Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
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claude_bloc@hotmail.com

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Fragmentária
- Claude Bloc -


Um dia sumi. Sozinha subi as serras, desci ladeiras, Vasculhei planícies. No deserto da linguagem busquei as palavras para expressar momentos passados. Momentos presentes. Pincei o tempo. Senti-me frágil, fragmentária que sou. Parei no mais banal dos dias, reencontrei a saudade. Saudei-a. Vesti-me das doces horas. E me refiz do barro e, de sopro novo nas narinas, teci o ar da criação e reencontrei no trivial a minha essência: nas simples frases que escrevi, na doce alquimia do meu pensamento, na eterna releitura dos meus sonhos, no refazer dos meus afetos… Aprendi a viver de novo…
Claude Bloc

Oito Olhos

Uma diáfana aranha
atrás do estojo de facas
não se escondia dos meus olhos.

Aliás, esperava bem atenta
que eu pousasse sobre sua aura
o meu olhar de criança
como tal muito curiosa.

Percebi na hora
que aquela transparente criatura
viera aos meus olhos para uma coisa

talvez simplória,
sem significado algum

mas uma coisa bem clara:
que eu lhe escrevesse versos
enquanto o incauto inseto
passeava tão próximo
das suas patas...

Abraço irmão, já era.

Credo

Vivo sob ordens superiores.
Dos céus. Lá do alto.

Também da terra.
Do mais rasteiro.

Não sinto necessidade
de ser verme
ou pássaro.

Cruzar nuvens,
depois visitar o inferno.

Minha vida é regida
por milagrosos conselhos
cujo fogo queima
da minha alma
cedo ou tarde
tudo que é vaidade:

malícia em querer ser verme
soberba em querer ser pássaro.

E por mais que eu tente
vislumbrar o futuro,
renascer o passado

apenas aos meus olhos
é permitido:
o presente
e o efêmero.

Daí nunca estar contente
o meu silêncio
nem turva nunca vejo
a estepe dos meus versos.

Richard Wagner


Richard Wagner
22/05/1813, Leipzig, Alemanha
13/02/1883, Veneza, Itália



Wagner notabilizou-se pela criação da tetralogia "O anel dos Nibelungos"

Wilhelm Richard Wagner, compositor, maestro, intelectual, ativista político e representante do neo-romantismo alemão, cuja obra influenciou a música ocidental. Wagner nasceu em uma família de artistas.

Viveu cerca de três anos em Paris e, em 1842, com 29 anos, retornou a Alemanha onde sua ópera "Rienzi" foi encenada.

Nomeado regente da ópera real, ocupou esse posto até 1849. Escreveu artigos defendendo a revolução alemã de 1848, que fracassou. Fugiu da Alemanha e não pode ver a primeira apresentação de "Lohengrin", feita por Liszt em 1850.

De 1849 a 1852 escreveu obras impressas como "Arte e Revolução", "A Arte do Futuro", "Uma comunicação a meus amigos", e "Opera e Drama", que delineou um novo tipo de teatro musical.

Dirigiu concertos da Filarmônica de Londres em 1855 e viveu em Zurique até 1858. Wagner acreditava na criação de uma música nacional que, baseada nos mitos de origem do povo alemão e na criação da identidade coletiva, fosse capaz de educar e formar um novo homem, uma nova sociedade. Abertamente anti-semita, denunciou a "judaização" da arte moderna, conclamando por uma "guerra de libertação". Talvez por isso tenha sido o compositor preferido de Hitler.

Influenciado pela filosofia de Schopenhauer, escreveu "Tristão e Isolda"(1857-59), inspirado no seu perdido amor por Mathilde Wesendonk, que causou sua separação de sua esposa Minna. Devido a esse caso amoroso, trocou Zurique por Veneza.

Em 1859 foi a Paris, e, em 1861, anistiado, retornou à Alemanha e depois viajou para Viena, onde desenvolveu seu trabalho como compositor até 1864, quando teve de fugir para não ser preso, devido a débitos financeiros.

Chegou sem dinheiro em Stuttgart e quem o ajudou foi Ludwig 2o, o jovem rei da Bavária, seu grande admirador, que o chamou para viver em Munique. Wagner estava com 51 anos e pelos seis anos seguintes apresentou, com sucesso, suas óperas na capital da Bavária. Porém, novamente ficou endividado, além de tentar imiscuir-se na política do reino e de se tornar amante de uma filha casada de Liszt, que lhe deu três filhos, mesmo antes de se divorciar e casar-se com ele em 1870. O rei decidiu alojá-lo em Triebschen, no lago de Lucerna.

Em 1869 Wagner retomou o projeto da tetralogia "O anel dos Nibelungos". Convencido de que precisaria de um teatro especial para apresentar aquela obra, Wagner concebeu o Teatro Bayreuth, na Bavária, com o apoio do rei. O teatro foi inaugurado em 1876, com a apresentação do "O anel dos Nibelungos".

Wagner permaneceu em Bayreuth, salvo viagens para concertos em Londres e na Itália. Durante esses anos ele compôs seu último trabalho, o drama "Parsifal", iniciado em 1877 e apresentado em 1882. Ditou para a esposa sua autobiografia e morreu em Veneza.

Dom Pedro 2o desejava muito que Carlos Gomes fosse estudar música na Alemanha. O imperador brasileiro era grande admirador da obra de Wagner, colaborando, inclusive, com a construção do Teatro Bayreuth. No entanto, Gomes preferiu a Itália, terra de Verdi.

uoleducação

Kim Novak



Kim Novak (1933- ) Marilyn Pauline Novak nasceu em Chicago, Illinois, EUA. Descendente de uma família católica checa, Marilyn Pauline Novak era filha de pais professores.

Após concluir seu curso secundário, começou a trabalhar como modelo em uma Loja de Departamentos, no sector de moda para adolescentes.

Ela trabalhou ainda como ascensorista, vendedora e assistente em uma clínica dentária. Após percorrer o país como propagandista de uma fábrica de refrigeradores, "Miss Deepfreeze", Novak mudou-se para Los Angeles, onde retomou sua carreira como modelo.

Em 1954, quando a RKO Radio Pictures produziu o filme "The French Line” fez uma pequena ponta ao se apresentar como uma modelo em uma escada. Ao ser vista por um caçador de talentos da Columbia Pictures, foi por este recomendada ao Chefe do Estúdio, Harry Cohn, que procurava alguém para substituir a rebelde e difícil Rita Hayworth.

Assim, Novak assinou seu primeiro contrato, com duração de seis meses.Na época, ainda usava o nome de baptismo, Marilyn Pauline Novak, mas concordou em passar a usar o nome artístico de Kim Novak, sugerido pelo Estúdio.

Após receber aulas sobre a arte de representar, foi escalada para o papel de Lona McLane em "Pushover", de Richard Quine, 1954.Embora não aparecesse como a atriz principal, sua beleza chamou a atenção do público e da crítica.

Em seguida, actuou em três outros filmes de menor importância até que, em 1955, viu seu trabalho reconhecido por sua actuação em “Picnic”", de Joshua Logan, ocasião em que foi agraciada com o Globo de Ouro de Revelação Feminina, e indicada pela Academia Britânica ao Prémio de Melhor Actriz Estrangeira.

A partir daí, Kim Novak actuou em cerca de outros 25 filmes, muitos dos quais excelentes como, por exemplo, "Vertigo", de Alfred Hitchcock, "The Man With Golden Arm", de Otto Preminger, e "The Eddy Duchin Story", de George Sidney.Sua última aparição na telona ocorreu em 1991, no papel de Lillian Anderson Munnsen, no filme de suspense "Liebestraum", de Mike Figgs, para a MGM.Depois desse filme, passou a recusar sistematicamente muitas outras oportunidades que lhe foram oferecidas para voltar a actuar tanto no cinema quanto na televisão. Kim Noval casou-se duas vezes:

Seu primeiro casamento, com o actor inglês Richard Johnson, deu-se em 15/03/1965, de quem veio a se divorciar em 23/04/1966.O segundo, com o veterinário Dr. Robert Malloy, ocorreu em 12/03/1976 e perdura até hoje.Ela teve, também, um relacionamento com Ramfis Trujillo, filho de Rafael Trujillo, ditador da República Dominicana.

Estorinha

Entre a musa
e o poeta
uma bostinha
de poodle.

De todo aquele galanteio
flerte, caras e bocas
restara tão somente
patético constrangimento.

O poeta,
prestimoso cavalheiro,
ainda avisou à mocinha:
"cuidado, flor, olha onde pisa..."

Tarde demais.
O tênis branco
enrubesceu de vergonha.

Um risinho tímido
em seguida o vento levou.

Cena

É difícil
muito difícil mesmo
que alguma dama
por este poeta
apaixone-se.
Não tenho carro
sequer sei dirigir.
Soube por fontes fidedignas
que nem ninfas nem madames
dão-se ao infortúnio
de amar um sujeito miserável
que só tem asas nos pés
para correr atrás
dos coletivos urbanos.
Se ainda fosse eu um cão de raça
dourado e de olhos azuis
meus latidos ouvidos logo seriam
das carruagens imperiais.
Princesinhas, sem dúvida alguma,
ofereceriam a mão para beijar
os lábios para lamber
e a nuca para me perder
cheirando embriagado
sem fim.
É difícil,
improvável mesmo
que alguma mulher
sã de juízo
saudável de corpo
ouse por este poeta
apaixonar-se.
Entendo.
Deve ser horrível
para uma dama
ser encoxada
no ônibus lotado
enquanto do seu amado
lhe roubam a carteira.

invisivelmente palpável

Nem imaginas o que habita
dentro do teu corpo:
um parasita enorme
corpo de yoguer.

Por onde raios anda tua alma
que não vê essa convivência?

O mesmo parasita
que te abocanha a víscera
é o próprio dito cujo 
que te provoca
esse silêncio
essa apatia.

Percebe, ó ditoso
que o corpo 
que a alma
não vivem distantes
em outro plano
em outra terra.

E tampouco te espantes
se ao acordares
te sorrir uma só coisa
debruçada sobre tua cama.

Todo o mundo conhece este assunto


Quando omitir ou não o artigo definido junto ao pronome "todo"?

por Sérgio Simka*

A gramática estabelece uma distinção de sentido entre TODO e TODO O, TODA e TODA A. A diferença semântica reside justamente no uso e na omis são do artigo. Assim, atribui-se a TODO o significado de "qualquer" e a TODO O a significação de "inteiro".

Nas frases seguintes, a diferença é clara: Lia todo livro que encontrasse. Li todo o livro.

No primeiro caso, o pronome indefinido TODO + substantivo traz a ideia de "qualquer", "cada", por isso o sentido é o de que o cidadão lia "qualquer" livro que encontrasse. Por exemplo, a frase "Todo ser humano tem alma" representa o conjunto dos seres em questão, daí podermos dizer que o uso do singular (TODO = qualquer) tem valor de plural (TODO = totalidade), o que Bechara chama de "totalidade distributivamente de um conjunto plural".

No segundo caso, o adjetivo TODO + O + substantivo tem o sentido de "inteiro", "completo"; assim, o sujeito leu o livro "inteiro". Está implicada uma ideia de integralidade, daí o artigo ser obrigatório.

Todo o mundo/ todo mundo Sem o artigo, "todo" significa "as pessoas em geral":
Todo mundo ficou perplexo com a atitude do professor. Com o artigo, "todo o" quer dizer " todas as pessoas", "o mundo inteiro": O lixo é um grave problema em todo o mundo.

Particularidades

Vejamos, agora, alguns casos particulares:

O pronome indefinido no plural (TODOS) será usado sem o artigo quando um numeral substantivo antecedê-lo. Analise os exemplos:

Todos três foram embora quando eu cheguei.
"Era belo de verem-se todos cinco em redor da criança." (Camilo Castelo Branco, O bem e o mal).

Se o numeral vier seguido de substantivo, o artigo é obrigatório:
Todos os três deputados eram casados.

O pronome indefinido será usado também sem o artigo quando houver um nome em função predicativa:
Tinha dois filhos, todos professores. (= todos eram professores)

Usamos todo como advérbio, quando tiver o sentido de completamente. No entanto, será flexionado como se fosse adjetivo, ou seja, em gênero e número:

A roupa estava toda manchada.
Os senadores caminhavam todos felizes.
===============================

* Sérgio Simka é professor e coordenador do curso de letras das Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP), de Ribeirão Pires-SP, e da Universidade do Grande ABC (UniABC), de Santo André-SP. Autor de Português não é um bicho-de-sete-cabeças (Ciência Moderna), dentre dezenas de livros sobre a Língua Portuguesa. Seu site: http://www.sergiosimka.com/

* Imagem e artigo do site:

http://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportuguesa/gramatica-ortografia/21/gramatica-tradicional-158400-1.asp

Um carnaval que se foi ..... por rosa Guerrera


Você foi no carnaval da minha vida aquele personagem principal do meu bloco.
E é uma pena que tenha saído antes do desfile terminar .
Hoje apenas uma lembrança misturada a confetes e serpentinas desbotadas pelo chão .

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

RESTAURADOS OS QUADROS DO MUSEU DE ARTE DO CRATO


Finalmente, 73 trabalhos do acêrvo do Museu de Arte Vicentre Leite foram restaurados, recebendo de volta os desenhos, os pigmentos, as texturas, gelatinas , as côres e valores originais. Ficam aqui os meus agradecimentos ao nosso prefeito Dr. Samuel Araripe pela confiança no meu trabalho e ao Dr. Georgre Macário de Brito pela parceria junto a Fundação J. e Figueiredo Filho. Esperamos todos nós Cratenses pela reinauguração do nosso museu de arte com o maior patrimônio cultural do Nordeste Brasileiro.
Edilma Rocha

De Sangue e Rosas

Há poucos dias, em pleno centro de São Paulo, aconteceu uma cena emblemática dos tempos em que vivemos. O filho de um dos maiores empresários do país parou o carro em um sinal de trânsito e um jovem dele se aproximou ,com um ramalhete de rosas vermelhas. Em poucos instantes estabeleceu-se uma praça de guerra: os seguranças do rico rapaz, sacaram das armas e incontinente dispararam contra o “romântico” jovem, enquanto este, fazendo aparecer um revólver, por entre as flores, como num passe de mágica, retribui as balas, violentamente. O Faroeste urbano termina com um trágico final: as rosas vermelhas e o sangue, tingindo a negra tela do asfalto, com um rubro tom de espanto e perplexidade.
Difícil imaginar o que passou pela cabeça dos personagens e espectadores daquela cena , nos fugazes instantes que esta durou. Certamente os seguranças ,vendo se aproximar do empresário o rapaz do bouquet ,devem ter entendido, imediatamente, que aquele quadro era surrrealista nos dias de hoje, ninguém oferece rosas a ninguém, numa selva de concreto e cimento, e dispararam sem que precisassem de maiores conclusões. O filho do empresário deve ter concluído ter chegado o dia do acerto de contas, aquele em que o preço da desigualdade social brasileira é cobrado a chumbo e lágrimas. O pretenso assaltante ao ser atingido pelos disparos, deve ter se surpreendido mais que a sua vítima, incapacitado de entender como um plano, aparentemente tão bem arquitetado ,pôde ser tão rapidamente destruído. E os transeuntes , num misto de surpresa-medo-assombro, caíram tocados e aflitos na dura violência quotidiana, em meio ao sangue e às rosas.
Impossível alguém oferecer flores nos nossos dias, sem que por entre as pétalas e os botões se escondam a pólvora e o chumbo. Os poucos poetas que ainda tentem se arriscar nesta perigosa tarefa, hão de receber os tiros e disparos dos guardiões da sociedade, aqueles que preestabeleceram, no mundo, o reinado do medo e da infelicidade. Aquela cena é um brasão dos tempos modernos: Rosas fenecendo, embebidas em sangue ,medo e espanto, no negro asfalto da nossa crua realidade...

J. Flávio Vieira

Sensatez Medonha

Meus dias
mais tristes
os mais sensatos.

Dentro da casa materna.
Trancado no quarto.

Um romance de Eça.
O ventilador com seu habitual ruído.

Colcha limpa,
bom-ar nos tênis.

Tão longe encontram-se
minhas formigas de outrora.

E o que terá sucedido
com aquela lagartixinha sapeca?

Programa Cariri Encantado em ritmo de carnaval


O carnaval está chegando e o programa Cariri Encantado entra no seu ritmo. Nesta sexta-feira, 12, o programa será um especial sobre o carnaval com duração de duas horas, das 14 às 16 horas. O jornalista Huberto Cabral (foto) será o responsável pelo roteiro musical e falará sobre os antigos carnavais do Crato. O cantor e compositor Abidoral Jamacaru cantará ao vivo marchinhas carnavalescas e frevos de sua autoria, a exemplo da música “são lembranças de um carnaval que passou”, que participou dos primeiros festivais da canção que ocorreram no Crato na década de 1970. Abidoral cantará ainda uma música que compôs em homenagem a Zé Maia, um dos mais tradicionais foliões cratenses.

O programa Cariri Encantado conta apoio do Centro Cultural Banco do Nordeste e é veiculado semanalmente, todas as sextas-feiras, pela Rádio Educadora do Cariri AM 1.020 e transmitido na Internet por cratinho.blogspot.com.

Ficha técnica
Redação e seleção musical: Carlos Rafael Dias, José Flávio Vieira e Luiz Carlos Salatiel.
Apoio logístico Jackson “Bola” Bantim e Guilherme Norões.
Participação especial: Jorge Carvalho e Huberto Cabral;
Apresentação: Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias.
Operação de áudio: Iderval Silva.
Produzido pela OCA (Oficinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados) e revista eletrônica Cariricult.

Se ligue!

a cauda do escorpião sorrateiro

Não te direi
que estou bem
que os meus olhos brilham
que mastigo com cuidado
que bebo água regularmente.
Direi apenas que escrevo feroz
com receio que a carne da presa acabe.
Tem tanta hiena por perto.
Abutres sobrevoam minha auréola.
Praticamente é Carnaval.
Vejo na baba que escorre
pelo canto da boca de Sátiro.
Como já mencionei,
nesse tempo de folia,
desço à masmorra
e planto flores
e adubo bem os jarros.
Não te direi que sofro.
Desconheço algo em meu peito
que não seja vazio.
E vazio, consultando meu Oráculo,
não é tristeza é uma espécie de dedo sem unha.
Ou coisa que o valha.
Se disesse que pressinto minha morte,
acreditarias?
Morte, conforme meu Oráculo,
não é vazio nem tristeza nem dedo sem unha.
Morte é um corpo baqueado,
sem vida e sem luz.
Mas com dentes rangendo
e urina saindo da bexiga
como pensar em morte,
não é, filha?
Não te direi
que estou bem
ou que estou mal.
Digo apenas que estou pastando enlouquecido
com medo que o verdejante pasto acabe.

Contemplação

Quem sabe da alma acanhada
são as palavras irmãs do silêncio.

Íntimo suspiro
ainda se formando no coração.

Meus punhais de prata
na verdade
de latão.

Ei-la, a alma acanhada
tão cabisbaixa quanto boquiaberta
evaporando-se pelos sapinhos da língua.

Calada, recatada, provocadora
conspira contra meu juízo perfeito.

Não confiem no seu espanto
nas suas palavras surdas
na sua voz rouca.

Ei-la, a alma acanhada
a ser questionada
cai fora do corpo

deixando o pobre mulambo
com arcada dentária aberta
dentes levados para trás
incisivos para frente.

É um balé esses nossos dentes
tarde da noite.

Dominguinhos




José Domingos de Morais (Garanhuns, 12 de fevereiro de 1941), conhecido como Dominguinhos, é um instrumentista, cantor e compositor brasileiro.

Exímio sanfoneiro, teve como mestres nomes como Luiz Gonzaga e Orlando Silveira. Tem em sua formação musical influências de baião, bossa nova, choro, forró, xote, jazz etc.

Luiz Gonzaga deu o tom e Dominguinhos seguiu a melodia na sanfona. Mais do que aprender, o discípulo inovou a arte do mestre. Dominguinhos emprestou a sanfona sotaques novos e diferentes. Não abandonou o baião de seu padrinho, mas também não deixou de brincar em outras praias da música brasileira. O trabalho de Dominguinhos é mais uma prova de que pouco importa os sotaques ou origens quando trata de fazer música. No universo dos sons e dos ritmos o que conta mesmo é a sensibilidade, responsável pela emoção e o talento, capazes de transformar idéias e conceitos em obras de arte. Esses são os ingredientes mais constantes na trajetória do pernambucano de Garanhuns José Domingos de Morais, o Dominguinhos, tendo como pano de fundo um grande talento, eles compõem o quadro da vida de um dos importantes artistas brasileiros da atualidade.

Os vários idiomas do acordeom Um músico é a síntese de diferentes elementos, como talento, inspiração, força de vontade, perseverança e oportunidade. Uma mistura que resulta em arranjos e harmonias. No caso de Dominguinhos, essa composição surgiu a partir da origem nordestina, da luta por uma vida digna, do temperamento calmo e da disposição em assimilar novas informações. A isso se juntaram os temperos brasileiros tradicionais, as pitadas de sonhos modestos que habitam o mundo do povo. Dominguinhos em geral parte da música para depois chegar à letra. Muitas vezes, são os parceiros que se encarregam dos versos. O sanfoneiro percorre os temas, de modo instintivo, achando saídas e descobrindo caminhos. Ele nunca estudou música formalmente, mas desenvolveu habilidade singular no manejo do acordeom. Quando as músicas ficam prontas, são, sem dúvida, o resultado audível do artista que é Dominguinhos, mesclado a informações recolhidas nos caminhos percorridos. Ao lado da identificação com as imagens, Dominguinhos exerce seu ofício tocando também outros ritmos. O talento e a habilidade lhe garantiram autonomia para trilhar diversas veredas musicais, sem que, no entanto, isso tenha significado, em momento algum, abandono de suas raízes essencialmente nordestinas. “Tocar, eu toco de tudo mesmo. Depois que você tem experiência, não é difícil tocar com o Gil, com Gal, com quem quer que seja, porque eles começam uma música e você já sabe pra onde vai, já sabe tudo. Agora, é só quando eu toco toada, baião e forró é que eu sinto aquela coisa flamejante aqui no peito.” Dominguinhos teve os primeiros anos embalados pelos sons tirados da sanfona de seu pai. Nos anos seguintes, a música acabou determinando os rumos de sua vida e construindo as imagens de toda a família. Dominguinhos conseguiu uma façanha: criou uma obra que é, ao mesmo tempo regional e universal. Ao absorver a qualidade de sua sanfona, a MPB ficou mais rica e criativa.

Música feita de coragem e versatilidade

Dominguinhos é indicado ao 8º Grammy Latino como melhor álbum regional

Ele já foi vencedor do Grammy Latino em 2002 com o CD Chegando de Mansinho. Em 2007, o mestre do acordeom, Dominguinhos, concorreu novamente ao 8º Grammy Latino, com o CD Conterrâneos (Eldorado), na categoria melhor disco regional.

Depois de 5 anos sem lançar um trabalho solo, Dominguinhos volta pela Gravadora Eldorado com “Conterrâneos” 2006 e foi agraciado no Prêmio TIM (2007) na categoria "Melhor Cantor Regional".

Em 2008 Dominguinhos foi o grande homenageado na última edição do Prêmio Tim de Musica Brasileira.


Wikipédia

Franco Zeffirelli



Franco Zeffirelli (Florença, 12 de fevereiro de 1923), nome artístico de Gianfranco Corsi, é um cineasta italiano. Também foi cenógrafo e diretor de teatro, tendo alcançado o sucesso nos anos cinqüenta, montando óperas líricas.

É também um político, tendo sido eleito senador (1996 a 2001) por Catânia, filiado ao partido Força Itália.

Constantin Costa-Gravas


Conhecido como Costa-Gavras, em grego Κώστας Γαβράς, (Lutrá Iréas, Arcádia, 12 de fevereiro de 1933) é um cineasta grego, naturalizado francês, que se notabilizou por seus filmes de denúncia política e, mais recentemente, de ficção social.

Costa-Gavras nasceu no vilarejo de Lutra Iréas (em grego λουτρά Ηραίας), na península do Peloponeso, tendo completado os estudos secundários em Atenas. Após a guerra civil grega (1945-1949), deixou a Grécia para estudar Literatura na Sorbonne, em Paris.

Interrompeu seus estudos em 1956, para se inscrever no Instituto de Altos Estudos Cinematográficos (IDHEC), iniciando sua carreira no cinema. Em seguida atuou como assistente de diretores como René Clair, Yves Allegret, René Clement, Marcel Ophuls, Jacques Demy. Henri Verneuil, e Jean Becker.

Ganhou destaque no cenário internacional com o filme Z, de 1969, que denuncia abusos da ditadura militar na Grécia, nos anos 1960. O filme venceu o Oscar e o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro.

Foi nomeado presidente da Cinemateca Francesa em 1981 e novamente em 2007.

Costa-Gavras é adepto de um cinema político, tendo feito muitos filmes sobre as ditaduras, também na América Latina, dentre os quais um dos seus mais famosos, Desaparecidos, Um Grande Mistério (Missing), de 1982, que aborda a ditadura de Pinochet no Chile.

No final dos anos 80 o cineasta mudou-se para os Estados Unidos, onde voltou a fazer bons filmes, após o criticado Um Homem, Uma Mulher, Uma Noite, de 1979. Seu penúltimo filme, "Amém", de 2002, criou polêmica ao retratar a relação da Igreja Católica com o Nazismo. Seu último filme, de 2005, foi "O Corte", cuja temática é o desemprego e a concorrência no mercado de trabalho.

Sua filha, Julie Gavras, é também cineasta.
wikipédia

Breve nota sobre a Conservação de Acervos- por Maria Amélia Castro




Quando vamos a um Arquivo, ficamos admirados com o estado dos documentos antigos colocados em exposição. Geralmente, serviram de instrumentos de decisão em tempos antigos, seja de faraós, seja de generais ou de gestores diversos, em geral. A conservação de documentos de acervo baseia-se na administração diligente dos recursos e das técnicas adequadas, empregadas para prolongar a vida útil dos suportes da informação.

A conservação racional de documentos tem como objetivo o prolongamento da vida útil dos papéis, mas dificuldades de diversas origens costuma interpor-se, como:entraves burocráticos, falta de verbas e carência de pessoal especializado, fazendo com que a tarefa de conservar torne-se uma saga de bons profissionais.

Uma medida, no entanto, pode minimizar os problemas, contribuindo de forma efetiva para facilitar o trabalho de conservação de documentos: a elaboração de normas especificas, que regulem os procedimentos e ações dos profissionais encarregados da preservação das peças históricas, que possam auxiliar o profissional a balizar os limites de sua atuação, além de proporcionar guia adequado de procedimentos e atos necessários para, também, cuidar da saúde dos funcionários e freqüentadores da instituição.

Além de normas que suportem o profissional em conservação e restauro, vê-se como fundamental uma postura institucional a favor de referidos preceitos. Tal postura não deve ser coercitiva, mas educativa, e deve envolver funcionários previamente treinados além dos usuários do acervo.

É importante mencionar que todo material recebido pelo arquivo ou instituição responsável deve ser cuidadosamente examinado para se detectar eventual infestação biológica, caso em que serão avaliados os tratamentos adequados .

Diversos são os agentes físicos e físico-mecânico responsáveis pela degradação do papel que devem ser levados em conta quando se trata da elaboração de política de conservação e restauro: Iluminação, temperatura e umidade, armazenamento e acondicionamento, manuseio, ação do homem, desastre, inundações, incêndios e outros.

Data de poucos anos o despertar dos profissionais brasileiros para a necessidade da preservação dos nossos acervos. Uma conscientização plena e avançada da necessidade de se preservar a História contida nos documentos poderia começar com o estudo sobre a conscientização da importância da Conservação nas escolas, orientando pessoas, fazendo palestra, exibindo-se filmes. Assim, quando visitarmos um Acervo, ou formos a um museu, contemplaremos e estudaremos peças tratadas e bem conservadas para o estudo por civilizações futuras.

Maria Amélia Castro

Reunião com os escritores do Livro Cariricaturas em Prosas e Versos

05.03.201 - com a presença de José do Vale Feitosa
Local e horário a ser escolhido. Opinem !

Um livro escrito por muitas mãos: uma coletânea com nossos escritores e artistas.

Detalhes :

. Release com fotografia de cada escritor ( 01 página)
• 4 textos por escritor (máximo de 7 páginas - fonte : garamond - altura : 12) - Temática livre ( crônicas, contos e poemas).
• Os textos serão escolhidos pelos próprios escritores;
• um contingente de 200,00 por escritor
• O pagamento poderá ser feito em 4 x 50,00 ( fev-mar-abr-maio)
. O livro será dedicado aos mestres de todos os tempos, representados por Dr. José Newton Alves de Sousa.
- A capa será a foto de Pachelly- essa que já caracteriza o Cariricaturas.
- O título é: "Cariricaturas em prosas e versos"
- Edição: Emerson Monteiro ( Editora de Sonhos - Crato-Ce)
- Dedicatória ( Assis Lima )
- Prefácio/ Apresentação ( José do Vale e Zé Flávio)

-Já estão confirmadas as seguintes adesões:

01. Claude Bloc *
02. Magali Figueirêdo *
03. Carlos Esmeraldo *
04. Maria Amélia de Castro *
05. Ana Cecília Bastos *
06. Assis Lima *
07. Corujinha Baiana *
08. Stela Siebra de Brito *
09. Wilton Dedê *
10. João Marni *
11. Rejane Gonçalves *
12. Rosa Guerrera *
13. Heladio Teles Duarte /Socorro Moreira
14. Edilma Rocha *
15. Emerson Monteiro *
16. José Flávio Vieira *
17. João Nicodemos *
18. José do Vale Feitosa *
19. Liduina Vilar *
20. Carlos Rafael *
21. Armando Rafael *
22. Bernardo Melgaço *
2 3. Domingos Barroso *
24.. Roberto Jamacaru *
25.Dimas de Castro *
26.Joaquim Pinheiro *
27.Edmar Lima Cordeiro*
28.Olival Honor *
29.José Nilton Mariano*
30.Marcos Barreto *
31.Isabela Pinheiro *
32.José Newton Alves de Sousa *
33 -Jorge de carvalho Alves de Sousa *
34.Vera Barbosa . *
35. Rogério Silva *

Email : sauska_8@hotmail.com ou cbbloc@uol.com.br
Outras informações :
Tiragem : 1.000 exemplares
Distribuição entre autores : 20 para cada = 700 unidades
Saldo : será transformados em ingressos para cobrir as despesas da festa de lançamento : coquetel, convites, divulgação, banda,decoração, etc
300 x 20,00 = 6.000,00
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Claude e Socorro Moreira

P.S.
Não recebemos material para edição dos seguintes colaboradores :
Hermógenes Teixeira
Elmano Rodrigues e Lupeu Lacerda .

as certezas acabam cedo

Irônico esse meu deus de cada dia:
sabe em que farsa estou metido
mesmo assim com ar sério
simula uma eternidade
tudo que penso.

As minhocas adoram terra úmida
mas também sonham com a boca do peixe.

E o que pensar daquele pássaro
que antes de cruzar a casa
bateu asas e limpou o bico
dentro da poncheira de cristal.

Milagre, sim, um evento mediúnico
que não trouxe frutos.

Cansou-se o pássaro,
o corredor atravessou barulhento
nunca mais voltou nem ganhei na loteria.

Quanto aos peixes,
tenho uma cisma:
será que apreciam mesmo minhocas
lânguidas, frias e de olhos remelentos?

Cauby Peixoto por Norma Hauer



Ele nasceu no dia 10 de fevereiro de 1934 em Niterói, filho de uma família de artistas. Seu pai tocava violão, sua mãe tamborim, seus irmãos também são músicos e sua irmã é cantora. Seu nome CAUBY PEIXOTO
Seu tio Romualdo Peixoto, pianista e compositor, foi um dos grandes músicos da Rádio Mayrink Veiga.
Assim, é óbvio que se dedicasse à música. Foi como cantor que ele se apresentou em um programa de calouros na Rádio Tupi, que ali existiu como Hora dos Comerciários, aprovetando o fato de estar trabalhando no comércio. Foi quando a Revista do Rádio o descobriu, em 1949, passando a apoiá-lo,
Em 1952 foi para São Paulo para se apresentar em boates e na Rádio Excelsior cantando melodias estrangeiras.
Em 1954 um empresário o "descobriu" e o trouxe para o "cast" da Rádio Nacional .

Nesse mesmo ano gravou "Blue Gardenia" seu primeiro sucesso. Decobertro pelas "meninas de auditório" transformou-se em um ídolo que as fazia "cantar" no auditório da Rádio Nacional e da Rádio Mauá.
Lembro-me que por volta de meio-dia, ele deixava a Rádio Mauá, que funcionava no prédio de Ministério do Trabalho , e suas fãs o acompanhavam gritando pelas ruas do Castelo.

Mas foi em 1956 que ele gravou aquele samba que marcaria sua carreira: "Conceição", de Jair Amorim e Dunga.
Há músicas que marcam de tal maneira uma carreira, que se o cantor não a intepretar em "shows" ao vivo , não agradará.
Assim é "Conceição" para Cauby Peixoto, como era "Chão de Estrelas", para Sílvio Caldas; "Rosa" para Orlando Silva, ou "Fascinação" para Carlos Galhardo.

Outro grande sucesso de Cauby Peixoto é "Nono Mandamento", de Renê Bittencourt e Raul Sampaio.
Esteve nos Estados Unidos no início de sua carreira e lá vcoltou em 1959 onde fez sucesso com "Maracangalha", de Dorival Caymmi, com o nome em inglês de "I Go".

Em 1957, com seus irmãos, gravou um LP com o nome de "Quando os Peixotos se Encontram".
Em1996, a Colúmbia lançou um LP com seus maiores sucessos.

Cauby Peixoto vive em São Paulo,cantando em boates.
norma hauer
Provas de amor
- Claude Bloc -



Sempre que te escrevo, invento uma paisagem para te ver. Um céu azul celeste, flores na margem de um rio. Um horizonte longínquo e etéreo. Felicidade servida em taças de cristal... Mas já não acreditas, eu sei, em quase nada do que escrevo.

Lembro-me do bilhete que me deixaste um dia na caixa do correio: “é verdade o que tu me disseste?”. E eu que já não esperava mais nada, me preparei para te enviar mais uma acetinada declaração de amor. Mesmo sabendo que tu acharias ridículas, todas as minhas tentativas de ressuscitar antigas vigílias, noites e noites em claro me entregando à intensa tarefa de te dedicar meus escritos.

Dei-me conta, com o passar dos anos, que as palavras de amor são um fator de risco. E sei que um dia me dirás sorrindo, abrindo as comportas de algum sonho: no sangue "não há amor, só provas de amor".

Claude Bloc

Sonho - por Ana Cecília S.Bastos


Atrás de seus olhos
minha mãe guarda
os meus cabelos cortados.

Eu estava morta
ou de há muito partida.

Atrás de seus olhos
as coisas estão muito bem postas:
gavetas, papel de seda,
laços de fita.

Eu olhava por seus olhos e via
assim translúcidos,
os ossos de sua face,
móveis, diáfanos,
dissolvendo-se em névoa.


E lá estavam, estendidos sobre panos dobrados,
meus longos cabelos de criança
(que meu pai amava)
cortados para que eu não ficasse raquítica
e porque não cuidava bem deles:
não queria lavar,
não prendia que prestasse,
não queria desembaraçar.

(A não ser que ela o fizesse,
dia de sábado, usando óleo “Suave”,
para não doer.)



Publicado em A Impossível Transcrição (de tudo fica a poesia).

Nuances. Foto de MVítor.

"E por falar em saudades ..." - por Socorro Moreira


Sou das manhãs.

Durmo cedo, madrugo,

durmo de novo.

Acordo querendo ter 13 anos ,

escutar Altemar,

enrolar o cabelo nos bobbies,

passear na praça,

namorar.

Mas o tempo levou meus todos anos

Estou cada vez mais parecida

com a minha mãe...

Minha avó ?

- Donana !

Que saudades

dos seus bolinhos de goma,

da sua pele macia, seu riso,

seu rosário,sua mantilha.

Saudade ...

É como diz o Sávio ...

É verbo , substantivo conjugável !

Saudade fica perto de mim

me entranha, alaga-me !

Saudades anestesiadas ,

já fazem parte de um cotidiano,

que arranja mais saudades !

Saudade...

É o produto da felicidade !


foto em 11.02.2010- janela do quarto

Bolo gelado de liquidiicador


Ingredientes


Massa:

5 ovos inteiros

1 copo de leite

2 copos de farinha de trigo

2 copos de açúcar

2 colheres de sopa cheias de margarina

1 colher de sopa bem cheia de fermento em pó


Cobertura:


1 lata de leite condensado

1 vidro pequeno de leite de coco


Modo de Preparo Massa:
Bata bem os ingredientes da massa no liquidificador, colocando sempre os ingredientes líquidos primeiro
Despeje a massa em uma forma retangular untada e enfarinhada
Leve ao forno médio por volta de 40 minutos


Cobertura:


Bata os ingredientes da cobertura no liquidificador
Faça furos no bolo com um palito e despeje a cobertura no bolo quente
Salpique com coco ralado