Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Os Celtas e a Árvore

A Importância da Árvore

Os Celtas viam na árvore, não só a essência da vida, e sim um recurso para prever o futuro.Curiosamente, este meio tão primitivo era considerado pelos druidas o mais eficaz na hora de estabelecer um prognóstico sobre o destino que espera qualquer ser humano.Ao observar todo conjunto da árvore, desde suas raízes que se fundiam com a terra até a copa mais ou menos frondosa, o que aconselhavam era manter a vista elevada, permanecer bem apoiado ao solo e ter em conta que a natureza é tão inteligente que no tempo de caída das folhas se segue o da neve, as quais proporcionam a aparição dos melhores brotos. Chega então a época da fertilidade e do renascimento da vida.
Desde o principio dos tempos, a árvore manteve uma relação com o ser humano celta, proporcionou o primeiro lar, lenha, sombra e alojamento para as aves que podiam transformá-las em caça para alimentar a tribo.No entanto, os druidas consideravam que a relação podia ser mais íntima, tinham em mente que cada homem ou mulher levava em seu interior uma árvore, pela qual alimentava o desejo de crescer da melhor maneira.Na realidade a árvore supria seu protetor de todo o material e espírito dos seres humanos celtas.
A árvore articulava toda a idéia dos cosmos ao viver em uma contínua regeneração.Ademais nela os druidas contemplavam o símbolo da verticalidade, da vida em completa evolução, em uma ascensão permante até o céu.Por outra parte, a árvore permitia estabelecer uma comunicação entre os três níveis dos cosmos: o subterrâneo, por suas raízes que não deixavam de sugar nas profundidades para saciar a contínua necessidade de encontrar água; as alturas, através da copa e dos ramos superiores, sempre reunidos na totalidade dos elementos, a água que flui em seu interior, a terra que se integra em seu corpo pelas raízes, o ar que alimenta as folhas e o fogo que surge de sua fricção.Os celtas conseguiam o fogo friccionando habilmente uns ramos, entre as quais haviam introduzido erva seca ou palha.

A Árvore Era a Ponta do Mundo

Devido ao fato das raízes das árvores se submergirem no solo enquanto seus ramos se elevavam ao céu, fez com que os druidas a considerassem o símbolo de relação terra-céu.Possuía neste sentido uma caráter central, até o ponto que se supunha a essência do mundo.São muitas as civilizações antigas que estabeleciam sua árvore central, essa que era tida como ponta do mundo: o roble do celtas; o tilo dos alemães; o fresno dos escandinavos; a oliva dos árabes; o banano dos hindus; o abedul dos siberianos etc.Tanto na China como na índia a árvore é considerada a ponta do mundo pela companhia dos pássaros, o mesmo sucedia com os celtas, já que estes descansam em seus galhos.Eram considerados estados superiores do ser, que se encontravam vinculados ao mesmo, com o tronco da árvore.Os pássaros eram em doze, o que recordava o simbolismo zodiacal e dos Aditya, que constituem a dúzia de sóis.

A Árvore Cósmica

A árvore cósmica para os druidas era o centro: sua seiva supria a chuva celestial e seus frutos proporcionavam a imortalidade(o retorno do ser a um estado paradisíaco).Assim ocorria com os frutos da árvore da Vida que se encontravam no Éden, as maçãs de ouro do Jardim de Hespérides e o pêssego da Si-wang, a seiva de Haoma Iraní.O Hiomarigi japonês também é valorizada como uma árvore cósmica, igual que a Boddhi, a qual Buda alcançou a plena iluminação, pela que desde então representa ao mesmo Buda na iconografia primitiva.O simbolismo chinês conhece a árvore da fusão: une o Ying com o Yang (Cruzamento das flores masculinas e as femininas da árvore).Assim mesmo, as categorias das árvores: as folhas caducas e as folhas perenes estão afetadas por signos opstos: um simboliza o céu das mortes e renascimento; e o outro representa a imortalidade da vida, quer dizer, das manifestações diferentes de uma mesma identidade.Na Bolívia e no Haiti, a árvore não é só deste mundo, ela sobe para mais longe. Vai dos infernos aos céus, como um caminho de viva comunicação.Para os celtas a árvore cósmica tinha o nome de Bilé, no idioma irlândes, e a germânica se chamava Iggdrasil no idioma antigo nórdico (Old Norse).


A Árvore dos Antepassados

De acordo com as idéias de muitos antropólogos, podemos crer que a árvore foi considerada um antepassado mítico de uma tribo, ao perceber na relação estreita com o culto lunar.Assim afirmavam os druidas.Mas existem numerosos exemplos em outras culturas: Os Mãos e os Tagálop das Filipinas; o Yu-nan do Japão, Os Ainu da Ásia central; na Austrália que unem suas origens de suas raças com o bambu e acácia.A árvore também intervém nas interpretações antropomórficas (transformação do homem em árvore e vice versa).Isso pode se ver nas crenças dos povos altaicos e turco-mongois da Sibéria, o mesmo que nos celtas.O matrimônio místico entre árvores e humanos é comum na Índia, no Penjab e no Himalaia. Também na América do norte, e em algumas áreas da África.

A Árvore Social

A árvore também simboliza o crescimento de uma família, de uma cidade, de um povo, de uma nação, e do poder do rei. Um bom exemplo disso é Nabucodonosor e a interpretação de seu sonho pelo Profeta Daniel.Na tradição bíblica judaica-cristã, se detecta no relato da tentação do livro do Gênesis, as grandes árvores que figuravam as vezes nos Salmos. Essa árvore simboliza a cadeia de gerações, cuja história se resume na Bíblia e que culmina com a chegada da Virgem e de Jesus Cristo. Esta mesma árvores inspirou muitas obras de arte e foi objeto de cometários místicos.

A Árvore Celta

Nas tradições celtas a árvore oferece três temas: Ciência, Força e Vida. O tema base é UID, homônimo do nome da ciência, com a qual os antigos se confundiram voluntariamente. Um dos principais jogos de palavras da antiguidade é o de Plínio com os nomes gregos Drus e Druidas.

Árvore é o símbolo da ciência e sobre sua madeira foi precisamente gravados os textos celtas de antigamente. A árvore é também a Força em alguns vocábulos ou nomes próprios que nos indicam uma etimologia indo-européia .Da mesma maneira, e para finalizar, ela também é o símbolo da Vida, por atuar como intermédio entre o céu e a terra e resulta inclusive na portadora de frutos que dão ou prolongam a existência,As árvores celtas oferecem tantas vantagens, que em muitos países se cultivam, atualmente, porque brindam proteção e grandes influências mágicas.

O Mito das Árvores

Este mito tem como seu melhor reflexo no ‘’O Combate das árvores’’, que é um poema atribuído ao bardo Taliesin, que narra como Gwyddyon salvou a vida de um grupo de valentes bretões ao transformá-los em árvores sem impedir que dessa forma pudessem brigar com seus inimigos.

A Morte das Florestas

"Muito sábios", mas também "Homens do Bosque", “Homens da Árvore", "Homens do Carvalho", sem dúvida foram os Druidas. Todos os testemunhos concordam neste aspecto: poetas, geógrafos, historiadores associaram os Druidas às florestas.

Por este motivo a conquista da Gália se duplicou numa guerra contra as árvores; e César "foi o primeiro a ousar pegar num machado, brandi-lo e rachar com ferro um Carvalho perdido nas nuvens", refere Lucano.

A desarborização intensiva da Gália pelos romanos contribuiu eficazmente para o desaparecimento dos Druidas e Celtas.

Quando S. Patrício, em meados do século V, veio especialmente a Glastonbury com o intuito de cristianizar definitivamente o lugar Celta sagrado, começou por mandar abater com machado e alvião todas as árvores que cobriam a célebre colina do Tor.

Lutar contra as árvores era ainda nesta época uma forma de combater o Druidismo .


Fonte
http://www.templodoconhecimento.com/portal/modules/smartsection/item.php?itemid=151

A fé dos senhores de engenho e ...a maldade também ! - Por Heládio Teles Duarte

A fé dos senhores de engenho e


a maldade também !

Pensamento para o Dia 21/09/2009


“A doença - tanto física como mental - é uma reação do corpo causada pelos venenos na mente. Somente uma mente não-contaminada pode assegurar a boa saúde contínua. Os vícios geram doença. Maus pensamentos, maus hábitos e má companhia são ambientes férteis em que a doença prospera. Um sentimento de júbilo e exultação mantém o corpo livre da doença. Os maus hábitos que as pessoas cultivam são as causas principais da doença, tanto física como mental. A cobiça afeta a mente; as decepções tornam as pessoas deprimidas. Você pode justificar sua existência como um ser humano unicamente pelo cultivo das virtudes. Somente então você se torna um candidato digno de alcançar a Divindade. É o progresso na virtude que anuncia o progresso do homem em direção à Divindade. As virtudes também conferem vigor, habilidade e longos anos de plena juventude.”
.
Sathya Sai Baba

Nos bastidores... (Pérolas de hoje)

O que se lê nos bastidores (comentários):


Stela minha irmã,
caçadora de letras,
criadora de nomes,
fonte de criação,
vida!

Stela minha irmã,
contadora de histórias,
faladora de palavras,
fascinação!

Stela minha irmã,
minha irmã,
irmã!


Por Jacinta Siebra
Imagem formatada por Claude Bloc

Velho Arvoredo , numa interpretação belíssima de Elis Regina

Ô POVIM PRA GOSTAR DE MUNGANGA


Vira-e-mexe a gente recebe coisas do gênero por e-mail. Mas não resta dúvida de que é sempre engraçado ver/ler o que se está acostumado a ouvir. (A linguagem dentro do contexto fica mais engraçada).

Vamos alegrar o dia, pode rir à vontade.

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Você é cearense mesmo??

Pois traduza esta:

Chico, cabra errado e bonequeiro, já melado, depois de traçar um celular e duas meiotas, vinha penso, cambaleando, arrodiando o pé-de-pau , quando deu uma topada que arrancou o chaboque do dedo.

- Diabeísso!

Vai, macho réi! mangou a mundiça que tava perto.

- Aí dento! - disse Chico

Chico estava ariado desde ontonti, quando o gato-réi que ele acunhava lá na baxa da égua, bateu fofo com ele pra ir engabelar um galalau estribado da Aldeota.

- É o que dá pelejar com canelau, catiroba, fulerage - pensava ele - ganhei um chapéu de touro, mas não tem Zé não, aquela marmota tá mesmo só os queixo e a catinga. Dá é gastura.

Chegando em casa se empriquitou de vez e rebolou no mato todas catrevage da letreca: uma alpercata, um gigolete amarelo queimado e uns pé de planta que ela tinha trazido inquanto iam se amancebar.
Depois se empanzinou de sarrabui e de baião e foi dormir pensando nas comédias.

Se você não for cearense e não conseguir entender, peça a algum cearense legítimo pra traduzir.
>

Outro papo, outra história:

Declaração de amor por Fortaleza (Gíria de Cearense)


Pense numa cidade pai d'égua!

O ano todo com um calor de rachar o quengo. Toda noite tem comédia e o povo é bonequeiro que só!

Tá pra nascer quem é de Fortaleza que não é amancebado com esse lugar.
Tem é Zé prum cabra conhecer aqui e depois querer capar o gato. Pode ser liso, estribado, vir de perto ou lá da baixa da égua.

Qualquer um fica ariado quando vê as praias daqui. Fica logo todo breado de areia, depois se imbioca no mar e num quer mais sair nem a pau. Depois de conhecer a negada, então, vixe! Se a cidade é boa assim, avalie o povo!

Tem gente de todo jeito: do fresco ao invocado, do batoré ao galalau, dos gato réi às ispilicute, do cabra-macho ao fulerage e muitas outras marmotas. Bom que nem presta. É por isso que nas férias dá uma ruma de turista tudo doido por uma estripulia. Porque sabem que Fortaleza não é de se rebolar no mato. Só precisa dar um grau ou uma guaribada aqui ou ali, mas, mermo assim, tá de parabéns, porque, arre égua, ô corra linda, macho!

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Foto do Google Imagens: efeitos e formatação por Claude Bloc

Alonso Valdi Régis - Ufolólogo caririense - Por Socorro Moreira

"Temido pelos moradores de sua cidade, que o consideram um louco excêntrico, Alonso Valdi Regis abriga no jardim de sua casa, na cidade de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, um gigantesco disco voador. Uma réplica bem menor, segundo ele, do que viu de 40 metros, em Moreno, Região Metropolitana do Recife. Alonso tinha então 12 anos e morava em Jaboatão dos Guararapes. Alonso é bancário aposentado e acredita que em Morro do Chapéu, próximo a Jacobina, existe uma energia mágica que atrai objetos voadores não identificados. “Aqui aparece disco voador até em forma de poste”, diz. Ex-aluno do Colégio Salesiano do Recife, Alonso hoje estuda Ufologia e sonha um dia ser convidado a explorar as dependências de um disco voador e até, quem sabe, dar uma voltinha nele. "

* Quando em 1975 fui transferida da Ag. do Banco do Brasil de Crato para a Metropolitana Santo Antônio , no Recife, o primeiro contato humano que tive naquela Agência foi com Alonso. Ele trabalhava no setor do funcionalismo . Lendo as minhas credenciais, falou que era também cearense e da região do Cariri, exatamente do Juazeiro do Norte. A partir desse conhecimento ficamos muito amigos. Diariamente nos deslocávamos até a Ag. Centro para o almoço na bandeja. Enquanto fazíamos a refeição ,conversávamos sobre Espiritualidade e Ufologia , um dos seus assuntos preferidos. Esse convívio durou mais ou menos um ano. Alonso adotou uma dieta vegetariana, e transferiu-se para Morro do Chapéu na Bahia. Nos correspondémos por várias décadas, até que nos encontramos por duas vezes :
A primeira , quando eu morei no interior da Bahia, e estive em Morro do Chapéu para visitá-lo; a segunda por ocasião do lançamento de um livro seu sobre Ufologia, que aconteceu na cidade de Salvador, em 1992. Voltamos a nos corresponder , mas perdemos esse contato há 9 anos, quando mudei-me de volta, e definitivamente , para a cidade do Crato.
Aprendi bastante com esse meu amigo. Recebi através da sua fé, insistentes e inúmeros convites para uma mudança de vida . Ele dizia-me sempre , face à minha vida boêmia : "Socorro, Deus não gosta de sucatas, e nem de velharias .A hora é essa ". Mas eu precisava viver, e trilhar os meus caminhos.
Construiu uma casa interessante no Morro do Chapéu com um pequeno engenho de cana, roça de leguminosas,pomar, criatório de abelhas , e um laranjal de apoio. Naquele dia, quando o visitei, ele confessou-me : "já não compro quase nada no supermercado, pois cultivo o meu próprio alimento. "
Quando esteve na minha casa, em Salvador, uma única vez, chegou com um pão integral debaixo do braço, e eu lhe fiz apenas um chá. A sopa, nem foi provada. Eu havia temperado com alho e cebola. Ele sorriu docemente, e segredou : "cebola e alho são temperos de carnes . Os vegetais dispensam a maioria dos temperos. E ainda adiantou-me que eu não misturasse o alho com a cebola, que usasse uma coisa ou outra. Sei que ele tinha bases para as sugestões , mas sou uma transgressora natural.
Espero compilar mais dados sobre o meu amigo distante, e nunca esquecido, e com certeza compartilharei com vocês. Afinal, Alonso é um Ufólogo , nascido na vizinha Juazeiro do Norte, embora seja um cidadão do mundo , e de outros mundos .

Socorro Moreira

Uma estranha cronologia - Por Alonso V.Régis



Encontradas peças de argila com inscrições em idioma cuneiforme, que foram traduzidas e estudadas pelo historiador e arqueólogo judeu Zecharia Sitchin
No princípio deste século, em escavações arqueológicas nas ruínas do que foi a antiga Babilônia – atual território do Iraque – foram encontradas peças de argila com inscrições em idioma cuneiforme, que foram traduzidas e estudadas pelo historiador e arqueólogo judeu Zecharia Sitchin, especialista em tradução e interpretação dos textos do Antigo Testamento e das literaturas suméria e acadiana. Do seu livro A Guerra dos Deuses e Homens [Editora Best Seller, 2002], extraímos o incrível cronograma abaixo, que nos abre uma verdadeira janela sobre os dramáticos acontecimentos que alicerçaram os primórdios da humanidade.De acordo com o autor, no ano de 445 mil a.C., o povo annunaki [Nefilim, na Bíblia], vindo de um mundo extraterrestre e liderado por Enki, filho de Anu, aterrissou em nosso planeta e fundou a cidade de Eridu, ao norte do Golfo Pérsico, com o objetivo de explorar o ouro das águas do mar. Depois, em 416 mil a.C., chega à Terra uma nova expedição trazendo Enlil, irmão de Enki, que passa a explorar ouro na África do Sul. Já no ano de 400 mil a.C., existiam sete povoados funcionais no sul da Mesopotâmia, além de um espaço-porto num local chamado Sippar e um centro de controle da missão, chamado Nippur, além dos centros metalúrgico e médico.Mais tarde, em 300 mil a.C., começam as experiências genéticas nas quais os extraterrestres conseguem criar um homem bem mais evoluído e inteligente ao cruzarem com os primitivos bárbaros habitantes da Terra, remanescentes da Atlântida. Porém, esses híbridos não possuíam a longevidade dos extraterrestres, que viviam milhares de anos. Esse novo homem, o Homo sapiens, rapidamente se multiplicou. O livro conta ainda que no ano 200 mil a.C., a Terra enfrenta um período glacial. Entretanto, em 100 mil a. C., o clima volta a aquecer. Os annunaki começam a se casar com as filhas dos homens, gerando os gigantes. Esse fato causou grande irritação a Enlil. Então, em 49 mil a.C., as brigas entre os governantes da Terra, agora repartida entre os annunaki, levaram o líder a decretar o fim dos habitantes, aproveitando a passagem do planeta Nibiru [Conhecido também por Hercolubus], o qual, desviado do seu curso, provocaria enormes maremotos.O dilúvio varre a Terra em 11 mil a.C. Quebrando um juramento de não acabar com toda a vida humana, Enki avisa a Ziusudra [Noé] para construir um navio para salvar-se da destruição. Enquanto isso, os annunaki assistem às inundações de dentro de suas naves em órbita. Foi então em 10.500 a.C., logo após o dilúvio, que três regiões foram concedidas aos filhos de Noé. Enquanto isso, Enki recupera para si o Vale do Nilo. A Península do Sinai fica nas mãos dos annunaki, pois eles pretendem construir um espaço-porto para substituir o destruído pelo dilúvio. Um centro de controle é instalado no Monte Moriá, futura Jerusalém.Guerras com alienígenas — Rompe uma nova guerra entre os descendentes de Enlil e Enki no ano de 8.700 a.C. Os primeiros vencem, apoderando-se do Monte Sinai e esvaziando a grande pirâmide de seus equipamentos. Quase 5 mil anos mais tarde, em 3.760 a.C., a humanidade cresce e assume o governo das cidades. A civilização Suméria floresce com grande esplendor. Em 3.450 a.C., a Babilônia torna-se o portão dos deuses, ou seja, um local para pouso e contato entre os annunaki extraterrestres e o homem. Nessa época, acontece o incidente da Torre de Babel, relatado sucintamente na Bíblia. Um grupo de terrestres se apodera clandestinamente de uma espaçonave e, contrariando as ordens dos annunaki, tenta voar ao espaço, mas são impedidos.No ano de 3.100 a.C., começa o governo dos faraós no Egito. Em 2.371 a.C., inicia o Império Acadiano, liderado pelo rei Acad Terah nasceu em Nippur, cidade fundada pelos annunaki, em 2.193 a.C. Em 2.123 a.C., nasce seu filho Abraão. Após muitas guerras envolvendo terrestres e alienígenas, chamados filhos de Deus por virem do espaço, os chefes do povo annunaki, revoltados com a insubordinação dos homens, desencadeiam uma terrível guerra nuclear em 2.023 a.C. que destrói a Suméria, Babilônia e demais cidades da região. Possivelmente nesse período, ocorreu também a ruína de Sodoma e Gomorra.

Autor: Alonso Valdi Régis
Fonte: Alonso Valdi Régis

Espiritualidade - São João da Cruz

Impossível sintetizar o maravilhoso magistério vivo e ensinado pelo Doutor Místico em tão breves linhas. O Doutor é a máxima figura mística do Carmelo. À vida ele une a doutrina e a ciência. A santa vida e a ciência sagrada ou a teologia mística são uma só realidade, como o provam suas magníficas obras. Pio XI, que lhe deu o título de Doutor Místico da Igreja, batizou suas obras como “Código e escola da alma fiel que se propõe a empreender uma vida mais perfeita”. Aqui seguem algumas observações sobre sua rica espiritualidade:

O Santo, em seus escritos, tem sempre presente o fim da vida espiritual, ou seja, Deus, levar as almas a Deus. E subjetivamente uni-las a ele por amor, quer dizer, deseja levar a transformação perfeita em Deus por amor o quanto é possível nesta vida seguindo-se a Jesus Cristo.

Em sua admirável obra recorda a seus leitores freqüentemente o cume daquele montanha e deseja que todos a subam. Ela é a sublime perfeição à qual os encaminha com suas palavras e exemplos convincentes.

Seu raciocínio demonstra que esta subida é necessária porque é um meio indispensável para se despojar de todas as outras coisas, obstáculos para a suprema transformação da alma em Deus.

João da Cruz era um profundo conhecedor do coração humano. Por isso, “como o amor de Deus e o amor da criatura são opostos, é preciso ir limpando a alma do amor das criaturas para que a graça a invista e encha de amor divino”.

E tanto maior será este investimento e plenitude, quanto maior for o vazio da criatura que acha na alma: “Olvido do que é criado, memória do criador, atenção ao interior, e estás amando o Amado”.

Ao ensino os métodos para conseguir este vazio nos sentidos e potências da alma mediante engenhosas purificações ativas e passivas se ordenam os tratados “Subida ao Monte Carmelo” e “Noite Escura da Alma”, ambos de profunda doutrina espiritual e de forte liame lógico

No Cântico Espiritual e na Chama Viva do Amor, entre metáforas e comparações esplêndidas, tomadas da natureza, vai-se descortinando pouco a pouco as excelências do amor divino nas almas desde os graus inferiores aos mais altos do esposamento e matrimônio espiritual.

Em síntese, pode-se dizer que a grande originalidade do magistério espiritual sanjuanista e o segredo de sua vitalidade encontra-se precisamente na íntima relação entre abnegação e união na vida sobrenatural e, para usar sua terminologia clássica, entre o nada o tudo, que se fundem um no outro.

São João da Cruz, o Doutor Místico, influenciou grandemente a espiritualidade cristã. Alimentou, quando vivo, através de sua direção espiritual e depois de falecido com seus escritos imortais.

Especialmente depois que foi declarado Doutor da Igreja Universal em 1926, suas obras são lidas e citadas por todos os autores espirituais.

Inclusive nossos irmãos da Igreja Anglicana, da Comunidade de Taizé e da Igreja Ortodoxa confessam sua predileção pelo carmelita de Fontiveros.

Literatos, poetas, cientistas e até não-crentes ficam admirados ante a profundidade e a beleza que brotam dos escritos sanjuanistas

Wikipédia

Lágrimas do Tempo-Vinicius de Morais.


Estamos comemorando dois meses do Blog Cariricaturas. E eu não poderia deixar de "brindar" a vocês neste momento, com uma poesia do nosso eterno e saudosoVinicius de Morais.

Lágrimas do Tempo.

"Com as lágrimas
do tempo
E a cal do meu dia
Eu fiz o cimento
Da minha poesia.

E na perspectiva
da vida futura
Ergui em carne viva
Sua arquitetura.

Não sei bem se é casa
Se é torre ou se é templo:
(Um templo sem Deus.)

Mas é grande e clara
Pertence ao seu tempo
-Entrai, irmãos meus!"
.

São João da Cruz - Padroeiro da Teologia Mística

São João da Cruz nasceu em 1542, provavelmente no dia 24 de Junho, em Fontiveros, província da cidade de Ávila, em Espanha. Os seus pais chamavam-se Gonzalo de Yepes e Catalina Alvarez. Gonzalo pertencia a uma família de posses da cidade de Toledo. Por ter-se casado com uma jovem de classe “inferior”, foi deserdado por seus pais e tornou-se tecelão de seda. Em 1548, a família muda-se para Arévalo. Em 1551 transfere-se para Medina del Campo, onde o futuro reformador do Carmelo estuda numa escola destinada a crianças pobres. Por suas aptidões, torna-se empregado do diretor do Hospital de Medina del Campo. Entre 1559 a 1563 estuda Humanidades com os Jesuítas. Ingressou na Ordem do Carmo aos vinte e um anos de idade, em 1563, quando recebe o nome de Frei João de São Matias, em Medina del Campo. Pensa em tornar-se irmão leigo, mas seus superiores não o permitiram. Entre 1564 e 1568 faz sua profissão religiosa e estuda em Salamanca. Tendo concluído com êxito seus estudos teológicos, em 1567 ordena-se sacerdote e celebra sua Primeira Missa.

No entanto, ficou muito desiludido pelo relaxamento da vida monástica em que viviam os Conventos Carmelitas. Decepcionado, tenta passar para a Ordem dos Cartuxos, ordem muito austera, na qual poderia viver a severidade de vida religiosa à que se sentia chamado. Em Setembro de 1567 encontra-se com Santa Teresa de Ávila, que lhe fala sobre o projeto de estender a Reforma da Ordem Carmelita também aos padres, surgindo posteriormente os carmelitas descalços. O jovem de apenas vinte e cinco anos de idade aceitou o desafio. Trocou o nome para João da Cruz. No dia 28 de Novembro de 1568, juntamente com Frei Antônio de Jesús Heredia, inicia a Reforma. O desejo de voltar à mística religiosidade do deserto custou ao santo fundador maus tratos físicos e difamações. Em 1577 foi preso por oito meses no cárcere de Toledo. Nessas trevas exteriores acendeu-se-lhe a chama de sua poesia espiritual. "Padecer e depois morrer" era o lema do autor da "Noite Escura da alma", da "Subida do monte Carmelo", do "Cântico Espiritual" e da "Chama de amor viva".


Pensamentos
Que mais queres, ó alma, e que mais buscas fora de ti, se encontras em teu próprio ser a riqueza, a satisfação, a fartura e o reino, que é teu Amado a quem procuras e desejas?

Em teu recolhimento interior, regozija-te com ele, pois ele está muito perto de ti.

A alma que verdadeiramente ama a Deus não deixa de fazer o que pode para achar o Filho de Deus, seu Amado. Mesmo depois de haver empregado todos os esforços, não se contenta e julga não ter feito nada.

Ó Senhor, Deus meu! Quem te buscará com amor tão puro e singelo que deixe de te encontrar, conforme o desejo de sua vontade, se és tu o primeiro a mostrar-te e a sair ao encontro daqueles que te desejam?

A alma que busca a Deus e permanece em seus desejos e comodismo, busca-o de noite, e, portanto, não o encontrará. Mas quem o busca através das obras e exercícios da virtude, deixando de lado seus gostos e prazeres, certamente o encontrará, pois o busca de dia.


Para chegares a saborear tudo,

não queiras ter gosto em coisa alguma.

Para chegares a possuir tudo,

não queiras possuir coisa alguma.

Para chegares a ser tudo,

não queiras ser coisa alguma.

Para chegares a saber tudo,

não queiras saber coisa alguma.

Para chegares ao que não gostas,

hás de ir por onde não gostas.

Para chegares ao que não sabes,

hás de ir por onde não sabes.

Para vires ao que não possuis,

hás de ir por onde não possuis.

Para chegares ao que não és,

hás de ir por onde não és.


Modo de não impedir o tudo:

Quando reparas em alguma coisa,

deixas de arrojar-te ao tudo.

Porque para vir de todo ao tudo,

hás de negar-te de todo em tudo.

E quando vieres a tudo ter,

hás de tê-lo sem nada querer.

Porque se queres ter alguma coisa em tudo,

não tens puramente em Deus teu tesouro.

Noite escura

Em uma Noite escura, com ânsias em amores inflamada, ó ditosa ventura!, saí sem ser notada. estando minha casa sossegada.

A ocultas, e segura, pela secreta escada, disfarçada, ó ditosa ventura!, a ocultas, embuçada, estando minha casa sossegada.

Em uma Noite ditosa, tão em segredo que ninguém me via, nem eu nenhuma cousa, sem outra luz e guia senão aquela que em meu seio ardia. Só ela me guiava, mais certa do que a luz do meio-dia, adonde me esperava quem eu mui bem sabia, em parte onde ninguém aparecia.

Ó Noite que guiaste!, ó Noite amável mais do que a alvorada!, ó Noite que juntaste Amado com amada, amada nesse Amado transformada!

No meu peito florido, que inteiro para ele se guardava, quedou adormecido do prazer que eu lhe dava, e a brisa no alto cedro suspirava.

Da torre a brisa amena, quando eu a seus cabelos revolvia, com fina mão serena a meu colo feria, e todos meus sentidos suspendia.

Quedei-me e me olvidei, e o rosto reclinei sobre o do Amado: tudo cessou, me dei, deixando meu cuidado por entre as açucenas olvidado.

Wikipédia

Sinais divinos ou OVNIs ?

"Nos anais de Tutmés III, cerca de 1504 a 1450, antes de Cristo, escribas viram no céu círculos de fogo que, em seguida, subiram mais alto e dirigiram-se para o sul.

Em 163 AC, em Concius, um homem foi queimado por um raio que veio de um espelho no céu.

Em 436 DC, em Bizâncio, após fortes tremores de terra, uma criança sobe ao céu e volta, a vista de muitas pessoas.

Cruzes no céu foram vistas em diversas épocas:

No ano de 776, os franceses, dentro do castelo de Sigibut, estavam sitiados pelos saxões. No entanto, foram salvos quando surgiram sobre a igreja da fortaleza dois escudos vermelhos no céu. E assim os saxões fugiram. (Annales Laurissense).

Crônicas do ano 1120, do monge Mateus de Paris, nos fala de uma cruz voadora sobre o santo sepulcro. (Hist. Anglorum)

No ano de 1200, também foi vista uma cruz no céu sobre Jerusalém. Em 312 DC, surgiu uma cruz no céu quando o imperador Constantino aceitou o Cristianismo, no Império Romano.

Em 1528, no cerco de Utrech, foi vista uma cruz de Borgonha, de cor amarela, no céu da Holanda.
Em 1954, uma patrulha de discos voadores sobrevoa Roma, fazendo evoluções e ao final, forma uma cruz sobre a basílica de São Pedro, no dia do aniversário da revolução Comunista.

Temos milhares de contatos descritos na história universal e a maioria deles foi interpretada como sinal divino:

"608 AC - É a segunda vez que me foi dirigida a palavra do senhor a qual dizia: Que vês tu? E respondi: Vejo panela a ferver que vem da banda do Aquilão." (Jeremias-1.13)

"Levantei de novo os olhos e eis que havia rolo que voava, o qual tinha 200 côvados de comprimento e 10 côvados de largura." (Zacarias - Liv. 1 - 5.1.-2.) Seria um charuto?

"Parou, pois, o sol no meio do céu e não se apressou a por-se durante o espaço de um dia." (Livro de Josué)
166 DC - Julius Obsequens, em Prodigiorum Libellus, cita que em Capua o sol brilhou à noite. E Tito Livius escreveu que Albae viram-se dois sóis à noite. Em De Divination, Cícero fala sobre dois sóis e três luas vistas no céu.

Do livro Aparições, de Erich Von Daniken:

28/12/1933 - A Sra. Van Nieke Van Den Diji, em Onkerzeele, Bélgica, viu um sol verde vermelho girando.

15/04/1950 - Em Casalicchio, a Aquivava, na Itália, milhares de espectadores dizem ter observado uma nuvem que se abriu e em cujo centro havia uma estrela de brilho opaco e, respectivamente, um sol girando e brilhando em todas as cores.

30/10/1950 - Segundo relato expresso do Cardeal Todeschini, por várias vezes o Papa Pio XII viu nos jardins do Vaticano o sol girando, semelhante ao milagre do sol de Fátima.

13/10/1917 - Em Fátima, Portugal, 70.000 pessoas presenciaram o milagre do sol. Estava chovendo, quando o sol apareceu através das nuvens. Parecia um disco achatado, com um contorno nitidamente definido. Tinha o brilho mutante e, de repente, começou a fazer manobras e a rodar com crescente velocidade. Começou a cair e logo aquilo, avermelhando-se, manobrou e desapareceu nas nuvens.

Se raciocinarmos, poderemos ver que todos esses avistamentos, tidos como sol, nada mais são do que OVNIS. Como o sol poderia deslocar-se, aproximando da Terra? Todo o sistema solar seria destruído. E ainda mais em Fátima, como esse astro poderia caber entre as nuvens e o solo do nosso planeta se ele tem 1.300.000 vezes o diâmetro da Terra.

Em 1463, Catarina de Bolonha, na Itália, viu o Senhor sentado num trono resplandecente. E em 214 AC, em Hádria, no Golfo de Veneza, houve um estranho espetáculo. Surgiu um homem vestido de branco sobre um altar no céu. (Julius Obsequens e Tito Livius em história romana - Liv. 21- Cap. 62)
Esses avistamentos de altares no céu nada mais eram do que tripulantes vistos em OVNIs em vôo, tendo uma parte transparente que permitia ver o interior do mesmo.

Em 1950, um observador da zona rural, contou-nos que viu um objeto pousado emitindo intensa luminosidade. Ele tinha a forma de um "chapéu" e, no local onde seria a copa, tinha uma cúpula transparente e lá ele viu um ser assentado com as mãos no queixo e os cotovelos apoiados nas pernas. E disse-nos que aquilo era uma assombração.

E o que poderiam pensar, aqueles que citamos, há mais de 500 anos?


"Em 14, um moribundo contou a seguinte história a São Tomás de Villanueva, Arcebispo de Valência:
Eu era judeu, tendo sido rigorosamente educado de acordo com as leis judaicas. Estávamos três a passear, quando subitamente, o céu se abriu como uma cortina. Ficamos assustadíssimos, pois nenhum de nós havia visto um espetáculo dessa natureza. Então, surgiu no ar um cálice de ouro com uma hóstia branca sobre ele. (Aparições - Erich Von Daniken).

Como são os contatos observados com olhos religiosos! Pois o que o moribundo viu foi um OVNI iluminado em determinadas partes, emitindo um facho de luz em cone, para baixo. Já ouvimos de moradores rurais, em nossas pesquisas, a expressão: "parecia um ostensório", que é um objeto usado na religião apostólica romana.

15/12/1631 - Perto de Nápoles, pairando sobre um campo de trigo, a "Rainha dos céus", apareceu a vários jesuítas, para anunciar a iminente erupção do Vesúvio. (Aparições - Erich von Daniken).

04/11/1799 - Em Cumana, Venezuela, houve um terremoto, sendo vistas várias bolas vermelhas no céu.

Em 26/09/1954, OVNIs foram vistos, durante um terremoto, pairando no espaço.

E também, em 11/02/1957, em Leicestershire, Inglaterra, OVNIs foram vistos no céu, durante terremoto.

Muitas vezes os OVNIs foram vistos antes de algum cataclisma do planeta. Talvez seus instrumentos sofisticados tenham detectado o que se sucederia e se mostram como um sinal dos céus, já que conhecem nossas crenças. Ou, então, pretendem avisar-nos que algo suceder naquele lugar, já que essas visões sempre foram consideradas mau presságio. E, especulando, podemos pensar que se aproveitam de sua tecnologia para manipularmos e continuar a fazendo-nos encarar suas Aparições como divinas ou demoníacas.

12/09/1914 - Em La Marne, França, quando estava em curso a grande batalha do Rio Marne, muitos soldados alemães distinguiram, no firmamento, uma dama de branco que impediu seu avanço. (Aparições - Erich Von Daniken)
Em 1099 AC, os cruzados, sitiando Jerusalém, viram um cavaleiro agitando o escudo brilhante sobre o Monte das Oliveiras, ordenando atacarem novamente.

Em 204 AC, apareceram dois anjos resplandecentes no céu, de aparência pavorosa e paralisaram o exército egípcio de Ptolomeu IV, quando ele resolveu matar os judeus.

É interessante destacar que esses avistamentos de OVNIs sempre se fizeram presentes em guerras. Será que eles tem até o interesse de interferir em nossa história, mudando o curso de uma batalha?
Mas vejamos os OVNIs e as religiões.....

OVNIS E AS RELIGIÕES

Gostaríamos de frisar, antes de expormos nossas idéias, que acreditamos em Deus, um ser espiritual, onipresente e onisciente. Cremos na evolução do espírito através de sucessivas reencarnações nos incontáveis mundos do Cosmo. Mas, por Deus ser tão complexo, nossa mente ainda não pode compreendê-lo. E assim, a humanidade, nessa busca incessante para explicá-lo, buscou em fatos reais, acontecidos ao correr dos milênios, uma maneira de entendê-lo.

E dessa maneira tudo que vinha do céu era considerado divino. E, nossos antepassados, em contatos com seres de outros planetas, interpretaram isso como aparições de anjos, santos e até o próprio Deus. No entanto, não queremos, de maneira alguma, criticar qualquer religião que seja - pois todas elas encaminham o homem para o "bem" - e também influir na crença de um Deus Criador. nós somente estamos colocando-o no lugar que ele ocupa, o cosmo e não um pequenino planeta como a terra, pois, "Ele" semeou a vida em múltiplos mundos desse universo maravilhoso e nós não estamos sós.

Estudando as religiões antigas, podemos notar a presença de seres físicos, dotados de tecnologia avançadíssima, em contato com a humanidade. E surgiram os falados cruzamentos entre seres celestiais e mulheres da terra, fatos descritos em livros sagrados e na história universal.

Luciana Lemos Bocchetti

A Bíblia Sagrada nos diz: " Entrementes os homens haviam se multiplicado na terra e lhes tinham nascido filhas. Os filhos de Deus vendo a beleza das filhas dos homens tomaram por esposas aquelas que mais lhe agradaram." (Gênesis)

Mais adiante temos:

"E havia naquele tempo gigantes sobre a terra e os houve também depois que os filhos de Deus se uniram às filhas dos homens e destas nasceram filhos; são estes os heróis famosos desde o tempo antigo." (Gênesis)

Os livros sagrados de Dzyan contam-nos que os primeiros homens na Terra eram filhos dos homens celestes ou Pitris e que os "Reis da Luz" ocupavam "tronos Celestes".

O Nihongi, Japão, descreve-nos seres divinos que desceram do céu, em "barcos celestiais", e se uniram às filhas dos homens. E também nos falam de uma "ponte celestial ou flutuante" entre o céu e a terra.

Zeus, Mercúrio e outros deuses gregos desciam do Olimpo para amarem as lindas mulheres da Grécia.

O Bundhasvamin Brihat Katha Shlokasanigraha, um antigo romance do Nepal, narra contos de seres divinos descendo do céu e seduzindo as mulheres e guerreando em seus "carros voadores".

Na Índia, o Rig Veda os conta histórias sobre "seres celestiais" que desciam à Terra para amar ou fazer guerra. O mesmo encontramos no Ramaiana, também da Índia, pois nos fala de histórias de seres do espaço com mulheres de nosso planeta.

Em muitas civilizações antigas, as virgens eram sempre destinadas aos deuses. Na Babilônia, segundo alguns autores, os Zigurats, altas torres, eram reservados aos deuses, para seus encontros com as virgens a eles destinadas. Na Grécia antiga, era costume de muitas outras mães solteiras dizerem que seus filhos tinham origem divina. Os Súcubos e íncubos na idade média apavoravam muitas mulheres e homens com suas seduções. Podemos especular dizendo que esses contatos, entre homens de outros planetas e mulheres da terra, tinham uma finalidade de melhorar geneticamente as raças por eles escolhidas, pois, os cruzamentos entre parentes as degeneravam, atrasando a evolução. Por isso é que muitos povos tinham proteção dos deuses, ajudando-os até a lutar contra outros. No entanto, é difícil compreendermos tudo isso, porque o que citamos vai de encontro a dogmas religiosos de mais de dois mil anos.

Posteriormente, os seres extraterrestres que nos visitavam passaram a uma segunda fases de suas missões na Terra. Começaram a dar a humanidade noções de justiça, moral e ordem. Mas os homens daquela época não podiam conceber engenhos voadores, daí sempre vermos textos antigos a expressão: "O céu se abriu ". Imaginavam que atrás do céu, no espaço, estaria a morada de Deus, inacessível ao homem.

Porém, esse podia abrir-se e dar passagem a Ele ou a seus enviados para contatos com a humanidade. E os contatos sucediam-se e daí selecionavam um líder e a ele eram dadas instruções para transmiti-las a seu povo. E desses contatos entre nave tripulante nasceram os anjos, santos e até o próprio "Deus", que era visto como "nuvem", "bola de fogo", com fumaça, trovões e relâmpagos. E assim surgiram as religiões...

Hamurabi, na Babilônia, recebeu suas famosas leis de seu Deus Sámas, numa montanha. Minos, fundador de Cnossos, recebeu as leis cretenses, também de um Deus, num monte sagrado. Em 550 AC, Zoroastro, numa caverna que foi banhada em fogo (luz), teve seu contato com Ahura Mazda (Dono da Luz) e fundou o Zoroastrismo.

Em 610 DC, Maomé visionou o anjo de Alá que lhe mostrou uma tabuinha de ouro, em montanhas próximas à Meca, daí criando o Islamismo.

Por volta de 1.500 AC, no cume do Himalaia, Manu sobreviveu ao dilúvio e visionou Brama.

Em cerca de 1800, nos Estados Unidos, Joseph Smith visionou o anjo Moroni que surgiu em seu quarto, envolto numa luminosidade. E depois ele o viu subir num poço de luz (elevador?). Posteriormente, em outros contatos, fora lhe indicado um local aonde se encontraram as tabuinhas de ouro que lhe deram noções para criar a religião Mórmon.

Fato semelhante aconteceu com o Papa São Gregório, em 589 DC, cognominado o Grande, em Roma, quando ele escondeu-se numa caverna e foi descoberto por um clarão. E ali ele viu anjos subindo e descendo por um espectro. Na realidade, ele viu uma nave com seu sistema de propulsão ligado e seus tripulantes entrando e saindo.

Hoje conhecemos vários casos em que a nave, pousada ou próxima ao solo, projetava uma "coluna de luz", e os tripulantes foram vistos, entrando nesta coluna e eram "sugados" para dentro da nave, ou descendo através dela. Um tipo de elevador? (Nota de Aloysio Carvalho)

São especulações, mas não podemos admitir que seres espirituais precisariam de veículos que emitissem fogo para suas subidas e descidas do céu. Aviões e helicópteros não poderiam ser, já que nas mencionadas datas eles não existiam.

Vejamos o que a Bíblia Sagrada nos mostra:

"Um dia, tendo conduzido seu rebanho para o deserto, chegou ao Monte de Deus, Horeb, o Senhor ali apareceu em uma chama de fogo, do meio de uma sarça, Moisés via a sarça arder, sem se consumir." (Êxodo)

Nesse encontro com Deus, Moisés estava diante de uma luz, já que a expressão "sarça arder sem se consumir" exclui "fogo". Seria uma nave profusamente iluminada? Mas vejamos outros encontros que teve com Deus no Monte Sinai:

"Já chegava o terceiro dia e a manhã estava brilhando; Eis que começou a ouvir um estrondo de trovões, e relâmpagos apareceram; Uma nuvem densíssima cobria o monte, um soar de trombetas se fazia ouvir com estrépito e o povo que estava nos acampamentos experimentou um grande medo. Moisés conduziu-os para fora do acampamento ao encontro de Deus, e eles pararam ao pé do monte. Todo o Monte Sinai fumegava, porque o Senhor baixara sobre ele no meio de chamas; O fumo subia como se fora de uma fornalha e o monte inteiro incutia pavor." (Êxodo)

Experimente ler o texto novamente e trocar a palavra "Senhor" por "nave". É evidente que Moisés estava diante do pouso de uma grande nave, ouvindo o barulho de seus motores, vendo sua fantástica iluminação e o fogo que saia de seus jatos propulsores, que chegavam a incendiar o solo do monte, provocando fumaça. E raciocine, isso aconteceu há mais de dois mil anos. Ali, Moisés ficou por 40 dias e 40 noites, sendo instruído para guiar o povo hebreu. Recebeu os "Dez Mandamentos", gravados em pedras, e enquanto isso o povo não podia aproximar-se do monte, veja:

"Desce e avisa ao povo para que não ouse ultrapassar os limites para ver o senhor, para que não morra um grande numero deles."

É claro que aqueles seres tinham medo da multidão, que poderia até danificar a nave. E, ademais, não queriam ser percebidos como seres físicos, daí é que somente Moisés entrava em contato direto com eles. Vejamos outros textos bíblicos que nos mostram naves:

"O Senhor precedia-os para ensinar-lhes o caminho, de um dia, numa coluna de nuvens e à noite, numa coluna de fogo, a fim de lhes servir de guia dia e noite."

"O anjo do Senhor que precedia os bandos de Israel levantou-se para chefiar os grupos que iam atrás dele; Moveu-se com ele a coluna de nuvens, que estava à frente e seguiu atrás do povo, entre o campo egípcio e aquele de Israel, a nuvem era escura em um lado, mas do outro iluminava."

OVNIs guiando o povo hebreu, durante o dia com suas luzes apagadas e à noite acessas, nuvem e coluna de fogo. Daí, por esse motivo, é que a "nuvem era escura em um lado, mas do outro iluminava". Especulando, podemos dizer que seria um holofote dirigido para a frente.

Ezequiel teve um contato onde ele descreve o seguinte:

"Eis que um vento de tempestade vindo do norte e uma grande e espessa nuvem com fulgurações de um fogo todo resplandecente; E ela encerrava uma espécie metal brilhante, que estava completamente inflamado.

Tinham também a semelhança de quatro seres vivos e eis qual era o seu aspecto: Pareciam-se homens. Cada um possuía quatro faces e quatro asas. As suas pernas, bem verticais, tinham cascos de bovinos e cintilavam como bronze polido (...)

E tais eram seus rostos. As suas asas estavam desdobradas, duas unindo-se em cima e duas cobrindo-lhes o corpo. Cada um andava em frente; Aonde o espírito lhes ordenava que fossem, elas iam; Não se viravam ao caminhar. E quando a estas criaturas vivas, dir-se-ia serem carvões em brasa ardendo como tochas e isso circulava entre os viventes, em fogo deslumbrante, e do fogo saíam clarões. E as criaturas vivas corriam em todos os sentidos, qual a faca.

Eu olhava para os viventes e eis, no solo, uma roda junto deles, sobre as suas quatro faces. O aspecto das rodas e sua matéria eram como tarxixe e todas as quatro eram parecidas; O seu aspecto e a sua estrutura eram como uma roda enganchada numa (outra) roda. (...)

Quando as criaturas vivas andavam, as rodas giravam também, ao lado delas, e quando as criaturas vivas se elevaram da terra, as rodas elevaram-se também. Para onde o espírito as impelia, elas iam, o espírito empurrando-as e as rodas elevando-se com elas; E quando se elevavam da terra, as rodas elevavam-se igualmente, porque o espírito de cada vivente estava nas rodas. Por sobre a cabeça das criaturas vivas havia como que um firmamento semelhante a um cristal cintilante, estendido por cima de suas cabeças.

E sob o firmamento erguiam-se suas asas uma contra a outra e cada qual tinha duas que lhe cobriam o corpo. E ouvi as suas asas ressoarem quando andavam, qual o ruído das grandes águas, qual o trovão do Todo Poderoso, qual o túmulo de um exército; Quando paravam, deixavam pender as asas e ouvia-se um ruído, que partia do firmamento estendido por sobre suas cabeças.

Por sobre o firmamento, que estava por cima de suas cabeças via-se como que uma pedra de safira, assemelhando-se a um trono; E sobre essa semelhança de trono parecia surgir um semblante de homem. No interior e por fora, vi como que metal brilhante, com aspecto de fogo, resplandecendo tudo ao redor."

A narração de Ezequiel, de onde extraímos os textos principais, nos mostra que ele teve um contato com uma nave. Ele fala claramente nas suas luzes, seu sistema de propulsão, cúpula ou grandes janelas transparentes e a tripulação dentro da nave. É claro, isso numa linguagem como ele podia conceber naquela época, já que até um simples automóvel seria para Ezequiel uma aparição divina, ainda mais um OVNI. Ele também fala do ruído dos motores da nave, nas escotilhas da mesma e quando cita asas ele claramente nos mostra que o engenho podia voar. Não há duvida que Ezequiel teve seu contato com um engenho oriundo de outros planetas.

São João, no Apocalipse, nos descreve um anjo que tinha olhos como labaredas e outro com um rosto como o sol e os pés como colunas de fogo. Muitos outros termos que nos levam aos OVNIs são citados na Bíblia, tais como: "tronos de fogo" , "braseiros consumidores" e "rios que jorram em montes de fogo".

Os livros de Enoque e Esra, que não figuram na lista de obras canônicas, também nos trazem contatos com seres de outros planetas. No livro de Reis, encontramos o seguinte:

"Continuando seu caminho entretidos a conversar, eis que de repente surge um carro de fogo, e uns cavalos de fogo, que os separam um do outro. E Elias subiu ao céu num turbilhão."

O texto nos dá a entender que Elias subiu ao espaço à bordo de uma nave, "um carro de fogo". Com Ezequiel também aconteceu um fato semelhante, vejamos:

"(...) aparência de fogo, resplendor com brilho de âmbar. Aquilo o levantou entre a terra e o céu e nas visões de Deus o levou a Jerusalém."

Daniel também teve seu encontro com um OVNI e o descreveu: " (...) Daniel, próximo ao rio Tibre, viu o Senhor: Era como berilo, com aparência de relâmpagos, olhos como lâmpadas de fogo e seus braços e pés de cor semelhante a cobre polido e som de suas palavras como uma multidão."

Os Celtas tinham Balder, filho de Odin, e sua mansão denominada largamente Brilhante. Os germânicos, Thor e seu martelo encantado e as Valquírias, cavaleiras mágicas que desciam de Asgard (céu). Na Índia o Rig Veda nos fala deDyas-Pitar, Indra com seu carro aéreo, com corcéis de crina de ouro e pele brilhante, os Maruts em seus carros dourados e Vayu com sua carruagem brilhante puxada por cavalos rubros como o sol. Vishnu, Puxam e Surya, juntamente com os Asvins que voavam em carros fulvos brilhantes e flutuavam por sobre o oceano, eram outros deuses indianos.

No Ramaiana, temos as aventuras de Rama na busca de Sita, sua esposa, em seu carro aéreo e dotado de armas mortíferas. No Mahabarata temos relatos de guerras espaciais com armas que só a ficção científica atual nos pode descrever. Os egípcios acreditavam que o faraó era um ser divino e Manetho, Sacerdote de On, no Aegyptica, diz que os primeiros reis eram deuses. O Shan-hai-ching nos fala de uma raça humana dotada de asas, chamadas Miao que por volta de 2.400 AC perdeu a capacidade de voar, depois de se desvair com o Senhor do Alto, foi exilada. Seria uma lembrança da expulsão do primeiro homem do Paraíso?

Os índios Hopis, dos Estados Unidos, acreditavam que seus ancestrais vieram de outros planetas, Os Navajos e Sunis, também dos Estados Unidos, veneravam deuses louros e acreditavam em outros mundos no cosmo. O "Thunderbird" (Pássaro Trovejante) é uma lenda entre muitas tribos da América do Norte.

Os Noothaus falam da visita de um deus que veio numa "canoa de cobre", e os Pawnees, em um ser que brilhava com estranhas radiações. Quetzalcoaltl fez maravilhas no México e os Maias os chamavam de Kukulkan, os quichuas da Quatemala, de Gucumatz e no Peru foi conhecido como Viracocha, na Colômbia como Bochica e os Polinésios, de Wakee. Os índios Machiguengas do Peru falam no "povo de céu" que veio por uma "estrada brilhante".

O Livro dos Mortos, do antigo Egito, nos fala em "legiões no céu", "espíritos da luz" e "seres brilhantes". Pandoro escreveu, em 400 AC, sobre os Egregori (guardas-anjos) que desceram à Terra no ano cósmico 1.000. Osíris, Isis e Hórus eram representados como disco solar, como também eram comuns os barcos solares egípcios.

Na América do Sul existem centenas de lendas que nos falam de seres que desceram do céu e viveram entre os índios. No Brasil, temos o Bacororo e Baitagogo, dos índios Bororós. Os Kadweus, do Mato Grosso, falavam de Karana. Os Caiuás tinham o Baira, porém o Guaricana era um ser sagrado que vinham curar os enfermos. Jupari foi um dos deuses indígenas brasileiro mais cultuados. Mas, quando o homem branco chegou, para catequizá-los, transformaram-no em um "espírito do mal". Os índios diziam que Jupari era filho de Ceuci, nome que davam as Plêiades.

Sumé também foi outro deus civilizador das tribos brasileiras e diziam que sua morada sagrada era Itaoaoca. O Dr. João Américo Peret colheu entre os índios a lenda de Bebgororoti, Era um ser que vestia o Bo (traje) e levava à mão a Kob (arma). Viveu entre os índios e quando foi embora, na serra de Punkato-Ti, ouviu-se um grande estrondo e Bebgororoti desapareceu nos ares, envolto em fumaça, chama e trovão. E o mais interessante é que quando os índios relembram Bebgororoti, fazem uma roupa que se assemelha a dos astronautas atuais em suas festividades.

Além da presença marcante de deuses físicos em toda a história da humanidade, os OVNIs também foram denominados de aves, répteis e animais voadores, principalmente pelos indígenas. Tivemos Boitat , Mbai-Tat (cousa de fogo), Mboi-Guaçú (cobra grande), Nhandutat (passaro de fogo - "Thunderbird"), Carbúnculo (lagarto de fogo), etc... tudo isso no folclore brasileiro. Já os civilizadores os situaram no campo sobrenatural e criaram Mãe do Ouro, fantasmas, luzes fantasmas, Fogo Corredor, Curacanga, Mulher de branco, Alamoa, João Galáfuz e dezenas de outros mitos, por todo o território brasileiro. No início do século, criou-se uma denominação interessante para os OVNIs, a do Carro Fantasma. Um veículo que assombrou muita gente nas estradas intermunicipais.

Na história universal, encontramos milhares de relatos que nos falam sobre os OVNIs no correr dos milênios. No entanto, apesar de se fazerem presentes na história de todos, muitos não crêem na sua existência. E se assim o fazem é porque querem ainda considera-los como oriundos do céu, divinos. Não queremos dizer com isso que Deus é astronauta, pelo contrário, queremos dizer que Deus é o criador de tudo que existe e que não precisa de naves para vir ao nosso planeta... "

Fonte : Mistérios antigos

Para o meu amigo Giovane

A foto do dia - Monalissa , Breno e o Vale do Cariri- Por Dimas (? )ou ...?


Também aprendi...- Rosa Guerrera


Das muitas lições colhidas e vividas no meu livro de vida, aprendi que :
O amigo verdadeiro é o encontro de duas almas.
Que um olhar é capaz de transmitir todas as sensações existentes no coração.
Que a tristeza e a lágrima se desmoronam diante de um sorriso sincero .
Que é sublime a entrega de um desejo quando acalentado por um profundo sentimento de paixão e respeito.
Que o perdão é o maior alimento para as cicatrizes do destino .
E aprendi mais ! Aprendi que a gente tem que saber amar o amor com toda intensidade a cada momento e a cada segundo .
Só assim seremos mestres no grande aprendizado da vida , e teremos algo para deixar como herança quando partirmos para o mistério dos mistérios

Sobre Blogues
"O que vem a ser realmente um blog? Um diário on line ?Anotações do dia a dia ? São inúmeros os seus objetivos , sendo na minha opinião o principal deles , aquele desejo que sentimos em nos mantermos em continuo dialogo com nós mesmos.E assim vamos transcrevendo fatos, lembranças, alegrias , homenagens , tudo direcionado a fases de nossas vidas , sejam elas boas ou tristes .São inúmeros os momentos marcantes na nossa caminhada por esse “mundão de Deus”e nada melhor do que arquivarmos alguma coisa que marca o nosso coração bem lá dentro no seu âmago."( rosa guerrera)

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Blog flor da paz e cariricaturas.

A MENINA E O DEDAL

A MENINA E O DEDAL

Episódio na feira do Crato - Memória de Infância de Jacinta Siebra de Brito

Ele era de plástico, verde-limão, todo furadinho e encaixou direitinho no meu dedo!
Estava misturado entre outros dedais de metal que eu já conhecia, desde não sei quando. A novidade é que aquele era colorido e de plástico. Que lindo!
Como sempre fazia todas as segundas à tarde, ia à feira, um dos meus passeios prediletos. Perambulava de banca em banca, em busca de encantamentos. Ficava feliz e animada!
No meu coração de menina de oito anos, aquilo era uma aventura perigosa, ir à feira apenas na companhia de uma amiguinha, e ficar passando pelas bancas sem nada comprar.
Certa vez, após termos parado na banca de filhós e gasto todas as moedinhas, mais adiante nos deparamos com outra banca cheia de novidades: miçangas coloridas e cintilantes. Aquilo brilhou diante dos meus olhos, pois eu jamais tinha visto tantas miudezas juntas: fivelas, marias-chiquinhas, broches, travessas, fitas de cetim de todos os tamanhos e cores, cianinhas, bicos, rococós, e dedais de todo tipo e cor, tão bonitos e diferentes!
Eu fiquei entusiasmada e parecia exaltar numa sensação de êxtase e desconforto.
O espelho não bastava para as duas amigas, uma ficava puxando da mão da outra, a provar tudo! Eu, na minha paixão por dedais, ficava a testar todos, chegando até a preencher todos os dedos das mãos e mostrando a amiga dizia:
- Olha que bonitinho! Acho que vou ser costureira.
A dona da banca, mulher simples, só olhava e deixava sair um breve e tímido sorriso, tanto quanto o meu, quando tentei tirar o dedal do polegar e não consegui. Em busca de um socorro, olhei para minha amiga, que nem se deu conta do meu vexame, pois estava muito ocupada a botar e tirar as miudezas. Pensei cá com meus botões... como é que uma pessoa com o nome de Socorro não percebe a minha aflição? Invadida por emoções fortes, eu não sabia o que fazer. Pedir para a amiga puxar o dedal na frente da dona da banquinha podia ser pior, pois se não saísse do dedo, como pagar se não tínhamos mais moedas? Entretanto, estava feliz e ao mesmo tempo assustada. O dedal colorido e brilhante não saiu do meu dedo. E agora?
- Como as moedas rendem pouco! Pensei indignada. Será que eu estava roubando? Não!
O dedal é que colou no meu polegar, e não queria mais se separar de mim.
No meu íntimo estava gostando daquele grude, apenas receava que a mulher percebesse o que eu estava levando na mão. Que situação! Passaria vergonha se fosse pega com o dedo colorido escondido por debaixo da prega da saia. E se tivesse um guarda ali, vendo tudo? Perguntava a mim mesma.
Olhei em volta e constatei que estava tudo bem. Que felicidade! Poderia voltar para casa sem ser vista. Nisso, aproveitando o momento que chegou uma mulher procurando elástico, dei um sinal de ir embora para a amiguinha, e nós saímos de fininho. Antes, disse encabulada para a mulher:
- A gente não vai comprar nada não, tá?
A mulher apenas abanou a cabeça consentindo. No caminho de casa fiquei olhando para todos os lados para ver se o guarda vinha E quando Socorrinho olhava pra mim com um “zoião” e perguntava: O quê que foi? ficava mais nervosa ainda e na minha fantasia o guarda já estava bem perto da gente; nisso eu enfiava cada vez mais a mão na prega da saia e sentia um conforto e gratidão por ela abrigar meu dedo. Não consegui responder nada pra minha amiga, estava confusa. Ao mesmo tempo desejava que o dedal não saísse do meu dedo, pois parecia um anel e imaginava que quando eu quisesse agradecer a alguém era só levantar o dedo, e surpresa...! Um dedo colorido.
Quando chegamos no cruzamento da rua Santos Dumont com a Bárbara de Alencar, Socorrinho avisa que vai subir pela Bárbara, pois ficava mais perto pra ela. Daí eu fui em frente com uma sensação de alívio, mas, ao mesmo tempo um medo de seguir sozinha, pensando agora que o guarda ia aproveitar para se aproximar.
Quando dobrei na esquina do bar de Cabral, para entrar na rua Pedro II, onde morava, esqueci o guarda e fiquei matutando o que ia dizer em casa. Estava emaranhada em meus sentimentos, uma mistura de alegria, medo e desconfiança.
Eu jamais tinha experimentado aquela sensação: um misto de contentamento com algo que ainda não conseguia entender.
- Que será isso que se passa comigo? Me perguntava confusa.
Quando cheguei em casa que vi minha mãe, senti que ela lia minha alma e resolvi desabafar:
- Ó mãe um “copinho” que a mulher me deu na feira!
Minha mãe pressentindo algo disse:
- Que história é essa? Porque uma mulher havia de dar um dedal a uma menina? Isso é um dedal que as costureiras usam para não furar o dedo com a agulha!
O comentário da minha mãe me trouxe à realidade. Claro que eu sabia, mas estava querendo enganar-me, pois já tinha visto aquele dito “copinho” nos dedos “das Costa”, as irmãs costureiras, que faziam meus vestidos para a festa da padroeira da cidade.
Como que acordando de um sonho, reconheci que não podia haver segredo entre nós! Tomei coragem e disse:
- Não, mãe, foi que eu fui experimentar e ficou preso no meu dedo.
Para mim parecia mais fácil e leve aceitar essa versão. Minha mãe, paciente, orientou-me a lavar as mãos com sabão para soltar o dedal e devolvê-lo imediatamente.
Pronto! Agora, sem ter o fiel dedal colado ao meu dedo, constrangida pensava: - que desculpa arranjar para a mulher das miçangas? Queria a companhia de uma amiguinha para me dar cobertura e segurança. Chamei algumas, mas nenhuma quis acompanhar-me.
E assim fui criando coragem de ir sozinha, pensando agora em como falar com a mulher.
No caminho de volta à feira, resolvi fazer um percurso mais longo pela rua detrás, prá dar tempo de pensar no que dizer. Ensaiei várias versões pra entregar o dedal, e antes mesmo de chegar lá já sabia como falar:
- Éi! Minha mãe disse que eu viesse devolver esse negócio que ficou agarrado no meu dedo!
A dona da banca apenas abanou a cabeça e resmungou:
- Huuum!
Fiquei admirada, pois a mulher não brigou comigo. Aliviada, percebi que meu erro tinha sido reparado. Mesmo assim, ainda sai olhando para trás com medo que a dona das miçangas chamasse o guarda.
No retorno para casa, ainda apreensiva, notei que soluçava muito e o coração batia rápido. Estava na espreita de uma surpresa, quem sabe o guarda poderia tocar no meu ombro...
Já nos arredores da feira, um pouco antes da esquina de Cabral, encontrei Helena, a namorada do meu irmão. Ela estava com um vestido azul celeste, decotado, que combinava e reluzia nos seus olhos verdes. Sorrindo alegre como sempre, Helena foi logo perguntando por Pedro. Tentei responder, mas não parava de soluçar.
Daí então, Helena soltou um disparate:
- Eu vi você roubando aquela caixinha de lápis de cor na feira!
Assustada exclamei:
- Euú!? E a outra retrucou: - Você mesma!
Nesse momento livrei-me do soluço e falei gaguejando:
- Mas... eu, eu, eu não, não... Eu tentava traçar uma desculpa, pois no meu pensamento a moça esperta havia assistido minha aventura e para não ser direta trocou o dedal por lápis de cores. Lembrei nesse instante que na banquinha tinha também material escolar.
Helena vendo a minha aflição disse:
- É brincadeira, menina! Foi só um susto prá passar teu soluço!

TRADIÇÃO ORAL - BISAFLOR CONTA HISTÓRIAS

No seu constante viajar de contadora de histórias, Bisaflor foi bater em Fortaleza. Walda, filha de Adalgisa, uma antiga amiga, a recebeu na sua casa e promoveu uma animada roda de contação de histórias. Vieram todas as crianças da redondeza e muitos adultos também, inclusive Magali e Carlos, com os netos. Bisaflor contou muitas histórias, e as crianças Lourenço, Vitória e Gabriel pediram que contasse “de novo” a da “vovó peluda”

VOVÓ OGRA TÃO PELUDA

Certa vez uma mãe mandou a filha ir à casa da avó pedir uma peneira emprestada. Após preparar a cestinha com a merenda (roscas e pão feito com óleo), a menina seguiu para a casa da avó. No caminho ela teria que atravessar o rio Jordão, e, lá chegando, pediu que o rio a deixasse passar.
- Deixo sim, se você me der as roscas da sua cestinha.
A menina já sabia que o rio Jordão adorava brincar com as rosquinhas, rodopiando-as nos seus redemoinhos. Deu-lhe todas as roscas da cesta.
O rio abriu-se e a menina passou. Andou, andou até chegar em frente à Porta Gradeada.
- Porta Gradeada, me deixa passar?
- Se você me der o pão com óleo, já está do outro lado.
A Porta Gradeada tinha um fraco por pão fritado no óleo, só porque o óleo untava suas dobradiças enferrujadas.
A menina deu-lhe o pão e a porta se abriu, deixando-a passar.
Quando chegou à casa da avó, encontrou a porta fechada. Chamou, pedindo que abrisse a porta. De dentro de casa veio a resposta:
- Estou acamada, não posso levantar-me, entre pela janela.
- É alta, não alcanço.
- Ah, entre pela gateira.
- Ora, não posso, vovó.
- Aguarde um pouco que vou jogar uma corda e te puxar pela janela.
Quando subiu, a menina achou o quarto escuro, mas, até então, não desconfiou de nada. Nem imaginava que era a Ogra quem estava na cama, muito menos que ela havia engolido sua avó, inteirinha, deixando apenas os dentes, que colocou pra cozinhar, e as orelhas que estavam sendo fritadas numa frigideira.
- Vovó, mamãe mandou buscar a peneira.
- Amanhã você leva, está tarde para voltar. Deite-se comigo.
- Mas tenho fome, vovó, que vou comer?
- Tem feijão cozinhando na panela.
A menina mexeu o conteúdo da panelinha, que eram os dentes da avó, e falou que estavam muito duros.
- Tem umas fritadas prontas. Sirva-se.
Na frigideira estavam as orelhas. A menina tocou-as com o garfo, não estavam no ponto.
- Vovó, a fritada não está crocante, não quero.
- Não há outra coisa para você comer, venha deitar-se.
A menina acomodou-se na cama, perto da avó. Admirou-se de suas mãos peludas:
- Nossa! Como suas mãos são peludas, vovó.
- Ah, isso é por causa do monte de anéis que eu usava nos dedos.
Tocou no peito da avó.
- E seu peito, vovó? Por que é tão peludo?
- Eu usava inúmeros colares no pescoço, com muitas contas, muitas correntes, aí ficou assim.
Tocou nos quadris da avó.
- Por que tem os quadris tão peludos, vovó?
- Passei muitos anos usando um espartilho muito apertado, o resultado foi esse que você está vendo.
A menina pegou em sua cauda, achou muito estranho, a avó jamais teria um rabo, podia até ser tão peluda, mas ter rabo já era demais. Matou a charada na mesma hora: aquela só podia ser a Ogra e não sua avó. Falou, então:
- Vovó, preciso fazer uma necessidade antes de dormir.
- Então vá até a estrebaria, eu lhe ajudo a descer pelo alçapão, depois que você fizer sua necessidade eu puxo a corda novamente.
Quando a menina chegou lá embaixo desamarrou-se e começou a prender uma cabra na corda. A avó perguntou se ela já tinha terminado.
- Espere só um pouquinho, vovó.
Ela precisava de um tempinho mais para prender a cabra bem firme.
- Pode me puxar agora, vovó.
Mal a Ogra começou a puxar a corda, a menina pôs-se a xingar:
- Ogra peluda! Ogra peluda!
Abriu a estrebaria e pernas pra que te quero! Enquanto isso a Ogra puxava a corda e quando avistou a cabra, pulou da cama e disparou em correria atrás da menina.
Ao avistar a Porta Gradeada, já de longe gritou:
- Porta Gradeada, não deixe essa menina passar.
- Não tenho motivos para isso, ela me deu pão com óleo.
Perto do rio Jordão, a Ogra voltou a gritar:
- Rio Jordão, não baixe suas águas, não deixe a menina passar.
- Claro que eu vou baixar minhas águas, ela me deu rosquinhas.
Quando a menina acabou sua travessia, as águas voltaram a subir, no mesmo momento em que a Ogra chegou à beira do rio. E como vinha em louca correria, atirou-se na água e foi arrastada pela correnteza.
Do outro lado do rio, a menina se divertia fazendo mungangas para ela.
- Bem feito Ogra peluda! Vai morrer afogada!
.

Cariricaturas - Dois meses, que parecem anos- Por Socorro Moreira

Esse blogue é como uma sala virtual , aberta no meio do mundo , com paisagens mutantes: ora Crato, ora França , ora também todos os credos, assuntos e sentimentos.

Já completamos um número razoável de colaboradores(53) e de leitores( esses , na maioria anônimos, aos poucos se revelando) . Adotamos postagens informativas e autorais, esperando que as primeiras se encampem às autorais.

Desejamos plena interação e preservação da harmonia existente. As críticas e sugestões serão bem-vindas para o nosso crescimento e otimização.

Alguns que desejem fazê-las, e por qualquer motivo não conseguem postá-las, comuniquem-se através dos contatos :

sauska_8@hotmail.com ( maria moreira) ou cbbloc@uol.com.br ( Claude Bloc)

Abraços.

Cidade cortada de pontes, rios emendando sonhos- Por: Socorro Moreira


Os dias da Infância são corridos, e as noites custam um sono profundo. Os tempos nos transformam numa incandescente festa. De repente nascem seios, nascem pelos, e já ficamos a contar estrelas, e a vê-las, significativamente.
Depois é a lua, onde nos miramos; é o sol onde nos achamos: cor, energia, e até o amor. Fogo solar... Queima, mas não esconde o poder da musa; queima , queixa, e deixa. Acho que o tempo inesquecível tem que ser dito,sim!
Outro dia estive no Recife. Pensei chegar, e ficar. Foi mais curto do que desejei, mas valeu!
Deixei um pedaço de mim naquele lugar. Nunca voltei pra buscar.Era um pedaço bonito, e o Recife bem que o merecia; era um pedaço tristonho... Entreguei-o às águas dos rios. Transmutaram-se,ficou um sonho, um tempo que nem chega a ser passado... Ficou um conto!Nem de fadas, nem de Esopo, nem de Machado, nem de Clarice... Ficou um conto que fala de amigos!
Recife (PE), 1975.
Rodoviária, no Bairro S.José.
Salta uma mulher de uns 23 anos. De malas e cuias, e três filhos nas mãos. Perece mais, cena de novela mexicana. Vontade de viver, e um emprego debaixo do braço... Será fácil?
Encontraram conhecidos, e por tabela, outros conhecidos acharam..
Combinou um encontro, naquela tarde, e naquela noite ainda, se encontraram.

Drive do Derby... (Um brinde ao momento: gim-tônica, calandre, alerte limão, halls, “Only Yesterday” - The Carpenters. Sons, cheiros,tudo mágico, refrescante e encantante... Noite com olhares, sorrisos reticentes, beijos... Quase soltos, quase loucos, quase dados de mãos beijadas. Era um início, e um fim)!
Vida de turista. Uma semana, uns meses, uns anos... E depois de todos os anos, lembranças doces, amenas.
Talude, Beer House, sorvete no Free Sabor ou Z’ecas, Casa D’Itália, Suape, Maria Farinha, Zoológico, Agulha frita no Samburá de Olinda, comida Chinesa em B. Viagem, água de coco, na Piedade.
Vejo o Paço da Alfândega, a Rua da Aurora, onde existia o Buraco de Otília; vejo a Real da Torre, onde dormi maquiada, de salto alto, meias de seda, esperando a buzina de um carro.
Sexta era dia de matar a saudade; sábado, programa gustativo; domingo era dia de mar, e mar era o seu olhar. Mar caribenho - azul-piscina! Barba perfumada, e inconfundivelmente, bem tratada. Tinha charme, dizia as coisas no tom mais baixo, e sensual. Momentos de contenção do desejo; momentos de explosão do encanto, de pura e clara amizade... Momentos de desencontros e desvios do interesse.
Com aquela criatura aprendi novas perguntas, e novas respostas. Aprendi a passar tempo, nas minhas Recreativas. Éramos amigos!





Mundo - Por Claude Bloc

_______________________

Meu mundo
São as quatro paredes
Mesa e cadeira
lápis e papel
E o coração aquecido
De felicidade

Sigo a rima
Conduzo a prosa
Ou ela me conduz

E a palavra me guia
na noite escura
quando o verso se alumbra
como um traço de luz.
.

Texto por Claude Bloc

As fadas - Por Claude Bloc

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Havia duas fadas
De um reino distante
Olhos perspicazes
Olhos de luar...
Por entre as folhagens
Pássaros se aninhando
Apagando as luzes
Do entardecer.
Arrulhavam juntos
Contando as viagens
Os sonhos antigos
Pescas, caças, frio...
Ah! E as fadas
Leves, sorridentes
Contando as prosas
Vivendo os versos...
.
Texto por Claude Bloc

Cariricaturas completa dois meses..

Chegamos aos dois meses. Como o tempo corre, né?

O Cariricaturas agradece aos amigos e colaboradores sem os quais não teríamos tantos motivos para nos alegrar.

Este espaço é nosso. Aqui partilhamos democraticamente nossas alegrias e saberes.

Queremos comemorar com vocês este dia com o nosso abraço.

Venham, sentem-se a mesa, pois é em torno da mesa que os amigos confraternizam.


CARTAS DO EXÍLIO II





Querida amiga Socorro.


Hoje desci para o jardim. A noite estava silenciosa com pouco movimento na rua. Algumas nuvens se juntam com prenúncio de chuva. Noites de setembro em Recife. O tempo mudou por essas bandas. Antes o início do período de praia tinha início no dia 7 de Setembro. Abertura do verão! As mudanças climáticas transformaram essa paisagem. Hoje a tarde choveu e já estamos no dia 21 de setembro. Recordo-me que na manhã do dia da Pátria combinávamos nos encontrar no Derby. Calção por baixo da bermuda, chinela japonesa alguns trocados no bolso para um sanduíche e um refrigerante e a sagrada carteira de estudante. À época era franqueado o acesso gratuito dos estudantes pela porta dianteira. Ônibus elétricos que eu achava o máximo e que integrados ao charme das ruas e avenidas configuravam mais um cartão postal do velho Recife. Cidade tranqüila, sem a violência e a barbárie de hoje. Não, não pense que foi na década de 30 ou 50. Não faz muito tempo assim, nem sou tão velho assim. Corriam os anos de final da década de setenta e início dos anos oitenta. Décadas de ouro para nós rapazes e moças aqui. Retomando a narrativa, nos reuníamos no Derby. A turma do Crato que morava em “repúblicas” circunvizinhas marcava naquela tradicional praça o ponto de encontro. Casas ou apartamentos com 4, 6 ou até mais estudantes. Esse convívio merece um capítulo a parte. Nós gostávamos de assistir a “parada de 7 de Setembro. Aliás eu sempre gostei e até aspirei entrar para a carreira militar. Esse sonho se desfez totalmente com o golpe militar de 64. Terminada a parada pegávamos um ônibus para a praia de boa viagem. Daí era lagartear ao sol, conversar sobre tudo e todas, um belo banho sem o perigo de tubarões para atazanar o juízo. Olhar as meninas de biquíni ou de maiôs que passeavam pela areia atiçando a libido dos pobres escoteiros do mar. Era o melhor daquelas manhãs. Quando a fome apertava, corríamos para o tradicional cachorro quente e um refrigerante. Saciada a fome, batíamos uma pelada e lá para as 14h nos molhávamos com uma mangueira com água usada pelo pessoal do vôlei de praia e voltávamos para nossas repúblicas. Á noite, quem tinha namorada ia pra casa da amada e além dos beijos e abraços ganhava ainda por cima, um lanche. Os outros se reuniam pra tocar violão e bater papo com a turma do edifício. Nessas reuniões havia a possibilidade de surgir uma paquera. E assim transcorria a nossa vida de estudante. Uma das passagens interessante nas repúblicas era a chegada das caixas de “merenda” , o suprimento que as mães solícitas e preocupadas com seus “anjinhos” enviava pela Viação Princesa do Agreste que nós apelidamos de “Tristeza da Peste”. Era uma alegria! Dias de fartura, mas quando acabava, e acabava rápido, vinha os dias de pão e água. Em uma dessas repúblicas, salvo engano no Edifício Mônica, resolvemos criar uma comunidade solidária. Administração centralizada e socialista das merendas.

Até que deu certo! Cada mês havia eleição para um síndico que tinha a incumbência de administrar o caixa da merenda, dos víveres do café e o jantar. O racha do aluguel e condomínio. Todos aprenderam a ferro e fogo e muita confusão os princípios da administração pública! Vida boa, de muita camaradagem e muitas prezepadas. As festas nas repúblicas marcavam momento de grande prazer. Encontro de amigos e principalmente das amigas do Crato que traziam suas amigas pernambucanas para um “assustado”. Aí ficava parecido com o título do filme: “O pecado mora ao lado”. Eu sempre me dava bem, pois tinha uma lábia que “derrubava avião” como diziam os colegas. E era o “ajeitador” oficial de namoro. Cargo honorífico que me acompanhou da terrinha até o exílio em terras pernambucanas. Mas havia também momentos de tristeza quando batia a saudade de casa, dos pais, amigos que ficaram e da vida tranqüila do nosso pé de serra. Melancolia. O jeito era ir dançar no Clube dos Oficias da PM ou no tradicional Clube Internacional e Português do Recife que promoviam bailes aos e sábados e domingos. Numa dessas festas fomos ao Clube Náutico Capibaribe, clube de elite, chio das coisas. A partir desse baile nasceu minha paixão pelo Alvirrubro da Rosa e Silva. Foi amor a primeira vista. Quem me abduziu foi uma loira torcedora timbu com quem dancei a noite inteira. Terminei namorando a galega e fomos a uns jogos juntos. A loira se foi, mas o Alvirrubro Timbu me enlouquece até hoje. Só sabe dessa paixão quem veste esse manto sagrado. São tantas histórias que termino por escrever um livro. Quem sabe ?



Dia da Paz - 21 de Setembro

Para comemorar o dia da PAZ com alegria.

A Paz

(De Gilberto Gil)
Intrerpretação de Zizi Pozzi


A paz invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais

A paz fez um mar da revolução
Invadir meu destino; A paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão da paz

Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz

Eu vim
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais"