Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
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claude_bloc@hotmail.com

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Coisas nossas, por Zé Nilton



De Pedro Honório e da agonia do mundo rural.

Para o professor Carlos Rafael Dias.

Este é o famoso Pedro Honório Carlos de Melo, ou só Pedro Honório, conhecido por todas as gentes espalhadas pelos quadrantes da Chapada do Araripe.

Sua família chegou ao Juazeiro quando ainda estavam bem quentes os acontecimentos turbulentos originados pelo fato de a beata Maria de Araújo derramar sangue da boca, enquanto tomava a comunhão. O acontecimento calou fundo nos corações e mentes dos nordestinos, e eles acorreram para o Juazeiro, a terra santificada. Era o começo do Século XX, e o início da inventiva engenharia de Juazeiro como cidade destino das almas em busca de salvação.

Pe. Cícero, segundo a História, procurou acomodá-los pelas terras da Serra de S. Pedro e, em seguida, pelas terras devolutas da Chapada do Araripe. Não teria sido fácil. Romeiros relutaram ao enfrentar matas virgens cheias de onças, de cobras e de caça.

Os avoengos de Pedro Honório, vindos do Rio Grande do Norte, acreditaram no padrinho, e subiram a serra. Ocuparam grandes porções de terras. Ali se reproduziram social e economicamente. Fundaram uma grande família – os Honório – que ainda hoje estão por lá, embora muitos tenham arribados rumo ao Brasil de cima, à procura de dias melhores.

Pedro Honório ficou, e fincou raízes. Homem muito disposto, empreendedor e pessoa de rara sabedoria. Tem posições próprias sobre a vida, a natureza, a política e tudo o mais. Discute com o interlocutor sobre qualquer assunto, e rebate, e debate à sua maneira. E quando se pensa que ele não entendeu, engoliu a isca dos “homens da cidade”, ou foi vencido pelos argumentos, qual o quê; nada disso. Ele fica certo tempo a matutar – olha que verbo adequadíssimo para o caso de Pedro Honório. E o homem matuta mesmo, sem matutagem, porque ele não é matuto.

Mas tudo o que está escrito atrás é para falar também do desmoronamento do mundo rural. A cada dia os tentáculos do capitalismo, através de seu maior e eficiente instrumento – o Estado -, adentram a vida campesina, e ela vai se transformando, ou tomando um jeito meio “esquizóide”, entre ser ou não ser camponesa.

E o velho Pedro Honório, quase noventão, faz tempo vem cismando sobre isto. E quando fala do passado, diz de um tempo de abundância, de sua condição de camponês “forte”, de um mundus criado e vivido por todos sob a cultura do dar, receber e retribuir.

Hoje, só lembranças, em meio as perdas de quase tudo o que fora no passado.

Ele faz seu lamento em forma de poesia, forma detestada pela “besta fera”, onde tudo é dissolução.

Eu tinha muita mandioca
Fazia muita farinha
Possuía muita besta
Um cavalo e uma poltrinha
Também tinha muito gado
Tinha vaca, bezerrinha
Também tinha muito porco
Criava muita galinha
Também tinha muito negro
Muitos negros e negrinhas

Deu um morfo na mandioca
E a crueira na farinha
Deu uma roda no cavalo
E um escancho na poltrinha
Deu um mal triste na vaca
Caruá na bezerrinha
E deu um ronco nos porcos
Um incruge nas galinhas
E deu sarampo nos negros
Catapora nas negrinhas

Baixou a desgraça em riba
E acabou tudo que eu tinha...(
Pedro Honório).

Coisas nossas falar do passado e das pessoas que encontramos pela vida. O mundo rural agoniza e pode mudar, e como anda mudando depressa, mas as pessoas que nos tocam, em qualquer dos mundos, continuam as mesmas em nossas recordações...

Mudando de assunto, hoje, no programa Compositores do Brasil, começando às 14 horas, na Rádio Educadora do Cariri: www.radioeducadora1020.com.br, diremos um pouco de Aldir Blanc e de suas letras musicadas por grandes compositores.

Um bom final de semana.

Lançado o site "A História do Cariri"


Originalmente publicada no dia 24 de maio

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLGgFCT-RqaJl3GzA80RdEZH_2Y93c2oeXCxhlF6oDy3KFiotchzNPnfGYENES5YUHMbVvssb6c4HjHsfE6AyvEGyNLjO36y1jCxJMaxAKy1ZwwFF_k4JTQ1GBY3AdyAMv91fzB8gLSfi1/s1600/historia_do_cariri.jpg


Há 6 anos atrás nascia o Blog do Crato, o primeiro website dedicado a uma cidade cearense ( e talvez do Nordeste ). 3 milhões e 400.000 acessos depois, cerca de 18.000 artigos já escritos, em maio de 2011, temos a satisfação de lançar o site "A História do Cariri", um repositório de dados, artigos, fotografia e tudo que se relaciona à história do Cariri cearense. Esperamos que o novo espaço sirva para pesquisas, e para todos aqueles que se interessam em conhecer a região do Cariri.

Inicialmente, adicionei como escritores, diversos professores e cronistas do Cariri, que têm intimidade com a nossa história, a saber: Armando Lopes Rafael, Carlos Rafael, Wilton Dedê, Cacá Araújo, Claude Bloc, Emerson Monteiro, Antonio Correia Lima, Edilma Rocha, José Cícero, Roberto jamacaru, Pachelly Jamacaru, e Manoel Severo ( dentre outros que me falha a memória no momento ). Outros escritores virão depois, mas nesse site, prezamos muito a seriedade e o conteúdo. Não é um site de bate-papos nem de variedades, e os escritores precisam ter uma história de vida relacionada ao ensino ou ao estudo da História do Cariri, além de já haverem escrito vários artigos sobre o assunto em sites ou revistas do Cariri.

O site já está no ar e com domínio próprio definitivo:


Espero poder contribuir para enriquecer o seu conteúdo, trazendo aos poucos, as centenas de artigos que nossos outros escritores já postaram acerca da História do Cariri nos outros Blogs e sites. O trabalho, certamente servirá para enaltecer e manter sempre acesa a chama da nossa história, das tradições e da cultura caririense.

Artigos sobre a História do Cariri por outros escritores renomados serão sempre bem-vindos, e quem tiver algum artigo que julgue útil para enriquecer o conteúdo, estamos à disposição no e-mail: blogdocrato@hotmail.com

Dihelson Mendonça

Programação Oficial da I Mostra de Cinema & Video de Crato



HORA

DESCRIÇÃO

Duração

19h

Abertura Oficial

· Leitura Dramática “Os Primórdios do Cinema no Crato” - com Luiz Carlos Salatiel e Kelvya Maia”

· Homenageados com o Selo Cultural do Araripe – Troféu Vittorio di Mayo;

1. AVANT PREMIÈRE do tele-conto “O Cinematografo Herege” - de Jefferson de Albuquerque Jr, numa livre adaptação do conto homônimo de José Flavio Vieira;

· Coquetel

28´

14/06, Terça-feira


HORA

DESCRIÇÃO

Duração

19h

2. Exibição do curta: “As Sete Almas Santas Vaqueiras”- de Jackson Bantim

3. Exibição do Longa:“Ave Poesia”- de Rosemberg Cariry”



30’

82’

15/06, Quarta-feira


HORA

DESCRIÇÃO

Duração

9h

4. Exibição do Curta: “Dona Cíça do Barro Cru” – de Jefferson de Albuquerque Jr.;

5. Exibição do Curta: “A ordem dos Penitentes”- de Petrus Cariry;

6. Exibição do Curta: “Também sou teu Povo”- de Franklin Lacerda e Orlando Pereira;

7. Exibição do Curta: “Água pra que te quero?”- de Nívea Uchoa;

12’

25’

15’

16’


14h

8. Exibição do Curta: “Os Olhos da Chapada”- de Franciolli Luciano;

9. Exibição do Curta: “ Drama”- de Franklin Lacerda, Ana Rosa Borges (Roteiro);

10. Exibição do Curta: “DZU´NHURAE- O Filho das Águas ‘, de Pachelly Jamacaru;

11. Exibição do Curta: “Crato” – de Virgínia Soares – Produção IMAGO (URCA)

15’

20’

28’

50’

19h

12. Exibição do Curta: “O Auto de Leidiana”- de Rosemberg Cariry;

13. Exibição do Longa: “Fronteira das Almas” - de Hermano Penna;

26’

90’

16/06, Quinta-feira


HORA

DESCRIÇÃO

Duração

9h

14. Curta da ONG ” VERDE VIDA” I –

Mestres da Cultura de Genivan Brasil e Paulo Fuísca

15. Curta da ONG ” VERDE VIDA” II –

Box de Vídeos do Verde Vida

14h

´

15h10

16. Exibição do Curta: “Matando a Fome”, de Franciolli Luciano;

17. Exibição do Curta: “Músicos Camponses”- de Jefferson de Albuquerque Jr.;

18. Exibição do Curta: “Chapada do Araripe - Como foi, como será? (parte III)”, de Jefferson de Albuquerque Jr.;

19. Exibição de Curta: “Seu Mundô – O Guardião da Floresta” – de Laerto Xenofonte;

Roda de Conversa: “Estórias de Cinema- Colóquio com cineastas, produtores, atores e cinéfilos. Reativação do Cine-clube Crato”;

5’

12’

30’

16´

19h

20. Exibição do Média: “Formação Romualdo, o Milagre Paleontológico”- Documentário de Jackson Bantim e Álamo Feitosa;

21. Exibição do Longa: “Corisco e Dadá” -de Rosemberg Cariry;

22’’

90’

17/06, Sexta-feira


HORA

DESCRIÇÃO

Duração

9h

22. Exibição de Curta: “Caldeirão do Beato Zé Lourenço” – de Catulo Teles e Franciolli Luciano;

23. Exibição de Curta: “Cerca” – de Glauco Vieira;

24. Exibição de Média: “A Enchente do Crato”- de Joaquim dos Bombons;

15´

15´

1h

14h

25. Exibição de Média: “Lua Cambará” – de Ronaldo Correia de Brito;

26. Exibição de Curta:“Cabaré-Memória de Uma Vida”- Alexandre Lucas / Coletivo Camaradas;

27. Exibição de Curta:“Catadores de Pequi”- de Zuiglio Brito e LaislaYanael;

1h

15´

12´

19h

28. Exibição do Curta: Dez anos do Chá de Flor “- de Cristina Diogo e Maria Dias/Juriti Produções;

29. Exibição de Longa: “O Grão”, de Petrus Cariri;

15’

90´

18/06, Sábado


HORA

DESCRIÇÃO

Duração

17h

30. Exibição de Longa: “Sargento Getúlio“- de Hermano Penna;

90´

19h

31. Exibição de Longa: “Padre Cícero” – de Helder Martins;

90´

20h30

Encerramento

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Blaue Nacht am Hafen - José do Vale Pinheiro Feitosa




No Brasil falarmos em parentes se contaminou com os arranjos do nepotismo. Uma espécie de valorizar apenas o que é nosso sem considerar a dimensão geral ou não desta pessoa. Mas como tudo que se levanta o fazemos com especificidade e tende para generalizar-se, existem parentes que se dimensionam de tal modo que necessariamente dispensam o currículo público.

É o caso de José Libório Cavalcante, nascido e passado parte da vida em Iguatu, mas que estudou no Seminário São José e tem o Crato como uma espécie de capital de sua vida. Fala mais na cidade do que na sua Iguatu. Talvez por aqui passar a parte maior de sua adolescência e não guarde rancor da vida confinada de um seminário.

Hoje dava notícias de um mês que esteve na Alemanha. Na casa de um sobrinho, numa única cidade e com algumas incursões a Berlim, Strasburgo e Munique. A verdade é que assim viveu as ruas do dia-a-dia, os hábitos rotineiro da vida. Bem verdade que se tentarmos tomar o pulso do povo com a Eschericia Coli e com a crise econômica, ele responda que não sabe. Não entende alemão.

Por certo que lá não ouviu Lale Andersen. Há muito esquecida na memória alemã. Se bem que Fassbinder fizesse um filme muito bom baseado na vida desta cantora dos anos 30: Lili Marlene. Aliás, o filme tem muito da canção e com as intolerâncias da época, em ambos os lados. Separavam vidas e inventavam ícones populares.

O José Libório, nas horas solitárias alemãs, passeava na tela de computador a ler sobre o Brasil, seus e-mails e principalmente ouvindo Vicelmo na Rádio Educadora, uma Rádio de Iguatu e outra para ouvir ao programa do seu amigo Getúlio numa rádio de Quixeramobim.

Uma das músicas mais belas cantadas pela Lale Andersen, especialmente por que lembra a Alemanha dos anos 30 e 40 não pelo lado da guerra, mas pelo estilo romântico (no sentido amoroso e bucólico da vida) da grandeza cotidiana. A música que se encontra nesta postagem é Blaue Nacht am Hafen e desliza pelo conduto auditivo, acaricia o tímpano e se funde à cóclea como uma extensão do coração.

O José Libório disse-me, falando da Alemanha ainda, que um dos prazeres que tinha era ouvir a Rádio Chapada do Araripe. E a preferência não se devia apenas à empatia que tem pela região, mas pela bem escolhida e qualificada seleção musical do Dihelson Mendonça. Fica o registro. Quem faz, merece saber como seu produto é sentido.

Só de passagem...

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio. 
 O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros. 
 As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco. 
 - Onde estão seus móveis? Perguntou o turista. 
 E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também: 
 - E onde estão os seus...? 
  - Os meus?! Surpreendeu-se o turista. 
 - Mas estou aqui só de passagem! 
 - Eu também... - concluiu o sábio. 
  
"A vida na Terra é somente uma passagem... No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente, e se esquecem de ser felizes."

Pensamento para o Dia 08/06/2011


“Educação significa Vidya, que é o conhecimento do Eu Superior. Esse é o fundamento da educação. Os alunos devem adquirir uma educação sagrada, começando com pensamentos sobre Deus. Mesmo um motorista analfabeto na Índia reverencia o volante antes de ligar o veículo. Da mesma forma, um músico oferece saudação ao instrumento musical antes de tocá-lo. Assim, todo tipo de aprendizagem deve começar com o nome de Deus e da oração a Ele, e cada atividade deve ser realizada como uma oferenda a Deus, sem nenhuma artificialidade e ostentação. Graus adquiridos sem a essência da educação são apenas pedaços de papel. Os estudantes devem ter um coração puro e sagrado e a bondade da educação deve ser refletida em seus rostos. Na verdade, cada indivíduo deve estar imbuído de sentimentos divinos.”
Sathya Sai Baba

"Sayonara" - José Nilton Mariano Saraiva

Se você, aí do outro lado da telinha, ainda não sabe, a palavra japonesa “Sayonara” significa “adeus” e serviu pra titular um dos grandes filmes românticos já rodados (vencedor de três Oscar’s). Tanto que naquela oportunidade a imprensa foi pródiga em elogios, destacando: “Um gigante entre os filmes” (The Film Daily), “Um filme de beleza e sensibilidade” (Variety), “Uma encantadora história de amor; um dos melhores filmes do ano” (Los Angeles Mirror News).
No filme, Marlon Brando (numa atuação soberba), interpreta o Major Lloyd Gruver, herói da Força Aérea americana, envolvido na guerra com a Coréia, e que repentinamente, após pousar, vindo de mais uma batalha aérea, toma conhecimento da sua transferência para a Base Militar Americana, no Japão; é que o futuro sogro (General Webster, comandante da base) já lá se encontra com toda a família e, temendo pela vida do futuro genro, parece pretender “agilizar” a união da filha com o “Major-herói”. Como os militares americanos eram terminantemente proibidos de se relacionar com as mulheres orientais, e o Major Gruver um dos mais ardorosos defensores de tal (pre)conceito, o caminho praticamente estava pavimentado.
As coisas começam a mudar quando o Major é convidado pelo amicíssimo recruta Joe Kelly (seu subordinado e a quem não podia faltar), pra ser padrinho do seu casamento... com uma japonesa, numa cerimônia simples em pleno recinto da Embaixada americana, lá no Japão (por tal atitude, posteriormente foi advertido pelo futuro sogro).
Enquanto no convívio diário com a noiva as coisas começam a “azedar” em razão das diferenças só agora descobertas, a função burocrática, à qual não estava acostumado, começa a lhe “encher o saco” (e a paciência). Pra espairecer, e como não tinha mesmo nada pra fazer, ele aceita o convite de um colega pra visitar na cidade vizinha a cerimônia de “passagem” por uma trilha, rumo ao teatro, das jovens mulheres componentes do balé feminino mais famoso do Japão, o Matsubayashi. E foi aí que o “cupido o flechou”, ao colocá-lo à frente da beleza suave e ao mesmo tempo estonteante de Hana-Ogi, a principal estrela da companhia. Tentou chamar-lhe a atenção, sem sucesso, mesmo envergando a vistosa e bela farda militar (as mulheres japonesas eram também proibidas de se relacionar com os americanos). Assistiu ao espetáculo no teatro, voltou nos dias seguintes e, sempre do mesmo posto de observação, tentava pelo menos conseguir algum olhar piedoso de Hana-Ogi. Nadica de nada. Já cansado e desestimulado com tanto desprezo, resolve observa-la de um outro ponto. E aí, a surpresa. Enquanto dava autógrafos aos fãs, Hana-Ogi timidamente levanta a vista e dirige seu olhar para onde ele sempre ficava; não o encontrando, permite-se um giro de 180 graus com a cabeça, à sua procura.
Xeque-mate (sim, havia esperança).
Através da esposa japonesa do amigo Joe Kelly, consegue marcar um encontro secreto com Hana-Ogi (na casa do recruta); na oportunidade, fala, fala, fala e ela, bela e angelical, sem pronunciar um pio, uma única palavra. Visivelmente encabulado, ele lhe diz que não sabe mais o que fazer e, só então, ela “abre o verbo”: que seus pais foram mortos pelos americanos, que ela mesma fora criada com a quase obrigação de detestar os americanos, mas que, agora... estava apaixonada por ele, um americano. E a partir de então passam a se encontrar às escondidas e viver intensamente aquela paixão explosiva.
Com o suicídio do recruta Joe Kelly e a esposa (grávida), em razão da sua remoção ex-offício para os Estados Unidos (desacompanhado da mulher), o Major Gruver “chuta o pau da barraca”: acaba o noivado com a filha do General, lhe diz da sua intenção de também casar com uma japonesa e recrimina aquele preconceito absurdo (do qual ele era um dos defensores, lembremo-nos); de pronto é ameaçado de expulsão da Aeronáutica pelo ex-quase futuro sogro (que ainda teve o dissabor de ver a filha, ex-noiva do Major, sair de casa anunciando que iria viver com o principal dançarino de um dos balés do Japão).
Para não prejudica-lo, Hana-Ogi foge para uma outra cidade, sem comunicar-lhe, deixando-o ensandecido. Ao descobrir onde ela se acha, vai ao seu encontro e, após o espetáculo, no camarim, lhe diz que renuncia a tudo por ela e, principalmente, que está pra ser aprovada uma Lei americana acabando com tudo aquilo; lhe dá um prazo de alguns minutos para que decida se topa ou não ir com ele para a América, naquele mesmo dia. Retira-se e, do lado de fora, cercado pelos principais integrantes da mídia nipônica, aguarda ansioso que ela apareça. Tensão, expectativa...
No último segundo, Hana-Ogi surge risonha, belíssima e esplendorosa e corre para os seus braços; quando os repórteres e jornalistas pedem pra o Major Gruver deixar alguma mensagem ao povo japonês, sucintamente ele responde: “diga-lhes que eu lhes disse... SAYONARA”. The End.
Nota 1000. Um "filmaço".

VEM AÍ a nossa I MOSTRA DE CINEMA E VÍDEO!


Começa dia 13 de junho, segunda-feira. A gente quer comemorar festivamente os 100 anos do Cine Paraíso instalado aqui no Crato, em 3 de junho de 1911 pelo italiano Victorio di Mayo. Divulgaremos a programação aqui no blog. Aguardem! (Por Luiz Carlos Salatiel).

terça-feira, 7 de junho de 2011

A nova ministra da casa civil num filme de 1937


Trata-se da atriz de musicais de Hollywood com duas curiosidades: era amiga de Carmem Miranda e trabalhou em mais de um filme com ela e a outra é que gravou Youll Never Now num musical dos anos 30 e que se tornou sucesso brega na voz de Waldick e Antonio Marco nos anos 60.

Eu, tu, eles - José do Vale Pinheiro Feitosa


As cenas iniciais deste filme foram tomadas no que era um distrito rural de Juazeiro da Bahia. O nome do distrito é Salitre e num raio de alguns quilômetros se tem de terra irrigada produtora de frutas e cana até o semi-árido como tais cenas vistas neste vídeo. Foi na foz do rio Salitre nos idos do século XVII que uma excursão da família D´Ávila, da Casa da Torre, dizimou quase quinhentos índios aldeados.

São cenas do filme Eu, Tu, Eles. Uma deliciosa comédia com um quadrado amoroso representado pelo melhor que grandes atores podem encenar. A história se baseou em retalhos de fatos reais da vida de uma cearense Maria Marlene Silva Sabóia. Falei de comédia, mas o drama permeia toda a trama: a pobreza, o trabalho duro e a divisão do pouco que se há para dividir.

O mais delicioso do filme é sua trilha sonora. Especialmente este “Esperando na Janela” que tinha por conta de ter sido composta por Targino Gondim, mas que na verdade surge com mais três parceiros, incluindo Gilberto Gil.

Esperando na Janela é uma lição de esperança. O estilo não morreu. O forró ainda tem respiração para muito mais história. Quando seu Luiz começou, a letra forró e muitas notas já eram de indivíduos urbanos e letrados. Zé Dantas e Humberto Teixeira, um era médico e outro advogado e exerciam suas profissões no Rio de Janeiro.

Portanto o nosso forró das rádios, dos discos de cera e dos long play já eram de pessoas urbanizadas e vivendo a vida com o que a cidade produzia. Poderiam ter a nostalgia da vida rural, até mesmo como um brasileiro bem sucedido ter uma fazenda, mas em absoluto viviam da roça e da criação.

O que está acontecendo em Fortaleza e no resto do nordeste com o forró é uma decadência maior. Não é que tudo se explique pelo componente urbano dos personagens. O buraco é um pouco mais profundo. É a nova geração consumista, alçada de uma periferia cruenta de grandes cidades para um sucesso de minutos, com muita grana, uso e fruto desenfreado, exibição de luxo e grosseria. É um forró rude, casca grossa, do pior que a volúpia do fugaz tem para a cultura.

Não é diferente em angústia do pior que vida tem nas grandes cidades brasileiras. Por isso não é diferente de um funk (não no sentido musical) em seu desespero de se humilhar para esconder a humilhação de todos os dias: nos trens de periferia, nos baixos salários, contas a pagar e um desejo de consumo sem meios para consegui-lo.

Em ambos as mulheres se deliciam como objetos de machos exibicionistas. Valentões cheirados e com garrafas das bebidas mais baratas em goladas pelo gargalo. Na periferia de Fortaleza existe um negócio chamado Lual, verdadeira festa rave, só que com forró eletrônico numa babel de centenas de bolhas de som, formadas por paredões de caixas, tocando coisas diferentes, mas todas iguais na mesmice tediosa que a surdez de decibéis parece revelar.

Isso cansa. A sociedade urbana vai mudar, mas é neste mesmo arrasto que se mata por um par de tênis ou por um celular. Que o crack forma zumbis nas cidades pequenas. Que a municipalidade parece pequena para tantos problemas. A luta pela crítica ao forró de plástico passa por muitas críticas ao próprio modelo de acumular e consumir na modernidade ou na pós-modernidade vá lá ao que isso seja.

Tudo que já é ruim, pode piorar - Vejam a Bela Cultura musical Cearense de que eu falo:


É disso que eu falo. É o que rola 24Hs nas rádios do Ceará. Veja e caia de costas:





O.B.S - As gatinhas são lindas, mas a música...

Palavras São Milagres Migratórios...Um Poema-Wilson Bernardo.

NÃO SE DEVE TOTALMENTE SANTIFICAR!
Que Deus seja justo
posso até concordar


mas depois da benevolência
o homem reinventou
os pregos em forma de parafusos.

Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

Sobre a "aposentadoria" - José Nilton Mariano Saraiva

Preparar-se antecipadamente, focando principalmente os aspectos psicológico (ocupação do ocioso tempo disponível) e financeiro (capacidade de atendimento às novas demandas), sob pena de não o fazendo, à frente colher frustrações e desenganos, eis aí a tarefa prioritária dos que rompem as amarras do vínculo empregatício e se aposentam após anos e anos de labuta diária, almejando, a partir de então, compreensivelmente, o “aproveitar a vida” com intensidade, qualidade e sem pressa.
Há, no entanto, óbices a serem vencidos: 1) em razão do “teto-limite” estabelecido pelo Governo Federal (INSS) para o “benefício previdenciário” jamais equiparar-se à remuneração percebida por aqueles que têm uma renda um pouco mais expressiva que o salário mínimo, corre-se o risco de “sobrar dias ao final do mês” (faltar grana pra pagar as contas); 2) como o índice de reajuste desse mesmo “benefício previdenciário” já se nos apresenta defasado há bastante tempo, não guardando consonância com os índices de reajuste dos preços dos produtos em geral, torna-se evidente que a remuneração do aposentado brasileiro experimenta dia-a-dia um corrosivo desgaste ou achatamento, via diminuição do seu poder de compra; 3) por conseqüência, fica ele impossibilitado de levar uma velhice serena, tranqüila e sem problemas, como mereceria (e aqui os gozadores de plantão se aproveitam para, num misto de ironia e sarcasmo, cunhar a expressão “melhor idade”, ao se referirem ao período pós laborativo - a aposentadoria).
Pois é exatamente nesse estágio que se destaca, por fazer a diferença em favor dos que dela fazem uso, a questão da “Previdência Complementar” (gerenciada pelos chamados Fundos de Pensão) que tem por objetivo a fundação de reservas para benefícios futuros e (como o próprio nome sugere) possibilita um necessário “complemento da renda” aos seus usuários (para se ter uma idéia da defasagem, normalmente o “benefício complementar” é maior que o “benefício previdenciário”).
A questão é tão importante, que o próprio Governo Federal trata de estimular a adesão aos Fundos de Pensão (nas empresas estatais a adesão é compulsória), principalmente tendo em vista a sua pujança e capacidade de indução na formação de poupança, assegurando um grande volume de recursos internos (a custos baixos e de longo prazo), adequados ao financiamento de obras estruturantes pelo setor público; isso aquece a economia, estimulando a geração de emprego e renda (só pra exemplificar, a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, é hoje um dos principais parceiros do Governo Federal em obras de grande vulto).
Só que, apesar de tal estímulo governamental, lamentavelmente, no Brasil como um todo, os números ainda não são lá tão animadores: apenas e tão-somente 2,3 milhões de pessoas, das 92,3 milhões que compõem a População Economicamente Ativa (PEA) se encontram ao abrigo da Previdência Complementar (posição de maio/2010), numa demonstração inequívoca do pouco caso ou desconhecimento da sua necessidade por parte daqueles que deveriam ser os seus maiores interessados: os empregados.
E a demonstração de que ainda engatinhamos no manuseio e uso efetivo de tão importante ferramenta econômica pode ser facilmente constatada quando observamos a frieza dos números, em relação aos países desenvolvidos: enquanto aqui a aplicação no setor contempla pífios R$ 510 bilhões, correspondente a 16,0% do PIB (posição de maio/2010), na Holanda o montante atingido representa 110% do PIB e em países como o EUA, França, Inglaterra, Espanha, Canadá e Japão o volume desses recursos chega a 60% dos PIBs respectivos.
No entanto, como o rincão é promissor e de retorno garantido para quem nele investir, a esperança é que as campanhas educativas sobre o tema surtam o efeito desejado, possibilitando uma maior adesão dos empregados vinculados às empresas particulares a essa nova realidade, de forma que a Previdência Complementar cumpra com os seus dois nobres objetivos sociais: complemente o ganho dos que se aposentam, possibilitando-lhes uma melhora na qualidade de vida; e, atue como forte indutor do processo desenvolvimentista do país, aliando-se a governo no atendimento aos grandes projetos geradores de emprego e renda.

HOJE !!! - PROGRAMA INFLUÊNCIA DO JAZZ - Toda Terça-feira 14:00 - Rádio Educadora do Cariri

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No programa "Influência do Jazz" de hoje, abordamos o chamado Jazz Fusion, que é a fusão da harmonia jazzística e improvisação, com outros estilos musicais, como o Rock, Funk, Samba e até o Hip-Hop. O estilo começou com músicos de jazz que misturaram as formas e técnicas de jazz aos instrumentos elétricos do rock aliados à estrutura rítmica da música popular afro-americana, tais como o soul music e o rhythm and blues.

Os anos 70 foram o período mais produtivo para o estilo, embora o fusion tenha prosseguido com uma produção expressiva, sobretudo no final do século XX e início do século XXI, com reedições de álbuns clássicos de fusion e a gravação do estilo por artistas do jazz tradicional.

Os maiores nomes do Fusion estarão representados no programa de hoje, que está simplesmente imperdível. Personalidades como Miles Davis, Herbie Hancock, os Irmãos Michael e Randy Brecker, os grupos Tower of Power, Incognito, Lee Ritenour, Chick Corea Elektric band, o baterista Dave Weckl e muitos outros estarão no programa desta terça-feira.

Não perca! - Toda Terça-feira, às 14:00
Pela Rádio Educadora do Cariri, com transmissão simultanea e reprises pela Rádio Chapada do Araripe Internet.

www.radioeducadoradocariri.com
www.radiochapadadoararipe.com

Valeu Chico !

A nova revolução da informática: Cloud Computing ( Computação em núvem ) - Por: Dihelson Mendonça


Cloud Computing - Um Mainframe Virtual ?


Com a velocidade que o mundo moderno exige, não pretendo aqui fazer qualquer crônica que vá tomar metade do dia para ser lida, pois isso invalidaria o artigo.

Muita gente já deve ter experimentado a seguinte situação:

Digamos que você possua um computador em casa, um notebook que leva para o trabalho, um iphone, ou smartphone, e outros aparelhos digitais, como câmeras, filmadoras, etc. Surge então o eterno problema de sincronizar dados de um aparelho para o outro: novas fotos feitas com a câmera precisam ser transferidas para o computador. Filmagens idem. Fotos que estão no PC precisam ser transferidas para o notebook...e assim por diante, levando a transferências intermináveis em que nunca temos certeza se todos os aparelhos contém tudo o que temos ou o que queremos. Para resolver o problema é que foi desenvolvido o sistema de computação em núvem.

Cloud computing, ou computação em núvem é um dos conceitos mais revolucionários no mundo da informática desde a invenção do próprio computador. Até recentemente, a arquitetura dos computadores foi baseada em que para funcionar, um computador necessitaria de dispositivos de entrada ( teclado, mouse ), memória, programas, sistemas operacionais, e dispositivos de saída ( ex. monitor ), etc residindo localmente. Com o advento da internet em alta velocidade, já disponível em diversos países, surgiu a computação em núvem, que nada mais é do que um grande computador virtual residindo na internet, que compartilha dados para todos os dispositivos conectados, independente da plataforma que estes utilizam.

Colocada em palavras simples, computação em núvem é a utilização da memória, capacidade de processamento, armazenamento e até sistema operacional residindo em poderosos servidores externos interligados e compartilhados via internet. Ao invés de termos arquivos residindo em nossos computadores, Ipod, iPad, iphoto, notebooks, como fotos, jogos, vídeos, etc, no sistema de cloud computing, os dados passam a residir em servidores remotos em qualquer parte do planeta, e baixados de lá convenientemente via internet para qualquer aparelho que desejamos. Simples, não ?

Não é preciso mais instalar programas nem armazenar dados locais. Todo o sistema é virtual, inclusive o sistema operacional e se amolda corretamente à interface utilizada. Assim, por exemplo, com nossos dados armazenados num sistema de cloud computing, todos os nossos aparelhinhos, como iPADs, iPHONES, Notebooks podem compartilhar os mesmos dados, independente da plataforma. E mais além: com o sistema de cloud computing equivale dizer que nossos computadores serão meros chips, bastando ter apenas dispositivos de entrada ( teclado e mouse ) e uma unidade de saída ( monitor ), pois todo o resto é feito remotamente ( na núvem ).

Vantagens:

01 - A computação em núvem oferece inúmeras vantagens, como a independencia do software e do hardware. Os programas rodam com a mesma eficiencia independentes do aparelho utilizado, pois o processamento é remoto, entregando apenas o resultado.

02 - O trabalho em rede é extremamente simplificado, uma vez que todo o sistema já trabalha interligado

03 - Não é necessario atualizar nenhum software, tudo é feito automaticamente

Desvantagens:

O calcanhar de aquiles dos sistemas de cloud computing reside na sua própria estruturação. Como o sistema se baseia numa excelente conexão com a internet para funcionar, caso se perca essa conexão, ou ela apresente problemas, o usuário se vê impossibilitado de acessar seus próprios dados. Já pensou, você perder acesso a gigabytes em fotos, vídeos e dados porque sua conexão caiu? Este é um dos grandes problemas a serem resolvidos ( se é que vai ) da computação em núvem. Até lá, o mais seguro mesmo, na minha modesta opinião, é ter os dados mais importantes bem próximos do usuário, por via das dúvidas...

Por: Dihelson Mendonça

PROGRAMA CARIRI ENCANTADO SONORIDADES (08/06/2011)

Jefferson Gonçalves: Encruzilhada de Sons

O carioca Jefferson Gonçalves começou a carreira no início da década de 1990, seguindo por um caminho comum a muitos gaitistas: o blues. Fundou a banda Baseado em Blues e o trio acústico Blues Etc., gravou com artistas de diferentes gêneros e se consolidou como um dos mais completos nomes da gaita no País.

No entanto, o blues não foi fator limitante para Jefferson. O gaitista identificou traços muito semelhantes entre a música negra norte-americana e a do Nordeste brasileiro, baseada nos ritmos de forró, como o baião, o xaxado e o xote. E essa percepção alargou-lhe os horizontes.

Em 2003, Jefferson Gonçalves ministrou o primeiro curso de gaita em Nova Olinda, cidade do Cariri cearense. Desde então, vem periodicamente ao Cariri, principalmente para Nova Olinda, mas também para o Crato, ministrar oficinas de formação musical para crianças e jovens da Fundação Casa Grande e do Projeto Nova Vida, este situado na zona rural cratense.

E foi em Nova Olinda, no último sábado, 4 de junho, que fomos encontrar Jefferson Gonçalves, em meio ao Encontro Musical Ibero-Americano que movimentava aquela bucólica cidadezinha.

Com a generosidade que lhe é peculiar, Jefferson Gonçalves nos concedeu uma entrevista de meia hora de duração, tendo como pano de fundo a apresentação de um grupo de reisado local. E mais: presenteou-nos com o seu novo disco Encruzilhada, com direito a dedicatória.

Pela sua representatividade como um dos expoentes do blues tocado no Brasil, e pela sua relação com a região do Cariri, o programa Cariri Encantado presta, pela segunda vez, homenagem a este músico que une talento musical e exercício de cidadania, neste especial intitulado “Jefferson Gonçalves: Encruzilhada de Sons”. Nele, será veiculada essa inédita e exclusiva entrevista, feita especialmente para o programa, além de uma seleção desse seu novo registro musical.

Onde escutar
Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com.

A volta do “Engavetador” Geral da República – por Armando Lopes Rafael


Na foto acima, o Procurador Geral, Roberto Gurgel e a Presidente da República, Dilma Rousseff

A notícia “neutra” e” fria” (como é praxe na mídia) foi divulgada pelas agências de notícias, no início desta manhã de terça-feira, 7 de junho:

“O Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, determinou, na noite de segunda-feira, o arquivamento das denúncias feitas contra o ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, relacionadas ao aumento de seu patrimônio. Gurgel argumentou que as informações que constam das representações levadas à Procuradoria Geral da República não oferecem base para a instauração de um inquérito.
"A mera afirmação, articulada de forma genérica e desacompanhada de qualquer elemento indiciário, de que o representado (Palocci) adquiriu bens em valor superior à renda que auferiu como parlamentar, não (abre margens) para a instauração de inquérito", diz o documento do Procurador Geral da República”.

Com esta decisão, o ministro Palocci pode ganhar sobrevida e se manter no cargo. Tudo irá depender agora, unicamente, da vontade da presidente Dilma Rousseff a permanência, ou não, de Palocci na chefia da Casa Civil, apesar de todo o desgaste que o episódio vem trazendo ao governo.

O Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, está em vias de concluir seu mandato. Depois deste engavetamento, só resta esperar a recompensa de que o mandato do “engavetador-geral” seja devidamente renovado, em sinal de “penhorada gratidão pelos bons serviços prestados”...

Garantiu o empregão, Dr. Roberto Gurgel!