Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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sexta-feira, 29 de abril de 2011
FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha
Uma plantinha de aparência singela e frágil, mas desde a Antiguidade tida como poderosa tanto na cura como na magia. O Milefólio é citado na mitologia grega como a planta usada numa infusão onde Aquiles, récem-nascido, foi mergulhado para que se tornasse invencível. Daí originou o seu nome. Foi usada também na guerra de Tróia para curar os ferimentos dos guerreiros. Já o nome Milefólio ou mil-em-rama é devido à forma de suas folhas muito recortadas. Muito usada em amuletos de proteção contra diferentes males e para afastar os ladrões. Colocada debaixo do travesseiro, faz sonhar com o Príncipe Encantado. Os druidas usavam caules de Milefólio para adivinhar o tempo e na China era usado para ler o I-Ching ( O livro das Mutações ).
Planta herbácea, perene e rústica, da família das compostas. Atinge de 30 cm a 1 metro de altura. Originada da Europa, América do Norte, Norte da Ásia e Sul da Austrália. Cultivada em solo bem drenado, permeável e ensolarado, moderadamente rico e úmido. Não é planta de interior. Propaga-se por sementes ou divisão da raiz. Se as flores murchas forem cortadas, a planta floresce uma segunda vez. Esta planta fortalece e estimula todas as ervas e vegetais plantados na sua proximidade.
Pompa e circunstância - José Nilton Mariano Saraiva
Isto posto, sabemos, de antemão, que alguns, mais românticos e sonhadores, hão de contestar tal tese, alegando “preconceito” por parte de quem a esposa, naquela perspectiva de que, quando existe o “amor verdadeiro”, o “amor pra valer”, a “química necessária”, isso é o de menos, pouco importa, não deve ser levado em consideração.
Os fatos, entretanto, estão aí mesmo pra comprovar e corroborar: embora existam (em qualquer lugar do mundo), são raros os casamentos onde o homem é mais novo que a mulher e, quando tal acontece, normalmente - ressalvadas as famosas exceções de praxe e dignas de encômios, quando os dois vivem felizes para sempre – a tendência é que a indissociabilidade da união vá pro brejo, de forma inexorável (e com doloridas cicatrizes e acusações de parte a parte).
A reflexão acima tem a ver com o mote do dia: o casamento do herdeiro do “trono inglês”, William (28 anos), com a plebéia Kate Middleton (29 anos), numa cerimônia repleta de fausto e pompa, que a TV tratou de transformar num espetáculo de gala, transmitindo-o para todos os continentes, durante horas.
Na oportunidade, à tona vieram alguns “pequenos detalhes”, que vale relembrar: 1) William é filho do “insosso” Charles, aquele que tem cara, jeito e atitudes de babaca, e que largou a bela Diana (mãe do casante de hoje e que, desprezada pelo marido, sapecou-lhe “chifres” a torto e a direito) para juntar-se a uma anciã já casada (Camila, com o dobro da idade dele), e à qual confidenciou (quando ainda casado com Diana), que gostaria de ser o seu “tampax” (para os mais “puros”, que o desconhecem, trata-se de um absorvente íntimo); 2) antes de casar, William e Kate já moraram juntos por uns tempos (os adeptos da virgindade devem tremer nas bases), quando colegas de Universidade, e ela chegou, inclusive, a deixá-lo a ver navios, obrigando-o a implorar-lhe perdão para tê-la de volta (temos aí um futuro “barriga branca” ???); 3) talvez por isso mesmo, ela exigiu (com que intenções ninguém sabe) que fosse abolida do cerimonioso ritual de hoje a cláusula em que publicamente juraria fidelidade ao marido (e assim foi feito); 4) embora falido (ano passado teve um prejuízo correspondente a dez por cento do seu PIB), o “Estado” britânico abriu as torneiras e disponibilizou algo em torno de dezesseis bilhões de reais com a cerimônia, sem contar com o que foi gasto pela própria realeza.
Alfim e ante isso tudo, uma perguntinha tanto simplória quanto realista: como já se tornou comum referir-se e evocar a rainha da Inglaterra quando tratamos de “inutilidade”, “desnecessidade” e/ou “desperdício”, para que existe mesmo a monarquia britânica, com toda a sua cafonice e custo estratosférico ??? Por qual razão não implodi-la de vez, mandando o exército de malandros que a compõem trabalhar duro pra ganhar a vida ???
Pérola nos Bastidores (Onde está o lema?) - Claude Bloc
Se na tela
Eu me escondo
Onde está o lema?
Pra não ter
Nenhum problema
Me conformo
Fecho os olhos
Abro os braços
Me transporto
Se me perco
Do teu lema
Só me importo
Se é reto
E linheiro
Eu entorto
Mas voltando
Para o lema
Que sufoco
Se é tese
Ou solução
Isso é pouco
O que vale
É esse tom
Esse lema
Sentimento
Num poema
Claude Bloc
O MAR E A GAIVOTA
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Cadê o tema!?... - Aloísio
Com nó ou laço
Dê um tema
Que eu faço
Um poema
Poema
É sentimento
Não importa
O tema
Um tema
Com sentimento
Transforma-se
Num poema
O problema
Como tema
Vira lema
do poema
Outro tema
Outro poema
Isto é a vida
Sem dilema
A hipótese
Do tema
Virou tese
Do poema
Solução
Como tema
Faz-se canção
Eis o poema!
Aloísio
A PRINCESA E O PRINCIPE ENCANTADO - Por Edilma Rocha
Lual - José do Vale Pinheiro Feitosa
Meu Luiz Gonzaga está esquecido,
As aves de arribação morreram num paredão de som,
Cada ligamento do meu mundo,
Hoje é um limbo na memória da juventude.
Pois era meu amor,
Ali o mundo se perpetuaria,
Mas agora é como uma fumaça,
Nem bem a manhã começa,
E os sonhos ficaram apenas comigo,
Elevou-se na presença do hoje.
Estes jovens de hoje,
Numa festa rave que chamam Lual,
É algo próprio, bem cearense,
Explodem o forró eletrônico,
Ouvem o funk carioca,
Não entendendo nada,
Mas disputam qual som é maior.
Meu amor estou perdido,
Não eles, se acham no turbilhão,
De suas tribos no território das caixas de som,
De todos os excitantes que excitam o nada,
Tanto esticam que ultrapassam a fronteira
Entre eles e eles mesmos numa eterna permanência,
No mesmo lugar.
E meu Luiz Gonzaga?
É matéria do meu desesquecimento,
Dos meus paredões de memória e emoção,
Das minhas vagas também pelo nada,
Nada muito diferente da moçada,
Que mesmo assim os amos.
Que jamais repitam o passado,
Sempre desconfie das minhas douradas conservanças,
Nelas nada fica que não,
As minhas poupanças de memórias,
Que não rendem correção e nem juros,
Apenas encargos que não os libertam.
Que eu morra,
Para que os paredões possam estourar os tímpanos de agora.
Afinal para serve a audição,
Se ninguém mais nos escuta?
ROTARY CLUB - CRATO CENTRO - RECEBE CLAUDE BLOC COMO NOVA ASSOCIADA
Meu pai, Hubert Bloc, pouco depois que chegou ao Brasil e começou a se comunicar em Português, ingressou no Rotary do Crato. Era um meio, dentre outras coisas, de digerir e dominar outra língua sem os percalços de um Português rudimentar que corria pela Fazenda Serra Verde. Desta maneira, ele conseguiu além de saber se expressar de forma compreensível, adquirir, paralelamente, um domínio sobre a forma escrita da nossa Língua, que ele lapidava para fazer seus bem humorados discursos nas reuniões do Ratary.
| Vista parcial dos membros do RC - Crato Centro |
| Maria de Fátima Batista Lima - e sua mensagem de otimismo. |
| A Presidente Zilnelle me fazendo conhecer os objetivos do Rotary |
| Jurandy aplaudindo minha posse do emblema (símbolo) do Rotary |
| Amigas de muito tempo - Maria Stuart e eu - agora companheiras rotárias. |
Emblema original
" Dar de si antes de pensar em si"
| Claude Bloc |
Padre Cícero do Crato:O Milagre Que as Cartas Santificam os Bilhetes-Wilson Bernardo.
Orações ao Pé da estátua do meu Padim Cíço
Detalhes de uma estátua sobrecarregada com o tempo dos cajados messiânicos
quarta-feira, 27 de abril de 2011
FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha
LAVANDA ou ALFAZEMA - Lavandula officinalis - "Aroma que traz bons sonhos". Feche os olhos e transporte-se mentalmente para um campo de Lavanda. Certamente você se recordará do seu suave perfume e poderá senti-lo trazido pelo vento. Ah! Que reconfortante e agradável cheiro de limpeza. Sinônimo de pureza e tranquilidade, a Lavanda era muito usada no banho e nos lençóis dos gregos e romanos. Muito conhecida na Antiguidade por repelir insetos e pelo perfume duradouro, era usada para disfarçar o mau cheiro das casas e ruas. Conta-se que no tempo da peste, os fabricantes de luvas não eram atingidos porque perfumavam o couro com Lavanda.
Subarbusto rústico que atinge de 45 cm á 1 metro de altura. Existem várias espécies, com variações nas cores das folhas, de verde a cinza prateado, e das flores, de rosa muito pálido a róseo púrpuras e azuis. Originada das Ilhas Canárias, Norte e Oeste da África, Sul da Europa, Mediterrâneo, Arábia e Índia. Cultivada em solo arenoso, com cálcio e bem arejado. Exposição direta ao sol para evitar doenças causadas por fungos. Plantar com intervalos de 120 cm. O cultivo em vaso é possível, mas é mais difícil.
Meu Bairro:O Centro do Crato...O Começo do Mundo é Aqui,o Final é na China-Wilson Bernardo.
Prefeitura Municipal do Crato e o coração comercial do Crato
Centro cultural do Araripe
Banco do Brasil e sua estrutura moderna
Siqueira Campos de outro ângulo
Catedral da Santa Sé, como marco zero da cidade do Crato
Detalhe de suas torres e badalos
Wilson Bernardo (Fotografia & Texto)
Leia as Notícias do Cariri todo dia na Internet - JORNAL CHAPADA DO ARARIPE

São mais de 20 editorias. Quer ler somente crônicas ? Basta clicar em "Crônicas". Há mais de 300 crônicas. Quer ver as últimas notícias do Cariri, do Ceará e do Mundo ? Estão todas lá. E que tal assistir vídeos, ouvir música, e procurar numa base de dados de mais de 15.000 artigos e mais de 120.000 fotos ? Descubra todo o Universo contido no Jornal Chapada do Araripe. O maior Portal do Cariri, acessível agora em todos os seguintes endereços:
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27 de Abril - DIA DA EMPREGADA DOMÉSTICA
Um poema de alegria,
Refreada poesia...
Poema que te anuncia.
Que canta forte aqui dentro
Nem vê o tempo que passa
"Medalhões" e "Idiotas" - José Nilton Mariano Saraiva
Para tanto, à espreita e de prontidão, já se acham mercenários empresários e corruptos diretores de clubes, sempre acessíveis e dispostos a usufruírem robustos dividendos (financeiros e preferencialmente políticos), que se encarregam de “forrar a mão” de mafiosos jornalistas (e como proliferam, na imprensa esportiva tupiniquim), a fim que notícias sejam paulatinamente plantadas, anunciando-os como o “herói saudoso” que retorna ao “time do coração” (ou até mesmo – por que, não ??? - para atuar no arquirival, numa prova inconteste de “profissionalismo”).
Movida e estimulada pela paixão e irracionalidade latentes, insuflada a torcida do tradicional clube de pronto adere à causa, tratando de relembrar lances e gols de placa de um passado distante, que (intimamente sabem) jamais se repetirão (mas que o fanatismo se encarrega de obscurecer).
Após a assinatura do contrato milionário, a revelação-surpresa e desprovida de qualquer ética ou escrúpulo: como estão “sem ritmo de jogo”, necessitarão de dois a três meses pra “entrar em forma e ficar na ponta dos cascos”; e aí é que se constata que na realidade se acham mesmo é “bichados”, irremediavelmente “baleados”, sem a mínima condição de agüentar o tranco e, pior, indispostos para tal desiderato (porquanto visceralmente “dependentes” potenciais de “substâncias não recomendáveis”, herança maldita do “velho continente”). Ainda assim, durante o “sacrifício” a que se submetem (meros exercícios físicos), exigem o recebimento dos estratosféricos salários religiosamente em dia (como se tivessem a exercer a profissão) enquanto que - como ninguém é de ferro - as “baladas noturnas” se sucedem numa freqüência impressionante, com muito luxo e desperdício (para a infelicidade e protestos dos novos vizinhos (de um lado), e felicidade completa de determinadas “atrizes globais” (de outro); tanto é que uma delas, das mais famosas e requisitadas – e não caiam pra trás – chegou a receber “um apartamento”, pelos relevantes serviços prestados em uma única noitada).
O resto do script todo mundo já sabe: em campo, enquanto os companheiros literalmente “se matam” de correr atrás da “gorducha” (bola), eles “passeiam” ou “caminham” sem maiores preocupações; se alguém tem a “infeliz idéia” de endereçar-lhe o instrumento de trabalho (bola), há que fazê-lo “a domicílio”, sem que haja a necessidade de maiores esforços de sua parte, porquanto, se empreenderem algum excesso poderão romper algum vaso ou tendão; depois do “desfile” pelo tapete verde (por uma ou duas míseras partidas), alegam “cansaço” e exigem repouso absoluto de um ou dois meses para se “recondicionarem” fisicamente (sem que, no entanto, deixem de freqüentar assiduamente a noite). Viajar com os companheiros para atender a algum compromisso do clube, numa praça razoavelmente distante ??? Nem pensar (quando convenientemente não estão na “fisioterapia”, sempre têm que cumprir algum compromisso particular, sob a proteção da imprensa e Diretoria do clube).
E assim esses (podres de rico) “medalhões-heróis” forjados pela mídia esportiva tupiniquim levam a vida na maciota, certamente que gozando da cara dos (lisos)
“idiotas” - todos nós).
Agora, aqui pra nós: você já parou pra imaginar quanto custou cada um dos raros gols de autoria do tal Ronaldo “Pensão” Nazário, Adriano “Pó Puro” ou Ronaldo “Moleque” Gaúcho, depois que retornaram à pátria amada ???
Quanto ???
Padre Lourenço Vicente Enrile -- por Armando Lopes Rafael
“Não se limitava a ação do primeiro reitor em guiar os destinos da casa, da posição em que o colocara o Sr. Bispo, mas entregava-se a todos os misteres. Desde a sala de aulas até a cozinha, sua atividade se desenvolvia a contento de todos os que habitavam o Seminário.
“Trabalhava sem tréguas, durante o dia, e, à noite quando todos dormiam, ainda vigiando, percorria o dormitório e mais compartimentos da casa, não deixando de consagrar algum tempo ao estudo.
“Os primeiros albores da madrugada, como determinavam as regras da Congregação, já o encontravam no cumprimento do dever.
“Padre Enrile era um modelo de sacerdote católico, que reunia aos vastos conhecimentos de que era possuidor uma piedade sólida, haurida em Paris na Casa Mãe dos Lazaristas. Manejava a língua portuguesa com rara facilidade, de modo que prendia a atenção de todos quando proferia seus memoráveis sermões. À capela do Seminário, em meio de grande massa popular, afluía, ainda, o que o Crato tinha de intelectual naquele tempo, para ouvir a palavra fácil e erudita do Padre Enrile.
“Em todos os misteres do sacerdócio, era o Padre Enrile exato e admirável. Edificava o povo, quando após os trabalhos do Seminário, saía em busca dos moribundos levando-lhes o pão dos anjos e o conforto de sua palavra cheia de unção.
É ainda o Álbum do Seminário de Crato que informa:
“Quando do seu falecimento, a população em peso acorreu ao Seminário e de todos os olhos caiam lágrimas a fio, e todos os lábios ciciavam preces pelo repouso da alma do prateado morto”.
terça-feira, 26 de abril de 2011
No mato sem cachorro, a farinha vai pro mesmo saco
DE SÃO PAULO
Atualizado às 21h16.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu nesta terça-feira que existe a possibilidade de fusão entre o PSDB e o DEM, mas ressaltou que as conversas são "preliminares".
"Existem propostas nesse sentido. São aspectos delicados. Acho que o mais importante é manter a coesão dos partidos e, desde logo, dizer: aconteça o que acontecer, vamos nos manter unidos com certos objetivos maiores. Não sei qual a tendência, se vai haver fusão ou não", afirmou FHC.
| Adriano Vizoni - 18.abr.2011/Folhapress |
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| FHC admitiu que existe a possibilidade de fusão entre o PSDB e o DEM, mas ressaltou que as conversas são 'preliminares' |
Ele, no entanto, negou relatos de que se reuniria amanhã com lideranças do PSDB para discutir a eventual fusão com a outra grande sigla oposicionista.
"Se tem reunião marcada eu não estou sabendo", brincou o ex-presidente.
As declarações forem feitas durante evento no Instituto FHC que debateu a situação política e econômica na Venezuela e recebeu várias lideranças de oposição ao presidente Hugo Chávez.
Mas o ex-presidente deixou claro que sua preocupação mais urgente é a debandada nas fileiras tucanas, em especial a saída do ex-deputado Walter Feldman do PSDB para o PSD, recém criado por Gilberto Kassab.
"Eu acho lamentável a saída de qualquer pessoa, sobretudo de uma pessoa importante. No momento nós devemos fazer um esforço pela coesão. Faço até mesmo um apelo. Não é o momento de ampliar divisões", disse o presidente de honra da PSDB.
"Se quisermos ter um objetivo maior, como têm os venezuelanos hoje, que é de voltar a ter uma situação em que o PSDB possa exercer um papel construtivo na república, temos que estar unidos", afirmou, numa referência à próxima disputa presidencial de 2014.
Segundo ele, "esse esforço implica em que as várias tendências do partido entendem que tendências são normais, que opções por pessoas são normais. O que não é normal é ruptura", acrescentou.
O ex-presidente não discursou durante o evento, mas elogiou os participantes do encontro, em especial a liberdade de tom dos jovens oposicionistas venezuelanos, que fizeram duras críticas a Chávez.
FHC disse que, ao contrário dos jovens venezuelanos, prefere ser cada vez mais prudente com declarações públicas e brincou com a polêmica gerada pelo recente artigo publicado na revista "Interesse Nacional", no qual defendeu que o PSDB desistisse dos votos do "povão" para investir na nova classe média.
"Passei a ser cautelosíssimo. Pensei que ninguém fosse ler", disse, arrancando gargalhadas do auditório.
O "cara" da vez - José Nilton Mariano Saraiva
Recatado, se nos apresenta aparentemente tímido, mas contundente quando chamado a manifestar-se; econômico nas palavras, porém extremamente acessível com aqueles que o procuram, tem sempre uma palavra de estímulo; lhano, embora não se furte a impor-se quando preciso; firme em seus posicionamentos e, paradoxalmente, capaz de ouvir atentamente os que professam um credo diferente do seu; estas, em rápidas pinceladas, algumas das suas características pessoais.
O que mais chama a atenção, no entanto, é o seu olhar social, a sua vocação eminentemente humanista, a sua aguçada sensibilidade para com os problemas enfrentados pelos semelhantes, a sua predisposição de doar-se em favor de uma causa que beneficie os menos favorecidos ou que não tiveram oportunidade de ascensão sócio-econômica. E, certamente imbuído de tal propósito, ao ingressar na academia optou pelas ciências sociais, graduando-se em Direito.
Socialista convicto e de primeira hora, escolheu um partido de viés esquerdista quando decidiu ingressar na política. Sem recursos, mesmo assim foi eleito vereador na cidade do Crato, tendo seu mandato caracterizado pela seriedade no tratamento da coisa pública, pela competência nos questionamentos apresentados, pela busca incessante de respostas às demandas de cunho socialista, pela tentativa de mudar o deplorável “statu quo” vigente. No entanto, atropelado pelo “rolo-compressor” do poderio econômico e da falta de escrúpulos, não logrou reeleger-se, numa prova concreta e acabada da falta de responsabilidade e do pouco caso que a população do Crato dispensa quando chamada a tratar sobre o futuro da cidade.
Agora, entretanto, quando a cidade experimenta mais uma administração caótica, quando o Crato afunda no caos, patina na mediocridade, escorrega na maionese, involui a olhos vistos em todos os aspectos e quadrantes e se acha literalmente parada em termos de geração de investimentos, que propiciem emprego e conseqüente obtenção de renda por parte da sua população, por qual razão não se pensar em alguém com o perfil socialista acima, a fim de geri-la, dar-lhe um ramo, balançar-lhe as estruturas, içá-la do pântano em que a meteram, catapultá-la do marasmo e da incompetência em que a socaram, já há cerca de 40 anos ???
Como cratense “da gema”, pra lá de preocupado com o atual e crítico momento (e bote preocupação nisso), permitimo-nos sugerir que o “cara” da vez, nas próximas eleições municipais, seja um filho de Lavras da Mangabeira, mas radicado no Crato desde a mais tenra idade: José Emerson Monteiro Lacerda (em dobradinha com um Valdetário Siebra, um Marcos Cunha ou outros que compartilhem dos mesmos ideais).
Fica a sugestão.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Programa Cariri Encantado Sonoridades - 27/04/2011
FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha
ERVA-DE-SÃO-JOÃO - Hipericão perforatum - Esta planta floresce no zênite do Sol, no meio do verão. E é o Sol quem lhe imprime um grande poder de cura, atuando no fortalecimento dos nervos e da alma, afugentando o tédio e a melancolia. Uma santa erva.
Pequeno arbusto, de porte ereto, atinge cerca de 1 metro de altura. Originada da Europa, Leste da Rússia; aclimatado na China, Austrália, África e América. A Erva-de São-João cresce abundantemente em solo arenoso e floresce em 24 de Junho, dia de São João. Suas folhas são opostas, aos pares, e se colocadas contra a luz, podem ser vistas suas glândulas translúcidas com óleo. As flores são numerosas de cinco pétalas persistentes, de coloração amarela.
A riqueza e o tempo - Emerson Monteiro

De imaginar que tantos vivam qual quem mata o tempo, o cidadão médio resolve saber o que significa tempo, viver este período quando aqui, neste chão de possibilidades, realizar o que pretende. Porém poucos reconhecem o que pretendem, no entanto. Olham dos lados, atrás, à frente, e olha as águas de vasto oceano, cheios de preocupações, atribulações e desordem. Outros, descem à profundeza do mar e encontram os lenitivos de preencher o estirão da viagem com vaidades, instintos e posses. Já, lá adiante, os que buscam ter a aceitação interna, dentro do mundo de valores e sonhos.
Conquanto alguns poucos descubram a interpretação de que vida e tempo correspondam a uma mesma coisa, pois tempo mostra a cara na saúde e nas condições do corpo, as suas decisões e atitudes levam a pensar que vida e tempo são coisas diferentes. E ignoram os resultados do que realizem.
Noutro bloco, grupo reduzido estuda, trabalha, controla os sentimentos. Graças a esses poucos heróis, o barco permanece vagando na superfície das perguntas, querendo respostas do movimento dos dias e do relógio.
A famosa corrida do vil metal, das intenções materialistas e conceitos ocidentais, contudo, conduz a história, esquecida desses valores, no salve-se quem puder da sobrevivência. Ética e os ideais viraram discursos das manobras eleitoreiras. A classe dominante dos países ocupa os palacetes da ilusão e são poucos os que, de verdade, mandam no pedaço, a gastar o suor do povo em mãos gananciosas. Notícias requentadas, no meio do tempo de televisão, entopem a consciência das gentes. O costume de fabricar bombas e balas acinzenta de gazes as folhas dos calendários. É o tempo, de novo, sendo perdido no vento. Pessoas querendo reverter a marcha dos acontecimentos com propostas pessoais e tomam a si o direito de errar, matar, sem respeito ou responsabilidade.
Por onde andaria o custo dessas ações, ninguém consegue calcular e dizer o nome dos que manipulariam os cordões políticos das manadas vagando perdidas, abandonadas à própria sorte. Depois, chegará o senhor do tempo a pedir satisfação da farra. Filas quilométricas, que vão e que vêm, catam o pão e misturam com as lágrimas. Sim, o tempo perguntará aos surdos e responderá aos mudos suas leis de Eternidade. Quem fez ou deixou de fazer, nos passos das horas, subirá, ladeira acima, qual aquele Prometeu da lenda, a conduzir, nas encostas de elevada montanha, um rochedo que escorregará e voltará ao começo, necessitando subir novamente o velho itinerário.
Há espécie de religiosidade nisso tudo. Elevar o sentido da condição humana aos níveis superiores. Esquecer o quase nada que escorrega pelos dedos e estabelece padrões maiores de compreensão às vulgaridades, que deixaram imaginar as mil alternativas e um só Deus a lhes administrar todo tempo as engrenagens.
Onde andavam essa fotos? - Por Claude Bloc
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| Claude (3 anos) |
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| Georges Bloc, Claude, Janine, Dominique e Huguette |
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| Dominique, Mamie Menotte (Germaine) e Neném - (e os cães Dick e e Nico) |
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| Hubert Bloc (já em Serra Verde) |
Já a essa idade havia vivenciado as agruras da II Guerra e tinha que se superar num país estranho e totalmente diferente daquele mundo polido e cheio dos travos da guerra. Sempre dizia que tinha um "Português ruim", mas o Rótary lhe deu asas e conseguiu escrever o Português melhor que muitos brasileiros. Era belo, inquieto, aventureiro. Tentou viver o que a guerra lhe privou de ter nas mãos. Errou, mas não foi por falta de garra. A vida ceifou seu futuro muito cedo (65 anos) mas conseguiu, na sua espontaneidade, deixar amigos onde quer que fosse e um legado de amor entre os seus.
domingo, 24 de abril de 2011
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| Ceni (bebê) |
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| Ceni (aos 9 anos) |































