Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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terça-feira, 3 de maio de 2011

Osama perde o "s" para Obama - José do Vale Pinheiro Feitosa

Como um paciente monge a esperar o curso da história, comecei o dia lendo uma entrevista com Slavoj Zizek da qual se extrai as seguintes conclusões: a) a questão ambiental é central para salvar o capitalismo e sua derrota na cúpula do meio ambiente abre espaço para uma aliança tática; b) a crise econômica com o Estado a salvar bancos e empresas abriu espaço para a intervenção no sistema como um todo em favor de uma redistribuição dos rendimentos e de poder; c) volta forte a idéia comunista de transformar a realidade; d) é uma constante na história humana a tensão de superar a condição de escravidão e exploração.

Agora o mundo muçulmano, formado por territórios com grandes reservas energéticas, em parte detentores da revolução tecnológica e de uma imensa população se encaminha para a velha e sangrenta luta do devir capitalista: o progresso material das classes sociais. Quando todos comem com liberdade, os donos das algemas saem derrotados. Mesmo aqueles das algemas de diamante do consumismo capitalista.

E a revolução “democrática” das populações a derrubar velhos ditadores aliados do ocidente (inclusive por baixo dos panos) faz parte da agenda política do mundo. O presidente do império americano, a sofrer o abalo dos republicanos, concretiza a agenda deles: Obama mata Osama. Deseja ganhar a reeleição como os feitos bélicos de Bush Jr. o levou ao segundo mandato. Afinal trocar a guarda do império em pleno atoleiro continua um problema estratégico.

Mas nem só o império matou Osama. O jornal Asia Times Online aponta o dedo para a própria Arábia Saudita em luta velada com a hegemonia crescente do Irã, a desconfiança com os Turcos e a raiva dos americanos por terem abandonado o velho amigo Mubarak. Aí entrou o papel do próprio Paquistão, que parece ter entrado, por sua participação, inclusive como aliado da Arábia Saudita, num atoleiro sanguinolento.

O grande jornalista Robert Fisk, grande especialista em questões do oriente médio e do mundo muçulmano, que entrevistou e teve contato com Osama Bin Laden não tem dúvidas.

“A desaparição de Bin Laden lança uma luz sombria sobre o Paquistão. Durante meses, o presidente Alí Zardari nos disse que Osama vivia em uma caverna no Afeganistão. E agora descobrimos que ele vivia em uma mansão no Paquistão. Foi traído? Claro que sim. Pelos militares ou pelos serviços de inteligência do Paquistão? É muito provável que pelos dois. O Paquistão sabia onde estava. Há uma pergunta muito óbvia sem resposta: as forças de segurança do Paquistão não poderiam ter capturado Bin Laden?”

As manifestações populares nas ruas dos Estados Unidos pelo triunfo da morte bem diz da cultura imperialista que ainda domina aquele povo. Especialmente em razão dos meios de comunicação com bem denuncia em artigo o filósofo Italiano Domenico Losurdo. As redes sociais (como o facebook e o twitter acabam de ser denunciado pelos Wikileaks com instrumento da segurança do império) inclusive no velho papel manipulador da mídia como já desenvolvera Josef Goebbels.

E na campanha eleitoral o Obama foi acusado de ser muçulmano. Seria Saudita?
Pela Janela
- Claude Bloc -

Nossas paisagens se assemelham em beleza. As várzeas, as planícies, o verde pingado com as cores das flores. A vegetação que se integra com as coisas da nossa alma. 

É bom e confortante olhar para o horizonte e observar a harmonia que se espalha nos diversos tons de verde e que vai azulando infinitamente até encostar no céu.

É bom e confortante sentir o cheiro de mato e deixá-lo impregnar-se em nosso íntimo devolvendo lembranças, encurtando as memórias do tempo, desfazendo as saudades.



É assim que observo o mundo pela janela e, como passageira do tempo, vou criando telas. Vou pintando nelas as cenas do dia-a-dia. Vou querendo o verde sempre mais perto, sempre entranhado aqui dentro.


Minhas viagens nunca se acabam porque sei guardar essas miragens para sempre. Esses tesouros que não me pertencem mas que estão em mim.


E quando a emoção me toca, quando o sertão "verdeja" eu agradeço a Deus por poder ter tudo isso e saber apreciar Sua criação.


E tudo se repete. O verde, as cercas, o mato, o capim. Mas é tão bom gostar de estar ali naquele momento. Mais pertinho do céu.


E poder ver o céu refletido na água. E poder ver as flores tinindo em suas cores. Estar ali naquela tela. Viver!

Claude Bloc

ALERTA

Dia 02 de maio de 2011. Morte de Bin Laden e consagração do direito à pena de morte pelos Estados Unidos.
Está certo?
Me espantou muito a reação dos brasileiros.
Direito à pena de morte que ora ultrapassa as fronteiras do país que se diz adepto dos direitos humanos.
Não me cabe aqui fazer nenhuma apologia à Bin Laden, ao fundamentalismo religioso seja de quem for, a terrorismos ou coisa que o valha.
A mim, a prática terrorista envolvendo vidas são condenáveis venha de onde vier, tanto quanto condenáveis os países que praticam a pena de morte como coisa normal e legal.
A mim cabe aqui defender o direito à vida.
Me espanta do lado de cá tanta alegria externada pela morte de mais um pelos EEUU. As famílias dos mortos tinham motivos pra comemorar. E nós?
Quantos foram mortos por Bin Laden? Muitos inocentes. Condeno-o veementemente pelo ato. Quantos foram mortos pelos Estados Unidos no Vietnã?
Quantos foram mortos no Afeganistão, na invasão de Granada, em Angola...
Quantos ainda morrerão em nome da hegemonia americana?
Quantos Sadan Hussein eles ainda elegerão para o corredor da morte?
Também condeno de maneira veemente.
Ultimamente vemos a busca doentia pela vida de Kadafi. Daqui a pouco será Hugo Chavez, ou outro que por acaso se mostre como dificuldade aos ansiosos interesses americanos.
Não amigos. CONDENO TODO ATO TERRORISTA SEJA DE QUEM FOR.
Mas me pergunto...Não será terrorismos eleger pessoas à pena de morte?
Quando será a nossa vez de ser invadido pelas armas americanas?
Quem será o eleito à pena de morte no Brasil?
Alguém já parou pra pensar na situação da amazônia brasileira na ótica americana?
Sei não...
Essa história me cheira mal...muito mal

Ô, Obama, cadê Osama ??? - José Nilton Mariano Saraiva

Em 11.09.2001, dia em que as tais “tôrres-gêmeas” despencaram tal qual um castelo de areia, atingidas por dois portentosos "aviões americanos" pilotados por "terroristas árabes", também o “pentágono” (edifício-séde que centraliza todo o alto comando das forças armadas americanas) foi seriamente atingido por uma terceira aeronave. Já um outro avião (o quarto, ou o vôo 93) que houvera decolado com atraso e mudado de rota inexplicavelmente, dirigindo-se a Washington D.C. (presumivelmente para ser arremessado contra a Casa Branca), de repente sumiu dos radares. É que, ao constatarem tratar-se de uma ação terrorista orquestrada, e após infrutíferas tentativas de comunicação objetivando fazê-lo pousar no aeroporto mais próximo, o alto comando militar americano decidiu por bombardeá-lo em pleno ar, independentemente de se achar repletos de indefesos civis americanos.
A pífia (e inverossímil) justificativa posterior (pra limpar a barra dos militares e do próprio governo) foi a de que, alertados via celular pelos familiares sobre o que estaria acontecendo, os “patrióticos” passageiros rebelaram-se ao pressentir que o vôo 93 seria jogado contra a Casa Branca (sede do governo) e, num ato de pura bravura e heroísmo e de total desprendimento, decidiram-se pelo suicídio-coletivo, derrubando-o, após luta corpo-a-corpo com os meliantes.
A versão oficial - bonitinha, mas ordinária - caiu por terra quando se constatou que na imensa cratera (e adjacências) onde teria caído o avião, não havia qualquer vestígio (ou restos) da sua fuselagem (numa prova inconteste de que fora abatido e “pulverizado” em pleno vôo e, aí sim, os detritos – se sobrou algo - se espalharam por quilômetros). Fato é que, sem maiores questionamentos, a versão oficial foi aceita sem delongas, os passageiros viraram “heróis” nacionais e até um filme foi “autorizado” (United Vôo 93) na tentativa de perpetuar na memória o patriotismo daqueles bravos americanos.
A reflexão acima tem a ver com a “bombástica” notícia de que, após dez anos de caçada implacável, finalmente uma “tropa de elite” de militares americanos, com a autorização do Governo, conseguiu matar o saudita Osama Bin Laden, tido e havido como o idealizador, mentor e responsável pelo estrago feito lá atrás. Pronto, a vingança houvera sido concretizada. A festa foi de “arromba”, varou a noite, e o presidente americano Barack Obama, em queda vertiginosa nas pesquisas para as eleições do próximo ano, já colhe os dividendos da ação, virou herói nacional e tem garantido mais quatro anos na Casa Branca.
O que há de estranho nessa história toda (tal qual a fantasiosa “queda” do avião que empreendia o vôo 93 e o desaparecimento dos seus “restos”), é a repentina magnanimidade do governo americano, que após abater seu inimigo público número um, em um outro país (e sem que o governo paquistanês houvesse autorizado a ação), resolve dispensar-lhe toda a cerimônia ritualística de um sepultamento muçulmano (lavando-o e envolvendo-o num lençol branco), ao cabo do qual...
Lança-o ao mar arábico, em local não divulgado, num recipiente hermeticamente vedado e repleto de peso, a fim que não haja chance de emergir e, mais importante, sem que ninguém (a não ser eles, os americanos) tenha tido a oportunidade de ver e conferir o cadáver (para dá um ar mais verossímil à “coisa”, foi providenciado e divulgado um “exame de DNA”, que teria sido comparado ao de um da irmã do indigitado).
Agora, aqui só pra nós: em razão do “estrago” e mesmo a “desmoralização” impingida aos orgulhosos americanos pelo Osama Bin Laden (ao invadir a América, destruir seu patrimônio e matar milhares de americanos), não teria sido mais convincente que os “valentes” soldados americanos (mais de vinte se envolveram na ação, segundo relatos), o tivessem prendido, transportado ao continente americano e o exposto publicamente para todo o mundo, levando-o a julgamento, posteriormente (como fizeram com o Saddam Hussein, lá no Iraque, que fez muito menos) já que reconhecidamente o inimigo público número um da América ?? A repercussão não teria sido muito maior ??? E se a ordem era matá-lo, eliminá-lo, dar-lhe um fim o mais rapidamente possível, porque não mostrar pelo menos o corpo, a posteriori, para que todos nós, mortais-comuns de todo o planeta, pudéssemos “conferir” ??? Afinal, mesmo fotografias (se posteriormente forem disponibilizadas,como se especula) hão de gerar dúvidas, já que com os recursos hoje disponíveis no campo da informática torna-se perfeitamente possível “forjar” com perfeição o que antes se nos apresentaria impossível.
Por isso mesmo, cabe a indagação: ô, Obama, cadê Osama ???

Programa Cariri Encantado Sonoridades - 04/05/2011

Lô Borges, na esquina do mundo

Salomão Borges Filho, nome de batismo do cantor e compositor Lô Borges, nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 10 de janeiro de 1952. Foi um dos fundadores do Clube da Esquina, grupo de artistas mineiros que marcou presença na música popular nas décadas de 1970 e 1980. É co-autor, junto com Milton Nascimento, do disco Clube da Esquina, de 1972, que se tornaria um marco na música popular brasileira.
É considerado um dos compositores mais influentes da música brasileira, tendo sido gravado por Elis Regina, Milton Nascimento, Flávio Venturini e até por ídolos do pop-rock, como Nenhum de Nós, Ira!, Skank e Nando Reis, entre outros.
Lô Borges diz que sempre preferiu compor a cantar: "Nunca quis ser um Nelson Gonçalves da música brasileira", declara Borges rindo, fazendo referência ao fato de ter lançado pouco mais do que dez discos em trinta anos de carreira.
O programa Cariri Encantado Sonoridades traz algumas das mais belas composições do compositor ou por ele interpretadas, dentre as mais famosas e pouco conhecidas, como “Clube da esquina nº 2”, “O trem azul”, “Paisagem da Janela”, “A via-láctea”, “Manuel, o audaz”, “Chuva na montanha” e “Um girassol da cor do seu cabelo”, reunidas na coletânea da coleção "Meus momentos", da EMI.

Onde escutar
Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com

SHOW DA BANDA CACO DE VIDRO (Pink FLoyd cover)


A Sertão Pop Produções traz para o Cariri, em parceria com o SESC de Juazeiro do Norte, a banda Caco de Vidro, a sensacional cover do Pink Floyd de Fortaleza. É um momento único de ver esse maravilhoso grupo de forma inédita na nossa região.
O Evento acontecerá no TERRAÇUS - Bar e Petiscaria, que fica localizado no triângulo do Grangeiro, no dia 7 de maio, sábado, a partis das 21h. Não perca essa oporunidade de ver a banda Caco de Vidro, a melhor banda cover do Pink Floyd do nordeste. Esperamos você por lá.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Memória fotográfica - Emerson Monteiro

Escrever como quem copia
As mais estranhas visões
No tamanho dez por quinze
Como as bordas brancas
De uma paisagem qualquer,
De lugares e momentos,
Para, em seguida, escondê-la
Nos trapos escuros da ausência
Com as janelas fechadas da vida.
E esperar espantos no futuro,
Quando vierem tempos novos,
Melhores e mais livres que estes
Que eu agora quero contar.

O CASULO DA VIDA

Ninho de graveteiro
                            



 


O CASULO DA VIDA

As pálpebras caem,
e as palavras, inúteis. 
Os canários já não cantam,
e caem.    
A pedra brilha ao sol,
como uma lápide.
Os teus passos se calam,
no jardim da ausência.

Como decifrar o casulo da vida?
As asas aprendem o desígnio de não voar. 
No entanto, sabemos quem somos.
Sabemos Deus.
Nada nos falta, apesar da humana fraqueza.

A areia tem a forma dos nossos pés.
A justa medida.
O mar nos chama,
e nos ministra lições
de partida: partir é viver.
Não queremos, ainda, o esquecimento.
Nem depois, no espelho de Deus.

Os barcos sofrem na praia, apodrecem,
mas guardam a memória das viagens, do infinito.
Um pouco de terra e escuro, nosso domínio:
que morra e nasça a semente da eternidade.



 

Um sol ainda brilha em nosso caminho

Pedro Esmerado

Estamos respondendo a criticas desagradáveis cometidas por pessoas provocativas o que pensamos em responder com altivez as suas provocações dirigidas completamente para nós porque nos deixaram intrigados pelas suas maldades.

Numa manhã de sol, vibrávamos de alegria quando surgiu um senhor com palavras entorpecentes e que nos deixaram com o coração cheio de mágoas, provocando discórdia inimaginável e ainda amargura incontrolável, tirando-nos da paz de espírito.

Não compreendemos como há mente humana capacitada para causar desgosto incomensurável cheio de ódio e rancor, visando somente prejudicar o bom comportamento dos seus semelhantes.

Lembrando a esses ilustres amigos do peito, avisando-os que aqui estamos de passagem e não venham intrometer-se na seara alheia porque só ao dono compete julgar o seu caráter. Caminhamos numa estrada reta e pedimos a Deus que nos conduza para o lado da bondade e nunca querer tratar o seu semelhante com desdém que nos deixa sempre com o pensamento confuso e desequilibrado emocionalmente.

Aqui, nesta cidade, vez por outra, aparecem umas pessoa metidas a santinhas, dizendo saber de tudo e querendo sempre menosprezar os seus amigos a fim de mostrarem-se que auto-suficientes no seu saber.

Ao mesmo tempo, lembramos aos amigos de verdade que nos aparecem aqui e ali, agravando o ser humano com gestos hostis e que demonstram não nos compreender ao dizerem palavras amigáveis, mas tiram seu tempo para dizer asneiras, com gestos intoleráveis, ofendendo os seus semelhantes sem reparar o mal que lhes faz, com palavras torpes.

Recordamos ainda a esses filósofos: "quem diz o que quer; ouve o que não quer", portanto, devemos tomar cuidado em nunca procurar divulgar os defeitos dos outros, porque quem tem rabo de palha não deve tocar fogo em rabo de ninguém porque senão o seu rabo por trás será queimado; por fim, pedimos a Deus que nos oriente para seguir o caminho da bondade e com segurança democrática trazendo a paz e a liberdade e a livre expressão de pensamento.

Fiquem sabendo, senhores, que para viver numa comuidade de peso, constituída por pessoas provocativas, temos que, em primeiro lugar!, praticar o bom procedimento e o respeito humano, tratando os amigos como pessoas dignas que fazem jus a toda sociedade democrática.

Longe de nós possuirmos esse pensamento ignóbil, cheios de falhas, demonstrando sermos amigos, mas, principalmente, dão os desprezes sem compreensão mutua, e não compreendem que seus caminhos são cobertos de nuvens que impedem de elevar-se e equilibrar-se no meio da sociedade moderna.

Por outro lado, tornamos a repetir que oposição não significa intriga, mas, para nós, oposição é o direito de opor-se aos erros de seus chefes ou de quaisquer pessoas constituídas.

Crato/CE, 29 de Abril de 2011

Professor à moda antiga – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Vida de professor, hoje em dia, não é nada fácil! Já vai longe o tempo em que o professor era respeitado pelos seus alunos, com o mesmo nível de consideração e devoção reservado aos próprios pais. Época em que alunos eram verdadeiros discípulos e o professor, antes de tudo um mestre a dividir o saber com seus pupilos. Hoje não; o pobre do professor além dos baixos salários, carga horária estafante, ainda enfrenta um bando de jovens desinteressados, alunos de cara feia, mal-educados desde o berço, alguns deles drogados, quando não armados até os dentes.

Às vezes, eu imagino o que seria dos pequenos estudantes do Século XXI, se porventura voltassem as normas disciplinares que existiam na época em que a minha mãe estudava nas escolas primárias do Crato. Aí pelos idos de 1910, há um século, portanto, todo dia de sábado havia a sabatina. Nada mais era do que uma argüição oral que o professor, de palmatória em punho, fazia aos alunos sobre todo o conteúdo ministrado durante a semana. Aquele que não soubesse responder, outro aluno era solicitado a passar um quinau, isto é fazer a correção daquilo que o colega não soubera. Se por ventura acertasse a resposta, era autorizado pelo mestre a aplicar certo número de “bolos” na palma da mão do coleguinha relapso. Se errasse, os dois recebiam do próprio professor a merecida sova.

Mas tal sistema disciplinar não era nem de longe, comparado ao que existia na Alemanha de 1785. Famosa pela rigidez de comportamento de seu povo, àquela época, o professor alemão ministrava suas aulas com um comprido e espesso cipó encostado a um canto da parede. Se algum aluno não soubesse a lição ou se comportasse de maneira inadequada era solicitado a retirar a camisa, ajoelhar-se e receber algumas lapadas nas costas.

Certo dia, um professor da cidade de Brunswick, não desejando surrar seus alunos de apenas oito anos, impôs a eles um terrível castigo, em troca de umas boas e merecidas cipoadas. Eles somente seriam liberados da sala de aula, após somarem os cem primeiros números naturais, isto é: um mais dois, mais três, mais quatro, até chegar a cem. Seria uma operação demorada para qualquer adulto, imagine para crianças já sentindo as agruras da fome a lhe roer o diminuto estômago. Menos de cinco minutos depois dessa ordem, um garotinho franzino, levantou-se e disse ao professor: “o resultado é 5050”. “Como você descobriu isso, meu filho?” Aquela criança lhe mostrou uma pequena fórmula que havia descoberto, antes de muitos matemáticos famosos daquela época: a soma dos termos de uma Progressão Aritmética.

Reza a lenda que o professor tirou a camisa, pegou o vergalhão, entregou àquele pequeno aluno, ajoelhou-se e disse para a classe: “Hoje eu estou diante de um gênio! Meu filho tome esta vara e bata nas minhas costas! Bata quantas vezes você quiser!” Não há registro histórico se aquele aluno surrou seu professor, para alegria dos seus coleguinhas. Mas ganhou do diretor da escola, uma bolsa de estudos que lhe possibilitou doutorar-se em Matemática, anos mais tarde.

Ah sim, antes que eu me esqueça! Qual era o nome daquele pequeno gênio? João Frederico Carl Gauss, um dos maiores matemáticos de todos os tempos. Responsável entre tantos feitos, pelo desenvolvimento da “Teoria dos Números”, da demonstração do “Teorema Fundamental da Álgebra”, e da famosa “Curva de Gauss”, para correções de dados estatísticos.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

"Prova provada" - José Nilton Mariano Saraiva

Com convicção, à época, em mais de uma oportunidade afirmamos aqui (e nunca é demais repetir, insistir e persistir), que a criação da tal Região Metropolitana do Cariri não passava de um teatro mambembe, de uma farsa grotesca, de um engodo sem precedentes, porquanto, lá atrás, já houvera sido decidido que Juazeiro do Norte, ao sul, e Sobral, ao norte, seriam os municípios que recepcionariam os principais investimentos do Governo do Estado do Ceará; às pobres e decadentes cidades adjacentes seriam encaminhadas as sobras, os refugos e as migalhas do que sobrar, porquanto meros satélites a vagar na órbita das duas “metrópoles”.
Pois é, não deu outra, pra decepção daqueles que levaram na ironia. Querem um só exemplo, a “prova provada”, a materialização do afirmado ??? Vamos lá: autocraticamente, vapt-vupt, em tempo recorde, sem maiores explicações, delongas ou justificativas, o poder público estadual escolheu a área, adquiriu o terreno, disponibilizou uma grana respeitável, ergueu, equipou e inaugurou um portentoso Hospital, que “batizou” de Regional do Cariri, em ... Juazeiro do Norte (como também já está ultimando a unidade de Sobral).
Como, no entanto, os serviços das duas unidades acima referenciadas (que estão sendo entregues à população) não atingem os municípios localizados na “região central” do Estado (inviabilizando o atendimento às populações respectivas), esse mesmo Governo deverá construir um novo “Hospital Regional” que contemple os diversos municípios que a compõem (a Região Central e o Inhamuns), dentro de uma tal política de interiorização da saúde. Só que aqui, diferentemente do ocorrido lá, a autocracia será deixada de lado e a escolha será um tanto quanto diferente, porquanto mais honesta e democrática: dentre os 20 municípios que formam aquela região (com uma população estimada em 612 mil pessoas), os quatro mais populosos e importantes economicamente (Quixadá, Quixeramobim, Canindé e Boa Viagem, de acordo com o IBGE) foram antecipadamente escolhidos pra se habilitarem a recepcionar a nova unidade de saúde, cuja definição e escolha da localização definitiva deverá ser feita através de uma eleição com os prefeitos e presidentes das Câmaras Municipais dos 20 municípios, na condição de votantes. Assim mesmo, “sem cantar a pedra antes do tempo”. Democraticamente.
A pergunta que se impõe, então, é: por qual razão, na Região do Cariri, não se adotou o mesmo critério, o mesmo modo operandi, a mesma sistemática, qual seja, uma pré-seleção das suas principais cidades (Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Brejo Santo) com a conseqüente e democrática escolha de uma delas, através de votação dos prefeitos e presidentes das Câmaras Municipais dos mais de 30 municípios que a compõem ???
Elementar, meu caro Watson !!!
Falta-nos (ao Crato, especificamente) o “componente político”, poder de barganha, prestígio, competência, parcerias e, principalmente, um mínimo de relacionamento da autoridade municipal com quem tem a caneta à mão (em termos de Estado e União).
Será tão difícil assim, pra quem tem um mínimo de discernimento, enxergar o “óbvio ululante” ???

Medo - Sávio Pinheiro

O medo é um temor que eu temo tanto,
O qual me dá terror quando há tormento,
E usando o meu mais triste sentimento
Conduzo o meu cantar a um triste canto.

Sentindo uma agonia, eu me levanto
Com medo de viver um vão momento,
E vendo o meu pavor soprar ao vento
Eu colho uma aflição da qual me espanto.

Da morte, que é fatal, não sinto medo!
Nem mesmo, ela chegando bem mais cedo,
Pois vejo, o fim da vida, algo banal.

Porém, da dor insana, mais frequente!
Eu sinto um medo forte, internamente,
Um medo quase fora do normal.


Aurora e Crepúsculo - Paulo Viana

O tempo inaugura a primeira solidão
O nó é desfeito
Há uma atmosfera de inocência
De pureza, de bondade
O cenário é divinal
Mas logo se estabelece a segunda solidão
Eis que surge o outro
A inevitável e imprescindível mão que recebe
O inesperado assombro do “não si mesmo”
A poeira do sacrifício, da dor, da vivência
O mundo se disfarça de amor e o sexo de alimento
Não importa nenhuma tragédia freudiana
As forças naturais, viçosas, promissoras aos poucos recuam
Se institui o ódio, pois já não há mais pureza
O amor protege, o alimento excita o animal
O que estava moldado reinventa-se no prazer e na dor
O desejo é maculado, nutrido pelo contato entre a suavidade e a rigidez
Uma vez que o desejo fica no vazio a rejeição o preenche
Feito um punhal impiedoso, o não fere mortalmente o sim da vontade
Mas a força da alma vem de uma incomensurável necessidade
Forjada no ventre sagrado do inexplicável
O caloroso e blindado sim das entranhas
E a estética proteica faz a travessia
Do aconchego natural para as missões perversas
No dia e na noite, no deserto ou na miscelânea de luzes e sons
Hércules, Prometeu, Jasão
Todos os heróis, sob ameaça permanente, se põem de guarda
O outro, com armadilhas, molda a covardia ou o triunfo
Há os que quedam pelo caminho, mas há, também, os que vingam
E o uno se aventura no desafio de mudar e ser sempre o mesmo
Chega, por fim, sua terceira e última solidão

Recebido via e-mail do Paulo Viana
Foto do  Wikimedia Commons
Blog do Sanharol

Uma crônica para o Abriu Por:Manoel Severo


Nossos antigos e novos preconceituosos , literalmente de pernas pro'ar...


Quando uma a pausa na apresentação "Game Off Skate" nos trouxe a inusitada e maravilhosa apresentação do cordel e da poesia popular, fiquei incrivelmente espantado e verdadeiramente encantado! Todas as tribos ali mesmo no anfiteatro do Centro Cultural do Araripe, festejando a verdadeira festa da juventude, meninas e meninos de todas as idades , cores e pensamentos, celebravam a vida, seus sonhos, a esperança. A união perfeita entre todas as manifestações da alma juvenil, a poesia da origem convivendo harmoniosamente com a poesia das ruas, foi uma experiência dificil de esquecer.

Por esse motivo não poderia deixar de trazer aos amigos o meu verdadeiro sentimento com relação a este evento que me toca profundamente que é o "Abriu para Juventude". Uma iniciativa de uma felicidade ímpar; em sua terceira edição, possibilita e provoca um conjunto de percepções e interações poucas vezes vistas, entre o que sente e pensa, o jovem de nossa cidade.

Logo na primeira noite, no Teatro Salviano Arraes Maia, tivemos um debate extremamente qualificado envolvendo a temática principal do evento: "Corpo e Consciência". Por mais de duas horas tivemos representantes de várias juventudes, como também do poder público e da sociedade civil; e aqui destaco, José Flávio, Alexandre Lucas, Diego Cidrim, Cláudio Reis, André Saraiva e Júlio Cesar Filho; pensando e dialogando, sobre este grande desafio que é ser jovem, ter voz, ter vez, corpo e consciencia. Uma das coisas que me chamou a atenção, pois não é comum para homens públicos; foi a presença do prefeito do Crato, Samuel Araripe, durante todo o evento; ouvindo de forma humilde e contribuindo com o debate de forma segura e lúcida, enriquecendo sobre maneira o momento; acabou saindo com o "fechar das luzes".






A presença do Presidente Nacional da CUFA, Preto Zezé e o lançamento do espetacular documentário "Fortaleza Noiada" trouxe um ingrediente forte na direção dos rumos da luta contra as drogas; o Crack preponderantemente já é a maior mazela da sociedade moderna e atua fortemente a partir do universo jovem, apesar de não escolher idade, sexo e condição social. Preto Zezé, do alto de sua experiência de anos lidando com movimentos comuntários e de periferia; trazendo para a vida aqueles já sem esperança; provocou que só haveria luz no fim do túnel se houvesse uma grande união e cruzada de todos para resgatar e proteger nossos jovens desse flagelo.

A dança, a música, a festa, o encontro, a celebração, o corpo e a consciencia; foram presenças marcantes durante as duas noites restantes do Abriu para Juventude. O Centro Cultural do Araripe era o caldeirão central de todo o sentimento, muitas vezes reprimido por boa parte daqueles jovens, e ali, era como coração de mãe: Sempre cabia mais um... e havia espaço para todos, a harmonia era a tônica, a pluralidade a ordem.






Por entre os insides e rimas do Rap e do Break, sob a sinfonia do xaxado e do coco, me parei pensado: "Caramba esse meninos e meninas estão muito a frente de todos nós!" E realmente esse era meu sentimento, como imaginar a convivência inteligente e criativa, com qualidade, entre a cultura Hip Hop e a cultura Popular, nossa, nordestina? Entre o talento e beleza do skate e a magia do cordel? Entre o esporte radical e a arte da contemplação... E foi isso exatamente o que vimos durante os tres dias de Abriu para a Juventude. Luiz Gonzaga, Marinêz, Anicetos e Reizados, cantados e dançados nas ruas, pelas ruas, trazendo uma verdadeira apoteose de sentimentos que nascia do mais sincero sentimento do que podemos chamar de cultura nossa de cada dia.

Uma cena ficou em minha memória: O olhar de um desses anônimos meninos de nosso Crato. Em determinado momento, um garotinho, talvez não tivesse mais que 12 anos, segurando um outro menor pela mão, esse talvez tivesse uns 9 a 10 anos; estavam bem ali, no centro do "caldeirão" das Rffsa, e seus olhos com um brilho sem fim, como querendo sair de órbita, não sabiam por onde começar, diante de tanta festa, luz, cor e harmonia, de um lado um palco com as bandas originalmente feita por jovens, do outro lado todas as emoções do Motocross, do outro a magia do Skate, do outro as batidas fortes e envolventes da música eletrônica e do alto do paredão da escalada, parecia que o Deus da praça, o nosso Cristo Redendor, parecendo uma imagem santa de Grafite, abençoava a todos. Parabens Crato, mas sobretude, parabens juventudes, vocês foram responsáveis por tudo isso.

Obrigado WB por pegar "emprestado" seu olhar a partir de suas fotos.

Manoel Severo

A música e outros sinais - Emerson Monteiro


Quem passa, as pessoas; são elas quem passa no silêncio dessas paragens entranhas da consciência e no terno movimento, a refletir as horas e o seguir do correr inevitável das coisas. Espécie de saudade descomunal acompanha o deslizar da sombra que desce pela infinita ladeira dos instantes em sucessão.
As luzes que circulam em volta dessas poças d´água espalhadas pelo vento encantam canções que insistem tocar as células do esquecimento preguiçoso dentro da alma da gente. Aves, no céu alto, deslizam indiferentes em meio das mesmas marcas de nuvens rápidas que encobrem o céu acinzentado das cerrações nas manhãs, que vestem de fantasmas os dias que se foram através da fatalidade. Tetos de névoa tênue, véus de paisagens desaparecidas, ausentam-se, quando rondaram aqui tão perto, livres, porém, do controle dos nossos sonhos e braços de dominá-los.
Contar quanto andou nesses caminhos interiores ao som das pulsações demoraria igualmente a quantidade do que desfilou nas telas do presente, pois reviver é viver. Algo de constante aos olhos da repetição. Por isso, a diferença significa o tanto proporcional das saudades depositadas nos lixões e museus. Impressões permanecem do intervalo das paredes e das histórias, período exato de servir aos demais seres humanos, pratos da realização dos desejos. Paz, satisfação de viver. Em processo equivalente, uns desprezam as oportunidades para favorecer o esforço de outros que precisam. Reunir as forças suficientes de facilitar a jornada dos que arrastam fardos pesados, próximos, hoje, ontem, amanhã, disposição e trabalho em nome de quem necessita.
Ter medo de abandonar o percorrer dessas horas impacientes que jamais esperam pode pedir a vontade do serviço ao semelhante, única atitude que vence o morrer que o tempo tritura todo momento.
Romanos narravam lenda que falava de Cronos, o deus do tempo. Ele paria e devorava seus próprios filhos. Continua dominando os passos nas histórias das outras civilizações, ente misterioso que lhe toca adiantar os frutos que servem de alimento. Todos sem exceção calcam o cenário aos próprios pés. A música das esferas domina os sentidos, na audição. As cenas em ação, na visão. A mesa, no paladar. O perfume do estrume e das flores, no olfato. E no tocar dos objetos, o tato. E nós, atores principais do processo vida.
Alternativas de juntar num bloco este momento cabem no papel de instrumento de salvação criaturas, quebrar o cristal da inutilidade de olhar indiferente o rio correr sem responder ao que pergunta a música invisível do tempo no seio dos corações.

ENCONTRO DE AMIGOS...

Um brinde aos Bloc-Boris

O local é apenas um pretexto...

A amizade é uma parte da história
 
O amor  fraterno é a graça do momento.

Enviado por e-mail por Dr. Heládio Teles Duarte

domingo, 1 de maio de 2011

Voltando pra casa
- Claude Bloc -


Retomei minha jornada. Nada me consome mais do que ficar parada. Claro, há momentos em que a gente precisa estar consigo mesmo/a, mas, depois, me deixo vencer pela ânsia de produzir, de ir adiante. A inércia me dá a sensação de estar doente, então transgrido essa lei e me mexo. Trabalho!

Neste final de semana fui novamente cumprir a missão que assumi. Pela segunda vez fui a Campos Sales e Potengi para dar aulas de Inglês. A jornada é dura, mas depois de cumpri-la vem aquela sensação gostosa de dever cumprido e a alma se renova.


A estrada em certos momentos é um colírio para os olhos. Neste período de chuvas (ou pós-chuva), o verde se espalhha por toda parte e a Chapada azula as emoções da gente. A natureza agradece e se enfeita.


A viagem é passageira. Embala os sonhos. De vez em quando, as curvas entortam o sono da gente e se espremem por entre uma cerca viva de folhagens e pendões. O acostamento estreita a estrada e a limita num retorcido trajeto. Pela janela o frescor afaga os rosto e os cabelos dos passageiros.


Nas imediações de Nova Olinda, quando se vai em direção ao Crato, começa a agonia. Um infindável zigue-zague leva as conduções a serpentearem pelas estradas esburacadas e quase intransitáveis. Os topiqueiros, peritos nessa estrada, conseguem livrar alguns sopapos, mas algumas vezes o tranco é inevitável. E o clima sonolento da serra desperta na gente.


E é tanta a vontade de chegar em casa que, de repente, já se alcança a descida. E lá se vêm as Guaribas e a Batateira... e logo a gente chega nas ladeiras... No centro. No Pimenta. Em casa.

Claude Bloc

DENÚNCIA - Governo CID GOMES sucateia o Crato, e leva os últimos órgãos do Crato para Juazeiro


EMATERCE, DER, Junta Comercial, SEFAZ, SEMACE, COGERH,UFC são alguns dos órgãos que irão para o novo Centro criado por Ciro Gomes em juazeiro do Norte.

Cid_gomes2Há tempos, temos denunciado o sucateamento do Crato pelo Governo do Estado do Ceará. Agora, o golpe de misericórdia foi dado pelo Governo Cid Gomes, com a construção de um centro mulfifuncional que sugará o restante de órgãos e serviços que ainda funcionavam em outras cidades do Cariri. Segundo um documento expedido pela própria Secretaria das Cidades do Estado, para o novo Centro Multifuncional deverão ser transferidos, além da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (CIOPS) e o Museu de Arte Sacra Popular, as instituições e órgãos abaixo: 1. Companhia de Água e Esgoto do Ceará (CAGECE), 2. Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), 3. Departamento de Edificações e Rodovias (DER), 4. Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), 5. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (EMATERCE), 6. Instituto Centro de Ensino Tecnológico (CENTEC), 7. Junta Comercial do Estado do Ceará (JUCEC), 8. Secretaria de Ciência e Tecnologia (SECITECE), 9. Secretaria de Educação Ceará (SEDUC), 10. Secretaria da Fazenda (SEFAZ), 11. Secretaria da Saúde (SESA), 12. Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), 13. Superintendência Estadual do Meio Ambiente (SEMACE), 14. Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (COGERH), 15. Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte (PMJ), 16. Universidade Regional do Cariri (URCA), 17. Universidade Federal do Ceará (UFC).

Afinal, estamos falando de uma Região metropolitana do Cariri, ou de uma Região Metropolitana do Juazeiro ? Pelo acima exposto, vê-se um claro objetivo do Governo do Estado de pôr o Crato de joelhos, levando o que restava de órgãos que ainda funcionavam em cidades satélite. leia a seguir, uma crônica do prof.

Dr. Nivaldo Soares, secretário de Meio Ambiente e Controle urbano do Crato denuncia a manobra, e fala sobre essa dura “machadada” contra a cidade do Crato, pelas mãos perversas do Governador Cid Gomes:

CENTRO MULTIFUNCIONAL DE SERVIÇOS DO CARIRI DE JUAZEIRO DO NORTE

Repetindo erros Por:
Nivaldo Soares de Almeida

Nivaldo_soares01Alegando reparar erros cometidos a mais de uma década atrás quando da concepção e construção do elefante branco denominado de Centro de Apoio aos Romeiros em Juazeiro do Norte, que se utilizou de uma montanha de recursos financeiros oriundo do Projeto de Desenvolvimento Urbano e Gestão de Recursos – PROURB, alem de outras fontes de recursos da União e do Estado, o governo Cid Gomes, através da Secretaria das Cidades que tem como titular o Caririense Camilo Santana resolveu transformar aquele enorme arcabouço estrutural que conta com uma área de 28.515,94 m², disposto por 05 (cinco) pavimentos, incluindo o térreo, em um Centro Multifuncional. Desta vez com recursos do Projeto Cidades do Ceará – Cariri Central. Melhor explicando, a decisão é tornar uma estrutura concebida para o atendimento às necessidades de hospedagem dos romeiros durante suas visitas a Juazeiro, em um espaço voltado à prestação diversificada de serviços a população regional, relativos à administração pública estadual e municipal, além do outras atividades. Sendo assim, o Centro Multifuncional poderá abrigar instituições públicas e/ou privadas da região do Cariri.
Como pré-requisito para a efetivação da obra e fator condicionante da efetividade dos investimentos, o Governo do Estado deverá garantir a sustentabilidade do empreendimento junto ao Banco Mundial. Para tanto, deverá apresentar ao Banco um elenco de órgãos, prioritariamente, prestadores de serviços relativos à administração pública estadual e municipal que passarão a funcionar no referido espaço. Ou seja, deslocar instituições e órgãos que atualmente funcionam, normalmente, na cidade de Juazeiro e nos municípios de Crato e Barbalha para ocupar a edificação referida.


Conforme documento expedido pela Secretaria das Cidades, para o Centro Multifuncional deverão ser transferidos, além da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (CIOPS) e o Museu de Arte Sacra Popular, as instituições e órgãos abaixo: 1. Companhia de Água e Esgoto do Ceará (CAGECE), 2. Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), 3. Departamento de Edificações e Rodovias (DER), 4. Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), 5. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (EMATERCE), 6. Instituto Centro de Ensino Tecnológico (CENTEC), 7. Junta Comercial do Estado do Ceará (JUCEC), 8. Secretaria de Ciência e Tecnologia (SECITECE), 9. Secretaria de Educação Ceará (SEDUC), 10. Secretaria da Fazenda (SEFAZ), 11. Secretaria da Saúde (SESA), 12. Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), 13. Superintendência Estadual do Meio Ambiente (SEMACE), 14. Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (COGERH), 15. Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte (PMJ), 16. Universidade Regional do Cariri (URCA), 17. Universidade Federal do Ceará (UFC).

A principio, tudo parece interessante e justificável, mas por trás esconde, pelo menos, três graves equívocos, a saber: O primeiro é o arcaico modelo insustentável de concentrar, fortemente, serviços públicos e/ou privados em lugares distantes da população usuária, aumentando a dependência de veículos automotivos. E no caso especifico de Juazeiro do Norte, o quadro é mais grave ainda em função de sua disposição urbanística, com ruas estreitas e convergentes, aliada a um movimentado comercio e constantes eventos religiosos que, necessariamente, provocam fechamento de ruas e congestionamentos no transito. O segundo é penalizar ou reduzir a importância dos municípios vizinhos, Crato e Barbalha, subtraindo deles órgãos estaduais que a muito funcionam nestes municípios. É o caso do DER-Crato, SEMACE-Crato, COGERH-Crato, URCA-Crato, alem de DETRAN-Juazeiro, localizado na av. Pe. Cícero, e CAGECE-Juazeiro próximo a av. Pe. Cícero, portanto, órgãos de atuação regional que ficam mais próximos dos usuários dos três municípios (Juazeiro, Crato e Barbalha) e dos municípios circunvizinhos. O terceiro é a localização do Centro Multifuncional em área periférica úmida, com limitações ambientais e de acesso, próximo ao rio Salgadinho para onde converge toda a drenagem pluvial e boa parte dos esgotos domésticos e industrial das zonas urbanas de Crato e Juazeiro, alem das proximidades da estação de tratamentos de esgotos de onde, invariavelmente, exala odores desagradáveis para todo seu entorno. Se não bastasse.

È primário entender que em intervenções urbanas desta magnitude há limites a serem considerados e interpretados numa lógica de pesquisa local e regional, desde as condicionantes naturais, socioeconômicas e culturais, passando pelos de segurança viária, transporte público entre outros. Assim sendo, a decisão da Secretaria das Cidades pode ser considerada desastrosa, e deixa claro que a mesma despreza os fundamentos básicos do planejamento urbano e de desenvolvimento equilibrado da região Metropolitana.

Se querem consertar equívocos, improvisar ou atender a conveniências de qualquer natureza sobre o malogrado Centro de Apoio aos Romeiros, que ocupem os espaços disponíveis com órgãos do Município de Juazeiro do Norte. Embora, da maneira que está posta, uma sala de órgãos e conseqüentemente de serviços diversos, é provável que a população usuária seja sacrificada. Diante do pernicioso fato, é preciso que a sociedade através de suas lideranças políticas e civil se manifeste no sentido de fazer os mentores do projeto raciocinarem sobre as conseqüência danosas a população regional.

DOCUMENTOS:

01 – Centro Multifuncional em PDF
02 – Diretrizes em PDF

Por: Nivaldo Soares
Secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano do Crato

Com prefácio de Dihelson Mendonça

Foto: Wilson Bernardo e Dihelson Mendonça

Porque hoje é Domingo - Por Claude Bloc


Passageiros do destino
***

E se fez o silêncio. 
Domingo é dia de reflexão, de encontro com a própria paz interior. 
O caminho segue, o dia passa, a vontade de voltar pra casa se detém no olhar distante.


A vontade é longa, a viagem é breve.  O sonho voa.


O pensamento  reflui as mazelas da vida, a dureza dos anos, a incerteza do amanhã.


E o olhar se perde na paisagem. A vida passa pela janela. Pra onde vamos?


Nos olhos, a estrada, a espera ansiosa pelo destino. Não importa a demora.


Entre o sono e a vigília seguimos a viagem.
Espreitamos o movimento.
Logo mais, a chegada.


Clique nas fotos para vê-las em tamanho maior.
Fotos: Viagem Potengi - Crato (via TOPIC)

Tanto entulho na cabeleira de Anahi - José do Vale Pinheiro Feitosa

Anahi acordou com a longa e negra cabeleira carregada de britadeiras que arruínam as comunicações. São tantas as partes britadas que Anahi resolveu ir à beira do riacho de águas transparentes que corre no fundo do seu quintal. Baixou a cabeça em direção às águas e sua cabeleira flutuou dançando com a correnteza, soltando uma a uma as britas das comunicações.

Agarradas aos pés de junco que margeiam o riacho ficaram as britas das broas de vento das tardes silenciosas de sonhos vazios. De um romantismo de arrabalde do tempo, com uma flor dessecada a marcar suas páginas e um perfume que lembra o que foi, pois hoje foi tomado pelo centro dos odores bolorentos. Um príncipe encantado, uma plebéia desencantada, uma cena de telenovela com carruagem e tudo para um país falido que ninguém sabe quem é quem.

Junto à lama podre de uma margem usada pelos transeuntes para aliviar seus intestinos ficaram as britas dos assassinos encomendados. Mesmo que matem o filho e os netos de um ditador, são do mesmo modo, assassinos de aluguel. Pagos para atirar no vigia dos poços de Petróleo em que tanta cobiça é despertada pela Otan.

A cabeleira de Anahi foi lavada da sujeira do mistério, aquele que se desmaterializou em pleno ar. Afinal a caixa preta do avião da Air France foi achada. Sob o peso esmagador das águas do mar. Agora tudo se revelará. A aviação continuará fazendo vítimas e nem a indústria de aviação e nem a aeronáutica deixará de matar. O mistério é este: avião mata. Sem culpados.

Não se entendeu como. Despregou-se do couro cabeludo de Anahi uma grande mancha. Uma enorme mancha a turvar quase todo o riacho. Mas bastava tocar na mancha e a parte tocada desapareceria. Assim como as grandes lutas do primeiro de maio, a revolta dos operários contra a mais valia. Que mais vale ainda.

No final do banho piloso quase mais nada restava nos cabelos negros que agora brilhavam ao perderem o turvo mundo das comunicações. Foi aí que as caspas do tempo que da cabeça se despregam, se espalharam na água. Era toda a cultura do medo, aquela assombração permanente que deixam cada nervo das pessoas em frangalhos. Aquela mesma assombração que promete um doente metal a metralhar todas as crianças e, impune, suicidar-se.

Anahi: as harpas sentidas solução ardente que são para ti. Teus acordes lembram a imensa bravura da raça tupi. Índia flor agreste da voz tão suave como o Aguaí.

1º de Maio - Dia do Trabalhador


"Meu Maio"  -  de Vladimir Maiakovski

 A todos 
Que saíram às ruas 
De corpo-máquina cansado, 
A todos 
Que imploram feriado 
Às costas que a terra extenua – Primeiro de Maio! 
Meu mundo, em primaveras, 
Derrete a neve com sol gaio. 
Sou operário – Este é o meu maio! 
Sou camponês - Este é o meu mês. 
Sou ferro – Eis o maio que eu quero! 
Sou terra – O maio é minha era! 


Dia do Trabalho no Brasil

Até o início da Era Vargas (1930-1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituísse um grupo político muito forte, dado a pouca industrialização do país. Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo.
Até então, o Dia do Trabalhador era considerado por aqueles movimentos anteriores (anarquistas e comunistas) como um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transforma um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalhador. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares. Atualmente, esta característica foi assimilada até mesmo pelo movimento sindical: tradicionalmente a Força Sindical (uma organização que congrega sindicatos de diversas áreas, ligada a partidos como o PDT) realiza grandes shows com nomes da música popular e sorteios de casa própria. Na maioria dos países industrializados, o 1º de maio é o Dia do Trabalho. Comemorada desde o final do século XIX, a data é uma homenagem aos oito líderes trabalhistas norte-americanos que morreram enforcados em Chicago (EUA), em 1886. Eles foram presos e julgados sumariamente por dirigirem manifestações que tiveram início justamente no dia 1º de maio daquele ano. No Brasil, a data é comemorada desde 1895 e virou feriado nacional em setembro de 1925 por um decreto do presidente Artur Bernardes.
Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalhador, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo. Outro ponto muito importante atribuído ao dia do trabalhador foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, em 01 de maio de 1943.
Fonte: wikipedia

Magnolia Fiuza Menezes - Blog do Sanharol - SP