Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Vento e Areia - por Domingos Barroso



Estes versos
para você
que acredita
nas fisionomias
das nuvens
e no místico caminho
das formiguinhas.

Você que é simples
portanto sábia
sorri feito criança
e logo mergulha
nos mistérios naturais
da alma.

Você acostumada
com sua sabedoria
talvez não entenda
por que as coisas boas
da terra e dos céus
caem aos seus pés
antes pousam
sobre sua cabeça.

Você é muito linda
sem vaidade
alcança estrelas
ainda recém-nascidas
abre janelas invisíveis
e nada diz e por nada confessa
os seus mágicos atributos.

Você é rara.
Uma preciosidade.
Uma tábua de madeira antiga.
Um pedaço de escrita reveladora.

Ao seu redor as flechas cruzam
mas nunca lhe tocam.

Acima do seu corpo brilha uma luz.
Debaixo das suas sandálias a terra canta.

Você é uma mulher encantada.
Não se aprisiona pelas unhas.
Tampouco pelos cabelos.

Ao acordar e ao dormir
seus sentimentos apurados
seus sonhos resguardados
abençoam-lhe o dia
e lhe benzem a noite.

Você é inacreditável.
Altíssima.

Não se deixa sofrer pelas mágoas
dos vizinhos da miséria
tampouco pelas ofensas
dos soberbos.

Contemplo suas mãos estendidas.
Abertas.

Um naco de rapadura.
Uma fruta.
Um conselho
e um puxão de orelha.

Bela. Humilde.
Sensata. Esotérica.


O seu sorriso vejo agora
em cada verso.

Não se engane:
você é palpável.

Afago-lhe o rosto.
Outro sorriso.

Não choverá nem fará sol.
Assim a manhã sem tempo formal.

Uma manhã que lhe pertence
muito mais que ao poeta
ou aos pássaros.

Uma manhã que é o seu silêncio.
O seu silêncio.

Indizível- por corujinha Baiana



O que dizer
dos sonhos não realizados
dos versos não declamados
do silêncio que era meu ?

O que dizer
das ofensas recebidas
das lágrimas não percebidas
da alegria que morreu ?

O que dizer
das lições não aprendidas
das emoções tão contidas
do riso que não se deu ?

O que dizer
da música nunca entoada
da beleza não contemplada
de tudo que se perdeu ?

Como perdoar o imperdoável ?
Como esquecer o inesquecível ?
Como evitar o inevitável ?
Como dizer o indizível ?

Paroles... Paroles...Paroles..

A música do Centro da cidade- por Carlos Rafael




Prossegui o passeio, indo em busca do centro da cidade. Passei na loja de Amilton, que vende CDs e DVDs, além de receber pagamento de títulos e contas. Mas, além de vender discos, Amilton é uma pessoa cuja decência nos torna cativa do seu convívio.
Lembrei, então, das lojas de discos que existiam nas imediações, há mais de trinta anos, como a Loja Primo, O Rouxinol, Nazareno Discos e Discosom.
Naquela época reinavam soberanos, os discos de vinil (compacto e long playing) e a fita cassete. Eram produtos caros e considerados supérfluos. Portanto, ouvia-se música, principalmente, no rádio.
O Crato tinha duas emissoras de rádio (que ainda existem): Rádio Educadora do Cariri e Rádio Araripe do Crato. Nas tardes de domingo, um programa era líder de audiência: o Paradinha 1020, transmitido pela Rádio Educadora e apresentado por Evandro Bezerra, desfilando as vinte músicas mais tocadas na semana. Lembro de alguns dos hits daquele tempo: BiluTetéia, Farofa-fá-fá, Emanuela (versão de uma canção italiana), Homem com H e a minha preferida, Nuvem Passageira, de Hermes Aquino, cujo verso inicial dizia: Eu sou nuvem passageira que com o vento se vai.

Carlos Rafael

Por Assis Lima


VIDA DE VIOLEIRO
(a Inácio Pessôa de Lima, 20/06/2009)

Um dos encantos que guardo
da minha infância rural
que os anos não trazem mais:
o claro toque de um banjo.
Ao som de uma viola
ouvi cantar Cego Heleno:
metálico era seu timbre,
e pela primeira vez
assombrou-me a voz humana.
Imaginei ser poeta,
cantador e repentista.
Exemplos não me faltavam:
Inácio da Catingueira,
um gênio no desafio,
e o grande Cego Aderaldo.
Por volta dos quinze anos,
em meio às dobras da vida
de improviso, em redondilha,
cometi uma sextilha:
Eu tinha catorze anos
quando minha mãe nasceu,
sol brilhou sobre o seu medo
e espiou dentro do meu,
eu tinha catorze anos
quando minha mãe morreu.
Bem depois vim a saber
que aquele verso, ou reverso,
paradoxo, bizarria,
modéstia à parte, eu diria,
sem querer já me fazia
precursor de Zé Limeira
o poeta do absurdo
(e por evocá-lo agora
transcrevo um seu breve estudo):
Nessa vida de viola
vivo pra diante e pra trás,
nunca mais tive alegria
depois que perdi meus pais,
minha vida é de caboclo,
quatro é muito, cinco é pouco,
dez não dá, sete é demais.
Depois conheci Zé Gato,
repentista, embolador,
que entre banhos de alegria,
numa feira lá do Crato,
num certo dia inspirou-me
um verso de pé quebrado:
Bom cantador é aquele
que canta o que está lacrado
no coração mais exangue
do homem mais desalmado.
Zé Gato, cadê teu pulo?
Nos dias que ainda traço
sem viola, nem repente,
sigo pensando na mente:
Quem não canta neste mundo
no outro fica engasgado,
pois o nosso mundo é este,
que o outro, é do outro lado,
por isso cante com a alma
que a vida lhe deu de agrado
para encantar quem não canta
e alegrar quem está calado!

______________________

Cariricaturas, convida, colaboradores e Leitores !

Dia 22.07


Lançamento do livro “Poeiras na Réstia”, do escritor cratense Everardo Norões.

Exposição “Cascas do Crato” – esculturas com cascas vegetais por justa posição e equilíbrio, por
Sônia Lessa
Recital  de piano pelo compositor e   pianista  Dihelson Mendonça.
Entrada franca.


Local:Teatro Raquel de Queiroz
A Partir das19h. do dia 22.07.2010

Dia 23.07- Almoço literário- Restaurante "4 Estações"
12,00 por pessoa.

Dia 24.07- Festa dançante no Crato Tênis Clube, a partir das 20 h.
Na programação:

-lançamento do livro "Cariricaturas em prosa e verso"
-performances poéticas
-coquetel
-baile

Mesas : 40,00 ( 4 ingressos e um exemplar do livro)
Últimas unidades !
contato : 35232867, 88089685,99444161 ( socorro moreira)

Um lembrete de Quintana - Colaboração de Edmar Cordeiro

...'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:

Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,

pois a única falta que terá,

será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'

Mário Quintana

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Arthur Moreira lima

Arthur Moreira Lima Jr. (Rio de Janeiro, 16 de julho de 1940) é um pianista erudito brasileiro, famoso por suas interpretações de choro.


Arthur Moreira Lima começou a estudar piano aos seis anos. Aos nove, tocou um concerto de Mozart com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Seus mestres foram Lúcia Branco (Rio de Janeiro), Marguerite Long (Paris) e Rudolf Kehrer (Conservatório Tchaikovsky de Moscou).

Arthur Moreira Lima projetou-se internacionalmente no Concurso Chopin de Varsóvia. Laureou-se também nos Concursos de Leeds (Inglaterra) e Tchaikovsky (Moscou).

Arthur criou um projeto o Piano pela Estrada, na área social que mescla o popular e o erudito.

Elizeth Cardoso



Elizeth Moreira Cardoso (Rio de Janeiro, 16 de julho de 1920 — 7 de maio de 1990) foi uma cantora brasileira.

Elizeth, A Divina, é considerada como uma das maiores intérpretes da canção brasileira e um das mais talentosas cantoras de todos os tempos, reverenciada pelo público e pela crítica.

Nasceu na rua Ceará, no subúrbio de São Francisco Xavier, e cantava desde pequena pelos bairros da Zona Norte carioca, cobrando ingresso (10 tostões) das outras crianças para ouvi-la cantar os sucessos de Vicente Celestino. O pai, seresteiro, tocava violão e a mãe gostava de cantar.

Que é isso? Um leão que reza? – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Poucas famílias cultivam o saudável hábito de agradecer a Deus as refeições que fazem. Aliás, não somos muito de agradecer as graças que Deus constantemente derrama sobre todos indistintamente. Nós pedimos em demasia, mas pouco agradecemos os benefícios recebidos.

Há alguns anos, reunidos com um grupo de amigos, refletíamos sobre a necessidade de agradecer a Deus e pedir bênçãos pelo alimento de cada dia. Alguém leu numa revista, uma pequena história que ficou martelando minha cabeça. Numa época em que se pretende promulgar uma lei que deveria existir no coração de cada pai e mãe, qual seja: formar e educar os filhos com amor e não com palmadas, vi nessa história uma forma diferente, criativa e sem violência de como um pai deve instruir os filhos. Principalmente quando se pretende impor alguma regrinha que eles não desejam cumprir.

Um pai de três crianças, ao participar de um retiro religioso, retornou à sua casa decidido a fazer orações de agradecimento antes das refeições. “De hoje em diante nós vamos rezar antes do almoço e do jantar.” Ordenou o pai, sob protestos imediatos dos filhos. “Xi, pai, rezar? Isso é muito careta!” Protestou um dos meninos. Então o pai com muita habilidade perguntou: “Está bem, mas contar uma historinha pode?” “Ah, será muito legal!” Disseram todos a uma só voz. E o pai contou a seguinte história.

Um caçador estava numa floresta da África fazendo uma grande caçada. Quando já retornava para casa, deu de cara com um enorme leão à sua frente. Não perdeu tempo. Todo trêmulo, apontou a espingarda bem na testa do leão e deu um tiro. Mas errou. Era a última bala que havia. Então fechou os olhos e esperou ser devorado pelo leão. Passados uns dois minutos, que lhe pareceram séculos, pensou que o leão havia desistido de lhe devorar e fora embora. Mas quando ele abriu os olhos, o leão estava à sua frente, de joelhos, mãos postas e olhando para o céu dizia: “Meu Deus, eu vos agradeço este alimento que colocaste na minha mesa.” As crianças gostaram muito da história.

No dia seguinte, à hora do almoço, os meninos já estavam sentados, quando o pai ordenou: “Levantem-se todos!” Em seguida perguntou: “Como foi que o leão disse diante daquele caçador lá na África?” E as crianças responderam: “Meu Deus, eu vos agradeço este alimento que colocaste...”

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Tagore e o Renascimento Bengali (indiano) - José do Vale Pinheiro Feitosa

Se faço sombra em meu caminho, é porque há uma lâmpada em mim que ainda não foi acesa – Rabindranath Tagore.

Tagore foi o maior poeta moderno da Índia e o gênio mais criativo da renascença indiana. Reformulou a literatura e a música bengali, no final do século XIX e início do século XX. Além da poesia, Tagore escreveu canções (letras e melodias), contos, novelas, peças de teatro (em prosa e verso), ensaios sobre diversos temas, incluindo críticas literárias, textos polêmicos, narrativas de viagens, memórias e histórias infantis: O Jardineiro, O Canteiro do Rei e os Pássaros Perdidos. Grande parte de sua obra está escrita em Bengali.

Tagore nasceu na mansão Jorasanko em Calcutá, o mais novo de treze filhos de Tagore Debendranath e Sarada Devi. O seu pai foi uma das figuras mais relevantes do moderno pensamento indu, tendo implicações na religião com a fundação do bramanismo, além de educador quando formou uma escola, se tornando um dos primeiros líderes indiano a abrir o ensino superior para as mulheres. O seu avô o Príncipe Dwarkanath Tagore foi um dos primeiros comerciantes com a Europa, fundador do ramo Jorasanko da família Tagore se notabilizando por grandes contribuições com o Renascimento Bengali.

O Renascimento Bengali foi um movimento de reforma social no século XIX e início do século XX na região de Bengala, durante o período do domínio britânico. A retomada das características culturais do povo bengali teve início com Hussein Shah, mantendo-se predominantemente hindu e apenas parcialmente muçulmana. Swami Vivekananda, que fundou a Missão Ramakrishna é a figura chave na introdução da filosofia hindu dos Vedas e da Yoga no Ocidente. O renascimento bengali é a retomada do espírito ariano religioso, com a ajuda do espírito racionalista ocidental moderno.

O movimento começou com Raja Ram Mohan Roy (1775-1833) e terminou com Rabindranath Tagore (1861-1941), embora tenha havido muitos fiéis depois que acrescentaram contribuições. Naquele século XIX, Bengala vivia uma era especial de reformadores religiosos e sociais, acadêmicos, grandes literatos, jornalistas, oradores e cientistas. Este conjunto faz a transição entre o período medieval e a modernidade.

A ortodoxia existente, no que se refere às mulheres, ao casamento, o sistema de dote, o sistema de castas e a religião. Um dos primeiros movimentos sociais que emergiram durante este tempo foi o movimento jovem de Bengala, que abraça o racionalismo e o ateísmo como denominadores comuns de conduta civil entre hindus da casta superior educada.

Simultaneamente se aprofunda o pensamento espiritualista reformado, como aquele da família Tagore. O mais importante, era, de alguma maneira, a primeira experiência multiculturalista na Índia, com raízes intelectuais do Upanishads e influências do iluminismo. Era uma versão do Hinduísmo desprovida de práticas como a poligamia e a sati, se tornando uma fé monoteísta, distinta da natureza plural e multifacetada da velha religião hindu. Líderes como Keshub Chunder Sen foram devotos de Cristo, Brahma, Krishna ou Buda. O movimento Brahma Samaj não era das massas e permaneceu restrito à elite, mas a sociedade Hindu aceitou a maior parte do seu programa de reformas sociais. Destes brâmanes surgiram muitos líderes do movimento pela liberdade.

Após a Rebelião Indiana de 1857 ocorreu uma grande manifestação na literatura bengali. Nomes como Ram Mohan Roy, Iswar Chandra Vidyasagar, Bankim Chandra Chatterjee, Akshay Kumar Datta, Michael Madhusudan Dutt, Hem Chandra Banerjee, and Dina Bandhu Mitra fizeram escola. O desvio nacionalista do movimento foi dado com os escritos de Bankim Chandra Chatterjee. Rabindranath Tagore, apesar de criticar o desvio nacionalista foi o compositor de primeira Jana Gana Mana o hino nacional da Índia.

No Renascimento Bengali se destacam dois monstros da ciência. Sir Jagadish Chandra Bose, físico, biólogo, botânico, arqueólogo e escritor de ficção científica. Foi pioneiro na investigação do rádio, ótica e microondas, lançando as bases da ciência experimental no subcontinente indiano. Satyendra Nath Bose, físico e matemático, se destaca pelo seu trabalho em mecânica quântica, fornecendo a base para as estatísticas e a teoria de Bose-Einstein. A partícula bóson é em sua homenagem.

A comparação entre o que ocorreu na Índia no século XIX com o que ocorreu na Europa no século XVI se deve essencialmente à transição entre a era medieval e a modernidade. Na Índia, assim como na Europa isso ocorreu a partir de um povo, em Bengala e na Itália. Não foi um movimento de massa em seus caminhar, mais restrito às classes superiores. Por outro lado, enquanto a consciência renascentistas na Europa ocorre com a expansão marítima desta, na Índia ocorreu sobre a pressão do colonialismo Britânico. Isso levou ao desenvolvimento de uma prática de preservação dos valores Hindus, simultaneamente se abrindo para as influências das outras culturas.

A PRAÇA SIQUEIRA CAMPOS DE TODOS OS TEMPOS

A mesma praça, o mesmo espaço, outro jardim.
Festa. Encontros. Sorrisos. Abraços.
Dança da alegria.
O tempo passou.
A memória guardou o sonho, o desejo, as pequenas alegrias,
as grandes esperanças da jovem idealista, espontânea, brincando de ser menina-moça.
Hoje mulher. Madura. Cheia de outros encantos, carregando vivências de lutas e vitórias, acreditando na vida.
A memória guardou o Passado com carinho, com ternura.
O Futuro é amanhã, mas a VIDA é HOJE.
E hoje a Siqueira Campos está repleta de alegria, dançando a beleza da amizade.
E gracias a la vida... (StelaSiebraBrito)

A coisa certa, na hora certa - Emerson Monteiro

Tantas vezes nos pegamos a considerar se agora estamos onde deveríamos estar, que, ao menor sinal de desencanto, queremos logo saber qual seria um outro jeito de agir e procurar alguma inspiração que satisfizesse as nossas ações improvisadas. Por isso, existem os jogos de azar e os ledores da sorte espalhados neste chão.
As voltas que dá o mundo impõem condições rigorosas no uso do tempo e da liberdade. E uma palavra dita fora de hora, ou de maneira equivocada, corre o risco, não raras vezes, de cobrar preços elevados em termos de sofrimento, o que leva a pensar se haveria outros modos de trabalhar a vida e acertar com mais frequência, sem a presença tão rotineira do erro.
As considerações filosóficas criam esquemas de as pessoas funcionarem com mais sucesso quando gastam idade e saúde, estudos esses que demonstram, em mil doutrinas, religiões tradicionais, saídas particulares e até aventuras errantes, desastrosas, quanto à existência.
Os autores mergulham fundo nessa busca de rever o tempo que passou nas suas vidas, um esforço extremo de consertar aquilo em que falharam, e recuperar a fase auspiciosa da juventude, através dos frutos aprendidos nas experiências. No entanto, o que passou, passou; não volta mais; no que pesem as belas produções artísticas disso resultantes. Lindas melodias, raros livros, telas afamadas.
Os rastros deixados na estrada desta vida significam aquilo em que se transformaram os verdes anos de cada criatura, marcas fixadas no próprio corpo das pessoas, sobretudo na face engelhada, olhares cansados, caminhar incerto; nos dentes perdidos, barriga aumentada, frágil musculatura.
- Ah, se, quando jovem, eu soubesse do que agora sei tudo seria bem diferente na minha história, – afirmam de alguns espectadores arrependidos. Se, palavrinha poderosa, contudo, neste caso, ineficaz para gerar novas consequências. O que significa mesmo já ficou gravado nas trilhas da eternidade, restos de saudades, frustrações, lembranças.
Daí essa dúvida recorrente de saber sempre do lugar certo e da coisa certa ao se encaminhar durante cada momento. Parar e pensar, calcular, planejar, pois todo cuidado é pouco, na utilização dos dons preciosos de existir e dispor da saúde enquanto andamos nesta jornada cotidiana.
Uma crença positiva e as largas esperanças enchem os dias, alegram o espírito e alimentam o trato com os nossos semelhantes, isto sem preconceito e com animação e respeito, nutrientes essenciais da boa convivência. Naquilo que ignoramos, a realidade ensina que sábio é quem planta o bem para depois colher as dádivas da santa felicidade.

Retreta na Praça Siqueira Campos-Alegria da tribo!

                               (Stela Siebra,Altina vSiebra,Regina Vilar, Fátima prado e Socorro)

Impossível não se contaminar diante  daquele pacote de músicas no ar: dançantes, cantantes !
Na praça,  entre bancos, abraços, e memórias, o sorriso estampado  na cara de uma geração reencontrada.

Foi terno rever  tanta gente do meu passado, num presente  saudável .
Fiquei  encantada com a performance de Climene Vilar, dançando mambo. Porte de  dançarina espanhola. , ou seria cubana ?
A verdade é que me vi figurante de um filme de Amadovar....Parabéns, menina , pela ginga e elegância.
Cratense  , me surpreende !
Revi também pessoas como Zilberto Cardoso, Altina Siebra, Salete Calou e Chico Norões, Tito, Edna Saldanha, Eneida ,Vera Lúcia Maia, Ismênia, Zailde, Ana Xenofonte, Regina  e Gamaliel e tantos outros rostos conhecidos e do bem.
Nem que seja uma vez por ano, essa festa  reaviva  as alegrias de todos os anos passados, presentes, com perspectivas, ainda distantes . O futuro existe...Esperemos por ele !

Irresistível !

Correio Musical - Essa é pra você !

Na ExpoCrato, um visitante ilustre : Cel .Adauto Bezerra - por Heládio Teles Duarte

quarta-feira, 14 de julho de 2010

HOMENAGEM - Por Edilma Rocha

Na menina que foi...
Na beleza da mulher...
Na senhora respeitada...
Passaram-se os anos em aniversários repetidos...
Hoje é 14 de Julho,
Uma data recebida com carinho.
FELIZ ANIVERSÁRIO MÃEZINHA!

COMPOSITORES DO BRASIL


“Pobre não é um
Pobre é mais de cem
Muito mais de mil
Mais que um milhão
E vejam só...
E só de vez em quando
Pobre é feliz”
(Cicatrizes, Zé Kéti)

ZÉ KÉTI

Por Zé Nilton

Em dezembro de 1964 o parafuso da ditadura militar implantada no Brasil em 31 de março daquele ano ainda não havia iniciado o aperto ao madeiral das artes e dos artistas no país.
Estamos no momento do grande movimento no teatro brasileiro com repercussão significativa para a Música Popular Brasileira. Dois renomados compositores compunham o elenco do Show Opinião – João do Vale e Zé Kéti. Duas trajetórias de vida com origens de classe e de cor parecidas. Igualmente donos de uma musicalidade a serviço da transformação do homem e do mundo.

O inspirado compositor e poeta José Flores de Jesus – na carteira de identidade do Brasil de baixo - confirmam a tese do eminente crítico Tinhorão. Os compositores cariocas são oriundos das classes subalternas da sociedade, sobrevivendo de pequenos ofícios ou de empregos de baixo status no funcionalismo público. Zé Kéti chegou a largar a vida de artista para trabalhar como soldado de Polícia no Rio nos começos da década de 1940. Assim como Lupicínio Rodrigues e tantos outros, a corporação não segurou a inquietude rolando na cabeça do soldado Flores.

Cantou o mundo em que viveu e por via de conseqüência produziu uma vasta obra de inegável valor para a identidade de nossa musicalidade. O morro, a periferia, os botequins, os lugares dos pobres são espaços marcantes na poética denunciadora deste excelente compositor brasileiro.

Naqueles idos dos anos de chumbo e até recentemente a nossa classe média acalentava o sonho (o discreto charme da burguesia?) de transformação social de realidade teimando buscar nas raízes culturais brasileiras seu suporte teórico para a ação revolucionária. Foi nesta que o Teatro de Arena – lá estão Augusto Boal, Oduvaldo Viana, Armando Costa, Paulo Pontes, Tereza Goulart, CPC da Une – elevou o experiente compositor Zé Kéti à condição de artista cênico.

A peça Opinião foi baseada na sua música. A opinião de um caboclo que reinventa o cotidiano “apesar de você” e dos dissabores da vida de pobreza:

“Daqui do morro eu não saio não
Se não tem água eu furo um poço
Se não tem carne eu compro um osso
E ponho na sopa
E deixa andar”...(
Opinião).

Igualmente, suas músicas são transformadas em trilhas sonoras nas películas de Nelson Ferreira dos Santos, Roberto Santos, Leon Hirszman, Cacá Diegues...
Nossa homenagem ao renovador da Música Popular Brasileira, no programa Compositores do Brasil desta quinta.

De conversa em conversa, apresentaremos um pouco de sua história enquanto ouviremos:

ABERTURA, com Zé Kéti, Nara leão, João do Vale etc.
CICATRIZ, Zé Kéti e Hermínio Belo de Carvalho com Zé Kéti
PEÇO LICENÇA, de Zé Kéti com Zé Kéti
A VOZ DO MORRO, de Zé Kéti com Os Demônios da Garoa
O FAVELADO, de Zé Kéti com João do Vale, Zé Kéti e Nara Leão
MALVADEZA DURÃO, de Zé Kéti com Elizeth Cardoso
PRAÇA 11, BERÇO DO SAMBA, de Zé Kéti com Zé Kéti
VOCÊ NÃO FOI LEGAL, de Zé Kéti e Celso Castro, com Wilson Miranda
DIZ QUE FUI POR AI, de Zé Kéti Hortêncio Rocha, com Zé Kéti
OPINIÃO, de Zé Kéti com Zé Kéti
NEGA DINA, de Zé Kéti com Zé Renato & Alcione
MASCARADA, de Zé Kéti e Elton Medeiros, com Zé Kéti
MÁSCARA NEGRA, de Zé Kéti com Zé Kéti

Quem ouvir verá!

Informações:
Programa Compositores do Brasil
Sempre às quintas-feiras, de 14 horas as 15 h.
Rádio Educadora do Cariri – 1020 kz
Pesquisa,produção e apresentação de Zé Nilton
Retransmitido pela www:cratinho.blogspot.com

Mucuripe



Mucuripe

Entre os barcos e as casas dos pescadores
Há uma mesa com seus bancos fincados no chão,
Alguns copos, um ou dois pratos, talheres
E bocas famintas e olhos arregalados.

Cachorros andam de um lado para o outro
Perseguindo a própria sombra,
Um resto de comida, a vida
Preguiçosa como os gatos pardos,

Que se esparramam por ali,
Na modorra de donos absolutos do lugar.
As árvores projetam a sua sombra verde
Sobre esse chão pobre, cheirando a lixo e dor.

Uma criança chora: é sinal de vida.
Um velho ergue uma garrafa de pinga
Enquanto exibe o peito coberto de tatuagens.
Uma mulher oferece um peixe e grita como louca: Viva a vida!

___________

CLIQUE - Por Edilma Rocha




Cariricaturas em prosa e verso- coletânea de 33 escritores !



01. Ana Cecília Bastos /( Rute Barreto)

02. Armando Lopes Rafael /

03. Assis Lima /
04. Bernardo Melgaço *(Claude Bloc)

05. Carlos Esmeraldo

06. Carlos Rafael

07. Claude Bloc

08. Corujinha Baiana*(Zélia Moreira)

09. Dimas de Castro

10. Domingos Barroso*(Carlos Rafael)

11. Edilma Rocha

12. Edmar Lima Cordeiro

13. Emerson Monteiro

14. Everardo Norões( Almina Arraes)

15. Isabela Pinheiro

16. J. Flávio Vieira*(Luiz Carlos Salatiel)

17. João Marni
18. João Nicodemos

19. Joaquim Pinheiro

20. José do Vale Feitosa*(Maria Benigna)

21. José Newton Alves de Sousa

22. José Nilton Mariano*(Emerson Monteiro)

23. Liduína Vilar
24. Magali Figueirêdo
25. Marcos Barreto

26. Olival Honor

27. Rejane Gonçalves *(Stela Siebra)
28. Roberto Jamacaru
29. Socorro Moreira
30. Stela Siebra Brito

31. Vera Barbosa*(Socorro Moreira)

32. Wilton Dedê
33.Bruno Pedrosa*(Edilma Saraiva)

Capa- fotografia de Pachelly Jamacaru
Editor- Emerson Monteiro
Impressão - Itiberê
Revisora- Claude Bloc
Diagramador - Claúdio
Colaborador especial : Heládio Teles Duarte
*Presenças não confirmadas com respectivos representantes .

Festa de lançamento : 24.07.2010, no Crato Tênis Clube - a partir das 20 h.
Programação:

-cerimonial 
-performances poéticas
-coquetel
-sorteios de brindes
-festa dançante 

Mesas á venda : últimas unidades !
Contato: telefone 35232867 (socorro moreira)
40,00 ( valendo 4 ingressos e um exemplar do livro)

Carmen Monegal

Carmen Monegal (Montevidéu, 19 de Novembro de 1951) é uma atriz uruguaia radicada no Brasil.


Morou dois anos no Rio Grande do Sul. Adulta, morou e trabalhou em São Paulo e no Rio de Janeiro até finalmente se mudar para Nova York, onde mora atualmente.

Participou como atriz em telenovelas da TV Tupi, TV Globo, TVS/Record, TV Bandeirantes, TV Cultura e TV Manchete. No cinema, participou de Beto Rockfeller (1970), O cortiço (1978) e Jeca e Seu Filho Preto (1978, com Mazzaropi).

No teatro, atuou em Os Órfãos de Jânio (de Millôr Fernandes), Além da Vida (de Augusto César Vanucci) e The Pilgrim Gospel Theatre — companhia fundada por Carmen em 1991 —, nos USA e na Europa, para onde foi a convite de famílias nobres para auxiliar na educação religiosa de seus filhos.

Escritora, tem publicados os livros O Beija-flor Amarelo, História Natural e Duração Ordinária da Vida. Nos anos 1970 produziu filmes de curta-metragem com seu então marido Carlos Alberto Riccelli.

Em 1999 o Video Show homenageou seu trabalho no Pilgrim Gospel Theatre[carece de fontes?].
[editar] Falsa morte

Uma notícia de que ela teria morrido na Grécia, publicada pelo jornal O Globo em 2008, foi reproduzida em vários órgãos da imprensa, inclusive pelo jornal O Estado de S.Paulo, que em 23 de novembro de 2009 corrigiu a informação, desculpou-se com a atriz e noticiou a vinda dela ao Brasil.

wikipédia

ExpoCrato 2010- por Heládio Teles Duarte

"Cinderela sem sapatos" - por Socorro Moreira

Ontem rodei o comércio do Crato  pra comprar um sapato novo para o baile do Cariricaturas. Fui parar na "Azteca", sapataria de Seu Modesto, mesma rua, mesmo prédio, mesmo número.
Aí lembrei da minha mãe, tão linda e tão moça, no início da década de 60. Ainda menina-moça, eu queria antes dos 15 anos, uma sapato de broto. Nada de meias curtas, e fivelas no sapato, com formato de boneca.Mas não tinha independência no querer. E a minha mãe comprou o modelo que eu rejeitei. Ela queria segurar a minha meninice, e conseguiu!
No decorrer dos anos, usei  saltos Luiz  XV, sandálias altíssimas, do jeito que eu quis.
Ontem eu podia comprar o que eu gostasse, preto, vermelho dourado...Mas a danada da diabetes, ordenou um sapato confortável.
Só tinha duas opções : ou ficava de saltos, sem circular na  festa , ou comprava um sapato "moleca" pra caminhar pra todos os lados, e quem sabe, até dançar !
E sai com aquele pacote, no braço. Um sapato como usei aos 11 anos de idade, e como podem usar as "velhinhas" ,que precisam manter o caminhar aprumado..
É assim a vida ... Uma escada !
No começo a gente engatinha, depois pula os degraus de dois em dois... Mas,depois, começa a andar devagar, pra não cair , capengar, e ficar paralizada !
Mais tarde,  encontrei os meninos : Nilo, Stela, Vera Lúcia Maia e Ismênia, e contei o sucedido. Eles riram, e ainda sugeriram... Essa você  tem que contar pro  geral! E a ironia maior é que eu  havia insinuado , com respeito aos figurinos do baile . ..É  chique, caprichem , no visual ! 
Depois , podem tirar os sapatos !

A poesia de Assis Lima

(Manuel Bandeira, Estrela da tarde)

Diz a vasta academia
que em tempos áureos,
e cáusticos,
heróicos tempos do aedo,
em Cálcida,
os mais divinos poetas
frente a frente se encontraram
e entre si digladiaram
em decisivo certame.
Homero era inquirido,
melhor dizendo, inquirido,
ou por outra, enchiqueirado,
por Hesíodo, o perguntante.
Foi esta a invectiva:
Filho de Meles, Homero, sábio
dos desígnios divinos,
diz-me primeiro: o que é
o melhor para os mortais?
Homero traz em resposta
a chave do que em criança
foi o enigma maior
que ousei me apor em vida:
Primeiro, não nascer
é o melhor
para os sobre a terra,
mas, nascido,
cruzar o mais rápido
as portas de Hades.
Não se dando por vencido
e nem um pouco satisfeito,
Hesíodo retoma o cetro
da douta competição.
Diz-me ainda isto, Homero,
semelhante aos Deuses:
o que julgas ser o mais belo
no coração dos mortais?
Respondendo em áurea loa
que em memória se gravou
por gerações sucessivas,
Homero louva o momento
em que a palavra, cadente,
qual néctar que se derrama
do cantor sobre os convivas
se faz enfim sacramento:
as libações acontecem,
(as verdadeiras, homéricas),
e se o vinho é ponto grau
o encanto se torna pleno
e no coração, mais belo.
Logo Hesíodo,
acabrunhado,
tergiversa,
ataca com aporias,
e com sentenças ambíguas
é Odisseu alvejado,
pois lhe são propostos cálculos
e os teoremas que havia,
e assim, sendo instigado,
a resolver um a um
os mil dilemas da vida,
Homero responde, invicto,
como quem sabe, e sabia.
Se carta marcada havia
ou mesmo isenção, quem sabe,
decerto, algum critério existia.
Homero, o imbatível
nas rodadas do certame,
foi instado ou coagido
a confrontar seus poemas
com os do competidor.
Que os seus, mais belos não houve,
como os seus, já não se faz,
porém narrando combates,
guerras, mortes e massacres
enquanto os versos de Hesíodo
atinham-se ao tema paz.
Pelo critério do rei,
juiz daquele certame,
o sagaz, divino Hesíodo
em Cálcida foi coroado
com os louros da vitória.
Só, na sequência dos fatos,
ignorou o oráculo
que da morte o prevenia,
e trágico fim o colheu.
Já Homero, atento aos fados,
da própria morte lembrado,
para a lápide derradeira
epigrama escreveu:
Aqui a terra cobre
a sagrada cabeça,
compositor de heróis,
divino Homero.

Calendários- por Assis Lima


Ainda menino, no sítio Altos,
me apaixonava a cada ano pelas lindas,
encantadoras meninas que adornavam os calendários.
Encantos
muito além daquela serra que azulava no horizonte.

Eram aparições.
Não via seus pés, mas deviam tê-los,
delicados como os sapatinhos de Alice,
e se já fossem mulheres e não lindas meninas,
seriam decerto belas como as três mulheres do sabonete Araxá.

Perdido em dobras de antigos calendários,
não te reconheci.
E tu me apareceste.

Uma palavrinha ... - por Socorro Moreira

Naquele dia ,20 de Julho de 2009, Claude estava passeando no Crato. Recebemos inesperada visita de Salatiel e Carlos Rafael. Entre papos, e pensando alto, lhes disse: estamos querendo abrir um blog , mas precisamos de ajuda técnica. O Carlos Rafael , prontamente, respondeu : é pra já ! Sentou-se frente ao computador , e em rápidas tecladas criou o Cariricaturas. O batismo foi instantâneo. Salatiel lembrou um nome :Cariricaturas ... E ficou!
Dia seguinte , enviamos convites  aos colaboradores em potencial. A primeira postagem foi de Bernardo Melgaço ! ( ainda hoje um dos mais assíduos), e , a medida que os convites eram aceitos, íamos nos surpreendendo , alegremente, com as postagens que chegavam , de pontos diversos: ora Carlos, Magali, Zé do Vale, Zé Flávio, Edilma, Corujinha, Sávio, Chagas, Emerson,Liduína, Zélia, Domingos,Everardo, Zé Carlos Brandão, Vera Barbosa, Ana Cecília, João Marni, Dedê, Bisaflor,   e nós todos !
Hoje temos uma lista de 63 colaboradores.Alguns silenciosos,outros menos, outros mais  atuantes ! O blogue é alimentado , e vive uma boa dinâmica literária.
Nos ultimos dias de  Julho/2009, aplicamos o recurso da CONTAGEM. Achei muito rápida, a significação  de acessos. Deu certo , porque existe a colaboração voluntária !
Isso é  resposta coletiva , do coletivo !
Só entendo que,  desde o princípio,  caminhou sozinho.Não foi adonado.Com a convivência e trocas diárias , as pessoas, leitores x colaboradores , foram se reconhecendo, se identificando, e até se reencontrando. Essa mágica deu às caras no real, conseguiu materializar intenções  virtuais. ...Fez um livro !
E esse exemplar , coletãnea de 33 escritores, está saindo do  forno. Emerson , dedicado e competente editor, já nos mostrou a capa: ficou linda !
Perfect, como diria Claude !
A foto do Pachelly foi trabalhada pelo Cláudio, e o resultado superou as nossas expectativas. Vocês também, com certeza, gostarão !
Falta praticamente um semana para que  cópias do original, cheguem as nossas mãos.Uma tiragem de 1000 exemplares, bem ligeiro será distribuída.Isso acontecerá , nas programações festivas do primeiro aniversário do nosso Cariricaturas.

Unidos, fizemos a prosa e o verso,  viajando  nas paralelas,  se encontrarem num livro !

Gostaria de direcionar esse mérito a todos os envolvidos. O Cariricaturas pertence aos 63 colaboradores e aos leitores que passam ,  param e tomam um "café" conosco !

Acho que, nos próximos dias , teremos muita coisa pra trocar...! 
Vamos em frente, sugerindo, comentando, postando e melhorando o nosso blogue,  em todos os sentidos !

* O Cariricaturas é administrado por Claude Bloc, Socorro, Edilma , Carlos Rafael e José do Vale Feitosa.

Saudade


A saudade repousa na trepidação dos versos e se abre como um poema. É a razão mítica que se instaura de forma inexplicável, revelando os paradoxos em beleza e transformando as contradições em poesia.


Claude Bloc