Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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Colaboração:Claude Bloc


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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Luiz Gonzaga - Por Joaquim Pinheiro


Tive a sorte de conhecer pessoalmente Luiz Gonzaga e, mais ainda, a satisfação de ser por ele incluído no rol dos seus amigos. Apesar da fama, o Rei do Baião era pessoa humilde. Só me tratava por “Dr. Joaquim”. Uma das suas virtudes pessoais era a gratidão. Não esquecia quem o ajudou. Enaltecia personalidades que agiram em seu favor ou de sua família. Tinha uma simpatia enorme por Dr. Humberto Macário por conta da dedicação dele no tratamento de uma doença no velho Januário, ainda nos anos 60.
Os primeiros contatos com o Rei foi no tempo em que trabalhei no Banco do Estado de Pernambuco (1987/90). O atendi em várias ocasiões, atendimento absolutamente normal, dentro dos padrões bancários.
Uma ocasião, durante um show no Clube do Bandepe, em maio de 1989, o antepenúltimo da sua vida, Gonzagão me avistou na platéia e me “intimou” a subir ao palco. Tenho fotos e filmes deste dia.
Há exatos 20 anos, atendi ligação de Humberto Mendonça, então Presidente da Associação Comercial do Crato, e, por conta dela, passei boa parte da manhã do dia do falecimento de Luiz Gonzaga com os organizadores das cerimônias funerais dele, tendo, inclusive, um diálogo bastante difícil com Gonzaguinha.
Humberto Mendonça em seu livro e em artigo publicado no Diário do Nordeste de 18.02.2002 relata o fato com as palavras a seguir:
“... quero lembrar um detalhe do que aconteceu por ocasião da sua morte, em Recife. Foi criada uma polêmica que envolveu até o seu filho Gonzaguinha, que decretara que o cortejo com os restos mortais passaria somente em Juazeiro, a caminho do Exu, excluindo a cidade do Crato, que ele tanto amou. Foi preciso que eu entrasse em contato com o governador do Pernambuco, Miguel Arraes, através do seu sobrinho Joaquim Arraes Pinheiro, que, incontinenti, autorizou a Casa Militar do seu governo a agilizar e incluir o Crato no roteiro de despedida, rumo ao seu Exu e à eternidade...”
Joaquim Pinheiro

3 comentários:

socorro moreira disse...

Joaquim, obrigada por partilhar conosco esse momento tão especial.

Stela disse...

Dr. Joaquim! eita show bom!

Claude Bloc disse...

Joaquim,

Também conheci Luís Gonzaga. Era um vizinho nosso, Seu Zé Barbosa, que fazia o chapéu de couro e o gibão que Gonzação usava em suas apresentações. Seu Januário, quando ia se consultar se hospedava na casa de D. Ana amiga de Exu.

As lembranças e saudades são grandes.

Abraço

Claude