Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Filhos por Dr. Içami Tiba (aos pai, com carinho!!)‏

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, TV, etc. 

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados. 

4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas. 

5. Informação é diferente de conhecimento.. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona. 

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinqüente. 

7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora.. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer. 

8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender. 

9. É preciso transmitir aos filhos a idéia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0. 

10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconseqüente. 

11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual. 

12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga . A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'. 

13. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita. 

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo. 

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.. 

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação.. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade. 

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.. 

18. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também. 

19. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reviver. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida. 

20. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão. 

21. Pais e mães não podem se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. 'Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador'. Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe. 

22. O erro mais freqüente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

23. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família. 

24. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (kWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final. 

25. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.

"A mãe (ou o pai!) que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia..." 

(Enviado Por Antonia Sousa)

Professores e alunos do Curso de História da URCA participam da 9ª Semana Nacional de Museus

Os professores do Curso de História da URCA Cícero Joaquim dos Santos e Daniela Medina, ao lado dos alunos Marcos Manoel Severiano e Séphora Lorena Dias, participam da 9ª Semana Nacional de Museus, e ministrarão oficinas na programação do Museu Casa da Memória do município de Porteiras, Ceará, neste dia 21 de maio, das 8 às 11 horas.

A 9ª Semana Nacional de Museus está acontecendo desde o dia 16 e prossegue até o dia 22 de maio com o tema Museu e Memória. A programação, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) em comemoração ao Dia Internacional de Museus (18 de maio), conta com o apoio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, por meio do Sistema Estadual de Museus – SEM/CE.

No Ceará as atividades estão ocorrendo em 26 cidades e 44 instituições, entre museus, casas de cultura e centro culturais.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Departamento de História da URCA
Naturalmente
- Claude Bloc -

Abacaxi ornamental - Urca

 Naturalmente
Os dias passam
Se espicham ao sol
Se banham na chuva
Superam as noites
Vibram à luz que lhes resta.

Abacaxi ornamental - miolo

 Naturalmente 
As coisas se fazem:
A natureza exala
As poções da vida
E se supera quando a noite
Exala saudade.

Abacaxi ornamental - miolo


Naturalmente
Os dias passam
Mesmo quando andamos pelas estradas
Mesmo quando não saímos de nosso casulo
Mesmo quando andamos de mãos dadas
Mesmo quando restamos infinitamente
Debruçados nas janelas da esperança...

Abacaxi ornamental - visto de cima
Claude Bloc

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Casa Imperial comunica falecimento de Dona Maria Elizabeth da Baviera de Orleans e Bragança


Acima: na parte superior, a Princesa Maria Elizabeth no dia do casamento. Abaixo, sentada na cadeira, nos últimos dias de vida, ao lado dos filhos.

Faleceu no Rio de Janeiro, dia 13 de maio de 2011 (dia de Nossa Senhora de Fátima e da Abolição da Escravidão), acompanhada de filhos e netos, Sua Alteza Imperial e Real, a Princesa Dona Maria Elizabeth da Baviera de Orleans e Bragança. Se a Monarquia não tivesse sido banida ela teria sido a Imperatriz do Brasil. O enterro de Dona Maria Elizabeth ocorreu na cidade de Vassouras, no túmulo da Família Imperial.

Abaixo o comunicado:

O Príncipe D. Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, profundamente consternado, comunica, em seu próprio nome, assim como em nome de seus irmãos, respectivos cônjuges, filhos e netos, bem como em nome de todos os demais familiares, o falecimento de sua muito querida mãe, sogra, avó e bisavó,

Sua Alteza Imperial e Real,
Dona Maria Elizabeth da Baviera de Orleans e Bragança,
Princesa da Baviera,
Dama de Honra da Real Ordem Bávara Elisabetana
e da Real Ordem Bávara Teresiana,

que, hoje, 13 de maio de 2011, no Rio de Janeiro, depois de uma vida longa e plenamente realizada, aos 96 anos de idade, confortada com os sacramentos da Santa Igreja e a bênção de Sua Santidade, Deus Nosso Senhor teve por bem chamar a Si.

falecida era filha do Príncipe Francisco da Baviera e da Princesa Elizabeth de Croÿ, tendo nascido a 9 de setembro de 1914. Casou-se em 19 de agosto de 1937 com o Príncipe Pedro Henrique de Orleans e Bragança, falecido em 1981, primogênito do Príncipe Luiz de Orleans e Bragança e neto da Princesa Isabel, a Redentora, a quem sucedeu na Chefia da Casa Imperial do Brasil.

As exéquias serão realizadas na cidade de Vassouras – RJ, no dia 14 de maio. Velório, a partir das 10 horas, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição; Missa de corpo presente, na mesma Matriz, às 12 horas; e sepultamento no jazigo da Família, no Cemitério da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, às 14 horas.

As Missas de 7º Dia serão celebradas, no Rio de Janeiro na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé - Rua 1º de Março, Centro, às 12 horas da quinta-feira, dia 19 de maio; e em São Paulo na Igreja Nossa Senhora do Brasil, no Jardim América, às 12:45 horas da sexta-feira, dia 20 de maio.
(Postado por Armando Rafael)

GENTE DA NOSSA TERRA...

 EDILMA ROCHA EM DESTAQUE


Edilma Rocha: inspiração e arte
 
A cratense e artista plástica, Edilma Rocha, recebeu uma proposta, como convidada de honra, para participar da "Exposição Internacional de Artes Plásticas (EcoArt).  O convite aconteceu por ela já ter participado de outras exposições onde recebeu premiações de destaque nas suas últimas amostras realizadas no Rio de Janeiro, Curitiba e Coimbra, através do "Artes 100 Fronteiras".
Detalhe de tela 1

Nessas exposições Edilma sempre participou representando o Ceará e obteve grande destaque com medalhas de ouro e troféus.

Detalhe de tela 2
 O evento é uma realização da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC ), Departamento de Cultura e Serviço de Patrimônio Histórico e Cultural ( SEPAHC ), com direção e curadoria do Artes 100 Fronteiras.

Detalhe de tela 3

Será realizado no Museu de Arte de Montenegro ( MAM ), Montenegro, Rio Grande do Sul, entre 07 de Junho até 25 de Julho de 2011 - Museu Ferroviário à Rua Osvaldo Aranha, 2215 - Montenegro - RS - Sob a curadoria de Jô Oliveira

A artista Cratense representa a nossa cidade com duas obras inéditas em pintura com efeito em vidro líquido, intituladas " Tragédia no Japão 1 e 2".

Por Claude Bloc

terça-feira, 17 de maio de 2011


 TROVAS

Era como um pé de valsa
Um ternário de cadência
Deslisando como a balsa
Serena de paciência

Um castelo de areia
Não é feito pra durar
A lua que hoje clareia
Clareia pr'eu te olhar

Não vou mais atrás do nexo
Do complexo que há em ti
Seu olhar é o reflexo
De uma imagem que eu já vi

A poesia sempre chama
Sem nenhuma explicação
O sujeito tece a trama
No drama da oração

De tanto ser magoado
Eu parei pra refletir
Que a sombra do passado
Nunca deixa de existir

Não digo tudo o que sei
Mas sei de tudo o qu'eu digo
O teu beijo eu já provei
E senti todo o perigo

Sempre quis o que era meu
Eu agora dou o troco
Para cada isulto seu
Eu devolvo com um coco

Nunca julgue pelo porte
Da aparência delirante
A formiga é bem mais forte
Que o tatu ou  elefante

Ulisses Germano

PARABÉNS DIHELSON MENDONÇA


O nosso amigo está cheio de alegria,
pesou os prós e os contra
e se encheu de coragem.
No íntimo, você sabe
o que realmente é melhor para você.
Parabéns Dihelson,
pelo exelente trabalho realizado
como assessor de Imprensa na
Prefeitura do Crato !


Seus amigos do Cariricaturas

ROSA - Por Edilma Rocha


De um lado, a beleza e o perfume da flor.
Do outro, a rudeza do espinho,
oferecendo ao mesmo tempo
amor e dor.
Assim, a rosa ensina
que o segredo da felicidade
está no equilíbrio.

Terra Abençoada:Manhã de Chuva na Cidade do Crato-Wilson Bernardo.

CHUVAS DE MAIO NO PÉ DA CHAPADA...
Anoitece e o fogo da carne
dos piquis
ceiva a ternura do gosto
abusivo dos pomares nativos.
Chuva amanhecida na chapada
aflora
a cama e a doce madrugada
águas
que se fazem puras de orvalhos
cariri maravilhoso encantado.
Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

ENCONTRO COM AMIGOS


Edilma, Carlos Salatiel e Telma Saraiva
Sem palavras...

Dr. Leandro Bezerra Monteiro, um brasileiro ilustre -- por Armando Lopes Rafael




Leandro Bezerra Monteiro nasceu na cidade de Crato, no dia 11 de junho de 1826, filho primogênito do Coronel José Geraldo Bezerra de Menezes e de Jerônima Bezerra de Menezes, sendo seu avô o Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, de quem herdou o nome. Descendia de uma família que se transportou de Portugal para o Brasil, acompanhando o primeiro donatário da capitania de Pernambuco, aí fixando residência. Tempos depois, membros dessa família, já nascidos no Brasil, migraram para o Ceará. Aqui, à custa de trabalho e honradez, atributos que sempre caracterizaram o clã, ganharam destaque na vida sócio-econômico-política da terra cearense.

Leandro Bezerra Monteiro começou seus estudos em Crato e, na sequência, frequentou escolas nas cidades de Jardim e Icó, sendo posteriormente aluno do Liceu, em Fortaleza, capital do Ceará. O curso de humanidades, concluiu-o no Colégio das Artes, em Olinda. Em 1847, com vinte anos de idade, iniciou o curso de Ciências Sociais e Jurídicas, na Academia de Direito de Pernambuco, onde recebeu o título de Bacharel, em 1851, com vinte e cinco anos de idade.

O ano 1852 vai encontrá-lo com residência em Sergipe. Aí, em 31 de janeiro, ocorreu o seu casamento com uma parenta, Emerenciana de Siqueira Maciel Bezerra, oriunda de um dos clãs mais importantes da então província de Sergipe del Rey. Durante seis anos, foi magistrado em Sergipe. Atraído pela política, foi eleito vereador e presidente da Câmara de Maruim, sendo eleito, também, deputado provincial (hoje deputado estadual). Em 1860, conseguiu o mandato de deputado geral (hoje deputado federal).

Em 1863, já com residência na cidade do Rio de Janeiro, capital do Império, seu mandato de deputado geral terminou com a dissolução da Câmara, como era prática no sistema parlamentarista, que vigorava, àquela época, no Brasil. Sem mandato, o Dr. Leandro mudou-se com a família para a cidade de Paraíba do Sul, na província do Rio de Janeiro, onde fundou a Casa de Caridade e o Asilo Nossa Senhora da Piedade, destinados ao tratamento de doentes e à educação gratuita de crianças pobres. Graças a esses serviços, foi vereador por doze anos, oito dos quais como presidente da Câmara Municipal de Paraíba do Sul.

Em 1872, foi novamente eleito deputado geral pela província de Sergipe. Foi nessa legislatura que o Dr. Leandro Bezerra Monteiro ganhou fama nacional, devido ao episódio que passou à história do Brasil, como a “Questão Religiosa”.

Os vários pronunciamentos feitos na Câmara pelo deputado Leandro Bezerra Monteiro, em defesa dos bispos Dom Vital e Dom Macedo Costa, constituiram-se em peças oratórias de grande coragem. Ninguém o excedeu, neste mister, naqueles momentos difíceis para a Igreja Católica no Brasil. Seus discursos tinham grande repercussão em todo o Brasil e até no exterior. Em Portugal, o Padre Senna Freitas, conhecido literato e polemista, publicou um livro, “Escritos Católicos de Ontem”, no qual, com grande entusiasmo, reproduziu e comentou um discurso proferido por Leandro Bezerra Monteiro, em defesa dos bispos.

Desgostoso com a indiferença do povo de Sergipe em relação à “Questão Religiosa”, Dr. Leandro Bezerra Monteiro apresentou-se, novamente em 1877, como candidato a novo mandato de deputado geral, mas agora pelo seu Estado natal, o Ceará. Eleito, voltou à Câmara de Deputados, mas seu mandato foi interrompido, em 1878, devido à ascensão do Partido Liberal. A partir daí, não mais conseguiu novos mandatos. Afastado da política, o golpe militar, que derrubou a monarquia e instaurou a forma de governo republicana, em 1889, veio encontrá-lo como advogado e empresário rural, em Paraíba do Sul. No entanto, manteve-se fiel ao seu ideal monárquico, ao tempo que via, decepcionado, antigos companheiros aderirem ao novo regime implantado pelo Marechal Deodoro.

Depois disso, mudou-se com a família para um subúrbio de Niterói – o Fonseca – onde viveu os últimos anos de vida ensinando catecismo às crianças que se preparavam para a primeira comunhão. Faleceu em 15 de novembro de 1911. Conforme escreveu o Barão de Studart, no livro “Dicionário Biobibliográfico Cearense”, Volume II, publicado em 1913: “O enterro do Dr. Leandro Bezerra Monteiro foi uma procissão, abalando uma multidão enorme e para mais de 200 crianças – meninos e meninas – que o amavam de coração”.

Texto e postagem: Armando Lopes Rafael

A reforma agrária perdeu o encanto – por Mailson da Nóbrega (*)


O Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST) está em claro declínio. O último "abril vermelho" evidenciou seu esvaziamento. As setenta invasões do mês foram comemoradas, mas elas haviam sido 496 em 2004. Os acampamentos reuniam 400.000 pessoas em 2003, mas agora têm apenas 100.000. Seu estandarte, a reforma agrária, esmaeceu.

A reforma agrária tem raízes na Antiguidade. O Senado romano aprovou leis específicas por volta de 133 a.C. O século XX testemunhou distintos tipos de reforma, alguns deles após revoluções. Em regimes comunistas, como na Rússia e na China, as terras foram expropriadas e coletivizadas. Na Europa Ocidental, a reforma agrária centrou-se na eliminação de características feudais da posse da terra, definindo direitos de propriedade. Esteve ausente onde ocorreu a revolução agrícola do século XIX. Nos Estados Unidos, a Lei de Homestead (1862) concedeu lotes de terras públicas de 160 acres (64,7 hectares) a imigrantes, ex-escravos e trabalhadores sem terra, futuros líderes da agricultura familiar.

No pós-guerra, aconteceu na Ásia a mais bem-sucedida reforma, a do Japão, imposta pelo general MacArthur, comandante das Forças Aliadas. Drástica e ampla, a reforma redistribuiu terras dos grandes proprietários que dominavam a sociedade rural. Ao quebrar a supremacia desses senhores, ela virou um êxito mais político do que econômico. A redistribuição da riqueza e da renda contribuiu para a democratização e para a estabilidade social do Japão, que se erguia dos escombros da guerra.

A América Latina é plena de casos de insucesso, em geral causados por uma visão socialista da luta de classes entre camponeses e grandes proprietários. Cuba, com sua reforma comunista, protagonizou o maior fracasso agrícola da região. No Brasil, a reforma agrária era demandada particularmente pela esquerda, que se encantava com a ideia de distribuir terras aos pobres. A democratização (1985) lhe deu eminência e inspirou a criação de um ministério.

O MST surgiu em 1984, apoiado por organizações católicas radicais, sindicalistas, petistas e parte da esquerda. A invasão de propriedades se tomou instrumento de sua luta. Militantes foram atraídos sob a promessa de saírem da pobreza. Com Lula, o movimento se fortaleceu. Passou a indicar seus próprios quadros para postos no governo e ampliou o acesso a recursos públicos.
Acontece que a sociedade parece ter-se cansado da agitação e dos atos de violência do MST, como diz o pesquisador Zander Navarro. Não mais haveria demanda significativa pelo acesso à terra. Já a queda de atratividade do MST seria fruto da ampliação do emprego e do bem-sucedido Bolsa Fami1ia, cujos beneficiários pertencem aos mesmos grupos recrutados pelo movimento.

Os assentamentos dos programas de reforma agrária enfrentam problemas. Muitos dos assentados vendem os lotes ou ganham dinheiro com a venda de madeira extraída ilegalmente. Pouquíssimos dispõem das qualificações requeridas por uma agricultura de alta tecnologia.
O agronegócio competitivo cria empregos formais protegidos por leis trabalhistas e previdenciárias. Suas atividades ampliam vagas no comércio. O público-alvo do MST percebe que o acampamento significa ficar na estrada qual um favelado. Seu desafio não é produzir, para cujo mister está despreparado, mas obter renda, que pode vir de programas sociais ou da aquisição de habilidades para trabalhar nas fazendas modernas.

A urbanização e a globalização dos mercados, da informação, da tecnologia e da produção contribuíram para a obsolescência do processo de redistribuição de terras, que se tomou irrelevante para a geração de renda e riqueza.
Aqui, todavia, a reforma ainda se nutre de argumentos de seis décadas atrás. O MST neles insiste por instinto de sobrevivência, pois precisa salvaguardar seu objetivo básico. que é o de mudar radicalmente a sociedade e fazê-la adotar um socialismo do tipo soviético.
(*) Mailson da Nóbrega é economista e ex-ministro da Fazenda

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Mandaram o FMI intervir no Palocci, detonar o Garrincha e algemar o gerente - José do Vale Pinheiro Feitosa

Taturana é um misto de mendigo e catador de papelão da esquina da rua Jardim Botânico. Pela conversa vê-se que é observador, letrado, lê toda a traquitana de jornais e revistas que junta para ganhar o pão. Tem uma dignidade que, infelizmente, não se adere à ética vigente. De vez em quando me recebe, na sombra úmida da árvore sob a qual se abriga e me dá o direito de ouvir suas observações essenciais. Hoje me deu três parágrafos de conversa.

O ex-ministro do supremo, de sobrenome Pertence, nos diz que passa uma vista de olhos e que não existem razões para julgar a fortuna de ministros pobres e ricos do governo. Em primeiro lugar é uma ironia: não tem fortuna de pobre, a não ser a sarna da necessidade. Segundo: o Ministro Palocci é do Partido dos Trabalhadores e com os milhões declarados passou à condição de infiltração dos patrões. Terceiro para crescer o patrimônio numa velocidade como esta que teve o ex-médico, ex-prefeito, ex-ministro da fazenda e atual da casa civil só existem duas explicações. Ou foi sorteado na improvável Megasena ou é um atestado que o capitalismo é de fato o ambiente de mega-acumulações.

E a esperança da esquerda francesa nas próximas eleições? A esperança da Europa em salvar o Euro com a ajuda do FMI? Tudo caiu no Canal da Mancha. O Dominique Strauss-Khan, francês, do partido socialista e diretor gerente do FMI está sendo acusado de assustar uma camareira com aquele corpo nu em fase avançada de decrepitude senil. Os americanos passaram as algemas no velhote: pegaram o safado querendo passar o dinheiro do FMI para as economias falidas do Euro. Como dizem do batido de asas das borboletas que causam terremotos na Costa Rica, quem está com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando as eleições chegarem, é o Sarkozy.

Agora o show máximo das palhaçadas políticas e da engenharia nacional, que tanto gosta de financiar políticos tem, aconteceu na nossa famigerada Brasília. O povo vadio das tardes de domingo, esperando o espetáculo da detonação do estádio de futebol. O vice-governador mais ridículo que penteadeira de cabaret, acionou o botão da detonação, subiu a fumaça e o espírito do Mané Garrincha ficou intacto. Os assessores, com aqueles chapéus que protegem a ossatura febril do crânio acobertado na cenografia televisiva, prometendo o segundo tempo. Que veio e nada. A noite veio, o povo foi e com ele os carrões das autoridades.

Terminada a conversa eu estava confuso: tentaram detonar o Palocci e ele é mais forte que o Mané Garrincha, que não mandava no FMI, gostava de cantoras, mas nem tanto das camareiras.

A transa de 1 milhão de Dólares que deu errada - Ou "A camareira mais cara do mundo"


Por: Dihelson Mendonça

Hoje o mundo foi sacudido por um dos maiores escândalos sexuais de todos os tempos. Vendo a CNN, como sempre faço durante a madrugada, enquanto estou a preparar a edição do Jornal Chapada do Araripe, um fato curioso me chamou a atenção, dentre tantos outros. Não foi o pedido de aumento do limite de gastos do governo americano para além dos 14.3 trilhões de dólares feito ao congresso pelo Pres. Obama, para um país em vias de entrar numa recessão e arrastar o planeta junto;

Também não foi a notícia de que o ditador Líbio Muamar Kadafi foi condenado sob acusações de violar os direitos humanos e coordenar pessoalmente o massacre de milhares de civis, mas a notícia singular mesmo, foi um caso clássico de "Romeu e Julieta" - Uma daquelas novelas de amor não resolvido. O diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Francês Dominique Strauss-Kahn foi preso, sob acusação de práticas sexuais ilícitas e tentativa de sexo forçado com uma simples camareira de um hotel em Nova York.

Foi chocante ver um dos homens mais poderosos do planeta, que têve importante papel na resolução da crise econômica global de 2008, ser exposto ao "cuspo da plebe", trazido algemado e escoltado por 2 policiais, que o levaram até um distrito como um qualquer. Dominique é ( ou era ) também um dos favoritos à sucessão ao governo francês, competindo com Nicolas Sarkozy, então presidente da França, que deve estar "morto de feliz" a essa altura.

Para sua defêsa milionária, Strauss-Kahn teria contratado nada menos que o advogado que defendeu Michael Jackson naquela estória toda de abuso sexual de crianças, e que na época, quase deixou Jackson "falido", lembram-se ? No dia de hoje, Strauss-Kahn foi levado à presença de uma juíza ( ora, outra mulher... ), que negou-lhe a fiança de 1 milhão de dólares, que ele estaria disposto a pagar sem pestanejar, pois dinheiro não lhe falta. A juíza entendeu que estabelecendo uma fiança, seria um passo para o que o acusado pegasse o primeiro vôo para Paris e simplesmente sumir de vista, onde as leis americanas não poderiam mais alcançá-lo. Visivelmente abatido, com cara de quem não dormiu nem fez a barba, Strauss-Kahn não ocultava o semblante de alguém ao mesmo tempo perplexo e irritado com a multidão de repórteres e fotógrafos dos grandes jornais do mundo, que se acotovelavam para tentar obter o melhor ângulo.

Mas que situação embaraçosa!

Vemos um dos homens mais poderosos derrotado pelo velho ímpeto de dar em cima das domésticas, como qualquer mortal o faria. Vemos um lobo mau, que a exemplo de bilhões de outros, se apaixonam e se deixam levar pelos desejos mais primitivos ao verem um "chapeuzinho vermelho".

E como todo milionário que é pego com a boca na botija, logo aparecem outras acusações; Uma senhora já veio a público dizer que a sua filha também já havia sido também assediada pelo Diretor. do FMI, mas que na época, resolveu não prestar queixa à polícia.[ leia-se: Aí vem mais alguns milhões de dólares em indenizações ].

Esse tipo de escândalo, fartamente explorado pela grande mídia está cada vez mais comum. Homens de meia idade, mal amados por suas esposas, se deixam flagrar em situações constrangedoras que de outro modo, seria absolutamente normal, e à partir daí são levados aos tribunais, onde urubus famintos lhe sugam até os últimos centavos. Triste de quem cair nessa espiral da morte. Analisando o caso Dominique Strauss, vemos outros paralelos famosos na história. Por exemplo, a grande Cleópatra, a magnífica rainha do Egito, seduziu não um, mas dois imperadores de Roma, Pompeu, e o trúnviro Marco Antonio, levando-os à ruína. Ainda na idade antiga, temos o famoso caso de Helena de Tróia, relatado na Ilíada de Homero, que segundo o qual, por causa de uma mulher, levou-se a um dos maiores confrontos de reinos do mundo antigo. Nos tempos modernos, podemos citar o famoso caso Bill Clinton com Monica Lewinsky, que incluia sessões de sexo oral no salão oval da Casa Branca. Vale salientar ainda que em todos esses casos, os homens é que entraram pelo cano, e as mulheres envolvidas, sairam com alguns "trocados" a mais...

Com Strauss-Kahn não será diferente. Acostumado a correr atrás de qualquer rabo-de-saia, a sua fama de garanhão chega ao fim. Isso não seria problema, se a economia do planeta não estivesse em jogo. E aqui começamos a associar os fatos: Justamente numa época em que a recessão bate à porta da Casa Branca em 14.3 trilhões de dólares; Justamente na época em que a Grécia, Portugal e outros países precisam de uma urgente negociação com o Fundo Monetário Internacional; justamente quando a OTAN gasta milhões de dólares por dia para manter os ataques ao odioso regime de Kadafi na Líbia; O Japão tenta se recuperar de um terremoto e de uma Ysunami jamais vistos...

...Aí vem uma camareira de hotel perturbar a órdem econômica mundial ?

Olha! o que um bom par de pernas não faz...O planeta hoje ficou nas mãos de uma mulher, que pode confirmar, ou simplesmente negar todas as acusações. Não uma Cleópatra, uma Helena de Tróia, ou ao menos uma Monica Lewinsky, mas uma ilustre desconhecida que teve a sorte ( ou o azar ) de estar no lugar certo na hora certa, e agora com certeza, irão lhe ser ofertados muito mais do que 1 milhão de dólares para livrar a cara feia de Strauss-Kahn.

O que está em jogo aqui ? A honra, a dignidade, o caráter ? Não! - O que será levado à barra do tribunal, é o equilíbrio da economia planetária, no seio da nação mais poderosa do mundo, a ser derrotado pelo SIM ou pelo NÃO de uma camareira de hotel. O espetáculo circense irá continuar, até não haver mais pele e ossos. Ninguém se arrisca a dar palpite, mas de uma coisa temos certeza: Esta é uma daquelas novelas em que haveremos de ver ainda muitos capítulos, e ficamos torcendo para não haver um final trágico.

Agora, nisso tudo, restam três lições do mundo machista para todos os adoráveis sedutores, que como Strauss-Kahn não conseguem se segurar ao ver uma bela jovem:

Regra número 1 - Desde que mundo é mundo, por cerca de 50 dólares, há sempre alguém que pode resolver o problema sem deixar vestígios.
Regra número 2 - Há sempre mulheres no mundo que definitivamente, não estão à venda.
Regra número 3 - Nunca esqueçam o telefone celular num quarto de hotel com a camareira !

Por: Dihelson Mendonça

16 de Maio - Dia do Gari

DIA DO PROFISSIONAL DA LIMPEZA

Viver em uma cidade de ruas limpas e conservadas é desejo de todos. Mais que isso, é direito de cada cidadão. No dia do Gari - 16 de maio - a Turma do Plenarinho aproveita para mandar um abração de agradecimento para esse profissional que cuida desse nosso direito.
Afinal, é ele que cuida das cidades e também da nossa saúde. Por que da nossa saúde? Porque todos sabem que em ambiente limpo, dificilmente os bichinhos transmissores de doenças sobrevivem. Eles gostam mesmo é de sujeira!

A PROFISSÃO
Sabia que a profissão de gari surgiu no tempo do Império, na cidade do Rio de Janeiro? Tudo começou quando um empresário chamado Aleixo Gary assinou contrato com o governo para organizar o serviço de limpeza das ruas e praias da cidade.
De lá pra cá, os coletores de lixo trabalham todos os dias com seriedade e dedicação, apesar da profissão ser árdua e da jornada de trabalho ser sacrificante. Faça chuva, faça sol, lá estão os profissionais da limpeza recolhendo o lixo das residências, indústrias e edifícios comerciais e residenciais, varrendo ruas, praças e parques. Também capinam a grama, lavam e desinfetam vias públicas. Ufa!!

COLETA SELETIVA
Mas sabia que a gente pode facilitar a vida do gari e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente? Como? Simplesmente separando o nosso lixo de cada dia. Isso se chama coleta seletiva. Veja o que disseram os garis que trabalham na Câmara sobre esse assunto. Eles foram entrevistados pela Xereta, nossa repórter de plantão.

O coletor Carlos Alberto de Brito, 39 anos, casado, sem filhos, trabalha há 9 na profissão. Ele é um dos responsáveis pelo recolhimento do lixo de um dos edifícios da Câmara, o Anexo IV, onde ficam os gabinetes dos deputados. "Nós trabalhamos em equipe para não sobrecarregar ninguém". Ele contou ainda à nossa repórter que é muito bem tratado por todos os funcionários do local, que têm cuidado na hora de separar e embalar o lixo. "Desde que começou a coleta seletiva na Câmara, melhorou muito o nosso trabalho", contou Carlos.

A coleta seletiva é importante porque se aprende a separar e embalar o lixo. Um coletor pode se cortar enquanto está pegando o lixo, por isso é preciso ter cuidado com a forma de embalar vidros e outros materiais cortantes, lembra Pedro dos Santos Pereira, outro coletor da Casa, de 38 anos, casado e pais de dois filhos. Ele também trabalha na Câmara há 9 nove anos. O pedido dele é que as pessoas se conscientizem da importância da separação correta do lixo. “É preciso separar o lixo em casa também. A preservação do meio ambiente começa na coleta feita de maneira adequada".

Assim como os colegas, Rejeane Dias, 27 anos, trabalha das 7 às 11 horas e das 13 às 16 horas, no Eixo Monumental bem em frente ao Congresso Nacional. Ela limpa as calçadas da Esplanada dos Ministérios. Sem filhos, conta que se tornou gari para ajudar o marido com as despesas. Trabalhar com sol e chuva não é problema, mas enfrentar o desrespeito das pessoas admite ser muito complicado. “Quando estamos limpando tem gente que está perto da lixeira e joga o lixo na rua, dizem que somos pagos para limpar, e que se não sujarem a gente perde o emprego. Uma vez atiraram uma ponta de cigarro em uma colega”, lembra.

É, galera, com respeito e com o lixo separadinho é possível fazer muita coisa. Uma delas é reutilizar materias descartados (jogados fora). Isso se chama reciclagem.

RECICLAGEM
Desde 2004, a Câmara transfere seus papéis e plásticos usados para a Associação de Materiais Recicláveis de Brasília (Brascicla). A venda do material para reciclagem é transformada em renda para cerca de 300 catadores de lixo do Distrito Federal.

A reutilização do material é muito importante, não apenas para diminuir o acúmulo de lixo, como também para poupar a natureza. Veja como fazer a coleta seletiva e dar a sua parcela de contribuição na preservação do meio ambiente.

PASSO A PASSO

1. Procure o programa organizado de coleta de seu município ou de uma instituição, entidade assistencial ou catador que colete o material separadamente. Veja primeiro o que a instituição recebe. Não adianta separar, por exemplo: plástico, se a entidade só recebe papel.

2. Para uma coleta de maneira ideal, separe os resíduos em não-recicláveis e recicláveis e dentro dos recicláveis separe papel, metal, vidro e plástico.

3. Veja exemplo de materiais recicláveis:

PAPEL
Jornais, revistas, formulários contínuos, folhas de escritório, caixas, papelão, etc.

VIDROS
Garrafas, copos, recipientes.

METAL
Latas de aço e de alumínio, clipes, grampos de papel e de cabelo, papel alumínio.

PLÁSTICO
Garrafas de refrigerantes e água, copos, canos, embalagens de material de limpeza e de alimentos, sacos.

4. Escolha um local adequado para guardar os recipientes com os recicláveis até a hora da coleta. Antes de guardá-los, limpe-os para retirar os resíduos e deixe-os secar naturalmente. Para facilitar o armazenamento, você pode diminuir o volume das embalagens de plástico e alumínios amassando-as. As caixas devem ser guardadas desmontadas.

OUTROS PRODUTOS
Sabia que os objetos reciclados não são transformados nos mesmos produtos? Por exemplo, garrafas recicláveis não são transformadas em outras garrafas, mas em outros materiais, como enfeites, solados de sapato e até vaso de plantas (foto).

CUIDADOS
A reciclagem aumenta o tempo de vida útil de um material, porém é preciso ter cuidado ao usar material reciclado. Ao se reciclar o papel, por exemplo, pode ser contaminado porque suas fibras diminuem, tornando-o impróprio para embalagem de alimentos ou medicamentos.

Por tudo isso, além de guardar de forma limpa e organizada os produtos recicláveis e usá-los da maneira correta, o mais importante é evitar o consumo exagerado e desnecessário de produtos que provocam a destruição de recursos naturais, e cujo descarte poluem o meio ambiente. O melhor mesmo é “economizar” a natureza.

Fonte: www.plenarinho.gov.br
Fonte: Portal São Francisco

Programa Cariri Encantado Sonoridades - 18/05/2011

Conexões musicais: Tom Zé, em tom maior


Tom Zé, batizado com o nome de Antonio José Santana Martins, é compositor, cantor, performer, arranjador, escritor e jardineiro (isso mesmo), nascido em Irará, Bahia, em 11 de outubro de 1936, em uma família de classe média. É considerado uma das figuras mais originais da música popular brasileira, tendo participado ativamente do movimento musical conhecido como Tropicália nos anos 1960 e se tornado uma voz alternativa influente no cenário musical do Brasil. A partir da década de 1990 também passou a gozar de notoriedade internacional, especialmente devido à intervenção do músico norte-americano David Byrne, que o lançou naquele importante mercado artístico-musical.

O programa Cariri Encantado, em boa hora, homenageia esta grande personagem da cultura brasileira, através de uma seleção com seus principais sucessos que constam principalmente do seu segundo disco solo Tom Zé (1970).

Onde escutar
Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com.
Itinerante
- Claude Bloc -


Olhar perdido
Olhar distante
Olhar sentido
Olhar vibrante

Onde anda m/teu pensamento
Neste momento
Naquele instante?
Está retido
Numa saudade
E nesse olhar
Itinerante...

Claude Bloc

Estilhaçar - Paulo Viana

 
Não posso descrever o sentimento
Que transbordou do teu olhar distante
Até a luz do sol naquele instante
Não tinham a mesma cor no firmamento
Em mim, configurou-se um tormento
Uma incontrolável aflição
Pois nos teus olhos vi a confissão
Que fez meu sonho desestruturar
Como se fosse o estilhaçar
Do meu inquebrantável coração.

  Paulo Viana

domingo, 15 de maio de 2011

Uns animais eletrônicos - Emerson Monteiro


Bem ali detrás há poucos instantes de meros segundos, essenciais, no entanto, fora tomado daquela mesma sensação esquisita que agora volta a se repetir, a querer, todo custo, se projetar, sair pela ponta dos dedos, na emoção frívola de palavras vivas, indo diretas desde a corrente sanguínea ao papel, esguicho contínuo de uma sensação solitária, a formar definições e falas, bichos vivos, fugitivos. Na mão, fechado, quente, o pulsar heróico do coração do bicho feito pequeno pássaro animado, impaciente, aqui prisioneiro, no meio dos dedos e da palma, à pressão relativa sobre o celular que o retém preenchendo esse âmbito dos sentidos, já dominando a força aquecida no bloco inteiro das percepções vitais da pessoa instalada no comando central dos acontecimentos.
Nisso, a energia sincopa em toda casa. Dá um, dois picos intermitentes, saltos de dentro da madrugada para o dia surgindo nas luzes do nascente, que sorrateiras penetravam pelos quadrados de vidro laterais da porta, como quem quer rever os escuros da noite na sombra que começava, lentamente, a despertar para as novas claridades. Foram eles, os dois pulos de intensidade na energia, e todos receberam o jato de paralisação das funções, sinais suspensos na sobrevivência do ser gente e máquina em que humanos se transformaram.
Aquele espectro sideral de moléculas atadas à condição material na força das circunstâncias obtusas do firmamento, presas no alto do espaço, apenas estagnara em forma de protagonistas vazios da ausência de movimento aparente. Por dentro, no entanto, espasmo cataléptico misturava o sabor do tremer do telefone preso na mão, pássaro contido nas dobras das falanges ao longo do corpo da máquina comprimida.
Imagem paralisada no alvorecer que cessara de vez no cessar da energia da rede silenciada, a virar borrão afixado na inércia que deslizava durante o rio das coisas, sem conter mais no bojo de si o elemento estarrecido em pleno voo, nesse abismo que divide escuro e de iluminação. Parado ficara, permanecera, cartaz preso às margens da longa estrada do tempo.
Lá adiante nas horas, contudo, ainda que avisado durante algumas chamadas perdidas, pelo mecanismo estreitado nos dedos e na palma, acordaria atônito, aos sopapos secos da geladeira refeita no retorno da corrente aos músculos. Isso horas depois, Sol alto no céu, antes do pino do meio-dia, fora das cogitações possíveis e quase vítima do desespero, ouvindo o estalo das coisas descongelando abafadas no interior da fria composição.
Esfregava os olhos quando adquiriu a oportunidade para ativar, outra vez, os mecanismos do domingo junto aos sistemas externos, porém fundamentais à existência dos humanos, dependentes vorazes da corrente elétrica. Agradecido, contudo, estendeu a mão e depôs sobre a mesa o pássaro impaciente, a única via de contato real quando perdera os impulsos do mundo, naquela crise de abstinência temporária dos multimeios.

Um toque de leveza para um bom domingo...

Você tem medo de dizer "Eu te amo?"


Bom domingo!

Deputado Ely Aguiar diz em nota que os interesses do Crato estão sendo massacrados...


Crato é derrotado em Requerimento na Assembléia legislativa do Estado.

Infelizmente o Crato sofreu uma grande derrota na sessão ordinária realizda na última quarta-feira na Assembléia Legislativa do Estado. Movido pelas informações apresentadas no site Blog do Crato e pela angústia e revolta dos cratenses, o deputado Ely Aguiar apresentou um requerimento solicitando urgentes informações do governo do Estado sobre a possível transferência de vários órgãos estaduais do Crato para Juazeiro.

Para surpresa o “requerimento foi discutido amplamente até às 2 horas da tarde, com transmissão ao vivo pela TV, sendo derrotado com aval de vários deputados votados no Crato. Votaram pela aprovação do requerimento em favor do Crato os seguintes deputados: HEITOR FÉRRER, ROBERTO MESQUITA, FERNANDA PESSOA, ELIANE NOVAIS, FERNANDO HUGO E LEONARDO PINHEIRO. TODOS OS OUTROS QUE ESTAVAM PRESENTES, VOTARAM CONTRA.

O líder do Governo, Antonio Carlos, do PT ( 600 votos no Crato ), fez pressão para que todos votassem contra o requerimento, com apoio do Dep. Wellington Landim, que fez o seu papel de aliado do governo Cid Gomes em levar os órgãos do Crato para juazeiro.

Os que votaram em favor do requerimento em benefício do Crato e prestaram essa solidariedadeà cidade, nem sequer são os votados no Crato. O Deputado Ely Aguiar diz que "seria bom que os vereadores do Crato cobrassem ações dos deputados que deles receberam votos...E DEPOIS VIRARAM AS COSTAS PARA NOSSA TERRA.." Ely diz ainda que "Depois do que ocorreu hoje, não tenho dúvidas, o Crato está sendo massacrado e minha voz, com apoio de alguns, serve pelo menos para denunciar, reclamar e criticar o governo. Pelo menos tenho coragem e compromisso com a nossa terra, o Crato."

Dihelson Mendonça ( através de nota enviada ao Blog do Crato por Ely Aguiar )

POR QUE AS AUTORIDADES NÃO REAGEM?

Pedro Esmeraldo

Já estamos cansados de lembrar às autoridades cratenses que deixem de lado o comodismo, a falta de interesse e o medo de enfrentar a luta em defesa de sua terra.
Quando elegemos os representantes da cidade é porque desejamos que eles lutem e venham contribuir com seu trabalho para a melhoria da nossa terra.
Não queremos mais ouvir lorotas de políticos apáticos, dizendo que não temos representação, mas lembramos que a representação é o próprio povo que anda à toa sem saber se dirigir com marchas repelentes aos insultos dos embusteiros que querem dilacerar a cidade.
Uma horda de beócios, que comanda a política cratense, não esboça nenhuma reação com as atitudes intolerantes desse povo que tem o desejo de levar o progresso só para si. Afirmamos que o progresso deve ser equilibrado e não sugador.
Ocorre que esses homens que comandam a política cratense não têm vocação para exercer um comando político e deveriam renunciar, entregando o barco a pessoas que desejam levar a cidade para o caminho do sucesso.
Antes queríamos enaltecer o desenvolvimento, afastando-se da ideia de submissão, pensado que eles são os maiorais e nós somos pessoas comandadas por políticos irreverentes, que não sabem manejar o nosso barco com perfeição e seriedade.
Antes, lutamos para que o comando das zonas metropolitanas não ficasse sob um só município, mas que prevalecesse a igualdade solidária que todos saboreassem o mesmo ar com igualdade à terra comum.
Isso evitaria que os outros municípios ficassem submissos a um só comando.
Infelizmente, isso não acontece porque a nossa política é irreverente e inconsequente, mas isso não ocorre devido à intolerância e à incapacidade desses políticos que visam praticar o clientelismo dos municípios hiperbólicos que lembram um porquinho de ar negativo que querem prejudicar as outras cidades da zona metropolitana.
Cratenses, não vamos parar de lutar, não podemos aceitar esse desmando que praticam a discórdia e que nos tratam com desdém e nos deixam atoleimados, sem coragem de enfrentar a luta cotidiana a fim de não deixar levar nada daqui e que nós fiquemos com todo patrimônio adquirido através dos anos.
O Cariri não é somente Juazeiro, mas é uma orla de cidades constituída de municípios prósperos, possuidores de terras férteis e que podemos conquistar os mesmos direitos desses municípios ambiciosos.
Pedimos à sociedade cratense que não durma em berço esplêndido e forcem as autoridades do Crato, dizendo que foram eleitos para trabalhar e não para ficar de braços cruzados. É isso que exigimos.

Crato-CE, 12 de maio de 2011.

Apenas um jogo de futebol - Por José de Arimatéa dos Santos

Ultimamente o futebol brasileiro anda muito violento. Não vou falar da violência dentro de campo e sim fora dele. Time nenhum pode ser desclassificado do campeonato que disputar e logo alguns torcedores picham os muros do clube. Quando não esperam os jogadores no aeroporto para xingar e às vezes querer agredir seus ídolos. Parece que os torcedores valentões ganharam esse jogo e o exemplo mais contundente é que a final do campeonato mineiro entre Cruzeiro e Atlético na cidade de Sete Lagoas só terá torcedores do Cruzeiro. Isso simplesmente desvirtua o sentido do esporte que é o congraçamento entre seres humanos, enfim uma festa.
Na europa os casos de violência foram praticamente banidos dos estádios por atitudes em coibir esses torcedores violentos. Brigou ou fez alguma baderna, simplesmente o indivíduo tem que se apresentar a uma delegacia de polícia na hora do jogo do seu time. A lei é cumprida na risca para quem vai a um estádio de futebol para arrumar encrenca. Está mais do que na hora de aplicar penas desse tipo aqui no Brasil e jogos como o clássico mineiro possa ter atleticanos e cruzeirenses em um mesmo espaço torcendo, vibrando e fazendo tudo que um torcedor faz em uma praça esportiva.
O brasileiro é o indivíduo que entende de futebol e a discussão e a paxão pelo seu clube não devem extrapolar e chegar a violência. Já chega a violência que está nas ruas de praticamente todas as cidades brasileiras e o jogo de futebol é apenas um jogo de futebol. Um esporte e que é normal a vitória ou a derrota. Meu time pode perder ou ganhar e minha vida segue sem problemas. Aliás, o problema é aguentar as brincadeiras dos colegas no outro dia quando o time que a gente torce perde. Mas isso é normal. Tudo bem.
Acredito que o ser humano tem que ver seu semelhante como um irmão que tem sua preferência e que pode pensar diferente. Esse é um direito inalienável de qualquer cidadão poder torcer em paz por seu clube, usar com orgulho a camisa do time ou ainda ir para as arquibancadas dos estádios para se divertir. A Constituição Federal assegura a liberdade do ir e vir. O amor entre os seres humanos deve ser o principal golaço que a torcida brasileira deve marcar e cenas de selvageria e violência nos estádios ou fora dele têm que acabar. Assim penso.

sábado, 14 de maio de 2011

Poema Urbano:A Poética da Vida Besta-Wilson Bernardo

OLHARES DA JANELA VIRTUAL...
Dentro de todas as casas
o segredo das portas
Se faz das janelas
A curiosidade da vida alheia
Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

CORDEL DA DESPEDIDA DE DIDI MORAES E IZAIRA SILVINO - por Ulisses Germano

 

CORDEL DA DESPEDIDA DE DIDI E IZAIRA

Dona Izaira Silvino
Esposa de seu Didi
Formam um casal divino
Gente igual eu nunca vi
Todos dois celebram o canto
Do som que descobre o manto
Das coisas que já vivi

Quando esta terra esquecida
Se lembrar de quem perdeu
A injustiça ensandecida
Lembrará do que esqueceu
Cariri perdeu dois vultos
Que indiferente aos insultos
Tem na mala o que aprendeu

Cavaquinho e bandolim
Violão pandeiro e voz
Estiquei meu alfinim
Num andamento veloz
O amor nasce da graça
Nesta vida tudo passa
Mesmo quando estamos sós

Não vou falar da saudade
Que vai arder no futuro
Nem deixar que a soledade
No banzo em mim faço um furo
Encontros e despedidas
Jamais serão esquecidas
Posso afirmar e até juro

Quando o indizível falar
Na pausa do som parado
Zé Limeira irá cantar
A lingua do abirobado
Que esqueceu que essa gente
Faz de conta que não sente
O sofrer de ser calado


Ulisses Germano





sexta-feira, 13 de maio de 2011

Literatura de Cordel - Por Mundim do Vale

ENTERRARAM   MEU  UMBIGO
NO   RIACHO   DO    MACHADO

Nasci no meio rural
Puxado por cachimbeira,
Foi Antônia Cabeleira
Quem fez o parto normal.
Depois houve um ritual
Do meu pai muito Apressado
Saindo com um cunhado
Que era muito seu amigo,
PRA ENTERRAR MEU UMBIGO
NO RIACHO DO MACHADO.

O momento mais profundo
Foi meu pai olhar por baixo,
Dizendo: - É menino macho
E vai se chamar Raimundo,
Vou convidar todo mundo
No dia do batizado
Para ver ele abraçado
Por tudo quanto é amigo.
ENTERRARAM MEU UMBIGO
NO RIACHO DO MACHADO.

Para falar a verdade
Muita coisa lá faltava,
Mas minha mãe completava
Com o dom da maternidade.
Sobrava felicidade
Carinho e muito cuidado
E como fui contemplado
Muito agradecido digo.
ENTERRARAM MEU UMBIGO
NO RIACHO DO MACHADO.

Cresci naquele sertão
Entre riacho e lagoa
Numa convivência boa
Sem saber o que é questão,
Nunca entrei em confusão
Para não ter intrigado,
Fui menino bem criado
E o sertão foi meu abrigo.
ENTERRARAM MEU UMBIGO
NO RIACHO DO MACHADO.

Nasci mesmo foi no mato
Na lagoa do arroz
Comendo baião de dois
Sem deixar nada no prato.
Não gosto de espalhafato,
Não creio no mal olhado,
Nem em feitiço botado
Mas me afasto do perigo.
ENTERRARAM MEU UMBIGO
NO RIACHO DO MACHADO.

Dona  Maria Vieira
A minha boa vizinha
Sentava toda tardinha
Num banco de aroeira.
Quando eu descia a porteira
Corria para o seu lado,
E o café já passado
Ela tomava comigo.
ENTERRARAM MEU UMBIGO
NO RIACHO DO MACHADO.

Nos  mudamos pra cidade
Eu ainda era criança,
Mas guardava na lembrança
Aquela localidade.
Eu não tinha a liberdade
Como tinha no passado
E como era danado
Tava sempre no castigo.
ENTERRARAM MEU UMBIGO
NO RIACHO DO MACHADO.

Depois vim pra Fortaleza
Mas não é o meu lugar
Pois não gosto de morar
Distante da natureza.
Posso jurar com certeza
Que sou matuto quadrado
E pode até ser pecado
Mas pra morar não consigo.
ENTERRARA MEU UMBIGO
NO RIACHO DO MACHADO.

Não posso ficar contente
Com a mudança radical
A vida na capital
É bastante diferente.
A gente vive carente
Comprando só enlatado,
Com um cartão ou fiado
Feito coisa de mendigo.
ENTERRARAM MEU UMBIGO
NO RIACHO DO MACHADO.

Sempre gostei de rimar
As coisas do meu torrão:
Os valores, a tradição
E os costumes do lugar.
Se alguém quiser falar
Que estou esclerosado,
Caduco e ultrapassado
Pode dizer que não ligo.
ENTERRARAM MEU UMBIGO
NO RIACHO DO MACHADO.

Mundim  do  Vale
Várzea Aegre - Ceará

Cariricaturas avisa...


Depois da "tsuname" que ocorreu ontem nos blogs (blogspot), tudo voltou à paz. Podemos postar e comentar novamente.

Aos que se inquietaram, nossas desculpas, embora nada se pudesse fazer a não ser esperar terminar a manutenção...Todas as postagens de ontem foram arrastadas na enxurrada... Quem postou, se não se incomodar em repetir a dose, pedimos que refaça suas postagens para que nada de bom se perca.

Abraços a todos.

Claude Bloc


"Aquilo que é bom, e de verdade, e forte, e importante - coisa ou 

pessoa - na sua vida, isso não se perde." 

(Caio F. Abreu)