Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A uma mestra com carinho – Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Tenho muito carinho e gratidão por uma grande professora que o Crato já teve. É a saudosa professora dona Lurdinha Esmeraldo. Ela dedicou toda a sua vida ao magistério. Lembro-me muito bem do amor que ela tinha pelos alunos, sempre com o objetivo de formá-los para a vida. Por ser solteira tinha todo um carinho filial com seus alunos. Fui sua aluna de Francês e Religião. Ela era muito competente em tudo que ensinava. A bondade e o amor transpareciam nos seus gestos. A sua fé em Deus e o seguimento de Jesus eram demonstrados na sua animação ao falar de Jesus para os alunos e através do seu testemunho de vida. O comportamento dela fazia com que entendêssemos que o seu objetivo era nos levar para o caminho do bem. O bom professor, além de dar a instrução aos alunos, proporciona a educação como um todo. Dona Lurdinha era assim, cuidava da instrução e da alma, educando também para a vida, através do seu testemunho, da sua bondade e da vocação parar ajudar aos jovens. Pessoa de grande espiritualidade, vivência cristã e testemunho de fé. Freqüentadora diária da igreja e participante da Eucaristia. Lembro sempre dessa querida professora quando leio um trecho do Evangelho de Mateus: “Vocês são o sal da terra. Ora, se o sal perde o gosto, com que poderemos salgá-lo? Não serve só para ser jogado fora e pisado pelos homens. Vocês são a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma vasilha, e sim para colocá-la no candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. Assim também: que a luz de vocês brilhe diante dos homens, para que eles vejam as boas obras que vocês fazem, e louvem o Pai de vocês que está no céu.” (Mt 5, 13-16)

Fomos feitos para brilhar. Devemos acreditar na luz de Deus em nós, pois agindo com justiça e retidão, estaremos manifestando a beleza de Deus. Ser sal da terra é dar sabor as coisas e livrar o mundo da podridão dos costumes e da corrupção. Os discípulos de Jesus precisam dar testemunho de suas obras. A querida dona Lurdinha como seguidora de Jesus, irradiava a luz para os outros e principalmente para os seus alunos. Sabia que não devemos esconder a luz de Deus que brilha em nós, pois para sermos discípulos de Jesus, devemos nos comprometer com a construção do Reino de Deus. Essa professora a quem rendo a minha homenagem era comprometida com esse Reino e, transbordava através do seu grande coração o amor de Deus para seus alunos e para todos que a conheciam. Através dela, aproveito para homenagear todos os meus professores e professoras.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

3 comentários:

Claude Bloc disse...

Magali,

Creio que quase todos de nossa geração passaram pelas mãos de Dona Lurdinha: seja como alunos/as de Francês ou de Religião.

Lembrá-la é saudá-la, é homenageá-la pelo seu devido valor e pelo bem que ela semeou e proporcionou à juventude cratense que passou pelas suas mãos generosas.

Você nos proporcionou um bom momento de relembranças, Magali. Foi muito agradável ler você e lembrar de Dona Lurdinha.

Abraço,

Claude

Magali de Figueiredo Esmeraldo disse...

Obrigada Claude, por ter lido e comentado o meu texto. Tenho grande admiração por dona Lurdinha. Era uma pessoa muito bondosa e pura. Você tem razão, todos da nossa geração passaram pelas mãos dela.

Um grande abraço.

Magali

Carlos Eduardo Esmeraldo disse...

Devo à saudosa tia Lurdinha, uma das minhas tias mais querida, a minha primeira viagem à Fortaleza. Viria com o primo Huberto Cabral, que de última hora não pode mais vir. O motivo era um jogo da Seleção Carioca de Futebol contra a Seleção Cearense. E os campeões do mundo viriam. Minha mãe queria que eu viesse sozinho. Quando tia Lurdinha me viu decepcionado e discutindo com minha mãe que viria de qualquer forma, depressa ela conseguiu companhia e uma carona com a mulher e os filhos de Tomé Cabral. Vim portanto, muito bem acompanhado, tendo ficado em casa deles até depois do jogo, ao qual assisti na companhia do Marcio, Pulinho e Rômulo, filhos do distinto casal, cuja casa na Av. do Imperador possui um anexo, somente para hospedagem dos parentes e amigos do Crato.