Minha Amiga Secreta, hoje mora em Fortaleza , mas já moramos na mesma rua, lá no nosso Cratinho querido.È filha de um grande dentista, casada com um primo meu, especialista em distribuir energia. Sabem quem é?
Maria Amélia Castro
Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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domingo, 20 de dezembro de 2009
Se eu soubesse que tu virias ... Por Rosa Guerrera

Se eu soubesse que tu virias,
eu juro que teria te esperado...
Se eu soubesse...
Se eu adivinhasse que em teus braços
conheceria o verdadeiro amor ,
Jamais teria deixado
que pousasse no meu rosto
o mais leve beijo,
o mais leve ardor.
Ah se eu soubesse que tu virias !
Se eu imaginasse que o amor
tivesse no seu âmago
esse gosto híbrido,
esse queimor doce , profundo,
essa ânsia sutil e morna ...
Eu juro meu amor
Que teria guardado só para ti
as mais profundas inocências
da minha meninice.
eu juro que teria te esperado...
Se eu soubesse...
Se eu adivinhasse que em teus braços
conheceria o verdadeiro amor ,
Jamais teria deixado
que pousasse no meu rosto
o mais leve beijo,
o mais leve ardor.
Ah se eu soubesse que tu virias !
Se eu imaginasse que o amor
tivesse no seu âmago
esse gosto híbrido,
esse queimor doce , profundo,
essa ânsia sutil e morna ...
Eu juro meu amor
Que teria guardado só para ti
as mais profundas inocências
da minha meninice.
O SIGNIFICADO MAIS ELEVADO DO NATAL: REVELAÇÃO DO AMOR DE DEUS-PAI

Quando decidimos, por livre e espontânea vontade, mudar primeiro a nossa visão, então, entenderemos com um leve sorriso nos lábios essa afirmativa magistral de Platão: "Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo". E daí para frente poderemos saborear não só Platão, mas também os conteúdos de sabedoria de Sócrates, Jesus Cristo, Buda, Einstein, Kant, Pascal, Voltaire, Descartes, Alan Kardec, André Luiz, Zarastruta, Gandhi, Charles Chaplin e tantos outros personagens da história humana.
O ato de conhecer, a partir dessa transformação real, não terá um fim, um objetivo utilitário, ideológico e mecânico de acumulo de informações em nossa psique, mas se tornará uma "fruta deliciosa" da qual sempre gostaremos de comê-la sem ficarmos enfastiados. O ato de saber se qualificará. As nossas críticas deixarão de ser invejosas, passando a ser respeitosas, compreensivas e até mesmo admiradoras.
Puxa vida! Como me delicio com esta frase-pensamento de Kafka: "Da vida se tira vários livros, mas dos livros se tira pouco, bem pouco a vida". E esta de Buda: "O louco que se diz louco esse tem algo de prudente, mas o louco que se diz sábio esse é realmente louco". E como o mestre Einstein foi brilhante. Vejamos o que ele disse: "Raros são aqueles que vêem com os próprios olhos e, sentem com sua própria sensibilidade". Jesus Cristo, nem se fala, vejamos: "Vim para trazer luz aos cegos e cegar os que estão vendo".
Nessa nova etapa existencial, desenvolveremos um sentido incomum de compaixão por todos aqueles que ainda não viram em si mesmo, sua própria fonte de luz-sabedoria-Amor. Em outras palavras, o próprio Deus-Pai manifestado, presente num estado de contemplação e benção a todos os seus Filhos. E a consciência de Deus-Pai é o caminho iluminado que devemos seguir em nossa viagem interior.
A qualidade de vida essencial é precisamente um salto ontológico. Um gigantesco salto além do pensamento e da visão racional do homem moderno. Esse salto é a transcendência do homem em direção à consciência cósmica. Uma consciência de sabedoria em Amor. E quando penetramos na atmosfera desse universo-consciência, começamos a compreender o porquê do desespero, da angustia, da infelicidade, da dor, da desigualdade social e da miséria espiritual de milhões ou bilhões de seres que estão vivendo nesse planeta.
Mesmo com a sabedoria e visão que alcançamos ao entrar nessa "atmosfera", nossos esforços estarão sempre dependentes de um princípio básico e universal: a liberdade de Deus-Pai. A liberdade de ser, de cada um, é algo profundamente sagrado. Por isso, mais do que nunca precisamos saber o significado ontológico da palavra "renúncia". É preciso renúncia para a vida dos valores terrenos, uma vez que esse princípio sagrado de liberdade coloca o ser humano numa questão de decisão e escolha que somente o próprio homem, o próprio indivíduo poderá (auto)solucionar.
Mas, o que realmente pretendemos com a conquista da liberdade ontológica? Essa resposta é na verdade um longo caminho de desenvolvimento da sensibilidade, da inteligência e da vontade humana. E a meta, sem dúvida, é o Amor. Mas, qual deles?
O homem vem buscando incessantemente o Amor. Em várias épocas, encontramos referências das experiências humanas com "algo" que o homem vem denominando de "Amor". A reverência para com esse fenômeno, é visível. Seja na poesia, na música, no cinema, nas novelas, nos contos românticos etc. Podemos falar de algo que transcende qualquer semântica? Ficamos mudo quando queremos falar do Amor Cósmico de Deus-Pai. É uma aparente contradição.
Mas, o que é Amor? Podemos caracterizá-lo ou defini-lo segundo os nossos condicionamentos? Qualquer definição é uma incógnita. A única coisa que todos têm em comum, na descrição do Amor, é na personalização do fenômeno: "ele é agradável", "nos dá satisfação" e "nos faz sentir bem".
Amor -palavra que não define a grandeza do que seja o próprio, o significado de sua manifestação. Vivemos tendo como referência um encontro futuro com algo que denominamos de "Amor". Queremos experienciar em nós e no outro o Amor. Queremos Amar. E compartilhar o Amor. Quem não quer Amar? É difícil imaginar alguém que não queira Amar. E ser feliz no Amor. Mas, o que será mesmo esse tal Amor que buscamos? A que fim ele nos leva ou eleva? O que está por detrás da busca desse desconhecido Amor? Buscamos a experiência do Amor, porque instintivamente e intuitivamente sabemos que ele é necessário e imprescindível. A vida humana depende do Amor para se manter equilibrada e harmoniosa.
As nossas experiências nos dão a idéia e o indício do que seja Amor, mas o Amor em sua plenitude se distancia dessas experiências. E assim, ficamos a mercê de um nível de vibração do Amor, acreditando que estamos vivenciando o próprio. As experiências que realizamos em busca do Amor, nos faz criar uma contraparte desse fenômeno: o objeto do Amor ou desejo sensual. Esse objeto, criado e recriado em cada nova experiência assume o papel do próprio. Assim, se perdemos ou nos distanciamos desse objeto, acabamos sofrendo. Identificamos o Amor, a partir do seu objeto. Várias são as identificações dadas para o objeto do Amor. Essas identificações, são manifestações subjetivas tais como: sensualidade, sexualidade, carência afetiva, bondade, paixão, desejo, etc.
Em nome do Amor, ou melhor, do objeto do Amor, construímos uma realidade de relações humanas. Agimos segundo as orientações dessas relações criadas e convencionadas pela sociedade. O Amor passa ser definido segundo um modelo estático, ou melhor, segundo um protótipo, um modelo de relação objetiva ou subjetiva tal como: "Amar é fazer..." ou "Amar não é fazer...", e assim por diante.
Nesse sentido, a luz não pode ser descoberta, mas ao contrário é ela quem nos revela e nos des-cobre da escuridão da criação no processo de evolução no salto a partir de si mesma. A luz é Deus. E Deus é AMOR CÓSMICO UNIVERSAL. O homem é uma centelha dessa LUZ de Deus. E o homem somente consegue revelar essa Verdade no caminho do autoconhecimento da luz do Amor de Deus em si e para si mesmo. Bem-Aventurados são aqueles que conseguem por seu próprio esforço sair da escuridão da visão racional e alcançam a luz da estrela interior que anuncia o nascimento daquele que veio para nos mostrar o caminho verdadeiro do Amor de Deus.
Dentes
Ultimamente vivo mordendo os lábios
a língua, gengivas
meus dentes andam loucos
desorientados
sem a mínima coordenação motora.
Tanto faz miolo de pão
bagaço de laranja
bolo
frango
carne moída.
Ao som das batidas do peito
meus dentes dançam
pulam
exasperam-se
arrancando raízes
sangrando pelas coroas
amálgamas, resinas.
Meus dentes,
umas figuras:
gigantes
anões
corcundas
dilacerados
altivos
afiados
todos debaixo
do céu vermelho da boca
à espera de um pescoço
um dedão bem feminino
o lóbulo de uma orelha com brinco
um par de coxas lambuzadas de creme.
a língua, gengivas
meus dentes andam loucos
desorientados
sem a mínima coordenação motora.
Tanto faz miolo de pão
bagaço de laranja
bolo
frango
carne moída.
Ao som das batidas do peito
meus dentes dançam
pulam
exasperam-se
arrancando raízes
sangrando pelas coroas
amálgamas, resinas.
Meus dentes,
umas figuras:
gigantes
anões
corcundas
dilacerados
altivos
afiados
todos debaixo
do céu vermelho da boca
à espera de um pescoço
um dedão bem feminino
o lóbulo de uma orelha com brinco
um par de coxas lambuzadas de creme.
Ecos de Copenhague - por José do Vale Pinheiro Feitosa sobre um texto do blog off do jornal la libération.
O desfecho da Conferência de Copenhague ainda ecoa no mundo . Afinal a mudança do clima não se descola da produção mundial e tampouco da crise financeira atual. Os atores da conferência eram os Estados Nacionais e o que se viu foi exatamente isso: a história em transformação e um processo de encontrar o novo. Não seria diferente e muita gente deve ter percebido isso: desde o início do século XX, quando se tomou consciência que a inteligência humana aplicada à produção resultara na maior produtividade jamais vista, que se busca uma sociedade mais solidária e menos sujeita à crises cíclicas, inclusive com guerras. Durante todo o século XX, mesmo quando se tratava de lutas pelo fim do colonialismo, havia uma forte desejo de progresso material e de uma sociedade menos exploradora do homem pelo homem. Não tenhamos dúvida, esta questão do clima está nesta mesma matriz, procurar uma ordem mundial mais solidária e menos exploradora, portanto com menos privilegiados.
Mais ainda, como a ordem mundial se faz pelos Estados Nacionais, aquele com maior poder, que mais se apropria da produção mundial, no caso os EUA, sempre ditou os rumos e as regras da acumulação. Agora a coisa toda está em crise. Atores que não tinham peso começam a aparecer. Outros que não poderiam se manifestar, começam a questionar. E os ator principal, os EUA, não conseguem mais dar o rumo.
Este texto abaixo foi publicado no "le blog off" do Journal La Libération e foi traduzido pela Caia Fittipaldi. Para não aumentar muito a postagem, vou colocar nos comentários o texto original em Francês para aqueles que tenham facilidade com a língua poderem fazer sua checagem sobre a tradução para o Português:
"É verdade que, sendo eu argentina, o que aqui escrevo parecerá meio esquisito. Paciência. Acabamos de assistir, no quadro da total degringolada das negociações sobre o clima em Copenhague, ao fracasso final de uma superpotência (os EUA) e à vigorosa entrada em cena de uma nação (Brasil) que esperava impaciente para ocupar seu lugar.
Os discursos de Obama e Lula foram muito mais que discursos sobre as questões que se esperava que nossos chefes de Estado devessem resolver em Copenhague. Esses dois discursos, em minha opinião, marcarão para sempre a longa e tortuosa história do declínio do império norte-americano.
Recusar-se a negociar é o primeiro sinal de fraqueza dos “poderosos”. Hoje, Obama não deu qualquer sinal de qualquer flexibilidade possível, nos três temas que pôs sobre a mesa. E isso, depois de ter cuidadosamente evitado assumir que os EUA são os principais responsáveis históricos pela acumulação na atmosfera, de gases de efeito estufa.
Quanto a Lula... tudo é liderança, vontade, desejo, ambição. Evidentemente Lula não é perfeito – mas a questão não é essa. O que interessa é que Lula mostrou aos olhos do mundo que seu país está pronto para jogar o jogo dos grandes, na quadra principal.
Assistimos na 6ª-feira em Copenhague, já disse, ao fracasso de uma superpotência encarquilhada, curvada sobre ela mesma, afogada em instituições anacrônicas, sufocada por lobbies impressionantes, sitiada por mídias que condenam os cidadãos à ignorância e ao medo do próximo, e os fazem sufocar de medo do futuro.
É chegada a hora da potência descomplexada e abertamente ambiciosa e desejante do Presidente Lula. Lula não se assusta ante a tarefa de assumir o comando de um barco quase completamente naufragado."
Mais ainda, como a ordem mundial se faz pelos Estados Nacionais, aquele com maior poder, que mais se apropria da produção mundial, no caso os EUA, sempre ditou os rumos e as regras da acumulação. Agora a coisa toda está em crise. Atores que não tinham peso começam a aparecer. Outros que não poderiam se manifestar, começam a questionar. E os ator principal, os EUA, não conseguem mais dar o rumo.
Este texto abaixo foi publicado no "le blog off" do Journal La Libération e foi traduzido pela Caia Fittipaldi. Para não aumentar muito a postagem, vou colocar nos comentários o texto original em Francês para aqueles que tenham facilidade com a língua poderem fazer sua checagem sobre a tradução para o Português:
"É verdade que, sendo eu argentina, o que aqui escrevo parecerá meio esquisito. Paciência. Acabamos de assistir, no quadro da total degringolada das negociações sobre o clima em Copenhague, ao fracasso final de uma superpotência (os EUA) e à vigorosa entrada em cena de uma nação (Brasil) que esperava impaciente para ocupar seu lugar.
Os discursos de Obama e Lula foram muito mais que discursos sobre as questões que se esperava que nossos chefes de Estado devessem resolver em Copenhague. Esses dois discursos, em minha opinião, marcarão para sempre a longa e tortuosa história do declínio do império norte-americano.
Recusar-se a negociar é o primeiro sinal de fraqueza dos “poderosos”. Hoje, Obama não deu qualquer sinal de qualquer flexibilidade possível, nos três temas que pôs sobre a mesa. E isso, depois de ter cuidadosamente evitado assumir que os EUA são os principais responsáveis históricos pela acumulação na atmosfera, de gases de efeito estufa.
Quanto a Lula... tudo é liderança, vontade, desejo, ambição. Evidentemente Lula não é perfeito – mas a questão não é essa. O que interessa é que Lula mostrou aos olhos do mundo que seu país está pronto para jogar o jogo dos grandes, na quadra principal.
Assistimos na 6ª-feira em Copenhague, já disse, ao fracasso de uma superpotência encarquilhada, curvada sobre ela mesma, afogada em instituições anacrônicas, sufocada por lobbies impressionantes, sitiada por mídias que condenam os cidadãos à ignorância e ao medo do próximo, e os fazem sufocar de medo do futuro.
É chegada a hora da potência descomplexada e abertamente ambiciosa e desejante do Presidente Lula. Lula não se assusta ante a tarefa de assumir o comando de um barco quase completamente naufragado."
Revelação do Amigo Secreto - por Cariricaturas
Domingo ! por Zélia Moreira
Hoje amanheci com as músicas do novo cd de Maria Betânia na cabeça e nos ouvidos.
Vale a pena conferir.
Deixo pra vocês a letra da última faixa, que se chama:
DOMINGO.
(Roque Ferreira)
Veja meu bem
Que hoje é domingo
Domingo eu não choro
Domingo eu não sofro
Domingo eu sou de paz e alegria
Tristeza hoje eu não estou
Saudade volte outro dia
Domingo eu não sou boa companhia
Se o amor quer me deixar
Que deixe num domingo
Eu não vou reclamar
E posso até achar
Que ficar só é lindo
Domingo a minha vida é o circo
Eu sou a trapezista
Alguém avise a dor,
Que não insista.
Deixo aqui também alguns dados referentes ao compositor Roque Ferreira.
Roque Ferreira
Estudioso da paisagem cultural brasileira, Roque nasceu em 1947 em Nazaré das Farinhas, no interior da Bahia, e começou a fazer samba de roda - gênero característico do recôncavo baiano, com melodia rica, harmonia simples e versos curtos - quando se mudou para Salvador, aos 14 anos de idade.
Pouca gente sabe, mas o nome de Roque Ferreira está presente em muitos discos dos maiores sambistas brasileiros. Desde 1979, quando foi lançado por Clara Nunes no LP Esperança, até os mais recentes discos de Zeca Pagodinho, Dudu Nobre, Elton Medeiros, Martinho da Vila e Beth Carvalho, entre outros, o compositor tem sido uma referência do samba de roda baiano. São dele duas músicas-títulos da discografia de Zeca Pagodinho: Samba pras Moças e Água da Minha Sede (com Dudu Nobre), sem falar na famosa Pro Amor Render, parceria com Dudu Nobre gravado por Martinho da Vila em 1999.
Outra informação interessante é que nesse ano Maria Betânia lançou dois cds. Um romântico, TEU, nele eu encontrei Domingo. O outro Encantadeira, tem quatro músicas do compositor citado.
Tenham um bom domingo e uma semana de muitas alegrias. Afinal tá chegando o Natal!
Para todos os colaboradores e leitores do Cariricaturas, meu desejo que o verdadeiro sentido do natal prevaleça trazendo PAZ, AMOR, SAÚDE....enfim o que há de melhor pra todos nós.
Vale a pena conferir.
Deixo pra vocês a letra da última faixa, que se chama:
DOMINGO.
(Roque Ferreira)
Veja meu bem
Que hoje é domingo
Domingo eu não choro
Domingo eu não sofro
Domingo eu sou de paz e alegria
Tristeza hoje eu não estou
Saudade volte outro dia
Domingo eu não sou boa companhia
Se o amor quer me deixar
Que deixe num domingo
Eu não vou reclamar
E posso até achar
Que ficar só é lindo
Domingo a minha vida é o circo
Eu sou a trapezista
Alguém avise a dor,
Que não insista.
Deixo aqui também alguns dados referentes ao compositor Roque Ferreira.
Roque Ferreira
Estudioso da paisagem cultural brasileira, Roque nasceu em 1947 em Nazaré das Farinhas, no interior da Bahia, e começou a fazer samba de roda - gênero característico do recôncavo baiano, com melodia rica, harmonia simples e versos curtos - quando se mudou para Salvador, aos 14 anos de idade.
Pouca gente sabe, mas o nome de Roque Ferreira está presente em muitos discos dos maiores sambistas brasileiros. Desde 1979, quando foi lançado por Clara Nunes no LP Esperança, até os mais recentes discos de Zeca Pagodinho, Dudu Nobre, Elton Medeiros, Martinho da Vila e Beth Carvalho, entre outros, o compositor tem sido uma referência do samba de roda baiano. São dele duas músicas-títulos da discografia de Zeca Pagodinho: Samba pras Moças e Água da Minha Sede (com Dudu Nobre), sem falar na famosa Pro Amor Render, parceria com Dudu Nobre gravado por Martinho da Vila em 1999.
Outra informação interessante é que nesse ano Maria Betânia lançou dois cds. Um romântico, TEU, nele eu encontrei Domingo. O outro Encantadeira, tem quatro músicas do compositor citado.
Tenham um bom domingo e uma semana de muitas alegrias. Afinal tá chegando o Natal!
Para todos os colaboradores e leitores do Cariricaturas, meu desejo que o verdadeiro sentido do natal prevaleça trazendo PAZ, AMOR, SAÚDE....enfim o que há de melhor pra todos nós.
.
Abraços!
Abraços!
Zélia Moreira
Salpicão para a sua ceia de Natal
Ingredientes
700 g de bacalhau escaldado e desfiado
3 cenouras grandes ralada
1 pacote de 200 g de batata palha
1 lata de ervilha
2 lata de milho verde
8 dentes de alho amassado
5 colheres de sopa de azeite
2 cebola ralada
2 pimentões cortado em tiras finas
Suco de 2 limões
Manjericão à gosto
100 g de azeitona picada
Sal a gosto
3 colheres de sopa de molho de tomate pronto
1/2 xícara de chá de cheiro verde picado
Maionese à gosto
Modo de Preparo
Em uma panela aqueça o azeite e doure o alho e a cebola .Depois refogue o pimentão, acrescente o bacalhau e o limão, mexa e deixe dourar um pouco e depois acrescente o cheiro verde, a azeitona, o sal e o manjericão. Coloque em um refratário, misture com a cenoura, o milho a ervilha, a batata palha, deixe um pouco da batata para jogar por cima para ficar crocante, e a maionese.Misture tudo.
Matéria receebida por e-mail
DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA...
"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado
No CEARÁ, para quem não sabe, houve também um crime idêntico ao do “Araguaia”, contudo em piores proporções, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato JOSÉ LOURENÇO, seguidor do padre Cícero Romão Batista.
O CRIME DE LESA HUMANIDADE
A ação criminosa deu-se inicialmente através de bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como se ao mesmo tempo, fossem juízes e algozes.
A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS
Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará foi de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO / CRIME CONTRA A HUMANIDADE é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira bem como pelos Acordos e Convenções internacionais, e por isso a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - Ceará, ajuizou no ano de 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que: a) seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) sejam os restos mortais exumados e identificados através de DNA e enterrados com dignidade, c) os documentos do massacre sejam liberados para o público e o crime seja incluído nos livros de história, d) os descendentes das vítimas e sobreviventes sejam indenizados no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos
A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO
A Ação Civil Pública inicialmente foi distribuída para o MM. Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, redistribuída para a 16ª Vara Federal na cidade de Juazeiro do Norte/CE, e lá chegando, foi extinta sem julgamento do mérito em 16.09.2009.
AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5
A SOS DIREITOS HUMANOS inconformada com a decisão do magistrado da 16ª Vara de Juazeiro do Norte/CE, apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife, com os seguintes argumentos: a) não há prescrição porque o massacre do Sítio Caldeirão, é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos das vítimas do Sítio Caldeirão não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do Czar Romanov, que foi morta no ano de 1918 e encontrada nos anos de 1991 e 2007;
A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA
A SOS DIREITOS HUMANOS, a exemplo dos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, por violação dos direitos humanos perpetrado contra a comunidade do Sítio Caldeirão.
PROJETO CORRENTE DO BEM
A SOS DIREITOS HUMANOS pede que todo aquele que se solidarizar com esta luta que repasse esta notícia para o próximo internauta bem como, para seu representante na Câmara municipal, Assembléia Legislativa, Câmara e Senado Federal, solicitando dos mesmos um pronunciamento exigindo ao Governo Federal que informe a localização da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão.
PAZ E SOLIDARIEDADE,
Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197 – 8719.8794
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br
Postado por Atualizações via email no blog Cariricaturas em 20 de dezembro de 2009 09:38
"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado
No CEARÁ, para quem não sabe, houve também um crime idêntico ao do “Araguaia”, contudo em piores proporções, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato JOSÉ LOURENÇO, seguidor do padre Cícero Romão Batista.
O CRIME DE LESA HUMANIDADE
A ação criminosa deu-se inicialmente através de bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como se ao mesmo tempo, fossem juízes e algozes.
A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS
Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará foi de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO / CRIME CONTRA A HUMANIDADE é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira bem como pelos Acordos e Convenções internacionais, e por isso a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - Ceará, ajuizou no ano de 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que: a) seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) sejam os restos mortais exumados e identificados através de DNA e enterrados com dignidade, c) os documentos do massacre sejam liberados para o público e o crime seja incluído nos livros de história, d) os descendentes das vítimas e sobreviventes sejam indenizados no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos
A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO
A Ação Civil Pública inicialmente foi distribuída para o MM. Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, redistribuída para a 16ª Vara Federal na cidade de Juazeiro do Norte/CE, e lá chegando, foi extinta sem julgamento do mérito em 16.09.2009.
AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5
A SOS DIREITOS HUMANOS inconformada com a decisão do magistrado da 16ª Vara de Juazeiro do Norte/CE, apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife, com os seguintes argumentos: a) não há prescrição porque o massacre do Sítio Caldeirão, é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos das vítimas do Sítio Caldeirão não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do Czar Romanov, que foi morta no ano de 1918 e encontrada nos anos de 1991 e 2007;
A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA
A SOS DIREITOS HUMANOS, a exemplo dos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, por violação dos direitos humanos perpetrado contra a comunidade do Sítio Caldeirão.
PROJETO CORRENTE DO BEM
A SOS DIREITOS HUMANOS pede que todo aquele que se solidarizar com esta luta que repasse esta notícia para o próximo internauta bem como, para seu representante na Câmara municipal, Assembléia Legislativa, Câmara e Senado Federal, solicitando dos mesmos um pronunciamento exigindo ao Governo Federal que informe a localização da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão.
PAZ E SOLIDARIEDADE,
Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197 – 8719.8794
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br
Postado por Atualizações via email no blog Cariricaturas em 20 de dezembro de 2009 09:38
O Show na Terra
Luiz Domingos de Luna*
É muito fácil observar
A presilha dos seres humanos
Sentidos, prazeres, desenganos.
Uma paisagem a embelezar
Tudo parece um sonho
Emoções sentimentos
Um corpo lançado ao vento
Na busca de um mundo risonho
Cada um num carrossel a girar
O filme da vida pontuando
O Futuro ao presente ocupando
A Câmera a história registrar
A máquina humana em movimento
Os líquidos internos em plena ação
Uma desordem que vai parar- Pena!
Deixar a cadeira, para outro ocupar.
É um show com tempo determinado
É Viver plenamente a emoção?
É A razão e emoção conjuntamente
Ou o grande parque da Ilusão?
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora (CE)
É muito fácil observar
A presilha dos seres humanos
Sentidos, prazeres, desenganos.
Uma paisagem a embelezar
Tudo parece um sonho
Emoções sentimentos
Um corpo lançado ao vento
Na busca de um mundo risonho
Cada um num carrossel a girar
O filme da vida pontuando
O Futuro ao presente ocupando
A Câmera a história registrar
A máquina humana em movimento
Os líquidos internos em plena ação
Uma desordem que vai parar- Pena!
Deixar a cadeira, para outro ocupar.
É um show com tempo determinado
É Viver plenamente a emoção?
É A razão e emoção conjuntamente
Ou o grande parque da Ilusão?
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora (CE)
AS GRANDES CRISES DO MUNDO ATUAL: UM CENÁRIO POSSÍVEL DE ACONTECER?
As crises sempre rondaram nosso modo de viver e ser. E quando menos esperamos somos assaltados novamente por elas. E para que não sejamos pegos de surpresa precisamos estar bem informados e criar estratégias para uma situação de emergência. Posso citar as principais crises do mundo moderno: a) crise da razão instrumental; b) crise moral e ética; c) crise energética; d) crise ecológica; e) crise econômica; f) crise ideológica; g) crise existencial. Em síntese vivemos uma mega-crise geral que nos afeta e nos impede de sermos livres e felizes de fato.
O grande desafio é entender essa mega-crise quando estamos a um passo de sentir sua força destruidora e transformadora, por exemplo, na crise econômica da maior economia do mundo (E.U.A). Podemos compará-la a um furacão que vai se formando lentamente no oceano. E assim, logo que cresce em força destrói tudo que encontra pela frente no continente. E com certeza os prognósticos apontam indícios de que ela poderá acontecer (ou não) de fato varrendo economias nacionais no mundo inteiro. Isto porque, o sistema econômico mundial está interligado e interdependente. E se a economia americana entrar de novo em recessão puxará de vez as economias nacionais em crescimento: Japão, China, índia, Brasil etc. O olho desse furacão em formação é sem dúvida a economia dos E.U.A. Os especialistas afirmam que a dívida do povo americano corresponde ao PIB americano, ou seja, 11 trilhões de dólares. E a dívida pública americana está nesse mesmo tamanho – 11 trilhões de dólares! E como o Brasil ainda tem sua moeda atrelada ao dólar – imagine o que vai acontecer quando o dólar despencar de vez? Uma pessoa bem informada agiria com prudência sabendo dessa situação, poupando agora para se manter seguro na hora em que o furacão econômico provocar a grande crise recessiva.
A outra grande crise em curso é sem dúvida a energética. Vejamos porque. A força produtiva do mundo depende do consumo de energia básica ou primária (petróleo, gás, carvão, energia nuclear, hidrelétrica etc.) para a produção de energia secundária (energia elétrica e outras formas de energia). A matriz energética mundial é bem diversificada. Alguns países como o Brasil utilizam-se de energia “limpa” como a hidrelétrica. Outros ao contrário consomem energias não limpas (p.ex.: queima de petróleo (e seus derivados) e carvão mineral e vegetal) que por sua vez põe em risco a qualidade de vida do planeta. Grandes potências, como os E.U.A, optaram estrategicamente, em séculos passados, por energias não limpas, e agora além de sofrer pressões internacionais precisam mudar sua matriz energética, uma vez que o impacto (social e ambiental) e o custo dessas energias aumentam a cada ano. E eles sabem que não podem mudar sua matriz energética de uma hora para outra (por isso mesmo que os E.U.A não assinaram o tratado de KIOTO). A crise energética puxa uma outra crise: a crise ecológica.
Na busca crescente de novas fontes de energia (não renováveis) o impacto é inevitável. Para se produzir precisa-se explorar e retirar recursos e explorar fontes de energia da natureza – não existe mágica ou milagre! Estudos vêm mostrando que a produção de alimentos sofrerá grandes alterações devido à mudança climática já em curso. O aumento de temperatura do planeta de 2 ou mais graus Celsius afetará diversas culturas no campo, fazendo com que se invista em novas pesquisas genéticas ou provocando a migração dessas culturas para países de clima frio (p.ex.: o café de São Paulo poderá ir para a Argentina).
A crise ecológica afetará populações imensas - os chamados refugiados do clima. Ou seja, uma imensa massa humana terá que deixar sua terra natal em busca de um clima que permita uma sobrevivência mínima. Essa massa de gente faminta, sem terra e sem perspectiva de sobrevivência inchará os grandes centros urbanos, fazendo com que se mude o planejamento dessas cidades e conseqüentemente o controle social e as políticas públicas. A violência tenderá a aumentar e com isso novas formas ou mecanismos de coação, por parte do Estado através de suas leis, deverão tornar a vida social altamente regulada.
Nesse contexto, a crise política surge porque as classes excluídas reivindicarão e lutarão por terra, trabalho e capital. E com a crise econômica em andamento, não se permitirá uma distribuição equitativa da riqueza nacional, o caos moral se instalará de vez. A vida social perderá seu eixo de equilíbrio, e milhões de pessoas no mundo inteiro sucumbirão (p. ex.: na África) devido à carência de informação, conhecimento, matéria-prima, trabalho, água e terras habitáveis. É importante frisar que a população mundial aumentou 6 vezes de 1840 para cá (de 1 bilhão para 6 bilhões). E o processo de desertificação aumenta ano a ano. Isso implica dizer e inferir, que se a população mundial aumenta e os recursos do planeta (a matéria-prima diminui também devido à alta produção e o alto consumo dos países industrializados) o cenário que se apresenta é de escassez para os pobres e acumulação para os ricos numa guerra ideológica e cultural - entre nações desiguais! A luta pela sobrevivência vem se dando no campo científico e tecnológico.
A divisão de tarefas no mundo globalizado vem acontecendo em três partes: os criadores, os produtores e os consumidores. Os criadores exigem atualização de conhecimento em função da demanda de novos produtos, novas tecnologias e novos serviços. A riqueza dos criadores vem sendo realizada a custa da exploração da natureza, submissão e dependência dos outros dois (os produtores e os consumidores). Essa situação conduz a massa humana global a se voltar para sua realização material mínima (para não sucumbir ou ficar excluída e morrer) forçando a todos negarem sua realização espiritual e existencial.
No grande encontro das nações – COP-15 – em Copenhague ficou evidente que os grandes não querem se comprometer em contribuir para resolver de fato a mega crise ecológica que poderá inviabilizar a vida saudável no planeta. Milhões de indivíduos perderão suas terras e terão suas vidas ameaçadas diante dos impactos do aquecimento global. O cenário está sendo montado, mas mesmo assim as decisões são lentas no sentido de frear ou minimizar os efeitos das mudanças climáticas já em curso. No meio de tudo isso se encontra o cidadão comum, trabalhador, trabalhadora, empregado ou patrão tocando suas vidas sem poder interferir ou mudar a lógica da destruição planetária: eles são peças da própria engrenagem alienada de produção e consumo desequilibrado.
O fascínio da ciência humana em controlar e dominar a natureza vem provocando o seu próprio descontrole e desgoverno no processo de criação, produção e consumo. As ideologias (de esquerda ou de direita) nada poderão fazer para criar um novo paradigma revolucionário e transformador para a união e bem de todos sem distinção. E como conseqüência desse caos social, ecológico, ético e tecnológico teremos dois mundos distintos: os excluídos e os incluídos. Os excluídos serão aqueles dominados e explorados pela cultura do mais forte e do melhor. Os incluídos, por sua vez, serão aqueles que conseguiram impor suas ideologias e culturas do darwinismo social: vence o mais qualificado e mais insensível a dor alheia. A solidariedade, nesse contexto, será um princípio muito disseminado, mas pouco praticado. A busca mais elevada de sua natureza interior será substituída pela busca menos elevada exterior na disputa por um pedaço de chão, de pão, de recurso e de capital. Daí surgirá uma mega crise interior como conseqüência de um processo de conquista fora de sua própria natureza e consciência de si-existencial. Atualmente nos tornamos seres dependentes do trabalho pragmático e instrumental em busca de uma “felicidade” apenas formal, ilusória e material.
O poder da lógica racional alienante e predominante na estratégia de produção e consumo acelerado, impedirá a evolução da sensibilidade humana. E assim, a lógica do coração será esquecida e o Amor se esfriará mais ainda, gelando cada coração humano. E a vida perderá sentido de ser e existir – se as crises continuarem crescendo como estão atualmente!
Prof.(URCA) Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com
Cântico - Domingos Barroso

Céu é uma morte serena
que desce a meio-fio
pelo córrego de águas mansas
sob um dia de sol.
A casca de ovo,
o barquinho de papel
é o corpo,
é a alma.
Inferno é quando chove
as águas turvam-se
cai uma tormenta -
a casca de ovo
tritura-se por inteira;
o barquinho de papel
some entre fendas.
Não tem mais volta
Não tem mais volta
mesmo que brilhe outro dia
e raios deslizem noutra calçada.
por Domingos Barroso
Prontos para o Século XIX
Muitos professores e seus compêndios enxergam o mundo de hoje como ele era no tempo dos tílburis. Com a justificativa de "incentivar a cidadania", incutem ideologias anacrônicas e preconceitos esquerdistas nos alunos.
Monica Weinberg e Camila Pereira
Tema para reflexão: vale a pena usar chocadeiras artificiais para acelerar a produção de frango? Deu-se com isso o início de uma das aulas de geografia no Colégio Ateneu Salesiano Dom Bosco, de Goiânia, escola particular que aparece entre as melhores do país em rankings oficiais. Da platéia, formada por alunos às vésperas do vestibular, alguém diz: "Com as chocadeiras, o homem altera o ritmo da vida pelo lucro". O professor Márcio Santos vibra. "Você disse tudo! O homem se perdeu na necessidade de fazer negócio, ter lucro, exportar." E põe-se a cantar freneticamente Homem Primata / Capitalismo Selvagem / Ôôô (dos Titãs), no que é acompanhado por um enérgico coro de estudantes. Cena muito parecida teve lugar em uma classe do Colégio Anchieta, de Porto Alegre, outro que figura entre os melhores do país. Lá, a aula de história era animada por um jogral. No comando, o professor Paulo Fiovaranti. Ele pergunta: "Quem provoca o desemprego dos trabalhadores, gurizada?". Respondem os alunos: "A máquina". Indaga, mais uma vez, o professor: "Quem são os donos das máquinas?" E os estudantes: "Os empresários!". É a deixa para Fiovaranti encerrar com a lição de casa: "Então, quem tem pai empresário aqui deve questionar se ele está fazendo isso". Fim de aula.
Os dois episódios, ambos presenciados por VEJA, não são raridade nas escolas brasileiras. Ao contrário. Eles exemplificam uma tendência prevalente entre os professores brasileiros de esquerdizar a cabeça das crianças. Parece bobagem, uma curiosidade até pitoresca num mundo em que a empregabilidade e o sucesso na vida profissional dependem cada vez mais do desempenho técnico, do rigor intelectual, da atualização do pensamento e do conhecimento. Não é bobagem. A doutrinação esquerdista é predominante em todo o sistema escolar privado e particular. É algo que os professores levam mais a sério do que o ensino das matérias em classe, conforme revela a pesquisa CNT/Sensus encomendada por VEJA. Pobres alunos.
Eles estão sendo preparados para viver no fim do século XIX, quando o marxismo surgiu como uma ideologia modernizante, capaz não apenas de explicar mas de mudar o mundo para melhor, acelerando a marcha da história rumo a uma sociedade sem classes. Bem, estamos no século XXI, o comunismo destruiu a si próprio em miséria, assassinatos e injustiças durante suas experiências reais no século passado. É embaraçoso que o marxismo-leninismo sobreviva apenas em Cuba, na Coréia do Norte e nas salas de aula de escolas brasileiras. As chocadeiras produzem os frangos vendidos a menos de 5 reais nos supermercados brasileiros, e isso propicia a dose mínima de proteína a famílias que, de outra forma, estariam mal nutridas. A realidade não interessa nas aulas como a do professor Márcio Santos. O que interessa? Passar a idéia de que as máquinas tiram empregos. Elas tiram? Tiraram no começo dos processos de robotização e automação de fábricas nos anos 90. Hoje, sem robôs e máquinas, os empregos nem sequer seriam criados. Mas dizer isso pode desagradar ao espírito do velho barbudo enterrado no novo Cemitério de Highgate, em Londres. Os professores esquerdistas veneram muito aquele senhor que viveu à custa de um amigo industrial, fez um filho na empregada da casa e, atacado pela furunculose, sofreu como um mártir boa parte da existência. Gostam muito dele, fariam tudo por ele, menos, é claro, lê-lo – pois Karl Marx é um autor rigoroso, complexo, profundo que, mesmo tendo apenas uma de suas idéias ainda levada a sério hoje – a Teoria da Alienação –, exige muito esforço para ser compreendido. "A salada ideológica resulta da leitura de resumos dos grandes pensadores", diz o filósofo Roberto Romano. Gente que vê maldade em chocadeiras e mal em empresários que usam máquinas em suas fábricas no século XXI não pode ter lido Karl Marx. É de supor que não tenham lido muito, quase nada. Mas são esses senhores que ensinam nossos filhos nas melhores escolas brasileiras – sem, diga-se, que os pais se incomodem com isso.
A pesquisa CNT/Sensus ouviu 3 000 pessoas de 24 estados brasileiros, entre pais, alunos e professores de escolas públicas e particulares. Sua conclusão nesse particular é espantosa. Os pais (61%) sabem que os professores fazem discursos politicamente engajados em sala de aula e acham isso normal. Os professores, em maior proporção, reconhecem que doutrinam mesmo as crianças e acham que isso é sua missão principal – algo muito mais vital do que ensinar a interpretar um texto ou ser um bamba em matemática. Para 78% dos professores, o discurso engajado faz sentido, uma vez que atribuem à escola, antes de tudo, a função de "formar cidadãos" – à frente de "ensinar a matéria" ou "preparar as crianças para o futuro". Muito bonito se não estivessem nesse processo preparando os alunos para um mundo que acabou e diminuindo suas chances de enfrentar a realidade da vida depois que saírem do ambiente escolar. Para atacar um problema, o primeiro passo é reconhecer sua existência. Esse é o mérito da pesquisa CNT/Sensus.
Adversária do exercício intelectual, a ideologização do ensino pode ser resultado em parte também do despreparo dos professores para o desempenho da função. No ensino básico, 52% lecionam matérias para as quais não receberam formação específica – 22% deles nunca freqüentaram faculdade. Para esses, os chavões de esquerda servem como uma espécie de muleta, um recurso a que se recorre na falta de informação. "Repetir meia dúzia de slogans é muito mais fácil do que estudar e ler grandes obras. Por isso, a ideologização é mais comum onde impera a ignorância", diz o historiador Marco Antonio Villa. A questão não é exatamente nova na educação. Meio século atrás, a filósofa alemã Hannah Arendt já alertava para o equívoco de fazer das aulas um lugar para a doutrinação ideológica, qualquer que fosse o matiz. Em A Crise na Educação, ela dizia: "Em vez de (o professor) juntar-se a seus iguais, assumindo o esforço da persuasão e correndo o risco do fracasso, há a intervenção ditatorial, baseada na absoluta superioridade do adulto". Ao refletirem sobre o atual cenário, os especialistas concordam com a idéia central da filósofa. Está claro, e a própria experiência mostra isso, que o viés político retira da escola aquilo que deveria, afinal, ser seu atributo número 1: ensinar a pensar – verbo cuja origem, do latim, significa justamente pesar. Diz o sociólogo Simon Schwartzman: "O verdadeiro exercício intelectual se faz ao colocar as idéias e os juízos numa balança, algo que só é possível com uma ampla liberdade de investigação e de crítica."
Não é o caso na maioria das salas de aula. Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores brasileiros ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado.
Entre as figuras históricas e da atualidade mais citadas em classe está, como não poderia deixar de ser, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As referências a Lula são contidas. O presidente brasileiro obtém aprovação menor entre os professores, segundo relatam os estudantes, do que aquela com que a sociedade brasileira em geral o brinda. Ele tem 70% de avaliação positiva dos brasileiros, mas na boca dos professores esse índice cai para 30% – com 27% de citações negativas e 43% de neutras. Ressalte-se aqui que é um ponto louvável para os mestres o fato de, como mostram os números relativos a Lula, eles não fazerem proselitismo eleitoral em classe – mesmo que seja preciso relevar o fato de o ditador venezuelano Hugo Chávez ter merecido 51% de citações positivas. A neutralidade e o comedimento em relação a Lula desautorizam a interpretação de que os professores tentam direcionar o voto dos alunos, o que seria desastroso. É sinal de que sua pregação, mesmo equivocada, se mantém no nível das idéias – o que é excelente.
"Eu e todos os meus colegas professores temos, sim, uma visão de esquerda – e seria impossível isso não aparecer em nossos livros. Faço esforço para mostrar o outro lado", diz a geógrafa Sonia Castellar, que há vinte anos dá aulas na faculdade de pedagogia da Universidade de São Paulo (USP) e escreveu Geografia, um dos best-sellers nas escolas particulares (livro que tem dois de seus trechos comentados por VEJA na reportagem seguinte). "Reconheço o viés esquerdista nos livros e apostilas, fruto da formação marxista dos professores. Mas não temos nenhuma intenção de formar uma geração de jovens socialistas", diz Miguel Cerezo, responsável pelo conteúdo publicado nas apostilas do COC (de onde foram extraídos quatro trechos comentados pela revista). À luz de outra pesquisa em profundidade feita pelo Ibope em colaboração com a revista Nova Escola, editada pela Fundação Victor Civita, os professores da rede pública revelam que, para eles, o principal problema da sala de aula é, de longe (77%), a ausência dos pais no processo educativo. Repousam na colaboração entre pais e professores a correção dos rumos do ensino no país e a aceleração da curva de melhora de desempenho que começa a se desenhar. A questão do excesso de ideologização é um desses problemas que podem ser abordados em conjunto por pais e professores. Demanda para o diálogo existe. O advogado Miguel Nagib fundou, há quatro anos, em Brasília, a ONG Escola Sem Partido, com o objetivo de chamar atenção para a ideologização do ensino na sala de aula. Nagib se incomodou com os sinais do problema na escola particular de sua filha, então com 15 anos, onde o professor de história gostava de comparar Che Guevara a São Francisco de Assis. Foi ao colégio reclamar. Diz Nagib: "As escolas precisam ficar sabendo que muitos pais não concordam com essa visão".
Veja, edição 2074, 20.08.2008
http://veja.abril.uol.com.br/200808/p_076.shtml
Monica Weinberg e Camila Pereira
Tema para reflexão: vale a pena usar chocadeiras artificiais para acelerar a produção de frango? Deu-se com isso o início de uma das aulas de geografia no Colégio Ateneu Salesiano Dom Bosco, de Goiânia, escola particular que aparece entre as melhores do país em rankings oficiais. Da platéia, formada por alunos às vésperas do vestibular, alguém diz: "Com as chocadeiras, o homem altera o ritmo da vida pelo lucro". O professor Márcio Santos vibra. "Você disse tudo! O homem se perdeu na necessidade de fazer negócio, ter lucro, exportar." E põe-se a cantar freneticamente Homem Primata / Capitalismo Selvagem / Ôôô (dos Titãs), no que é acompanhado por um enérgico coro de estudantes. Cena muito parecida teve lugar em uma classe do Colégio Anchieta, de Porto Alegre, outro que figura entre os melhores do país. Lá, a aula de história era animada por um jogral. No comando, o professor Paulo Fiovaranti. Ele pergunta: "Quem provoca o desemprego dos trabalhadores, gurizada?". Respondem os alunos: "A máquina". Indaga, mais uma vez, o professor: "Quem são os donos das máquinas?" E os estudantes: "Os empresários!". É a deixa para Fiovaranti encerrar com a lição de casa: "Então, quem tem pai empresário aqui deve questionar se ele está fazendo isso". Fim de aula.
Os dois episódios, ambos presenciados por VEJA, não são raridade nas escolas brasileiras. Ao contrário. Eles exemplificam uma tendência prevalente entre os professores brasileiros de esquerdizar a cabeça das crianças. Parece bobagem, uma curiosidade até pitoresca num mundo em que a empregabilidade e o sucesso na vida profissional dependem cada vez mais do desempenho técnico, do rigor intelectual, da atualização do pensamento e do conhecimento. Não é bobagem. A doutrinação esquerdista é predominante em todo o sistema escolar privado e particular. É algo que os professores levam mais a sério do que o ensino das matérias em classe, conforme revela a pesquisa CNT/Sensus encomendada por VEJA. Pobres alunos.
Eles estão sendo preparados para viver no fim do século XIX, quando o marxismo surgiu como uma ideologia modernizante, capaz não apenas de explicar mas de mudar o mundo para melhor, acelerando a marcha da história rumo a uma sociedade sem classes. Bem, estamos no século XXI, o comunismo destruiu a si próprio em miséria, assassinatos e injustiças durante suas experiências reais no século passado. É embaraçoso que o marxismo-leninismo sobreviva apenas em Cuba, na Coréia do Norte e nas salas de aula de escolas brasileiras. As chocadeiras produzem os frangos vendidos a menos de 5 reais nos supermercados brasileiros, e isso propicia a dose mínima de proteína a famílias que, de outra forma, estariam mal nutridas. A realidade não interessa nas aulas como a do professor Márcio Santos. O que interessa? Passar a idéia de que as máquinas tiram empregos. Elas tiram? Tiraram no começo dos processos de robotização e automação de fábricas nos anos 90. Hoje, sem robôs e máquinas, os empregos nem sequer seriam criados. Mas dizer isso pode desagradar ao espírito do velho barbudo enterrado no novo Cemitério de Highgate, em Londres. Os professores esquerdistas veneram muito aquele senhor que viveu à custa de um amigo industrial, fez um filho na empregada da casa e, atacado pela furunculose, sofreu como um mártir boa parte da existência. Gostam muito dele, fariam tudo por ele, menos, é claro, lê-lo – pois Karl Marx é um autor rigoroso, complexo, profundo que, mesmo tendo apenas uma de suas idéias ainda levada a sério hoje – a Teoria da Alienação –, exige muito esforço para ser compreendido. "A salada ideológica resulta da leitura de resumos dos grandes pensadores", diz o filósofo Roberto Romano. Gente que vê maldade em chocadeiras e mal em empresários que usam máquinas em suas fábricas no século XXI não pode ter lido Karl Marx. É de supor que não tenham lido muito, quase nada. Mas são esses senhores que ensinam nossos filhos nas melhores escolas brasileiras – sem, diga-se, que os pais se incomodem com isso.
A pesquisa CNT/Sensus ouviu 3 000 pessoas de 24 estados brasileiros, entre pais, alunos e professores de escolas públicas e particulares. Sua conclusão nesse particular é espantosa. Os pais (61%) sabem que os professores fazem discursos politicamente engajados em sala de aula e acham isso normal. Os professores, em maior proporção, reconhecem que doutrinam mesmo as crianças e acham que isso é sua missão principal – algo muito mais vital do que ensinar a interpretar um texto ou ser um bamba em matemática. Para 78% dos professores, o discurso engajado faz sentido, uma vez que atribuem à escola, antes de tudo, a função de "formar cidadãos" – à frente de "ensinar a matéria" ou "preparar as crianças para o futuro". Muito bonito se não estivessem nesse processo preparando os alunos para um mundo que acabou e diminuindo suas chances de enfrentar a realidade da vida depois que saírem do ambiente escolar. Para atacar um problema, o primeiro passo é reconhecer sua existência. Esse é o mérito da pesquisa CNT/Sensus.
Adversária do exercício intelectual, a ideologização do ensino pode ser resultado em parte também do despreparo dos professores para o desempenho da função. No ensino básico, 52% lecionam matérias para as quais não receberam formação específica – 22% deles nunca freqüentaram faculdade. Para esses, os chavões de esquerda servem como uma espécie de muleta, um recurso a que se recorre na falta de informação. "Repetir meia dúzia de slogans é muito mais fácil do que estudar e ler grandes obras. Por isso, a ideologização é mais comum onde impera a ignorância", diz o historiador Marco Antonio Villa. A questão não é exatamente nova na educação. Meio século atrás, a filósofa alemã Hannah Arendt já alertava para o equívoco de fazer das aulas um lugar para a doutrinação ideológica, qualquer que fosse o matiz. Em A Crise na Educação, ela dizia: "Em vez de (o professor) juntar-se a seus iguais, assumindo o esforço da persuasão e correndo o risco do fracasso, há a intervenção ditatorial, baseada na absoluta superioridade do adulto". Ao refletirem sobre o atual cenário, os especialistas concordam com a idéia central da filósofa. Está claro, e a própria experiência mostra isso, que o viés político retira da escola aquilo que deveria, afinal, ser seu atributo número 1: ensinar a pensar – verbo cuja origem, do latim, significa justamente pesar. Diz o sociólogo Simon Schwartzman: "O verdadeiro exercício intelectual se faz ao colocar as idéias e os juízos numa balança, algo que só é possível com uma ampla liberdade de investigação e de crítica."
Não é o caso na maioria das salas de aula. Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores brasileiros ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado.
Entre as figuras históricas e da atualidade mais citadas em classe está, como não poderia deixar de ser, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As referências a Lula são contidas. O presidente brasileiro obtém aprovação menor entre os professores, segundo relatam os estudantes, do que aquela com que a sociedade brasileira em geral o brinda. Ele tem 70% de avaliação positiva dos brasileiros, mas na boca dos professores esse índice cai para 30% – com 27% de citações negativas e 43% de neutras. Ressalte-se aqui que é um ponto louvável para os mestres o fato de, como mostram os números relativos a Lula, eles não fazerem proselitismo eleitoral em classe – mesmo que seja preciso relevar o fato de o ditador venezuelano Hugo Chávez ter merecido 51% de citações positivas. A neutralidade e o comedimento em relação a Lula desautorizam a interpretação de que os professores tentam direcionar o voto dos alunos, o que seria desastroso. É sinal de que sua pregação, mesmo equivocada, se mantém no nível das idéias – o que é excelente.
"Eu e todos os meus colegas professores temos, sim, uma visão de esquerda – e seria impossível isso não aparecer em nossos livros. Faço esforço para mostrar o outro lado", diz a geógrafa Sonia Castellar, que há vinte anos dá aulas na faculdade de pedagogia da Universidade de São Paulo (USP) e escreveu Geografia, um dos best-sellers nas escolas particulares (livro que tem dois de seus trechos comentados por VEJA na reportagem seguinte). "Reconheço o viés esquerdista nos livros e apostilas, fruto da formação marxista dos professores. Mas não temos nenhuma intenção de formar uma geração de jovens socialistas", diz Miguel Cerezo, responsável pelo conteúdo publicado nas apostilas do COC (de onde foram extraídos quatro trechos comentados pela revista). À luz de outra pesquisa em profundidade feita pelo Ibope em colaboração com a revista Nova Escola, editada pela Fundação Victor Civita, os professores da rede pública revelam que, para eles, o principal problema da sala de aula é, de longe (77%), a ausência dos pais no processo educativo. Repousam na colaboração entre pais e professores a correção dos rumos do ensino no país e a aceleração da curva de melhora de desempenho que começa a se desenhar. A questão do excesso de ideologização é um desses problemas que podem ser abordados em conjunto por pais e professores. Demanda para o diálogo existe. O advogado Miguel Nagib fundou, há quatro anos, em Brasília, a ONG Escola Sem Partido, com o objetivo de chamar atenção para a ideologização do ensino na sala de aula. Nagib se incomodou com os sinais do problema na escola particular de sua filha, então com 15 anos, onde o professor de história gostava de comparar Che Guevara a São Francisco de Assis. Foi ao colégio reclamar. Diz Nagib: "As escolas precisam ficar sabendo que muitos pais não concordam com essa visão".
Veja, edição 2074, 20.08.2008
http://veja.abril.uol.com.br/200808/p_076.shtml
DEDÉ DE ZEBA - O POETA DO CRATO - Por Edilma Rocha - Parte II
CRATO ANTIGO
Saudade da luz escura,
do poste feito de trilho;
da feira da Rapadura,
das velhas vendendo milho.
do papagaio da Raia,
do carro de Pedro Maia,
das moedas de derréis,
dos dramas lá do Cassino,
quando eu era menino,
e xingava Seu Moiséis.
Saudade do futebol,
sem ajuda e bem precário;
do tempo do Penarol,
no Campo do Seminário,
que a gente com jogo e briga,
bola feita de bexiga,
fazia time exelente.
Não tinha juiz nem mestre;
na Vazante dos Silveiras,
fazia o campo da gente.
O brilhar dos pirilampos,
sentindo as noites escuras,
na Praça Siqueira Campos,
faziam luz com ternuras.
Que prazer a gente tinha,
nas voltas lá na pracinha;
todo o passado restauro.
Da mijada escondida,
quando vinha da avenida,
no beco do Padre Lauro !
A festa da Padroeira,
que calor de animação !
O levantar da bandeira,
o concorrido leilão.
Oh! quando sinto saudade,
daquela rivalidade,
no meio das brincadeiras!
Tudo tinha mais valor;
eu até toquei tambor,
no bloco das Enfermeiras.
E meditando hoje fico,
relembrando com emoção,
Bar Central, de Zé Eurico,
ponto de reunião;
café, merenda e bilhar,
onde ficava a esperar,
muita gente como o quê,
para ouvir, num dia tal,
no rádio do Bar Central,
noticias da BBC.
E continuo a lembrar,
as coisas que muito amei:
o velho Grupo Escolar,
onde primeiro estudei,
Dona Aurea, impertinente,
brigava muito com a gente,
apesar de zeladora,
gostava de Dona Cila,
mas temia Dona Lila,
a mais dura diretora.
E tudo vem de mansinho,
para escrever no papel;
sanfoneiro Zé Neguinho,
lá no Café de Izabel.
Mestre Neco Fogueteiro,
no Cariri o primeiro,
no meu tempo de menino.
Como eu achava isso bom!
Tempo em que Cleto Milfont,
discursava no Casino.
Fonte- A Provincia, edições - Jurandir Temóteo
Saudade da luz escura,
do poste feito de trilho;
da feira da Rapadura,
das velhas vendendo milho.
do papagaio da Raia,
do carro de Pedro Maia,
das moedas de derréis,
dos dramas lá do Cassino,
quando eu era menino,
e xingava Seu Moiséis.
Saudade do futebol,
sem ajuda e bem precário;
do tempo do Penarol,
no Campo do Seminário,
que a gente com jogo e briga,
bola feita de bexiga,
fazia time exelente.
Não tinha juiz nem mestre;
na Vazante dos Silveiras,
fazia o campo da gente.
O brilhar dos pirilampos,
sentindo as noites escuras,
na Praça Siqueira Campos,
faziam luz com ternuras.
Que prazer a gente tinha,
nas voltas lá na pracinha;
todo o passado restauro.
Da mijada escondida,
quando vinha da avenida,
no beco do Padre Lauro !
A festa da Padroeira,
que calor de animação !
O levantar da bandeira,
o concorrido leilão.
Oh! quando sinto saudade,
daquela rivalidade,
no meio das brincadeiras!
Tudo tinha mais valor;
eu até toquei tambor,
no bloco das Enfermeiras.
E meditando hoje fico,
relembrando com emoção,
Bar Central, de Zé Eurico,
ponto de reunião;
café, merenda e bilhar,
onde ficava a esperar,
muita gente como o quê,
para ouvir, num dia tal,
no rádio do Bar Central,
noticias da BBC.
E continuo a lembrar,
as coisas que muito amei:
o velho Grupo Escolar,
onde primeiro estudei,
Dona Aurea, impertinente,
brigava muito com a gente,
apesar de zeladora,
gostava de Dona Cila,
mas temia Dona Lila,
a mais dura diretora.
E tudo vem de mansinho,
para escrever no papel;
sanfoneiro Zé Neguinho,
lá no Café de Izabel.
Mestre Neco Fogueteiro,
no Cariri o primeiro,
no meu tempo de menino.
Como eu achava isso bom!
Tempo em que Cleto Milfont,
discursava no Casino.
Fonte- A Provincia, edições - Jurandir Temóteo
Pensamento para o Dia 20/12/2009

“A vida é um mosaico de prazer e dor; a tristeza é um intervalo entre dois momentos de alegria. A paz é uma pausa entre duas guerras. Não há rosa sem espinho; o colhedor diligente evitará as picadas e colherá a flor. Não há abelha sem ferrão; a habilidade reside, a despeito disso, em recolher o mel. Os problemas e as angústias podem assaltá-lo, mas você não deve permitir que eles o desviem do caminho do dever e da dedicação. O mundo hoje é afligido por ansiedade, medo, depressão, ódio, ganância e desconfiança. A única maneira de o mundo corrigir-se é o ser humano perceber seu destino elevado, pois todo homem anseia por duas bênçãos – obtenção de alegria e fuga da dor.”
Sathya Sai Baba
Parabéns Dr, J. Flavio !!!!!!!!!!!!!
Nos levantamos cedinho para festejar o aniversário de uma pessoa muito querida pelo Cariricaturas: Dr. José Flavio. Achamos por bem preparar a festa passo a passo e sem pressa, para que tudo saísse perfeito, com muita alegria, como o aniversariante merece.
Brindamos à sua saúde, à nossa saúde para que tenhamos ainda muito tempo para comemorar outras efemérides juntos...
O bolo tinha que ser especial. Foi preparado numa das cozinhas de Matozinho. Foi feito a capricho!

Nossas falicitações ao aniversariante.
Que o brilho de sua inspiração posso conduzi-lo às estratosferas da literatura, pois a luz já brilha em seu espírito.
É nesses momentos que voltamos um pouco no tempo para buscar em outras épocass as alegrias insufladas na alma, as boas lembranças. É nesta hora que encontramos a criança que mora em nós e que nos impulsiona a viver em harmonia com nossa natureza.***
O Cariricaturas te agradece pela tua força e pela felicidade que nos acrescentas com tuas palavas.
***
Abraço de toda a família Cariricaturas
Trecho do texto Desejo
Trecho do texto Desejo
"Pois foi justamente esta historinha que me inspirou a escrever esta croniqueta de fim de ano. Todos nós ficamos grávidos de sonhos e aspirações neste período natalino. Pois aí vai também o meu desejo !Ah como seria bom se tivéssemos desejos parecidos como os de minha amiga. Se todos nós acordássemos na madrugada com aquela vontade insaciável de ouvir uma música de Abidoral, dançar um Reisado do Mestre Aldenir, comprar um quadro do Karimai, , sapatear um Coco da Dona Edite, usar uma Sandália do Mestre Expedito das Nova Olinda , botar na sala uma xilogravura de Maésio, deliciar-se com uma poesia do Marcos Leonel. Ah como o menino dos nossos sonhos nasceria bonito e robusto e o Ano novo romperia no horizonte com novos vagidos de paz e esperança !" (José Flávio - em Desejo)
(*)
Meu
presente de Natal
é tão belo e diferente
que jamais se encontrará
em lojas que vendem presentes.
Ele
é fácil
de fazer e não
precisa de dinheiro;
é uma árvore de Natal
com presentes verdadeiros.
Na
Ponteira
tem uma estrela
que brilha mais do que
ouro, é estrela da AMIZADE
presente maior que tesouro.
Minha
árvore é toda enfeitada
com os mais belos sentimentos,
que transformam nossas vidas
nos mais puros e belos momentos.
Festões
dourados de AMOR que com
CARINHO e BONDADE misturados,
dão um toque de suavidade aos nossos
anseios de PAZ para a humanidade !
FELIZ NATAL!
PRÓSPERO ANO NOVO!
Meu
presente de Natal
é tão belo e diferente
que jamais se encontrará
em lojas que vendem presentes.
Ele
é fácil
de fazer e não
precisa de dinheiro;
é uma árvore de Natal
com presentes verdadeiros.
Na
Ponteira
tem uma estrela
que brilha mais do que
ouro, é estrela da AMIZADE
presente maior que tesouro.
Minha
árvore é toda enfeitada
com os mais belos sentimentos,
que transformam nossas vidas
nos mais puros e belos momentos.
Festões
dourados de AMOR que com
CARINHO e BONDADE misturados,
dão um toque de suavidade aos nossos
anseios de PAZ para a humanidade !
FELIZ NATAL!
PRÓSPERO ANO NOVO!
É o que o Cariricaturas deseja a todos com um grande abraço,
Mensagem de Natal por Arnaldo Jabor
O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho. É viver cada momento e construir a felicidade aqui e agora. Claro que a vida prega peças. O bolo não cresce, o pneu fura, chove demais, perdemos pessoas que amamos...
Mas, pensa só:
Tem graça viver sem rir de gargalhar, pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido estragar o dia por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Eu quero viver bem...E você? 2009 foi um ano cheio de coisas boas, mas também de problemas e desilusões, tristezas e perdas, reencontros... Normal...
2010 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o Homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas, e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que eu desejo pra todos nós é sabedoria. E que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência. O nosso desejo não se realizou?
Beleza...Não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa para esse momento (me lembro sempre de uma frase que ouvi e adoro: 'cuidado com seus sonhos, desejos, eles podem se tornar realidade').
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano...Mas,se a gente se entender e permitir olhar o outro e o mundo com generosidade,as coisas ficam diferentes. Desejo para todo mundo esse olhar especial!
2010 pode ser um ano especial, se nosso olhar for diferente.
Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
2010 pode ser o máximo, maravilhoso, lindo, especial!
Depende de mim...De você.
Pode ser...E que seja!'
(Arnaldo Jabor)
sábado, 19 de dezembro de 2009
Ausência - por Claude Bloc

Fui ver o mar. Minhas idéias andavam a mil porque mil eram as coisas que eu tinha que fazer. Um exagero de definições, de resoluções, de empreitadas . Coisas que sempre encontramos para fazer no final do ano e que não sabemos como encontrar tempo nem maneira para resolver sem perder o prumo; coisas que nos assoberbam, mas que mesmo assim fazemos, sem admitir que não aguentamos mais, que a vida nos sufoca...
Estive assim este último mês. Sobretudo nestes últimos dias. Tinha um trabalho do Mestrado para enviar. A plataforma (virtual) do curso não aceitava meu arquivo. Dizia necessitar de uma extensão .doc ou .docx (versões do Word) e eu ia lá e nada !!! Mudava o nome do arquivo e nada... Até que o sistema travou. Assim, deu a hora máxima e não consegui postar o dito cujo. O sistema fechou.
Entrei (assim como as colegas do curso) em pânico! Isto poderia acarretar na perda de um módulo já pago com muito suor e na perda de um tempo precioso. Mas o pior nessa situação era ver o navio afundar entre nossos dedos e nos sentirmos impotentes, miseravelmente transtornadas.
Dia seguinte ligamos para o curso em Teresina. Parece que o problema tinha atingido outras pessoas e abriram o portal para novas tentativas de postagem,pois não aceitam mais a entrega dos trabalhos por e-mail. Estávamos em pandarecos, trastes amargurados e amarrotados, mas felizmente com essa abertura do portal, conseguimos “enviar nosso trabalho com sucesso”.
Terminada essa odisséia lá se vinha outra. Depois de ir à universidade entregar os mapas de notas para certificar os alunos quanto à sua situação em Inglês Instrumental, foi outra correria: a digitação das notas no sistema da UVA. Na minha lista constavam “apenas” 300 alunos e eu tinha que digitar 4 colunas de dados – cada coluna com dois algarismos (porcentagem de presença e mais as 3 APs). Felizmente a planilha fazia automaticamente a entrada da Média e informava a “aprovação ou reprovação”. Fiz um cálculo “por baixo” de quantos dígitos tive que inserir: uma média de 2400. Além disso, tinha que digitar com atenção redobrada, pois um erro de nota, depois de teclado OK, representava um transtorno enorme. Tinha-se que ir ao DRH para desfazer o engano, pois o sistema fecha a célula e veta o acesso. Enfim! Terminei moída... Costas e mente. Minha vista só enxergava minha cama... cama... cama... Mas quem disse que eu pude ir me deitar a essa altura?
Ainda havia as provas de francês aplicadas na véspera e que teriam que ser corrigidas, entregues e cujas notas tinham que ser postas no boletim. Bom, de francês não tenho muitos alunos, mas a essa altura e, diante do resto dos compromissos, eu estava aos cacos. Um caquinho mesmo. Tanto que viajei quinta-feira saindo de Sobral às 7 da matina e quando passei por Forquilha, que fica a 15 minutos de Sobral, não vi mais nem a cor. Vim a Fortaleza num ônibus expresso, destes que vêm direto sem parar em Itapajé. Simplesmente apaguei! Acordei já em Fortaleza, lá pelas 11 horas, com a voz do motorista dizendo: “Terminal Antonio Bezerra!”
Pois é, fui ver o mar. Eu precisava vê-lo. Ele se estendia como uma esteira, lá longe se desfazendo para além da minha vista. Eu via nele a mesma imensidão de sempre, via a mesma dormência do tempo. No mar, as horas passam lentas e os dias lestos. Eu precisava descansar a mente. Meus pensamentos dormiam. A agitação do mar me apascentava.
Eu e o mar entramos em sintonia. Éramos dois contrários que se tocavam: era enorme esse mar que se estendia à minha frente, lá onde eu queria ficar até espantar o meu cansaço, e as imensas saudades que nele se perdem para nos fazer chegar.
Estive assim este último mês. Sobretudo nestes últimos dias. Tinha um trabalho do Mestrado para enviar. A plataforma (virtual) do curso não aceitava meu arquivo. Dizia necessitar de uma extensão .doc ou .docx (versões do Word) e eu ia lá e nada !!! Mudava o nome do arquivo e nada... Até que o sistema travou. Assim, deu a hora máxima e não consegui postar o dito cujo. O sistema fechou.
Entrei (assim como as colegas do curso) em pânico! Isto poderia acarretar na perda de um módulo já pago com muito suor e na perda de um tempo precioso. Mas o pior nessa situação era ver o navio afundar entre nossos dedos e nos sentirmos impotentes, miseravelmente transtornadas.
Dia seguinte ligamos para o curso em Teresina. Parece que o problema tinha atingido outras pessoas e abriram o portal para novas tentativas de postagem,pois não aceitam mais a entrega dos trabalhos por e-mail. Estávamos em pandarecos, trastes amargurados e amarrotados, mas felizmente com essa abertura do portal, conseguimos “enviar nosso trabalho com sucesso”.
Terminada essa odisséia lá se vinha outra. Depois de ir à universidade entregar os mapas de notas para certificar os alunos quanto à sua situação em Inglês Instrumental, foi outra correria: a digitação das notas no sistema da UVA. Na minha lista constavam “apenas” 300 alunos e eu tinha que digitar 4 colunas de dados – cada coluna com dois algarismos (porcentagem de presença e mais as 3 APs). Felizmente a planilha fazia automaticamente a entrada da Média e informava a “aprovação ou reprovação”. Fiz um cálculo “por baixo” de quantos dígitos tive que inserir: uma média de 2400. Além disso, tinha que digitar com atenção redobrada, pois um erro de nota, depois de teclado OK, representava um transtorno enorme. Tinha-se que ir ao DRH para desfazer o engano, pois o sistema fecha a célula e veta o acesso. Enfim! Terminei moída... Costas e mente. Minha vista só enxergava minha cama... cama... cama... Mas quem disse que eu pude ir me deitar a essa altura?
Ainda havia as provas de francês aplicadas na véspera e que teriam que ser corrigidas, entregues e cujas notas tinham que ser postas no boletim. Bom, de francês não tenho muitos alunos, mas a essa altura e, diante do resto dos compromissos, eu estava aos cacos. Um caquinho mesmo. Tanto que viajei quinta-feira saindo de Sobral às 7 da matina e quando passei por Forquilha, que fica a 15 minutos de Sobral, não vi mais nem a cor. Vim a Fortaleza num ônibus expresso, destes que vêm direto sem parar em Itapajé. Simplesmente apaguei! Acordei já em Fortaleza, lá pelas 11 horas, com a voz do motorista dizendo: “Terminal Antonio Bezerra!”
Pois é, fui ver o mar. Eu precisava vê-lo. Ele se estendia como uma esteira, lá longe se desfazendo para além da minha vista. Eu via nele a mesma imensidão de sempre, via a mesma dormência do tempo. No mar, as horas passam lentas e os dias lestos. Eu precisava descansar a mente. Meus pensamentos dormiam. A agitação do mar me apascentava.
Eu e o mar entramos em sintonia. Éramos dois contrários que se tocavam: era enorme esse mar que se estendia à minha frente, lá onde eu queria ficar até espantar o meu cansaço, e as imensas saudades que nele se perdem para nos fazer chegar.
Texto por Claude Bloc
........... Feliz Natal!!! ...........
__________________ Paz
__________________União
_________________Alegrias
________________Esperanças
_______________Amor-Sucesso
______________Realizações -Luz
_____________Respeito - Harmonia
____________Saúde - Solidariedade
___________Felicidade - Humildade
__________Confraternização - Pureza
_________Amizade - Sabedoria - Perdão
________Igualdade - Liberdade - Boa-sorte
_______Sinceridade - Estima - Fraternidade
______Equilíbrio - Dignidade - Benevolência
_____ Bondade - Paciência - Gratidão - Força
_____Fé - Esperança -Tenacidade - Prosperidade
.....................Reconhecimento
(`*_*´) (`*_*´) (`*_*´) (`*_*´) (`*_*´) (`*_*´) `*_*´)
(´*_*´) (`*_*´) (`*_*´) (`*_*´) (`*_*´) (`*_*´) (`*_*´)
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........................(`*_*´)
Enviado por e-mail por Glória
Para Carlos Eduardo - mensagem do/a amigo/a secreto/a

Meu cumpadi num me diga
qui num se alembra de mim
e se você discunfia
pode num sê bem assim.
***
Temos gostos parecidos
e Magali tem também
gostamos de nossa terra,
do pequi qui nos faz bem
***
de catolé, macaúba,
de buriti lá da serra
de um baião bem gostoso
minha lembrança não erra
***
Por isso vou desejá
Feliz Natal pra você
Até breve, meu amigo
Em breve tu vai sabê.
A pessoa qui eu sou
numa história completa
mas hoje num vô falá
dessa pessoa secreta.
***
Abraço,
Eu
DEDÉ DE ZEBA - O POETA DO CRATO -Por Edilma Rocha : Parte I
CRATO ANTIGO
Eu hoje senti daudade
da minha terra querida;
lá, onde fiz amizade,
onde vivi minha vida.
Saudade de sua lua,
saudade de tudo enfim.
Saudade do clima quente,
que já faz parte de mim.
Senti saudade do Crato,
da cidade onde nasci;
lugar feliz e pacato,
coração do Cariri.
Senti saudade das feiras,
da rua das Laranjeiras,
de água gostosa,
que minha sede não mata;
da rua Rabo da Gata,
também da rua Formosa.
Eu recordo calmamente,
enquanto o verso rabisco,
da capelinha da gente,
do meu Santo são Francisco;
onde aos domingos eu ia,
com muita fé e alegria,
onde com gosto rezava,
pedindo felicidade.
Eu até sinto saudade,
daquela esmola que eu dava.
Esta saudade não cala,
conversa com a minha dor;
recordo a rua da Vala,
Ladeira do Matador.
E no tempo de menino,
o açude de Seu Lino,
onde ia a meninada.
Saudade deste tamanho;
saudade também do banho,
lá do Poço da Escada.
Saudade do Crato amigo,
de tempo que não mais vem;
saudade do Crato Antigo,
que inda hoje quero bem.
Daquele Crato pequeno,
saudade do Mais ou Meno,
onde bebia cachaça;
saudade de Joaquim Preto,
que vigiava o corêto,
localizado na praça.
Do ébrio Zé das cornetas,
cantando pelas serestas,
saudades mil das retretas,
que para mim eram festas.
Que tempo fenomenal !
Da Banda Municipal,
perfilada e harmoniosa;
que há tempos foi batizada,
e ainda hoje chamada,
como Banda Furiosa.
Que tempo bom do passado;
daquele Crato risonho !
Do meu Crato sem pecado;
tudo era amor, era sonho !
Daquele Crato feliz,
que do Quadro da Matriz,
a gente ouvia sermão..
Ai, como eu sinto saudade,
daquele tempo em que o frade,
ganhava mais atenção.
Fonte - A Provincia, edições - Jurandir Temóteo
Eu hoje senti daudade
da minha terra querida;
lá, onde fiz amizade,
onde vivi minha vida.
Saudade de sua lua,
saudade de tudo enfim.
Saudade do clima quente,
que já faz parte de mim.
Senti saudade do Crato,
da cidade onde nasci;
lugar feliz e pacato,
coração do Cariri.
Senti saudade das feiras,
da rua das Laranjeiras,
de água gostosa,
que minha sede não mata;
da rua Rabo da Gata,
também da rua Formosa.
Eu recordo calmamente,
enquanto o verso rabisco,
da capelinha da gente,
do meu Santo são Francisco;
onde aos domingos eu ia,
com muita fé e alegria,
onde com gosto rezava,
pedindo felicidade.
Eu até sinto saudade,
daquela esmola que eu dava.
Esta saudade não cala,
conversa com a minha dor;
recordo a rua da Vala,
Ladeira do Matador.
E no tempo de menino,
o açude de Seu Lino,
onde ia a meninada.
Saudade deste tamanho;
saudade também do banho,
lá do Poço da Escada.
Saudade do Crato amigo,
de tempo que não mais vem;
saudade do Crato Antigo,
que inda hoje quero bem.
Daquele Crato pequeno,
saudade do Mais ou Meno,
onde bebia cachaça;
saudade de Joaquim Preto,
que vigiava o corêto,
localizado na praça.
Do ébrio Zé das cornetas,
cantando pelas serestas,
saudades mil das retretas,
que para mim eram festas.
Que tempo fenomenal !
Da Banda Municipal,
perfilada e harmoniosa;
que há tempos foi batizada,
e ainda hoje chamada,
como Banda Furiosa.
Que tempo bom do passado;
daquele Crato risonho !
Do meu Crato sem pecado;
tudo era amor, era sonho !
Daquele Crato feliz,
que do Quadro da Matriz,
a gente ouvia sermão..
Ai, como eu sinto saudade,
daquele tempo em que o frade,
ganhava mais atenção.
Fonte - A Provincia, edições - Jurandir Temóteo
Flor de Pequi
Nosso inimigo-mor
veste-se com nossa pele
espreita por trás das nossas retinas
anda glorioso sustentado
por nossos músculos e tendões
até finge nossas mãos na hora da escrita.
Nosso inimigo-decano
é traiçoeiro, cínico
espera a mente dúbia
para lhe forjar medos.
Chegado o tempo de fustigar o corpo:
abdominais, pesos, sobriedade.
Chamar para o duelo
esse humano cruel
esse palhaço
esse espantalho sem cabeça.
veste-se com nossa pele
espreita por trás das nossas retinas
anda glorioso sustentado
por nossos músculos e tendões
até finge nossas mãos na hora da escrita.
Nosso inimigo-decano
é traiçoeiro, cínico
espera a mente dúbia
para lhe forjar medos.
Chegado o tempo de fustigar o corpo:
abdominais, pesos, sobriedade.
Chamar para o duelo
esse humano cruel
esse palhaço
esse espantalho sem cabeça.
Drink natalino - compondo a sua ceia de natal ...

Ingredientes
Gelo à gosto
500 ml de sauternes (vinho branco, doce e licoroso)
120 ml de grenadine (xarope de romã)
2 colheres (sopa) de açúcar
Morangos para decorar
Gomos de laranja picados para decorar
Modo de preparo
Encha uma jarra com gelo, coloque o sauternes, o grenadine e o açúcar.
Misture bem.
Prepare 10 copos longos com gelo, morangos e gomos de laranja picados.
Acrescente a bebida e sirva.
por Lívia Amaral
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