crato se faz com o concurso de Leandro Monteiro, um típico colono brasileiro.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Atualizar a Paz - Emerson Monteiro


Nada mais fora de moda que pensar em guerra, agressão e tristeza. Andar nas calçadas sujas sem os horizontes da tranquilidade. Seguir as burrices dos traçados obscuros. Pisar as flores, invés de olhar por onde pisa. De cabeça nas nuvens, sair machucando o coração dos pedestres no leito das estradas. Chegar onde, visar o quê, em que direção sonhar, quando o mundo gira bonito no espaço? Os pássaros cantam nas campinas. Meninos brincam leves e soltos nos jardins.

Falar mal por quê? Para, esquecidos das oportunidades boas, rodar a roleta da sorte e perder toda vez, no final de todas as batalhas. Fama de mau e chegar de olhos vesgos nas portas dos presídios. Andar fugindo das fiscalizações da consciência. Tudo isso a preço de coisa alguma. Só remorsos posteriores fecham o beco dos dramas abandonados nas esquinas do passado.

Sim, entoar o coro das harmonias universais em nome da falta de jeito. Amargurar várias e dores antigas no centro do peito, dentro dos pulmões amargurados de fumaça. Desencontros não falam na paz dos territórios da alma. Contar histórias diferentes, por tudo isso. Buscar amigos, cultivar a boa vizinhança, o que coisa alguma justifica dores de outros partos. Discutir por picuinhas, desfazer das outras criaturas em face do orgulho, da inveja e do ciúme, quanto despautério. E por causa dos dinheiros que correm soltos também não esclarece o motivo da ausência da paz em tantos sentimentos, neste mundo bonito e desprezado pela falta dos planos na paisagem das manhãs ensolaradas.

Paz, harmonia, desejos de construções coletivas. Amar, meus irmãos! O que Jesus tão bem nos ensinou através das práticas, neste mesmo chão das raras possibilidades. Jesus, o Mestre da Paz, no meio dos séculos da guerra dos poderosos. Jesus, a lição viva da Luz na sociedade dos homens.

Criar núcleos de solidariedade, fraternidade que produz futuros certos e filhos envoltos nos sonhos das realizações plenas. Atualizar o gosto bom da Justiça no seio das comunidades. Equilibrar as energias e lembrar as alternativas puras da Verdade e o crescimento.

Escolher lado limpo nos costumes, corrigir os vícios e trabalhar a correção do comportamento de todos, a começar de um em um; somar os valores que revelarão as novidades da Virtude. Tarefas individuais expõem métodos para transformar a face do Universo no rosto de cada pessoa. Uma chance para a Paz no mais íntimo ser da Criação.

Dar o primeiro passo, fazer o primeiro gesto, hora essencial de buscar o melhor, portanto e por tudo. Nos céus, a Esperança, modos outros que descobrirão as imensas qualidades que habitam acesos os espaços da nossa querida Humanidade.