Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Le Cirque du Soleil

Le Cirque du Soleil Comemora 25 Anos

O Cirque du Soleil é uma organização internacional fundada no Quebec e dedicada à criação, produção e apresentação de espectáculos artísticos. A sua missão é despertar a imaginação, provocar os sentidos e suscitar as emoções das pessoas no mundo inteiro.


Ao longo da sua evolução, o Cirque du Soleil optou por se envolver com os seres humanos e as coletividades, e atuar junto de um número cada vez maior de pessoas com o objetivo de ajudar a melhorar a qualidade de vida de todos os seres humanos.



O Cirque du Soleil procura conduzir-se de maneira a respeitar seus funcionários, parceiros, clientes, vizinhos e o meio ambiente, bem como as leis e culturas de todos os lugares onde está presente. Na realização de seus sonhos e nas suas atividades práticas, o Cirque du Soleil deseja posicionar-se na comunidade como um agente de mudança responsável.

Ambiente de trabalho



O Cirque du Soleil tem mais de 3.800 funcionários de cerca de 40 nacionalidades — entre os quais cerca de 1.000 artistas — que trabalham num ambiente aberto, seguro, criativo e amistoso.

O Cirque oferece oportunidades iguais de emprego a todas as pessoas e faz todo o possível para respeitar a individualidade e opiniões únicas de cada funcionário, parte integrante deste mosaico impressionante que é nossa equipa. Além disso, por causa da natureza de suas operações, o Cirque du Soleil quer posicionar-se como um modelo em termos de saúde e segurança no sector do entretenimento.




Em reconhecimento da importante contribuição feita pelos seus funcionários, o Cirque du Soleil oferece vários programas para encorajar as artes, destacar o trabalho voluntário e promover projetos inovadores.





Meio Ambiente



No segundo semestre de 2006, o Cirque du Soleil adotou uma política ambiental proativa baseada numa filosofia de desenvolvimento sustentável. Esta política tem três componentes principais: gestão da água, qualidade do ar e gestão de resíduos e materiais perigosos.




Além disso, o Cirque du Soleil quer conscientizar os seus funcionários sobre os aspectos ambientais das suas operações, oferecer programas de treino para melhorar os conhecimentos técnicos nesta área e, através de suas ações, promover a proteção do meio ambiente.

MONTREAL – O famoso Cirque du Soleil vai comemorar seu 25º aniversário com um espetáculo chamado "Ovo", que será dirigido pela coreógrafa brasileira Débora Colker e terá ritmo de samba,forró e bossa nova.

Este compromisso com a responsabilidade social é central para as estratégias de negócio e os métodos de gestão da nossa organização. A cidadania global do Cirque du Soleil está baseada na convicção de que as artes, o mundo dos negócios e as iniciativas sociais podem trabalhar juntos para ajudar a criar um mundo melhor.


Lançado em abril sob uma enorme tenda em amarelo e azul no Vieux-Port de Montreal, "Ovo" conta as peripécias de um ovo desconhecido que caiu no meio de uma multidão de "insetos" que ficam preocupados com este elemento estranho que veio lhes tirar o sossego.



Este é o 25º espetáculo do Cirque du Soleil, empresa que atraiu cerca de 11 milhões de espectadores em 2008 e cujo valor foi estimado pela revista Forbes em 3 bilhões de dólares.

Durante uma hora e meia, os acrobatas dançam o espetáculo de um dia na vida dos artrópodes (crustáceos, insetos), com a história de dois personagens, uma joaninha e um outro inseto engraçado.Os maravilhosos números do trapézio representam a dança dos besouros, as performances das malabaristas reproduzem os movimentos sincronizados e minuciosos das formigas, enquanto a dança de dois artistas suspensos a uma corda lembra a marcha nupcial de duas aranhas."Ficamos o mais perto possível do tema dos insetos: com a escolha de números acrobáticos, saltos, contorções, etc..", disse à AFP Chantal Tremblay, diretora de criação e mãe de "Ovo".



O espetáculo será apresentado por 53 artistas de 13 nacionalidades diferentes. Em 25 anos, o Cirque du Soleil se impôs como um dos maiores empregadores internacionais no ramo do circo, com uma equipe que percorre permanentemente o planeta a procura dos melhores saltimbancos.Chineses, russos, americanos, canadenses ou belgas, 40 nacionalidades são assim representadas entre as 4.000 pessoas, das quais 1.000 artistas, empregadas por esta empresa de Montreal.


Com a fortuna arrecadada, as condições das turnês foram melhorando. Os artistas são acompanhados por terapeutas especializados, massagistas e até professores, encarregados da educação dos menores."Não dormimos mais em caravanas, dormimos agora em ótimos hotéis, mas guardamos o lado saltimbanco", disse Tremblay.

Fontes

www.cirquedusoleil.com/
http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/2009/06/08/cirque+du+soleil+comemora+25+anos+com+espetaculo+dirigido+por+deborah+colker+6612904.html


Pinto Madeira – por Armando Lopes Rafael





Joaquim Pinto Madeira nasceu no sopé da Serra do Araripe, na localidade de Silvério, município de Barbalha. Devemos ao historiador Irineu Pinheiro, uma monografia, editada em 1946, de onde recolhemos algumas informações sobre este personagem, que passou à história como um dos mais conhecidos caudilhos do Cariri. Cresceu Pinto Madeira entre os afazeres da agricultura, em tempos de ódios e torvas intrigas. É que, diferente de hoje, o Cariri do século 19 era povoado, em boa parte, por gente dada à violência e ao crime. A esse respeito, o naturalista escocês George Gardner, em seu livro “Viagens ao Brasil” editado em 1838, escreveu “serem rebeldes às leis os habitantes do Cariri”, região que, no seu dizer, “era um esconderijo de assassinos e vagabundos de toda a espécie vindos de todos os recantos do País”.
Já a elite caririense, àquela época, se dividia entre simpatizantes da ideologia republicana e adeptos dos princípios da Monarquia, regime de governo vigente no Brasil. O confronto dessas idéias era motivo para contendas as mais variadas.

Afeiçoado por índole às coisas da Monarquia e à Família Real, Pinto Madeira, lutou ativamente contra os que promoveram movimentos libertários e republicanos, como a Revolução Pernambucana, em 1817 e Confederação do Equador, em 1824. Após a derrota da família Alencar, que organizou a Revolução Pernambucana de 1817 no Crato e em Jardim, coube a Pinto Madeira conduzir até a cidade de Icó os 20 malogrados presos políticos. Provavelmente, durante o percurso, esses presos políticos sofreram humilhações por parte do caudilho, o que não é de admirar, face ao temperamento belicoso de Pinto Madeira.

Escreveu Irineu Pinheiro: “nunca perdoaram os Alencares e os liberais cratenses a ação de Joaquim Pinto Madeira naquelas duas agitadas fases da nossa história”. Além da sua participação nesses dois movimentos, após a abdicação de Dom Pedro I ao trono brasileiro em 1831 aliou-se Pinto Madeira ao atrabiliário Padre Antônio Manuel de Sousa, vigário de Jardim, pois ambos julgavam que os liberais teriam forçado o Imperador a renunciar. Tratava-se de um engano, desmentido posteriormente pela história. Foi o que bastou para os dois organizarem uma milícia, com cerca de dois mil homens, a maioria armada com rudimentares espingardas e invadirem a cidade do Crato, para dar caça aos liberais. Nessa invasão, Pinto Madeira não pôde (ou não quis) conter os violentos revoltosos, que saquearam o comércio e residências, cometeram assassinatos e queimaram arquivos. Pressionado pelo governo, Pinto Madeira negociou sua rendição com o famoso general Labatut, que o conduziu preso ao Rio de Janeiro. Depois de um ano, o caudilho foi transferido para as prisões de São Luís do Maranhão, onde amargou, por mais dois anos, as agruras do cárcere.

Retornou preso ao Crato em 1834. Neste ano, num júri parcial - composto por antigos inimigos seus- Pinto Madeira foi condenado à forca. Não pelo crime de sedição, mas sob a acusação de ter ordenado, anos atrás, a morte de um parente de um dos jurados. Para se ter uma idéia da parcialidade do julgamento, basta dizer que as testemunhas em favor de Pinto Madeira foram espancadas às portas do Tribunal de Júri, localizado no Senado da Câmara, hoje Museu de Fósseis, na Praça da Sé. Sem falar que pela Lei de 11 de setembro de 1826 nenhuma sentença de morte, em qualquer parte do Brasil, poderia ser executada sem subir primeiro à presença do Imperador. Pinto Madeira tentou usar o direito de apelação a que fazia jus, o que lhe foi negado pelo juiz, de forma ilegal. Sentindo que era seu fim, Pinto Madeira, alegou sua condição de Coronel, pedindo para ser fuzilado ao invés de enforcado.

Irineu Pinheiro arremata na sua monografia: “Morreu virilmente Pinto Madeira. Conta a tradição, ouvida por mim desde menino, que momentos antes do fuzilamento, ofereceu-lhe um lenço, para que vedasse os olhos, um dos seus mais implacáveis inimigos. Recusou o condenado a oferta (...) Durante anos a fio, fez-lhe promessas o rude povo do sertão, considerando-o um mártir, isto é um santo”.

"Paisagem da Cidade de Crato em 1859" - aquarela de José Reis - (acervo do Museu de Arte Vicente Leite) desenhada no Alto do Barro Vermelho no local onde foi fuzilado o monarquista Pinto Madeira.

Laurindo de Almeida - Por: Norma Hauer


No dia 2 de setembro de 1917 nasceu, no interior de São Paulo (em Miracatu), próximo à cidade de Santos, o compositor e instrumentista Laurindo de Almeida.

Quase desconhecido no Brasil, foi um dos instrumentistas mais famosos nos Estados Unidos para onde se mudou quando os cassinos foram fechados aqui, em 1946.Ele trabalhava no Cassino da Urca.

Uma de suas características foi Introduzir o autêntico violão brasileiro, no mundo do jazz americano

Em meados dos anos 30 veio para o Rio de Janeiro, quando passou um trabalhar no Cassino da Urca e na Rádio Mayrink Veiga.

Atuou também como compositor, criando choros e valsas, alguns em parceria com o violonista Garoto. Com a lei que proibiu o jogo no Brasil, numa época em que Laurindo era considerado um dos melhores violonistas do país, foi para os Estados Unidos em 1947, onde tocou em orquestras, filmes, shows e Respeitável consolidou uma carreira solo.
Gravou o primeiro de uma série de discos em 1949 e participou da trilha de sonora de cerca de 800 filmes, dentre eles "O Poderoso Chefão".

Era de sua autoria uma trilha sonora de um seriado americano, que fez grande sucesso entre nós. Chamava-se "Bonanza".

. Consolidou-se como arranjador, compositor e orquestrador, além de instrumentista.

Ganhou 6 prêmios Grammy, além de uma série de outros prêmios da indústria fonográfica e cinematográfica.

Praticamente esquecido no Brasil mais, com de 40 discos gravados no exterior e participação em mais outros tantos, Laurindo de Almeida permaneceu em atividade até o fim da vida, finalizando seu último CD, "Naked Sea", com Danny Welton, duas semanas antes de sua morte, ocorrida em julho de 1965.

Era tão desconhecido entre nós que, por ocasião de seu falecimento, nossa imprensa Afirmou ele que fôra para os Estados Unidos junto de Carmen Miranda E que com ela atuava. O que não é verdade.

A notícia de seu falecimento foi manchete em jornais de todo o mundo, menos nos daqui.

Ah! ... Fosse ele americano ...

Norma Hauer


Edilma Rocha - Exposição virtual das suas telas - Hoje, aqui no Cariricaturas - Parabéns, querida notável !


Na quietude das águas os barcos esperam os seus barqueiros.Na margem de lá, um palácio encantado. Edilma nos faz esperar pelo embarque.

Um porto. Um sempre ponto de chegada e de partida. Um lugar novo, uma paisagem para mim desconhecida. Edilma nos faz viajar , sem medo das tempestades.


Um santuário, um rio, uma ponte. Um portal de esperar. Do outro lado da vida , um encontro definitivo ? Edilma nos faz refletir...!




A Praça da Sé é uma réplica dessa tela. Noutra dimensão , além dessa tela haverá outra cópia... Com toda luminosidade captada por Edilma, nessa hora. Seus olhos perceberam seres de luz passeando por aqui , por lá, alhures...



Peixe e peixinha. Talento par. Almas gêmeas... Oxalá !
- Edilma e Telma Saraiva - Belas , femininamente belas !
Deus não tem raiva das mulheres !
Uma mãe -conceber, nutrir, doar, entregar.
Belíssima Madona !
O aveludado conseguido nas suas vestes ...Tons e texturas, delidadeza das mãos,o olhar de entrega e devoção ...Essa é Edilma !
Leveza , fortaleza, beleza !
-Alma de Edilma Rocha, auto-retratada !

A mulher guerreira; a mulher que vence a dor , e ainda ama, ainda sorrir, ainda faz arte com talento e suavidade.
EdilmaRocha do céu, temos muito orgulho de você !
(Socorro Moreira)

Convite - Tânia Peixoto

O Sesc Ceará realiza a segunda edição da Mostra Sesc de Arte Naïf e o Presidente da Instituição, Luiz Gastão Bittencourt, tem o prazer de convidá-lo para a cerimônia de abertura.

Data: 03 de Setembro de 2009

- 19h: Solenidade de abertura com a fala do Prof Dr. Fábio Rodrigues Diretor da Escola de Artes Reitora Violeta Arraes Gervasieau Universidade Regional do Cariri - URCA

- Visitação a Galeria
- Coquetel e abertura

Local: Sesc Crato
(Rua André Cartaxo Bairro São Miguel)
Informações: 3586.9150 ou 3586.9171

www.sesc-ce.com.br

O que é Naïf ?
O termo Naïf tem origem francesa, significa simplicidade e ingenuidade. “Arte naïf” aparece no vocabulário artístico, em geral, como sinônimo de arte ingênua, original e/ou instintiva, produzida por autodidata que não têm formação erudita no campo das artes. Nesse sentido, a expressão se confunde freqüentemente com arte popular, arte primitiva e art brüt, por tentar descrever modos expressivos autênticos, originários da subjetividade e da imaginação criadora de pessoas estranhas à tradição e ao sistema artístico. A pintura naïf se caracteriza pela ausência das técnicas usuais de representação (uso científico da perspectiva, formas convencionais de composição e de utilização das cores) e pela visão ingênua do mundo. As cores brilhantes e alegres – fora dos padrões usuais - a simplificação dos elementos decorativos, o gosto pela descrição minuciosa, a visão idealizada da natureza e a presença de elementos do universo onírico são alguns dos traços considerados típicos dessa modalidade artística.

Programa Cariri Encantado desta sexta-feira será com Jackson Bantim e elenco do filme As Sete Almas Santas Vaqueiras

Jackson Bantim e equipe no set de filmagem
O programa Cariri Encantado desta sexta-feira, 4 de setembro, contará com a participação do cineasta Jackson Bantim e parte do elenco do seu último filme “As sete almas santas vaqueiras”, cujo início das filmagens está completando um ano.

Além de Jackson Bantim, estão sendo aguardados os atores Cacá Araújo e Orleyna Moura.

Na parte musical serão veiculadas canções compostas por Luiz Carlos Salatiel, Pachelly Jamacaru, Cleivan Paiva,Rosemberg Caririy, Luciano Brayner, Igor Rocha, Cícero de Assaré, Jackson Bantim, Alemberg Quindins e Geraldo Júnior; interpretadas por Luiz Carlos Salatiel, Cleivan Paiva, Banda Nacacunda, Grupo Herdeiros do Rei, João Carlos Matias, Zabumbeiros Cariri e Banda Tchopo.

O Programa Cariri Encantado acontece com o apoio do Centro Cultural BNB Cariri e é veiculado todas as sextas-feiras, das 14 às 15 horas, na Rádio Educadora do Cariri, 1020. É apresentado por Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias.

COMPOSITORES DO BRASIL

Compositores do Brasil é um programa radiofônico semanal (todas as quintas-feiras, das 14 às 15 horas, na Rádio Educadora do Cariri), produzido e apresentado pelo Prof. Zé Nilton, com apoio do Centro Cultural BNB Cariri.

Como o nome explicita, o programa traz a obra de compositores da Música Popular Brasileira, de várias épocas, desde os primórdios da MPB até a atual geração.

Além das músicas, selecionadas após meticulosa pesquisa, o Prof. Zé Nilton traz informações sobre o contexto histórico e artístico das obras.

Vale a pena ouvir.

Texto: Carlos Rafael Dias

Ilha de sujeira



(http://www.planeta-inteligente.com/page/article/id/53/Ilha-de-sujeira)

Um redemoinho no meio do Oceano Pacífico concentra toneladas de plásticos levados por correntes marítimas.

Setembro 02, 2009 09:41 PM

Da Revista Sustenta

Entre as costas da Califórnia e do Havaí, destinos paradisíacos que atraem milhares de turistas por ano, há uma ilha pouco conhecida e ainda menos atraente. É a ilha de lixo do Pacífico, um aglomerado de detritos compostos 90% por plásticos acumulados durante mais de uma década em área maior do que os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás juntos.

Neste redemoinho de toneladas de plástico coabitam e se misturam animais, plâncton, alimentos e lixo. Consequências disso são mariscos que se alojam em pequenas caixas de plásticos, águas-vivas enroladas em fios de nylon e até casos de anomalia biológica, como o da tartaruga que teve seu casco deformado porque cresceu com um anel de plástico em sua volta. Pesquisadores registram também inúmeras mortes de animais em decorrência à contaminação do lixo. De acordo com o Programa Ambiental da ONU, 46 mil peças de plástico – entre elas objetos como seringas, isqueiros e escovas – estão associados à morte de um milhão de aves e 100 mil mamíferos marinhos.

“Antes não havia plástico no mar, tudo era comida. Então os animais aprenderam a comer qualquer coisa que encontrassem pela frente. Podemos ver que eles tentaram comer isso [pedaço de embalagem], mas não conseguiram”, afirmou o capitão norte-americano Charles Moore, o primeiro que avistou a ilha de lixo, em entrevista ao programa televisivo Fantástico, da Rede Globo.

A explicação para o fato dos detritos ficarem aglomerados em um só lugar vem do fenômeno das correntes marítimas. O processo começa quando uma embalagem é jogada em uma praia da Califórnia, por exemplo, ou em rios que desembocam no oceano. As correntezas levam os dejetos, que podem se juntar ao lixo de grandes embarcações, ao Giro do Pacífico Norte, um ponto de convergência de correntes da Ásia e América do Norte. A sujeira fica “presa” porque lá o mar é calmo, os ventos são poucos e a pressão atmosférica é alta. Em caso de grandes tempestades, o lixo pode ser arrastado para alguma costa e poluir praias.

O redemoinho é objeto de estudo de expedições ambientais. O capitão Moore e sua equipe fizeram medições do lixo com amostras da “sopa de plástico”, como também foi apelidada a região. Até hoje, foi descoberto que 27% dos dejetos são sacolas de supermercado e que, entre os 670 peixes analisados, encontraram-se 1,4 mil fragmentos de plástico em seus organismos. “Gostaria que o mundo inteiro percebesse que o tipo de vida que estamos levando, isso de jogar tudo fora, usar tantos produtos descartáveis, está nos matando. Temos que mudar se quisermos sobreviver”, alerta o capitão.

A condenação de Moore não se refere apenas aos cidadãos de cidades litorâneas, mas também a organizações que usam a região deliberadamente como depósito de lixo. Segundo reportagem da revista IstoÉ, até mesmo pesquisadores da Nasa e de agências espaciais russas despejam resíduos de suas astronaves. Fragmentos da nave russa Progress M-59, por exemplo, foram carbonizados e caíram no local, como uma chuva de metal. Ao todo somaram uma tonelada de lixo.

Fiscalização

No final de julho, uma expedição de ambientalistas e cientistas batizada de Projeto Kasei partiu dos Estados Unidos em direção à ilha de lixo do Pacífico para analisar seu nível tóxico e a influência na vida marinha. O líder da expedição, Doug Woodring, declarou ao portal da rede inglesa BBC que o estudo pretende coletar amostras de plásticos sem espécies marinhas anexadas, o que será difícil. “Teremos que usar tecnologias diferentes, dependendo do volume de resíduos por quilômetro quadrado. Também contamos com redes de tamanhos diferentes”, explicou.

Woodring conta que o maior problema em relação à fiscalização da área é que ela está em águas internacionais e, portanto, sob nenhuma jurisdição. O descarte de resíduos no mar é proibido e passível de multa. Mas, uma vez boiando no oceano, a sujeira não tem dono. Mesmo que se saiba sua origem, não é possível responsabilizar os culpados. “Por isso nenhum governo ou instituição é pressionado para resolver este problema. É semelhante ao que acontece com o lixo espacial”, compara.

Walter Foster

Com Vida Alves , na primeira telenovela brasileira : "Sua Vida me pertence" de sua autoria, que era levada ao ar apenas apenas duas vezes por semana.

(Ator)
1917-1996

Walter Gerhard Forster nasceu em Campinas, São Paulo, em 23 de março de 1917. Seu pai, Jacob Forster, era filho de alemães de origem irlandesa, e sua mãe, Ida Forster, era suíça do cantão alemão. Em 1935, aos 18 anos, Walter Forster começou sua carreira artística, como locutor na Rádio Educadora de Campinas, onde ficou até 1939. Em 1937, mudou-se para São Paulo, sendo contratado pela Rádio Bandeirantes, em 1939, como locutor, depois como redator. Em 1945 foi para a Rádio Difusora de São Paulo, atuando também na Rádio Tupi, até 1952. Também trabalhou na Rádio Excelsior. Em 1952 foi para a Rádio Nacional, como diretor de rádio-teatro. Em 1968 foi contratado pela Rádio Difusora e TV Tupi, ficando até 1982. Walter foi um dos pioneiros da Televisão Brasileira, participando ativamente de sua inauguração em 1950. Como era diretor artístico na Rádio Tupi, ajudou a formar o elenco para a televisão Tupi, PRF3. Casou-se com Branca Regina, em 1942, com quem teve dois filhos: Suzana e Walter Júnior. Foi dele a idéia de realizar a primeira novela para a televisão: “Sua Vida me Pertence”, onde fazia par romântico com a atriz Vida Alves, e onde aconteceu o primeiro beijo da televisão brasileira. Atuou, dirigiu e escreveu novelas e programas para o rádio e a televisão. Ganhou cinco vezes o Prêmio Roquette Pinto, como melhor intérprete, melhor ator-galã, melhor narrador de rádio, etc. Atuou também na TV Paulista. Walter fez sucesso na versão nacional de “Acredite Se Quiser”, onde era apresentador. Após a morte de sua esposa, em 1983, aposentou-se, realizando apenas algumas atividades com contratos mais curtos, como na TV Globo e na TV Vida. Walter Forster faleceu em 3 de setembro de 1996.



A Flor e a Fonte

A Flor e a Fonte

"Deixa-me, fonte!" Dizia
A flor, tonta de terror.
E a fonte, sonora e fria
Cantava, levando a flor.

"Deixa-me, deixa-me, fonte!
"Dizia a flor a chorar:
"Eu fui nascida no monte...
"Não me leves para o mar."

E a fonte, rápida e fria,
Com um sussurro zombador,
Por sobre a areia corria,
Corria levando a flor.

"Ai, balanços do meu galho,
"Balanços do berço meu;
"Ai, claras gotas de orvalho
"Caídas do azul do céu!..."

Chorava a flor, e gemia,
Branca, branca de terror.
E a fonte, sonora e fria,
Rolava, levando a flor.

"Adeus, sombra das ramadas,
"Cantigas do rouxinol;
"Ai, festa das madrugadas,
"Doçuras do pôr-do-sol;

"Carícias das brisas leves
"Que abrem rasgões de luar...
"Fonte, fonte, não me leves,
"Não me leves para o mar!"

*As correntezas da vida
E os restos do meu amor
Resvalam numa descida
Como a da fonte e da flor

( Vicente de Carvalho )

Segundo ocupante da Cadeira 29, eleito em 1º de maio de 1909, na sucessão de Artur Azevedo e recebido por carta na sessão de 7 de maio de 1910.

Vicente de Carvalho (V. Augusto de C.), advogado, jornalista, político, magistrado, poeta e contista, nasceu em Santos, SP, em 5 de abril de 1866, e faleceu em Santos, SP, em 22 de abril de 1924.

Era filho do major Higino José Botelho de Carvalho e de Augusta Bueno Botelho de Carvalho. Fez o primário na cidade natal e, aos 12 anos, seguiu para São Paulo, matriculando-se no Colégio Mamede e, depois, no Seminário Episcopal e no Colégio Norton, onde fez os preparatórios.
Aos 16 anos matriculou-se na Faculdade de Direito. Em 1886, com 20 anos, era bacharel em Direito. Republicano combativo, cursava ainda o 4o ano quando foi eleito membro do Diretório Republicano de Santos.
Em 1887, era delegado a Congresso Republicano, reunido em São Paulo. Em 1891, era deputado ao Congresso Constituinte do Estado. Em 1892, na organização do primeiro governo constitucional do Estado, foi escolhido para a Secretaria do Interior.
Por ocasião do golpe de estado de Deodoro, abandonou o cargo que vinha exercendo. Mudou-se, então, para Franca, município do interior paulista, e tornou-se fazendeiro. Em 1901, regressou a Santos, dedicando-se à advocacia.
Em 1907, mudou-se para São Paulo, onde foi nomeado juiz de direito. Em 1914, passou a ministro do Tribunal da Justiça do Estado.

Vicente de Carvalho foi, durante toda a sua vida, um jornalista combativo. Até 1915, sua atuação na imprensa foi quase ininterrupta. Em 1889, era redator do Diário de Santos, fundando, no mesmo ano, o Diário da Manhã, de Santos. Ali manteve ainda colaboração em A Tribuna e fundou, em 1905, O Jornal.
Até 1913 colaborou no Estado de S. Paulo. No fim da vida, cansou-se do jornalismo, mas continuou em contato com seus leitores através dos versos que publicava nas páginas de A Cigarra.

Poeta lírico, ligou-se desde o início ao grupo de jovens poetas de tendência parnasiana. Foi grande artista do verso, da fase criadora do Parnasianismo.
Da sua produção poética ele próprio destacou poemas que são de extrema beleza, como: "Palavras ao mar", "Cantigas praianas", "A ternura do mar", "Fugindo ao cativeiro", "Rosa, rosa de amor", "Velho tema", "O pequenino morto".
Fonte :

http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=109&sid=282
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS - Copyright 2006

Pensamento para o Dia 03/09/2009


“A devoção ao Senhor é realmente uma forma de disciplina para alcançar a meta. O buscador não deveria parar com a aquisição da devoção, nem dar tanta atenção ao amor que ele tem pelo Senhor, mas sim ao amor e à graça que o Senhor lhe concede. A pessoa deveria estar sempre ávida para descobrir que comportamento e que atos agradam mais ao Senhor. Indague sobre isso, anseie por isso e execute as coisas que assegurarão tal objetivo. Tudo que um devoto faz, planeja ou observa deveria ser para atrair a graça de Deus. O devoto deveria testar cada pensamento e cada sentimento na pedra de toque das preferências declaradas do Senhor.”
Sathya Sai Baba

MEDICINAL VIBRACIONAL: UMA MEDICINA PARA O FUTURO


Na segunda capa desse livro encontramos:
“Em Medidicna Vibracional, o Dr. Richard Gerber nos leva à compreensão e à aceitação desta nova modalidade de medicina. Neste livro, resultado de mais de doze anos de leituras, estudos e pesquisas, o autor constrói um lúcido modelo do organismo humano, partindo do físico e chegando ao etérico. Depois, ele segue em frente para também incluir no modelo as propriedades e características das energias sutis dos planos espirituais.

Assim, passamos a entender o organismo humano como uma série de campos de energia multidimensionais que se influenciam reciprocamente. Ao desenvolver este modelo em termos científicos e ao endossá-lo como algumas das mais recentes e fascinantes pesquisas clássicas e laboratoriais, Medicina Vibracional permite que o leitor aprecie de forma mais plena a linguagem corpo/mente/espírito, cujo desdobramento atual é a medicina holística.

Além de discutir os diversos mecanismos de cura, este livro é também uma introdução e uma nova maneira de encarar a saúde e doença de modo geral. Trata-se de uma tentativa de ir além do modelo de doença geralmente aceito pela medicina tradicional a fim de compreender de forma mais profunda por que nossos pensamentos e emoções afetam a nossa fisiologia e de que modo terapias tão simples, à base de ervas, de água e essências florais, por exemplo, podem ser agentes de cura tão eficazes.

Medicina Vibracional é, sem dúvida, o mais definitivo e inteligente livro já publicado a respeito da medicina energética, cobrindo todos os campos da arte de curar que se convencionou sob a denominação geral de medicina alternativa.

O Dr. Richard Gerber graduou-se em medicina pela Escola de M edicina da Wayne State University, em Detroit. Nos últimos [...] anos, vem pesquisando métodos alternativos de diagnóstico e de cura, incluindo o uso de fotografia Kirlian para a detecção do câncer. A composição desses anos de pesquisa forma a base para este livro”.

Por isso recomendo essa leitura (Medicina Vibracional, São Paulo: Cultrix) a todos que se interessam em querer olhar a natureza humana de forma integral e holística.

Assim, profissionais de medicina e enfermagem, e alunos também, encontrarão nesse livro um novo olhar e uma nova base ontológica para compreenderem como se estrutura os campos de energia da natureza humana.

Boa Leitura!

Radionovela - Por Socorro Moreira



A vida para alguns tem como estopim das emoções , a novela. Se antes não tínhamos televisão, tínhamos o rádio. Minha mãe nunca gostou, e até nos proibia de assistir, mas a minha avó paterna não perdia um capítulo, e chorava em todos os momentos que lhes parecia emocionante. Intrigada com tanto choro, comecei a assistir também, e comecei a querer saber da trama, e esperar pelas emoções do próximo capítulo. Como lá em casa não me era consentido, depois de viciada , corria pra casa de Magali. Quando eu perdia um capítulo , ela tinha que me contar tim tim por tim tim. O rádio era a pilha e a minha avó ficava muito nervosa , quando elas ficavam fracas - não podia ! Meu pai , quando a energia da casa ficava tulmutuada por uma conversa comprida , ele chamava todos de noveleiros pra suavisar o carão e encerrar a discussão.

"Radionovela é uma narrativa folhetinesca sonora, nascida da dramatização do gênero literário novela, produzida e divulgada em rádio.
Fez enorme sucesso no início do século XX, numa era pré-televisiva. Boas histórias, bons atores e efeitos sonoros realistas eram o segredo do gênero para captar a atenção dos ouvintes. Diz-se que os grandes mestres da magia eram os sonoplastas, que para estimular a imaginação das pessoas, reproduziam todo tipo de sons e ruídos: o som da chuva, do telefone, da passagem de tempo, dos passos dos personagens.
A primeira transmissão de rádio no Brasil foi ao ar em 7 de setembro de 1922. Porém, o veículo demorou a se tornar popular, em razão do preço do aparelho e a demora na implantação de retransmissoras. Quando as dificuldades físicas foram superadas, a forma encontrada para popularizar sua programação foi lançar mão do mesmo recurso que os jornais, quando da invenção da imprensa escrita: a narrativa folhetinesca.
Nasceram, assim, as primeiras transmissões de radionovelas no Brasil, fruto da dramatização de tramas literárias. Mas isso não quer dizer que as emissoras não realizassem radiodramatizações. Eram comuns os “teatros em casa”, os “radiatros” e os inúmeros sketchs teatrais presentes nos mais variados programas das emissoras de rádio brasileiras. Na própria Rádio Nacional, desde o final da década de 1930, era apresentado todos os sábados o programa Teatro em Casa, que consistia na radiofonização, em uma única apresentação, de uma peça teatral. Havia ainda Gente de Circo,de Amaral Gurgel, uma história semanal seriada, que estreou no início de 1941.
Na verdade, o que estava sendo lançado era um novo modelo, diferente do que até então as emissoras costumavam apresentar. Assim, a primeira radionovela transmitida no Brasil foi Em busca da Felicidade, original cubano de Leandro Blanco com adaptação de Gilberto Martins. Também são consideradas pioneiras as radionovelas “Fatalidade”, pela Rádio São Paulo e escrita por Oduvaldo Vianna e a radionovela "Mulheres de Bronze", baseada num folhetim francês.
As adaptações de tramas internacionais perdurariam por anos, sobretudo das cubanas. Aliás, o maior sucesso em radionovela de todos os tempos foi “O Direito de Nascer” (1951), do cubano Félix Caignet, que ficou três anos no ar e que chegou a ser chamada popularmente de "O Direito de Encher".
Entre os brasileiros pioneiros na radiodramaturgia, estão Oduvaldo Vianna, Amaral Gurgel e Gilberto Martins. Em seguida, vieram os autores Dias Gomes, Mário Lago, Mário Brazzini, Edgar G. Alves, Janete Clair e Ivani Ribeiro. Muitos deles, inclusive, se imortalizaram escrevendo para outro gênero, a telenovela.
Umas das radionovelas nacionais de maior sucesso foi Jerônimo, o Herói do Sertão, criada por Moysés Weltman, em 1953. A trama foi, posteriormente, adaptada várias vezes para a televisão.

Em 1951, foi ao ar pela Rádio Nacional o maior fenômeno de audiência em radionovelas em toda a América Latina: era O Direito de Nascer. Texto original de Felix Caignet com tradução e adaptação de Eurico Silva. O original possuía 314 capítulos o que correspondia a quase três anos de irradiação. No elenco estavam Nélio Pinheiro, Paulo Gracindo, Talita de Miranda, Dulce Martins, Iara Sales, entre outros. O Direito de Nascer surpreendeu a todos os críticos e a todas as previsões que afirmavam que o rádio-teatro era um gênero em decadência e que o público brasileiro não se interessava por longas tramas.

Em um levantamento sobre as radionovelas transmitidas pela Rádio Nacional no período entre 1941 e 1959, foram localizados 807 títulos e um total de 118 autores. Desse total de autores, 23 deles foram responsáveis por 71,6% do total das novelas irradiadas através da Rádio Nacional. Os resultados obtidos foram os seguintes: Oduvaldo Vianna (75 novelas), Gastão P. Silva (75 novelas), Carlos Gutemberg (64 novelas), Raimundo Lopes (31 novelas), Amaral Gurgel (30 novelas), Ghiaroni (28 novelas), Eurico Silva (28 novelas), Cícero Acaiaba (24 novelas), Otávio Augusto Vampré (21 novelas), Mário Brassini (20 novelas), Hélio do Soveral (18 novelas), Dilma Lebon (18 novelas), Dias Gomes (16 novelas), Mário Faccini (16 novelas), Luiz Quirino (16 novelas), Ivani Ribeiro (16 novelas), Herrera Filho (15novelas), Janete Clair (13 novelas), Gilberto Martins (12 novelas), Saint-Clair Lopes (11novelas), Walter Foster (10 novelas) e Álvaro Augusto (10 novelas).

O custo da produção das radionovelas era muito alto e com o crescimento da televisão, ocorreu um fenômeno de migração da verba publicitária para o novo veículo. Isso explica, em grande parte, o abandono do gênero radionovela pelo rádio. Ao longo da década de 60, algumas emissoras ainda mantinham alguns horários de radionovelas ou de programas de rádio-teatro. Mas na década de 1970 o gênero desapareceu, apesar de algumas tentativas isoladas de reativá-lo.E com isso a radionovela foi se adaptando a nova era das televisões e todas as radionovelas foram refeitas para as telenovelas q ate hoje tem novela q foram feitas para radionovelas.Na decada de 70 paticamente não existia mais radionovela , só tinha em cidade do sul mais ao poucos foram saindo do ar por causa das telenovelas que adaptaram tudo das radionovelas.

Para fazer a sonoplastia tanto de fogo, quanto de chuva usa-se o mesmo recurso: amassar lentamente, diante do microfone, um pedaço de celofane.
Muitos acreditavam que as radionovelas jamais alcançariam sucesso, alegando que eram "infindáveis", que "ninguém iria acompanhar". Curiosamente, as radionovelas deram origem às telenovelas, que hoje fazem imenso sucesso no Brasil e no mundo.
Eram irradiadas, inicialmente, às segundas, quartas e sextas-feiras ou as terças, quintas e sábados. As durações eram variadas, iam de dois meses até dois anos, como foi o caso de Em busca da felicidade, que foi irradiada de 1941 até 1943, e Direito de Nascer, que ficou três anos.
A primeira radionovela em Cuba foi ao ar em 1931 e na Argentina em 1935. Cuba se tornou um grande exportador de novelas radiofônicas para toda a América Latina. Esta situação está bem ilustrada no romance de Varga Llosa, Tia Júlia e o Escrivinhador, ambientado em Lima, na década de 1950.
A iniciativa de colocar a novela Em busca da Felicidade no ar partiu da Standart Propaganda, a agência de propaganda do Creme Dental Colgate.
O público alvo das radionovelas era o feminino, os grandes anunciantes desse tipo deprogramação eram os fabricantes produtos de limpeza e de higiene pessoal. Uma pesquisa do IBOPE, realizada em janeiro de 1944, apontava a seguinte audiência para o período de 10hàs 11h da manhã: 69,9 % de mulheres, 19,5% de homens e 10,6% de crianças.
A Rádio Nacional, em especial, liderava a audiência em praticamente todos os horários. "


Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Radionovela"

Eduardo Hughes Galeano - Por Socorro Moreira


Dois anos atrás, depois de 40 anos, reencontrei meu amigo e ex-colega de classe Joaquim Pinheiro. Foi um encontro coletivo com mais algumas colegas daquele tempo : Francíria, Regina, Stela, Rosineide, Vera ... Entre relembrar os velhos tempos e informar nossos endereços de fonte , Eduardo Galeano foi citado. Eu havia lido, em tempos diferentes " Veias abertas", e só !
Mas tinha sido uma leitura tão marcante, pelo caráter de informações , que acabamos a ele nos referindo. Dias depois fui avisada que havia um presente para mim, na casa de Dona Almina , deixado por Joaquim . Era O Livro dos Abraços. Surpreendi-me com a leitura leve, que trata da beleza e da emoção dos pequenos momentos. Tem inclusive um quê de lírico, que também faz parte de mim. Ainda não tivera a oportunidade de agradecer ao Joaquim. Faço-o agora, ao tempo em que indico Galeano como leitura obrigatória.
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A Alienação/1

Em meus anos moços, fui caixa de banco.Recordo, entre os clientes, um fabricante de camisas.O gerente do banco renovava suas promissórias só por piedade.O pobre camiseiro vivia em perpétua soçobra. Suas camisas não eram ruins, mas ninguém as comprava.
Certa noite, o camiseiro foi visitado por um anjo. Al amanhecer, quando despertou,estava iluminado.Levantou-se de um salto.
A primeira coisa que fez foi trocar o nome de sua empresa, que passou a se chamar Uruguai Sociedade Anônima, patriótico nome cuja sigla é U.S.A.A.Segunda coisa que fez foi pregar nos colarinhos de suas camisas uma etiqueta que dizia, e não mentia : Made in U.S.A. A ercira coisa que fez foi vender camisas feito louco. E a quarta coisa que fez foi pagar o que devia e ganhar muito dinheiro. ( O Livro dos Abraços)


Galeano nasceu em 3 de setembro de 1940 em Montevidéu em uma família católica de classe média de ascendência europeia. Na infância, Galeano tinha o sonho de se tornar um jogador de futebol; esse desejo é retratado em algumas de suas obras, como O futebol de sol a sombra (1995). Na adolescência, Galeano trabalhou em empregos nada usuais, como pintor de letreiros, mensageiro, datilógrafo e caixa de banco. Aos 14, vendeu sua primeira charge política para o jornal El Sol, do Partido Socialista.

Galeano iniciou sua carreira jornalística no início da década de 1960 como editor do Marcha, influente jornal semanal que tinha como contribuidores Mario Vargas Llosa e Mario Benedetti. Foi também editor do diário Época e editor-chefe do jornal universitário por dois anos. Em 1971 escreveu sua obra-prima As Veias Abertas da América Latina.

Em 1973, com o golpe militar do Uruguai, Galeano é preso e mais tarde forçado a se exilar na Argentina, onde lançou Crisis, uma revista sobre cultura. Em 1976, com o sangrento golpe militar liderado pelo general Jorge Videla, tem seu nome colocado na lista dos esquadrões de morte e, temendo por sua vida, exila-se na Espanha, onde deu início à trilogia Memória do Fogo. Em 1985, com a redemocratização de seu país, Galeano retornou a Montevidéu, onde vive ate hoje.

Em 10 de fevereiro de 2007, Galeano realizou uma bem-sucedida operação para tratar um câncer de pulmão.

A obra mais conhecida de Galeano é, sem dúvida, As Veias Abertas da América Latina. Nela, analisa a História da América Latina como um todo desde o período colonial até a contemporaneidade, argumentando contra o que considera como exploração econômica e política do povo latino-americano primeiro pela Europa e depois pelos Estados Unidos da América. O livro tornou-se um clássico entre os membros da esquerda latino-americana.

Memória do Fogo é uma trilogia da História das Américas. Os personagens são figuras históricas: generais, artistas, revolucionários, operários, conquistadores e conquistados, que são retratados em pequenos episódios que refletem o período colonial do continente. Começa com os mitos dos povos pré-colombianos e termina no início da década de 1980. Na obra, Galeano destaca não apenas a opressão colonial, mas também atos individuais e coletivos de resistência. A obra foi aclamada pela crítica literária e Galeano foi comparado a John Dos Passos e Gabriel García Márquez. Ronald Wright, do suplemento literário do The Times, escreveu que "os grandes escritores dissolveram gêneros antigos e encontraram novos. Esta trilogia de um dos mais ousados e talentosos da América Latina é impossível de classificar".

O Livro dos Abraços é uma coleção de histórias curtas e muitas vezes líricas, apresentando as visões de Galeano em relação a temas diversos como emoções, arte, política e valores. A obra também oferece uma crítica mordaz à sociedade capitalista moderna, com o autor defendendo aquilo que acredita ser uma mentalidade ideal à sociedade. Para Jay Parini, do suplemento literário do The New York Times, é talvez a obra mais ousada do autor.

Como ávido fã de futebol, Galeano escreveu O futebol de sol a sombra, que revisa a trajetória histórica do jogo. O autor o compara com uma performance teatral e com a guerra; critica sua aliança profana com corporações globais ao mesmo tempo em que ataca intelectuais de esquerda que rejeitam o jogo e seu apelo às massas por motivos ideológicos.

Em seu livro mais recente, Espelhos, o autor tem o intuito de recontar episódios que a história oficial camuflou. Galeano se define como um escritor que remexe no lixão da história mundial.

Apesar da clara inspiração e relevância histórica de suas obras, Galeano nega o caráter meramente histórico destas, comentando que é "um autor obcecado com a lembrança, com a lembrança do passado da América e, sobretudo, da América Latina, uma terra intimamente condenada à amnésia".

Além de livros, Galeano também escreve artigos para publicações estadunidenses de esquerda como The Progressive, New Internationalist, Monthly Review e The Nation.


Uma das citações mais memoráveis de Galeano é "as pessoas estavam na cadeia para que os preços pudessem ser livres", se referindo ao regime militar (1973-1985) de seu país.

Para celebrar a vitória de Tabaré Vázquez e da Frente Ampla nas eleições de 2004, - a primeira eleição de um governo de esquerda na história uruguaia -, Galeano escreveu um artigo intitulado "Onde as pessoas votaram contra o medo", no qual afirma que a população de seu país finalmente usou o "bom senso" para parar de ser "traída" pelos partidos Colorado e Nacional.

Em 2006, Galeano se juntou a outras artistas renomados como Gabriel García Márquez, Mario Benedetti, Ernesto Sábato, Thiago de Mello e Pablo Milanés na assinatura da Proclamação de Independência de Porto Rico do Congresso Latino Americano e Caribenho.

Em uma entrevista ao jornal Zero Hora, disse o seguinte sobre a vitória de Barack Obama nas eleições de 2008: "Agora, ele entra na Casa Branca, que será a sua casa. Tomara que não esqueça que a Casa Branca foi construída por escravos negros. Chegou a hora dos Estados Unidos se libertarem da sua pesada herança racista".

Em 2005, Eduardo Galeano aceitou o convite para integrar o comitê consultivo da Telesur, uma emissora de televisão pan-latino-americana com sede em Caracas, na Venezuela. Em julho de 2008, Galeano foi agraciado com o primeiro título de Cidadão Ilustre do Mercosul.


Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Galeano"

A linha e o linho - Gilberto Gil

Poetas ! - Sobre a vida ...

Um instante
Ferreira Gullar


Aqui me tenho
Como não me conheço
nem me quis

sem começo
nem fim

aqui me tenho
sem mim
nada lembro
nem sei
à luz presente sou apenas um bicho
transparente


Perto do fim
Thiago de Mello

A morte é indolor.
O que dói nela é o nada
que a vida faz do amor.
Sopro a flauta encantada
e não dá nenhum som.
Levo uma pena leve
de não ter sido bom.
E no coração, neve.

Assim eu vejo a vida
Cora Coralina

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.

A Biologia do pensamento - Bruce Lipton

( HOME : REVISTA: Entrevista Maio/2008 )


Um respeitado pesquisador de células-tronco, o norte-americano Bruce Lipton rompeu as fronteiras da biologia tradicional ao incorporar a ela conceitos da física quântica. Idéias surgidas a partir dessa ótica, como a equivalência da membrana celular ao "cérebro" das células e o controle que o ambiente exerce sobre as células a partir de suas membranas, confirmam a íntima relação mente-corpo e indicam como podemos usar os pensamentos para assumir o controle de nossa vida. Lipton relata sua extraordinária trajetória em "A Biologia da Crença" (Ed. Butterfly), tema da entrevista a seguir.

PLANETA - O que é a "nova biologia" a que o senhor se refere em seu livro?
Bruce Lipton - Quando introduzi esses conceitos, em 1980, quase todos os meus colegas cientistas os consideraram inverossímeis. Mas a profunda revisão que a biologia convencional tem feito desde aquela época a leva hoje às mesmas conclusões a que cheguei 25 anos atrás.

Os cientistas sabem que os genes não controlam a vida, mas a maior parte da imprensa ainda informa ao povo o contrário. As pessoas atribuem inicialmente suas deficiências e doenças a disfunções genéticas. As crenças sobre os genes levam-nas a se ver como "vítimas" da hereditariedade.

Os biólogos convencionais ainda consideram que o núcleo (o componente interno da célula que contém os genes) "controla" a vida, uma idéia que enfatiza os genes como o fator primário desse controle. Já a nova biologia conclui que a membrana celular (a "pele" da célula) é a estrutura que primariamente "controla" o comportamento e a genética de um organismo.

A membrana contém os interruptores moleculares que regulam as funções de uma célula em resposta a sinais do ambiente. Para exemplificar: um interruptor de luz pode ser usado para ligá-la ou desligá-la. O interruptor "controla" a luz? Não, já que ele é controlado pela pessoa que o aciona. Um interruptor de membrana é análogo a um interruptor de luz quando liga ou desliga uma função celular, ou a leitura de um gene - mas ele é, de fato, ativado por um sinal do ambiente. A nova biologia enfatiza o ambiente como o controle primordial na biologia.

Sua teoria também está relacionada à física quântica...

Pela medicina convencional, os "mecanismos" físicos que controlam a biologia se baseiam na mecânica newtoniana, a qual enfatiza o reino material (átomos e moléculas). Já a nova biologia considera que os mecanismos da célula são controlados pela mecânica quântica. Ela se concentra no papel das forças de energia invisíveis que formam, coletivamente, campos integrados e interdependentes.

Para a mecânica quântica, as forças invisíveis em movimento nos campos são os fatores fundamentais que modelam a matéria. Os cientistas também reconhecem que as moléculas do corpo são controladas por freqüências de energia vibracional, de forma que a luz, o som e outras energias eletromagnéticas influenciam profundamente todas as funções da vida.

Entre as forças energéticas que controlam a vida estão os campos eletromagnéticos gerados pela mente. Na biologia convencional, a ação da mente não é incorporada à compreensão da vida. Por isso, é uma surpresa a medicina reconhecer que o efeito placebo responde por pelo menos um terço das curas médicas, incluindo cirurgias. Ele ocorre quando alguém sara devido à sua crença de que um remédio ou procedimento médico vai curá-lo, mesmo se o medicamento for uma pílula de açúcar ou o procedimento for uma impostura.

A nova biologia ressalta o papel da mente como o fator primordial a influenciar a saúde. Nessa realidade, uma vez que controlamos nossos pensamentos, tornamo-nos mestres de nossa vida, e não vítimas dos genes.

Algumas curiosidades da Língua Portuguesa

São incontáveis as "curiosidades" de nossa maltratada língua-mãe.

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Eis, a seguir, apenas algumas delas :

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1. A palavra ANILINA tanto pode ser lida da esquerda para a direita como da direita para a esquerda. .

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2. A palavra que reúne a maior quantidade de vogais juntas é pIAUIEnse
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3. A palavra QUALQUER é a única, em nossa língua, a formar o plural NA PARTE INTERNA (quAISquer) e não no final (como é o normal em todas as demais palavras que permitem a flexão para o plural).

Expressões curiosas

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Cor de burro quando foge

Significado: Definição imprecisa da cor que se pretende.


Origem: Por acaso o burro muda de cor quando foge? Na verdade, a tradição oral foi modificando a frase, que inicialmente era corra do burro quando ele foge. O burro enraivecido é mesmo perigoso!

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Dar a mão à palmatória

Significado: Reconhecer o próprio erro.

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Origem: Não faz muitos anos ainda havia palmatórias em algumas escolas do interior.

Era tão natural que os alunos que errassem fossem punidos pelos que acertassem as perguntas do professor que as mãos se estendiam automaticamente, humildes e reconhecidas para receber as reguadas punidoras.

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Pôr os pontos nos ii.

Significado: Esclarecer determinada situação; realizar uma tarefa com o máximo rigor e minúcia; falar ou expor sem subterfúgios.

Origem: A origem desta expressão remonta à época em que se começou a acentuar o i gótico para evitar que, quando dois ii aparecessem seguidos, se confundissem com um u. Os ii começaram por ser assinalados através de acentos da esquerda para a direita, que, no século VI, foram substituídos por pontos. Consequentemente, surgiu a expressão pôr os pontos nos ii.

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Dia do Biólogo- Viva a vida ! - Por: Socorro Moreira

Uma das coisas que vive adormecida e esquecida em mim, pelo menos considerando o lado essencialmente científico , é o biólogo. Optei pela contemplação e amor à Natureza.
Nunca ensinei Biologia, nunca usei o microscópio ( nunca fui ao cinema ...parafraseando Zé do vale), salvo nos estágios do curso, especificamente.
Temos entre os nossos colaboradores e amigos, alguns bons exemplares , incluindo-se os médicos.
Parabéns aos nossos pesquisadores dos mistérios da vida !

Alguns nomes desfilam na memória. Nomes famosos , no âmbito universal , e no espaço regional.
Por onde andam os nossos professores de Biologia ?

Ivone Pequeno, Terezinha Pinheiro, Edite, Aldecy, Djacir, as gaúchas do tempo de Nilo Sérgio ( Heloísa, Marília e I.Foster) ...?

Com eles aprendemos sobre :

Darwin, Charles - A origem das espécies
Pasteur, Louis (1822-1895) - a pasteorização
John Dalton Hooker - famoso Botânico
William Jackson Hooker (1785-1865). Botânico das viagens do mares do sul, pesquisando sobre a flora Antártica.
Mendel - As suas Leis ...( essas a gente não esquece !)

Foi muito fácil entender na adolescência o fenótipo dos olhos dos paqueras , e imaginar o genótipo, tipo assim : se com ele eu me casar terei possibilidades de filhos de olhos claros, e outros caracteres... Gostava de resolver os probleminhas das ervilhas , e aqueles de herança ligadas ao sexo. Sexo era uma palavra que encerrava tabu, mas a gente quando podia, se inteirava de tudo. Absurdo é que só descobri algumas coisas básicas, no primeiro ano científico, aos 14 anos, quando li assim que comprei, o meu livro de Biologia de ponta a ponta, e pronto. Aquele dia, e pela primeira vez fugiu da censura , a vigilância da Dona Valda, mas eu ainda fiz isso com um gostinho de pecado. Hoje os meninos já aprendem tudo na hora que nascem, e acho certo , pertinente,pois prepara a base com antecedência.

"Evolução: o princípio central da biologia

Um dos conceitos nucleares e estruturantes em biologia é que toda a vida descende de um ancestral comum mediante um processo de evolução. De fato, é uma das razões pelas quais os organismos biológicos exibem a notável similaridade de unidades e processos discutida na seção anterior. Charles Darwin estabeleceu a evolução como uma teoria viável ao enunciar a sua força motriz: a seleção natural. (Alfred Russel Wallace é comumente reconhecido como co-autor deste conceito). A deriva genética foi admitida como um mecanismo adicional na chamada síntese moderna. A história evolutiva duma espécie, que descreve as várias espécies de que aquela descende e as características destas, juntamente com a sua relação com outras espécies vivas, constituem a sua filogenia. A elaboração duma filogenia recorre às mais variadas abordagens, desde a comparação de genes no âmbito da biologia molecular ou da genómica até comparação de fósseis e outros vestígios de organismos antigos pela paleontologia. As relações evolutivas são analisadas e organizadas mediante vários métodos, nomeadamente a filogenia, a fenética e a cladística. Os principais eventos na evolução da vida, tal como os biólogos os vêem, podem ser resumidos nesta cronologia evolutiva."

* Nilo Sérgio , a palavra é toda sua !

Projeto "Água pra que te quero!"- Nívia Uchôa


Uma salada especial para o nosso almoço de hoje - Por Socorro Moreira

Quando eu tinha restaurante ( e isso durou quase três anos) um dos pratos preferidos era o meu salpicão.O mistério não existe .Basta ter alguém minucioso pra assessorar , e pinicar os ingredientes. Eu gosto de misturá-los e temperá-los. Os ingredientes podem ser substituídos a gosto. Se quiser light não use maionese, nem creme de leite; se tiver pressão alta não use azeitonas, nem alcaparras, nem batatas palha; se tiver diabetes coma só um pouquinho, e complete com bastante acelga ou alface.

Ingredientes :

-Batatas cosidas e picadas ( facultativo se não quiser misturar com legumes crus)
-Batata palha para finalizar
-cenoura ralada
-azeitonas picadas
-palmito picados
-milho verde
-ervilhas
-presunto picado ( facultativo)
-peito de frango cosido e desfiado( substituir por atum , camarão , bacalhau...)
- frango defumado desfiado( se usar o frango)
-maça picada
- uvas-passas
-alcaparras( facultativo )
-repolho ralado
- abacaxi picadinho - fazer uma calda com um pouquinho de açúcar( diet p/ os diabéticos) e escorré-la.

* Obs: Se colocar o abacaxi " in natura " , o salpicão em poucos minutos irá amargar.
Molho: um pouco de maionese, um pouco de creme de leite , azeite extra virgem, sal a gosto , uma pitada de ervas de Provence e cebola bem ralada pra desaparecer na mistura.
* Pode substituir a maionese e o creme de leite por iogurte natural.
* Existe um conceito de que não se deve misturar doces e salgados ( eu gosto!).
* Existe outro conceito de que não se deve misturar legumes crus com legumes cosidos.( tem procedência , mas uso no caso, a indisciplina.
* Alguns dos ingredientes podem ser dispensados ou substituídos.
Mas se vocês puderem , faça o salpicão completo , e use todos os temperos do molho indicado. Nem que seja somente , em ocasiões especiais.É um prato leve e completo. Nem precisa de outros acompanhamentos, a não ser folhas verdes de todos os tipos ou das preferíveis , inclusive hortelã e manjericão.
Agora, se virem ! Descubram a sua própria alquimia.