Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

sábado, 3 de dezembro de 2011

Onde usar corretamente "estar" ou"está", "dar" ou "dá"?



 
Está ou estar? Dá ou dar? 

Você tem essas dúvidas com frequência?
Não há por quê: 

- o infinitivo (dar ou estar) pode ser substituído por outro infinitivo; a forma flexionada (dá ou está) não pode.

Vejamos isso na prática: surgiu a dúvida à
 "Ele pode [está] ou [estar] certo"?

 Vamos tentar a substituição por um infinitivo:
 "Ele pode andar certo".

 A substituição por um infinitivo é possível, logo "Ele pode estar certo".

Mais um teste: 

"Governador [dá] ou [dar] nova função a secretário". 

Neste caso, o certo é "dá", pois a substituição por outro infinitivo não é possível, não pode ser, por exemplo, "Governador ofertar nova função a secretário". 


Fonte de pesquisa: http://www.portuguesnarede.com/2008/07/est-ou-estar.html

Vivências do coração - Emerson Monteiro


Transitar nos setores do sentimento importa, pois, olhar os horizontes da paz no silêncio dos momentos eternos. Observar com imparcialidade os termos da experiência que todos carregam, resultado das inúmeras situações vividas e aprendidas pelo caminhar do tempo, estradas longas das oportunidades permanentes. Andar sabendo haver aqui do lado outros exemplares da mesma consciência dotados de iguais instrumentos de percepção face ao Universo maravilhoso. Nisso evitar preconceitos e chamas de egoísmo que sujeitam cedo queimar a esperança dos bons relacionamentos. Respeitar contradições que impedem reconhecimento de tudo de agradável que possuem as pessoas, vozes acesas nas companhias agradáveis a bordo, no longo percurso das jornadas individuais.

O gosto especial do alimento emocional demonstra o tempero da alma de quem deles usufruem. Os movimentos das ondas no lombo dos barcos, que explicam a melodia das águas nos hinos das celebrações, histórias, alegrias em forma de versos e perfumes, nutrição da tranquilidade dos que compreendem sonhar e caminhar próximos sem timidez.

Enquanto uns falam dos deuses, outras agem com as manias da flor da pele, impaciências, contrições e abraços rústicos, quais quem pretende dominar os minutos da força poderosa nas eras indomáveis. Querer, na marra, usufruir o prazer da perfeição nas formas físicas que fogem feito fumaças e pó. Acham aqueles motivos de satisfação em avançar os limites de seus direitos e arrancar os mistérios alheios por capricho e violência. Contudo há uma ordem maior em tudo. Tristes dos que imaginarem recriar a natureza por mérito particular quando saem quebrando as determinações do destino, qual possível fosse assim obter e escapar da justiça sagrada abrangente.

Amar pede, no íntimo, harmonia e habilidade extremas; sabedoria e valores sólidos. Exercitar práticas de virtude com a grandeza dos planaltos virgens, dimensões abertas ao sol dos dias da felicidade; isto oferece ao ritmado coração das pessoas, a cada instante, oficina de carinho e sala de aula de gentilezas. Querer bem permite aos demais também o que se deseja a si próprio. Estender mãos e colher as pérolas do presente nas bênçãos aos próximos de nós, espírito de bom humor e satisfação comum, moldes melhor da pura tranquilidade. Sabor doce vem à tona, leve nas asas dos acontecimentos, água viva que nasce das fontes da dedicação num mosteiro de luz e pavilhões, mais sadias aproximações.

SHOW: Dihelson Mendonça Trio - Dia 10 de Dezembro - SESC - Projeto Música ao Pôr-do-Sol

Show "EQUINÓCIO"

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjACee9NxkxSnW_c0o0KHuHOCq4SpjMzoaYwrvKLlv34wadrfBv8TXf7AH5n3vLJbo_pGOCctrQXKCU794XxO8ksCDAYsuD8oLmF8yK87LdSiHWqkUlaP7Ybn4lBvw5VUUbPOLI5l-iMB0E/s1600/Dihelson_projeto_por_do_sol2.jpg


Com:


Dihelson Mendonça - Piano
João Neto - Contrabaixo
Saul Brito - Bateria
Participação Especial - Marcelo Randemarck - Contrabaixo.

Serviço

Data: Dia 10 de Dezembro
Local: Praça da Ladeira da Integração
Patrocínio: SESC CRATO

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

2 de dezembro -- 186 Anos do nascimento de Dom Pedro II

  
 Nasceu em 2 de dezembro de 1825, no Rio de Janeiro
 Faleceu em 5 de dezembro de 1891,em  Paris.


 Acima,  foto de Dom Pedro II morto
(Transcrevemos abaixo um soneto feito pelo imperador brasileiro, no seu exílio na França, pouco tempo antes de morrer)

Terra do Brasil

Espavorida agita-se a criança,
De noturnos fantasmas com receio,
Mas se abrigo lhe dá materno seio,
Fecha os doridos olhos e descansa.


Perdida é para mim toda a esperança
De volver ao Brasil; de lá me veio
Um pugilo de terra; e neste creio
Brando será meu sono e sem tardança...


Qual o infante a dormir em peito amigo,
Tristes sombras varrendo da memória,
ó doce Pátria, sonharei contigo!


E entre visões de paz, de luz, de glória,
Sereno aguardarei no meu jazigo
A justiça de Deus na voz da história!

(Dom Pedro II )

IFCE--Juazeiro do Norte homenageia Imperador Pedro II

(transcrito de Blog do Juaonline – Juazeiro do Norte)

Homenagem ocorre no dia do nascimento do Patrono da Astronomia Brasileira


“Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro.”

A frase proferida por Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, ou, como é mais conhecido, D. Pedro II, Imperador do Brasil, reflete bem o espírito culto do homem que nasceu no Palácio de São Cristóvão (Quinta da Boa Vista), Rio de Janeiro, RJ, em 02 de dezembro de 1825.

Sua paixão pela maior das ciências, a Astronomia, levou a comunidade astronômica nacional a conferir-lhe o titulo de Patrono da Astronomia Brasileira e a data do seu nascimento inspirou instituições científicas, pesquisadores e admiradores do céu a comemoram em todo o país, o Dia Nacional da Astronomia, ou Dia do Astrônomo.

Comemorações em Juazeiro do Norte

Para festejar a data em Juazeiro do Norte, nesta sexta-feira, dia 2, a partir das 18h30, a equipe do Núcleo de Astronomia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, com a total colaboração da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FUNCAP, promoverá sessão pública de observação do céu com telescópios defronte ao Auditório dos Kariris no Campus Juazeiro do IFCE.

Dois telescópios refletores serão colocados a disposição da população para a observação da nossa Lua , do planeta Júpiter e de seus principais satélites.
Além de desfrutarem da bela visão do gigantesco planeta gasoso, de suas nuvens e de 4 de suas 64 luas, de deslumbrarem-se com as imensas crateras, mares secos e escuros de lavas e canyons lunares, os visitantes que comparecerem ao IFCE também poderão apreciar os belos painéis fotográficos da Exposição “Paisagens Cósmicas” que juntar-se-ão aos instrumentos astronômicos, cercando-os, para serem melhor contemplados.

Nessa noite de comemoração, também serão sorteados entre o público presente, exemplares do livro “O Fascínio do Universo” - organizado pelos professores da USP Augusto Damineli e João Steiner e editado pela Odysseus Editora, com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, CNPq e Sociedade Astronômica Brasileira.

"O livro busca dar um panorama geral da astronomia, incluindo um capítulo dedicado à produção astronômica no Brasil. São textos sobre pesquisas atuais em astronomia, escritos por pesquisadores da área, refraseados em linguagem jornalística e dirigidos ao público leigo ou a quem está tendo os primeiros contatos com a astronomia."
Venha esta noite para o IFCE!
Participe das comemorações do Dia da Astronomia!
IMPORTANTE: A sessão de observação do céu dependerá das boas condições atmosféricas. O evento será cancelado em caso de ocorrência de chuva, mau tempo ou céu totalmente nublado.

(*) Valmir Martins de Morais - valmirmmorais@yahoo.com.br
N-ASTRO Núcleo de Astronomia
- http://www.juazeiro.ifce.edu.br/astronomia/index.php
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - Campus Juazeiro do Norte

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

CHEGOU DEZEMBRO...

ENCOMENDA PARA SER ENTREGUE
ESPECIAL...BiiiBiiBiii Biii Biii Caminhão de bênçãos pra vc .
OI!!!Tem alguém em casa? Foi aqui?
Foi aqui que encomendaram?


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|...............*AMOR*...........|||“’__
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|............*AMIZADE*.........|||“|““_
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|........*FELICIDADE*.......|||“|““__
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Entrega feita!
Participe da campanha FAÇA UM AMIGO FELIZ!!!
Mande essa encomenda p/ todos os seus amigos.
Espero estar incluso.
DEUS JÁ PREPAROU UM CAMINHÃO DE BÊNÇÃOS PARA VC!

República: de volta para o futuro? -- por Luís Severiano Soares Rodrigues (*)

Diante das ideias equivocadas que o ex-governador José Serra expôs --  em recente artigo publicado no Estadão -- sou forçado a escrever as observações abaixo para preservar a verdade.

O economista José Serra, ao defender a república como uma “evolução”, cometeu alguns equívocos ao tentar, inutilmente,  minimizar os avanços econômicos do Brasil,  sob o regime monárquico.

A comparação com os Estados Unidos da América, leva a crer que José Serra esqueceu o custo que os EUA pagaram – com uma guerra civil e milhares de mortes -- para acabar com a escravidão do negro naquele país. E dá bem a medida do tamanho do problema que as instituições políticas do Império brasileiro tiveram de enfrentar para resolver – pacificamente e dentro da lei ¬  - a escravidão aqui. Louve-se a habilidade de dom Pedro II e da Princesa Isabel

Os avanços de que fala Serra com a imposição da  república no Brasil, são pura falácia, pois a federação com monarquia tinha, àquela época,  vários defensores. Para citar só dois: Joaquim Nabuco e Rui Barbosa. A imigração europeia, preparando a mudança de regime de trabalho após a inevitável libertação da raça negra, começou e foi intensificada no Império. A infraestrutura de transporte ferroviário no Brasil-Império estava entre as melhores do mundo. E navegação de cabotagem tinha uma estrutura de portos proporcional.

A industrialização – na fase republicana -- de que fala Serra, começou, de fato, com JK, ou seja,  até 1956 o Brasil era um país fundamentalmente agrário. Foi preciso 67 anos de “república” para esse fenômeno de industrialização se concretizar. Os mesmos 67 anos que durou o Império e que proporcionou  toda a sua gama de progresso e inovações.

A empolgação republicana de que fala Serra, carece de maiores comprovações, dado que a república só foi viável através de um golpe militar, cujo resultado foi nos igualar às republiquetas sul-americanas.  Com o Exército se dando o direito de intervir na política – sendo o poder moderador de fato – mas sem qualquer moderação e direito constitucional. Basta citar apenas duas intervenções do Exército: 1930 e 1964. Com as consequências que todos conhecem.

Esquece o respeitável José Serra, que sob a monarquia o Brasil gozava de um alto grau de respeito internacional e interno, justamente porque o trato da “res pública” (coisa pública) era levado a sério. A começar pelo chefe de estado – Imperador Pedro II --, que não permitia deslizes de quem quer que fosse, para terror dos mal intencionados.

Como disse o próprio Rui Barbosa: “quem – durante a Monarquia –  tivesse uma nódoa em sua vida, a carreira política lhe estava vedada”. Bem diferente tem sido  o trato da “res pública” (coisa pública)  na atual república. A realidade republicana que vivemos é a grande prova disso. A república de 1889, ao invés de um avanço, foi na verdade a interrupção da evolução das instituições políticas da monarquia, quando vivíamos sob o regime parlamentarista, indicando que estávamos preparados para o futuro. A atual república mostra que hoje não estamos (preparados para tal).

(*) Luís Severiano Soares Rodrigues
e-mail: luisseveriano@bol.com.br
Rio de Janeiro 

Nunca antes na história deste país...

A Comissão de Ética Pública, que é presidida pelo ministro aposentado do Supremo Tribunal federal, Sepúlveda Pertence, recomendou à presidenta Dilma a demissão de Carlos Lupi do cargo de ministro do Trabalho.
É a primeira vez – na história da República -- que a comissão faz recomendação tão grave. A decisão foi unânime, durante a reunião da comissão nesta quarta-feira (30). "A comissão entendeu que ele não tinha explicado a base das acusações, que era a série de convênios irregulares firmados com pessoas do seu partido", afirmou Pertence. Lupi é acusado também de utilizar avião particular providenciado pelo dono de ONGs que ganharam contratos de R$ 14 milhões com o Ministério do Trabalho.
Lupi negou a acusação, em depoimento à Câmara dos Deputados, mas fotografias e vídeo demonstraram que ele mentiu. O ministro chegou a afirmar que não deixaria o governo nem a bala...
(Fonte: Coluna Cláudio Humberto)

QUASE UMA TRAGÉDIA - Por Pedro Esmeraldo



O trem vagava silenciosamente sobre os trilhos de ferro quando repentinamente estancou dando apito estridente. Imediatamente, o maquinista abriu as portas dos vagões para que os passageiros observassem melhor o que estaria acontecendo, pois dois indivíduos dormiam sobre os trilhos. Não sei em que estado estavam esses dois indivíduos, mas pareciam completamente embriagados, vez que não atendiam aos apitos estridentes do maquinista, mas poderiam causar mal-estar e se por acaso acontecesse o pior, traria transtorno entre todos os passageiros que andavam no trem. Isto tudo não estava previsto, mas esses homens continuavam silentes sem se movimentar e não tinham forças para se erguer.

Não tive outra idéia senão pensar nesses homens surrupiados pelas canseiras injustas dos dias atuais, vez que a nossa massa governamental não cria escolas de formação profissional para que venha conduzir a juventude desgarrada trazendo melhores conseqüências educacionais no seio da juventude desamparada. Para esses jovens de hoje, não há quase perspectivas. É necessário encaminhar ao bom lado essa juventude esquecida. Haja vista que não há condições de dar emprego a esta juventude inconseqüente e indeterminada deste país.

O maquinista teimava em soar o apito estridente com altura descomunal que ensurdeciam os passageiros que vinham no trem.

Mas o quê? Os homens pareciam querer morrer antes do tempo, visto que não atendiam os apelos do maquinista e faziam ouvido talvez de mercador, ou mesmo quem sabe! Se dizia completamente embriagados com o propósito de chamar atenção das suas peripécias.

Ao mesmo tempo, fiquei pensativo, interrogando silenciosamente por que o Brasil, os homens andam à toa sem serem assistidos pelas autoridades do Poder Central.

Agora é hora de toda a população reagir e cobrar com mais veemência das autoridades, condições favoráveis, empregando a tecnologia moderna, empurrando o homem para ser um cidadão correto, mostrando a todos que devem trabalhar pelo bem de si mesmos e pelo bem desse país.

Crato-CE, 30/11/2011

Autor: Pedro Esmeraldo

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cais - Paulo Viana


Submerso no esplendor da vida
Dessa ilusão de dores tão reais
Vou navegando em busca de um cais
Em rota cega e desconhecida
Mas a esperança não está perdida
E nem o estímulo para navegar
Mesmo que nunca possa encontrar
Um porto firme para meu navio
Fico à deriva como um desafio
De ter um sonho pra realizar
Paulo Viana

PACIÊNCIA...


Paciência 

- Claude Bloc - 


 Exercitar a paciência não é uma truque nem uma fórmula mágica. A paciência é nossa hóspede e é inerente à nossa natureza, ao nosso caráter – ou a temos ou não a temos.  Ter paciência é tolerar - sobretudo isso - e acaba sendo uma prática simples, bonita, límpida, eficaz, quando não nos deixamos invadir pelas palavras que nos ferem ou nos magoam. 


Na verdade, a paciência é um exercício da virtude cristã, são asas que nos permitem voar acima de sentimentos negativos que tentam se impregnar em nossos pensamentos. É o esforço de calar em nós um gesto inadequado. É guardar o silêncio numa prática voluntária e abster-se das ebulições da impaciência.


Ter paciência é o esforço de escutar o outro sem que se apague o sorriso, pois paciência é amor.

Claude Bloc 



Um Cariri cinzento - Emerson Monteiro


Neste término de mês, novembro de 2011, após madrugada chuvosa, manhã mostra cara cinza qual quem quer inverno a tornear as encostas lá de longe no horizonte azul balançando orvalhos luminosos nas cercas e folhas de árvores e arbustos. Espécie de paisagem própria para refletir movimentações do lado de fora, os dramas financeiros, as bolsas em constante oscilação que sujeitam envolver gentes e bichos nos motivos eletrônicos do tempo, e querendo ou descontente com o clima que espreme sentimento nas perguntas sem resposta, roupas mofadas no fundo da alma sem jeito de olhar a neblina brejeira de qualquer direção.

Repassassem dizeres dos jornais, achariam nisso um futebol que mexeu com as pessoas que buscaram futebol no final de semana, e alimentavam sonhos de sucesso no esporte coletivo em nosso Cariri. As notas, no entanto, pelos cantos perdidos de páginas apressadas, falavam solteiras que dormiram cedo na solidão a dois das multidões alvoroçadas no estádio. E horas do expediente ganharam só dinheiro de sobrevivência na educação dos filhos, bilhetes de loteria, folhas de pagamento, impostos e taxas, esforçados nas horas do expediente do pão, suor, rosto, etc.

Ando pouco mais e encontro as histórias dos valores nas questões políticas estrangeiras, parlamentos convulsos, praças cheias, câmbios de países europeus atolados nas dívidas ilusórias... O desejo antigo de falar nas flores que iluminam casas e pessoas, belezas de gerações ensaiando gritos de vitória travados no ar. Jovens, ruas e monumentos perto das férias dos oceanos agitados... Alegres janelas iluminadas... Vozes cheias de possibilidades nascidas em forma de viver feliz da multidão de chances, no Céu daqui da Terra.

Bom, isso de admitir clima novo de inverno, corações e presentes... Crer nas letras e nos vocábulos que falam de transformação, e animar o mundo pelas folhas arrancadas dos sempre calendários mil que viajam na eterna Felicidade.

A PRIMEIRA IMPRESSÃO FICOU PARA SEMPRE - Por Edilma Rocha


Em 8 de dezembro de 1859, seguindo a estrada de Juazeiro até o Crato chega ao Cariri a Comissão Científica do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vinda do Rio de Janeiro.

Aos poucos o cenário do sertão foi ficando mágico com as vegetações que ladeavam o caminho estreito; Do lado direito por onde passava o rio, verdes plantações de cana de açúcar com seus pendões prateados que tremiam ao vento; Muitos engenhos surgiam enfileirados com suas chaminés que bordavam o céu azul de branco numa fantasia de fumaça feito imaginação de criança, sem deixar de sentir o delicioso aroma das fornadas de rapadura.

Quando chegaram ao alto do morro, avistaram o mais belo panorama feito as aquarelas de José Reis de Carvalho, nos matizes dos verdes das matas e vermelhos dos torrões. Era a Chapada do Araripe que cobria de sombra a pequena cidade do Crato se destacando a torre da Igreja Matriz e alguns casarios caiados de branco.

Depois de percorrerem por tantos meses lugares secos do sertão, aquela visão deslumbrante do Oásis do Cariri era por demais agradável aos olhos e também ao respirar puro dos pulmões. O monte Araripe na sua formação plana e até nivelada, era coberto de uma vegetação exuberante e nos seus lados desciam flancos corroídos pelos jorros de águas puras abençoando o vasto torrão vermelho. Essas águas eram responsáveis pela fertilidade da bacia do Crato recobertas por um rico verde das suas plantações. Os terrenos sombreados, guardavam o frescor que descia da Chapada na garoa fina do inverno, um clima previlegiado para os poucos moradores do lugar.

Ao descerem o morro vagarosamente, avistaram pequenos grupos de pessoas bem vestidas que mais pareciam as damas e os cavalheiros da Corte do Rio de Janeiro, sentiram-se aliviados. Certamente se encaminhavam em direção ao toque do sino da Igreja da Matriz.

A cidade ficava em terreno baixo e plano, mas com 3 morros; o Barro Vermelho ao nascente; o Alto da Miséria a Noroeste; o Alto do Granjeiro a sudoeste; e ao poente o Araripe distante algumas léguas dali.
Percorreram ruas paralelas e largas, a Rua Grande, a Rua do Fogo, a Rua da Vala, a Rua da Boa Vista e a Rua das Laranjeiras, além de algumas travessas e becos. A praça da Matriz era triangular e rodeada de alguns casarões de tijolos e cobertas por telhas,e nos morros casas de taipa e coberta por palhas. Alguns sobrados, e entre eles o do Tenente Coronel Antônio Luiz Alves Pequeno, na Rua do Fogo onde se hospedaram.

Passaram 4 meses na cidade do Crato bebendo  a boa água das nascentes, fazendo passeios nos sítios e no alto da Serra. Encontraram criações de porcos, perus, galinhas e patos. Ficaram surpresos que os bois serviam de bestas para carga e que eram governados pelo nariz. Viram pequenas criações de cabras e carneiros. Encontraram pequenas industrias de panos de algodão na confecção de redes brancas e coloridas que enfeitavam as varandas das casas e serviam para a dormida.

Se deliciaram com doce de goiaba, banana, manga, leite, buriti e excelentes geléias. Se encantaram com os engenhos de cana de açúcar no seu manuseio e nas suas produções de rapaduras, alfenins e a forte cachaça dos alambiques. As frutas de variedades exelentes como: atas, bananas, melões, melancias, araçás e cocoda praia. Do pequi descobriram o cheiro forte e que se comia salgado dando um bom azeite e excelente tempero para o arroz. Fruto apreciado pela gente do lugar e que alimentava a classe pobre pela sua abundância. Entre as novidades do lugar estavam a macaúba, araticum. maracujá-suspiro, jenipapo, murici, buriti, babaçu e catolé.

O Crato rico por suas nascentes de águas perenes recebia muitos imigrantes ao Sul do Ceará que fugiam da seca e com isso aumentava  a sua população, comércio e agricultura na produção de arroz, feijão, milho, café, algodão e principalmente a cana de açucar.

Os visitantes foram muito bem recebidos e se encantaram com a hospitalidade e a simplicidade dos doutores que destnavam dos Coronéis dos engenhos. E contaram com a companhia do jornalista João Brígido e Gonçalves Dias.

A muralha da Serra do Araripe, as águas minando nas encostas, os brejos, os canaviais, os rios e levadas e as ladeiras cobertas pelas matas verdes sob o cantar doa pássaros, tornou a estadia no Crato momentos maravilhosos. O registro desse cenário aqui descrito ficou registrado na aquarela pintada por José Reis de Carvalho datada de 1860 que se encontra no Museu de Arte Vicente Leite como uma prova do encanto pelo lugar e da hospitalidade do povo da nossa terra que encanta a todos que nos visita.

Edilma Rocha

Fonte - João Brígido, J. de Figueiredo e  Waldemar Arraes de Farias 

Pensamento para o Dia 30/11/2011


“O que existe é apenas aquele que percebe tanto o sonho como o estado de vigília - o "Eu". Conheçam tal "Eu" e reconheçam que "Eu" é o mesmo que "Ele" (Deus). Você pode saber isso apenas por intensa disciplina espiritual, que não é maculada por raiva, inveja e ganância - os vícios que brotam do ego. Você deve observar cuidadosamente e controlar esses vícios. Quando você fica com raiva, você age como se estivesse possuído por um espírito do mal; seu rosto torna-se feio e assustador. Como a lâmpada vermelha piscando quando o perigo se aproxima, os olhos e o rosto ficam vermelhos e agem como um aviso para você. Preste atenção a esse sinal e silenciosamente fuja para um lugar solitário. Não dê vazão livre a palavras maliciosas. Uma vez que você cresce em sabedoria, o ego irá naturalmente cair. Portanto, desenvolva sabedoria e diferencie a natureza efêmera de todas as coisas objetivas. Então, o ego terá uma morte natural no campo do seu coração e você alcançará a salvação.”
Sathya Sai Baba

Romantik und das ewige Selbst*

O Romantismo por excelência (Clássico) entende-se do movimento ocorrido na Alemanha na metade do século XVIII, onde a idéia ‘contra a crença iluminista do império darazão e do progresso’ é substituída pelo conceito da razão subjetiva (metafísica). Onde o olhar sobre o homem é voltado para si, isto é, para a razão de seus sentimentos. Pois o Romantismo alemão teria sido o único dos movimentos que fora capaz de assumir-se como filosofia de vida, garantindo assim seu destaque diante dos demais movimentos românticos.

O filosofo francês Rousseau, a partir das publicações de seus livros: Confissões e Os Devaneios do Caminhante Solitário, ele contrapunha toda a realidade racional da época do Iluminismo. Investigou de forma subjetiva, uma perspectiva antes abandonada por variados filósofos, à concentração e apuração do Eu.

A natureza (entende-se por razão dos sentimentos) era o ponto de partida para a fortificação do movimento romancista alemão. Acreditava Rousseau, que ao voltar-se para si, o homem construiria a sua base de conhecimento de sua realidade intrínseca perante o mundo exterior e seus conflitos:

‘Deixei, pois, de lado a razão, e consultei a natureza, isto é, o sentimento interior, que se dirige a minha crença, independentemente da razão. ’ (GUINSBURG. J, p.80, O Romantismo (.) ROUSSEAU, Carta de 1758 a Vernes)

Sendo assim o sentimento se constituiria como a razão do individuo. Já que esta necessitaria primeiramente do sentimento para existir, ou seja, é preciso o homem sentir primeiramente para depois racionalizar. Acreditando assim que o desenvolvimento do homem se daria a partir do conhecimento interior.

O grande dilema do Romantismo seria as idéias filosóficas de Johan Gottlieb Fichte, no livro intitulado, Fundamentos de toda Teoria da Ciência. Onde a explicação para a realidade tinha um viés metafísico, não podendo ser considerado um fato estático, mas dinâmico capaz de induzir o individuo a uma ação concreta. O que Fichte denominava de ‘Eu, uma autoconsciência pura. ’

Este Eu se tratava, da pura subjetividade do homem, em especial da época romântica. Considerado como divino, infinito e absoluto, já que partia da pura criação interior sem influências extramentais. Ele acreditava que a realidade de cada ser era singular e individual.

O que nos permite dizer que se tratava de um princípio, no qual permitia compreender a realidade do eu (intrínseca) ao do mundo (exterior) a partir do esforço de conhecer a si mesmo internamente.

*O romantismo e o seu eu eterno
http://cronicascp.blogspot.com
Texto produzido pelo estudante do 5º período de Letras da Universidade de Pernambuco, Wagner Bezerra Pontes

Coroa do Advento foi colocada na Catedral de Crato

Já  foi colocada –  ao lado da mesa litúrgica da Catedral de Nossa Senhora da Penha, de Crato –  a Coroa do Advento.
Trata-se de um círculo feito de ramos verdes, onde se coloca uma fita vermelha longa que, ao mesmo tempo enfeita e mantém presos à haste circular os ramos.
Quatro velas de cores variadas completam uma bela guirlanda que, nos países cristãos, orna e marca há séculos a época do advento. A esta guirlanda dá-se o nome de Coroa do Advento.


Origem
A Coroa de Advento tem sua origem na Europa. No inverno, seus ainda bárbaros habitantes acendiam algumas velas que representavam a luz do Sol. Assim, eles afirmavam a esperança que tinham de que a luz e o calor do astro-rei voltaria a brilhar sobre eles e aquecê-los. Com o desejo de evangelizar aquelas almas, os primeiros missionários católicos que lá chegaram quiseram, a partir dos costumes dos da terra, ensinar-lhes a Fé e conduzi-los para Jesus Cristo. Foi assim que, criaram a "coroa do advento", carregada de símbolos, ensinamentos e lições de vida.


Por que a forma circular da guirlanda?

Porque o círculo não tem princípio, nem fim. É interpretado como sinal do amor de Deus que é eterno: sem princípio e sem fim. O círculo simboliza também o amor do homem a Deus e ao próximo que nunca deve chegar ao fim, se acabar. O círculo ainda traz a ideia de um "elo de união" que liga Deus e as pessoas, como uma grande "Aliança".

Ramos verdes

Verde é a cor que representa a esperança, a vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida terrena. Os ramos verdes lembram as bênçãos que sobre os homens foram derramadas por Nosso Senhor Jesus Cristo, em sua primeira vinda entre nós e que, agora, com uma esperança renovada, aguardamos a sua consumação, na segunda e definitiva volta dEle.

Quatro velas

O advento tem quatro semanas, cada vela colocada na coroa simboliza uma dessas quatro semanas. No início a Coroa está sem luz, sem brilho, sem vida: ela lembra a experiência de escuridão do pecado.
À medida em que vamos nos aproximando do natal, a cada semana do Advento, uma nova vela vai sendo acesa, representando cada uma delas uma aproximação mais iminente da chegada até nós daquele que é a luz desse mundo, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é quem dissipa toda escuridão, é quem traz aos nossos corações a reconciliação tão esperada entre nós e Deus e, por amor a Ele, a "paz na Terra entre os homens de boa vontade".
Com esse tempo de preparação, quer a Igreja ensinar-nos que a vida neste vale de lágrimas é um imenso advento e, se vivermos bem, isto é, de acordo com a Lei de Deus, Jesus Cristo será nossa recompensa e nos reservará no Céu um belo lugar, como está escrito: "Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que O amam" (1Cor 2, 9). (JSG)
                                                                                                                                              

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Aumento do diabetes - Emerson Monteiro

Segundo a Federação Internacional do Diabetes, uma organização guarda-chuva com mais de 200 associações de diabetes em torno de 160 países, o número de pessoas acometidas por essa doença irá crescer dos 366 milhões atuais para 552 milhões até o ano de 2030, isto apenas no período desses próximos 19 anos.

Nas Américas Central e do Sul, existem 25 milhões de pessoas acometidas pelo mal. Em face da urbanização e da mudança na idade da população, os números aumentarão em cerca de 60% até 2030. O Brasil dispõe da maior incidência, com 12,4 milhões de diabéticos, seguindo-se Colômbia, Venezuela e Argentina.

O problema clínico ora considerado se relaciona à insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas para o transporte de glicose, por via sanguínea, até os tecidos do corpo humano. O excesso de açúcar no sangue é uma condição crônica, enquanto a produção deficiente de insulina, ou uma resistência excessiva à sua ação, ocasiona níveis elevados de glicose no sangue.

Dois tipos principais do diabetes ocupam o terrível escore. O tipo 1, de início prematuro, vinculado a problemas na produção de insulina; e o tipo 2, com início mais tardio e relacionado com fraca resposta do organismo à insulina.Dado importante nisso tudo: Medidas simples, como alimentação balanceada e atividades físicas previnem o diabetes tipo 2. O diabetes também pode ser ocasionado por carência de insulina, pela resistência a esse hormônio ou por ambas as razões.

O diabetes tipo 2, tipo mais comum da afecção, compreende a maioria dos casos. Ocorre geralmente em adultos, mas cada vez mais os jovens vêm sendo diagnosticados da doença. O pâncreas não produz a insulina suficiente para manter normais os níveis de glicose no sangue, de comum porque o corpo não responde bem à insulina. Muitas pessoas não sabem que estejam acometidos do diabetes tipo 2, mesmo sendo doença grave. Nisto, o tipo 2 do diabetes está se tornando corriqueiro devido o aumento de casos de obesidade e de ausência da prática de exercícios físicos.

Em face da gravidade deste assunto, aqui relacionei alguns itens médicos divulgados pela mídia, no propósito de avisar dos riscos severos das alimentações improvisadas e fora de controle, sobretudo quanto ao uso excessivo do açúcar e outros elementos portadores de glicose adotados indiscriminadamente nos dias de hoje.

FELICIDADES PARA UMA FADA...


Abraço do CARIRICATURAS

domingo, 27 de novembro de 2011

A espada de Simón Bolívar -- por Marcelo Siqueira

Segundo o jornal El Universo (19/10/2011), em 16 julho de 2010, o ditador da Venezuela, Hugo Chaves,  fez uma cerimônia de exumação do revolucionário Simón Bolívar. Tempos depois começou a perambular com a espada do personagem pelo mundo todo. Aonde Chávez ia levava a espada e a mostrava aos presidentes dos países visitados. Por estranha maldição, esta espada está começou a trazer azar para quem pegava nela…
O primeiro a tocar na dita espada por o então presidente da Líbia, Muhamar Kadaf (foto ao lado). Deu no que deu...

Ela foi entregue, por exemplo, a Fidel Castro e pouco tempo depois o ditador cubano estava fora do poder, vítima de doença até agora nunca detalhada. Nestor Kirchner, da Argentina,  foi outro agraciado para pegar na espada e já bateu as botas. Outros presidentes que afagaram a espada de Simón Bolívar: o  paraguaio, Fernando Lugo teve câncer. E o africano Mugabe também.

O próprio Chaves, que começou essa história toda, está apelando agora  para a “medicina” de Cuba nos tratamento de quimioterapia. A mídia já notícia que o tratamento dele na ilha-prisão não surtiu o efeito esperado.

E agora até nosso ex-presidente Lula, outro que pegou na espada,  está em tratamento de um câncer na laringe!

Depois que Chaves fez a cerimônia ocultista e passou a oferecer a tal espada para os líderes mundiais o feitiço está retornando contra os “feiticeiros”.

sábado, 26 de novembro de 2011

AGENDA CULTURAL - Grande Show Musical com Diversos Artistas na Praça da Sé, neste Domingo

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Um ótimo programa para o seu domingo com a família.

Diversos artistas do Cariri estarão se apresentando em um grande show musical na Praça da Sé, em Crato.

O Encerramento da Terceira Guerrilha do Ato Dramático Caririense será feita com muita música de qualidade. Após mais de 15 dias de apresentações de peças teatrais, neste domingo ( 27 ), sob a coordenação do maestro Lifanco, diversos artistas caririenses se apresentarão na Praça da Sé num show dedicado à PAZ.

Dihelson Mendonça e Abidoral Jamacaru estão entre os artistas convidados


O evento tem início às 20:00 e conta com a presença de artistas renomados e de novos talentos do cariri. Nomes como Abidoral Jamacaru, Dihelson Mendonça, Lifanco, Fatinha Gomes, Elisa Moura, Élida Germano, Mônica Moreira, Samara, Grupo Liberdade e Raiz, Grupo Profissionais Liberais, Coral da ponta da serra e Abel Silva, e muitos outros estarão se apresentando, cantando e tocando juntos, numa verdadeira confraternização musical com a participação do público.

SAIBA MAIS

A Terceira Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um evento anual coordenado pelo dramaturgo Cacá Araújo, e se constitui na principal e mais legítima vitrine das artes cênicas produzidas no Cariri cearense. O evento é resultante de construção cotidiana que envolve companhias e grupos de teatro, dança, circo e música, movidos pela necessidade de afirmação, respeito, inclusão, valorização e desenvolvimento, em que se destaca a dramaturgia e a encenação caririenses como fortes e significativos elementos identitários do povo nordestino e brasileiro.

O evento tem apoio do BNB, BNDES e Prefeitura Municipal do Crato, e simboliza o esforço em fomentar oportunidades de crescimento profissional, geração de renda e difusão dos símbolos culturais que identificam o povo e sua história.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sintomas de saudade - Marisa Monte

"Ainda Bem" Marisa Monte - Clipe Oficial

Um belo clip - uma linda música


CRATENSES ANGUSTIADOS

Pedro Esmeraldo

Ultimamente, ficamos perturbados quando observamos a fraqueza das instituições cratenses, pois não procuram reagir a fim de protestar diante dos acontecimentos sombrios, já que não enfrentam barreiras que se parecem instransponíveis. Por certo, acham impossível lutar orgulhosamente em defesa da terra, mas é que ocorre o que todo cidadão fica orgulhoso de ser cratense, portanto todos ficam atônitos quando observam o enfraquecimento desta cidade que fica desvanecida diante do desprestígio e nós, os cratenses, não temos coragem de reagir e permanecemos angustiados com esse movimento deletério que ora sofre este município, deixando o povo pessimista em relação ao progresso firme e atuante.

Não queremos aqui desmerecer ninguém, mas é bom alertar, lembrando a todas as instituições que se movimentam no Crato, que é preciso praticar revoltas pacíficas reclamando das autoridades da capital que olhem mais para o Crato, visto que também merecemos autenticidade e, que nós também desejamos ser tratados com mais carinho e mais progresso igual àqueles que recebem mais igualdade social.
Temos que mostrar coragem e reagirmos aos insultos provenientes de um povo invejoso que nos faz tirar o gosto de lutar com amor com o intuito de promover a igualdade social.
Levam tudo daqui, tudo isto é causado pela discórdia favorecida por um punhado de homens da capital do estado, visto que nós os cratenses, não temos mais direito a nada porque nos negam tudo, até mesmo pão e água e aqui, encontra outro punhado de homens desinteressados em lutar pelo desenvolvimento moderno desta cidade. Agora é de estranhar porque esses homens não lutam, não marcham para a briga, gritando com brados bem altos, perguntando: que é da indústria que não chega até nós e só é beneficiada a cidade do outro lado? Que é das entidades como Rotary, Lyons, UEC (que já foi o pivô de movimentos estudantis do século passado)? Que é da AFAC (Associação dos Filhos e Amigos do Crato), parece que só tem o nome de defensora do Crato.
Haja vista que vimos um monte de homens de braços cruzados, sem lutar por que acham que isso só pertence às Autoridades Municipais?
Vejam bem, aqui há movimento sombrio constituído por pessoas isoladas que não leva a nada. Porquê essas instituições ficam com quietude permanente, só lutam com manobras inúteis, sem força para solucionar os problemas urgentes e vivem culpando somente o Poder Público Municipal. Mas é preciso ter coragem, exercer forças suficientes para ajudar o prefeito, a fim de angariar qualquer coisa que nos tire desse marasmo provocado pelos astuciosos da mão ligeira com o único objetivo de deturpar e arruinar o município do Crato.
Por isso dissemos: às vezes pensamos que o Crato sofre devido à fraqueza de seus filhos que nada sabem fazer a não ser reclamar, com injúria das autoridades cratenses.
Crato-CE, 23 de novembro de 2011.

Autor: Pedro Esmeraldo

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

As fotos de Heládio Teles Duarte


Já  estamos vivenciando o encanto da temporada natalina.

Em Crato, tão logo o sol se põe,  podemos ver as luzes natalinas nas varandas das casas, nas fachadas dos prédios e nas copas das árvores...

O Posto Nossa Senhora de Fátima – que abriga o no seu complexo o Bar Cantinho do Pimenta – foi decorado para lembrar o Natal.

Quem passa em frente ao local se depara com os galhos das árvores repleto de  luzes.  Todas bonitas, todas  reluzentes!
Lembrando que esta é uma temporada de luz, de benquerença e fraternidade entre as pessoas...

Foto: Heládio Teles Duarte
Texto: Armando Lopes Rafael

Pensamento para o Dia 24/11/2011


“A paz é um estado de espírito que está bem dentro de seu próprio eu. Ela emana do coração da pessoa. Há reação, ressonância e reflexo para tudo no mundo. Somente quando há ódio em si que você verá ódio nos outros. Às vezes, mesmo que ninguém lhe faça mal, você tenta machucar os outros. Faça o que fizer aos outros, você definitivamente experimentará o resultado dessa ação e o que quer que ouça ou experimente é tudo devido à reação, reflexo e ressonância de suas próprias ações e sentimentos; os outros não são responsáveis por isso. Você esquece essa verdade simples e lamenta: "fulano de tal está me acusando ou causando dor em mim ou me machucando", e assim por diante. Muitas vezes você tende a lutar e ferir os outros. A partir de hoje, sempre os ajude, nunca faça mal a ninguém. Siga sua consciência; ela o ajudará a manifestar qualidades nobres.”
Sathya Sai Baba

Dom Pedro II e o Líbano -- por Lody Brais (*)


A Associação Cultural Brasil-Líbano e a comunidade líbano-brasileira comemoram os 135 anos da visita do imperador dom Pedro II ao Líbano. O monarca lá permaneceu de 11 a 15/11/1876, procedente da Grécia, viajando no navio Aquila Imperial, acompanhado de sua esposa, a imperatriz dona Tereza Christina Maria, e de uma comitiva de aproximadamente 200 pessoas.

Dom Pedro II percorreu o país dos cedros a cavalo, tendo à frente a bandeira verde-amarela do Brasil. De Beirute escreveu ao diplomata francês Joseph de Gobineau, que ficara em Atenas: "A partir de hoje, começa um mundo novo. O Líbano ergue-se diante de mim, com seus cimos nevados, seu aspecto severo, como convém a essa sentinela da Terra Santa".

Grande admirador da cultura árabe, dom Pedro II chegou a estudar a língua com um arabista alemão. No Líbano, o imperador brasileiro encontrou-se com vários intelectuais vinculados às ciências e às artes. Como o gramático Ibrahim al-Yazigi – que lhe ofereceu livros em árabe, com dedicatória, os quais se encontram no Museu Imperial de Petrópolis –  e o professor Cornelius Van Dyck, da Universidade Americana de Beirute. Deste último, Pedro II assistiu a uma aula, ao lado de Nami Jafet, um dos pioneiros da emigração libanesa para o Brasil.

Depois de visitar o patriarca da Igreja Maronita, Boulos Mass'ad, em Bkerke, o magnânimo imperador brasileiro dirigiu-se às cidades de Chtaura e Zahle. No dia seguinte, visitou os templos de Baco, Júpiter e Vênus em Baalbek. Durante a viagem, dom Pedro II  muito incentivou o fluxo emigratório para o Brasil. Desde então a história da comunidade líbano-brasileira está entrelaçada com o desenvolvimento deste País nos últimos 130 anos.

Não faltam exemplos do elo afetivo entre os dois países. Em 1808, quando dom João VI chegou ao Rio com a família real, o libanês Elias Antônio Lopes ofereceu-lhe sua casa como residência, mais tarde conhecida como Paço de São Cristóvão - onde nasceu dom Pedro II - e, hoje conhecida  como Quinta da Boa Vista, onde se encontra o Museu Nacional. Essa história consta nos arquivos da Biblioteca Nacional de Portugal.

Calcula-se que existam atualmente cerca de 8 milhões de libaneses e descendentes destes no Brasil. É o maior número de imigrantes do Líbano no mundo. Sua presença é notável nos diversos setores de atividade: são médicos, artistas, esportistas, intelectuais, empresários, políticos... Todos participando do crescimento do País, lado a lado com brasileiros natos e imigrantes de outras partes do mundo, e assim contribuindo para a formação e o engrandecimento da Nação brasileira.

(*) Lody Brais é  presidente da Associação Cultural Brasil-Líbano em São Paulo.E-mail:brasil.libano@gmail.com