Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Linguajar e Sotaques - Por A. Morais

Enquanto viviamos, parcialmente, isolados do mundo e da civilização, sem jornais, radio, televisão, telefone e outras progresseiras, o sotaque permaneceu o mesmo, naquele modo de dizer as coisas, mansa, suave, arrastada e docemente.
 
Era nquele tempo:


Aquela gostosura de nêga, nêguinho, padim, madinha, prumode, pruvia, purriba, purbaixo, nem mode coisa, avexado, disimpaciente, ingrisia, vigemaria, cadê, quêde, entonce, frivioca, xumbregage, preguntar, percurar, currulepo, nojenteza, pendença, sustança, bulandeira, triscado, desmastriado, desapear, arripunar, grunguzado, sarneia, pauta com o diabo, balseiro, bicho da peste, biroba, indagorinha, dernantonte, comer tampado, caquear, versidade, lambança, patuá, lambuja, piloura, quicé, teréns, sobrosso, miunçaia, munganga, batecum, caçuá, tresvariar, mãe do corpo, manquejar, estrupiado, bunda canastra, encangar grilo, impilicança, cumbuca,piar jegue, xilique, cambão, zonzeiras, barbicacho, cangapé, escruvitiar, ingasopar, caritó, cafuné, mandapolão, bralha, sacramentado, derrengado, cassaco, derna que, entramelado, malassombrado, estrupicio, grumitar, marmota, empazinado, entrambicar, desconchavado, estrupicio, grumitar e mil outros termos que dicionarios não registram. 

E não-é-sem-quê-nem-pra-quê, que lembro nosso velho linguajar.Era o varzealegrense autentico, sem miscigenação estrangeira,  de qualquer especié. Lingua pura de gente pura.
 
Fonte: Blog do Sanharol
Autor: A. Morais
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Não sei, não sei...
- Claude Bloc -



A paisagem me diz tanta coisa
Mas o poema queima a paisagem
Rasga o céu, corta a imagem
E não sei, não sei, nem suponho
Se a poesia é árvore ou fruto
Se o verso é rumo ou prumo
Escrito na folha em branco.

O poema traga a memória
Rabisca na alma
A própria história
E (d)escreve por linhas tortas
As palavras, janelas e portas...

O poema retorna ao giz, ao lápis, à cor
Retoma a arte de ser aprendiz
E em cada elemento um nó
O  pó, a brisa quente
Um rio em sua vertente
Um verso, uma (p)rosa...

Claude Bloc

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Brasil em alta

Dilma Rousseff é capa da revista ‘Newsweek’


Chamada de 'Dilma dinamite', presidente estampa capa da prestigiada revista norte-americana

Chamada de 'Dilma dinamite', presidente estampa capa da prestigiada revista norte-americana


A presidente Dilma Rousseff é capa da próxima edição da revista ‘Newsweek’ internacional e da edição nacional americana. É a primeira vez que há destaque em mais edições da publicação para uma capa sobre o Brasil. A revista deve chegar às bancas nesta semana.

Com o título ‘Don’t mess with Dilma’ (em tradução literal ‘Não mexa com a Dilma’), a reportagem principal aborda o governo, a história política e também a vida pessoal da presidente.

A revista cita detalhadamente o crescimento econômico do Brasil e a participação de Dilma nesse processo de mudanças, iniciado com a gestão Lula. O assunto é endossado pela frase do presidente dos EUA, Barack Obama, quando esteve no Rio de Janeiro em março deste ano, dizendo que o Brasil era o país do futuro. Dilma será a primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral da ONU, fato descrito como positivo e influente.

Na matéria, a presidente afirma saber do potencial brasileiro e pergunta ao repórter da ‘Newsweek’ se ele sabe qual é a diferença entre o Brasil e o resto do mundo. A própria Dilma responde dizendo que, em nosso País, os instrumentos de controle políticos existentes são fortes o bastante para combater um crescimento mais lento ou até a estagnação da economia mundial – diferente de outros países. Segundo Dilma, o Brasil pode cortar as taxas de juros porque fez um empréstimo cauteloso e tem um Banco Central rígido.

Na entrevista, Dilma confessa que, quando criança, queria ser bailarina ou bombeira. Para ela, uma menina querer ser presidente é um sinal de progresso. Dima também fala sobre sua passagem pela prisão, época em que fazia parte de um grupo revolucionário político, e que, por conta disso, aprendeu a ter esperança e paciência.

A presidente Dilma Rousseff vai receber o prêmio Woodrow Wilson Public Service Award, na próxima terça-feira, 20, em jantar no Hotel Pierre, em Nova York. A premiação também já foi concedida a Lula, em 2009.

OBJETO SUJEITO - PAULO LEMINSKY

OBJETO SUJEITO 



você nunca vai saber
quanto custa uma saudade
o peso agudo no peito
de carregar uma cidade
pelo lado de dentro
como fazer de um verso
um objeto sujeito
como passar do presente
para o pretérito perfeito
nunca saber direito

você nunca vai saber
o que vem depois de sábado
quem sabe um século
muito mais lindo e mais sábio
quem sabe apenas
mais um domingo

você nunca vai saber
e isso é sabedoria
nada que valha a pena
a passagem para pasárgada
xanadu ou shangrilá
quem sabe a chave
de um poema
e olhe lá

PAULO LEMINSKY
Cariri Cangaço 2011


Abertura Oficial amanhã, terça-feira,

dia 20 às 19 horas no

Teatro Municipal de Crato


Você é nosso Convidado.

PARABÉNS, ARMANDO RAFAEL!


... PARABÉNS, ARMANDO! ...

O CARIRICATURAS TE ABRAÇA 
E AGRADECE TUA PRESENÇA.

  DEUS TE ABENÇOE E CUBRA DE GRAÇAS.

Parabéns Armando Rafael - Blog do Sanharol

Parabéns Armando Rafael - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Ainda hoje eu me lembro como se assistisse a um filme que passasse à minha frente. Vivíamos no dia 6 de março de 1961, uma segunda-feira, primeiro dia de aula no velho e tradicional Colégio Diocesano do Crato. Recém saído do seminário, onde durante dois intermináveis anos, eu repetira pela terceira vez a 1a série do antigo curso ginasial, sentia-me como um estranho no meio daqueles novos colegas, quase todos, dois anos mais novos do que eu. Era a segunda vez que eu voltava a estudar naquela casa, que norteou a vida de tantos jovens, fazendo com que nossas esperanças se tornassem realidade nos dias atuais. 

Ao escolher uma carteira na primeira fila da classe, sentou-se ao meu lado, um rapazinho esguio, muito calmo e educado, que me cumprimentou perguntando meu nome e se apresentando. Chamava-se Armando Rafael. A partir daquele dia, dividi por mais de dois anos com ele, aquela antiga carteira preta, cuja parte do assento era móvel e fixado na carteira de trás. E a partir daquele momento, formou-se entre nós uma grande amizade, que mantém-se firme através dos anos.

À noite, eu encontrava Armando na Praça Siqueira Campos e sentávamos num dos bancos para conversarmos. Com o exemplo de Armando, criei gosto pela leitura e com ele muito aprendi, pois ele discutia sobre diversos assuntos: religião, política, geografia, e sabia de coisas sobre países, muito dos quais eu nunca ouvira falar. Àquela época, Armando já era um admirador da monarquia e um crítico dos sistemas de governos comunistas, para todos nós daqueles anos já distantes, tão ameaçadores. Um perigo iminente de por o mundo todo ao chão. Ele permanece fiel às suas idéias, há sessenta anos. Entretanto sabe como ninguém, respeitar as opiniões contrárias às suas. Já era então, um projeto quase que pronto do ser humano exemplar; intelectual, historiador e um grande pesquisador de nossa história que, muito honra nossa cidade.  

Hoje Armando está aniversariando e, através desta breve mensagem, externo meu desejo e votos de muitas felicidades para o amigo e toda sua família, tão bem estruturada. Que você, meu amigo, viva cada dia renovado, como se fosse o primeiro dia, quando tudo é novidade e nosso ímpeto por realizações encontra-se no mais alto dos níveis. Que Deus o abençoe e continue sendo este homem exemplar que você sempre foi, desde criança. Um grande abraço para você e toda sua família.

Foto: Dihelson Mendonça
Texto: Carlos Eduardo
Postado  no Blog do Sanharol  por Magnolia

Ciência da alimentação ideal - Emerson Monteiro


Em face dos excessos gerados pela indústria, que só prioriza os lucros em detrimento da qualidade de vida e da saúde, mais que antes o cidadão médio precisa desenvolver o conhecimento daquilo que utiliza para se alimentar. Isto, quando bem respeitado, possibilitará tipo saudável e maior aproveitamento da existência. Caso contrário, viver se transforma em um calvário constante à medida que passa o tempo e os resultados, no corpo, do que utilizamos de alimento mostra os seus reais efeitos.

Um tanto dos produtos vendidos em lojas e supermercados não estão próprios para o consumo humano, apesar dos órgãos oficiais assim atestarem. Na verdade, essa propriedade para consumo é relativa ao que a febre do lucro ditar, pois esses cuidados para com os valores da saúde andam afastados de qualquer conceito ideal de alimentação adequada.

Primeiro de tudo, os conceitos alimentares do Ocidente guardam pouca ou nenhuma identificação com a natureza original da vida. Vender sempre foi a lei da tradição alimentar ocidental. Tudo começou quando traziam das Índias as famosas especiarias para comerciar nos mercados europeus, dentro das leis da oferta e da procura do Mercantilismo dominante. A regra básica, pois, seria lucrar a todo custo.

Mudadas as rotas do Caminho das Índias, os impérios chegaram às Américas, e o que trataram de desenvolver, as usinas de açúcar, elaborando substância hoje considerada o principal agente cancerígeno utilizado pelas pessoas humanas, o açúcar refinado, destruidor do equilíbrio orgânico. Enquanto dizimaram as populações nativas, incorporando poucos ou nenhum dos conceitos de uma culinária trazidos no correr dos tempos de uma tradição do uso correto dos elementos naturais, acumulada pelos séculos.

Por isso, os orientais vivem em mais harmonia com a saúde. Buscaram aprender dos antigos o bom uso dos alimentos. Melancólico se entregar aos braços dos industriais e comerciantes sem usar a consciência da boa alimentação, o que evitaria milhares dos males físicos que enchem hospitais e destroem vidas desde o nascedouro.

O Pensamento do Dia - Como dominar um Idiota !


"A mulher mais idiota pode dominar um sábio. Mas é preciso uma mulher extremamente sábia para dominar um idiota."

Rudyard Kipling

domingo, 18 de setembro de 2011

A Carmem e a Acrofobia - José do Vale Pinheiro Feitosa

A acrofobia não é da Carmem, mas a narrativa é do mesmo personagem que me contou as duas histórias.

Mas pensando melhor o medo de ser Carmem é assim como um medo de altura. Saltar da pose de psicóloga até o abismo dos lenços enfeitiçados no pescoço do moreno sedutor. Com uma dança a oferecer pelas costas o fascínio das montanhas duplas do corpo.

Bem que merece. Uma noite no Teatro Municipal do Rio para ouvir Nelson Freire no virtuosismo de uma audição de piano e orquestra. Um sobrinho para comprar os ingressos. Qual a condição? Eu vou comprar no lugar que posso pagar. Está bem. Ficamos todos juntos!

Algumas garrafas de cachaça transportadas da cidade até o alojamento em chalés num meio semi-rural. Um baile à fantasia e todos juntos. Alto nível. Analisando o contexto do imaginário humano em sociedade. O baile fazia parte do relaxamento após tensas rodas de autoconhecimento.

Ninguém vai ao Teatro Municipal sem uma roupa de gala. Além de tudo era o aniversário dela. E a comemoração acontecia nos salões art-nouveau do teatro com seus candelabros e a elegância dos salões, assentos das poltronas, e belíssimo e iluminado palco.

O fogo da aguardente com a doçura do mel de abelhas surripiado da despensa dos padres. O alojamento era da Diocese. Não existe um drama espanhol que resista a tal cruzamento. A Carmem não estava ali para seduzir apenas um. A todos: fosse em grupo ou com alguma individualidade seduzida.

O lugar a que pode pagar não daria outro. Cadeiras marcadas nas galerias do municipal. Naquelas poltronas laterais quase despencando no abismo da platéia. Ali naquela fronteira em que o corpo treme o drama de saber-se se irá pular voluntariamente ou congelar-se de pavor.

As noites de baile a fantasia abrem, mas o recato feminino procurou o leito para apascentar as dúvidas das cenas vividas. Mas enquanto as companheiras de quarto dormiam, a madeira da cama do chalé ao lado rangia como uma velha caravela no centro de uma tempestade.

Eu sou psicóloga. Eu não vou saltar. Eu sou resolvida, não tenho medo de altura. Mas as leis da gravidade são outra matéria, pertencem à física embora a psicologia entenda as leis da atração. E foi isso que o diabinho dizia: pula. Que psicóloga que nada, abraça-te ao vazio pelo qual tua vida escapa.

Entre o lenho e madeiras rangidas surgiram as conseqüências dos ruídos audíveis. São ais, expressões que pedem mais, um gemido enganador, pois não se fala da dor. E no êxtase do momento naquele chalé, não teve quem compreendesse por que Deus tem que tão ardorosamente ser chamado. Carmem em ação.

Menino pega meu braço e me tira deste abismo. Calma! Calma que nada, eu vou pular, me tire daqui. As mãos geladas, prenúncio da morte iminente, agarraram os braços do sobrinho. E lá vai com ele até os batentes das galerias, ali mesmo de onde a acrofobia permitiu-lhe as notas musicais de Nelson Freire.

No dia seguinte no café da manhã os incômodos das ouças agredidas por tantos rogos a Deus. A palavra mais comentada foi que: mas que coisa mais inconveniente. Um dos seduzidos, o moreno em quem todos apostavam, não levou o troféu da noite e logo tratou de desmentir qualquer hipótese de ménage à trois.

Nelson Freire assistido dos batentes das galerias por uma simples fobia de altura e todas as demais pessoas incomodadas por igual medo desta ligação entre a carne e Deus.

Na leva do vento

- Claude Bloc - 
 

É domingo.
(re)vejo-me em casa
cansada, silente...
E bem sei que aos domingos a vida gira,
e tudo volta ao princípio.
E sei também que este é mais um domingo
em que meu olhar corre o asfalto sem pauta...
Neste domingo
a música calou-se por entre as pedras do calçamento
e levou consigo a festa das flores,
a imagem dos dias em que sorri
na leva no vento...
Lá onde deixei ficar
meu olhar perdido num novo aceno.
As ruas dormem neste domingo
Dormem também as horas,
os sonhos
Dormem as cores do domingo.

Claude Bloc

Nascem flores no pântano – por Gaudêncio Torquato (*)



(Transcrito de “O Estado de S.Paulo”)

A flor de lótus nasce no pântano. Exibe beleza e força. Das águas lodosas desabrocham flores brancas, imaculadas, uma perfeição da natureza. A imagem da flor foi usada, faz bom tempo, neste espaço para expressar a crença de que no meio do caos há uma réstia de esperança. A frase era: "A política chegou ao fundo do poço em matéria de moral. Mas não morreu a esperança de nascer uma flor no pântano". Saulo Ramos, jurista e sábio, e também um incréu, pinçou a alegoria em seu livro Código da Vida para atribuí-la aos "puros, os poetas, os idealistas", não sem fazer votos para que "eles tenham razão" na pregação.

Pois bem, a política continua cercada de lama por todos os lados, mas são inegáveis as flores que nascem aqui e ali, sob os cuidados atentos de uma gente de fé que junta forças e motivação para deixar o conforto de sua casa e organizar uma “Marcha Contra a Corrupção”, dando-se as mãos, erguendo faixas, ecoando palavras de ordem, clamando por decência. As manifestações começaram no dia 7 de setembro, em Brasília e em outras regiões. Amanhã, dia 19, será a vez do Rio de Janeiro fazer a sua “Marcha Contra a Currupção”. Elas mostram que o Brasil está longe de ser um gigante adormecido em berço esplêndido. Fazia tempo que não se distinguiam, em rostos juvenis, as cores verde e amarela, traços da estética cívica que o Brasil tem gravados desde os tumultuados idos do impeachment de Collor.

Há uma chama iluminando parcela considerável da consciência social. Ou, para usar outra imagem, um rastilho de pólvora se infiltra em numerosos espaços, pronto para receber o fósforo da explosão. A escalada ética que se descortina neste instante é emoldurada, de um lado, pelo desenho da assepsia que a presidente Dilma Rousseff realiza em estruturas críticas da administração federal e, de outro, por atos corporativos como o da Câmara ao inocentar a deputada federal Jaqueline Roriz, flagrada em indecoroso gesto de receber dinheiro suspeito.

A mobilização social pela moralização de costumes e práticas na política ganha volume ao impulso das redes sociais, sendo este, aliás, um fenômeno que se amolda ao modo de pensar e agir das correntes da sociedade. O fato é que os milhões de internautas que usam cotidianamente as redes tecnológicas da comunicação - beirando 50 milhões de pessoas - configuram um poderoso núcleo irradiador de informações e visões e, como tal, funcionarão como pulmões a oxigenar o coração da opinião pública. Não há mais como deixá-los à margem do processo comunicacional brasileiro. Doravante deverão ser avaliados sob o prisma da articulação e da mobilização, sendo demonstração cabal de seu poderio a convocação da Marcha Contra a Corrupção, sob a égide exclusiva das teias sociais.

O fato auspicioso é que a consciência cívica dá sinais de alerta nestes tempos de intensa mudança de quadros, troca de ministros e de mutirões de mobilização, destinados a permanecer nas redes sociais. No dia 12 de outubro, a convocação pela via eletrônica sinalizará uma nova marcha, desta feita pela educação e contra a corrupção.

Não há por que deixar de crer - e ver - que resplandecem flores no pântano.

(*) Gaudêncio Torquato é jornalista. Professor titular da USP e consultor político e de comunicação





sábado, 17 de setembro de 2011

O Pensamento do Dia - "Deus está no Comando..."











Imagina se não estivesse...

"O Diabo é o chefe deste mundo"

Jesus Cristo

Soldadinho a perigo

16/09/2011 17h56 - Atualizado em 16/09/2011 18h03

Plano nacional tenta evitar extinção de ave que existe apenas no Ceará

Soldadinho-do-Araripe vive em pequena área de Mata Atlântica no estado.
Estima-se que há apenas 800 exemplares do pássaro endêmico.

Eduardo CarvalhoDo Globo Natureza, em São Paulo

O risco de desaparecimento do soldadinho-do-Araripe (Antilophia bokermani), um pássaro endêmico do Ceará e que vive em uma região conservada de Mata Atlântica encravada no semi-árido do estado, movimenta ambientalistas e instituições federais de preservação.

Eles estão envolvidos na revisão do Plano de Ação Nacional, liderado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que tem como meta a criação de uma Unidade de Conservação (UC). A reserva vai proteger os animais, os rios e ajudar no combate ao desmatamento.

Segundo Weber Girão, um dos responsáveis pela descoberta da espécie de ave há 15 anos e coordenador do projeto de proteção, existem aproximadamente 800 exemplares do soldadinho-do-Araripe nas proximidades da cidade de Crato.

“Esses exemplares vivem na Chapada do Araripe, região onde existem cerca de 300 nascentes de água, habitat dessas aves e onde são feitos os ninhos. Entretanto, devido ao mau uso dos recursos hídricos, tais fontes estão sumindo, prejudicando o soldadinho-do-Araripe”, afirma.

Girão complementa que uma em cada quatro aves desta espécie desapareceu da natureza devido ao desmatamento e a canalização das nascentes. “Eles perderam o habitat e sua classificação está no nível criticamente em perigo”, disse.

Exemplar macho de soldadinho-do-Araripe, espécie existente apenas no Ceará e que corre o risco de desaparecer (Foto: Divulgação/Ciro Albano)Exemplar macho de soldadinho-do-Araripe, espécie existente apenas no Ceará e que corre o risco de desaparecer (Foto: Divulgação/Ciro Albano)

Plano
Original de 2006, o plano nacional foi revisado e tenta envolver a sociedade para conservar uma área de 31 km² de Mata Atlântica existente entre as cidades de Crato, Barbalha e Missão Velha. “A criação da unidade de conservação integral preservaria o pássaro e auxiliaria na recuperação de seu habitat”, afirma Girão.

De acordo com Eliana Maria Corbucci, analista ambiental do ICMBio e coordenadora da área de criação das unidades de conservação, processos como o estudo fundiário da região, consulta pública à população e a órgãos federais precisam serão concluídos em um prazo de dois anos. “A partir deste ponto, o documento de criação da UC passará por análise na Casa Civil, onde terá mais um tempo para análise”, disse Eliana.

Para Weber Girão, se as metas programadas não forem cumpridas em cinco anos, o risco de extinção se torna real. “Esse período será decisivo”, disse.

Espécime fêmea de soldadinho-do-Araripe em um ninho, em região preservada no Ceará (Foto: Divulgação/Ciro Albano)Espécime fêmea de soldadinho-do-Araripe em um ninho, em região preservada no Ceará (Foto: Divulgação/Ciro Albano)


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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Para Reflexão - COMPARAÇÕES E TENTATIVA DE HUMILHAÇÃO... - Por: George Macário de Brito



"DAVI TIRANDO ONDA COM GOLIAS"
O reflexo da realidade regional


Este diálogo, no momento, é um dos que servem de consolo para nós cratenses, principalmente, para quem já está cansado de tantas disputas perdidas. Certo dia, um desses "desterrados", que não tem onde viver e nem o que fazer da própria vida, chegou para um cratense, que esperava um transporte de volta, e disse:

- É! O Crato ficou para trás! Não chega nem aos pés de Juazeiro do Norte! Perderam tudo! Estão ficando com o que não nos interessa, só a sobra! O Cariri é o Juazeiro e, por si só, já é o bastante!

O cratense, sem muitos argumentos, apenas comentou:

- O Juazeiro foi, é, e ainda continuará sendo o produto da mente criativa de um cratense! Tão inteligente que se passou por Santo, se fez Santo, é Santo e vocês acreditaram nele, até hoje!

- Respeite Meu Padim! Resmungou o devoto que continuou com a tentativa de humilhação.
- O Crato não possui mais, nem um edifício com mais de quatro andares!

Novamente,"sem querer querendo" a refrega, o cratense responde em cima da bucha:

- Taí! o Senhor está enganado! Possui um maior, mais alto e mais comprido do que os prédios de Juazeiro todos em fila e empilhados, um em cima do outro!

O desafiante ficou meio sem rumo e sem prosa. Coçou a cabeça como quem estava a procura de algo, puxando pela memória ou por outro meio de avivar as recordações visuais, tentando achar a tal edificação no Crato e respondeu:

- Olha meu camarada, isto é mentira sua! No Crato não tem este prédio não Senhor! Quando foi feito? Quem foi o arquiteto? Qual foi o Governo?Qual foi a construtora que construiu um "estrupício" de prédio desse tamanho? E como eu nunca vi ele? Que cor ele é?

Vendo que se tratava de mais um "flutuante", assim como a maior parte do todo, o "roedor de pequi", nascido e criado nestes verdes pés de serra, acostumado a tomar banho de cascata com águas cristalinas, respondeu-lhe, após uma profunda inspiração:

- Olha, meu amigo, já vi que você não conhece o Cariri! Você precisa sair daqui e conhecer melhor o Crato, Barbalha, Missão Velha, Caririaçu, Nova Olinda, Santana do Cariri e os outros municípios que fazem parte desta região. O Cariri não se resume a um só município, por mais rico e forte que ele seja! O que seria do comércio e da indústria de Juazeiro se o povo dos demais municípios decidissem não fazer mais compras aqui? É ilusão sua querer dizer que nós, das outras cidades, é que somos dependentes de Juazeiro! Não é verdade! São vocês que dependem dos outros, inclusive, de mais alguns pequenos do Pernambuco, Piauí, Paraíba e de outros Estados.

E continuou:

- Para que você fique convencido, de uma vez por todas, de que é o Juazeiro que depende dos outros, dos pequenos municípios, dos próximos e dos distantes, depende do Cariri Cearense e até do Cariri Paraibano... Pergunto-lhe: De onde você acha que vem a grande e esmagadora parte destes Romeiros do Padre Cícero, quatro vezes por ano? Já pensou se houvesse deles uma greve de FÉ? Quem perderia com isso?

Com as feições bem apróximadas com as de um "jagunço de 14" - reencarnado - o sujeito, para não perder a pisada, indagou:

- E o tal edifício? Não mude de conversa não! Aquele que você disse que é um "alôpro" de grande! Que é muito mais maior dos que aqueles que a WR já levantou aqui? Conversa fiada rapaz! Não tem não!

- Pois não é que eu já ia me esquecendo da maior obra já construída no Cariri!!! Respondeu o cratense bairrista.

- E qual é esta obra? Perguntou novamente o Romeiro, mais irritado e ainda mais curioso:

- O "edifício" que o Crato tem é Verde! Tão grande e tão alto que faz sombra até no Juazeiro quando o sol se esconde por trás dele! O Bicho é tão elevado que não precisa nem de elevador! Agente sobe nele até de carro! Até faz mudar de temperatura a medida que vai subindo. Lá de cima, dá pra vê o Cariri bem miudinho de tão alto. O Ar condicionado é natural! O "Jardim" é tão grande e tão viçoso que até o Governo, há anos, já tem um pedaço lá e o transformou no primeiro do Brasil. Lá, criamos os animais soltos, até onça tem! Sim! a Construtora responsável pela execução da obra é a maior do mundo, atua em todos os países do Planeta. E o que dizer do arquiteto? Este é magnífico! Ele é perfeito em tudo que faz! Pois, meu amigo, para elaborar um projeto desses, sem passar por licitação, totalmente gratuito e se chegar ao término da obra...Só tendo tido sorte antiga, há milhões de anos, muita sorte e muito merecimento! E, o que é melhor, não somos egoístas como vocês não! Ainda dividimos, em total harmonia, o "condomínio" com Barbalha, Nova Olinda, Araripe, Jardim, parte do Pernambuco, Piauí, abraçando o terreiro de muitos outros lugares. É meu caro, a NATUREZA construiu e DEUS arquitetou a mais bonita obra do Cariri, em todos os tempos, que é a nossa CHAPADA DO ARARIPE. Esta jamais será transportada para cá, nem pelo dinheiro e nem pela politicagem.

Olhá lá ela! Linda e Majestosa! Tenho muito orgulho de ter nascido aos seus pés e aos seus pés morrerei. Mas, antes deste fim, quero viver para ver o Povo do Crato acordar para enxergar tanta beleza!

ACORDA CRATO!!!
George Macário de Brito - Vereador - Artista Plástico - Editor