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Estão paralisados, mas não há desespero,
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"

(Carlos Drummond de Andrade)

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A arrogância como prática política na Prefeitura do Crato? - José do Vale Pinheiro Feitosa

O prefeito Samuel Araripe conquistou dois mandatos com inquestionáveis resultados eleitorais. A linearidade que se tira disso, normalmente, é que se conquistou um segundo mandato de forma consagradora, foi devido a bons resultados no primeiro mandato. Samuel traduz uma tradição familiar de gestores municipais.

Entre esta visão externa, especialmente para quem não mora na cidade, e o que ocorre no interior do processo de gestão da municipalidade, no entanto, transparece algumas nuances que parece traduzir algo mais. Há um tom arrogante, um tanto ameaçador a emanar-se das orientações políticas da prefeitura e em direção aos seus cidadãos.

Não é incomum uma reação exagerada, como se fosse um ataque pessoal, toda e qualquer crítica que algum eleitor faça sobre uma praça, uma iluminação pública ou sobre um lixo na esquina. Mesmo que se considere que a defesa exagerada e ameaçadora venha por textos assinados, nunca vêm de modo espontâneo, sempre há uma fonte de alimentação dentro da gestão municipal.

O quê Joaquim Pinheiro Bezerra de Meneses afirma ter ocorrido com a mãe dele nas dependências da SAAEC está exatamente nesta espécie de horror ao público e ao eleitor. É preciso que a sociedade saiba que ela não foi vítima apenas das grosserias de um funcionário destemperado e sem educação civil: ela foi vítima de uma política agressiva para salvar uma empresa municipal de água e esgotos em difícil situação financeira. Uma política que tem o consumidor de seus serviços como inimigo. Almina Arraes de Alencar Pinheiro foi a vítima emblemática desta política de facadas fenomenais no bolso do consumidor. Ela e todos os munícipes são os inimigos.

Fica evidente pelo relato de Joaquim que o funcionário visava isso mesmo: “tia avó de Governador”, “se mude para Pernambuco”, “vai pagar sim”....Ora se Almina Arraes pagar o que Dr. Procópio quer não é de se imaginar que a partir daí todos estarão sobre o poder de cobrança do que a SAAEC achar por bem cobrar. Sem argumento, sem novas medições técnicas e sem orientação ao público consumidor para uma melhor gestão destes recursos tão preciosos para a vida de todos.

Em minha opinião Samuel Araripe, no cargo legítimo de primeiro mandatário da cidade, tem o dever e a obrigação de zelar pelos serviços e claro pela saúde financeira da empresa municipal de água e esgoto. Isso todos compreendem e aplaudem. Mas infelizmente a prática revelada por Joaquim não é diferente daquela que mandou Pedro Esmeraldo catar 250 crianças para reabrir uma escola pública. É a mesma prática arrogante, travestida de uma aparente lógica de gestão equilibrada da coisa pública.

As empresas municipais, quase todas foram criadas ainda nos anos 60 e 70 pela extinta Fundação SESP e depois Fundação Nacional  de Saúde. Era uma política pública de saúde como modo de salvar vidas e dar qualidade às pessoas. Hoje a lógica financeira sobrepõe-se à finalidade da água de boa qualidade para todos e por isso o cidadão se torna o inimigo a ser cobrado, esfolado e responsável pela recuperação financeira a qualquer preço.

O caso de Almina Arraes de Alencar Pinheiro é esse mesmo e a sociedade do Crato tem de examinar se de fato quer que a condução ocorra deste modo.

3 comentários:

Socorro Moreira disse...

O nosso apreço por Dona Almina !

José do Vale Pinheiro Feitosa disse...

Fora alguns erros de concordância gostaria de recompor o nome da instituição responsável atualmente pela política nacional de oferta de água limpa na comunidades menores: Fundação Nacional de Saúde e não Municipal como escrevi.

Liduina Belchior disse...

José do Vale,

Conte com o meu repúdio ao ocorrido.


Abraços: Liduina.