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Por acaso, surpreendo-me no espelho:
Quem é esse que me olha e é tão mais velho do que eu: (...)
Parece meu velho pai - que já morreu! (...)
Nosso olhar duro interroga:
"O que fizeste de mim?" Eu pai? tu [e que me invadiste.
Lentamente, ruga a ruga...Que importa!
Eu sou ainda aquele mesmo menino teimoso de sempre
E os teus planos enfim lá se foram por terra
Mas sei que vi, um dia - a longa, a inútil guerra!
Vi sorrir nesses cansados olhos um orgulho triste...
Saudades meu pai, do tempo que eramos felizes e tudo era brincadeira
Um comentário:
Cesar Augusto,
Esse texto do Mário Quintana é muito lindo. Aliás,como tudo o que ele escreveu.
Mas...
Não sou amiga dos espelhos.
Pra falar a verdade,
Não gosto de espelhos.
Eles não mentem nunca!!!
Estão sempre,a cada dia,
A nos mostrar "verdades"...
E nós ,nem sempre, gostamos de enxergar "verdades".
Preferimos fingir,
Fazer de conta
Que elas não existem.
E "eles" até que podiam nos contar Uma "piedosa mentirinha"
De vez em quando...
Um abraço
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