Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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sábado, 14 de agosto de 2010

Um sábado especial !


É  sempre especial o dia , na casa de Fátima.
João Marni muda o repertório musical ( hoje ouvimos Raul Seixas  cantando  em inglês´: sensacional!), e prepara  deliciosos  quitutes.
Maria Alice  faz parte do show  com o sol da alegria. Hoje ela sofreu uma pequena queda , machucou a boca, e preocupou a todos. Mas, logo, logo, voltou a sorrir.
Lôra nos mata de rir , como contadora de causos. Toda história  tem  um fundo  informativo. Ela passa, no hilário, a sua maturidade, e falas de mulher politizada.
Esqueço o mundo, esqueço a vida, e aprecio a descontração do Victor , que tão bem se integra àquela família.
Depois do café com bolos é hora da despedida. Até o próximo sábado... Diz a minha vontade !


Bernardo Guimarães



Bernardo Joaquim da Silva Guimarães (Ouro Preto, 15 de agosto de 1825 — Ouro Preto, 10 de março de 1884) foi um romancista e poeta brasileiro, conhecido por ter escrito o livro de nome A Escrava Isaura.

Oscar Peterson



Oscar Emmanuel Peterson (Montreal, 15 de agosto de 1925 -- 23 de dezembro de 2007), foi um pianista de jazz canadense. Oscar Peterson é considerado por muitos críticos como um dos maiores pianistas de jazz de todos os tempos (Scott Yanow, 2004).


Seus parceiros musicais mais constantes são os contrabaixistas Ray Brown e Niels-Henning Orsted Pedersen e os guitarristas Herb Ellis e Joe Pass.

Euclides da Cunha


Euclides Rodrigues da Cunha (Cantagalo, 20 de janeiro de 1866 — Rio de Janeiro, 15 de agosto de 1909) foi um escritor, sociólogo, repórter jornalístico, historiador, geógrafo, poeta e engenheiro brasileiro.

A presença de Miguel Arraes - Por Ana Arraes



14/08/2010
A presença de Miguel Arraes

Ana Arraes*
Há cinco anos morria meu pai o ex-governador Miguel Arraes. Naquele dia, a minha sensação era de que, junto com ele tinha ido embora não apenas um pai, mas tudo que ele representava para o povo pernambucano. Achava que seus atos, suas opções, seus pontos de vista, seriam apenas registros fragmentados em livros de História. O tempo, contudo, me mostrou que a sua força se mantém viva. Para a família, ele deixou muitas lições, como se fosse uma herança. Apontou um caminho que tivemos que trilhar com nossas próprias pernas, mas levando nas mãos uma bússola por ele confeccionada com afinco. Para a população, ele ficou como uma marca que não se apaga.
Descobri tudo isso em parte convivendo com os que me cercam. Porém, descobri muito mais com o povo a quem meu pai dedicou sua vida. Foi andando pelas ruas do Recife, pelos canaviais da Zona da Mata e pelas áridas paisagens do Agreste e Sertão que entendi como o povo via "Dr. Arraes". Hoje gostaria de me dirigir a ele como se fosse possível voltar a sentar na rede do terraço de casa e contar o que acontece por aqui:
"Pai, é com muita alegria que lhe digo que os seus sonhos estão se tornando realidade. Seu neto Eduardo, meu filho, ao conquistar, em 2006, o Governo do Estado, não se afastou daquilo que foi o seu maior propósito: melhorar as condições de vida dos mais carentes e fazer o Estado crescer. Agora, ele disputa a renovação do mandato levando na bagagem obras que você tentou de todos os modos implantar em Pernambuco e não conseguiu em virtude da perseguição política que lhe foi impingida pelos detentores do poder federal, apoiados pelos nossos adversários locais.
Não posso esquecer da maneira como tais opositores trataram Pernambuco nas três vezes em que você foi governador, retendo recursos, cortando qualquer possibilidade de grandes investimentos e montando um discurso em cima de mentiras. Graças à garra que tivemos e à vontade de fazer valer as necessidades do povo, pondo em prática seus ensinamentos, superamos este tempo. Trouxemos para cá tudo que você idealizou: estaleiros, refinaria de petróleo, inúmeras fábricas que se instalaram em Suape, um pólo farmacoquímico implantado em Goiana e, realizamos a interiorização do desenvolvimento. Basta dizer que hoje temos 22 pólos industriais.
Mas tudo isso foi feito dentro da perspectiva do povo, criando empregos, capacitando pessoas, investindo na educação e no avanço tecnológico. Ações sociais também não faltaram. Já inauguramos dois grandes hospitais na Região Metropolitana, criamos Unidades de Pronto Atendimento em diversos bairros e municípios e estamos levando a saúde para as regiões mais distantes. O Programa Chapéu de Palha, criado por você para atender aos canavieiros desempregados na época da entressafra da cana-de-açúcar, f oi transformado em lei e estendido a todos dos municípios onde a agricultura é sazonal. Com tudo isso na bagagem Eduardo, com certeza, continuará governando Pernambuco.
Quero lhe dizer que em nossos contatos com o povo, todos relacionam as obras atuais com as que você defendia. Não existe um discurso ou uma conversa onde seu nome não seja lembrado. Miguel Arraes não se esvaiu no tempo. Olham para nós e percebem o quanto trazemos do que você nos ensinou. Compreendem que não nos afastamos dos seus compromissos nem de sua visão de mundo.
Eleita deputada federal, trabalhei em Brasília para viabilizar tudo aquilo que viesse a transformar a vida da nossa população. Parto para outra eleição, meu pai, consciente de que cumpri o meu papel e defendi com todo empenho as suas idéias. Com a expectativa da reeleição continuarei este trabalho que tanto me gratifica. Não posso deixar de lembrar Marília, sua neta, a nossa representante na Câmara de Vereadores. Ela não esqueceu do que aprendeu com você. Sua mulher, assim como seus outros filhos e netos, cada qual à sua maneira, contribuem para tornar realidade o sonho que acalentamos: o de garantir uma vida digna para todos. Até o pequeno José, seu bisneto e filho de Eduardo, tem participado desse processo, acompanhando Eduardo nos atos de campanha.
Pai, sentir saudade é inevitável. Mas junto com a saudade me vem o sentimento da sua grandeza e do reconhecimento que as pessoas têm do seu comportamento diferenciado, do seu carinho e atenção por trás de um semblante aparentemente sisudo. O nosso povo espera que continuemos o que você tantas vezes começou e tantas vezes recomeçou, lutou e sofreu. Gostaria de lhe dizer que não medimos esforços para isso."
*Deputada estadual (PSB-PE)


Brumas

Prometo então que te deixarei
tão vã quanto desconhecida
abstrata
sem nome.

Não te apartarei dos sentidos
da falta e da ausência
nem do pleno vazio.

Prometo então que te deixarei
andar com as próprias asas
e guardarei meus óculos
embaçados de gordura
e de lágrimas.

Dentro do banheiro
ao observar as formiguinhas
desesperadas com a minha voz
correndo entre cantos e fendas

levantarei os pés cauteloso
para que elas se cuidem
sob meus chinelos.

Sei o quanto é doloroso
quebrar costelas e contorcer-se
rodopiando pelo frio do piso.

Prometo então que te deixarei
oculta no meu depressivo silêncio
também nos meus particulares sussurros.

Não te forjarei outra vida
nem ousarei aflorar a sequidão
dos meus lábios.

Serás o de sempre:
névoa e pedreira
sobre ombros
colada nos cílios.

Prometo então que te deixarei
em paz, rica e perfumada
a zombar da minha angústia.

Não é bom nem vistoso
o sangue do meu nariz.

QUE REI SOU EU?

Pedro Esmeraldo

Do tempo de minha infância, lembro-me de uma música carnavalesca intitulada “Que rei sou eu: sem reinado e sem coroa, sem castelo e sem rainha, afinal que rei sou eu?”.

Nesse caso, confronto esta música carnavalesca com a posição dos políticos do Crato e seus filhos, que permanecem acomodados diante das fronteiras de comportamento injurioso provocado pelos inimigos número um desta cidade, que são os políticos carcarás que vem de fora e que aqui permanecem durante a campanha eleitoral.

Antes, Crato era possuidor de um rei dinâmico, oportuno, vibrador, mas neste caso, após o início da década de oitenta, o rei cratense caiu no anonimato, sem castelo e sem coroa, sem reinado e sem rainha. Afinal, quem exerceu essa posição de rei e deixou o Crato cair na bancarrota? O que o Crato possuía de bom foi surrupiado pelos piratas inimigos, astuciosos, manobristas, já que dominam esse povo com palavras entorpecentes a fim de levar o que a cidade tem de melhor qualidade. Esse rei enferrujado se desgastou pela força corrosiva do tempo.

Seus filhos (os da cidade), principalmente os políticos, acomodam-se e se despedem facilmente das canseiras políticas. Não enfrentam mais as poeiras dos corruptos eleitoreiros. São barrados por simples palavras lisonjeiras e fogem da luta e não enfrentam os desafios que ocorrem constantemente nesta cidade. São corroídos pela ganância de seus seguidores. Não possuem rainha que venha orientar e encorajar quando se defrontam com as dificuldades. Não há nenhuma manifestação contrária para que possam reagir contra os disparates pecaminosos, tudo isto estimulado pela fraqueza de seus auxiliares, o que com certeza, o rei destronado não substitui por motivos alguns e que ninguém possa entender.

É preciso que haja uma renovação de valores, colocando jovens autênticos e eficientes, que tenham disposição para o trabalho, principalmente trabalhando com amor ao Crato. Só assim poderá conseguir um rei autêntico, valente e que tenha boa vontade de trabalhar e esboçar coragem para trazer boas perspectivas e construir um novo castelo com reinado e com rainha.

Crato-CE, 13.08.2010

Beijos Insanos. Liduina Vilar


Beijos malucos é quando o humano se permite
beijar numa estrada escura, sem lamparina nem lampião
para" alumiar," e ainda não tem medo do lobo lhe alçar e
carregar para longe.
Beijos loucos são aqueles que retiram temporariamente o
oxigênio das vias respiratórias.


Gostaria que continuassem o assunto colocando cada um sua
opinião sobre o beijo e o beijar.

Vida itinerante de uma bancária (VIII) - por Socorro Moreira

Agosto de 1982

E um caminhão  de mudança pegou a estrada de Minas.Uberlândia, no Triângulo Mineiro, meu próximo destino !

Assumi no Cesec, num horário especial : das 18 às 22 h. Tenho o dia pra cuidar da casa , e dos filhos, na idade escolar.
Trabalho na digitação, um trabalho manual, repetitivo, que nos permite intervalos de folga de meia, em meia hora. O lanche é bem legal, e dá pra papear  com os colegas de sina. Nicodemos foi um deles. Nos conhecemos, justo nessa época ! Ele era um bancário querendo ser artista, músico ( sua verdadeira vocação). 
Pegava carona  no final do expediente, na garupa da sua moto. Frio imenso ! Parávamos num barzinho pra ouvir um violão, e bebericar um conhaque.
Uberlândia é uma cidade progressista, mercantilista, e por lá o dinheiro corre mais fácil do que no interior do Ceará. A festa de  Exposição Pecuária  é um evento anual de destaque !
Apesar da influência da música sertaneja, encontramos músicos que  divulgam  a MPB  da mais fina origem, como o pessoal do Clube da Esquina. Lá aprendi a gostar dos meninos, mais ainda !
-Milton, Toninho Horta, Beto Guedes, Ivan Lins, L.Borges, etc.
Finais de semana passeando em Araxá, Patrocínio, Caldas Novas, Uberaba, e até Belo Horizonte e Sampa, mudavam a minha rotina.
As pessoas me ensinaram  uma alimentação mais rica. De todo Brasil, Minas tem uma culinária especialíssima !
Mas não consegui me achar naquelas terras. Pedi remoção de volta para o Ceará, oito  meses depois.
E ela chegou com desligamento imediato para a Ag. de Juazeiro do Norte, no Ceará.
O caminho de volta foi feito num chevette , cantando Chico e Francis Hime, e com um gostinho de pão de queijo na memória.. A chegada , fica para o próximo  bloco.

O quarto segredo de Fátima

Florípio sabia-se retrô, meio ultrapassado: como um urinol, uma espingarda soca-soca, um tabaqueiro. Mas que jeito ? Até que tentou se atualizar um pouco, mas desistiu. Homem agora é um tal de emo ou de homo; moça é apenas um tipo de leite condensado; veado é promoter! Desisto, tô fora, não dá prá mim ! Solteirão convicto, colecionava uma dezena de namoradas, escolhidas a dedo, pela variedade e não pela beleza ou pelo dinheiro. Caixeiro viajante aposentado, Florípio desenvolvera uma lábia de derrubar Boing 747. Língua de veludo, arrodeava a pretendida com técnicas de um mestre-salas, cobria-a de mimos, enviava flores e torpedos; sabia como poucos lamber a alma feminina e deixá-la em ponto de degustação. Daí, certamente, terá vindo sua fama de limpa-trilho, de tsunami, de terra-de-cemitério. Ultimamente , mais escondido do que puta de cardeal, envolvera-se com a esposa de um militar aposentado. Chamava-se Fátima. Esbarrara com ela em um supermercado e, enquanto perguntava sobre a seção de floricultura, ela pareceu interessada diante daquele romantismo obsoleto . Conversa vai, conversa vem e rolou um clima entre uma e outra bromélia. Florípio percebeu que enveredava por um esporte radical: o marido era brabo como um gato acuado e não aparentava ter cabeça apropriada para adornar-se de chifres. Mas clima é clima e o risco mostrou-se uma adrenalina a mais na relação. Nosso D. Juan nem atinou na proximidade ortográfica entre sêmen e sangue. E, com tanta boca de maçarico existente neste mundo de meu Deus, qual é o segredo que se agüenta incólume? Nem o de Fátima!
Há alguns dias o Cel Mascarenhas, o sócio de Florípio, marcou viagem para capital. Até hoje não se sabe bem se já desconfiava de alguma coisa e armou o alçapão ou se o flagra teria sido mero acaso. O certo é que nosso Caixeiro viajante estava à noite, deitado na cama com a namorada, de frozô, quando ouviu , apavorado, fortes pancadas na porta. A mulher, atarantada, percebeu, claramente, que a voz era nada mais, nada menos que a do marido. Nem teve tempo de avisar do perigo. A casa , de sobrado, não tinha muitas rotas de fuga e o quarto era no primeiro andar. E medo é bicho diminuidor de distâncias e encurtador de alturas. Florípio pensou com as pernas. Nu, pegou as roupas e os sapatos e saltou pela janela, sem contar conversa. D. Fátima maquiou, rapidamente, a cena do crime, antes de abrir a porta para o marido desconfiado que invadiu a casa procurando por uma caça possível, como um cão perdigueiro.
Por sua vez, Florípio, ao bater no chão, pareceu um jacu baleado, saiu numa na carreira desabalada, como se sentisse o bafo de Mascarenhas no cangote. Era noite alta e, para sua felicidade, as ruas estavam vazias. Quando dobrou a primeira esquina, no entanto, notou que a sorte o havia abandonado. Entrou justamente no meio da Procissão de Senhor Morto. Cidade escura, ainda sem energia, apenas as velas, nas mãos das beatas, emitiam uma luz fosca e bruxuleante.Florípio meteu-se no meio da turba e que jeito ? Fingiu-se de fiel, baixou a cabeça e saiu andando lentamente, balbuciando aquilo que se podia imaginar fosse uma oração. Passados alguns instantes, um velho que andava a seu lado, acompanhando o séquito, percebeu, por fim, a nudez do romeiro. Estupefato, perguntou que diabos era aquilo. Florípio, então, usando artes da profissão , desdobrou: estava pagando uma promessa. Disse que prometera aquela penitência, em caso de ter seu pleito atendido. O velho engoliu a explicação meio a contragosto, como se tratasse de farinha de mucunã. Mais alguns passos e, percebendo várias marcas vermelhas no peito e no rosto , parecendo baton, o velho continuou o inquérito: que diabos de vermelhão pelo corpo é esse, meu senhor? Florípio, então, falou que era penitente e que antes de vir à procissão, havia passado por um ritual de auto-flagelamento. O velho engoliu este outro bocado, a seco, com cara de quem vai se entalar. Confuso, fitou a nudez do vizinho , mais uma vez, e interrogou:
---- Meu amigo, se mal pergunto, que diabos de graça importante foi essa que você alcançou ?
Florípio, sem entregar os pontos, respondeu:
--- Meu amigo, vi nesses dias, o alagamento daquelas cidades de Pernambuco pelo rio Una. O povo passando fome, sem casa, sem roupa, no meio da chuva. Até os cachorros, carneiros, gatos, no meio da rua, sofrendo. Peguei-me então com São Expedito, aquele das causas impossíveis e de repente as coisas começaram a se resolver, graças a Deus. Tô aqui para pagar a minha promessa.
O velho, fitou Florípio de cima abaixo e fechou questão:
--- É verdade, camarada. O santo é milagroso. O povo todo já tá de casa nova e comida farta. Os animais abrigados. Tô vendo que até o seu pinto, depois do alagamento, já ganhou uma camisinha...

J. Flávio Vieira

Tempo - por Claude Bloc


Sim, tenho tempo. Pouco? Muito? Não sei.

Acontece que o danado do tempo é fugidio: escorre pelo ralo nas enxurradas, esvai-se em preguiça nos dias tardios, perde-se, simplesmente se perde, quando nos perdemos dos nossos quereres.

Agora, para mudar o rumo da vida, passarei a contar os dias em luas e sóis e, assim, eu e somente eu mesma entenderei meu próprio relógio.
Claude Bloc

The Beatles - Something

Free as a bird - The Beatles

Am I so free?

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

“CIDADE-DORMITÓRIO” – Por: José Nilton Mariano Saraiva

Qual a novidade na extinção da unidade do Sesi, na cidade do Crato ??? Por que tanto alvoroço, indignação e choradeira ??? Pra que tanto jogo de cena das autoridades constituídas do município, na tentativa de fazer crer (aos incautos) que tal decisão é coisa recente, de agora ??? Desde quando uma decisão de tal porte (que desempregou muitos e deixará de assistir milhares) não é precedida e comunicada com antecedência aos gestores municipais ??? Vão querer enganar o povo até quando ??? (ontem deu-se apenas a “formalização” do que as autoridades cratenses já sabiam e não conseguiram reverter). E preparemo-nos: se o imoral, amoral e inconsistente argumento utilizado é pra valer (a existência do Sesi nas duas cidades), convém lembrar que o Banco do Brasil, o BNB, a Caixa Econômica, dentro outros, se fazem presentes nas duas cidades. Portanto...
A propósito, muitos hão de recordar (se usarem de honestidade), que, lá atrás, sugeríamos que a partir de certa época, um determinado governador do Estado do Ceará decidira privilegiar Sobral (ao norte), e Juazeiro do Norte (ao sul), como receptores preferenciais e prioritários do recebimento das benesses governamentais; com convicção afirmávamos, naquela oportunidade, que tal procedimento se escudava na força e poder do “componente político” (tentaram até nos descredenciar por tão simplória afirmação).
Num segundo momento, quando as trombetas governamentais anunciaram, com pompa e circunstância, a criação da Região Metropolitana do Cariri, mostramos que tudo não passava de um grande engodo, um monumental blefe, verdadeira enganação, já que, em razão do “componente político”, a tendência é que as cidades elencadas (inclusive e principalmente o Crato) não passariam de meros satélites a vagarem na órbita de Juazeiro do Norte (presumivelmente, a “capital” da tal região metropolitana); e novamente os “sérios” e “íntegros” analistas tentaram “tirar sarro”, ao nos rotularem de bairrista, conservador, pessimista e por aí vai.
Mais adiante, a TV Verdes Mares (com toda a influencia que representa) foi instalada na fronteira entre as duas cidades, talvez até mais próxima do Crato do que de Juazeiro (mas só que do lado de lá), e os “românticos” continuaram a desprezar o “componente político” como responsável por tal decisão.
E a coisa foi crescendo: hipocritamente, esgrimindo a (falsa) bandeira do “regionalismo”, na calada da noite tramaram e vergonhosamente nos tomaram o campus da UFC (e, depois, as autoridades cratenses ainda receberam com tapete vermelho o senhor René Barreira, ex-reitor da UFC e responsável por tal decisão, ao invés de o premiarem com o titulo de “persona non grata”); passado pouco tempo (talvez pra compensar), nos “premiaram” com um tímido, desnecessário e inexpressivo Centro de Convenções (que não tem data para ser concluído e empregará uma meia dúzia de pessoas); só que, enquanto isso, o portentoso Hospital Regional está sendo finalizado na “metrópole” (e irá empregar milhares de juazeirenses).
Diversas outras instituições federais e estaduais, bem como empreendimentos particulares de porte, dia a dia se instalam em Juazeiro, e os “experts” insistem e persistem em não reconhecer o “componente político” de tais decisões.
Enquanto isso, a prefeitura do Crato faz um verdadeiro carnaval e gasta um absurdo para divulgar o recebimento de uma “premiação” (fajuta), sem a menor credibilidade (melhor prefeito do Ceará ???), concedida por um colunista social inexpressivo, aqui de Fortaleza (capaz de divulgar autoridades federais como integrantes do seu júri, que provamos ser inverdade).
E a verdade pode ser resumida em dois itens:
1) falta “prestígio e conhecimento político” (lá em Brasília) ao atual prefeito da cidade do Crato, capaz de alavancar verbas para o município (já que suas poucas escolhas foram equivocadas; por exemplo: em oito anos de Senado Federal, o que foi mesmo que o presente aliado do prefeito, senhor Tasso Jereissati, conseguiu para o Crato ??? );
2) falta dignidade, “vergonha na cara” ao povo do Crato, já que capaz de votar em alienígenas (verdadeiros ETs) que lá só aparecem em época de eleição (como justificar, por exemplo, que um Ciro Gomes consiga mais de 11.000 votos no município); sem esquecer da votação significativa em candidatos de Juazeiro do Norte.
E a persistir tal tendência, sabem qual será o resultado ??? Dentro de pouco tempo a cidade do Crato transformar-se-á numa vergonhosa cidade-dormitório.
Dividam (ou vão continuar nos rotulando de pessimista)???

Oscarito - por Norma Hauer

Foi lá, bem distante, na cidade de Málaga , na Espanha que ele nasceu no dia 13 de agosto de 1906 recebendo o pomposo nome de Oscar Lourenço Jacinto de la Imaculada Concepcion Teresa Diaz. Mas foi com o reduzido apelido de OSCARITO que se tornou conhecido em todo o Brasil, onde chegou com apenas 2 anos de idade.

Ele sempre dizia que poderia ter nascido na China ou no Polo Norte, por ser filho de uma família circense. Que nessa qualidade vivia feito nômade. Mas o mais lógico é ter nascido na Espanha, visto que sua família podia ser nômade mas era de origem espanhola.

Lembrar de Oscarito, é o mesmo que lembrar sua presença no cinema nacional. É pena que muita coisa foi perdida, mas sua atuação ao lado de Grande Otelo é algo que não se "perdeu" na memória de quem viveu aquela época.

Os críticos ("intelectuais") sempre davam as menores cotações para aqueles filmes puros, sem violência, mas com algumas malícias sutis.
O POVÃO O AMAVA !!! e isso era bom.

As paródias de filmes americanos, como "Sansão e Dalila", "Gilda" ou "Matar ou Morrer", eram de "matar" de rir. As "caretas" que Oscarito fazia...
Penso que Oscacrito podia ser comparado a Cantinflas, com nota 1000 para o nosso comediante maior.
Que bom seria se fizessem agora, tantos anos após sua morte, uma retrospectiva de seus filmes. As gerações que o conheceram iriam adorar e as novas ( de bom gosto), provavelmente também adorariam.

Do muito que ele deixou no cinema , no teatro e em nossa música, colocarei aqui a letra da

MARCHA DO GAGO

Tá tá tá tá na hora
Va va vale tudo agora
Sou mo mole pra fa falar
Mas sou um Pintacuda pra beijar...

Eu fico ga ga ga ga gago dentro do salão
E até pa pa pa pa pago pra não ver "canhão"
Mas se se se se a dona é "boa"
A minha língua se destrava atoa...

Lembro-me de Pintacuda, um corredor italiano que venceu o então importante "Circuito da Gávea". É bom saber que naquela época ( metade dos anos 30) quando estrangeiros vinham participar do famoso "Circuito da Gávea", viajava-se da Europa para aqui de navio. E em navios vinham as "baratinhas" como eram conhecidas. Eram vários dias de viagem.

Os mais famosos foram Pintacuda, que venceu duas vezes; Von Stuck (alemão) que venceu uma vez e Helen Nice, a única mulher (não venceu nenhuma) mas foi quem apelidou aquele Circuito de "Trampolim do Diabo", por causa de suas curvas perigosas na Estrada da Gávea, local hoje completamente ocupado pela Rocinha.

Tomou parte de vários filmes, mas aqueles em que atuou com Grande Otelo foram os que mais marcaram sua carreira, como “Céu Azul”, ;”Tristezas não Pagam Dívidas”; “Não Adianta Chorar”;”Fantasma por Acaso” e, principalmente as paródias de filmes americanos, como “Nem Sansão, Nem Dalila” e “Matar ou Correr” .

Do total de 48 filmes, não se pode esquecer de “Este Milhão é Meu”; “O Homem do Sputinik, “Barnabé, Tu és Meu”; “Papai Fanfarrão”ou “Aviso Aos Navegantes”, para citar só alguns.
Para falar de OSCARITO seriam necessárias muitas paginas, mas este pequeno resumo dá para fazer uma idéia do que foi sua presença em nosso meio artístico.

Oscarito faleceu no dia 4 de agosto de 1970 ( em seu “inferno zodiacal”) sem completar 64 anos quando ainda tinha muito talento para nos oferecer.
Norma

Clara Nunes - por Norma Hauer


Ela nasceu no dia 12 de agosto de 1942 em Caetanópolis- MG, recebendo o nome de Clara Francisca Gonçalves, mas ficou conhecida como CLARA NUNES.cantora e compositora
Era a caçula de uma família der sete filhos. Seu pai era conhecido como Mané Serrador, violeiro e participante das festas de Folia de Reis.
Em 1944, ficou órfã de pai e, pouco depois, de mãe, sendo criada por dois de seus irmãos.
Freqüentava aulas de catecismo e cantava “ladainhas” em latim no coro da igreja.
Aos 14 anos ingressou como tecelã na fábrica Cedro & Cachoeira. Dois anos depois, mudou-se para Belo Horizonte, indo morar com dois outros irmãos e nos finais de semana , participava dos ensaios do Coral Renascença, na igreja do bairro onde morava.

Cresceu ouvindo Carmem Costa, Ângela Maria e, principalmente, segundo as suas próprias palavras, Elizeth Cardoso e Dalva de Oliveira, das quais sempre teve muita influência, mantendo, no entanto, estilo próprio.
Em 1966, já residindo no Rio de Janeiro, participou do filme "Na onda do iê-iê-iê", com cantores da Jovem Guarda. No ano seguinte voltou às telas do cinema, interpretando a marcha "Carnaval na onda", de José Messias, no filme "Carnaval Barra Limpa", de J.B Tanko
. Nesse filme participaram João Roberto Kelly, Emilinha Borba, Ângela Maria, Altemar Dutra, Marlene e Dircinha Batista.

No ano de 1968 fez a sua última atuação em cinema, no filme "Jovens Pra Frente", de Alcino Diniz., ao lado de Oscarito.

Por influência de Ataulfo Alves e Adelzon Alves passou a dedicar-se ao samba .Pesquisou a música popular brasileira, seus ritmos e seu folclore. Viajou várias vezes para a África, representando o Brasil. Conhecedora das danças e das tradições afro-brasileiras, converteu-se ao candomblé..
Foi uma das cantoras que mais gravou os compositores da Portela, escola para a qual torcia.
Fundou com o marido, o poeta e letrista Paulo César Pinheiro, o Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro.

Gravou várias composições, alcançando sucessos com os LPs:
• Clara Nunes •
• Clara esperança •
• Guerreira •
• As forças da natureza
• Canto das três raças e muitos outros.

Faleceu vítima de complicações operatórias decorrentes de uma operação de varizes, no dia 2 de abril de 1983, sem completar 41 anos.

Norma

Vida das árvores - Livro de Mariana Arraes( Colaboração de Joaquim Pinheiro)



Mariana Arraes, filha caçula do ex-governador Miguel Arraes, lançará seu primeiro livro, Vida das Árvores - Poemas. O lançamento será na Livraria Jaqueira, às 17h do dia 14.08.2010. Mariana, formada em Jornalismo, nasceu durante o primeiro mandato de governador de seu pai. Além do Recife, morou na Argélia, na França e no Paquistão, terra do seu marido. O livro reune poesias como esta:

A Vida das Árvores

Seus olhos castanhos escuros, Elisa
Lembram-me os de Julien, verde castanhos água.
Naquela tarde, no parque do Liceu,
Eles eram verde das árvores da infância,
Inocência.
Envolveram-me de Luz e água,
Como a vida mágica e inteira das árvores
E em busca de minhas raízes perdidas
Mergulhei em sua claridade,
Voei no seu vento, em sua paisagem de amor genealógico,
Onde criançcas e avós se conhecem.

Ao reencontrar esse brilho no olhar de minha filha,
Entendi que as raízes renascem,
E que pode haver doçura no futuro.

Recife 22.11.1998


Colaboração de Joaquim Pinheiro

Cinco anos sem Arraes
Publicado em 12.08.2010

Ítalo Rocha

Foi num mês de agosto que o ex-governador Miguel Arraes se despediu da vida, depois de 57 dias de luta contra a morte, num leito de hospital, no Recife. Tinha 88 anos e deixou para trás um legado de obras que até hoje estão presentes na mente e no coração dos pernambucanos. Sua atuação política em prol de um estado democrático de direito também jamais será esquecida pelo povo brasileiro. Pagou um preço alto por isso, mas nunca transigiu na defesa dos seus ideais. Foi secretário de estado, deputado estadual, federal, prefeito do Recife e três vezes governador de Pernambuco.

Depois de duas eleições difíceis para deputado estadual (perdeu a primeira mas assumiu o mandato como suplente), foi surpreendido com um convite para ser candidato a prefeito. "Como, se tenho tão poucos votos?". Teria respondido aos representantes das forças progressistas que fora convidá-lo. As urnas provaram o contrário. Como prefeito, logo ganhou a simpatia da população. Investiu na alfabetização de jovens e adultos pobres, levou água para a periferia e implementou um novo traçado urbano que preparou o Recife para as décadas seguintes: concluiu a Av. Norte, abriu a Abdias de Carvalho e a Av. Sul, organizou a Imbiribeira, construiu a Ponte do Limoeiro e pavimentou a Av. Boa Viagem. Naquela época, a prefeitura ficava na rua da Aurora, separada do Palácio do Campo das Princesas pelo Capibaribe. Para atravessar o rio, Arraes contou mais uma vez com a ajuda das urnas. Sentado na cadeira que ocuparia por mais duas vezes, Arraes fez uma administração revolucionária, ganhou projeção nacional e passou a ter influência nos destinos da política brasileira.

No dia 31 de março de 1964, os militares golpearam o Brasil e tiraram do poder João Goulart. Depois redirecionaram a mira dos canhões para Pernambuco. Mais precisamente para o imponente prédio da Praça da República, no Centro, de onde Arraes comandava. Os militares propuseram ao governador a renúncia em troca da sua liberdade. Arraes não aceitou. Seria uma violação aos seus princípios éticos e morais. Saiu do palácio direto para o quartel do Exército, em Socorro, Jaboatão. Transferido para o quartel da Av. Visconde de Suassuna, na Boa Vista, foi levado para Fernando de Noronha. No ano seguinte foi liberado por força de um habeas corpus e viajou para o Rio. Para preservar sua integridade física, já que estava recebendo ameaças de morte, pediu exílio na Embaixada da Argélia e partiu para um longo exílio na África. Longe da sua pátria, foi um dos comandantes das articulações políticas da resistência à ditadura militar. Em 1979, foi um dos últimos exilados incluídos na lista de anistiados e retornou ao País.

Eleito deputado federal pelo PMDB em 1982, quatro anos depois recebeu de volta do povo de Pernambuco o mandato de governador que os militares haviam tirado com a força das baionetas. Voltou mais uma vez à Câmara Federal, agora como o deputado mais votados do Brasil. Na eleição seguinte ocupou pela terceira vez o cargo de governador do Estado. Como integrante da equipe de comunicação do seu segundo governo (1997/1990), comandada pelo jornalista Ricardo Leitão, tive o privilégio de acompanhar Dr. Arraes em suas andanças por esse mundo afora. Captei mensagens e tirei lições que carrego comigo pro resto da vida.

Homem simples, austero no trato com a coisa pública, tinha uma visão social abrangente. Tratava com fineza seus auxiliares, mas, quando se zangava, era aquela "tromba". De hábitos alimentares normais, ria muito quando mostrávamos a ele notas de jornais dizendo que ele no café da manhã costumava comer carne de sol, macaxeira e inhame e no almoço se refestelava com buchada e chambaril. Pela manhã, sua comida era simples. Pedaço de pão, bolacha, geleia e café. Nas outras refeições gostava de carne magra. Não exagerava à mesa. É tanto que nunca engordou. Nos discursos de campanha não gostava de citar obras que havia feito. "Peço votos pelo que haverei de fazer e nunca pelo que fiz". Detestava essa história da mídia de rotulá-lo de mito. "Tudo que faço e fiz pelo povo é concreto e não abstrato. Então, como posso ser um mito?".

Mas não perdia o humor com a confusão que percebia na imaginação dos mais humildes. Numa ocasião, nos grotões do Sertão pernambucano, Dr. Arraes estava reunido com um grupo de agricultores fazendo uma avaliação das obras do seu governo na região. Um dos trabalhadores, de uns 65 anos, barba por fazer, cabelos brancos e ralos, rosto sofrido e um semblante que irradiava pureza e ingenuidade por todos os poros, pediu para falar. "Dr. Arraes, o senhor já trouxe muito pra nós: luz, água encanada, equipamentos para irrigação e créditos. Faça chover também, Dr. Arraes, que aqui tá uma seca de lascar". Todo mundo morreu de rir com aquele pedido insólito. Mas a gargalhada mais sonora naquele momento foi a do "mito", que logo em seguida disse bem baixinho:"Ai se eu tivesse esse dom".

Dr. Arraes morreu no dia 13 de agosto de 2005 e levou consigo a imagem de um poema (Joaquim Cardozo) que ele tanto gostava: "Sou um homem marcado pelo tempo, mas essa marca temerária, entre as cinzas das estrelas, há de um dia se apagar".

» Ítalo Rocha é jornalista



Exposição “Varal das Águas”

Fotografias de Nívia Uchôa


O projeto “Água pra que te quero!” tem como área de pesquisa as bacias hidrográficas no Estado do Ceará e visa documentar através da fotografia a relação do ser humano com a água a partir de uma estética artística, documental e do cotidiano.
Desta forma, sensibilizar a sociedade civil no sentido de contribuir para o uso racional da água e estimular uma reflexão sobre o tema. Alerta também, sobre práticas cotidianas de desperdício que podem ser evitadas para uma melhor compreensão da vida do planeta.


Exposição Varal das Águas

Fotografias de Nívia Uchôa

De 19/08 a 30/09 de 2010

De 08h às 21h – Entrada Franca

Local – Galeria do SESC Crato

DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA

De tardezinha, na Pça da Sé- por Socorro Moreira

As tardes de Agosto são fresquinhas, e as noites muito lindas.
Quisera que Setembro nem chegasse, mas " o tempo não pára !"
Hoje recebi uma ligação de Stela , com sua voz amiga , e de entusiasmo. Falava que estava vendo o mar de Olinda, e que o céu estava belo.Animei-me a assistir ao por-do-sol, e encontrar-me com o Victor, que certamente estaria na Praça da Sé. Moramos tão perto daquelas árvores centenárias, que me parece um  descuido  não  visitá-las, e gozar das suas sombras e luzes.
A festa da padroeira do Crato, Nossa Senhora da Penha, já está sendo anunciada.Quem puder comparecer , que  venha !
A praça ainda tem alegria pra sentar nos seus bancos, e crença para rezar,  nas noites de novena.
Esse cronograma festivo  acompanha a nossa história !

Vida itinerante de uma bancária (VII) - por Socorro Moreira

Abril de 1981

A cidade de Acopiara me acolhe. Consegui uma casinha pequena, mas logo em seguida, mudei-me para uma casa ótima , propriedade dos Rufinos. A crise do algodão é fato. As usinas estão sendo desativadas, e a economia sofre pela busca de novas alternativas.. O clima é seco, a agricultura depende das chuvas , e a renda do povo é baixa. 
Assumi como Aux. de Supervisão, e substituo o Supervisor , nas suas ausências. 
Meu gerente é Carlos Alberto. Um cara legal, que reconhece os nossos predicados.
Frequentamos todos, a sede da AABB, para a descontração diária. 
Casei-me pela segunda vez com um mineiro, que venceu-me pelo cansaço. Tentei acertar , mas foi complicado !
Afeiçoei-me aos seus pais, e tento ser o anjo da sua vida, como a sua mãe  me intitula.. Arrendamos a churrascaria da cidade, e eu tento ajudá-lo , nos meus intervalos de trabalho. Não gosto de trabalhar com bebidas... Não suporto !
Estudamos desde  o princípio , uma possível transferência para uma cidade mineira, mas tenho que esperar o tempo mínimo ( um ano) para não devolver as vantagens da comissão.
Estou coordenando  a bateria de caixas, sem nunca ter sido caixa. Mas a turma é bem legal , e aprendo com a competência geral.Trabalho com Gideone, um moço amigo, que depois reencontrei no Crato, como um dos primeiros proprietários da Choupana. 
Acopiara deixou boas recordações. Carnaval animado, férias com meus filhos, passeios em Orós com meus pais e amigos. Mas o tempo de  andar, chegou ! Eis-me a caminho de Uberlândia-MG, no Posto Efetivo.
Serei lotado no Cesec, um trabalho interno, sem contato direto com o cliente. Mas isso é papo para o próximo capítulo !

Fernando Garcia informa...

Fernando Garcia informa:

O DVD do lançamento do Livro no Crato Tenis Clube está a venda,

Valor: R$ 35,00

Contato:(88)99665870
.............. (88)88524170

Mama África - por Daniel Hubert Bloc Boris(Jacques)

Clique na imagem para ler melhor o texto

O aprendizado constante - Emerson Monteiro

Um modo especial de encarar as diversas situações dentro dos dias é olhar o mundo livre de julgamentos e revoltas desesperadas. Na razão direta do pouco domínio das pessoas com relação aos acontecimentos, virou norma inteligente não teimar diante dos obstáculos, por mais comuns que eles sejam. Sabedoria acima de tudo representa, portanto, paciência, conformação, humildade em face daquilo que ninguém consegue resolver por si próprio, deixando ao tempo abençoado soluções inesperadas e impossíveis. Como gostam de repetir os afoitos: - Devagar se vai ao longe.
No entanto, só dizer isso pouco significa em termos de compreender que mistério monumental sempre invadirá o chão onde pisa cada um, ainda que detenha faixas de conhecimento e organize com cuidado, mesmo em horas cinzas, os conceitos da natureza. Porquanto ninguém abrange tudo em suas investigações e aprofundamentos.
Nisso algumas respostas somadas apenas falam insignificâncias do tanto que o futuro reserva, no estudo constante dos segredos universais.
Algo, porém, já se sabe e atende suficiente do que até agora foi realizado pelos povos, e dá para o gasto de sobreviver. Há uma espécie de mínimo necessário que conduz o processo a resultados desejados. Para onde se virem, os humanos crescem na tecnologia dos séculos da experiência. As respostas permitem que um sistema continue alimentando a espécie, no que pesem críticas de ecologistas aos excessos pecaminosos.
Em resumo, existir e adquirir maturidade em tudo por tudo, desde sonhar, comer, viajar, simboliza esse itinerário valioso dos momentos históricos depositados nas folhas secas do tempo.
Conquanto tantos reclamem, não existe outro jeito senão aceitar as contingências, arrumar os pensamentos e cumprir as leis, período este de adquirir mais conteúdo arrecadado no decorrer das existências.
Dúvidas e obstáculos significam, pois, oportunidades para novas e emocionantes jornadas de consciência e contribuições, fatores essenciais ao aprimoramento de pessoas e civilizações.
Ah! Quanta perfeição habita nessas estradas solitárias do percurso vida!

Azul sobre amarelo, maravilha e roxo- por Adélia Prado



Desejo, como quem sente fome ou sede,
um caminho de areia margeado de boninas,
onde só cabem a bicicleta e seu dono.
Desejo, como uma funda saudade
de homem ficado órfão pequenino,
um regaço e o acalanto, a amorosa tenaz de uns dedos
para um forte carinho em minha nuca.
Brotam os matinhos depois da chuva,
brotam os desejos do corpo.
Na alma, o querer de um mundo tão pequeno,
como o que tem nas mãos o Menino Jesus de Praga.

Psicórdica - Por Adélia Prado



vamos dormir juntos, meu bem,
sem sérias patologias.
meu amor este ar tristonho
que eu faço pra te afligir,
um par de fronhas antigas
onde eu bordei nossos nomes
com ponto cheio de suspiros.

Hitchcock- por Norma Hauer



Seu nome era Alfred Joseph, nascido em 13 de agosto de 1899. Que importa esse nome, se era conhecido como HITCHCOCK ?
Ele foi um GÊNIO!
Depois que "descobri" HITCHCOCK no filme "Spelbound", que aqui recebeu o nome de "Quando Fala o Coração", com dois maravilhosos artistas (Gregory Peck e Ingrid Bergman) não deixei de acompanhar sua carreira e querer conhecer o que fizera antes. Sua música, de tão emocionante, nos deixa "arrepiados".
Nascido na Inglaterra, é natural que tivesse começado sua carreira lá. De seus filmes ingleses, não me canso de rever "A Dama Oculta"(primeiro filme com Michael Redgrave exibido aqui). Possuo, ainda, em vídeo"Os 39 Degraus" e "Estalagem Maldita", de sua fase inglesa.
Nos Estados Unidos, seu primeiro grande filme foi "Rebecca", que fez enorme sucesso lá e cá, tendo recebido indicação para o "Oscar" de melhor filme de 1940.

"Quando Fala o Coração"conta a história de uma psiquiatra que se apaixona por seu cliente (o que é considerado anti-ético) mas foi sua luta que o salvou, ajudado pela interpretação de uns traçados de Salvador Dali.

Depois...depois acompanhei sua carreira vendo seus filmes "Festim Diabólico";"Pacto Sinistro";Janela Indiscreta";"O Homem Errado";"Disque M para Matar";"Cortina Rasgada";"Topázio";"Um Corpo Que Cai";"O Homem que Sabia Demais"(este teve uma primeira versão inglesa, sendo que a americana, com James Stewart e Doris Day foi superior). Com toda a intriga e pesadelo, que sua personagem passa, Doris Day interpreta MARAVILHOSAMENTE "Que Será, Sera´?".

Não dá para pensar em Hitchcock sem ter vontade de rever um de seus filmes e é o que vou fazer agora, revendo "Interlúdio", com Ingrid Bergman e Cary Grant, em que há uma parte filmada aqui no Rio, com os bondes circulando na Cinelândia, quando de fato ali era uma "Cinelândia", com seus cinemas famosos onde assisti a vários filmes de Hitchcock e dos grandes diretores de sua época.
Sou obrigada a confessar que não gostei de dois de seus filmes, por sinal bastante famosos:"Os Pássaros" e "Psicose".

O filme "Psicose" foi realizado em preto e branco porque Hithcocok não quis que a cor do sangue (obviamente vermelha) que escorrega pelo chão do banheiro onde sua personagem é assassinada "chocasse" o espectador.
Tão famoso foi esse filme que anos depois surgiram Psicose 2 e 3, mas que já não tinham a "mão" do gênio.
"Os Pássaros", colorido, mostra cenas muito cruéis. Entendo o suspense de Hitchcock , como emocionante, mas não como violento. E são cenas muito violentas que aparecem em "Os Pássaros", envolvendo crianças. Hoje a violência está banalizada, mas em 1963 (ano de "Os Pássaros") não era assim.

Inúmeros outros filmes ele produziu, mas quis deixar aqui assinalados os mais importantes e que tive ocasião de assistir e admirar (alguns várias vezes) primeiro no cinema e agora em vídeo.
Seu último filme foi realizado em 1976 e recebeu o nome ,em português, de "Trama Diabólica".

HITCHCOCK faleceu em 29 de abril de 1980, ano em que completaria 81 anos
Norma