Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Itamar Assumpção



Itamar de Assumpção (Tietê, 13 de setembro de 1949 — São Paulo, 12 de junho de 2003) foi um compositor, cantor, instrumentista, arranjador e produtor musical brasileiro, que se destacou na cena independente e alternativa de São Paulo nos anos 1980 e 1990.
Vanguarda Paulista - Itamar Assumpcao foi um dos grandes nomes e contribuidores da cena alternativa que dominou São Paulo nos anos 70-80 do século XX, movimento que convencionou-se chamar de Vanguarda Paulista. A Vanguarda Paulista reuniu artistas que decidiram romper o controle das gravadoras sobre a producao e lancamento de novos talentos nos anos finais da Época das Trevas Modernas - anos anteriores a Internet. Os representantes desse movimento eram artistas que produziam e lancavam seus trabalhos independentemente das grandes gravadoras, eram os - hoje pecas de museu - LPs. Criavam suas proprias micro-empresas e gerenciavam a si mesmos. Itamar Assumpcao era nome frequente na lista de shows do Teatro Lira Paulistana em Pinheiros, palco que foi denominador comum a todos os membros da Vanguarda Paulista - todos os representantes do movimento invariavelmente por ali passaram - Quem nao cantou no Lira, nao Sonhou' ja disse o poeta da Vanguarda Paulista, J'Cor (Le Dantas & Cordeiro). Itamar Assupcao, ao lado de Arrigo Barnabé, Grupo Rumo, Premê (Premeditando o Breque), dos Pracianos - Dari Luzio, Pedro Lua, Paulo Barroso, Le Dantas & Cordeiro e outros, marcou sua obra basicamente por nao ter tido interferencia dos burocratas das gravadoras, o que fez com que sua obra fosse tida por tais 'gerentes' e criticos de cultura raza, como 'difícil'. Esses artistas, pela rebeldia, ousadia e audacia ganharam a alcunha de "Malditos". Itamar detestava tal rotulo e retrucava. A polemica era outra area na qual dave-se bem, talentoso que era com as palavras nao so no âmbito poetico. O duelo verbal lhe apetecia como forma honesta de defender a integridade do artista assim como - ao observador atento assim parecia - dava-lhe prazer triturar argumentos dos que com cultura limitada tentavam dirigir o processo de criacao do artista. Em uma de suas tiradas mais famosas disse: 'Se tivesse que ouvir conselho, pediria ao Hermeto Pascoal...' ou então: "Eu sou artista popular!", bradava indignado. Entre suas canções mais conhecidas estão Fico Louco, Parece que bebe, Beijo na Boca, Sutil, Milágrimas, Vida de Artista, Dor Elegante e Estropício.

Francisco José Itamar de Assumpção nasceu em Tietê (interior de São Paulo) no dia 13 de setembro de 1949.

Conhecido como "maldito da MPB", o músico misturou samba com rock e funk, entre outros ritmos, em letras impregnadas de sátira e crítica social.

Teve forte presença na vanguarda paulista ao lado do amigo Arrigo Barnabé, da banda Sabor de Veneno, Premeditando o Breque e Grupo Rumo.

Foi influenciado pelos trabalhos de músicos de variados gêneros, como Adoniran Barbosa, Cartola, Jimi Hendrix e Miles Davis, além de poetas como Paulo Leminski e Alice Ruiz.

Bisneto de escravos angolanos, cresceu ouvindo os batuques do terreiro de candomblé no quintal de sua casa.

Cresceu em Arapongas, no Paraná, onde se mudou aos 12 anos. Chegou a cursar até o segundo ano de Contabilidade, mas abandonou a faculdade para fazer teatro e shows em Londrina.

Aprendeu a tocar sozinho violão e, ouvindo Jimmy Hendrix e arranjos de baixo e bateria, apaixonou-se pelo baixo. Mudou-se para São Paulo em 1973 para se dedicar à música.

Começou a se apresentar em shows no final da década de 70, na Lira Paulistana em São Paulo.

Seus três primeiros LPs, todos independentes (Beleléu leléu eu, 1980; As Próprias Custas S.A., 1983; Sampa Midnight, 1986), foram relançados em CD pela Baratos Afins em 1994. Seu único LP produzido por uma grande gravadora e da Continental, intitulado Intercontinental! Quem diria! Era só o que faltava..., de 1988.

Em 1994 lançou a série Bicho de Sete Cabeças (três LPs também na forma de dois CDs), acompanhado pela banda Orquídeas do Brasil. Em 1995 lançou um CD com músicas de Ataulfo Alves que foi premiado como melhor do ano pela APCA.

Entre composições suas que fizeram sucesso com outros interpretes estão Nego Dito, com o sambista Branca de Neve, e Já deu pra sentir, com Cássia Eller.

Wikipédia

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