Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

COMPOSITORES DO BRASIL


"Pra escrever uma boa letra de samba,
a gente tem que ser,
em primeiro lugar, anarfabeto".


ADORINAN BARBOSA

Por Zé Nilton

Diz-se que Adorinan Barbosa é o heterônimo do cantor, compositor, humorista e ator João Rubinato. O homem é descendente de italianos, daí essa capacidade para viver o cômico e o trágico tanto na música como na vida artística.

Criou todos esses personagens no bairro do Bixiga e não no de Jaçanã como diz na música Trem das Onze. Por ali e suas imediações ele descreveu histórias dos pobres, dos desvalidos, dos boêmios, dos arruaceiros, dos trabalhadores sem valor, tirando sarro de tudo e de todos. Deu-lhes voz e vez porque os registrou no que há de melhor na Música Popular Brasileira – o samba (paulista).

O ouvido de Adorinan Barbosa foi privilegiado. Captou os sons audíveis e inaudíveis das falas e das músicas do povo. Matéria prima de sua criação artística e musical. Na música, ou melhor, no samba, música do povo, brincou com o ritmo e com as palavras. Caiu no gosto da plebe. E quando os ilustrados viram que era bom, adoraram e adotaram Adorinan, e São Paulo nunca mais parou de ser a referência de um samba genuíno, de raiz e bonito.

Aliás, quando ouço ou leio “S.Paulo, túmulo do samba”, rogo à Santa Cecília –Mãe, perdoai porque eles não sabem o que dizem...E lanço meus ouvidos para a música de Adorinan, num ato de desagravo.

Conheci Adorinan primeiro em filmes, nos de Mazzaropi. Sessão dominical das 13 horas, Cine Cassino. Tudo muito normal – o calor e o filme em preto e branco. Lembro-me de “Candinho”, “A Carrocinha” e um de cangaceiros.

Sou vidrado na voz de Adorinan Barbosa. Voz de taboca, diria meu pai. Esta voz gaga e rouca entra no ritmo e no compasso de suas músicas e lhes conferem identidade. Nunca o ouvi interpretando músicas de outros compositores. Daria certo?

Cem anos de Adorinan, nesse dia 02 de agosto. Na verdade, idade em dois nos antecipada para garantir os benefícios da C.L.T. Aqui me lembrei de outra voz rouca: Nelson Cavaquinho, antecipação de idade para servir ao Exército.

Assim como você, falaria muito de Adorinan porque ouvi e ouço muito suas músicas. Vamos ficar por aqui deixando um convite para saborear algumas de suas obras-primas amanhã no Compositores do Brasil.

Na sequencia:

UM SAMBA NO BEXIGA, com Demônios da Garoa
ABRIGO DE VAGABUNDO, com Adorinan Barbosa
BOM DIA, TRISTEZA, de Adorinan Barbosa e Tom Jobim, com Maysa
CONSELHO DE MULHER, (porgressio), de Adorina Barbosa e Oswaldo Moles, com Demônios da Garoa
TORRESMO A MILANEZA, de Adorinan Barbosa e Carlinhos Vergueiros, com Adorinan Barbosa, Clementina de Jesus e Carlinhos Vergueiros
TIRO AO ALVARO, de Adorinan Barbosa e Oswaldo Moles, com Adorinan Barbosa e Elis Regina
PROVA DE CARINHO, de Adorinan Barbosa e Hervê Cordovil com Demônios da Garoa
DESPEJO NA FAVELA, com Adorinan Barbosa e Gonzaguinha
AS MARIPOSAS, com Demônios da Garoa
TREM DAS ONZE, com Demônios da Garoa
SAMBA DO ARNESTO, de Adorina Barbosa e Alocin com Demônios da Garoa
SAUDOSA MALOCA, com Demônios da Garoa
TRISTE MARGARIDA, com Adoniran Barbosa.

Quem ouvir verá!

Programa Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri – 1020
Todas as quintas-feiras, de 14 as 15 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Retransmissão: www.cratinho.blogspot.com



FELICIDADES

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a todos os que compõem o CARIRICATURAS.

Verdades...



"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós."

("Antoine de Saint-Exupery")

Crônica de Rachel de Queiroz


Talvez o último desejo

Pergunta-me com muita seriedade uma moça jornalista qual é o meu maior desejo para o ano de 1950. E a resposta natural é dizer-lhe que desejo muita paz, prosperidade pública e particular para todos, saúde e dinheiro aqui em casa. Que mais há para dizer?

Mas a verdade, a verdade verdadeira que eu falar não posso, aquilo que representa o real desejo do meu coração, seria abrir os braços para o mundo, olhar para ele bem de frente e lhe dizer na cara: Te dana!

Sim te dana, mundo velho. Ao planeta com todos os seus homens e bichos, ao continente, ao país, ao Estado, à cidade, à população, aos parentes, amigos e conhecidos: danem-se! Danem-se que eu não ligo, vou pra longe me esquecer de tudo, vou a Pasárgada ou a qualquer outro lugar, vou-me embora, mudo de nome e paradeiro, quero ver quem é que me acha.

Isso que eu queria. Chegar junto do homem que eu amo e dizer para ele: Te dana, meu bem! Dora em vante pode fazer o que entender, pode ir, pode voltar, pode pagar dançarinas, pode fazer serenatas, rolar de borco pelas calçadas, pode jogar futebol, entrar na linha de Quimbanda, pode amar e desamar, pode tudo, que eu não ligo!

Chegar junto ao respeitável público e comunicar-lhe: Danai-vos, respeitável público. Acabou-se a adulação, não me importo mais com as vossas reações, do que gostais e do que não gostais; nutro a maior indiferença pelos vossos apupos e os vossos aplausos e sou incapaz de estirar um dedo para acariciar os vossos sentimentos. Ide baixar noutro centro, respeitável público, e não amoleis o escriba que de vós se libertou!

Chegar junto da pátria e dizer o mesmo: o doce, o suavíssimo, o libérrimo te dana. Que me importo contigo, pátria? Que cresças ou aumentes, que sofras de inundação ou de seca, que vendas café ou compres ervilhas de lata, que simules eleições ou engulas golpes? Elege quem tu quiseres, o voto é teu, o lombo é teu. Queres de novo a espora e o chicote do peão gordo que se fez teu ginete? Ou queres o manhoso mineiro ou o paulista de olho fundo? Escolhe à vontade - que me importa o comandante se o navio não é meu? A casa é tua, serve-te, pátria, que pátria não tenho mais.

Dizer te dana ao dinheiro, ao bom nome, ao respeito, à amizade e ao amor. Desprezar parentela, irmãos, tios, primos e cunhados, desprezar o sangue e os laços afins, me sentir como filho de oco de pau, sem compromissos nem afetos.

Me deitar numa rede branca armada debaixo da jaqueira, ficar balançando devagar para espantar o calor, roer castanha de caju confeitada sem receio de engordar, e ouvir na vitrolinha portátil todos os discos de Noel Rosa, com Araci e Marília Batista. Depois abrir sobre o rosto o último romance policial de Agatha Christie e dormir docemente ao mormaço.

*

Mas não faço. Queria tanto, mas não faço. O inquieto coração que ama e se assusta e se acha responsável pelo céu e pela terra, o insolente coração não deixa. De que serve, pois, aspirar à liberdade? O miserável coração nasceu cativo e só no cativeiro pode viver. O que ele deseja é mesmo servidão e intranqüilidade: quer reverenciar, quer ajudar, quer vigiar, quer se romper todo. Tem que espreitar os desejos do amado, e lhe fazer as quatro vontades, e atormentá-lo com cuidados e bendizer os seus caprichos; e dessa submissão e cegueira tira a sua única felicidade.

Tem que cuidar do mundo e vigiar o mundo, e gritar os seus brados de alarme que ninguém escuta e chorar com antecedência as desgraças previsíveis e carpir junto com os demais as desgraças acontecidas; não que o mundo lhe agradeça nem saiba sequer que esse estúpido coração existe. Mas essa é a outra servidão do amor em que ele se compraz - o misterioso sentimento de fraternidade que não acha nenhuma China demasiado longe, nenhum negro demasiado negro, nenhum ente demasiado estranho para o seu lado sentir e gemer e se saber seu irmão.

E tem o pai morto e a mãe viva, tão poderosos ambos, cada um na sua solidão estranha, tão longe dos nossos braços.

E tem a pátria que é coisa que ninguém explica, e tem o Ceará, valha-me Nossa Senhora, tem o velho pedaço de chão sertanejo que é meu, pois meu pai o deixou para mim como o seu pai já lho deixara e várias gerações antes de nós, passaram assim de pai a filho.

E tem a casa feita pela nossa mão, toda caiada de branco e com janelas azuis, tem os cachorros e as roseiras.

E tem o sangue que é mais grosso que a água e ata laços que ninguém desata, e não adianta pensar nem dizer que o sangue não importa, porque importa mesmo. E tem os amigos que são os irmãos adotivos, tão amados uns quanto os outros.

E tem o respeitável público que há vinte anos nos atura e lê, e em geral entende e aceita, e escreve e pede providências e colabora no que pode. E tem que se ganhar o dinheiro, e tem que se pagar imposto para possuir a terra e a casa e os bichos e as plantas; e tem que se cumprir os horários, e aceitar o trabalho, e cuidar da comida e da cama. E há que se ter medo dos soldados, e respeito pela autoridade, e paciência em dia de eleição. Há que ter coragem para continuar vivendo, tem que se pensar no dia de amanhã, embora uma coisa obscura nos diga teimosamente lá dentro que o dia de amanhã, se a gente o deixasse em paz, se cuidaria sozinho, tal como o de ontem se cuidou.

E assim, em vez da bela liberdade, da solidão e da música, a triste alma tem mesmo é que se debater nos cuidados, vigiar e amar, e acompanhar medrosa e impotente a loucura geral, o suicídio geral. E adular o público e os amigos e mentir sempre que for preciso e jamais se dedicar a si própria e aos seus desejos secretos.

Prisão de sete portas, cada uma com sete fechaduras, trancadas com sete chaves, por que lutar contra as tuas grades?

O único desabafo é descobrir o mísero coração dentro do peito, sacudi-lo um pouco e botar na boca toda a amargura do cativeiro sem remédio, antes de o apostrofar: Te dana, coração, te dana!


Texto extraído do livro:
Um alpendre, uma rede, um açude - 100 crônicas escolhidas. Rachel de Queiroz. Editora Siciliano. São Paulo. 1993 p. 101-103.


Por Everardo Norões


Uma anotação sobre tradução

Falhas de tradução podem levar facilmente a equívocos de interpretação. Exemplo: uma tradução do ensaio O narrador, de Walter Benjamin (Obras escolhidas. Magia e técnica, arte e política. Ed. Brasiliense, tradução de Sergio Paulo Rouanet).
Certas passagens dessa tradução brasileira são quase incompreensíveis. No início do capítulo XVII do ensaio está escrito:“Poucos pensadores tiveram uma afinidade tão profunda pelo espírito do conto de fadas como Leskov”. (p. 216) Não conheço a língua alemã, mas o texto francês, traduzido e revisado pelo próprio Benjamin (Écrits français. Gallimard) diz assim: “Poucos narradores parecem tão profundamente impregnados do espírito dos contos quanto Leskov” (*). Trata-se apenas de uma frase, ou de uma palavra, mas ela muda completamente o sentido do ensaio. Benjamin não poderia se referir a “conto de fadas”, pois não são contos de fadas aqueles veiculados no passado pelos artesãos, comerciantes ou marinheiros, arquétipos de que trata O narrador. O próprio texto da tradução se contradiz, quando se refere a ‘conto de fadas’ numa página e, logo em seguida, faz referência a personagens como “o tolo”, “o inteligente”, “o caçula” etc.
Em outra passagem ( p. 201) do mesmo ensaio, lê-se: “Na riqueza dessa vida e na descrição dessa riqueza, o romance anuncia a profunda perplexidade de quem vive”. Na tradução (insistimos, feita pelo próprio Benjamin), a palavra correta não é perplexidade, mas abulia, que significa falta de vontade, de ânimo para se tomar decisão, o que é bem diferente de perplexidade.
Para um autor como Walter Benjamin, (este seu ensaio é intensamente analisado nas universidades), filósofo para quem cada palavra pode encerrar um conceito, cada pequena observação um pensamento original, a tradução imperfeita é susceptível de comprometer a formulação de uma teoria ou de tornar incompreensível aquilo que ele conseguiu expressar com o máximo de clareza.
(*) Peu de narrateurs paraissent aussi profondément imprégnés de l'esprit des contes que Leskov.(p. 291)
 por Everardo Norões

Prestação de contas dos livros "Cariricaturas em verso e prosa"

Dos mil livros editados, como foi prometido, 640 serão distribuídos entre os autorers.

-105 foram usados , como parte do ingresso ( 1 livro por mesa).

*Como cortesia, em reciprocidades de apoios:
10 p/Elmano Rodrigues (brindes em livros)
35 para Emerson Monteiro (publicidade)
20 p/Edilma Saraiva ( mtl de apoio à festa)
20 p/Pachelly (foto da capa)
10 p/Heládio ( compra antecipada , patrocinando um dos escritores)
15 p/Claude Bloc ( brinde das " caretinhas e vídeos)
10 p/Sônia Jamacaru e Marcos Jamacaru ( decoração da festa com bolas)
10 p/  a biblioteca do Sesc de Juazeiro do Norte 

115 serão vendidos para cobrir as despesas com o evento, (descontadas  as  comissões dos vendedores), sendo 95 do Cariricaturas e 20  "Poeiras na réstia" , doados pelo escritor Everardo Norões .
* Everardo nos presenteou com 50 dos seus livros:
10 foram vendidos  no dia do lançamento  p/cobertura imediata de despesas;
20 foram usados como publicidade, e distribuídos entre os formadores de opinião.


(Os livros acima referidos, encontram-se à venda ,  nos principais pontos de vendas da cidade)

O Cariricaturas possui um saldo de 30 livros, que coloco à disposição de todos .


Informamos , para nossa tranquilidade, que todas as despesas contraídas com terceiros foram prontamente quitadas : gráfica, papelaria, Músicos, aluguel do Clube , coquetel, embalagens,aluguel de mesas e cadeiras, prestação de serviços, etc.

Missão cumprida !

O Cariricaturas agradece o apoio , compreensão e participação de todos !

No próximo ano tem mais !

VOCÊ AINDA ACREDITA EM VEREADOR? – Por Pedro Esmeraldo

Com muita tristeza lamentamos a situação política de alguns vereadores cratenses: entreguistas, venais, indecisos e que não se comportam com discrição. São obtusos, não olham para frente, não tomam decisões para enfrentar os problemas. Não são resolutos, mas arredios e incompetentes.

Ultimamente, alguns deles dançam na maré mansa, aceitando a influência de abutres, e dormem facilmente entregando os pontos com habilidade.

Isto nem é bom falar porque poderemos cair na desanimação e permanecer numa ansiedade. Vimos o Crato esquecido sem comando e, pasmem!, senhores: a cidade está cada vez mais desorganizada pelos provocadores inimigos.

Por isso queremos lembrar aos nobres vereadores que não querem ter amor ao Crato e consideramos, como a maior autoridade legislativa, que não deixem o Crato cair no esquecimento. Dêem valor à prata de casa , visto que a cidade está amargurada devido a falta de amor dos políticos que entregam o Crato aos seus inimigos.

Não é de bom alvitre que todas as curvas do indiferentismo sejam provenientes desses representantes do povo. Pedindo que através do trabalho saiam da dificuldade e desempenhem bons papéis, aliando-se a pessoas honestas que tenham amor ao Crato.

Vejam bem, agora talvez não seja preciso explicar, pois temos plena convicção que o Crato sofre devido às mazelas provocadas por esses políticos inoportunos e que se vendem por qualquer preço desprezando o progresso da cidade.

Senhores, lembrem dos anos passados, quando que o Crato perdeu, na calada da noite, o Campus da UFC devido à fragilidade desses políticos. Se não têm coragem de trabalhar, afastem-se da política e entreguem o Crato a quem queira trabalhar.

Agora mesmo, deparamos com a queda SESI, em tempo passado, a mola mestra do lazer para os trabalhadores cratenses. Devido à fraqueza e á incompetência dos péssimos administradores, a cidade não evoluiu e agora estamos apreensivos, olhando para o céu e pedindo a Deus que nos afastem de nós os homens preguiçosos

Obs: Dizem que a dor ensina a gemer. Parece que esses políticos já estão sentindo a dor do desespero e da discórdia popular, já que estão querendo se movimentar em defesa da cidade.

Crato- CE, 03 de agosto de 2010

Esses nossos magistrados...

Coincidentemente, dois juízes encontram-se no estacionamento de um motel e, constrangidos, reparam que cada um estava com a mulher um do outro. Após alguns instantes silentes e de 'saia justa', mas mantendo a compostura própria de magistrados, em tom solene e respeitoso um diz ao outro:
- Nobre colega, inobstante este fortuito imprevisível, sugiro que desconsideremos o ocorrido, crendo eu que o CORRETO seria que a minha mulher venha comigo, no meu carro, e a sua mulher volte com Vossa Excelência no seu.
Ao que o outro respondeu:
-Concordo plenamente, nobre colega, que isso seria o CORRETO, sim... no entanto, não seria JUSTO, levando-se em consideração que vocês estão saindo e nós estamos entrando.Portanto... boa viagem com essa “piranha”.

Autor: desconhecido
Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

Passante - por Ana Cecília S.Bastos

por vezes quedo-me hirta
imitando os passantes

a chuva chove a si mesma e eu
desespero-me de ser
Cacá Araújo:
CONVITE
REUNIÃO DA 2ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE 2010



SÁBADO, DIA 7 DE AGOSTO DE 2010, 15 HORAS
LOCAL: TEATRO RACHEL DE QUEIROZ - CRATO-CE
Informações: Cacá Araújo - (88) 8801.0897 / (88) 9960.4466 / (88) 3523.7430
cacaraujo66@yahoo.com.br / cariridasartes@yahoo.com.br

CONFIRME SUA PARTICIPAÇÃO!

Almina Arraes, Alencar, Pinheiro - por José do Vale Pinheiro Feitosa


Todos sabemos das dificuldades de falarmos dos nossos. Ou de quem somos. A cultura do anti-nepotismo nos inibe e ficamos ansiosos que outros façam para que por efeito adverso as nossas declarações não se reduzam à obviedade. Eis o motivo de ter ficado muito satisfeito com uma postagem que a Socorro Moreira fez de uma das minhas mães.

Não é figura de linguagem e ou metáfora. Por circunstância como me dei por gente tive alguns pais e mais de uma mãe. De uma delas falou a Socorro e por zelo, me resguardei. Uma mãe no sentido de gerar pessoas e muitos não sabem, no afã de vangloriar a alma como o oposto, ainda não entenderam que “matéria” se origina da mesma raiz da palavra mãe – mater.

Mas hoje um irmão, da mesma mãe, alertou-me para o acorde. Qualquer deles em tom maior. E como é fácil achar esta mãe na ordem do alfabeto: ALMINA. Almina que tem Alencar, Arraes e Pinheiro num só verso. Das irmãs desta mãe tive duas tias Aldinha e Anilda e uma outra um pouco mais assim com uma mistura de fortes ligações em que só os irmãos se conhecem: Laís. Um dia este mesmo irmão deu-me o alerta que ela estaria aqui no Rio precisando ajuda: cumpri o alerta. Acompanhei cada passo dela em curso do que vamos, deste o momento em que leu no meu rosto e comentou: estou mal ele não conseguiu esconder no rosto.

Maria Alice era parte, mãe do Alfredo e da Maria José e se acrescentarmos Dr. Alfredinho já disse tudo. Violeta eu posso falar muito e vou logo parando por aqui, pois esta era amiga mesmo. No sentido real das amizades que junta deste os primeiros minutos quando ela nasceu e vai continuar até os meus últimos minutos. Mas Almina, que é um múltiplo de César, Edite, Joaquim, Zé, Amélia, Tonho e Bida. Aliás, é um coletivo, pois no metabolismo desta mãe tem a política, a justiça social e a capacidade de pronunciar a palavra nos conflitos quando muitos evitam.

Não posso compreender a vida sem esta mulher que pinta, mobiliza e navega na internet feito estes jovens twitados. Tem a apostilha que meio mundo quer. Mas tem a pintura, quando ela mostrou-me pela primeira vez, não era apenas a ilusão da perspectiva e nem das luzes pelo contraste de cores. Havia na pintura uma espécie de arquétipo, que a minha mente entendia não como uma casa determinada, mas como a “casa em si”. Isso não é pouco: uma das grandes questões da pintura é exatamente este achado, mesmo quando se decompõe em estéticas tão distintas. Aliás, o cubismo, que é esdrúxulo para a estrutura neoclássica, também só era efetivamente achado quando atingia esta região arquetípica da mente.

Como existe certa singularidade entre mãe e filhos, o que mais me anima neste momento, é compreender Almina como um ser independente e construindo a parte que lhe cabe neste mundo. Como um ser para ser admirado e respeitado além da sua natureza de mãe.

 por José do Vale Pinheiro Feitosa 
em 03.08.2009

Para Dona Almina Arrais
- Claude Bloc -

Apareço aqui hoje com um pouco de atraso porque cheguei a Fortaleza no final da tarde depois de uma deliciosa (embora cansativa) estadia em Crato. Me perdoe, Dona Almina, pela homenagem tardia, mas meu coração preferiria que eu tivesse ido dar-lhe meu abraço pessoalmente.


Eu sei quem és,
És mulher forte,
De Sul a Norte é teu o abraço
Que eu envio
Antes em ti essa grandeza
Essa ousadia da alma
Pois que
És água certa
És mãe
És bênção
És sal da terra.

***

Sempre elogiamos pessoas que por um feito qualquer se tornam verdadeiras referências, pessoas a quem admiramos e cujo comportamento gostaríamos de imitar. Muitas vezes procuramos esses exemplos longe de nós. Achamos que só aconteceram coisas e pessoas exemplares em tempos passados, pessoas que se constituíram em heroísmo histórico. Mas, se olharmos com mais persistência à nossa volta poderemos perceber que todos os dias, bem ao nosso lado, pessoas comuns como nós, fazem coisas que as tornam especiais.

Hoje é o dia de Dona Almina e venho falar dessa pessoa a quem muito admiro e que tem pelo seu exemplo de vida , sido uma pessoa muito especial para muita gente. Uma mulher meiga e suave que imprime carinho e confiança para quem dela se aproxima, para quem com ela convive ou simplesmente se acerca de sua casa para momentos de tranqüila alegria.

Tenho que hoje mostrar-lhe o quanto suas palavras me fazem e fizeram refletir sobre minha própria vida porque foi com ela que aprendi a não abandonar os sonhos.

Confesso que a admiro, pois mesmo em seus momentos de cansaço ela os ultrapassa e se ultrapassa , fazendo na verdade a grande diferença.

Dona Almina é para mim uma heroína dos tempos modernos , que luta pelos seus e sobretudo pelos direitos dos outros.

Portanto só posso dizer que, na verdade, fico orgulhosa por poder usufruir do seu olhar materno, de sua força e da determinação que lhe é peculiar e que nos mostra em cada empreitada. Pelo seu dia Dona Almina meu abraço estreito e emocionado.

Que Deus a proteja e nos abençoe.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Johnny Mathis


Nascido em Gilmer, Texas, no dia 30 de Setembro de 1935. Viveu boa parte da sua infância em São Francisco, Califórnia. Mathis começou a cantar publicamente na escola e em eventos da igreja, o pai rapidamente comprovou o talento do filho e providenciou escolas de canto. O pai de Mathis contratou um professor de voz quando ele tinha aproximadamente treze anos. Ele permanece um dos poucos cantores populares que receberam ajuda profissional para cantar e o treino incluiu ópera. Ele também era um talentoso atleta, ganhou quatro cartas atléticas na escola secundária e uma bolsa de estudos para atletas na Faculdade Estadual de São Francisco. Mathis também permaneceu boa parte da sua vida esportiva em São Francisco. Na própria faculdade ele quebrou o recorde mundial de salto alto do basquetebol (o registro mais alto foi de Bill Russell, saltando 1,96 metros). Na ocasião só quatro atletas Olímpicos tinham conseguido alcançar esta altura. Enquanto treinava para se tornar um professor, ele estava mostrando o seu talento a um concerto e assinou através dos Registros de Columbia.

A decisão mais difícil dele estava decidindo se ir para as provas Olímpicas para as quais ele tinha sido convidado, ou manter um compromisso para fazer as primeiras gravações dele que foram definidas em 1956. Enquanto Mathis optou para uma carreira artística, ele nunca perdeu completamente o entusiasmo dele por jogos esportivos. Um golfista ávido que completou num mínimo de cinco buracos em uma chance também foi anfitrião de vários torneios em nome dele nos EUA e no Reino Unido.

Embora freqüentemente descreva-se como um cantor romântico, a Discografia dele inclui um vasto número de estilos: jazz, estouro tradicional, brasileiro e música espanhola, soul/R&B, soft rock, e Broadway/Tin e outros padrões. Ele desfrutou um pouco de visibilidade cinemática cedo quando ele cantou um dos primeiros sucessos dele, "Não é para eu dizer", no filme, Lizzie no qual ele também teve um papel suplente pequeno. Mathis também permanece altamente sinônimo com música de feriado, depois de ter registrado seis álbuns de Natal. Ele registrou mais de 130 álbuns e vendeu mais de 200 milhões de álbuns e participou de jogos em todo o mundo. Ele tem a distinção de ter a permanência mais longa de qualquer artista de gravação no Registro de Columbia, depois de ter estado com o rótulo de 1956 a 1963 e de 1968 para o presente. Ele é um de só alguns artista de gravação cuja carreira atravessou seis décadas.

Algumas das canções de grande sucesso incluem "Evie", "My love for you","Mariah"(trilha sonora de West side story),"Chances are", "It´s not for me to say", "Wonderful! Wonderful!", "The twelfth of never", "Wild is the wind", "Mundo "Divino", "Misty", "Pequeno", "A certain smile, "Gina", "O que vai minha Mary Say", "Em um Dia Claro (Você Sempre pode Ver)", "Eu estou na Casa ao Lado", "Quando uma Criança Nasce, "Ido, Ido, Ido", "Muito, muito Pequeno, muito Tarde" (com Deniece Williams), "A Última Vez eu Sentia Assim" (com Jane Olivor), e "Amigos apaixonado" (com Dionne Warwick).

Mathis teve muito mais sucesso como um artista de álbuns. Os álbuns dele alcançaram sucesso em parte devido à reputação dele como um acompanhamento para sexo. Alguns dos álbuns célebres dele incluem "Divino", "Fielmente", "Fogo Aberto", "Dois Violões", "Esquenta", "Balance Suavemente", o "Humor de Johnny", e "Eu lhe Comprarei uma Estrela."

Mathis continua executando e registrando regularmente os seus álbuns e o mais recente álbum dele é o "Isto não é Romântico": o Álbum de Padrões, foi recebido entusiasticamente por críticos.

wikipédia

Para Maria Edite

Confiram !

Zélia , minha irmã, sempre acha  os melhores filmes, e indica. Desta feita, emprestou-me "Simplesmente Complicado", e eu adorei !
Protagonizado por Meryl Streep, Steve Martin e Alec Baldwin . Um triângulo amoroso sem dores !

Para uma noite feliz !

Louis Armstrong



Louis Daniel Armstrong (Nova Orleans, 4 de agosto de 1901 — Nova Iorque, 6 de julho de 1971), é considerado "a personificação do jazz". Louis Armstrong é famoso tanto como cantor quanto como solista, com seu trompete.

Sarau, na casa de Dona Almina.

Nico da Rabeca , iniciou sua apresentação , tocando Fascinação !
A casa estava perfumada de flores.
Leila no bandolim , nos encantou com um repertório de valsas e chorinhos.
Maria Alice no colo da avó e perto do Sr. Pierre. Mas isso foi só por um momento. A menina , como diz Nicodemos, é do ramo ! Ficou ligada na música , e não se fez de rogada , quando foi solicitada para cantar. Vozinha entoada, de quem promete vida musical intensa ... Já é uma solista , e o talento para o canto não se avizinha... É nato !
Mesa perigosíssima para os diabéticos !
E Joaquim ainda oferece uma bicadinha de um destilado, guardado pelo pai, há mais de 60 anos.
Uma festa familiar. Dona Almina e filhos. A gente deu uma passadinha para abraçá-la, e fomos ficando , pelo prazer de uma convivência feliz !


Descobri que quando sinto não falo
Fico com um riso de abestada
quando o caso é de felicidade !

O recanto de Dona Almina é mágico
Tem no jardim duendes e fadas
que espantam todos os males
deixando alegria nos ares
e paz, no coração de quem o visita.

Neste momento amoroso
voltei pra casa com um pedaço do bolo
e a vida mais doce , com a certeza da amizade.!

Partilho com todos , uma noite feliz !

O livro do Cariricaturas para quem ainda não viu : capa e contra capa !

ALDEIA (um pequeno lugarejo proximo a Recife) por Teresa Peretti

Refúgio.
Simplicidade.
Convivência.
Espaço pequenino, aconchegante.
Ocupado por lembranças, costumes e gestos.
Entre as folhagens e flores,
os minúsculos beija flores cumprem o seu ritual.
Entre pequenos arvoredos, o saltitar dos sagüins alegram a natureza.
Entre o silêncio da noite, épocas de madrugadas frias, o canto irritante e constante dos grilos protege a escuridão.
Entre o amanhecer, os seus raios incandescentes despertam a passarada que, na sua inquietude, cantarola e pula entre os galhos verdes, festejando um novo dia.
Entre a tradição da festa junina, o São João é celebrado ao meio do borbulhar da água das chuvas freqüentes nesse período. A fogueira imponente, com suas chamas ardentes, vence os obstáculos da própria natureza, assegurando, ao santo homenageado, as tradicionais manifestações, embaladas pelas vibrações do som das poesias nordestinas, cantadas em versos, que partem da “Sala de Reboco”. Lá, uma foto grande do nosso rei do baião. Outro quadro em que, Marcos (meu companheiro irmão) retrata, através da música “Numa Sala de Reboco”, a cena de um matuto que, embalado pelos seus sentimentos, carrega, em seu alforje, o amor por aquela menina.
Uma casa.
Pequena, de coração grande, com portão, portas e janelas vermelhas – cor de sua preferência, exalta a coragem, a firmeza e a personalidade forte de um homem do campo que não se deixava vencer pelo cansaço. Embora carinhosamente chamada de Mocambo por algumas pessoas que fazem parte de seu cenário, sua legítima identificação é “RECANTO VOVÔ GERALDO”, nome esse que surgiu entre a ternura e os sentimentos ingênuos de uma criança que perdera o seu avô.
Nesse recanto, pela sua essência, não há hospedaria, mas, sim, abrigo.
Abrigo que se expressa com ternura, amor e prazer na acolhida de seus familiares, amigos e daqueles que ali chegam e entram no círculo da amizade.
É esse o meu recanto, de recordações, de paz, de amor, de vivência, de compartilhamento e de receptividade.
Nele, encontro a presença de meu pai, único e inconfundível pela sua sabedoria, pelas suas prosas, pela sua responsabilidade, dedicação, honestidade e solidariedade sem distinção.

Teresa Barreto de Melo Peretti (Tetê)

HOMENAGEM A SRA ALMINA ARRÃES - Por Edilma Rocha

Uma mulher com um pouco de anjo
e um pouco de Deus pelo imenso coração que possui.
Incansável nos cuidados e admirável pela juventude na idade que vive. Desvenda os segredos do mundo virtual como uma adolescente na simplicidade de uma menina. Tem como recompensa a felicidade dos que a ama. Receba as homenagens de todos nós que fazemos o Cariricaturas, Feliz Aniversário.

'Manual dos Direitos da pessoa com deficiência do Ceará "- Livro de Henrique Gurgel

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Henrique Gurgel
Presidente da Associaçao Cearense do Esporte Adaptado
Atleta Paraolimpico Internacional de Nataçao
Supervisor do Paradesporto da
Secretaria de Esporte e Lazer de Fortaleza
SECEL
+55+(85) 88781367, 99363404


o endereço de vendas do livro:
rua Dom Pedro II
nº 1856
bairro Piraja
próximo a rua Rui Barbosa
contato:
88 88098557 falar com o udjon

"Pérolas" de BOFF - Por: José Nilton Mariano Saraiva

"O autoajuda é uma grande indústria que trabalha com falsas promessas e tem como pressuposto a vulnerabilidade e a fragilidade humana. Todo ser humano quer ser feliz. E a autoajuda oferece uma fórmula rápida e fácil. ISSO É ALIENAÇÃO. A felicidade vem de dentro e é uma conquista que o ser humano realiza partindo da condição humana. Somos seres que têm a dimensão de luz e de sombra. Somos diabólicos,que dividem, odeiam e somos seres simbólicos, que unem, amam, são solidários. Essa é a condição humana. Não é um defeito, é a nossa marca. A felicidade vem do equilíbrio dessas duas dimensões, na medida em que faço uma opção pela dimensão luminosa e não deixo que a dimensão tenebrosa tenha a hegemonia da minha vida. Se parto dessa condição humana, diminuo as expectativas, a felicidade é mais alcançável, mais serena. Não significa que não tenhamos momentos especiais de felicidade. É a dimensão vertical. Um encontro com a pessoa amada, o irmão que estava no exílio volta... Aquele momento é supremo. Agora, tem aquele momento de estar serenamente, feliz, que é o cotidiano da vida. O fenômeno do casamento é uma bela figura. Quando a pessoa se enamora, sente uma enorme felicidade. Mas é fugaz. Casa, vem o dia a dia, se descobrem nos seus limites, um tem que tolerar o outro. Ele está feliz na medida em que consegue fazer uma síntese e conviver, apesar e com as diferenças. “Hoje vamos jantar fora...”. Romper aquele cotidiano que ameaça a felicidade. E ser criativo para manter aquele momento que é um pequeno êxtase, um pequeno encantamento. A felicidade vive dessas dimensões. E isso é sabedoria de vida, coisa que o mercado não dá. É uma conquista do coração.
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A felicidade se encontra na justa medida entre a luz e a sombra, entre o instinto de rejeição e o de congregação. O ser humano tem que exercer a sua liberdade no sentido de saber os limites da realidade. Aquilo que prejudica ou que integra. Isso é uma conquista difícil. É o preço que cada pessoa tem que pagar para poder ser feliz. E a sociedade não ajuda a buscar essa justa medida porque exaspera o desejo, solicita o consumo material. É o discurso mostrando a criminalidade, exaltando pelas mil formas a violência dos seres humanos. É uma cultura doente.É difícil encontrarmos o equilíbrio e realizarmos o projeto de felicidade".

Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

DOMINGOS BARROSO O NOSSO POETA- Por Edilma Rocha

AO POETA COM CARINHO
Pretendo atravessar a porta
se retiro os sapatos
vou revelar o nu dos meus pés.
Baixarei a cabeça em reverencia
ao poeta no seu sagrado lar.
Fissuras são poesias e as manchas no teto
o diagrama do coração.
Não sou alérgica e sinto o cheiro
dos insetos no ar entre a nova amizade.
O seu lar é sagrado
Não conheço a sua voz
mas vejo todos os dias seus escritos e adoro a sua poesia.
No silencio on line lhe conheço,
lhe conheço a cada dia.
A porta está aberta
entro suavemente
e lhe entrego um precioso presente.
Aguardarei sua emoção
que certamente queimará
a sua alma e cairá nos olhos do
deleite e do prazer.
Entrarei devagar carregada de livros
e se pensas ser meu amigo
o fará com certeza.
Não feixe-me a porta
e deixe a tartaruginha segurar o vento
ao apertar a minha mão.
Sou eu que estou a sua porta
somente...
Edilma Rocha















O Cristal

Para Edilma

E eis que me veio
carregada de aura
uma dama com seus raios
na voz, sorriso e doçura

cuja alma abracei
com pura amizade
dourada de leveza
...

O encanto (louco e santo)
arrebatado atingiu tudo:
casa, xícara, cafezinho
(por demais quente
e forte)

...

E eis que a vidraça aberta
assoprava-lhe os cabelos
que iam da sua auréola
mágica, leve, suspensa
até os céus de agosto

e era um céu estrelado
com todas estrelas enciumadas
por sentada a sorrir na varanda
a dama, a amiga e bela rainha
com sua voz de cristal...


(Edilma, obrigado pela visita e pela sincera amizade...)

Comunicado !

Vila das Artes em Fortaleza

MOSTRA

Fortaleza ganha mostra de Alejandro Jodorowsky. Filmes são exibidos de quarta a sexta desta semana.
Alejandro Jodorowsky, chileno de nascimento é cineasta, dramaturgo, literato e ensaísta, também é tarólogo, especialista em psicomagia, não a toa é chamado como o “mago multimídia”. Considerado um dos precursores da arte multimída o artista típico da contracultura criou o Moviment Panique (Teatro do Pânico) juntamente com os espanhóis surrealistas Fernando Arrabal e Roland Topor e escreveu diversos livros e peças teatrais. Devido aos anos de “processo” com o produtor até há pouco tempo o público não tinha acesso as obras cinematográficas de Jodorowsky, a não ser por exibições clandestinas. Só em 2006 suas obras foram exibidas em Cannes depois de restauradas. No Brasil o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro fez algumas exibições, asssim como o Centro Cultural do Banco do Brasil e o Sesc. A mostra chega agora a Fortaleza promovida pelo Sesc Fortaleza com o apoio da Vila das Artes e fica em cartaz dias 4, 5 e 6 de agosto, sempre a partir das 18h30. Na programação quatro (dos sete) filmes do cineasta serão exibidos.
Programação

Dia 4
A Gravata (1957) foto
Enveredando no mundo das imagens o diretor grava o seu primeiro filme em Paris. Uma versão muda de um conto de Thomas Mann, sobre uma garota que vende cabeças.
Fando e Lis (1968)
O primeiro filme relevante do cineasta, adaptado de uma bizarra história de amor louco e inatingível criada por Fernando Arrabal em torno de um impotente Fando. Fruto da época da contracultura é um dos filmes mais poético, mais triste e belo de Jodorowsky.
Dia 5
El Topo (1970)
Faroeste surrealista, com altas conotações metafísicas, espirituais e simbólicas, é uma intensa alegoria em torno de um pistoleiro que vaga pelo deserto do Oeste. Filme preferido de John Lennon, que comprou seus direitos de exibição, além de ter financiado o filme seguinte de Jodorowsky, “A Montanha Sagrada”.

Dia 6
A Montanha Sagrada (1973)
Jodorowsky interpreta o papel do “alquimista” que reúne um grupo de pessoas que representam os planetas do Sistema Solar. Talvez a obra-prima do diretor, o mais delirante e poderoso de seus filmes, o que carrega as imagens mais desafiadoras de sua filmografia.


CINECLUBE VILA DAS ARTES


Em cartaz na Vila da Artes filmes do cinema nacional ás quartas, a partir do dia 11 de agosto.
O Cineclube Vila das Artes de agosto apresenta uma seleção de filmes do cinema nacional. A sessão tem início às 18h30 na Vila das Artes (rua 24 de Maio, 1221, centro) e a entrada é aberta ao público. O Cineclube Vila das Artes é espaço de debate sobre filmes de arte de conceituados cineastas. A cada semana um pesquisador, cineasta ou professor é convidado para conduzir o bate papo com o público. Neste mês está confirmada a participação do pesquisador Christiano Câmara para uma bate papo sobre o filme Braza Dormida (foto), de Humberto Mauro, exibido no dia 11, e a jornalista Aurora Miranda vai conduzir o debate após o longa Limite de Mário Peixoto que será exibido no dia 18. No dia 25 tem O Pagador de Promessa de Anselmo Duarte. As conversas sobre os filmes podem ser acompanhadas pelo canal www.ustream.tv/channel/cineclube-da-vila .

Programação
Dia 11
Braza Dormida (1928) Direção: Humberto Mauro. Drama. P&B. Mudo.
Bate papo com Christiano Câmara

Dia 18
Limite (1931) Direção: Mário Peixoto. P&B. Mudo.
Conversa com Aurora Miranda

Dia 25
O Pagador de Promessas (1962) Direção: Anselmo Duarte. Drama. P&B.


CINE ALUMBRAMENTO

Cine alumbramento exibe curtas nesta segunda às 19h
Nesta segunda tem mais uma edição do Cine Alumbramento na Vila das Artes. As exibições do Cineclube acontecem toda a primeira segunda-feira do mês, e tem entrada gratuita. Com projeção de curtas-metragens cearenses e com a presença dos realizadores, o coletivo realiza um bate papo sobre as obras após a exibição.

Programação

Na Contramão, de Eudes Freitas
Centauro, de Marina de Botas
Fui à Guerra e não Te Chamei, de Leonardo Moura Mateus

ENCONTRO DAS ARTES

Equipamento da Prefeitura Municipal de Fortaleza, vinculado a Secretaria de Cultura (Secultfor) a Vila das Artes é lugar de formação em artes, apoio a produção, incentivo a pesquisa e difusão cultural. Oferece gratuitamente uma série de cursos, em diferentes formatos e que atendem a um público diverso. A Vila das Artes foi implantada em 2006 - uma conquista compartilhada entre a classe artística e a Prefeitura de Fortaleza. Contribui com ações que envolvem o circuito de artes e o interesse público, potencializando reflexões e debates sobre política, arte contemporânea e a cidade. Situado em local estratégico, no centro de Fortaleza, o Bloco I (Casa das Escolas) foi inaugurado em setembro de 2008 e abriga as Escolas Públicas de Audiovisual e Dança, um Núcleo de Produção Digital, além de Biblioteca, Videoteca, sala de dança, ilhas de edição e auditório.


Parceria: Universidade Federal do Ceará, Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura (FCPC) e Rede Olhar Brasil - Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. Apoio: Kodak, Quanta e Prodança. Apoio cultural: Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Cultura do Ceará. Patrocínio: Banco do Nordeste, Fundo Nacional de Cultura e Lei de Incentivo a Cultura (Ministério da Cultura) e Governo Federal. Siga no twitter.com/viladasartes.


Vila das Artes - Rua 24 de Maio, 1221, Centro. Fortaleza|Ceará|Brasil
Telefone (55+85) 3252.1444 comunicacaoviladasartes@gmail.com, viladasartesfortaleza@gmail.com

Nota ! "Manual de Direitos do deficiente do Ceará "- Henrique Gurgel

Estivemos na noite de ontem , eu e Nicodemos, na sede social do SESC- Juazeiro, para o   lançamento de um livro sobre os direitos do deficiente do Ceará ,de autoria de Henrique Gurgel.
O Livro encontra-se à venda , no endereço: Rua D.Pedro II, 1856 - Pirajá
Juazeiro do Norte-Ce
C/ Udijon Moura

Para Dona Almina

Feliz Aniversário, Dona Almina !

EXISTE UMA FORÇA CHAMADA DEUS!

Que nos leva a viver, que nos faz recomeçar
Que nos faz sorrir,que nos faz suportar as dores,
Que nos faz suportar a saudade
Que nos faz buscar a felicidade
Existe uma força muito além de nossos olhos
Maior que imaginamos, que nem sempre procuramos
Mas, ela sempre está a nossa espera
Existe uma força que nos faz sonhar
Uma força que nos faz acreditar
É uma força chamada AMOR
É uma força chamada persistência
Uma força chamada coragem
Uma força chamada fé!
Uma força que nos faz desejar viver
Olhe! ela existe dentro de mim.
Ela existe dentro de você!
A minha força é Deus!
(Almina Arraes)

Uma mulher especial !
Filha, irmã, tia, mãe e amiga...
Mulher das artes e de todas as letras
Sensibilidade ímpar
Coração generoso
Alma plena !

Que a tua luz permaneça acesa entre nós,  por muitos e muitos anos , criando e semeando sabedoria e amor !

Tiramos o chapéu pra esta mulher , e desejamos-lhe  uma vida longa e feliz !
Com muito amor, um abraço  carinhoso do Cariricaturas , representando  a legião infinita dos seus amigos .