DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA...
"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado
No CEARÁ, para quem não sabe, houve também um crime idêntico ao do “Araguaia”, contudo em piores proporções, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato JOSÉ LOURENÇO, seguidor do padre Cícero Romão Batista.
O CRIME DE LESA HUMANIDADE
A ação criminosa deu-se inicialmente através de bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como se ao mesmo tempo, fossem juízes e algozes.
A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS
Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará foi de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO / CRIME CONTRA A HUMANIDADE é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira bem como pelos Acordos e Convenções internacionais, e por isso a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - Ceará, ajuizou no ano de 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que: a) seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) sejam os restos mortais exumados e identificados através de DNA e enterrados com dignidade, c) os documentos do massacre sejam liberados para o público e o crime seja incluído nos livros de história, d) os descendentes das vítimas e sobreviventes sejam indenizados no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos
A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO
A Ação Civil Pública inicialmente foi distribuída para o MM. Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, redistribuída para a 16ª Vara Federal na cidade de Juazeiro do Norte/CE, e lá chegando, foi extinta sem julgamento do mérito em 16.09.2009.
AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5
A SOS DIREITOS HUMANOS inconformada com a decisão do magistrado da 16ª Vara de Juazeiro do Norte/CE, apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife, com os seguintes argumentos: a) não há prescrição porque o massacre do Sítio Caldeirão, é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos das vítimas do Sítio Caldeirão não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do Czar Romanov, que foi morta no ano de 1918 e encontrada nos anos de 1991 e 2007;
A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA
A SOS DIREITOS HUMANOS, a exemplo dos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, por violação dos direitos humanos perpetrado contra a comunidade do Sítio Caldeirão.
PROJETO CORRENTE DO BEM
A SOS DIREITOS HUMANOS pede que todo aquele que se solidarizar com esta luta que repasse esta notícia para o próximo internauta bem como, para seu representante na Câmara municipal, Assembléia Legislativa, Câmara e Senado Federal, solicitando dos mesmos um pronunciamento exigindo ao Governo Federal que informe a localização da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão.
PAZ E SOLIDARIEDADE,
Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197 – 8719.8794
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br
Postado por Atualizações via email no blog Cariricaturas em 20 de dezembro de 2009 09:38
Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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domingo, 20 de dezembro de 2009
O Show na Terra
Luiz Domingos de Luna*
É muito fácil observar
A presilha dos seres humanos
Sentidos, prazeres, desenganos.
Uma paisagem a embelezar
Tudo parece um sonho
Emoções sentimentos
Um corpo lançado ao vento
Na busca de um mundo risonho
Cada um num carrossel a girar
O filme da vida pontuando
O Futuro ao presente ocupando
A Câmera a história registrar
A máquina humana em movimento
Os líquidos internos em plena ação
Uma desordem que vai parar- Pena!
Deixar a cadeira, para outro ocupar.
É um show com tempo determinado
É Viver plenamente a emoção?
É A razão e emoção conjuntamente
Ou o grande parque da Ilusão?
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora (CE)
É muito fácil observar
A presilha dos seres humanos
Sentidos, prazeres, desenganos.
Uma paisagem a embelezar
Tudo parece um sonho
Emoções sentimentos
Um corpo lançado ao vento
Na busca de um mundo risonho
Cada um num carrossel a girar
O filme da vida pontuando
O Futuro ao presente ocupando
A Câmera a história registrar
A máquina humana em movimento
Os líquidos internos em plena ação
Uma desordem que vai parar- Pena!
Deixar a cadeira, para outro ocupar.
É um show com tempo determinado
É Viver plenamente a emoção?
É A razão e emoção conjuntamente
Ou o grande parque da Ilusão?
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora (CE)
AS GRANDES CRISES DO MUNDO ATUAL: UM CENÁRIO POSSÍVEL DE ACONTECER?
As crises sempre rondaram nosso modo de viver e ser. E quando menos esperamos somos assaltados novamente por elas. E para que não sejamos pegos de surpresa precisamos estar bem informados e criar estratégias para uma situação de emergência. Posso citar as principais crises do mundo moderno: a) crise da razão instrumental; b) crise moral e ética; c) crise energética; d) crise ecológica; e) crise econômica; f) crise ideológica; g) crise existencial. Em síntese vivemos uma mega-crise geral que nos afeta e nos impede de sermos livres e felizes de fato.
O grande desafio é entender essa mega-crise quando estamos a um passo de sentir sua força destruidora e transformadora, por exemplo, na crise econômica da maior economia do mundo (E.U.A). Podemos compará-la a um furacão que vai se formando lentamente no oceano. E assim, logo que cresce em força destrói tudo que encontra pela frente no continente. E com certeza os prognósticos apontam indícios de que ela poderá acontecer (ou não) de fato varrendo economias nacionais no mundo inteiro. Isto porque, o sistema econômico mundial está interligado e interdependente. E se a economia americana entrar de novo em recessão puxará de vez as economias nacionais em crescimento: Japão, China, índia, Brasil etc. O olho desse furacão em formação é sem dúvida a economia dos E.U.A. Os especialistas afirmam que a dívida do povo americano corresponde ao PIB americano, ou seja, 11 trilhões de dólares. E a dívida pública americana está nesse mesmo tamanho – 11 trilhões de dólares! E como o Brasil ainda tem sua moeda atrelada ao dólar – imagine o que vai acontecer quando o dólar despencar de vez? Uma pessoa bem informada agiria com prudência sabendo dessa situação, poupando agora para se manter seguro na hora em que o furacão econômico provocar a grande crise recessiva.
A outra grande crise em curso é sem dúvida a energética. Vejamos porque. A força produtiva do mundo depende do consumo de energia básica ou primária (petróleo, gás, carvão, energia nuclear, hidrelétrica etc.) para a produção de energia secundária (energia elétrica e outras formas de energia). A matriz energética mundial é bem diversificada. Alguns países como o Brasil utilizam-se de energia “limpa” como a hidrelétrica. Outros ao contrário consomem energias não limpas (p.ex.: queima de petróleo (e seus derivados) e carvão mineral e vegetal) que por sua vez põe em risco a qualidade de vida do planeta. Grandes potências, como os E.U.A, optaram estrategicamente, em séculos passados, por energias não limpas, e agora além de sofrer pressões internacionais precisam mudar sua matriz energética, uma vez que o impacto (social e ambiental) e o custo dessas energias aumentam a cada ano. E eles sabem que não podem mudar sua matriz energética de uma hora para outra (por isso mesmo que os E.U.A não assinaram o tratado de KIOTO). A crise energética puxa uma outra crise: a crise ecológica.
Na busca crescente de novas fontes de energia (não renováveis) o impacto é inevitável. Para se produzir precisa-se explorar e retirar recursos e explorar fontes de energia da natureza – não existe mágica ou milagre! Estudos vêm mostrando que a produção de alimentos sofrerá grandes alterações devido à mudança climática já em curso. O aumento de temperatura do planeta de 2 ou mais graus Celsius afetará diversas culturas no campo, fazendo com que se invista em novas pesquisas genéticas ou provocando a migração dessas culturas para países de clima frio (p.ex.: o café de São Paulo poderá ir para a Argentina).
A crise ecológica afetará populações imensas - os chamados refugiados do clima. Ou seja, uma imensa massa humana terá que deixar sua terra natal em busca de um clima que permita uma sobrevivência mínima. Essa massa de gente faminta, sem terra e sem perspectiva de sobrevivência inchará os grandes centros urbanos, fazendo com que se mude o planejamento dessas cidades e conseqüentemente o controle social e as políticas públicas. A violência tenderá a aumentar e com isso novas formas ou mecanismos de coação, por parte do Estado através de suas leis, deverão tornar a vida social altamente regulada.
Nesse contexto, a crise política surge porque as classes excluídas reivindicarão e lutarão por terra, trabalho e capital. E com a crise econômica em andamento, não se permitirá uma distribuição equitativa da riqueza nacional, o caos moral se instalará de vez. A vida social perderá seu eixo de equilíbrio, e milhões de pessoas no mundo inteiro sucumbirão (p. ex.: na África) devido à carência de informação, conhecimento, matéria-prima, trabalho, água e terras habitáveis. É importante frisar que a população mundial aumentou 6 vezes de 1840 para cá (de 1 bilhão para 6 bilhões). E o processo de desertificação aumenta ano a ano. Isso implica dizer e inferir, que se a população mundial aumenta e os recursos do planeta (a matéria-prima diminui também devido à alta produção e o alto consumo dos países industrializados) o cenário que se apresenta é de escassez para os pobres e acumulação para os ricos numa guerra ideológica e cultural - entre nações desiguais! A luta pela sobrevivência vem se dando no campo científico e tecnológico.
A divisão de tarefas no mundo globalizado vem acontecendo em três partes: os criadores, os produtores e os consumidores. Os criadores exigem atualização de conhecimento em função da demanda de novos produtos, novas tecnologias e novos serviços. A riqueza dos criadores vem sendo realizada a custa da exploração da natureza, submissão e dependência dos outros dois (os produtores e os consumidores). Essa situação conduz a massa humana global a se voltar para sua realização material mínima (para não sucumbir ou ficar excluída e morrer) forçando a todos negarem sua realização espiritual e existencial.
No grande encontro das nações – COP-15 – em Copenhague ficou evidente que os grandes não querem se comprometer em contribuir para resolver de fato a mega crise ecológica que poderá inviabilizar a vida saudável no planeta. Milhões de indivíduos perderão suas terras e terão suas vidas ameaçadas diante dos impactos do aquecimento global. O cenário está sendo montado, mas mesmo assim as decisões são lentas no sentido de frear ou minimizar os efeitos das mudanças climáticas já em curso. No meio de tudo isso se encontra o cidadão comum, trabalhador, trabalhadora, empregado ou patrão tocando suas vidas sem poder interferir ou mudar a lógica da destruição planetária: eles são peças da própria engrenagem alienada de produção e consumo desequilibrado.
O fascínio da ciência humana em controlar e dominar a natureza vem provocando o seu próprio descontrole e desgoverno no processo de criação, produção e consumo. As ideologias (de esquerda ou de direita) nada poderão fazer para criar um novo paradigma revolucionário e transformador para a união e bem de todos sem distinção. E como conseqüência desse caos social, ecológico, ético e tecnológico teremos dois mundos distintos: os excluídos e os incluídos. Os excluídos serão aqueles dominados e explorados pela cultura do mais forte e do melhor. Os incluídos, por sua vez, serão aqueles que conseguiram impor suas ideologias e culturas do darwinismo social: vence o mais qualificado e mais insensível a dor alheia. A solidariedade, nesse contexto, será um princípio muito disseminado, mas pouco praticado. A busca mais elevada de sua natureza interior será substituída pela busca menos elevada exterior na disputa por um pedaço de chão, de pão, de recurso e de capital. Daí surgirá uma mega crise interior como conseqüência de um processo de conquista fora de sua própria natureza e consciência de si-existencial. Atualmente nos tornamos seres dependentes do trabalho pragmático e instrumental em busca de uma “felicidade” apenas formal, ilusória e material.
O poder da lógica racional alienante e predominante na estratégia de produção e consumo acelerado, impedirá a evolução da sensibilidade humana. E assim, a lógica do coração será esquecida e o Amor se esfriará mais ainda, gelando cada coração humano. E a vida perderá sentido de ser e existir – se as crises continuarem crescendo como estão atualmente!
Prof.(URCA) Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com
Cântico - Domingos Barroso

Céu é uma morte serena
que desce a meio-fio
pelo córrego de águas mansas
sob um dia de sol.
A casca de ovo,
o barquinho de papel
é o corpo,
é a alma.
Inferno é quando chove
as águas turvam-se
cai uma tormenta -
a casca de ovo
tritura-se por inteira;
o barquinho de papel
some entre fendas.
Não tem mais volta
Não tem mais volta
mesmo que brilhe outro dia
e raios deslizem noutra calçada.
por Domingos Barroso
Prontos para o Século XIX
Muitos professores e seus compêndios enxergam o mundo de hoje como ele era no tempo dos tílburis. Com a justificativa de "incentivar a cidadania", incutem ideologias anacrônicas e preconceitos esquerdistas nos alunos.
Monica Weinberg e Camila Pereira
Tema para reflexão: vale a pena usar chocadeiras artificiais para acelerar a produção de frango? Deu-se com isso o início de uma das aulas de geografia no Colégio Ateneu Salesiano Dom Bosco, de Goiânia, escola particular que aparece entre as melhores do país em rankings oficiais. Da platéia, formada por alunos às vésperas do vestibular, alguém diz: "Com as chocadeiras, o homem altera o ritmo da vida pelo lucro". O professor Márcio Santos vibra. "Você disse tudo! O homem se perdeu na necessidade de fazer negócio, ter lucro, exportar." E põe-se a cantar freneticamente Homem Primata / Capitalismo Selvagem / Ôôô (dos Titãs), no que é acompanhado por um enérgico coro de estudantes. Cena muito parecida teve lugar em uma classe do Colégio Anchieta, de Porto Alegre, outro que figura entre os melhores do país. Lá, a aula de história era animada por um jogral. No comando, o professor Paulo Fiovaranti. Ele pergunta: "Quem provoca o desemprego dos trabalhadores, gurizada?". Respondem os alunos: "A máquina". Indaga, mais uma vez, o professor: "Quem são os donos das máquinas?" E os estudantes: "Os empresários!". É a deixa para Fiovaranti encerrar com a lição de casa: "Então, quem tem pai empresário aqui deve questionar se ele está fazendo isso". Fim de aula.
Os dois episódios, ambos presenciados por VEJA, não são raridade nas escolas brasileiras. Ao contrário. Eles exemplificam uma tendência prevalente entre os professores brasileiros de esquerdizar a cabeça das crianças. Parece bobagem, uma curiosidade até pitoresca num mundo em que a empregabilidade e o sucesso na vida profissional dependem cada vez mais do desempenho técnico, do rigor intelectual, da atualização do pensamento e do conhecimento. Não é bobagem. A doutrinação esquerdista é predominante em todo o sistema escolar privado e particular. É algo que os professores levam mais a sério do que o ensino das matérias em classe, conforme revela a pesquisa CNT/Sensus encomendada por VEJA. Pobres alunos.
Eles estão sendo preparados para viver no fim do século XIX, quando o marxismo surgiu como uma ideologia modernizante, capaz não apenas de explicar mas de mudar o mundo para melhor, acelerando a marcha da história rumo a uma sociedade sem classes. Bem, estamos no século XXI, o comunismo destruiu a si próprio em miséria, assassinatos e injustiças durante suas experiências reais no século passado. É embaraçoso que o marxismo-leninismo sobreviva apenas em Cuba, na Coréia do Norte e nas salas de aula de escolas brasileiras. As chocadeiras produzem os frangos vendidos a menos de 5 reais nos supermercados brasileiros, e isso propicia a dose mínima de proteína a famílias que, de outra forma, estariam mal nutridas. A realidade não interessa nas aulas como a do professor Márcio Santos. O que interessa? Passar a idéia de que as máquinas tiram empregos. Elas tiram? Tiraram no começo dos processos de robotização e automação de fábricas nos anos 90. Hoje, sem robôs e máquinas, os empregos nem sequer seriam criados. Mas dizer isso pode desagradar ao espírito do velho barbudo enterrado no novo Cemitério de Highgate, em Londres. Os professores esquerdistas veneram muito aquele senhor que viveu à custa de um amigo industrial, fez um filho na empregada da casa e, atacado pela furunculose, sofreu como um mártir boa parte da existência. Gostam muito dele, fariam tudo por ele, menos, é claro, lê-lo – pois Karl Marx é um autor rigoroso, complexo, profundo que, mesmo tendo apenas uma de suas idéias ainda levada a sério hoje – a Teoria da Alienação –, exige muito esforço para ser compreendido. "A salada ideológica resulta da leitura de resumos dos grandes pensadores", diz o filósofo Roberto Romano. Gente que vê maldade em chocadeiras e mal em empresários que usam máquinas em suas fábricas no século XXI não pode ter lido Karl Marx. É de supor que não tenham lido muito, quase nada. Mas são esses senhores que ensinam nossos filhos nas melhores escolas brasileiras – sem, diga-se, que os pais se incomodem com isso.
A pesquisa CNT/Sensus ouviu 3 000 pessoas de 24 estados brasileiros, entre pais, alunos e professores de escolas públicas e particulares. Sua conclusão nesse particular é espantosa. Os pais (61%) sabem que os professores fazem discursos politicamente engajados em sala de aula e acham isso normal. Os professores, em maior proporção, reconhecem que doutrinam mesmo as crianças e acham que isso é sua missão principal – algo muito mais vital do que ensinar a interpretar um texto ou ser um bamba em matemática. Para 78% dos professores, o discurso engajado faz sentido, uma vez que atribuem à escola, antes de tudo, a função de "formar cidadãos" – à frente de "ensinar a matéria" ou "preparar as crianças para o futuro". Muito bonito se não estivessem nesse processo preparando os alunos para um mundo que acabou e diminuindo suas chances de enfrentar a realidade da vida depois que saírem do ambiente escolar. Para atacar um problema, o primeiro passo é reconhecer sua existência. Esse é o mérito da pesquisa CNT/Sensus.
Adversária do exercício intelectual, a ideologização do ensino pode ser resultado em parte também do despreparo dos professores para o desempenho da função. No ensino básico, 52% lecionam matérias para as quais não receberam formação específica – 22% deles nunca freqüentaram faculdade. Para esses, os chavões de esquerda servem como uma espécie de muleta, um recurso a que se recorre na falta de informação. "Repetir meia dúzia de slogans é muito mais fácil do que estudar e ler grandes obras. Por isso, a ideologização é mais comum onde impera a ignorância", diz o historiador Marco Antonio Villa. A questão não é exatamente nova na educação. Meio século atrás, a filósofa alemã Hannah Arendt já alertava para o equívoco de fazer das aulas um lugar para a doutrinação ideológica, qualquer que fosse o matiz. Em A Crise na Educação, ela dizia: "Em vez de (o professor) juntar-se a seus iguais, assumindo o esforço da persuasão e correndo o risco do fracasso, há a intervenção ditatorial, baseada na absoluta superioridade do adulto". Ao refletirem sobre o atual cenário, os especialistas concordam com a idéia central da filósofa. Está claro, e a própria experiência mostra isso, que o viés político retira da escola aquilo que deveria, afinal, ser seu atributo número 1: ensinar a pensar – verbo cuja origem, do latim, significa justamente pesar. Diz o sociólogo Simon Schwartzman: "O verdadeiro exercício intelectual se faz ao colocar as idéias e os juízos numa balança, algo que só é possível com uma ampla liberdade de investigação e de crítica."
Não é o caso na maioria das salas de aula. Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores brasileiros ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado.
Entre as figuras históricas e da atualidade mais citadas em classe está, como não poderia deixar de ser, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As referências a Lula são contidas. O presidente brasileiro obtém aprovação menor entre os professores, segundo relatam os estudantes, do que aquela com que a sociedade brasileira em geral o brinda. Ele tem 70% de avaliação positiva dos brasileiros, mas na boca dos professores esse índice cai para 30% – com 27% de citações negativas e 43% de neutras. Ressalte-se aqui que é um ponto louvável para os mestres o fato de, como mostram os números relativos a Lula, eles não fazerem proselitismo eleitoral em classe – mesmo que seja preciso relevar o fato de o ditador venezuelano Hugo Chávez ter merecido 51% de citações positivas. A neutralidade e o comedimento em relação a Lula desautorizam a interpretação de que os professores tentam direcionar o voto dos alunos, o que seria desastroso. É sinal de que sua pregação, mesmo equivocada, se mantém no nível das idéias – o que é excelente.
"Eu e todos os meus colegas professores temos, sim, uma visão de esquerda – e seria impossível isso não aparecer em nossos livros. Faço esforço para mostrar o outro lado", diz a geógrafa Sonia Castellar, que há vinte anos dá aulas na faculdade de pedagogia da Universidade de São Paulo (USP) e escreveu Geografia, um dos best-sellers nas escolas particulares (livro que tem dois de seus trechos comentados por VEJA na reportagem seguinte). "Reconheço o viés esquerdista nos livros e apostilas, fruto da formação marxista dos professores. Mas não temos nenhuma intenção de formar uma geração de jovens socialistas", diz Miguel Cerezo, responsável pelo conteúdo publicado nas apostilas do COC (de onde foram extraídos quatro trechos comentados pela revista). À luz de outra pesquisa em profundidade feita pelo Ibope em colaboração com a revista Nova Escola, editada pela Fundação Victor Civita, os professores da rede pública revelam que, para eles, o principal problema da sala de aula é, de longe (77%), a ausência dos pais no processo educativo. Repousam na colaboração entre pais e professores a correção dos rumos do ensino no país e a aceleração da curva de melhora de desempenho que começa a se desenhar. A questão do excesso de ideologização é um desses problemas que podem ser abordados em conjunto por pais e professores. Demanda para o diálogo existe. O advogado Miguel Nagib fundou, há quatro anos, em Brasília, a ONG Escola Sem Partido, com o objetivo de chamar atenção para a ideologização do ensino na sala de aula. Nagib se incomodou com os sinais do problema na escola particular de sua filha, então com 15 anos, onde o professor de história gostava de comparar Che Guevara a São Francisco de Assis. Foi ao colégio reclamar. Diz Nagib: "As escolas precisam ficar sabendo que muitos pais não concordam com essa visão".
Veja, edição 2074, 20.08.2008
http://veja.abril.uol.com.br/200808/p_076.shtml
Monica Weinberg e Camila Pereira
Tema para reflexão: vale a pena usar chocadeiras artificiais para acelerar a produção de frango? Deu-se com isso o início de uma das aulas de geografia no Colégio Ateneu Salesiano Dom Bosco, de Goiânia, escola particular que aparece entre as melhores do país em rankings oficiais. Da platéia, formada por alunos às vésperas do vestibular, alguém diz: "Com as chocadeiras, o homem altera o ritmo da vida pelo lucro". O professor Márcio Santos vibra. "Você disse tudo! O homem se perdeu na necessidade de fazer negócio, ter lucro, exportar." E põe-se a cantar freneticamente Homem Primata / Capitalismo Selvagem / Ôôô (dos Titãs), no que é acompanhado por um enérgico coro de estudantes. Cena muito parecida teve lugar em uma classe do Colégio Anchieta, de Porto Alegre, outro que figura entre os melhores do país. Lá, a aula de história era animada por um jogral. No comando, o professor Paulo Fiovaranti. Ele pergunta: "Quem provoca o desemprego dos trabalhadores, gurizada?". Respondem os alunos: "A máquina". Indaga, mais uma vez, o professor: "Quem são os donos das máquinas?" E os estudantes: "Os empresários!". É a deixa para Fiovaranti encerrar com a lição de casa: "Então, quem tem pai empresário aqui deve questionar se ele está fazendo isso". Fim de aula.
Os dois episódios, ambos presenciados por VEJA, não são raridade nas escolas brasileiras. Ao contrário. Eles exemplificam uma tendência prevalente entre os professores brasileiros de esquerdizar a cabeça das crianças. Parece bobagem, uma curiosidade até pitoresca num mundo em que a empregabilidade e o sucesso na vida profissional dependem cada vez mais do desempenho técnico, do rigor intelectual, da atualização do pensamento e do conhecimento. Não é bobagem. A doutrinação esquerdista é predominante em todo o sistema escolar privado e particular. É algo que os professores levam mais a sério do que o ensino das matérias em classe, conforme revela a pesquisa CNT/Sensus encomendada por VEJA. Pobres alunos.
Eles estão sendo preparados para viver no fim do século XIX, quando o marxismo surgiu como uma ideologia modernizante, capaz não apenas de explicar mas de mudar o mundo para melhor, acelerando a marcha da história rumo a uma sociedade sem classes. Bem, estamos no século XXI, o comunismo destruiu a si próprio em miséria, assassinatos e injustiças durante suas experiências reais no século passado. É embaraçoso que o marxismo-leninismo sobreviva apenas em Cuba, na Coréia do Norte e nas salas de aula de escolas brasileiras. As chocadeiras produzem os frangos vendidos a menos de 5 reais nos supermercados brasileiros, e isso propicia a dose mínima de proteína a famílias que, de outra forma, estariam mal nutridas. A realidade não interessa nas aulas como a do professor Márcio Santos. O que interessa? Passar a idéia de que as máquinas tiram empregos. Elas tiram? Tiraram no começo dos processos de robotização e automação de fábricas nos anos 90. Hoje, sem robôs e máquinas, os empregos nem sequer seriam criados. Mas dizer isso pode desagradar ao espírito do velho barbudo enterrado no novo Cemitério de Highgate, em Londres. Os professores esquerdistas veneram muito aquele senhor que viveu à custa de um amigo industrial, fez um filho na empregada da casa e, atacado pela furunculose, sofreu como um mártir boa parte da existência. Gostam muito dele, fariam tudo por ele, menos, é claro, lê-lo – pois Karl Marx é um autor rigoroso, complexo, profundo que, mesmo tendo apenas uma de suas idéias ainda levada a sério hoje – a Teoria da Alienação –, exige muito esforço para ser compreendido. "A salada ideológica resulta da leitura de resumos dos grandes pensadores", diz o filósofo Roberto Romano. Gente que vê maldade em chocadeiras e mal em empresários que usam máquinas em suas fábricas no século XXI não pode ter lido Karl Marx. É de supor que não tenham lido muito, quase nada. Mas são esses senhores que ensinam nossos filhos nas melhores escolas brasileiras – sem, diga-se, que os pais se incomodem com isso.
A pesquisa CNT/Sensus ouviu 3 000 pessoas de 24 estados brasileiros, entre pais, alunos e professores de escolas públicas e particulares. Sua conclusão nesse particular é espantosa. Os pais (61%) sabem que os professores fazem discursos politicamente engajados em sala de aula e acham isso normal. Os professores, em maior proporção, reconhecem que doutrinam mesmo as crianças e acham que isso é sua missão principal – algo muito mais vital do que ensinar a interpretar um texto ou ser um bamba em matemática. Para 78% dos professores, o discurso engajado faz sentido, uma vez que atribuem à escola, antes de tudo, a função de "formar cidadãos" – à frente de "ensinar a matéria" ou "preparar as crianças para o futuro". Muito bonito se não estivessem nesse processo preparando os alunos para um mundo que acabou e diminuindo suas chances de enfrentar a realidade da vida depois que saírem do ambiente escolar. Para atacar um problema, o primeiro passo é reconhecer sua existência. Esse é o mérito da pesquisa CNT/Sensus.
Adversária do exercício intelectual, a ideologização do ensino pode ser resultado em parte também do despreparo dos professores para o desempenho da função. No ensino básico, 52% lecionam matérias para as quais não receberam formação específica – 22% deles nunca freqüentaram faculdade. Para esses, os chavões de esquerda servem como uma espécie de muleta, um recurso a que se recorre na falta de informação. "Repetir meia dúzia de slogans é muito mais fácil do que estudar e ler grandes obras. Por isso, a ideologização é mais comum onde impera a ignorância", diz o historiador Marco Antonio Villa. A questão não é exatamente nova na educação. Meio século atrás, a filósofa alemã Hannah Arendt já alertava para o equívoco de fazer das aulas um lugar para a doutrinação ideológica, qualquer que fosse o matiz. Em A Crise na Educação, ela dizia: "Em vez de (o professor) juntar-se a seus iguais, assumindo o esforço da persuasão e correndo o risco do fracasso, há a intervenção ditatorial, baseada na absoluta superioridade do adulto". Ao refletirem sobre o atual cenário, os especialistas concordam com a idéia central da filósofa. Está claro, e a própria experiência mostra isso, que o viés político retira da escola aquilo que deveria, afinal, ser seu atributo número 1: ensinar a pensar – verbo cuja origem, do latim, significa justamente pesar. Diz o sociólogo Simon Schwartzman: "O verdadeiro exercício intelectual se faz ao colocar as idéias e os juízos numa balança, algo que só é possível com uma ampla liberdade de investigação e de crítica."
Não é o caso na maioria das salas de aula. Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores brasileiros ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado.
Entre as figuras históricas e da atualidade mais citadas em classe está, como não poderia deixar de ser, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As referências a Lula são contidas. O presidente brasileiro obtém aprovação menor entre os professores, segundo relatam os estudantes, do que aquela com que a sociedade brasileira em geral o brinda. Ele tem 70% de avaliação positiva dos brasileiros, mas na boca dos professores esse índice cai para 30% – com 27% de citações negativas e 43% de neutras. Ressalte-se aqui que é um ponto louvável para os mestres o fato de, como mostram os números relativos a Lula, eles não fazerem proselitismo eleitoral em classe – mesmo que seja preciso relevar o fato de o ditador venezuelano Hugo Chávez ter merecido 51% de citações positivas. A neutralidade e o comedimento em relação a Lula desautorizam a interpretação de que os professores tentam direcionar o voto dos alunos, o que seria desastroso. É sinal de que sua pregação, mesmo equivocada, se mantém no nível das idéias – o que é excelente.
"Eu e todos os meus colegas professores temos, sim, uma visão de esquerda – e seria impossível isso não aparecer em nossos livros. Faço esforço para mostrar o outro lado", diz a geógrafa Sonia Castellar, que há vinte anos dá aulas na faculdade de pedagogia da Universidade de São Paulo (USP) e escreveu Geografia, um dos best-sellers nas escolas particulares (livro que tem dois de seus trechos comentados por VEJA na reportagem seguinte). "Reconheço o viés esquerdista nos livros e apostilas, fruto da formação marxista dos professores. Mas não temos nenhuma intenção de formar uma geração de jovens socialistas", diz Miguel Cerezo, responsável pelo conteúdo publicado nas apostilas do COC (de onde foram extraídos quatro trechos comentados pela revista). À luz de outra pesquisa em profundidade feita pelo Ibope em colaboração com a revista Nova Escola, editada pela Fundação Victor Civita, os professores da rede pública revelam que, para eles, o principal problema da sala de aula é, de longe (77%), a ausência dos pais no processo educativo. Repousam na colaboração entre pais e professores a correção dos rumos do ensino no país e a aceleração da curva de melhora de desempenho que começa a se desenhar. A questão do excesso de ideologização é um desses problemas que podem ser abordados em conjunto por pais e professores. Demanda para o diálogo existe. O advogado Miguel Nagib fundou, há quatro anos, em Brasília, a ONG Escola Sem Partido, com o objetivo de chamar atenção para a ideologização do ensino na sala de aula. Nagib se incomodou com os sinais do problema na escola particular de sua filha, então com 15 anos, onde o professor de história gostava de comparar Che Guevara a São Francisco de Assis. Foi ao colégio reclamar. Diz Nagib: "As escolas precisam ficar sabendo que muitos pais não concordam com essa visão".
Veja, edição 2074, 20.08.2008
http://veja.abril.uol.com.br/200808/p_076.shtml
DEDÉ DE ZEBA - O POETA DO CRATO - Por Edilma Rocha - Parte II
CRATO ANTIGO
Saudade da luz escura,
do poste feito de trilho;
da feira da Rapadura,
das velhas vendendo milho.
do papagaio da Raia,
do carro de Pedro Maia,
das moedas de derréis,
dos dramas lá do Cassino,
quando eu era menino,
e xingava Seu Moiséis.
Saudade do futebol,
sem ajuda e bem precário;
do tempo do Penarol,
no Campo do Seminário,
que a gente com jogo e briga,
bola feita de bexiga,
fazia time exelente.
Não tinha juiz nem mestre;
na Vazante dos Silveiras,
fazia o campo da gente.
O brilhar dos pirilampos,
sentindo as noites escuras,
na Praça Siqueira Campos,
faziam luz com ternuras.
Que prazer a gente tinha,
nas voltas lá na pracinha;
todo o passado restauro.
Da mijada escondida,
quando vinha da avenida,
no beco do Padre Lauro !
A festa da Padroeira,
que calor de animação !
O levantar da bandeira,
o concorrido leilão.
Oh! quando sinto saudade,
daquela rivalidade,
no meio das brincadeiras!
Tudo tinha mais valor;
eu até toquei tambor,
no bloco das Enfermeiras.
E meditando hoje fico,
relembrando com emoção,
Bar Central, de Zé Eurico,
ponto de reunião;
café, merenda e bilhar,
onde ficava a esperar,
muita gente como o quê,
para ouvir, num dia tal,
no rádio do Bar Central,
noticias da BBC.
E continuo a lembrar,
as coisas que muito amei:
o velho Grupo Escolar,
onde primeiro estudei,
Dona Aurea, impertinente,
brigava muito com a gente,
apesar de zeladora,
gostava de Dona Cila,
mas temia Dona Lila,
a mais dura diretora.
E tudo vem de mansinho,
para escrever no papel;
sanfoneiro Zé Neguinho,
lá no Café de Izabel.
Mestre Neco Fogueteiro,
no Cariri o primeiro,
no meu tempo de menino.
Como eu achava isso bom!
Tempo em que Cleto Milfont,
discursava no Casino.
Fonte- A Provincia, edições - Jurandir Temóteo
Saudade da luz escura,
do poste feito de trilho;
da feira da Rapadura,
das velhas vendendo milho.
do papagaio da Raia,
do carro de Pedro Maia,
das moedas de derréis,
dos dramas lá do Cassino,
quando eu era menino,
e xingava Seu Moiséis.
Saudade do futebol,
sem ajuda e bem precário;
do tempo do Penarol,
no Campo do Seminário,
que a gente com jogo e briga,
bola feita de bexiga,
fazia time exelente.
Não tinha juiz nem mestre;
na Vazante dos Silveiras,
fazia o campo da gente.
O brilhar dos pirilampos,
sentindo as noites escuras,
na Praça Siqueira Campos,
faziam luz com ternuras.
Que prazer a gente tinha,
nas voltas lá na pracinha;
todo o passado restauro.
Da mijada escondida,
quando vinha da avenida,
no beco do Padre Lauro !
A festa da Padroeira,
que calor de animação !
O levantar da bandeira,
o concorrido leilão.
Oh! quando sinto saudade,
daquela rivalidade,
no meio das brincadeiras!
Tudo tinha mais valor;
eu até toquei tambor,
no bloco das Enfermeiras.
E meditando hoje fico,
relembrando com emoção,
Bar Central, de Zé Eurico,
ponto de reunião;
café, merenda e bilhar,
onde ficava a esperar,
muita gente como o quê,
para ouvir, num dia tal,
no rádio do Bar Central,
noticias da BBC.
E continuo a lembrar,
as coisas que muito amei:
o velho Grupo Escolar,
onde primeiro estudei,
Dona Aurea, impertinente,
brigava muito com a gente,
apesar de zeladora,
gostava de Dona Cila,
mas temia Dona Lila,
a mais dura diretora.
E tudo vem de mansinho,
para escrever no papel;
sanfoneiro Zé Neguinho,
lá no Café de Izabel.
Mestre Neco Fogueteiro,
no Cariri o primeiro,
no meu tempo de menino.
Como eu achava isso bom!
Tempo em que Cleto Milfont,
discursava no Casino.
Fonte- A Provincia, edições - Jurandir Temóteo
Pensamento para o Dia 20/12/2009

“A vida é um mosaico de prazer e dor; a tristeza é um intervalo entre dois momentos de alegria. A paz é uma pausa entre duas guerras. Não há rosa sem espinho; o colhedor diligente evitará as picadas e colherá a flor. Não há abelha sem ferrão; a habilidade reside, a despeito disso, em recolher o mel. Os problemas e as angústias podem assaltá-lo, mas você não deve permitir que eles o desviem do caminho do dever e da dedicação. O mundo hoje é afligido por ansiedade, medo, depressão, ódio, ganância e desconfiança. A única maneira de o mundo corrigir-se é o ser humano perceber seu destino elevado, pois todo homem anseia por duas bênçãos – obtenção de alegria e fuga da dor.”
Sathya Sai Baba
Parabéns Dr, J. Flavio !!!!!!!!!!!!!
Nos levantamos cedinho para festejar o aniversário de uma pessoa muito querida pelo Cariricaturas: Dr. José Flavio. Achamos por bem preparar a festa passo a passo e sem pressa, para que tudo saísse perfeito, com muita alegria, como o aniversariante merece.
Brindamos à sua saúde, à nossa saúde para que tenhamos ainda muito tempo para comemorar outras efemérides juntos...
O bolo tinha que ser especial. Foi preparado numa das cozinhas de Matozinho. Foi feito a capricho!

Nossas falicitações ao aniversariante.
Que o brilho de sua inspiração posso conduzi-lo às estratosferas da literatura, pois a luz já brilha em seu espírito.
É nesses momentos que voltamos um pouco no tempo para buscar em outras épocass as alegrias insufladas na alma, as boas lembranças. É nesta hora que encontramos a criança que mora em nós e que nos impulsiona a viver em harmonia com nossa natureza.***
O Cariricaturas te agradece pela tua força e pela felicidade que nos acrescentas com tuas palavas.
***
Abraço de toda a família Cariricaturas
Trecho do texto Desejo
Trecho do texto Desejo
"Pois foi justamente esta historinha que me inspirou a escrever esta croniqueta de fim de ano. Todos nós ficamos grávidos de sonhos e aspirações neste período natalino. Pois aí vai também o meu desejo !Ah como seria bom se tivéssemos desejos parecidos como os de minha amiga. Se todos nós acordássemos na madrugada com aquela vontade insaciável de ouvir uma música de Abidoral, dançar um Reisado do Mestre Aldenir, comprar um quadro do Karimai, , sapatear um Coco da Dona Edite, usar uma Sandália do Mestre Expedito das Nova Olinda , botar na sala uma xilogravura de Maésio, deliciar-se com uma poesia do Marcos Leonel. Ah como o menino dos nossos sonhos nasceria bonito e robusto e o Ano novo romperia no horizonte com novos vagidos de paz e esperança !" (José Flávio - em Desejo)
(*)
Meu
presente de Natal
é tão belo e diferente
que jamais se encontrará
em lojas que vendem presentes.
Ele
é fácil
de fazer e não
precisa de dinheiro;
é uma árvore de Natal
com presentes verdadeiros.
Na
Ponteira
tem uma estrela
que brilha mais do que
ouro, é estrela da AMIZADE
presente maior que tesouro.
Minha
árvore é toda enfeitada
com os mais belos sentimentos,
que transformam nossas vidas
nos mais puros e belos momentos.
Festões
dourados de AMOR que com
CARINHO e BONDADE misturados,
dão um toque de suavidade aos nossos
anseios de PAZ para a humanidade !
FELIZ NATAL!
PRÓSPERO ANO NOVO!
Meu
presente de Natal
é tão belo e diferente
que jamais se encontrará
em lojas que vendem presentes.
Ele
é fácil
de fazer e não
precisa de dinheiro;
é uma árvore de Natal
com presentes verdadeiros.
Na
Ponteira
tem uma estrela
que brilha mais do que
ouro, é estrela da AMIZADE
presente maior que tesouro.
Minha
árvore é toda enfeitada
com os mais belos sentimentos,
que transformam nossas vidas
nos mais puros e belos momentos.
Festões
dourados de AMOR que com
CARINHO e BONDADE misturados,
dão um toque de suavidade aos nossos
anseios de PAZ para a humanidade !
FELIZ NATAL!
PRÓSPERO ANO NOVO!
É o que o Cariricaturas deseja a todos com um grande abraço,
Mensagem de Natal por Arnaldo Jabor
O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho. É viver cada momento e construir a felicidade aqui e agora. Claro que a vida prega peças. O bolo não cresce, o pneu fura, chove demais, perdemos pessoas que amamos...
Mas, pensa só:
Tem graça viver sem rir de gargalhar, pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido estragar o dia por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Eu quero viver bem...E você? 2009 foi um ano cheio de coisas boas, mas também de problemas e desilusões, tristezas e perdas, reencontros... Normal...
2010 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o Homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas, e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que eu desejo pra todos nós é sabedoria. E que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência. O nosso desejo não se realizou?
Beleza...Não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa para esse momento (me lembro sempre de uma frase que ouvi e adoro: 'cuidado com seus sonhos, desejos, eles podem se tornar realidade').
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano...Mas,se a gente se entender e permitir olhar o outro e o mundo com generosidade,as coisas ficam diferentes. Desejo para todo mundo esse olhar especial!
2010 pode ser um ano especial, se nosso olhar for diferente.
Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
2010 pode ser o máximo, maravilhoso, lindo, especial!
Depende de mim...De você.
Pode ser...E que seja!'
(Arnaldo Jabor)
sábado, 19 de dezembro de 2009
Ausência - por Claude Bloc

Fui ver o mar. Minhas idéias andavam a mil porque mil eram as coisas que eu tinha que fazer. Um exagero de definições, de resoluções, de empreitadas . Coisas que sempre encontramos para fazer no final do ano e que não sabemos como encontrar tempo nem maneira para resolver sem perder o prumo; coisas que nos assoberbam, mas que mesmo assim fazemos, sem admitir que não aguentamos mais, que a vida nos sufoca...
Estive assim este último mês. Sobretudo nestes últimos dias. Tinha um trabalho do Mestrado para enviar. A plataforma (virtual) do curso não aceitava meu arquivo. Dizia necessitar de uma extensão .doc ou .docx (versões do Word) e eu ia lá e nada !!! Mudava o nome do arquivo e nada... Até que o sistema travou. Assim, deu a hora máxima e não consegui postar o dito cujo. O sistema fechou.
Entrei (assim como as colegas do curso) em pânico! Isto poderia acarretar na perda de um módulo já pago com muito suor e na perda de um tempo precioso. Mas o pior nessa situação era ver o navio afundar entre nossos dedos e nos sentirmos impotentes, miseravelmente transtornadas.
Dia seguinte ligamos para o curso em Teresina. Parece que o problema tinha atingido outras pessoas e abriram o portal para novas tentativas de postagem,pois não aceitam mais a entrega dos trabalhos por e-mail. Estávamos em pandarecos, trastes amargurados e amarrotados, mas felizmente com essa abertura do portal, conseguimos “enviar nosso trabalho com sucesso”.
Terminada essa odisséia lá se vinha outra. Depois de ir à universidade entregar os mapas de notas para certificar os alunos quanto à sua situação em Inglês Instrumental, foi outra correria: a digitação das notas no sistema da UVA. Na minha lista constavam “apenas” 300 alunos e eu tinha que digitar 4 colunas de dados – cada coluna com dois algarismos (porcentagem de presença e mais as 3 APs). Felizmente a planilha fazia automaticamente a entrada da Média e informava a “aprovação ou reprovação”. Fiz um cálculo “por baixo” de quantos dígitos tive que inserir: uma média de 2400. Além disso, tinha que digitar com atenção redobrada, pois um erro de nota, depois de teclado OK, representava um transtorno enorme. Tinha-se que ir ao DRH para desfazer o engano, pois o sistema fecha a célula e veta o acesso. Enfim! Terminei moída... Costas e mente. Minha vista só enxergava minha cama... cama... cama... Mas quem disse que eu pude ir me deitar a essa altura?
Ainda havia as provas de francês aplicadas na véspera e que teriam que ser corrigidas, entregues e cujas notas tinham que ser postas no boletim. Bom, de francês não tenho muitos alunos, mas a essa altura e, diante do resto dos compromissos, eu estava aos cacos. Um caquinho mesmo. Tanto que viajei quinta-feira saindo de Sobral às 7 da matina e quando passei por Forquilha, que fica a 15 minutos de Sobral, não vi mais nem a cor. Vim a Fortaleza num ônibus expresso, destes que vêm direto sem parar em Itapajé. Simplesmente apaguei! Acordei já em Fortaleza, lá pelas 11 horas, com a voz do motorista dizendo: “Terminal Antonio Bezerra!”
Pois é, fui ver o mar. Eu precisava vê-lo. Ele se estendia como uma esteira, lá longe se desfazendo para além da minha vista. Eu via nele a mesma imensidão de sempre, via a mesma dormência do tempo. No mar, as horas passam lentas e os dias lestos. Eu precisava descansar a mente. Meus pensamentos dormiam. A agitação do mar me apascentava.
Eu e o mar entramos em sintonia. Éramos dois contrários que se tocavam: era enorme esse mar que se estendia à minha frente, lá onde eu queria ficar até espantar o meu cansaço, e as imensas saudades que nele se perdem para nos fazer chegar.
Estive assim este último mês. Sobretudo nestes últimos dias. Tinha um trabalho do Mestrado para enviar. A plataforma (virtual) do curso não aceitava meu arquivo. Dizia necessitar de uma extensão .doc ou .docx (versões do Word) e eu ia lá e nada !!! Mudava o nome do arquivo e nada... Até que o sistema travou. Assim, deu a hora máxima e não consegui postar o dito cujo. O sistema fechou.
Entrei (assim como as colegas do curso) em pânico! Isto poderia acarretar na perda de um módulo já pago com muito suor e na perda de um tempo precioso. Mas o pior nessa situação era ver o navio afundar entre nossos dedos e nos sentirmos impotentes, miseravelmente transtornadas.
Dia seguinte ligamos para o curso em Teresina. Parece que o problema tinha atingido outras pessoas e abriram o portal para novas tentativas de postagem,pois não aceitam mais a entrega dos trabalhos por e-mail. Estávamos em pandarecos, trastes amargurados e amarrotados, mas felizmente com essa abertura do portal, conseguimos “enviar nosso trabalho com sucesso”.
Terminada essa odisséia lá se vinha outra. Depois de ir à universidade entregar os mapas de notas para certificar os alunos quanto à sua situação em Inglês Instrumental, foi outra correria: a digitação das notas no sistema da UVA. Na minha lista constavam “apenas” 300 alunos e eu tinha que digitar 4 colunas de dados – cada coluna com dois algarismos (porcentagem de presença e mais as 3 APs). Felizmente a planilha fazia automaticamente a entrada da Média e informava a “aprovação ou reprovação”. Fiz um cálculo “por baixo” de quantos dígitos tive que inserir: uma média de 2400. Além disso, tinha que digitar com atenção redobrada, pois um erro de nota, depois de teclado OK, representava um transtorno enorme. Tinha-se que ir ao DRH para desfazer o engano, pois o sistema fecha a célula e veta o acesso. Enfim! Terminei moída... Costas e mente. Minha vista só enxergava minha cama... cama... cama... Mas quem disse que eu pude ir me deitar a essa altura?
Ainda havia as provas de francês aplicadas na véspera e que teriam que ser corrigidas, entregues e cujas notas tinham que ser postas no boletim. Bom, de francês não tenho muitos alunos, mas a essa altura e, diante do resto dos compromissos, eu estava aos cacos. Um caquinho mesmo. Tanto que viajei quinta-feira saindo de Sobral às 7 da matina e quando passei por Forquilha, que fica a 15 minutos de Sobral, não vi mais nem a cor. Vim a Fortaleza num ônibus expresso, destes que vêm direto sem parar em Itapajé. Simplesmente apaguei! Acordei já em Fortaleza, lá pelas 11 horas, com a voz do motorista dizendo: “Terminal Antonio Bezerra!”
Pois é, fui ver o mar. Eu precisava vê-lo. Ele se estendia como uma esteira, lá longe se desfazendo para além da minha vista. Eu via nele a mesma imensidão de sempre, via a mesma dormência do tempo. No mar, as horas passam lentas e os dias lestos. Eu precisava descansar a mente. Meus pensamentos dormiam. A agitação do mar me apascentava.
Eu e o mar entramos em sintonia. Éramos dois contrários que se tocavam: era enorme esse mar que se estendia à minha frente, lá onde eu queria ficar até espantar o meu cansaço, e as imensas saudades que nele se perdem para nos fazer chegar.
Texto por Claude Bloc
........... Feliz Natal!!! ...........
__________________ Paz
__________________União
_________________Alegrias
________________Esperanças
_______________Amor-Sucesso
______________Realizações -Luz
_____________Respeito - Harmonia
____________Saúde - Solidariedade
___________Felicidade - Humildade
__________Confraternização - Pureza
_________Amizade - Sabedoria - Perdão
________Igualdade - Liberdade - Boa-sorte
_______Sinceridade - Estima - Fraternidade
______Equilíbrio - Dignidade - Benevolência
_____ Bondade - Paciência - Gratidão - Força
_____Fé - Esperança -Tenacidade - Prosperidade
.....................Reconhecimento
(`*_*´) (`*_*´) (`*_*´) (`*_*´) (`*_*´) (`*_*´) `*_*´)
(´*_*´) (`*_*´) (`*_*´) (`*_*´) (`*_*´) (`*_*´) (`*_*´)
........................(`*_*´)
........................(`*_*´)
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........................(`*_*´)
Enviado por e-mail por Glória
Para Carlos Eduardo - mensagem do/a amigo/a secreto/a

Meu cumpadi num me diga
qui num se alembra de mim
e se você discunfia
pode num sê bem assim.
***
Temos gostos parecidos
e Magali tem também
gostamos de nossa terra,
do pequi qui nos faz bem
***
de catolé, macaúba,
de buriti lá da serra
de um baião bem gostoso
minha lembrança não erra
***
Por isso vou desejá
Feliz Natal pra você
Até breve, meu amigo
Em breve tu vai sabê.
A pessoa qui eu sou
numa história completa
mas hoje num vô falá
dessa pessoa secreta.
***
Abraço,
Eu
DEDÉ DE ZEBA - O POETA DO CRATO -Por Edilma Rocha : Parte I
CRATO ANTIGO
Eu hoje senti daudade
da minha terra querida;
lá, onde fiz amizade,
onde vivi minha vida.
Saudade de sua lua,
saudade de tudo enfim.
Saudade do clima quente,
que já faz parte de mim.
Senti saudade do Crato,
da cidade onde nasci;
lugar feliz e pacato,
coração do Cariri.
Senti saudade das feiras,
da rua das Laranjeiras,
de água gostosa,
que minha sede não mata;
da rua Rabo da Gata,
também da rua Formosa.
Eu recordo calmamente,
enquanto o verso rabisco,
da capelinha da gente,
do meu Santo são Francisco;
onde aos domingos eu ia,
com muita fé e alegria,
onde com gosto rezava,
pedindo felicidade.
Eu até sinto saudade,
daquela esmola que eu dava.
Esta saudade não cala,
conversa com a minha dor;
recordo a rua da Vala,
Ladeira do Matador.
E no tempo de menino,
o açude de Seu Lino,
onde ia a meninada.
Saudade deste tamanho;
saudade também do banho,
lá do Poço da Escada.
Saudade do Crato amigo,
de tempo que não mais vem;
saudade do Crato Antigo,
que inda hoje quero bem.
Daquele Crato pequeno,
saudade do Mais ou Meno,
onde bebia cachaça;
saudade de Joaquim Preto,
que vigiava o corêto,
localizado na praça.
Do ébrio Zé das cornetas,
cantando pelas serestas,
saudades mil das retretas,
que para mim eram festas.
Que tempo fenomenal !
Da Banda Municipal,
perfilada e harmoniosa;
que há tempos foi batizada,
e ainda hoje chamada,
como Banda Furiosa.
Que tempo bom do passado;
daquele Crato risonho !
Do meu Crato sem pecado;
tudo era amor, era sonho !
Daquele Crato feliz,
que do Quadro da Matriz,
a gente ouvia sermão..
Ai, como eu sinto saudade,
daquele tempo em que o frade,
ganhava mais atenção.
Fonte - A Provincia, edições - Jurandir Temóteo
Eu hoje senti daudade
da minha terra querida;
lá, onde fiz amizade,
onde vivi minha vida.
Saudade de sua lua,
saudade de tudo enfim.
Saudade do clima quente,
que já faz parte de mim.
Senti saudade do Crato,
da cidade onde nasci;
lugar feliz e pacato,
coração do Cariri.
Senti saudade das feiras,
da rua das Laranjeiras,
de água gostosa,
que minha sede não mata;
da rua Rabo da Gata,
também da rua Formosa.
Eu recordo calmamente,
enquanto o verso rabisco,
da capelinha da gente,
do meu Santo são Francisco;
onde aos domingos eu ia,
com muita fé e alegria,
onde com gosto rezava,
pedindo felicidade.
Eu até sinto saudade,
daquela esmola que eu dava.
Esta saudade não cala,
conversa com a minha dor;
recordo a rua da Vala,
Ladeira do Matador.
E no tempo de menino,
o açude de Seu Lino,
onde ia a meninada.
Saudade deste tamanho;
saudade também do banho,
lá do Poço da Escada.
Saudade do Crato amigo,
de tempo que não mais vem;
saudade do Crato Antigo,
que inda hoje quero bem.
Daquele Crato pequeno,
saudade do Mais ou Meno,
onde bebia cachaça;
saudade de Joaquim Preto,
que vigiava o corêto,
localizado na praça.
Do ébrio Zé das cornetas,
cantando pelas serestas,
saudades mil das retretas,
que para mim eram festas.
Que tempo fenomenal !
Da Banda Municipal,
perfilada e harmoniosa;
que há tempos foi batizada,
e ainda hoje chamada,
como Banda Furiosa.
Que tempo bom do passado;
daquele Crato risonho !
Do meu Crato sem pecado;
tudo era amor, era sonho !
Daquele Crato feliz,
que do Quadro da Matriz,
a gente ouvia sermão..
Ai, como eu sinto saudade,
daquele tempo em que o frade,
ganhava mais atenção.
Fonte - A Provincia, edições - Jurandir Temóteo
Flor de Pequi
Nosso inimigo-mor
veste-se com nossa pele
espreita por trás das nossas retinas
anda glorioso sustentado
por nossos músculos e tendões
até finge nossas mãos na hora da escrita.
Nosso inimigo-decano
é traiçoeiro, cínico
espera a mente dúbia
para lhe forjar medos.
Chegado o tempo de fustigar o corpo:
abdominais, pesos, sobriedade.
Chamar para o duelo
esse humano cruel
esse palhaço
esse espantalho sem cabeça.
veste-se com nossa pele
espreita por trás das nossas retinas
anda glorioso sustentado
por nossos músculos e tendões
até finge nossas mãos na hora da escrita.
Nosso inimigo-decano
é traiçoeiro, cínico
espera a mente dúbia
para lhe forjar medos.
Chegado o tempo de fustigar o corpo:
abdominais, pesos, sobriedade.
Chamar para o duelo
esse humano cruel
esse palhaço
esse espantalho sem cabeça.
Drink natalino - compondo a sua ceia de natal ...

Ingredientes
Gelo à gosto
500 ml de sauternes (vinho branco, doce e licoroso)
120 ml de grenadine (xarope de romã)
2 colheres (sopa) de açúcar
Morangos para decorar
Gomos de laranja picados para decorar
Modo de preparo
Encha uma jarra com gelo, coloque o sauternes, o grenadine e o açúcar.
Misture bem.
Prepare 10 copos longos com gelo, morangos e gomos de laranja picados.
Acrescente a bebida e sirva.
por Lívia Amaral
O pavão - Rubem Braga

O Pavão
Rubem Braga
Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.
Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.
Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.
Rio, novembro, 1958
Simples e ternas. Assim são as lindas crônicas de Rubem Braga.
Texto extraído do livro "Ai de ti, Copacabana", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 149.
Rubem Braga por Carlos Drummond
RUBEM BRAGA, PROFESSOR DE LUCIDEZ
Carlos Drummond de Andrade
Rubem Braga tinha 18 anos e já se impusera como cronista em Belo Horizonte. Fazia no jornal "Estado de Minas" uma coluna de leitura obrigatória. Sempre andejo, lá um dia viajou, deixando de escrever. Mas o jornal resolveu engambelar os leitores, publicando uma crônica de outro, com assinatura dele. Braga leu e telegrafou ao diretor Afonso Arinos: "Não useis meu santo nome em vão".
Impossível usar o nome de Braga dando a sensação da prosa de Braga. Ela é patenteada. Seus elementos -- sensualidade, ternura, anarquismo, tédio, poesia, humour --, soltos, são manipuláveis por qualquer um. Reunidos, formam um composto especificamente braguino, que até dispensa assinatura. E como ele tem imitadores! Imitam, apenas.
Lembro-me muito do cronista jovem, esquivo e desconcertante. Ele namorava uma mocinha loura da Secretaria do Interior, e não era raro ver o relato dos tristes ou alegres passos do seu idílio, sob forma de crônica. Ninguém ousara fazer isso antes e ninguém pensava em estranhá-lo, pois era deliciosamente bem feito. Braga se tornou menestrel de todos os namorados sem expressão artística, e até dos que haviam namorado há muito tempo e voltavam a sentir o gosto da coisa, através do lirismo dele.
Pois um rapaz assim, apaixonado (à sua maneira) pela loura filha do Clarindo, um dia nos aparece correspondente do jornal no "front" da Revolução Constitucionalista de 1932, e logo se boqueja que ele era um espião terrível dos paulistas entre mineiros, espião que seria conveniente prender, submeter a corte marcial e, quem sabe, fuzilar. Oh, imaginação! (Mas a cara dele era meio russa, não sei.) Numa crônica, Braga confessa: "Eu era espião; era espião da vida no meio da morte. A guerra era demasiado estúpida para não me fazer sorrir, eu não reconhecia aliados nem inimigos; apenas via homens pobres se matando para bem dos homens ricos; apenas via o Brasil se matando com armas estrangeiras". Quem via essas coisas, sem a névoa passional que perturbava tanta gente, era um mocinho de 19 anos, que escreveria aos 34: "Eu observo as coisas com dois olhos que, embora castanhos e mesmo tirantes a verde, vêem este mundo com bastante clareza".
E esta é a qualidade mestra e inesperada de Braga: lucidez. Um homem que diz tantas coisas absurdas ou surrealistas pode lá ser bom observador da vida? Perfeitamente. Sempre que necessário, Braga emite juízos ponderados sobre fatos políticos, econômicos, sociais, e se nem sempre ou quase nunca sua opinião coincide com a opinião estabelecida ou vitoriosa, isto nada prova contra a justeza da sua visão intelectual e o seu bom senso; prova apenas que tais atributos não gozam de muito favor na coletividade.
Não é, porém, a clareza da apreciação de Braga, ante os acontecimentos por assim dizer jornalísticos, que impressiona. É sua clareza diante da vida em si, e das coisas naturais. Como espião da vida parecendo chateado, mas interessadíssimo -- anota os maravilhosos fenômenos da primavera e do verão, que passam despercebidos ao comum, e extrai deles o máximo proveito existencial. As artes da caça, da pesca e do amor, a observação constante do vento noroeste, o contato com praia e águas correntes, água corrente ele mesmo, a notícia de passarinhos, insetos, frutas, paisagens, a celebração quase litúrgica das graças e mistérios da mulher (para ser gentil, um dia ele me disse em carta que gostaria de me presentear com uma pequena fragata e quatro ou cinco mulheres), o dom de sentir, valorizar e distribuir a natureza como um bem de que andamos todos cada vez mais precisados -- esta a lição de Braga, "lição de insaciável liberdade e gosto de viver", que é grato proclamar no dia em que o admirável professor completa cinqüent'anos com a naturalidade, o gosto da vida e da terra, e o intenso sentimento poético e humano que tinha aos dezenove.
17 de janeiro de 1963
Carlos Drummond de Andrade
Rubem Braga tinha 18 anos e já se impusera como cronista em Belo Horizonte. Fazia no jornal "Estado de Minas" uma coluna de leitura obrigatória. Sempre andejo, lá um dia viajou, deixando de escrever. Mas o jornal resolveu engambelar os leitores, publicando uma crônica de outro, com assinatura dele. Braga leu e telegrafou ao diretor Afonso Arinos: "Não useis meu santo nome em vão".
Impossível usar o nome de Braga dando a sensação da prosa de Braga. Ela é patenteada. Seus elementos -- sensualidade, ternura, anarquismo, tédio, poesia, humour --, soltos, são manipuláveis por qualquer um. Reunidos, formam um composto especificamente braguino, que até dispensa assinatura. E como ele tem imitadores! Imitam, apenas.
Lembro-me muito do cronista jovem, esquivo e desconcertante. Ele namorava uma mocinha loura da Secretaria do Interior, e não era raro ver o relato dos tristes ou alegres passos do seu idílio, sob forma de crônica. Ninguém ousara fazer isso antes e ninguém pensava em estranhá-lo, pois era deliciosamente bem feito. Braga se tornou menestrel de todos os namorados sem expressão artística, e até dos que haviam namorado há muito tempo e voltavam a sentir o gosto da coisa, através do lirismo dele.
Pois um rapaz assim, apaixonado (à sua maneira) pela loura filha do Clarindo, um dia nos aparece correspondente do jornal no "front" da Revolução Constitucionalista de 1932, e logo se boqueja que ele era um espião terrível dos paulistas entre mineiros, espião que seria conveniente prender, submeter a corte marcial e, quem sabe, fuzilar. Oh, imaginação! (Mas a cara dele era meio russa, não sei.) Numa crônica, Braga confessa: "Eu era espião; era espião da vida no meio da morte. A guerra era demasiado estúpida para não me fazer sorrir, eu não reconhecia aliados nem inimigos; apenas via homens pobres se matando para bem dos homens ricos; apenas via o Brasil se matando com armas estrangeiras". Quem via essas coisas, sem a névoa passional que perturbava tanta gente, era um mocinho de 19 anos, que escreveria aos 34: "Eu observo as coisas com dois olhos que, embora castanhos e mesmo tirantes a verde, vêem este mundo com bastante clareza".
E esta é a qualidade mestra e inesperada de Braga: lucidez. Um homem que diz tantas coisas absurdas ou surrealistas pode lá ser bom observador da vida? Perfeitamente. Sempre que necessário, Braga emite juízos ponderados sobre fatos políticos, econômicos, sociais, e se nem sempre ou quase nunca sua opinião coincide com a opinião estabelecida ou vitoriosa, isto nada prova contra a justeza da sua visão intelectual e o seu bom senso; prova apenas que tais atributos não gozam de muito favor na coletividade.
Não é, porém, a clareza da apreciação de Braga, ante os acontecimentos por assim dizer jornalísticos, que impressiona. É sua clareza diante da vida em si, e das coisas naturais. Como espião da vida parecendo chateado, mas interessadíssimo -- anota os maravilhosos fenômenos da primavera e do verão, que passam despercebidos ao comum, e extrai deles o máximo proveito existencial. As artes da caça, da pesca e do amor, a observação constante do vento noroeste, o contato com praia e águas correntes, água corrente ele mesmo, a notícia de passarinhos, insetos, frutas, paisagens, a celebração quase litúrgica das graças e mistérios da mulher (para ser gentil, um dia ele me disse em carta que gostaria de me presentear com uma pequena fragata e quatro ou cinco mulheres), o dom de sentir, valorizar e distribuir a natureza como um bem de que andamos todos cada vez mais precisados -- esta a lição de Braga, "lição de insaciável liberdade e gosto de viver", que é grato proclamar no dia em que o admirável professor completa cinqüent'anos com a naturalidade, o gosto da vida e da terra, e o intenso sentimento poético e humano que tinha aos dezenove.
17 de janeiro de 1963
MARIMBA - para João Marni
Marimba (Marimba)
Dalva de Oliveira
Composição: Agustin Lara
Hoy en la Marimba
Como se cimbra cuando canta para ti
Hoy cómo suena
Como su pena se transforma en frenesí
Mira cómo llora
Como rumora la canción que yo te dí
Hoy en la Marimba
Como se cimbra cuando canto para ti
Sentindo contigo a mesma emoção !
Dalva de Oliveira
Composição: Agustin Lara
Hoy en la Marimba
Como se cimbra cuando canta para ti
Hoy cómo suena
Como su pena se transforma en frenesí
Mira cómo llora
Como rumora la canción que yo te dí
Hoy en la Marimba
Como se cimbra cuando canto para ti
Sentindo contigo a mesma emoção !
O ABANDONO DO PALÁCIO EPISCOPAL

Pedro Esmeraldo
Muita gente nos pede para descrever e expor motivos em relação ao abandono do palácio episcopal. À princípio, relutamos muito, pois consideramos como sendo propriedade privada e não temos o hábito de meter a colher em propriedade alheia.
Possuímos clara impressão que esse majestoso palácio episcopal pertencente a esfera particular, compete somente a diocese solucionar o seu problema e por isso temos de ficar por fora do problema, observando o desenrolar dos acontecimento quando ela, a diocese pode resolver e recuperá-lo instantaneamente, modernizando e transformando em museu sacro desta diocese.
Tempos depois, caímos em profunda reflexão, mudamos de idéia: notamos que a maioria do património diocesano é fruto de doação do povo a igreja de Cristo. Por isso esse povo tem o interesse de cobrar por que razão o nosso fiel pastor diocesano menosprezou esse património, sem dar a mínima satisfação ao povo do Crato, visto que, teem a satisfação de gritar, reclamar por esses descases desses erros e ao mesmo tempo, sejam solucionados com muita pressa esses problemas.
É de nossa obrigação colaborar com o digno pastor a fim de aumentar o património diocesano, procurando ajudar com muita fidelidade para melhorar com tecnologia moderna, esse prédio que está abandonado.
O antigo palácio episcopal foi construído por Dom Francisco de Assis Pires, baiano de nascimento, deixou um legado a todos os fiéis, pois esse digno pastor diocesano amealhou recursos próprios e construiu o palácio a fim de doar à diocese, com simpatia e com palavras simples, ficando a diocese mais beneficiada, e deixou o povo inebriado com o seu comportamento franciscano.
Ocorreu uma lacuna quando a criação da diocese do Crato não foi construído primeiramente o palácio episcopal (Monsenhor Montenegro).
A diocese do Crato foi criada sem nenhum património Dom Quintino, o primeiro bispo na sua simplicidade, fixou residência em casa cedida pela família Teles. (Os quatro Luzeiros de Monsenhor Montenegro).
Dom Francisco, o segundo bispo, começou a modelar esse património trazendo os seus bens, herdado do seu pai e construiu obra arquitetônica para a diocese do Crato.
E agora, todos sem alegria, veem com muita mágoa esse abandono desse palácio e ao mesmo tempo, imploram ao Sr. Bispo diocesano, pedindo que deixe de lado os atos supérfluos e venha reerguer novamente esse palácio, visto que consideramos um grande património da diocese, torando-se uma grande relíquia histórica, construída por Dom Francisco
E agora, por que o Sr. Bispo não se afaste da pieguice e vem contribuir com mais vantagens, aumentando os bens patrimoniais, melhorando a qualidade espiritual, fugindo dos desregramento religioso e se dedicando exclusivamente a religiosidade dos fiéis.
E agora, por que o Sr. Bispo não se afaste da pieguice e vem contribuir com mais vantagens, aumentando os bens patrimoniais, melhorando a qualidade espiritual, fugindo dos desregramento religioso e se dedicando exclusivamente a religiosidade dos fiéis.
Crato, 17 de dezembro de 2009
Foto: Dihelson Mendonça
MENINA MULHER por ROSA GUERRERA

A menina espreitava a vida!
Tinha os olhos
brilhantes, cabelos macios,
boca inocente,
pensamentos puros,
e corpo virgem.
Lentamente a menina
se aproximou da vida!
E sorriu para ela ...
antes timidamente,
depois gargalharam juntas .
A menina andou diferente,
falou diferente,
pensou diferente,
olhou diferente ...
E vibrou quando mãos fortes
apertaram o seu corpo.
A menina cresceu
e aprendeu muita coisa !
Sonhou,
viveu,
beijou,
pecou,
e depois morreu!
Surgiu então a MULHER !
Tinha os olhos
brilhantes, cabelos macios,
boca inocente,
pensamentos puros,
e corpo virgem.
Lentamente a menina
se aproximou da vida!
E sorriu para ela ...
antes timidamente,
depois gargalharam juntas .
A menina andou diferente,
falou diferente,
pensou diferente,
olhou diferente ...
E vibrou quando mãos fortes
apertaram o seu corpo.
A menina cresceu
e aprendeu muita coisa !
Sonhou,
viveu,
beijou,
pecou,
e depois morreu!
Surgiu então a MULHER !
Centro Cultural BNB Cariri – Programação Diária

Dia 19 de dezembro, sábado
- ATIVIDADES INFANTIS - CRIANÇA E ARTE
14h Teatro Infantil: Animartistas. 50min.
14h Bibliotequinha Virtual. Instrutor: Gilvan de Sousa
O objetivo é despertar o interesse das crianças pela internet, mediante a realização de atividades educativas e jogos. 240min.
15h30 Contação de Histórias: Uma História Puxa a Outra, com Bete Pacheco (Juazeiro do Norte-CE)
Contar histórias é uma arte antiga, passada de geração a geração. Ouvindo histórias, desenvolvemos o gosto pela leitura, ampliamos nosso vocabulário e educamos nossa atenção, estimulando nossa imaginação de forma bem divertida. 60min.
16h Teatro Infantil: Animartistas.
17h Sessão Curumim: T'Choupi. 70min.
- CINEMA - CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE
15h História e Estética do Videoclipe. 180min.
- ESPECIAIS - CINEMA - ARTE RETIRANTE
19h As Aventuras de Azur e Asmar.
Os meninos Azur e Asmar foram criados juntos pela mesma mulher, Jenane. Eles cresceram como se fossem irmãos, até serem separados. Amar cresceu ouvindo as histórias da mãe sobre a lendária Fada dos Djins e, quando se torna adulto, decide partir à sua procura, contando com a ajuda do andarilho Crapoux. É quando Azur e Asmar se reencontram, agora não mais como irmãos, mas como rivais na busca da Fada. Animação. Cor. Dublado. Livre. 2006. 109min.
Local: Sítio Carrapato, Distrito do Lameiro, Jaraguáfilmes. Fone: 88 9619 1898 / 9619 1897
- MÚSICA - ROCK CORDEL
19h30 Banda Los The Os.
Formada em fins de 2006 no Cariri, a Los The Os busca valorizar as raízes e o estilo moderno do rock'n'roll e do blues. Desse vasto repertório de blues e rock'n'roll, a banda também tem um projeto paralelo no qual faz cover da maior banda de todos os tempos: The Beatles, intitulado LOS THE BEATLES. Neste show a banda vai celebrar os 40 anos de Abbey Road (26/09/1969), 12° álbum dos Beatles. Este disco foi marcado pelo uso de novos recursos tecnológicos que estavam surgindo na época e é considerado por muitos um dos melhores. 60min.
Fonte: Centro Cultural BNB Cariri (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte)
- ATIVIDADES INFANTIS - CRIANÇA E ARTE
14h Teatro Infantil: Animartistas. 50min.
14h Bibliotequinha Virtual. Instrutor: Gilvan de Sousa
O objetivo é despertar o interesse das crianças pela internet, mediante a realização de atividades educativas e jogos. 240min.
15h30 Contação de Histórias: Uma História Puxa a Outra, com Bete Pacheco (Juazeiro do Norte-CE)
Contar histórias é uma arte antiga, passada de geração a geração. Ouvindo histórias, desenvolvemos o gosto pela leitura, ampliamos nosso vocabulário e educamos nossa atenção, estimulando nossa imaginação de forma bem divertida. 60min.
16h Teatro Infantil: Animartistas.
17h Sessão Curumim: T'Choupi. 70min.
- CINEMA - CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE
15h História e Estética do Videoclipe. 180min.
- ESPECIAIS - CINEMA - ARTE RETIRANTE
19h As Aventuras de Azur e Asmar.
Os meninos Azur e Asmar foram criados juntos pela mesma mulher, Jenane. Eles cresceram como se fossem irmãos, até serem separados. Amar cresceu ouvindo as histórias da mãe sobre a lendária Fada dos Djins e, quando se torna adulto, decide partir à sua procura, contando com a ajuda do andarilho Crapoux. É quando Azur e Asmar se reencontram, agora não mais como irmãos, mas como rivais na busca da Fada. Animação. Cor. Dublado. Livre. 2006. 109min.
Local: Sítio Carrapato, Distrito do Lameiro, Jaraguáfilmes. Fone: 88 9619 1898 / 9619 1897
- MÚSICA - ROCK CORDEL
19h30 Banda Los The Os.
Formada em fins de 2006 no Cariri, a Los The Os busca valorizar as raízes e o estilo moderno do rock'n'roll e do blues. Desse vasto repertório de blues e rock'n'roll, a banda também tem um projeto paralelo no qual faz cover da maior banda de todos os tempos: The Beatles, intitulado LOS THE BEATLES. Neste show a banda vai celebrar os 40 anos de Abbey Road (26/09/1969), 12° álbum dos Beatles. Este disco foi marcado pelo uso de novos recursos tecnológicos que estavam surgindo na época e é considerado por muitos um dos melhores. 60min.
Fonte: Centro Cultural BNB Cariri (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte)
Pensamento para o Dia 19/12/2009

“Você deve praticar moderação na alimentação, no sono e no exercício. Bom alimento, em quantidades moderadas, em intervalos regulares: essa é a prescrição. Alimento sátvico promove o autocontrole e a inteligência, mais que os alimentos rajásicos e tamásicos. O sono também deve ser regulado e moderado; ele é tão importante quanto o trabalho e o alimento. O alimento deve ser limpo e puro, e obtido através de meios puros, e a força dele derivada deve ser dirigida para objetivos sagrados.”
Sathya Sai Baba
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“O Atma não é afetado por qualquer que seja o assunto ou objeto. Mesmo se os sentidos, a mente e a inteligência estiverem inativos, isso não afetará o Atma. Eles não têm nada a ver com o Atma, aquilo que você realmente é. Reconhecer o Atma como tal entidade, impassível e desapegada, é o segredo da Sabedoria (Jnana). O ser humano é fundamentalmente saudável e feliz. Sua natureza é a alegria. Então, quando ele está feliz e saudável, ninguém está surpreso ou preocupado. Mas angústia e tristeza são estranhas a sua constituição. Elas são o resultado de uma ilusão que tem dominado sua natureza. Assim, as pessoas ficam preocupadas e começam a descobrir como se tornaram tão iludidas.”
Sathya Sai Baba
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