Apesar de surpreender a gregos e troianos, a estratégia política de Lula-Dilma Rousseff é relativamente fácil de desvendar. A primeira peça do jogo é não imaginar Dilma dissociada de Lula. Não existe hipótese para ciumeiras, rompimentos. A diferença de estilo entre ambos não é semente para futuras disputas, mas peça essencial na sua estratégia. Primeiro, vamos às afinidades políticas e à continuidade de ambos os governos: 1) AMBOS SÃO SOCIAIS-DEMOCRATAS. Não se exija perfil revolucionário, nem mesmo estatizante, embora estejam longe de se constituir em neoliberais; 2) SÃO POLÍTICOS FOCADOS EM RESULTADOS SOCIAIS, COMO PEÇA CENTRAL DE LEGITIMAÇÃO POLÍTICA, Dilma dando mais atenção à gestão, Lula à política (mesmo porque tinha Dilma para cuidar da gerência); 3) na política econômica, a prioridade absoluta é o controle da inflação. Câmbio, desindustrialização, juros, é resto. E o resto é resto. Embora Dilma tenha formação desenvolvimentista, a realpolitik se sobrepôs às demais prioridades. Se a crise internacional piorar, pode criar vulnerabilidades nessa parte da estratégia. 4) no plano político, a lógica não é do confronto, mas da soma. Dilma aprendeu com Lula a dividir os contrários em dois grupos: os adversários e os inimigos. O primeiro grupo é para ser cativado ou cooptado.
Diferenças periféricas: as diferenças de estilo entre Lula e o Dilma são periféricas, embora importantes na montagem da estratégia política. NO PLANO ECONÔMICO E IDEOLÓGICO, SÃO GOVERNOS DE CONTINUIDADE. Muitos analistas – à direita e à esquerda – tomam a nuvem por Juno, as diferenças periféricas pelas essenciais. E acabam se confundindo na análise do governo Dilma e de sua estratégia política. Os fatores utilizados pela velha mídia para desgastar Lula (fazendo muito barulho, embora influenciando apenas 5% do eleitorado) são desimportantes e nada tem a ver com as peças centrais de sua política.
No plano político, nos últimos anos desenterrou fantasmas da guerra fria que se supunham extintos desde os anos 60. Na diplomacia, a questão iraniana. Na política interna, o pesado véu de preconceito contra Lula e o enfrentamento nos últimos anos. AS CRÍTICAS CONTRA AS POLÍTICAS SOCIAIS FORAM DEVIDAMENTE ENTERRADAS PELOS FATOS. Ao assumir, sem comprometer os pontos centrais de sua política, Dilma definiu um estilo diferente de Lula na forma, embora muito similar no conteúdo – inclusive surpreendendo os que supunham que partiria para um confronto direto com adversários. Colocou a questão dos direitos humanos como foco da diplomacia, deu atenção a FHC, compareceu ao aniversário da Folha, nos últimos dias convidou jornalistas brasilienses para conversas no Palácio, respondeu rapidamente às denúncias consistentes. Completa-se assim a estratégia: Dilma se incumbe do establishment, que rejeita Lula. No plano midiático, blogosfera para ela é como a Telebrás – serve apenas para ajudar a regular a mídia. O mesmo ocorre com movimentos sociais e sindicatos. Já Lula garante os movimentos populares, o sindicalismo, a blogosfera e a ala esquerda. E estende sua sombra sobre os adversários. Se endurecerem muito com Dilma, entra na briga. Se Dilma não se sair bem no governo, ele volta. Perto dessa estratégia, a oposição só tem perna de pau: um guru que ensarilhou as armas – FHC -, um político esperto, mas sem idéias – Aécio Neves – e um desatinado – José Serra. Cumprir-se-á o vaticínio do sábio José Sarney, de que a nova oposição sairá das entranhas do governo.
Linhas programáticas: Em relação à continuidade, é importante não confundir algumas linhas de ação que permanecem as mesmas desde o governo Lula – mas que têm dado margem a confusões. A primeira, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Criou-se a idéia de que, com Lula, a Telebrás assumiria todo o trabalho de levar a banda larga até a última milha (a casa do cidadão). Nunca foi essa a idéia. A Telebrás foi ressuscitada com o objetivo de levar linhas de transmissão ligando cidades, atendendo provedores independentes, fortalecendo as linhas de transmissão, mas sem a pretensão de atuar no varejo. A possibilidade de atuar no varejo foi acenada apenas para demover as resistências das operadoras em aderir ao plano. Não significa que seja um bom plano. 300 mb de tráfego por mês a 35 reais é brincadeira. Tem que se aprimorar a negociação. Mas a estratégia de amarrar as teles a compromissos de universalização é correta. O segundo ponto é a chamada "lei dos meios". Criou-se a idéia de que o projeto de Franklin Martins imporia limites aos abusos da mídia. A radicalização de Franklin foi muito mais no discurso do que propriamente nas propostas. A não ser a questão limitada da propriedade cruzada, o projeto era muito mais uma defesa dos grupos nacionais contra as grandes corporações internacionais e as teles. A CEGUEIRA DA VELHA MÍDIA A IMPEDIU DE ENTENDER A LÓGICA DO PLANO. Autor: Luis Nassif
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"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
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(Carlos Drummond de Andrade)
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domingo, 24 de julho de 2011
Para entender a estratégia Lula-Dilma
Nota de Falecimento
Comunicamos o falecimento do médico cratense José Ricardo de Figueiredo ocorrido em Fortaleza, onde ele residia, na noite da última sexta-feira, dia 22 de julho de 2011. José Ricardo era o primeiro dos oito filhos do casal Aníbal Viana de Figueiredo e Maria Eneida de Figueiredo.
sábado, 23 de julho de 2011
De "João Cotoco" ao Obelisco do Centenário, a trágica história dos monumentos de Crato -- por Armando Lopes Rafael

Hoje passei em frente aos tapumes que escondem as obras de reforma da Praça Juarez Távora, mais conhecida como Praça São Vicente. É nisso que dá os vereadores ficarem mudando denominações de logradouros já batizados pelo povo. Os nomes oficiais não caem no gosto da população e sempre prevalecem as denominações populares. Outra praça de Crato – a de Cristo Rei, também conhecida como Praça dos Pombos -- é outro exemplo. Ninguém a conhece pela denominação oficial, que é Praça Francisco Sá.
Mas, voltemos à reforma da Praça São Vicente, ou Juarez Távora como foi denominada pelos vereadores cratenses há mais de sessenta anos. Quem passa por lá, apesar dos tapumes, já vê, novamente, o Obelisco do Centenário -- um dos poucos monumentos desta bicentenária cidade – tão pobre em monumentos públicos. O obelisco, lá existente, estava -- há longos anos -- escondido pelos galhos de duas mal localizadas mangueiras. Quando a reforma for concluída o teremos de novo visível, alvacento e altaneiro, como lá foi erguido no já distante 1953...
É comum ouvirmos esta reclamação: Crato, com 247 anos de existência, possui poucos monumentos públicos. Parece até uma maldição! Criada como vila em 1764, somente em 1903, 14o anos depois, foi erguido, na Cidade de Frei Carlos, o primeiro monumento público. Tudo aconteceu assim: em 1903 o governador do Ceará, Pedro Borges, enviou a todos os prefeitos cearenses um pedido para que a tentativa de colonização do Ceará – ocorrida em 1603, epopéia feita por Pero Coelho – fosse solenemente comemorada.
O então prefeito de Crato, Coronel José Belém de Figueiredo, mandou construir um busto do colonizador do Ceará – Pero Coelho – e o colocou na Praça da Sé. Como artista contratou, para tal empreitada, o Mestre Santos, artesão bastante conhecido nesta cidade, àquela época.
Deixemos com a palavra o escritor e poeta José Alves de Figueiredo, que publicou crônica a este respeito, inserida no livro “Ana Mulata”, de sua autoria:
“A obra de Mestre Santos, executada talvez, sob mau signo, veio coberta de azar, traduzindo perfeitamente a fatalidade que pesou sobre a cabeça de Pero Coelho, em vida, e que vem influindo sinistramente, no destino do povo cearense. Exposta aos olhos do público, um moleque batizou-a com o nome pouco reverente de João Cotoco, e a maledicência da rua adotou-a com satisfação.
Com este pouco auspicioso começo, rápido e funesto foi o seu fim. Logo nos primeiros meses de inverno, o choque de duas eletricidades contrárias produziu um raio que, desprezando os dois prédios próximos, muito mais altos, e a elevada torre da Matriz, caiu sobre João Cotoco, deixando-o, com o seu pedestal, em fragmentos”.
Eis aí a história do primeiro monumento público de Crato!
O verbo roubar – por Nei Silveira de Almeida

(Transcrito da seção Cartas do jornal “Estado de S.Paulo”)
“No Brasil conjuga-se o verbo roubar em todos os tempos e em todas as pessoas", já disse – em um dos seus sermões, no século 17 – o famoso Padre Antônio Vieira. Ele nasceu em 1608 em Portugal, mas veio para o Brasil aos sete anos de idade. E aqui morreu em 1697. O sermão do Padre Antônio Vieira, no entanto, mantem-se irretocável até os dias de hoje.
Corrupção, no Brasil, não é apenas privilégio de políticos e de algumas autoridades. Há muitas outras corrupções no dia-a-dia da brava gente brasileira. Omitir-se ante a roubalheira que rolou e deitou no governo Lula é uma delas. A maioria dos petistas só sabe criticar o governo do PSDB. Mas, levar para casa material da empresa em que trabalha é roubo também. Assim como comprar carteira de motorista, pagar propinas nas repartições e instituições para ser atendido primeiro do que os outros. Adulterar pesos de produtos a serem comercializados; vender produtos com data de validade vencida; operar em caixa 2; comprar recibos para sonegar o imposto de renda; comprar atestado médico para justificar faltas ao trabalho; etc. e etc.
Esses últimos tipos de corrupção são chamada por alguns como “parte integrante da cultura brasileira”. Por outros como “marca registrada” e, por ainda outros, de “mania nacional”. Tais práticas de corrupção, aos meus olhos, tem outro nome: é roubo mesmo! Inicia-se na escola primária com a criança roubando a borracha do coleguinha. Passa pelo ensino médio com o adolescente “colando” nas provas. Estende-se ao jovem que compra gabarito dos exames vestibulares.
Culmina com o adulto comprando diplomas universitários. Após essas brilhantes incursões, cabe ao indivíduo acessar ao mercado da falcatrua privada, ou candidatar-se a um cargo público para o cumprimento do exercício do superfaturamento e dos variados processos de corrupção. O que me leva a crer que ser ladrão, no Brasil, é profissão de carreira.
Nei Silveira de Almeida
Belo Horizonte
Nei Silveira de Almeida
Belo Horizonte
Esqueceram de mim 1
(Publicado originalmente no “Blog do Juaonline”)
Este painel, em homenagem ao Monsenhor Murilo de Sá Barreto, foi afixado no dia da inauguração da ponte sobre o rio Salgadinho pelo governador Lúcio Alcântara. Pouco tempo depois ele foi pichado por vândalos e assim está até agora. É uma pena que no momento em que Juazeiro completa cem anos de emancipação política o Poder Público não tenha se lembrado de restaurar o painel (por onde passa tanta gente) do vigário que dos cem anos de Juazeiro protagonizou cerca de cinquenta, aqui deixando uma extensa folha de bons serviços prestados.
Como dizia Padre Cícero: "A gratidão, com certeza, é uma virtude do Céu".
Agora, quanto à ingratidão... Nem mesmo Jesus Cristo tolerou!
(Texto e foto: Daniel Walker)
Como dizia Padre Cícero: "A gratidão, com certeza, é uma virtude do Céu".
Agora, quanto à ingratidão... Nem mesmo Jesus Cristo tolerou!
(Texto e foto: Daniel Walker)
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Desafio do Blog do Sanharol - (082 - 2011)
Postagem do dia 19 de Julho do Blog do Sanharol copiada para o
Cariricaturas - Por Magnolia Menezes
Quem é a princesinha?
Cariricaturas - Por Magnolia Menezes
Quem é a princesinha?
Com um ano de idade.
Vamos la pessoal é muito fácil!
| 17 comentários: |
- Blog do Sanharol disse...

- Não é facil. Pelo menos pra mim. Não tenho ideia.
- 19 de julho de 2011 15:16
- Vicente Almeida disse...

- É... Meu Deus que coisa linda. Parece gente nascida em berço de ouro. Magnólia: Por que você sempre dificulta as coisas. Ela tinha um aninho a quantos anos atrás? Facilita, vai! Noto que ela não parece ser de Várzea Alegre. Pelo menos baseado nas fotos que já vi! Vou aguardar um pouco. Vicente Almeida
- 19 de julho de 2011 15:49
- Artemisia disse...
- Por que, seu Vicente Almeida, em Várzea Alegre não nasce criança bonita? Ora covenhamos! Para você falar isso, você deve saber de quem se trata. Abra logo o jogo e deixe de enrolar, dizendo que é a Magnólia quem dificulta.
- 19 de julho de 2011 16:21
- Magnólia Menezes disse...

- Sim gente!! Esqueci um detalhe importantíssimo, ela é "MAIOR DOIS METROS DO QUE O MUNDIM DO VALE" Facilitou né?
- 19 de julho de 2011 17:13
- Vicente Almeida disse...

- É... Tá vendo ai Artemisia como são as facilidades de Magnólia? Onde vamos arrajar uma mulher hoje com mais de 2,5 mts? E olhe, não esquenta, criança bonita nasce em todo canto, mas, uma foto programada é bem diferente de uma foto acidental, tipo assim: Cláudio, vai ali e tira uma foto daquele grupo! Cládio vai e pega todo mundo de surpresa! Entendeu o que eu quiz dizer? A criança desta foto, me parece ter sido preparada para o momento. Você não acha? Gosto muito de analisar detalhes que a maioria deixa passar. Vicente Almeida
- 19 de julho de 2011 17:40
- Didi Morais disse...

- Que coisinha mais fofucha, como eu já sei quem é, e foi soprado da prima Mazinha, então vou deixar para os demais.
- 19 de julho de 2011 17:49
- CLÁUDIO SOUSA disse...

- MEU AMIGO VICENTE; CABA REI ARRUME OUTO PRA TIRAR ESSAS FOTOS QUE PENSE NUM FOTOGRAFO RUIM SOU EU. KKKKK ( EU SEI PODE SER OUTRO CLÁUDIO). MAS SE FOR QUEM EU ESTOU PENSANDO SOUSA SOBRINHO E NONATO SOUSA FALARAM PRA MUNDIM QUE NÃO TINHAM MEDO DELA NÃO SE ELE QUISESSE ACANALHAR ELES COLOCARIAM ELE PRAO MUNDIM PRA FORA
- 19 de julho de 2011 18:17
- Artemisia disse...
- Vicente, eu só quis perturbar você. Sei que você é de paz. Mas veja, o Mundim deve se orgulhar muito do que e de quem ele é. Já viu como perturbam o nosso amigo. Aprendi que só se perturba quem a gente gosta. A criança é linda. Hoje existem os recursos multimídia, os "fotoshops"
- 19 de julho de 2011 18:30
- Blog do Sanharol disse...

- Já sei identificar. Depois de reconhecer é que vemos o quanto parece. É colaboradora do Blog. Agora ficou facil demais.
- 19 de julho de 2011 18:32
- Paula disse...

- Deve mesmo ser alguém bem maior do que o mundim. Visto que com um ano de idade já era tão graúda!Vou apostar na poetisa Claude, e aposto ainda que não foi Salim quem tirou a foto.
- 19 de julho de 2011 19:39
- Magnólia Menezes disse...

- Pois eu já fiquei sabendo que o Sousa Sobrinho e Nonato Sousa estavam morrendo de medo da amiga do Mundim, e o Mundim foi muito do esperto, ficou o tempo todo do lado dela. Pense no tamanho da protenção! Ela é grande mesmo e bonita.
- 19 de julho de 2011 20:14
- isabel.morais1 disse...

- eh! Vicente vc tem razao. bonito assim em V.Alegre so Morais. bjs
- 19 de julho de 2011 20:44
- Valdenia Almeida disse...

- Ei Gente Mais essa é Claude Block! Ou não? Se Tenho certeza? Acho que tenho! É Que já faz tanto tempo! Valdênia Almeida
- 20 de julho de 2011 08:13
- raimundinho disse...

- Nessa idade aí,a Flor da Serra Verde já tinha condições de me prestar segurança. Estava uma gracinha, os olhos já diziam para o mundo: - Cheguei e vim pra ficar.
- 20 de julho de 2011 09:19
- Artemisia disse...
- Vicente, você tinha razão, não é de Várzea Alegre. Foto de qualidade já naquele tempo KKKK de criança, só na França!
- 20 de julho de 2011 09:33
- VARZEALEGRESESFORADATERRINHA disse...

- euEu não sei quem é: mas que essa bonequinha é linda isso é.
- 20 de julho de 2011 16:12
- Magnólia Menezes disse...

- É gente a dona da foto nem veio aqui dizer nada, acho que se zangou... Quem respondeu que é a Claude Bloc, acertou.
- 20 de julho de 2011 23:24
Jardineiro e Vento - Por Paulo Viana
Não sou poetaSou jardineiro das letras
Por transpirar em sonhos
Cultuando flores distantes
Em jardins improváveis
Não sou poeta
Faço versos em suaves ventos
Por erguer borboletas
Dançarinas noturnas
Em fronteiras alheias
Não sou poeta
Sou jardineiro e vento
Para as flores e as borboletas
Cada uma no seu momento
Enviado por Paulo Viana via e-mail
Voltei - Por Claude Bloc
Eis o motivo do meu silêncio de tantos dias. Casa amarela lotada. ExpoCrato. Passeios numa semana de recesso.
Meu cantinho geralmente mergulhado no silêncio acabou por se encher de sons de risadas, gente por todo os lados, lotando quartos, banheiros e mesa. Dias de trocas de afeto e gentilezas fazendo desses dias a maravilha e a bênção de um convívio fraterno.
Que coisa boa e gratificante. Lua lá em cima à noite fazendo da praça dos poetas no meu quintal um verdadeiro reduto da alegria mais sincera.
| Em pé: Iza, Pablito e Lorena / Sentados: Claude, Yasmin, Alessandra e Paulinho. |
Subimos ao Pontal de Santana. Não tem como não se emocionar. Há momentos em que, sem percebermos, entramos num momento íntimo de oração: uma conversa direta com Deus e com nossas emoções.
O coração tenta se aprumar, mas o mundo visto dali é lindo demais e a gente, um grãozinho de emoção em meio àquela grandeza.
| Claude e Bertrand |
Depois, a reflexão sobre a vida. "Somos tão jovens!" fala nossa alma e diz da mesma forma o nosso coração batendo no peito "vivinho da silva". Ainda estamos por aqui e estamos juntos desfrutando desse encontro... Ainda não somos totalmente dinossauros (risos).
| Iza e Claude - Museu de Santana do Cariri |
Tanta coisa já aconteceu no mundo. Tanto tempo já passou antes de chegarmos a esta terra abençoada que hoje podemos agradecer por podermos ser testemunhas de tantos prodígios.
| Bertrand e Paulinho |
É isso! Essa alegria infinita. Essa Paz que trazemos de volta pra casa. Esse encontro amplo, irrestrito com esse nosso mundo.
Voltei!
Claude Bloc
O "jeito PSDB" de governar - José Nilton Mariano Saraiva
O senhor Teodorico Menezes Neto, depois de “exercer a profissão” de Deputado Estadual por nada menos que 20 anos (cinco legislaturas), houve por bem “passar o cetro e o bastão” para o rebento querido (desempregado), Teo Menezes (também do PSDB), fazendo-o seu legítimo sucessor político; antes, porém, providencialmente conseguiu “descolar” para si o milionário emprego (“vitalício”) de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Ceará-TCE (a partir de 1999), chegando à sua presidência em 2010/2011 (para os desavisados, o TCE é o órgão responsável por julgar as contas do governo, além de fiscalizar as obras e contratos firmados com o Executivo).
Pois bem, magnânimo e dotado de um “coração de mãe” (e certamente que usando no “limite da irresponsabilidade” do tal tráfico de influência), o Doutor Teodorico Menezes Neto montou um verdadeiro exército de eficazes operadores de verbas governamentais (esposa, filho, chefe de gabinete, cerimonialistas, motorista terceirizado, assessores e conhecidos outros), para, através da assunção de postos de confiança no próprio Tribunal de Contas do Estado (por ele presidido) e em associações comunitárias fajutas em diversos e miseráveis municípios (Pindoretama, Pacajus, Chorozinho, Horizonte e Cascavel, dentre outros), se habilitarem ao recebimento de uma montanha de dinheiro, objetivando construir... kits sanitários (banheiros).
Assim, contando com o beneplácito de colegas políticos encastelados em posições estratégicas do Governo do Estado, através de convênios firmados com a Secretaria das Cidades conseguiu (só entre maio e junho do ano passado), R$ 2.052.000,00, que seriam utilizados na construção de 1.026 banheiros (imaginem o “rombo” se resolverem auditar os anos anteriores).
Mas, aí, literalmente “fez-se merda”, com o surgimento de um “detalhezinho” um tanto quanto comprometedor e que constrangeria qualquer pessoa dotada de um mínimo de seriedade: além de esqueceram de construir os respectivos (banheiros), os endereços fornecidos (das associações) não foram localizados (ou serviam de abrigo a outras atividades, já que num deles funcionava um motel); enquanto isso, também se descobriu que todos os convênios foram firmados num mesmo dia, já que com numerações seqüenciais.
Como “pimenta nos olhos dos outros é refresco”, pra completar foi descoberto que onze austeros, valorosos e ilustres comissionados do Tribunal de Contas (presidido pelo senhor Teodorico Menezes Neto), funcionaram como ativos doadores da campanha do filho, Téo (alguns, com valores superiores ao permitido por lei).
O surreal disso tudo é que, ao se deparar com tão graves denúncias, repletas de detalhes escabrosos sob qualquer ângulo que se observe e “mancheteadas” pela imprensa durante uma semana, o senhor Teodorico Menezes Neto simplesmente resolveu... tirar férias (confiante na memória curta do povo). Depois, se a coisa apertar ou continuar fedendo muito, dará um jeito de se aposentar, (com vencimentos integrais, evidentemente), legando e deixando ao filho querido tão nobre e belos ensinamentos.
É o “jeito PSDB” de governar (agora, imaginem o “auê” que fariam se “Sua Excelência” fosse filiado ao PT).
Pois bem, magnânimo e dotado de um “coração de mãe” (e certamente que usando no “limite da irresponsabilidade” do tal tráfico de influência), o Doutor Teodorico Menezes Neto montou um verdadeiro exército de eficazes operadores de verbas governamentais (esposa, filho, chefe de gabinete, cerimonialistas, motorista terceirizado, assessores e conhecidos outros), para, através da assunção de postos de confiança no próprio Tribunal de Contas do Estado (por ele presidido) e em associações comunitárias fajutas em diversos e miseráveis municípios (Pindoretama, Pacajus, Chorozinho, Horizonte e Cascavel, dentre outros), se habilitarem ao recebimento de uma montanha de dinheiro, objetivando construir... kits sanitários (banheiros).
Assim, contando com o beneplácito de colegas políticos encastelados em posições estratégicas do Governo do Estado, através de convênios firmados com a Secretaria das Cidades conseguiu (só entre maio e junho do ano passado), R$ 2.052.000,00, que seriam utilizados na construção de 1.026 banheiros (imaginem o “rombo” se resolverem auditar os anos anteriores).
Mas, aí, literalmente “fez-se merda”, com o surgimento de um “detalhezinho” um tanto quanto comprometedor e que constrangeria qualquer pessoa dotada de um mínimo de seriedade: além de esqueceram de construir os respectivos (banheiros), os endereços fornecidos (das associações) não foram localizados (ou serviam de abrigo a outras atividades, já que num deles funcionava um motel); enquanto isso, também se descobriu que todos os convênios foram firmados num mesmo dia, já que com numerações seqüenciais.
Como “pimenta nos olhos dos outros é refresco”, pra completar foi descoberto que onze austeros, valorosos e ilustres comissionados do Tribunal de Contas (presidido pelo senhor Teodorico Menezes Neto), funcionaram como ativos doadores da campanha do filho, Téo (alguns, com valores superiores ao permitido por lei).
O surreal disso tudo é que, ao se deparar com tão graves denúncias, repletas de detalhes escabrosos sob qualquer ângulo que se observe e “mancheteadas” pela imprensa durante uma semana, o senhor Teodorico Menezes Neto simplesmente resolveu... tirar férias (confiante na memória curta do povo). Depois, se a coisa apertar ou continuar fedendo muito, dará um jeito de se aposentar, (com vencimentos integrais, evidentemente), legando e deixando ao filho querido tão nobre e belos ensinamentos.
É o “jeito PSDB” de governar (agora, imaginem o “auê” que fariam se “Sua Excelência” fosse filiado ao PT).
EDILMA ROCHA BRILHA EM PORTUGAL
Sob a curadoria do artista plástico e escultor Kim Molinero, Edilma Rocha, natural do Crato, Ceará, Brasil, participa com um grupo de pintores internacionais, de uma coletiva intitulada "IMAGINARIUN ART', no Hotel AXIS_VERMER, na cidade da Póvoa do Vazim, em Portugal.
A amostra decorre de 15 de julho até 28 de setembro.
Edilma nos representa com um trabalho em vidro líquido que muito vem chamando a atenção pela criatividade da técnica empregada.
O CARIRICATURAS PARABENIZA EDILMA ROCHA PELO SUCESSO !!
quinta-feira, 21 de julho de 2011
100 ANOS:Juazeiro do Padre Cícero do Crato...Um Poema Fotográfico-Wilson Bernardo.
As mão rachadas pelo cabo da lida a enxada
Os lamentos e a graça desejada,na espera que se alcança
ao pé da estátua imóvel concretude na fé
O mundo tem a distancia das penitencias, a língua da mesma
palavra que se faz da fé parábolas
O milagre tem a sabedoria das andanças
de quem espera não se alcança
fronteiras do imaginário,a trilha que os pés ferida
Embalagens de plástico de viagens e longas
distancias
o inverno determina o cumprimento das promessas
a fome
a sede
bulachas de goma mascada
o sacramento do organismo em lágrimas.
O Cícero de todas as imagens e penitencias!
Wilson Bernardo(Poemas & Fotografia)
Coisas nossas, Por Zé Nilton
Só lembranças...Se com a idade a gente dá para repetir casos antigos, palavra por palavra, não é por cansaço da alma, é por esmero”.(Chico Buarque de Hollanda).
Prazeroso seria puxar pela reminiscência dos amigos, principalmente de uma legião afeita a desafiar, quase que diariamente, as nossas retinas fadigadas para olhar pessoas, paisagens e acontecimentos, como faz o nosso confrade, o Blog do Sanharol, e indagar “quem são os da foto”? Sem dúvida muitos acabariam “descobrindo” quem é quem no quadro.
Mas não se trata disto. Quero falar de lembranças e de propósito.
Corria o ano de 1962. Um dia qualquer do mês de dezembro, com 12 anos completos, descia Lameiro abaixo, tangendo um jumento, levando água lá da “fonte de Dona Zulmira da Franca Alencar” para a minha casa.
De repente, ao passar em frente à residência das irmãs filhas de Santa Tereza, um homem de óculos de fundo de garrafa, do lado de dentro da cerca de arame, com gestos firmes, diz:
-Êi, Zezinho, - (todos os garotos, como fazia também o Mons. Montenegro, eram chamados assim)-, você quer aprender música e ajudar a missa?
Eu, meio abobalhado, nem disse que sim nem que não. Em casa, falei à minha mãe, que foi comigo, no outro dia, “saber dessa história”.
Padre Ágio foi em férias para o Sul, e eu fiquei aprendendo latim com uma irmã, muito linda e de voz rouca, que acabou sendo a minha primeira paixão e meu primeiro pecado, por pensamento.
Em janeiro de 1963, o Padre inicia o curso de teoria musical com 12 garotos. No mesmo ano estava formado o “Quarteto Villa-Lobos”. Olhem aí na foto: eu ao violão, PITUCHA (Alexandre Reinaldo dos Santos), de saudosa memória, ao contrabaixo, Augusto MOREIRA, de Figueiredo (de saudosa memória) no acordeón e o Padre Ágio no violino.
No natal daquele ano fizemos a nossa primeira apresentação pública no Hospital São Francisco, dirigido pelo saudoso Mons. Pedro Rocha de Oliveira.
Monsenhor Rochinha acostumado a assistir a Orquestra S. José, do Seminário, com cerca de 53 músicos, criada pelo sacerdote maestro, quando da nossa apresentação, abriu a cortina do auditório, dizendo:
- Em com as senhora e senhores, a orquestra do Pe. Ágio!
Muitos aplausos. Eu deveras envergonhado. Como quatro músicos formariam uma orquestra? Mas tudo perdoado por conta do entusiasmo do inquieto Monsenhor.
Outra decepção (talvez), esta do público, no mesmo auditório, no natal de 1966, agora com a formação de sete músicos. Explicando: desde 1965 a música “Olê, Olá”, de Chico Buarque, tocava nas rádios, na interpretação de Nara Leão. Chico gravou no ano de 1966. Pois bem, quando anunciamos a música “Oilê, Oilá”, vieram calorosos aplausos. Eu, já todo me “chiquetando”, senti o porquê da ovação. Que nada, a música era outra, e o título também. Mas no calor do momento, e a música do Chico fazendo sucesso, claro que o público esperava ser aquela obra prima da “unanimidade nacional”. No entanto tratava-se de uma toada do paulista Mário Pinto da Motta, também chamada “Deixa o Pinho Soluçar”, interpretada pela dupla paulistana Cascatinha e Inhana.
“Oilá, oilê
Deixa meu pinho gemê
Oilê, oilá
Deixa o pinho soluçá.
Minha viola
É puro sangue brasileiro
Pois foi feita de um pinheiro
Que veio do Paraná
Quando ela geme
Desabafa minha mágoa
Os meus olhos enchem d'agua
Com vontade de chorar.”
Em 1967, o hoje Mons Ágio cria a Sociedade Lírica do Belmonte, onde ainda hoje funciona, e cujo embrião resultou da formação dos músicos da Vila Santa Terezinha.
E é aqui que eu quero chamar a atenção. Não podemos nunca deixar desfalecer um projeto como o da SOLIBEL. As atividades desenvolvidas pelo complexo educativo-musical contribuíram para mudar a fácies do Belmonte e adjacências. Não é de hoje que a Sociedade Lírica passa por problemas de toda ordem. Um dia critiquei, mas conversei depois com pessoas ligadas às atividades, que têm dando o seu sangue pela continuidade do “sonho realizado”. Não me resta outra coisa a não ser também ajudar a que ela cumpra a sua tão singela missão.
(Foto reproduzida do livro “Um Sonho Realizado”, de Padre Ágio Augusto Moreira, edição do autor, s/d, Crato-Ce., p. 32)
E para quem gosta, no nosso programa Compositores do Brasil de hoje, às 14 horas, na Rádio Educadora do Cariri (www.radioeducadora1020.com.br), o singular Zé Rodrix e suas músicas ritmistas e pra cima.
Bom fim de semana.
Memória Paternas (postado por Armando Rafael)

Eliane Macedo Picanço, editora do Diário do Nordeste Infantil lança na livraria Cultura: Pela estrada do sonho e da poesia
Editora do caderno Infantil, do Diário do Nordeste, a jornalista e escritora Eliane Macedo Picanço lança hoje, 19h, na Livraria Cultura, "Pela estrada do sonho e da poesia"
O livro "Pela estrada do sonho e da poesia", da jornalista Eliane Macedo Picanço, que já havia lançado "A princesinha Luciana", "A aventura" e "Lívia", voltados ao público infantil, é dedicado ao seu pai Geraldo Macedo Lobo. Para ela, "um exemplo de vida para todos". "É uma experiência nova resgatar a história dele. O desafio foi fazer um livro com um linguajar acessível e simples e com a voz do coração", declarou.
90 anos
O mais recente exemplar que enriquece a literatura cearense celebra nove décadas de vida de Geraldo Macedo Lobo, que nasceu em 3 de dezembro de 1920 no Crato. No entanto, não foi possível, no ano passado, e somente agora vai ser disponibilizado para o público. Eliane Macedo Picanço revela que, para fazer esse livro-reportagem, realizou uma pesquisa que durou dois anos em jornais, livros e revistas que retratavam a vida dele. "Entrevistei, ainda, pessoas que tiveram contato com o meu pai, para poder contextualizar também fatos que não foram escritos como depoimentos e opiniões de pessoas sobre a seca de 32 e o Padre Cícero, que meu pai conheceu".
Tragédia
Um fator preponderante na vida de Geraldo Macedo Lobo, então com 12 anos de idade, foi a tragédia que abalou a sociedade cearense: o falecimento do seu pai, Eloi Lobo. Já no primeiro capítulo do livro "Pela estrada do sonho e da poesia", "A infância interrompida", Eliane Macedo Picanço relata o fato, quando da inauguração da primeira pista de pouso do Aeroporto Santa Teresinha, no Palmeiral, Crato.
"Era 16 fevereiro de 1933. Uma multidão acotovelava-se para ver o avião do Exército chegar. Eloi, tendo chegado atrasado ao evento, não percebeu que os observadores estavam sendo afastados para longe do avião. Eufórico e querendo parabenizar o primo aviador, passou pela multidão e se dirigiu à aeronave que acabara de aterrissar. Continuou andando e, ao virar-se para a direita ao invés da esquerda, não podia imaginar que naquele instante, acabara de dar novo rumo à vida de toda a família. A hélice, que ainda girava velozmente, mesmo após a aterrissagem, pegou em cheio o rosto de Eloi. A morte foi quase instantânea", escreveu ela.
O acontecimento entristeceu a família e, no dia seguinte ao enterro, a matriarca Maria Lobo retirou os filhos do colégio, por contenção de despesas. Ainda no mesmo capítulo, Eliane Macedo Picanço publica: "Dr. Manoel do Nascimento Fernandes Távora, o padrinho de Geraldo, o primogênito de Eloi, foi à casa da viúva e, comovido com a situação em que aquela família se encontrava, prometeu uma bolsa de estudos para o afilhado: um internato em Ouro Fino, Minas Gerais. A lógica da vida, que funciona de forma aleatória, trouxe a tristeza pela perda de Eloi a chance ímpar para seu primogênito se formar".
Geraldo foi o único da família a se graduar e sempre gostou de escrever poemas, brindando os amigos e familiares com seus escritos, os quais, alguns deles estão gravados por ele mesmo num CD encartado no livro tem a professora Elzenir Colares interpretando outros. Até hoje Geraldo ainda recita suas obras.
MAIS INFORMAÇÕES
"Pela estrada do sonho e da poesia", de Eliane Picanço, será lançado dia 3 de agosto de 2011, às 19h no Instituto Cultural do Cariri
NELSON AUGUSTO
REPÓRTER
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90 anos
O mais recente exemplar que enriquece a literatura cearense celebra nove décadas de vida de Geraldo Macedo Lobo, que nasceu em 3 de dezembro de 1920 no Crato. No entanto, não foi possível, no ano passado, e somente agora vai ser disponibilizado para o público. Eliane Macedo Picanço revela que, para fazer esse livro-reportagem, realizou uma pesquisa que durou dois anos em jornais, livros e revistas que retratavam a vida dele. "Entrevistei, ainda, pessoas que tiveram contato com o meu pai, para poder contextualizar também fatos que não foram escritos como depoimentos e opiniões de pessoas sobre a seca de 32 e o Padre Cícero, que meu pai conheceu".
Tragédia
Um fator preponderante na vida de Geraldo Macedo Lobo, então com 12 anos de idade, foi a tragédia que abalou a sociedade cearense: o falecimento do seu pai, Eloi Lobo. Já no primeiro capítulo do livro "Pela estrada do sonho e da poesia", "A infância interrompida", Eliane Macedo Picanço relata o fato, quando da inauguração da primeira pista de pouso do Aeroporto Santa Teresinha, no Palmeiral, Crato.
"Era 16 fevereiro de 1933. Uma multidão acotovelava-se para ver o avião do Exército chegar. Eloi, tendo chegado atrasado ao evento, não percebeu que os observadores estavam sendo afastados para longe do avião. Eufórico e querendo parabenizar o primo aviador, passou pela multidão e se dirigiu à aeronave que acabara de aterrissar. Continuou andando e, ao virar-se para a direita ao invés da esquerda, não podia imaginar que naquele instante, acabara de dar novo rumo à vida de toda a família. A hélice, que ainda girava velozmente, mesmo após a aterrissagem, pegou em cheio o rosto de Eloi. A morte foi quase instantânea", escreveu ela.
O acontecimento entristeceu a família e, no dia seguinte ao enterro, a matriarca Maria Lobo retirou os filhos do colégio, por contenção de despesas. Ainda no mesmo capítulo, Eliane Macedo Picanço publica: "Dr. Manoel do Nascimento Fernandes Távora, o padrinho de Geraldo, o primogênito de Eloi, foi à casa da viúva e, comovido com a situação em que aquela família se encontrava, prometeu uma bolsa de estudos para o afilhado: um internato em Ouro Fino, Minas Gerais. A lógica da vida, que funciona de forma aleatória, trouxe a tristeza pela perda de Eloi a chance ímpar para seu primogênito se formar".
Geraldo foi o único da família a se graduar e sempre gostou de escrever poemas, brindando os amigos e familiares com seus escritos, os quais, alguns deles estão gravados por ele mesmo num CD encartado no livro tem a professora Elzenir Colares interpretando outros. Até hoje Geraldo ainda recita suas obras.
MAIS INFORMAÇÕES
"Pela estrada do sonho e da poesia", de Eliane Picanço, será lançado dia 3 de agosto de 2011, às 19h no Instituto Cultural do Cariri
NELSON AUGUSTO
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