Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Knife - Rockwell - Um lindo vídeo, uma linda música

O SHOW DO ANO - 3 dos maiores instrumentistas Cearenses juntos pela primeira vez no CCBNB - Neste Sábado, 30 de Abril - 20Hs

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O SHOW DO ANO - 3 dos maiores instrumentistas Cearenses juntos pela primeira vez no CCBNB - Neste Sábado, 30 de Abril - 20Hs - no ENCERRAMENTO das Festividades pelos 5 Anos do Centro Cultural Banco do Nordeste - CARIRI

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha


MILEFÓLIO - Achilla millefolium - PARA SONHAR COM O PRÍNCIPE ENCANTADO.
Uma plantinha de aparência singela e frágil, mas desde a Antiguidade tida como poderosa tanto na cura como na magia. O Milefólio é citado na mitologia grega como a planta usada numa infusão onde Aquiles, récem-nascido, foi mergulhado para que se tornasse invencível. Daí originou o seu nome. Foi usada também na guerra de Tróia para curar os ferimentos dos guerreiros. Já o nome Milefólio ou mil-em-rama é devido à forma de suas folhas muito recortadas. Muito usada em amuletos de proteção contra diferentes males e para afastar os ladrões. Colocada debaixo do travesseiro, faz sonhar com o Príncipe Encantado. Os druidas usavam caules de Milefólio para adivinhar o tempo e na China era usado para ler o I-Ching ( O livro das Mutações ).


Planta herbácea, perene e rústica, da família das compostas. Atinge de 30 cm a 1 metro de altura. Originada da Europa, América do Norte, Norte da Ásia e Sul da Austrália. Cultivada em solo bem drenado, permeável e ensolarado, moderadamente rico e úmido. Não é planta de interior. Propaga-se por sementes ou divisão da raiz. Se as flores murchas forem cortadas, a planta floresce uma segunda vez. Esta planta fortalece e estimula todas as ervas e vegetais plantados na sua proximidade.


As flores secas são usadas em decoração. Na culinária, as folhas novas ligeiramente amargas e picantes podem ser adicionadas a saladas e molhos. Na cosmética, é usada em loção tônica para o rosto. Propriedades terapêuticas : Cicatrizante de feridas da pele, úlceras internas, cólicas menstruais, hemorróidas, reumatismo e celulite. O óleo essencial de Milefólio pode ser usado em massagem, banho, xampu, emplasto e compressa. Em blends, combina bem com óleos essenciais de Angélica, Camomila e Melissa.

Edilma Rocha
Fonte - Jardim Interior - Denise Cordeiro

Pompa e circunstância - José Nilton Mariano Saraiva

Produto de uma cultura milenar bastante arraigada em todos os quadrantes do planeta (embora não necessariamente difundida) é comum e tornou-se praxe que o homem, ao decidir-se por casar e constituir família (depois de farrear e brincar à exaustão) procure uma mulher de idade inferior à sua (nem que a “distância” não seja tão grande), até pelo próprio desgaste físico-biológico ao qual a fêmea é submetida no matrimônio (quando, por exemplo, vive e realiza o sonho de tornar-se mãe, desejo de toda mulher) ou, ainda, pela latente sensibilidade e a exacerbada preocupação com a rotina diária da família.
Isto posto, sabemos, de antemão, que alguns, mais românticos e sonhadores, hão de contestar tal tese, alegando “preconceito” por parte de quem a esposa, naquela perspectiva de que, quando existe o “amor verdadeiro”, o “amor pra valer”, a “química necessária”, isso é o de menos, pouco importa, não deve ser levado em consideração.
Os fatos, entretanto, estão aí mesmo pra comprovar e corroborar: embora existam (em qualquer lugar do mundo), são raros os casamentos onde o homem é mais novo que a mulher e, quando tal acontece, normalmente - ressalvadas as famosas exceções de praxe e dignas de encômios, quando os dois vivem felizes para sempre – a tendência é que a indissociabilidade da união vá pro brejo, de forma inexorável (e com doloridas cicatrizes e acusações de parte a parte).
A reflexão acima tem a ver com o mote do dia: o casamento do herdeiro do “trono inglês”, William (28 anos), com a plebéia Kate Middleton (29 anos), numa cerimônia repleta de fausto e pompa, que a TV tratou de transformar num espetáculo de gala, transmitindo-o para todos os continentes, durante horas.
Na oportunidade, à tona vieram alguns “pequenos detalhes”, que vale relembrar: 1) William é filho do “insosso” Charles, aquele que tem cara, jeito e atitudes de babaca, e que largou a bela Diana (mãe do casante de hoje e que, desprezada pelo marido, sapecou-lhe “chifres” a torto e a direito) para juntar-se a uma anciã já casada (Camila, com o dobro da idade dele), e à qual confidenciou (quando ainda casado com Diana), que gostaria de ser o seu “tampax” (para os mais “puros”, que o desconhecem, trata-se de um absorvente íntimo); 2) antes de casar, William e Kate já moraram juntos por uns tempos (os adeptos da virgindade devem tremer nas bases), quando colegas de Universidade, e ela chegou, inclusive, a deixá-lo a ver navios, obrigando-o a implorar-lhe perdão para tê-la de volta (temos aí um futuro “barriga branca” ???); 3) talvez por isso mesmo, ela exigiu (com que intenções ninguém sabe) que fosse abolida do cerimonioso ritual de hoje a cláusula em que publicamente juraria fidelidade ao marido (e assim foi feito); 4) embora falido (ano passado teve um prejuízo correspondente a dez por cento do seu PIB), o “Estado” britânico abriu as torneiras e disponibilizou algo em torno de dezesseis bilhões de reais com a cerimônia, sem contar com o que foi gasto pela própria realeza.
Alfim e ante isso tudo, uma perguntinha tanto simplória quanto realista: como já se tornou comum referir-se e evocar a rainha da Inglaterra quando tratamos de “inutilidade”, “desnecessidade” e/ou “desperdício”, para que existe mesmo a monarquia britânica, com toda a sua cafonice e custo estratosférico ??? Por qual razão não implodi-la de vez, mandando o exército de malandros que a compõem trabalhar duro pra ganhar a vida ???

Pérola nos Bastidores (Onde está o lema?) - Claude Bloc

Claude Bloc disse...


Se na tela
Eu me escondo
Onde está o lema?

Pra não ter
Nenhum problema
Me conformo

Fecho os olhos
Abro os braços
Me transporto

Se me perco
Do teu lema
Só me importo

Se é reto
E linheiro
Eu entorto

Mas voltando
Para o lema
Que sufoco

Se é tese
Ou solução
Isso é pouco

O que vale
É esse tom
Esse lema
Sentimento
Num poema

Claude Bloc

O MAR E A GAIVOTA


Além da pedra, o mar.
Os meus pés afundavam na areia, eu ofegava.
O peixe no fundo do barco
saltava e ofegava, com falta de ar.

Numa árvore, uma bicicleta pendurada
e os pássaros brincando nos pedais.
Uma cabra pastava nas pedras,
um cachorro farejava a areia.
A gaivota beijou a água junto à rede dos pescadores.
O sol glorioso cintilava no ar.

Foi nesse dia que criei o mito da gaivota morta
sobre uma pedra, o sangue escorrendo com as espumas?
O conhecimento da morte vem aos poucos, no cotidiano
ou nos dias especiais, de dor ou júbilo extremo.
Tudo que perdemos carregamos conosco.

O mar, sempre o mar.
No princípio e no fim, o mar.
O voo branco das gaivotas, o sal,
a areia, a dança das vagas.
O infinito é aqui.

A minha língua modula as mesmas palavras.
O cavalo galopa no eterno,
com a lua e as estrelas.
Eu galopo com o cavalo eterno.


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cadê o tema!?... - Aloísio

Cadê o tema!?...


Com nó ou laço
Dê um tema
Que eu faço
Um poema

Poema
É sentimento
Não importa
O tema

Um tema
Com sentimento
Transforma-se
Num poema

O problema
Como tema
Vira lema
do poema

Outro tema
Outro poema
Isto é a vida
Sem dilema

A hipótese
Do tema
Virou tese
Do poema

Solução
Como tema
Faz-se canção
Eis o poema!

Aloísio

A PRINCESA E O PRINCIPE ENCANTADO - Por Edilma Rocha

Nas mais simples famílias espalhadas por todo o mundo, quando nascia uma menina, era logo chamada de "Princesinha".
Todas nós fomos a nosso modo, as "princesinhas" de nossos pais. A imaginação de criança através das histórias de "Branca de Neve" e da "Bela Adormecida" formava um sonho moldado aos poucos com a imagem do principe que chegaria um dia no seu lindo cavalo branco. O sonho do amor que viria encantado na figura de um príncipe, casariam e seriam felizes para sempre... As adolescentes procuravam nos rapazes mais comuns a figura tão esperada.  Algumas até encontraram esse amor tão sonhado, mas outras, mesmo na meia idade, ainda suspiram por este maravilhoso e mágico encontro.
Os tempos mudaram e as princesas se tornaram mulheres executivas e independentes. Os principes não viraram sapos, mas, muitos se tranformaram em vilões, cafajestes ou até gays. Raros são os casais que podemos ver como principes e princesas que foram felizes para sempre.
Por todas as últimas semanas as notícias de um dos últimos contos de fadas tomou conta dos  jornais, revistas, tvs e internet. O casamento do herdeiro do trono Britânico que se repete a cada 30 anos. A princesa Elizabeth casou-se com o principe Philip em 1947. Em 1981, o principe Charles casou-se com Lady Diana. Agora passados 30 anos, é Willian, filho de Charles e neto de Elizabeth que vai receber a mão da pebléia Kate Middleton. E o mundo espera para assistir a nostalgia ou a reminiscência do conto de fadas.
Será que estes casamentos reias mexem com os  sentimentos das pessoas ?
Quem um dia não quiz ser uma  "Cinderela" ?
Qual menino não quiz ser um  "Artur" ?
Será a volta do conto de fadas ?
Só sei que esta celebração majestosa o mundo inteiro vai acompanhar, amanhã.
A filha de um programador de voo e de uma comissária de bordo será a próxima princesa. Se conheceram na faculdade e estudaram juntos tendo vários amigos em comum. Ela é formada em "História da Arte" e pode ao longo de sete anos e meio de namoro aprender os protocolos da realeza Britânica. Kate, a pebléia, com seus lindos cabelos castanhos, 29 anos, 1,78 cm  de altura, longas pernas e um corpo modelado pela ginástica e pelo tenis, fisgou o seu principe durante um desfile de moda beneficiente realizado na Universidade de St. Andrews, na Escócia, vitoriosa diante de tantas candidatas ao conto de fadas.
William, piloto de busca e resgate da Força Aérea é conhecido como uma figura sensata e de um exemplo positivo, qualidades importantes para um futuro rei. Sob o olhar do mundo, em sua redoma de vidro, luta para adaptar-se as mudanças que aconteceram fora dos muros do Palácio de Buckingham.
Na Abadia de Wesminster, nesta sexta-feira, será modificado o destino da família Real Windsor. O conto em dois atos. Do Palácio de Buckingham para a Abadia de Westminster, Kate Middleton realiza o sonho de todas nós e vira "Princesa.

Edilma Rocha

Horizontes...


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Lual - José do Vale Pinheiro Feitosa

Meu amor hoje sou palha de monturo,
Meu Luiz Gonzaga está esquecido,
As aves de arribação morreram num paredão de som,
Cada ligamento do meu mundo,
Hoje é um limbo na memória da juventude.

Pois era meu amor,
Ali o mundo se perpetuaria,
Mas agora é como uma fumaça,
Nem bem a manhã começa,
E os sonhos ficaram apenas comigo,
Elevou-se na presença do hoje.

Estes jovens de hoje,
Numa festa rave que chamam Lual,
É algo próprio, bem cearense,
Explodem o forró eletrônico,
Ouvem o funk carioca,
Não entendendo nada,
Mas disputam qual som é maior.

Meu amor estou perdido,
Não eles, se acham no turbilhão,
De suas tribos no território das caixas de som,
De todos os excitantes que excitam o nada,
Tanto esticam que ultrapassam a fronteira
Entre eles e eles mesmos numa eterna permanência,
No mesmo lugar.

E meu Luiz Gonzaga?
É matéria do meu desesquecimento,
Dos meus paredões de memória e emoção,
Das minhas vagas também pelo nada,
Nada muito diferente da moçada,
Que mesmo assim os amos.

Que jamais repitam o passado,
Sempre desconfie das minhas douradas conservanças,
Nelas nada fica que não,
As minhas poupanças de memórias,
Que não rendem correção e nem juros,
Apenas encargos que não os libertam.

Que eu morra,
Para que os paredões possam estourar os tímpanos de agora.

Afinal para serve a audição,
Se ninguém mais nos escuta?

ROTARY CLUB - CRATO CENTRO - RECEBE CLAUDE BLOC COMO NOVA ASSOCIADA


Meu pai, Hubert Bloc, pouco depois que chegou ao Brasil e começou a se comunicar em Português, ingressou no Rotary do Crato. Era um meio, dentre outras coisas, de digerir e dominar outra língua sem os percalços de um Português rudimentar que corria pela Fazenda Serra Verde. Desta maneira, ele conseguiu além de saber se expressar de forma compreensível, adquirir, paralelamente, um domínio  sobre a forma escrita da nossa Língua, que ele lapidava para fazer seus bem humorados discursos nas reuniões do Ratary.

Lembro-me que, em várias ocasiões, eu vinha com ele até o Crato para um breve mergulho na vida urbana e ficava hospedada na casa de Padrinho Anibal Viana de Figueiredo ou na casa de Dr. Jefferson de Albuquerque, que se tornaram, nesta cidade, os seus primeiros amigos e companheiros rotários.

A vida citadina em Crato era ainda bem provinciana, mas esse encontro semanal às sextas-feiras, no hotel de Seu Paulo Frota, era, além de uma confraternização, um meio de dispersar a monotonia da vida rural.

Nessa época, eu fui inúmeras vezes, assistir a essas reuniões. Ficava contando os minutos até terminarem as falas dos diversos membros dessa instituição, para  finalmente  me deleitar com o momento para mim tão esperado: o almoço, tendo um sorvete como sobremesa.

Eu não entendia de nada ou quase nada, certamente, na hora assimilar aqueles dizeres carregados de tons de oratória e de temas complicados para uma menina de 6/7/8 anos. Mas com certeza, ficou em mim o interesse pelas propostas  e propósitos do Rotary.

Há pouco tempo, reencontrando-me com Jurandy Timóteo pelas ruas e eventos do Crato, ele me fez um convite irrecusável: tornar-me rotariana. Eis porque agora, dia 26 de abril de 2011, me efetivei como membro dessa Instituição apadrinhada por Jurandy e estimulada pela Presidente Zinelle Vieira Damascendo Barreto. É um orgulho e uma satisfação para mim fazer parte desse grupo que se constituiu, além de companheiros de luta, em amigos de fato.

Vista parcial dos membros do RC - Crato Centro
Maria de Fátima Batista Lima - e sua mensagem de otimismo.
A Presidente Zilnelle me fazendo conhecer os objetivos do Rotary
Jurandy aplaudindo minha posse do emblema (símbolo) do Rotary

Amigas de muito tempo - Maria Stuart e eu - agora companheiras rotárias.


É esse o nosso lema
Emblema original

"  Dar de si antes de pensar em si" 
Claude Bloc

Padre Cícero do Crato:O Milagre Que as Cartas Santificam os Bilhetes-Wilson Bernardo.

A concepção materialista de um milagre se faz pela sabedoria da crença e na força da fé no que se acredita. São muitos os caminhos que se trilha pelo misticismo dos pedidos e crenças desejadas pelas agruras do sertão nordestino. Na colina do horto, são muitas materializações de um povo esperançoso pela graça e a satisfação dos seus pedidos ofertados pelo divino espírito santo, nos bilhetes e cartas enviados ao santo padre do nordeste, o Cícero Romão. As castas sociais se diversificam, e os preconceitos inexistentes, quando se quer alcançar a graça do milagre, e ai os pedidos vão desde os pessoais e de estéticas como cirurgias plásticas, como também ao que mais se deseja, que são as chuvas de um inverno de farturas. O milagre das águas, de bom inverno de mandiocas, que se faz a farinha e a hóstia, consumada em sangue, que se fez a Meca de peregrinações um sertão estiado em que as farturas estarão sempre no misticismo das imagens santificadas pela crença popular do santo romeiro Padre Cícero Romão Batista.

Imagem viva do Santo Padre Cícero na colina do Horto
A urna em que os romeiros devotos,guardam os pedidos em bilhetes,para a consagração do milagre

Orações ao Pé da estátua do meu Padim Cíço

Detalhes de uma estátua sobrecarregada com o tempo dos cajados messiânicos
O milagre da hóstia são todas as comungações na feitura do místico,sagrado e profano


Wilson Bernardo (Fotografia & Texto)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha


LAVANDA  ou ALFAZEMA - Lavandula officinalis -  "Aroma que traz bons sonhos". Feche os olhos e transporte-se mentalmente para um campo de Lavanda. Certamente você se recordará do seu suave perfume e poderá senti-lo trazido pelo vento. Ah! Que reconfortante e agradável cheiro de limpeza. Sinônimo de pureza e tranquilidade, a Lavanda era muito usada no banho e nos lençóis dos gregos e romanos. Muito conhecida na Antiguidade por repelir insetos e pelo perfume duradouro, era usada para disfarçar o mau cheiro das casas e ruas. Conta-se que  no tempo da peste, os fabricantes de luvas não eram atingidos porque perfumavam o couro com Lavanda.


Subarbusto rústico que atinge de 45 cm á 1 metro de altura. Existem várias espécies, com variações nas cores das folhas, de verde a cinza prateado, e das flores, de rosa muito pálido a róseo púrpuras e azuis. Originada das Ilhas Canárias, Norte e Oeste da África, Sul da Europa, Mediterrâneo, Arábia e  Índia. Cultivada em solo arenoso, com cálcio e bem arejado. Exposição direta ao sol para evitar doenças causadas por fungos. Plantar com intervalos de 120 cm. O cultivo em vaso é possível, mas é mais difícil.


A flor da Lavanda é usada como chá e para aromatizar compotas e, cristalizadas, para decorar sobremesas. Muito usada também na decoração e aromatização de ambientes. Travesseiros e almofadas de Lavanda são tranquilizantes naturais. Alivia dores de cabeça, insolação, fraqueza, vômitos e crises nervosas. Os tônicos à base de Lavanda aceleram a substituição das células nas peles sensíveis e delicadas. É também anti-séptico contra acne. O óleo essencial de Lavanda é neurossedativo, antidepressivo, antimelancólico, refrescante e calmante. Combina com óleos essenciais de gerânio, manjericão, bergamota, limão, toranja e erva-cidreira.

Edilma Rocha
Fonte - Jardim Interior - Denise Cordeiro

Meu Bairro:O Centro do Crato...O Começo do Mundo é Aqui,o Final é na China-Wilson Bernardo.

O centro da cidade do Crato tem suas particularidades e seus termômetros políticos, assim como seus fuxicos, conhecido nacionalmente como a Praça Siqueira Campos. A sua concentração de diversas rodas de conversas, que envolvem politica, futebol, religião, vida alheia e seus tradicionais aposentados. Mas o centro não é somente isso, tem seus bares, e seu centro financeiro, concentrado em atacados e varejo. Não quis aqui destacar minuciosamente os seus pontos tradicionais, por isso optei por fotos abertas de locais conhecidos de todos em panorâmicas da cidade, seguindo assim um critério pessoal, esperando não gerar polemicas.

Panorâmica da Av.Duque de Caxias, que dá acesso ao centro e faz parte do centro

Prefeitura Municipal do Crato e o coração comercial do Crato


Centro cultural do Araripe

Banco do Brasil e sua estrutura moderna

Siqueira Campos de outro ângulo

Catedral da Santa Sé, como marco zero da cidade do Crato

Detalhe de suas torres e badalos

Wilson Bernardo (Fotografia & Texto)

Leia as Notícias do Cariri todo dia na Internet - JORNAL CHAPADA DO ARARIPE

Em Parceria com o Blog Cariricaturas


Leia todo dia as notícias do Cariri na Internet. Descubra o mundo do Cariri, a sua história, a sua cultura e as notícias da região. O Jornal Chapada do Araripe Online é o maior portal do Cariri na Internet. Contendo todas as matérias do Blog do Crato e as notícias das outras cidades do Cariri e Sul do Ceará enviadas por nossos colaboradores, aliando-se a uma qualidade visual de primeiro mundo, é a melhor forma de ver o Cariri na Internet, com qualidade, responsabilidade, e organização das matérias por conteúdo.

São mais de 20 editorias. Quer ler somente crônicas ? Basta clicar em "Crônicas". Há mais de 300 crônicas. Quer ver as últimas notícias do Cariri, do Ceará e do Mundo ? Estão todas lá. E que tal assistir vídeos, ouvir música, e procurar numa base de dados de mais de 15.000 artigos e mais de 120.000 fotos ? Descubra todo o Universo contido no Jornal Chapada do Araripe. O maior Portal do Cariri, acessível agora em todos os seguintes endereços:

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27 de Abril - DIA DA EMPREGADA DOMÉSTICA

Quem não tem tempo para os afazeres domésticos como passar, lavar, cozinhar e limpar a casa sabe como é necessário contratar alguém que execute esses serviços em troca de remuneração. E, como nossa casa é um ambiente que desejamos que seja o mais agradável possível, é importante que a empregada doméstica saiba cuidar de um lar como se fosse seu.

É um trabalho difícil e, por estas e outras, as empregadas domésticas vêm sendo cada vez mais valorizadas hoje em dia. Com isso, conseguem fazer valer seus direitos. A recente conquista do depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS - mesmo que opcional para o empregador, é sinal de que os tempos mudaram.

QUEM É O PROFISSIONAL DO LAR?
Segundo o Ministério do Trabalho, cozinheiro, governanta, babá, lavadeira, faxineira, vigia, motorista particular, enfermeira do lar, jardineiro, copeira são os profissionais considerados domésticos, desde que o local onde trabalham não seja comercial.

Pela Lei 5.859 de 11 de dezembro de 1972, que ampara a profissão, doméstico é toda e qualquer pessoa, homem ou mulher, que presta serviços de modo contínuo em local residencial, sem fins lucrativos para o empregador.
O caseiro também é considerado doméstico se o local onde trabalha não possui fins lucrativos.
Já o zelador e o porteiro de condomínios residenciais ou comerciais não são considerados empregados domésticos.

EMPREGADA DOMÉSTICA OU DIARISTA?
De acordo com a Justiça do Trabalho, a empregada doméstica só estabelece vínculo empregatício com o empregador quando trabalha mais de duas vezes por semana no mesmo local, para a mesma pessoa e recebe salário pelos serviços prestados.
As características são as mesmas para a diarista, com exceção da continuidade. Ela geralmente presta serviços em locais e dias diferentes, não configurando assim o vínculo.

SEUS DIREITOS
Quem já não teve dúvidas sobre os direitos trabalhistas ao contratar os serviços de uma empregada doméstica? Afinal, ela não tem os mesmos direitos que o trabalhador comum como o seguro desemprego, salário família, pagamento de hora extra, jornada de trabalho fixada por lei, adicional por trabalho noturno e estabilidade.
Deve exigir recibo do empregador cada vez que receber o salário e este não pode ser inferior ao mínimo.
Um contrato por escrito, especificando horário de entrada e saída, valor do salário, dia da folga semanal e as funções a serem exercidas é importante para que dúvidas não apareçam.
Quanto ao registro na carteira profissional, não só pode como deve tê-lo, sendo providenciado em até 48 horas após sua admissão, mesmo tendo sido estabelecido contrato de experiência.

SEUS DEVERES
A empregada doméstica não tem só direitos, mas deveres que devem serem lembrados e cumpridos. De acordo com a cartilha do Ministério do Trabalho, ao ser admitida, ela deve apresentar alguns documentos como a carteira de trabalho, o carnê de pagamento do INSS, atestado de saúde (se o empregador exigir) e carta de boas referências. Se for demitida ou pedir demissão, deverá entregar a carteira de trabalho ao empregador para que ele faça os procedimentos legais.

CONQUISTA
A empregada doméstica tem direito de receber o FGTS. Porém, este direito não é obrigatório, ou seja, o empregador concede se achar que deve. Neste caso, o ideal é que haja um acordo entre ambas as partes.

Fonte: Portal São Francisco e IBGE
Poema Guardado
 - Claude Bloc -



Tenho um poema guardado
Indeciso, encabulado
Preso nas entrelinhas
Entre a coragem e a covardia.
Um poema de alegria,
De versos entrecortados
Refreada poesia...

Poema de tantas horas
Poema que  te anuncia.
Que canta forte aqui dentro
Que fala de ti todo dia,
Nem  vê o tempo que passa
E essa saudade que fica
Em cada verso uma flor
Um sonho que prometias.

Claude Bloc

"Medalhões" e "Idiotas" - José Nilton Mariano Saraiva

Conta bancária recheada de dólares e euros (daí a incessante “caçada” que lhes empreendem as sempre atentas e expeditas “marias-chuteiras” da vida), já dobrando o “cabo da boa esperança” (em termos de idade avançada), barrigão protuberante (pelos excessos cometidos), indisposição pra queimar calorias (via extenuantes exercícios físicos), farras homéricas que varam a madrugada (predominantemente regadas ao “sexo muito bem pago” e drogas em profusão), “eles” não mais encontram espaço no exigente mercado europeu e só então (e ainda assim), cansados e esbaforidos, lembram da terra-mãe, onde tudo começou, e aonde, a partir de agora, poderão “enganar” ad eternum.
Para tanto, à espreita e de prontidão, já se acham mercenários empresários e corruptos diretores de clubes, sempre acessíveis e dispostos a usufruírem robustos dividendos (financeiros e preferencialmente políticos), que se encarregam de “forrar a mão” de mafiosos jornalistas (e como proliferam, na imprensa esportiva tupiniquim), a fim que notícias sejam paulatinamente plantadas, anunciando-os como o “herói saudoso” que retorna ao “time do coração” (ou até mesmo – por que, não ??? - para atuar no arquirival, numa prova inconteste de “profissionalismo”).
Movida e estimulada pela paixão e irracionalidade latentes, insuflada a torcida do tradicional clube de pronto adere à causa, tratando de relembrar lances e gols de placa de um passado distante, que (intimamente sabem) jamais se repetirão (mas que o fanatismo se encarrega de obscurecer).
Após a assinatura do contrato milionário, a revelação-surpresa e desprovida de qualquer ética ou escrúpulo: como estão “sem ritmo de jogo”, necessitarão de dois a três meses pra “entrar em forma e ficar na ponta dos cascos”; e aí é que se constata que na realidade se acham mesmo é “bichados”, irremediavelmente “baleados”, sem a mínima condição de agüentar o tranco e, pior, indispostos para tal desiderato (porquanto visceralmente “dependentes” potenciais de “substâncias não recomendáveis”, herança maldita do “velho continente”). Ainda assim, durante o “sacrifício” a que se submetem (meros exercícios físicos), exigem o recebimento dos estratosféricos salários religiosamente em dia (como se tivessem a exercer a profissão) enquanto que - como ninguém é de ferro - as “baladas noturnas” se sucedem numa freqüência impressionante, com muito luxo e desperdício (para a infelicidade e protestos dos novos vizinhos (de um lado), e felicidade completa de determinadas “atrizes globais” (de outro); tanto é que uma delas, das mais famosas e requisitadas – e não caiam pra trás – chegou a receber “um apartamento”, pelos relevantes serviços prestados em uma única noitada).
O resto do script todo mundo já sabe: em campo, enquanto os companheiros literalmente “se matam” de correr atrás da “gorducha” (bola), eles “passeiam” ou “caminham” sem maiores preocupações; se alguém tem a “infeliz idéia” de endereçar-lhe o instrumento de trabalho (bola), há que fazê-lo “a domicílio”, sem que haja a necessidade de maiores esforços de sua parte, porquanto, se empreenderem algum excesso poderão romper algum vaso ou tendão; depois do “desfile” pelo tapete verde (por uma ou duas míseras partidas), alegam “cansaço” e exigem repouso absoluto de um ou dois meses para se “recondicionarem” fisicamente (sem que, no entanto, deixem de freqüentar assiduamente a noite). Viajar com os companheiros para atender a algum compromisso do clube, numa praça razoavelmente distante ??? Nem pensar (quando convenientemente não estão na “fisioterapia”, sempre têm que cumprir algum compromisso particular, sob a proteção da imprensa e Diretoria do clube).
E assim esses (podres de rico) “medalhões-heróis” forjados pela mídia esportiva tupiniquim levam a vida na maciota, certamente que gozando da cara dos (lisos)
“idiotas” - todos nós).
Agora, aqui pra nós: você já parou pra imaginar quanto custou cada um dos raros gols de autoria do tal Ronaldo “Pensão” Nazário, Adriano “Pó Puro” ou Ronaldo “Moleque” Gaúcho, depois que retornaram à pátria amada ???
Quanto ???

Padre Lourenço Vicente Enrile -- por Armando Lopes Rafael




O dia era 13 de novembro de 1876.

Na cidade de Crato – na Rua das Flores, atual Rua Teófilo Siqueira, em casa do farmacêutico prático Secundo Chaves, localizada próxima onde hoje funciona a Cúria Diocesana – um sacerdote de 43 anos, com o organismo minado pela tuberculose, sentia que sua existência terrena chegava ao fim. Em meio à febre, acessos constantes de tosse e hemoptise, o Padre Lourenço Vicente Enrile – primeiro reitor do Seminário São José – rendeu sua bela alma a Deus, nos braços do farmacêutico e seu benfeitor.

Dias antes, Secundo Chaves, após muita insistência, conseguiu que o Padre Lourenço Enrile deixasse o prédio do Seminário e viesse para sua residência onde teria mais conforto no tratamento da pertinaz moléstia. Debalde foram os esforços do farmacêutico. O Crato perdeu, naquele dia, um de seus mais virtuosos sacerdotes.

Padre Enrile nasceu em Finalborgo, diocese de Savóia, na Itália em 28 de fevereiro de 1833. Cento e trinta e cinco anos depois da chegada do Frei Carlos Maria de Ferrara – fundador de Crato – a Itália nos mandara outro valoroso missionário. Padre Enrile chegou ao Cariri em 1875, para colocar em funcionamento o Seminário São José. Aqui viveu menos de dois anos, tempo suficiente para alcançar – junto à sociedade cratense – o conceito de um sacerdote digno, piedoso e exemplar.

Segundo o Álbum do Seminário de Crato, editado em 1925:
“Não se limitava a ação do primeiro reitor em guiar os destinos da casa, da posição em que o colocara o Sr. Bispo, mas entregava-se a todos os misteres. Desde a sala de aulas até a cozinha, sua atividade se desenvolvia a contento de todos os que habitavam o Seminário.
“Trabalhava sem tréguas, durante o dia, e, à noite quando todos dormiam, ainda vigiando, percorria o dormitório e mais compartimentos da casa, não deixando de consagrar algum tempo ao estudo.
“Os primeiros albores da madrugada, como determinavam as regras da Congregação, já o encontravam no cumprimento do dever.
“Padre Enrile era um modelo de sacerdote católico, que reunia aos vastos conhecimentos de que era possuidor uma piedade sólida, haurida em Paris na Casa Mãe dos Lazaristas. Manejava a língua portuguesa com rara facilidade, de modo que prendia a atenção de todos quando proferia seus memoráveis sermões. À capela do Seminário, em meio de grande massa popular, afluía, ainda, o que o Crato tinha de intelectual naquele tempo, para ouvir a palavra fácil e erudita do Padre Enrile.
“Em todos os misteres do sacerdócio, era o Padre Enrile exato e admirável. Edificava o povo, quando após os trabalhos do Seminário, saía em busca dos moribundos levando-lhes o pão dos anjos e o conforto de sua palavra cheia de unção.
É ainda o Álbum do Seminário de Crato que informa:
“Quando do seu falecimento, a população em peso acorreu ao Seminário e de todos os olhos caiam lágrimas a fio, e todos os lábios ciciavam preces pelo repouso da alma do prateado morto”.

Os veneráveis restos mortais do Padre Enrile encontram-se sepultados numa das colunas da capela do Seminário São José. Conforme o Álbum do Seminário de Crato: “Jamais se assistira (até aquela data) em Crato a enterro tão concorrido e a morte tão chorada”...

terça-feira, 26 de abril de 2011

No mato sem cachorro, a farinha vai pro mesmo saco

SAMY ADGHIRNI

DE SÃO PAULO

Atualizado às 21h16.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu nesta terça-feira que existe a possibilidade de fusão entre o PSDB e o DEM, mas ressaltou que as conversas são "preliminares".

"Existem propostas nesse sentido. São aspectos delicados. Acho que o mais importante é manter a coesão dos partidos e, desde logo, dizer: aconteça o que acontecer, vamos nos manter unidos com certos objetivos maiores. Não sei qual a tendência, se vai haver fusão ou não", afirmou FHC.


Adriano Vizoni - 18.abr.2011/Folhapress
FHC admitiu que existe a possibilidade de fusão entre o PSDB e o DEM, mas ressaltou que as conversas são 'preliminares'
FHC admitiu que existe a possibilidade de fusão entre o PSDB e o DEM, mas ressaltou que as conversas são 'preliminares'

Ele, no entanto, negou relatos de que se reuniria amanhã com lideranças do PSDB para discutir a eventual fusão com a outra grande sigla oposicionista.

"Se tem reunião marcada eu não estou sabendo", brincou o ex-presidente.

As declarações forem feitas durante evento no Instituto FHC que debateu a situação política e econômica na Venezuela e recebeu várias lideranças de oposição ao presidente Hugo Chávez.

Mas o ex-presidente deixou claro que sua preocupação mais urgente é a debandada nas fileiras tucanas, em especial a saída do ex-deputado Walter Feldman do PSDB para o PSD, recém criado por Gilberto Kassab.

"Eu acho lamentável a saída de qualquer pessoa, sobretudo de uma pessoa importante. No momento nós devemos fazer um esforço pela coesão. Faço até mesmo um apelo. Não é o momento de ampliar divisões", disse o presidente de honra da PSDB.

"Se quisermos ter um objetivo maior, como têm os venezuelanos hoje, que é de voltar a ter uma situação em que o PSDB possa exercer um papel construtivo na república, temos que estar unidos", afirmou, numa referência à próxima disputa presidencial de 2014.

Segundo ele, "esse esforço implica em que as várias tendências do partido entendem que tendências são normais, que opções por pessoas são normais. O que não é normal é ruptura", acrescentou.

O ex-presidente não discursou durante o evento, mas elogiou os participantes do encontro, em especial a liberdade de tom dos jovens oposicionistas venezuelanos, que fizeram duras críticas a Chávez.

FHC disse que, ao contrário dos jovens venezuelanos, prefere ser cada vez mais prudente com declarações públicas e brincou com a polêmica gerada pelo recente artigo publicado na revista "Interesse Nacional", no qual defendeu que o PSDB desistisse dos votos do "povão" para investir na nova classe média.

"Passei a ser cautelosíssimo. Pensei que ninguém fosse ler", disse, arrancando gargalhadas do auditório.

O "cara" da vez - José Nilton Mariano Saraiva

A excelência, versatilidade, bagagem e comprovada facilidade com que consegue abordar com propriedade, clareza e consistência, uma miscelânea de assuntos, sem que caia no lugar comum ou no emprego banal daquelas “frases-clichês” ou notinhas de pé de página desprovidas de substância às quais muitos recorrem, o credenciam como um intelectual de escol; dá gosto ler seus substanciosos textos.
Recatado, se nos apresenta aparentemente tímido, mas contundente quando chamado a manifestar-se; econômico nas palavras, porém extremamente acessível com aqueles que o procuram, tem sempre uma palavra de estímulo; lhano, embora não se furte a impor-se quando preciso; firme em seus posicionamentos e, paradoxalmente, capaz de ouvir atentamente os que professam um credo diferente do seu; estas, em rápidas pinceladas, algumas das suas características pessoais.
O que mais chama a atenção, no entanto, é o seu olhar social, a sua vocação eminentemente humanista, a sua aguçada sensibilidade para com os problemas enfrentados pelos semelhantes, a sua predisposição de doar-se em favor de uma causa que beneficie os menos favorecidos ou que não tiveram oportunidade de ascensão sócio-econômica. E, certamente imbuído de tal propósito, ao ingressar na academia optou pelas ciências sociais, graduando-se em Direito.
Socialista convicto e de primeira hora, escolheu um partido de viés esquerdista quando decidiu ingressar na política. Sem recursos, mesmo assim foi eleito vereador na cidade do Crato, tendo seu mandato caracterizado pela seriedade no tratamento da coisa pública, pela competência nos questionamentos apresentados, pela busca incessante de respostas às demandas de cunho socialista, pela tentativa de mudar o deplorável “statu quo” vigente. No entanto, atropelado pelo “rolo-compressor” do poderio econômico e da falta de escrúpulos, não logrou reeleger-se, numa prova concreta e acabada da falta de responsabilidade e do pouco caso que a população do Crato dispensa quando chamada a tratar sobre o futuro da cidade.
Agora, entretanto, quando a cidade experimenta mais uma administração caótica, quando o Crato afunda no caos, patina na mediocridade, escorrega na maionese, involui a olhos vistos em todos os aspectos e quadrantes e se acha literalmente parada em termos de geração de investimentos, que propiciem emprego e conseqüente obtenção de renda por parte da sua população, por qual razão não se pensar em alguém com o perfil socialista acima, a fim de geri-la, dar-lhe um ramo, balançar-lhe as estruturas, içá-la do pântano em que a meteram, catapultá-la do marasmo e da incompetência em que a socaram, já há cerca de 40 anos ???
Como cratense “da gema”, pra lá de preocupado com o atual e crítico momento (e bote preocupação nisso), permitimo-nos sugerir que o “cara” da vez, nas próximas eleições municipais, seja um filho de Lavras da Mangabeira, mas radicado no Crato desde a mais tenra idade: José Emerson Monteiro Lacerda (em dobradinha com um Valdetário Siebra, um Marcos Cunha ou outros que compartilhem dos mesmos ideais).
Fica a sugestão.

ENCONTRO COM AMIGOS


Claude Bloc e Everardo Norões
Sem palavras...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Programa Cariri Encantado Sonoridades - 27/04/2011

Conexões Musicais: Ednardo, “do Pessoal do Ceará"


Expoente do Pessoal do Ceará, grupo de cantores e compositores nordestinos que baixou no centro do país no início dos anos 70, como Belchior, Fagner, Amelinha, Rodger Rogério, Teti e Fausto Nilo, - Ednardo protagonizou um fenômeno fonográfico ao emplacar o maracatu Pavão Mysteriozo na abertura da novela Saramandaia, em 1976, e virar febre democrática, fissurando tanto o público universitário quanto a dona de casa. Os antigos sucessos mantiveram o criador do pavão fazendo shows por todo o Brasil e no exterior, criando trilhas de cinema, como para o filme Luzia Homem, de Fábio Barreto.

Ednardo será o enfocado do programa Cariri Encantado Sonoridades desta próxima quarta, 27, das 14 as 15 horas, na Rádio Educadora do Cariri – AM 1020 e http://www.radioeducadoradocariri.com/ -, quando será tocado sucessos como Terral, Cavalo Ferro, Pavão Mysteriozo, Artigo 26, Longarinas, Enquanto Engoma a Calça e outros de seu extenso e importante repertório musical, que têm o poder de arrebatar o público, conquistar diversos segmentos sociais, faixas etárias, permanecendo através dos tempos, com a mesma importância artística.

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha


ERVA-DE-SÃO-JOÃO - Hipericão perforatum - Esta planta floresce no zênite do Sol, no meio do verão. E é o Sol quem lhe imprime um grande poder de cura, atuando no fortalecimento dos nervos e da alma, afugentando o tédio e a melancolia. Uma santa erva.


Pequeno arbusto, de porte ereto, atinge cerca de 1 metro de altura. Originada da Europa, Leste da Rússia; aclimatado na China, Austrália, África e América. A Erva-de São-João cresce abundantemente em solo arenoso e floresce em 24 de Junho, dia de São João. Suas folhas são opostas, aos pares, e se colocadas contra a luz, podem ser vistas suas glândulas translúcidas com óleo. As flores são numerosas de cinco pétalas persistentes, de coloração amarela.


Planta aromática e medicinal, a Erva-de-São-João é expectorante, cicatrizante e tônico nervino. Outras variedades de hiperidicão têm as mesmas propriedades terapêuticas do hiperidicão ordinário. Empregado também nas perturbações psíquicas, estados depressivos, ansiedade e excitamento nervoso e como calmante nos casos de insônia e enurese noturna.

Edilma Rocha
Fonte - Jardim Interior - Denise Cordeiro

A riqueza e o tempo - Emerson Monteiro


De imaginar que tantos vivam qual quem mata o tempo, o cidadão médio resolve saber o que significa tempo, viver este período quando aqui, neste chão de possibilidades, realizar o que pretende. Porém poucos reconhecem o que pretendem, no entanto. Olham dos lados, atrás, à frente, e olha as águas de vasto oceano, cheios de preocupações, atribulações e desordem. Outros, descem à profundeza do mar e encontram os lenitivos de preencher o estirão da viagem com vaidades, instintos e posses. Já, lá adiante, os que buscam ter a aceitação interna, dentro do mundo de valores e sonhos.
Conquanto alguns poucos descubram a interpretação de que vida e tempo correspondam a uma mesma coisa, pois tempo mostra a cara na saúde e nas condições do corpo, as suas decisões e atitudes levam a pensar que vida e tempo são coisas diferentes. E ignoram os resultados do que realizem.
Noutro bloco, grupo reduzido estuda, trabalha, controla os sentimentos. Graças a esses poucos heróis, o barco permanece vagando na superfície das perguntas, querendo respostas do movimento dos dias e do relógio.
A famosa corrida do vil metal, das intenções materialistas e conceitos ocidentais, contudo, conduz a história, esquecida desses valores, no salve-se quem puder da sobrevivência. Ética e os ideais viraram discursos das manobras eleitoreiras. A classe dominante dos países ocupa os palacetes da ilusão e são poucos os que, de verdade, mandam no pedaço, a gastar o suor do povo em mãos gananciosas. Notícias requentadas, no meio do tempo de televisão, entopem a consciência das gentes. O costume de fabricar bombas e balas acinzenta de gazes as folhas dos calendários. É o tempo, de novo, sendo perdido no vento. Pessoas querendo reverter a marcha dos acontecimentos com propostas pessoais e tomam a si o direito de errar, matar, sem respeito ou responsabilidade.
Por onde andaria o custo dessas ações, ninguém consegue calcular e dizer o nome dos que manipulariam os cordões políticos das manadas vagando perdidas, abandonadas à própria sorte. Depois, chegará o senhor do tempo a pedir satisfação da farra. Filas quilométricas, que vão e que vêm, catam o pão e misturam com as lágrimas. Sim, o tempo perguntará aos surdos e responderá aos mudos suas leis de Eternidade. Quem fez ou deixou de fazer, nos passos das horas, subirá, ladeira acima, qual aquele Prometeu da lenda, a conduzir, nas encostas de elevada montanha, um rochedo que escorregará e voltará ao começo, necessitando subir novamente o velho itinerário.
Há espécie de religiosidade nisso tudo. Elevar o sentido da condição humana aos níveis superiores. Esquecer o quase nada que escorrega pelos dedos e estabelece padrões maiores de compreensão às vulgaridades, que deixaram imaginar as mil alternativas e um só Deus a lhes administrar todo tempo as engrenagens.

Onde andavam essa fotos? - Por Claude Bloc



Claude (3 anos)
Tentei bordar algumas lembranças enquanto dormia. Uma menininha sorridente insistia em me dizer que a vida era boa. E eu acreditei. 

Olhei para a primeira foto. A imagem de uma vida feliz  estava estampada no sorriso inocente daquela menininha. Senti saudade dos meus avós maternos e por incrível que pareça, um velho filme, desenrolou-se em minha memória. Nessa época, eu estava na França. Na horta de minha avó Germaine. Aprendia o Francês com facilidade e me tornei fluente. 

Ia à praia com meus primos Michel e Mailé e observava o mar descer muitos quilômetros até se esconder nos confins da baía (Bassin d'Arcachon). Deixava atrás de si, grandes valas naturais onde a gente ia pegar camarão e mariscos. A água era fria e em alguns trechos havia muitas algas finas. A brincadeira era sempre marcada de risadas... Gritinhos finos. O mar sem ondas era propicio ao banho...
Georges Bloc, Claude, Janine, Dominique e Huguette

Mas o Brasil tinha seus apelos. Meus avós paternos decidiram se instalar no Ceará e viver entre os filhos e netos. Assim, Fortaleza e Serra Verde foram os polos de sua moradia. Depois veio o Crato. Isso foi definitivo. Dividiam-se enquanto a família se multiplicava devagarinho. Inicialmente éramos eu e Dominique.

Mamãe, sempre bela, tinha alguns percalços a superar. Sabe como é aquela convivência entre sogra e nora numa mesma casa... Algo meio complicado quando a sogra tem um sentido muito apurado de família e quer ter um espaço e uma participação, além do que deveria ser... No Início, foram ossos duros de roer. Depois, a força do amor e da amizade fizeram pontes entre os sentimentos e a harmonia acabou com o ranço.

Dominique, Mamie Menotte (Germaine) e Neném - (e os cães Dick e e Nico)
Minha avó materna veio ao Brasil algumas vezes. Era mais fácil vir assim apenas uma pessoa. O calor nordestino a incomodava, mas a alegria de poder conviver com a família brasileira a fazia esquecer esses detalhes.

Deixou a cada viagem o seu exemplo e sua simplicidade como marca fundamental. Apesar da barreira do idioma, conseguia se comunicar com as pessoas serraverdenses. Queria aprender os costumes, observar as diferenças e semelhanças entre a vida na França e aquela que encontrou naquele sertão brabo. 

Como exímia costureira e bordadeira, observou naquela época que na maioria dos bordados da região prevalecia a cor vermelha nas flores e o verde forte nas folhas e folhagens. Apesar de não ter conseguido falar Português, ela também observou que, na década de 50, nas letras das canções brasileiras a palavra "coração" ( que ela não conseguia pronunciar direito) aparecia na maioria delas. Enfim, foi uma convivência ímpar, que se repetiu duas ou três vezes mas que nos trouxe um grande carinho e amor por aquela avó brincalhona e gentil.
Hubert Bloc (já em Serra Verde)

 Seu Hubert, meu pai, era um caso à parte. Uma alma gentil e amorosa.  Vigoroso em seu trabalho, parecia um dínamo. Chegou novinho (23 anos) ao Brasil e teve que se aclimatar num sertão de gente matuta, mas cheia de vigor.

Já a essa idade havia vivenciado as agruras da II Guerra e tinha que se superar num país estranho e totalmente diferente daquele mundo polido e cheio dos travos da guerra. Sempre dizia que tinha um "Português ruim", mas o Rótary lhe deu asas e conseguiu escrever o Português melhor que muitos brasileiros. Era belo, inquieto, aventureiro. Tentou viver o que a guerra lhe privou de ter  nas mãos. Errou, mas não foi por falta de garra. A vida ceifou seu futuro muito cedo (65 anos) mas conseguiu, na sua espontaneidade, deixar amigos onde quer que fosse e um legado de amor entre os seus. 

Agora fico aqui entre essas fotos. Fazendo elos entre elas. Nos vazios me debruço sobre essas irremediáveis faltas. Ausências que vão se deixando ficar pela história da minha vida.


Claude Bloc

domingo, 24 de abril de 2011


Ceni
- Claude Bloc -

Ceni (bebê)
 Despertei cedo e olhei novamente algumas fotos sobre a mesinha de cabeceira. Adriana as trouxera na noite anterior lá da casa de Ceni. Eram fotos que Nenem havia preservado em seus guardados por muito tempo. Fotos de que eu nem me lembrava, mas que me fez rever personagens de minha vida.

Quanto a Ceni, nem me lembro a última data em que eu a havia visto pela última vez. Acho que lá pelo início dos anos 70 quando Daniela era um bebê. Ceni era uma menina quieta e de olhar sonhador e triste. Ela estava na minha casa para fazer companhia a Daniela e para brincar com ela, enquanto as coisas da casa eram providenciadas. Um belo dia Nenem a levou de volta pra casa e eu segui minha vida indo pra Fortaleza para receber Flávia minha segunda filha e depois fui para o Rio onde morei 8 meses. Desde então nunca mais nos vimos.

Faz tempo que eu andava procurando por Ceni. Minha vida, porém, me empurrava sempre para longe dela e quando eu ia pro norte ela estava no sul, ou coisas assim. Quando falava em Ceni  sempre me lembrava de tê-la balançado na rede para dormir, quando eu estava de férias em Serra Verde. Me lembrava igualmente de quando ela começou a andar. Ela tinha muito medo de ficar em pé e como ficava muito tensa, demorou para tomar a decisão de ir adiante. De andar de fato. 

Ao vir pro Crato, recentemente tive notícia de que Ceni veio aqui visitar Mundinha sua madrinha. Fiquei aguardando um contato, até que sábado falei com Jose, sua filha. Adriana, minha afilhada, foi lá em Juazeiro encontrar com a família de Ceni. Foi assim que recebi as fotos. Fiquei de vê-la logo. Saudade longa.

Ceni (aos 9 anos)
Ceni (aos 17 anos)

Claude Bloc

Foto1 - Ceni (bebê)
Foto2 - Ceni (09 anos)
Foto3 - Ceni (17 anos)