Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
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claude_bloc@hotmail.com

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O que é o pré-sal?
"O termo pré-sal refere-se a um conjunto de rochas localizadas nas porções marinhas de grande parte do litoral brasileiro, com potencial para a geração e acúmulo de petróleo. Convencionou-se chamar de pré-sal porque forma um intervalo de rochas que se estende por baixo de uma extensa camada de sal, que em certas áreas da costa atinge espessuras de até 2.000m. O termo pré é utilizado porque, ao longo do tempo, essas rochas foram sendo depositadas antes da camada de sal. A profundidade total dessas rochas, que é a distância entre a superfície do mar e os reservatórios de petróleo abaixo da camada de sal, pode chegar a mais de 7 mil metros.

As maiores descobertas de petróleo, no Brasil, foram feitas recentemente pela Petrobras na camada pré-sal localizada entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, onde se encontrou grandes volumes de óleo leve. Na Bacia de Santos, por exemplo, o óleo já identificado no pré-sal tem uma densidade de 28,5º API, baixa acidez e baixo teor de enxofre. São características de um petróleo de alta qualidade e maior valor de mercado."

Lamartine Babo - por Norma Hauer


Hoje completam-se 47 anos do falecimento de um grande ídolo do rádioe das composições brasileiras : LAMARTINE BABO.
Nascido em 1º0 de janeiro de 1904, viveu apenas 59 anos mas produziu muito.

Deixarei para falar mais sobre ele na data de seu nascimento.
Hoje, em clima de Copa do Mundo, quero relembrar sua importância ao compor hinos para os clubes cariocas.
O Flamengo era o único clube que possuía um hino, composto por um “flamenguista” doente: Paulo de Magalhães, mais teatrólogo do que compositor.

Lamartine, ao contrário, criou hinos para todos os clubes que disputavam o então campeonato carioca.
Fê-lo quando ainda pertencia ao cast da Rádio Mayrink Veiga, mas denominou-os marchas e não hinos.

Infelizmente o do América, exatamente o seu clube, é cópia de uma melodia americana(não do clube,mas dos Estados Unidos).
Como os hinos dos grandes clubes são bastante badalados, aqui vão parte das letras que me recordo dos do Bangu e do Madureira:

Hino do Bangu (parte)

"Em Bangu se o time vence há na certa um feriado,
Comércio fechado.
A torcida reunida até parece a do Fla-Flu
Bangu, Bangu, Bangu..."

Hino do Madureira(parte)

És Madureira, nosso castelo,
A nossa paz mundial...
Oi, salvem os muitos anos,
Dos tricolores suburbanos."...

Sílvio Caldas gravou os hinos do Vasco e do São Cristóvão; a Jorge Goulart (vascaíno) coube os hinos do América e do Madureira.

Jorge Goulart contou-me que ele falou ao Lamartine:"Você sabe que sou vascaíno e deu o hino de meu clube para o Sílvio Caldas..." Lamartine respondeu "Darei a você o mais bonito, o do América, meu querido clube”. E o deu para Jorge Goulart.
Só que como afirmei acima, a música do hino do América é cópia perfeita de uma música dos Estados Unidos, que fez parte da trilha sonora de um filme, cujo nome não me recordo.
Posteriormente, houve regravações de todos os hinos, mas na época coube a Lamartine escolher os cantores que os gravariam. É pena não haver escolhido Carlos Galhardo, que torcia pelo América.

Norma

Será que eu entendi bem?

Ontem ouvi  o discurso do Senador Paulo Paim (RS), anunciando  o sancionamento  da emenda : 7,72 % de reajuste para os aposentados que ganham  mais de um salário mínimo ( correspondente a 80 % do BIP). Hoje, no JN  foi noticiado que o  pagamento será feito  no mês de agosto ou setembro. Diz o senador , que a luta continua , pela exclusão do fator previdenciário. O mesmo ,  acaba de ser vetado pelo Presidente Lula.Vamos esperar ?!Fazer o que ?!




Um grupo de deputados estão tentando enfraquecer as proteções ambientais no Brasil, matando nosso Código Florestal. Vamos deixar claro que os brasileiros não permitirão um retrocesso na proteção das nossas florestas.

É chocante, mas o congresso brasileiro poderá abrir oficialmente uma "temporada de desmatamento", nas 5 regiões do Brasil, significando um retrocesso de décadas em proteção ambiental!

Mais de 70 deputados da bancada ruralista, representando os intersses do agronegócio, estão tentando enfraquecer o Código Florestal brasileiro. Se eles conseguirem, milhões de hectares deixarão de ser protegidos por lei!

O Congresso está dividido - há uma forte oposição dos parlamentares ambientalistas mas os dois maiores partidos, o PT e o PMDB, ainda não assumiram uma posição. Porém, a não ser que haja uma grande pressão popular, é provável que eles se alinhem com os ruralistas para ganhar apoio político nas eleições de outubro. Chegou a hora de mostrar o que o Brasil quer! Vamos enviar milhares de mensagens direto para os emails dos líderes partidários, eles estão negociando o posicionamento dos seus pertidos agora mesmo! Clique abaixo e envie a sua:

http://www.avaaz.org/po/mensagem_codigo_florestal/?vl

As propostas mais perigosas são: a anistia irrestrita ao desmatamento ilegal ocorrido até 2008, a eleminação da Reserva Legal para propriedades de até 4 módulos rurais inclusive na Amazônia e a transferência da regulamentaçõa para o nível estatal, flexibilizando a lei. As propostas são uma grave ameaça à preservação ambiental, reduzindo dramaticamente as áreas atualmente protegidas.

Coisas da poesia




Coisas da poesia

O bule de café fumega no fogão.
O queijo frige na palha de milho.
A polenta na frigideira.
Na panela de ferro a banana são-tomé.

A velhinha sorri para mim.
O picumã pende do telhado.
O fogo crepita com a lenha verde.
Eu olho as estrelas entre as labaredas.

Um sapo de castigo num canto da parede.
Um caranguejo toma sol no quintal.
Havia um cheiro de mato
E um cheiro de pão no forno.

A minha língua era torta.
Coisas da poesia.

____

Por Luiz Alberto Machado





Pronto, entrei em campo com meus bacorejos. E quando vou pro jogo é sem medo de perder. Empate é derrota pros dois.

A distância entre ganhar ou perder é como o fio da navalha ou um cabelinho de sapo: qual? Quem estiver mais preparado, motivado, com a sorte em dia e a vontade pro que der e vier, não dá outra. Quem tem medo de cagar, não come. E morre de fome.

Quando o Brasil começou a jogar pros lados, de banda, meio que sem graça, saquei logo o aguado. Desliguei e resolvi arrumar uma lavagem de roupa. Pra falta de garra, de raça e de mostrar pro que veio, melhor assobiar qualquer outra cantiga. Parece mais o ditado popular: quem tem furico, tem medo.

Como qualquer melepeiro entende mais essa seleção que eu, encontrei uma curiosidade: uma pesquisa feita por analistas do banco inglês Standard Chatered (ah, esses entendem mesmo do riscado!), baseada nos critérios das análises de Monte Carlo, nos spreads dos swaps para default de crédito e na taxa de cambio real efetiva (como é que é?!?!), publica um relatório reunido num catatau de 73 páginas, que o Brasil não será campeão nessa Copa de 2010 de jeito nenhum. Novidade!

Os 18 analistas de crédito e câmbio do Departamento de Análise de Risco da instituição financeira mencionada, chegaram nessa conclusão cientifica por meio de metodologias estatísticas que comprovam tintim por tintim, noves fora e prova dos nove. Negócio sério mesmo! Babau!

Para eles os campeões serão ou Espanha (que emperrou hoje), ou Alemanha, ou Inglaterra ou Argentina. E é?

Se eu tivesse no meio deles acrescentaria além desses qualquer um, debochando com uma risada boa.

Outros que presumo serem raçudos especialistas no assunto são os videntes que flagrantemente sabem, além do futebol, toda obviedade da besteirada nunca vista. Pois é, eles tambem adivinham que o Brasil não ganhará. E lá vai a vidente Maca que aposta na Alemanha derrotando o Brasil na final. A Miss Knock diz que dá Gana. O feiticeiro Zulu Sebenzile Nsukwini sapeca na África do Sul (que levou um chocolate do Uruguai). A Bete Strauss apostou na Espanha (de novo!?), Inglaterra, Italia, Alemanha ou França (só?). A cartomante Cinara Mattos diz que vai de França. O bruxo mexicano Antonio Vásquez acha que o Brasil perderá na final para um selecionado europeu, indicando a Holanda. A numeróloga Fatima Cald vai de Espanha ou Itália. O espírita Ubirajara Pinheiro diz que a final será entre Itália e Alemanha. Somente o nigeriano John Adatiri e o Pai Paulo de Oxalá apostaram que dará Brasil. Eita!

Nessa penca de pitacos, também o adivinho presidenciável sempre preterido Doro, botou as mangas de fora e água na moringa vociferando seu borborigmo intelectual: dá Brasil. Isso, entre flatulências e coprólitos, batia o pé dizendo que não adianta olho gordo, secagem, macumba, vudu, urucubaca braba e esconjurada geral! E pra imunizar a nossa seleção o apadeguado tomou a providência de fazer um arrumado com pena de bacurau, patuá, carranca, sino-salomão e cocar para enfunar o peito, saçaricando que o Brasil não vai voltar da África do Sul com os beiços com que mamou.

Sei não. Gostaria muito de queimar minha língua – feito fiz com Felipão: meti o pau até o jogo da Inglaterra. Depois, fiquei na minha. Peru que não se emenda, melhor piar baixinho ou cair no mutismo.

Mas digo lá: ih, acho que essa seleção vai matar muita gente do coração.

Resta dizer mesmo com a orelha na frente da pulga: Avante, Brasil! Rumo ao hexa com Folia Caeté!

Beijabrações & tataritaritatá!!!!
www.luizalbertomachado.com.br
PS: Vem aí o DVD do meu espetáculo infantil “Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas”. Lançamento depois da copa, viu?

O Theatro José de Alencar é um teatro brasileiro, localizado na cidade de Fortaleza, no Ceará.

Foi inaugurado oficialmente em 17 de junho de 1910 e apresenta arquitetura eclética, sala de espetáculo em estilo art noveau, auditório de 120 lugares, foyer, espaço cênico a céu aberto e o prédio anexo, com dois mil metros quadrados, que sedia o Centro de Artes Cênicas (CENA); o Teatro Morro do Ouro, com capacidade para 90 pessoas; a praça Mestre Pedro Boca Rica, com palco ao ar livre e capacidade para 600 pessoas; a Biblioteca Carlos Câmara; a Galeria Ramos Cotôco; quatro salas de estudos e ensaios; oficinas de cenotécnica, de figurino e de iluminação; o Colégio de Dança do Ceará e o Colégio de Direção Teatral, do Instituto Dragão do Mar; a Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho; e o Curso Princípios Básicos de Teatro.

A pedra fundamental do teatro foi lançada em 1896, no centro da praça Marquês do Herval, hoje praça José de Alencar, mas o projeto original não foi concretizado. Em 1904 é que foi oficialmente autorizada a construção do Theatro José de Alencar, através da lei 768, de 20 de agosto. Em 6 de junho de 1908 as obras oficialmente tiveram início, e as peças de ferro fundido que compõem a estrutura do teatro foram importadas de Glasgow, na Escócia.

No início do século, ao fazer o projeto arquitetônico do Theatro José de Alencar, o capitão Bernardo José de Mello imaginou um teatro-jardim. Mas, o jardim mesmo, só foi construído anos depois da festa de inauguração, na reforma que durou de 1974 a abril de 1975. O jardim ocupa todo o espaço vizinho ao teatro, pelo lado leste.

O novo prédio, conhecido como anexo, foi incorporado ao Theatro José de Alencar na reforma realizada de 1989 a 1990.
Wikipédia

Naturalizados jogando em seleções estrangeiras - por José do Vale Pinheiro Feitosa

- Qualé meu compadre? Qualé o bugalho?

- Desinfeta meu irmão. Num vem com Caô prá cima de mim! Faço por que faço! Tipo assim fazer por que outro num faz.

Carlinhos pegava um ônibus ali no ponto da entrada do Túnel Dois Irmãos, do outro lado da Rocinha, mas Tião queria arrastá-lo para um jogo de bola. Carlinhos estava decidido e não cedeu ao argumento do irmão.

- Qualé Mané? O bugalho é de primeira. É de responsa, os Mané do Cantagalo estão vindo e hoje é o dia da nossa comunidade dar o troco neles. Aqueles dois a zero ainda dói bem aqui no meu coraçãozinho de ouro.


- Num dá. Tenho coisa muito importante para resolver na Cidade. De hoje num passa.
- Tu anda pegando bagulho malhado doido? Isso é lá coisa que gente de juízo vá apertar? Num dá para levar a sério meu irmão.


- E isso é lá contigo. Ó! Comigo a parada é outra. Não desisto. Nem que a parada esbarre numa mineira. Isso é assim mesmo. Tem que estourar a boca. Num pode é ficar nesta de vai um num vai. Eu disse que fazia e vou fazer.


- Porra que onda! Sair daqui até o Centro por uma parada ruim enquanto a gente aqui tem esta onda com os Mané do Cantagalo? Tu até parece olheiro sem foguete. Deixa isso para outro dia!


- Nem que a vaca tussa! É hoje ou dia nenhum. De hoje não passa!


- Então me diga como é que tu vai fazer?


- Vou chegar lá e armar o maior barraco. Vou tá na porta bem na hora que os repórteres estão. Eles vão anotar tudinho e eu metendo bronca na CBF. Pode ler os jornais amanhã que tu vai ver.


- Como vai ser o teu o lero?


- Simples. Muito na elegância, mas dizendo tudo. Olha aqui seus Filhos da Puta, se tem brasileiro jogando em outras seleções se passando por estrangeiro, aqui também tem que ter. Se o Deco joga em Portugal, Cacau na Alemanha, sem tem neto de Japonês na maior como se fosse Japonês e ainda dizendo que tem orgulho de ser o que é, nós temos que cuidar dos nossos daqui.


- Quem? Qualé malandro. Isso é o maior Caô que já vi. Quem é este?


- Ei! Qualé a tua? Tá me desconhecendo. E o Petkovic? Tu já esqueceu? Vamos naturalizar o cara e aí o flamengo vai ter mais um na seleção.


- Petkovic? Tu vai perder a parada de hoje por causa do Petkovic? Tu já perguntou isso para ele?


- Não precisa.

CLIQUE - Por Edilma Rocha

Aprendendo a viver... ??? - por Claude Bloc

Ultimando minhas tarefas do semestre. Preciso repousar a mente... Férias! Ficar longe de problemas, de burocracia. De papel para dispor notas. De corrigir montanhas. Se eu imaginar, pensando devagarinho, são quase 300 alunos. Cada um com três notas, cada nota com dois (ou três) dígitos. Mais a média, a porcentagem referente às presenças... Ufa! Isso, esses cálculos, a esta altura, deixo pra Socorro ou Carlos Eduardo fazerem. Para mim, basta o que calculei à mão para depois passar tudo pro sistema da UVA. Enfim, um “atoleiro” de algarismos que só de pensar cansa...

Mas, o que importa, neste momento, é que venci mais uma etapa, e, diga-se de passagem, antes da data final de entrega.

Bom, passei por outros estresses(zinhos) só para não perder o costume. Como sou professora-colaboradora no momento, cada final de semestre é uma nova batalha, onde os benditos TÍTULOS falam mais do que a experiência, a dedicação, o compromisso e a pontualidade e disponibilidade da gente. Hoje, no campo do trabalho somos meros números, somos quantidade e não qualidade. Não adianta muito, por aí, a gente ter critério se esfolar vivo para produzir algo de qualidade, pois no final das contas, uma pessoa que fez cursos a esmo, mesmo sem qualidade nem propósito, vai tomar a tua, a minha, a sua vaga...

É diante dessas prerrogativas que me “encuco”. Vale a pena tanto sacrifício? O que sei é que tenho meu jeito de ser. Apaixonada por minha profissão, com todos os seus reveses. Com toda a sanha do mundo moderno. Mas gosto assim porque faz parte da minha natureza. Não sei sair por aí dando rasteira nos outros para subir, para galgar mais um degrau pisando no calo de quem está disputando comigo um lugar ao sol.

Sou o que Deus quer de mim. Vou engolindo alguns sapos e levando o barco à frente. Sempre em frente. Não amolecendo com as dificuldades. Não esmorecendo com os obstáculos. Sem estagnar nem me acomodar, pois isto sim não seria ViVER.

Claude Bloc
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Tímida vitória – Por: José Nilton Mariano Saraiva

Embora não houvesse disponível qualquer informação a respeito do jogo praticado pelo adversário, a expectativa era que a seleção brasileira de futebol iniciasse sua participação na Copa do Mundo com uma vitória convincente e folgada sobre a enigmática e misteriosa Coréia do Norte, 107ª colocada no ranking da Fifa. Até mesmo porque o saldo de gols será o primeiro e determinante critério a ser utilizado ao final da primeira etapa do torneio, no caso de duas ou mais seleções em igualdade de condições terminarem.
E, no entanto, no embate de ontem o que vimos foi uma seleção brasileira tímida, travada, retraída, inofensiva, excessivamente burocrática ou, usando do popular jargão futebolístico, com o freio de mão acionado. Nossos principais jogadores, mesmo habituados a grandes decisões no futebol europeu, visivelmente sentiram o peso da estréia e ficaram longe de render aquilo do que são realmente capazes (o frio siberiano não é desculpa para o mau desempenho, já que acostumados estão, por jogarem e residirem na Europa).
O que vimos, aqui e acolá, foi o “ciclista” (Robinho) tentar pedalar com mais velocidade, levar sua mambembe bicicleta rumo ao gol adversário, mas ao seu lado nossa principal referência em termos de criatividade, Kaká, mostrava-se afobado, sem ritmo e incomodado com a apertada marcação, sem nada produzir e, até, atrapalhando em alguns lances. E o retrato emblemático da inoperância ofensiva daquele que deveria decidir (Luis Fabiano) traduzia-se nas constantes incursões do “capitão” Lúcio ao ataque, às vezes atabalhadoadamente, abrindo perigosas brechas lá atrás, conforme se comprovou no gol coreano, já na fase crepuscular da partida. Ainda bem que já havíamos feito dois gols, um dos quais um tanto quanto “acidental” ou espírita (o primeiro), já que o lateral Maicon chutou a bola sem maiores pretensões, na tentativa de impedir sua saída pela linha de fundo, conforme posteriormente declarou.
Ao final, até o pragmático treinador Dunga admitiu que a equipe não houvera rendido o esperado, ao tempo em que manifestou sua esperança de que, a partir do segundo confronto, enfrentando adversários teoricamente mais categorizados (que jogam e deixam jogar) a seleção se redima e apresente um melhor futebol, capaz não só de conseguir a classificação para a segunda fase, mas, e principalmente, se faça merecedora da confiança da torcida brasileira. E aí, embora o time deva continuar o mesmo, a conversa será outra, já estaremos num melhor ritmo, a tensão da estréia já se terá esvaído, o sangue já terá “esquentado” nas veias e a briga será entre “cachorros grandes”, pra valer.
Portanto, no próximo domingo, tal qual aconteceu ontem, nossas principais ruas e avenidas, das metrópoles às cidades interioranas, permanecerão estranhamente desabitadas, silenciosas e vazias, à espera de acolher, após 90 minutos, uma legião de apaixonados a comemorar mais uma vitória do nosso time.
A seleção ficou devendo, sim, mas temos plenas condições de progredir, render mais, deslanchar de vez (até porque os nossos principais adversários – Costa do Marfim e Portugal – agora não só já conhecem o modo de atuar da Coréia do Norte, como sabem da necessidade de abrir um placar confortável, na perspectiva de uma igualdade final).
Vamos chegar lá !!!



BOM DIA CARIRICATURAS

Peregrina

Já percorri meia estrada
de barro que lama virou
já me banhei em um rio
que toda sujeira lavou.

Já me mirei no espelho
e a fera me acenou
no espelho me mirei
e o Belo me abraçou.

Já fui pedra
Já fui ostra.

Hoje precisa e preciosa
sou
pérola de muito valor.
(StelaSiebraBrito)

Festa do Cariricaturas - 23.07.2010 - Primeiro Aniversário!

Lançamento do livro" Cariricaturas em verso e prosa".
As mesas já estão sendo vendidas. Colaboradores e leitores, reservem a sua !

Local: Crato Tênis Clube a partir das 20 h.
Ingresso por pessoa : 10,00

Posição em 16.07.2010: 50 mesas disponíveis.

LEITURA - POR EVERARDO NORÕES






LER
CADA SALIÊNCIA
MONTANHA SEIO OVO
A SÚBITA ENERGIA DO TATO
TECIDO DOS ÁSPEROS DIAS
APALPAR O QUE CINTILA
ESCAMAS CENTELHAS
NOS AQUÁRIOS NOTURNOS
REBERBERAÇÕES ELÉTRICAS
CONSUMIDAS NO ARDOR DAS ESTAÇÕES
CADA PORO A SORVER
A INSÓLITA RAÇÃO DA SOBERBA
LER NO ACASO DA MADEIRA
FALO FLUIDEZ FOLHAS
O VERDE VERME
VORAZ

terça-feira, 15 de junho de 2010

Sobre o nosso colaborador ROGÉRIO SILVA

TV Verdes Mares
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Cariri
Artesão transforma lixo em arte
Artista plástico mostra criatividade transformando lixo em arte


15/06/10

Em Crato, um artista plástico mostra criatividade transformando lixo em arte.
Reciclar é um apelo ambiental e mais: pode ser uma arte. É quando uma folha comum de revista pode se transformar num origami. E que tal usar carteiras de cigarros e outros papeis usados para fazer confeccionar um porta objetos? Assim o artista plástico Rogério Silva vai dando utilidade a tudo que poderia ir ao lixo.
O artista plástico Rogério Silva também é apaixonado por fotografia e foi isso que o inspirou a fazer um novo trabalho: os cartões objetos. As fotos do Horto, da Chapada do Araripe ganham molduras que são sustentadas por um cavalete.

Lembra de mim ?






Nome completo Ivan Guimarães Lins


Data de nascimento 16 de Junho de 1945 (64 anos)


Origem Rio de Janeiro, RJ


País Brasil

Ariano Suassuna

Ariano Vilar Suassuna (João Pessoa, 16 de junho de 1927) é um dramaturgo, romancista e poeta brasileiro.

Ariano Suassuna é um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, autor dos célebres Auto da Compadecida e A Pedra do Reino, é um defensor militante da cultura do Nordeste.

Cariricaturas parabeniza Dona Almina , pelo merecido sucesso !

Ela sorri delicada, e nos diz :

"Eu não pensei que as minhas anotações fossem virar cartilha, e que elas tivessem toda essa repercussão. Fico feliz em poder contribuir com as pessoas que encontram as mesmas dificuldades que senti, quando decide navegar , no mundo virtual."

Sindicato distribui a cartilha de D.Almina - por Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes

Vejam as fotos:

Miguel Vargas/Gustavo Diefenthaeler.





Parte do Conselho manuseando a cartilha. O 1º da esquerda, Eduardo Teixeira, representa o Ceará.



Funcionária do Sindicato distribui a cartilha com os Conselheiros Nacionais.




A Revista “Porvir”, publicada pelo Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central - SINAL, na sua edição de abril/2010, publicou matéria destacando o ingresso de D. Almina Arraes na era da informática aos 83 anos. A reportagem, divulgada nesse Cariricatura em 07.04.2010, fazia referências à cartilha de D. Almina Arraes destinada à população na faixa da 3ª idade.

Os editores da revista, que é direcionada aos aposentados do Banco Central do Brasil, receberam tantos pedidos de informações sobre a obra que a Direção Nacional do Sinal resolveu imprimir uma edição de 1.000 exemplares e mandar para cada aposentado.

Os primeiros exemplares foram entregues aos Conselheiros Nacionais, durante reunião realizada no início de junho em Brasília.

Presidente Sergio da Luz Belsinto apresentando a cartilha




Hora de dormir !

Assisti o jogo, no meu canto. Minhas mãos não ficaram frias, nem meu coração disparou. Um jogo que não emocionou, exceto na hora dos gols. Aí os olhos se enchem de lágrimas, parecem dissolver uma emoção antiga.Fiquei sem acreditar muito na vitória final do Brasil. Mas, jogo é jogo. Podemos contar com o azar ou a sorte, e a vontade reunida de uma grande  torcida. Pensei que todas as pessoas que conheço estavam ligadas , no mesmo espetáculo. Era como olhar o mesmo céu estrelado.
Noitinha, fiquei na calçada a procurar estrelas no céu, do jeito que fazia, quando eu era menina, sentada  numa cadeira de balanço com um caderninho de músicas na mão.Daí cantava todas que eu podia, até  o canto começar a ficar sonolento , e a cama gritar por mim: vem pra casa, menina ! Não precisa engolir leite morno com canela... Você já  tomou o líquido de todas as canções.

.
por socorro moreira

Suores

Você não esperou
que eu acordasse.

Saiu antes
que lhe falasse

sobre o sonho
que tive.

Meio tosco.
Meio sinistro.

Seria diferente
se houvesse esperado
meus olhos abrirem.

Eu teria mentido.
Teria dito coisas maravilhosas.

Quem sabe também eu acreditaria
e lhe puxaria pelos braços.

Meu sorriso seria verdadeiro.
O meu beijo nem se fala.

Talvez tudo mudasse.

Você estivesse crendo
nas minhas palavras
e no meu corpo.

Mas se o meu corpo
já lhe causava fardo

impossível de fato
a companhia.

Se você não tivesse sumido.
Fechado a porta com tanta força.

Estaria eu ainda dormindo.
Silencioso.

Ninguém saberia do meu sonho.
Da minha mentira.

Você saiu com tanta pressa.
Esqueceu o frasco de perfume.

Sabe, moça, quando quero
queimar as últimas fotos
e os últimos versos

não encharco as lembranças
com álcool, querosene
ou uísque.

Uso seu perfume.
E o fogo cresce.
Toca o teto.

Tudo muito cheiroso.
Até choro.

Se você ainda estivesse
ao meu lado (acredite)

eu teria mudado
de sonho mau.

Mas você feito bala ansiosa
não esperou eu apertar o gatilho.

Saiu pelo cano do revólver.
Deu uma volta.

Acabou atingindo meu coração por trás.
Atravessou costelas.

Por isso respiro com dificuldade.
Não é o cigarro.

Não são os lances de escada
que subo toda noite
até sua alma.

Não é o vinho
a garrafa de vinho
que bebo sob eternas madrugadas.

O ar já estava pesado.
Respirávamos pelas narinas
de um rinoceronte acuado.

E naquele dia em que você acordou
repentina, com o dedo em riste
gritando que iria mudar de vida

sequer me deu tempo
para lhe falar do sonho
que tive.

Você fez a minha mala.
Pôs camisas no cabide.
Mudei de casa.

É verdade.
Agora é outra vida.
Não acordemos os mortos.

O sonho deles
é um sonho puro.

Coisas do futebol – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

A terceira partida do Brasil na Copa do Mundo de 1958 era contra a poderosa seleção da antiga União Soviética. O Brasil não poderia sequer empatar. Segundo os jornais da época, o esquema de jogo da URSS era armado por poderosos cérebros eletrônicos. Antes do jogo, o técnico Feola orientava os jogadores assim: “Nilton Santos e Zito desarmam as investidas dos russos e lançam para Didi no meio do campo. Didi dá um passe de cinqüenta metros para Garrincha na ponta direita. Garrincha dribla dois defensores do time adversário e cruza para Vavá na entrada da área. Entenderam?” Perguntava o técnico. Ai Garrincha falou: “Só uma dúvida, seu Feola. O senhor combinou isso com os russos?”
***
A propósito, o gorducho Vicente Feola, além de entender de futebol, sabia lidar com o psiquismo humano, como poucos psicólogos fariam. Na véspera do jogo contra a URSS ele precisava barrar Joel, o ponta direita titular e escalar Garrincha em seu lugar. Então, ele reuniu os jogadores e comunicou solenemente: “Pessoal a partir de hoje o Joel será o chefe de disciplina dos atletas. Quem precisar se ausentar da concentração deverá pedir permissão a Joel. Qualquer problema que tiverem, conversem com o Joel.” Claro que Joel ficou morto de satisfeito quando seus companheiros pediam permissão para irem até a calçada do hotel. No dia seguinte, antes do jogo, Feola começou a distribuir as camisas. Então sem dizer nada ao Joel entregou a camisa a Garrincha. Joel não pôde protestar. Afinal ele era o chefe da disciplina da equipe.
***
Em 1958, o Ceará possuía um dos maiores goleadores da história do futebol cearense, o centro avante Gildo. O jogo contra o obscuro Nacional era importante, pois se o Ceará perdesse ou empatasse se distanciaria mais ainda do Fortaleza que liderava o campeonato. Aconteceu que o goleiro do Nacional, um certo Jairo, estava fechando o gol. Fazia defesas sensacionais. Aos quarenta minutos do segundo tempo, Gildo recebeu uma bola cara a cara com o goleiro. Colocou bem no canto e o Jairo segurou a bola, sem nenhum rebote. Gildo então se dirigiu ao goleiro do time adversário e assim falou: “Jairo, essa sua defesa foi a mais bonita que eu já vi um goleiro fazer. Desejo lhe cumprimentar. Toque aqui.” Ao ouvir isso, o ingênuo Jairo, cheio de contentamento, soltou a bola, esquecendo-se de que a havia recolocada em jogo. Então foi apertar a mão do Gildo. Este, ao ver a bola no chão, imediatamente a chutou para o fundo das redes. Gol do Ceará. É claro que o juiz validou o gol, a bola estava em jogo.
***
Em 1959 o time do Botafogo do Rio de Janeiro excursionava pela América do Sul. Todos queriam ver seus campeões mundiais Nilton Santos, Didi, Garrincha e Zagalo. Num jogo no interior da Colômbia Garrincha driblou toda a defesa do time adversário e ficou na frente do goleiro fingindo que ia chutar. O técnico gritava desesperado, mas mesmo assim Garrincha demorou a fazer o gol. No vestiário, o técnico perguntou por que ele havia demorado tanto para chutar aquela bola. E Garrincha respondeu: “Seu João, o goleiro deles demorou a abrir as pernas...”
***
Na quinta-feira da Semana Santa de 1961, o Vasco da Gama do Rio de Janeiro, time do meu coração, jogava contra o Santos de Pelé, em pleno Pacaembu e, aos quarenta e quatro minutos do segundo tempo ganhava o jogo por dois a zero. Naquela época, o Vasco possuía uma temível dupla de zagueiros praticamente intransponível: Brito e Fontana. Durante o jogo inteiro, Pelé não passara pela muralha que eram esses dois jogadores. Foi aí que Fontana abriu a boca para irritar o rei Pelé. “Brito, cadê o rei? Me disseram que nós íamos jogar contra o time do rei e eu ainda não vi esse rei em campo.” Pelé ouviu tudo calado. Recebeu uma bola no meio do campo, lançou Dorval, este chutou e o goleiro do Vasco jogou para o escanteio. Na cobrança do corner Pelé pulou mais alto do que Fontana e cabeceou para o fundo da rede. Batido o centro, o próprio Pelé desarmou o ataque do Vasco em formação, correu pela direita, passou a bola por baixo das pernas de Fontana, lançou-a ao gol com um chute fortíssimo e empatou a partida. Em seguida, o próprio Pelé foi buscar a bola no fundo das redes e entregou-a ao Fontana dizendo: “Leve pra casa e entregue a sua mãe. Diga a ela que foi o Rei que mandou de presente.”

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Por isso eu canto assim - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Cafona, brega, caipira, matuto, beiradeiro! Eita, isso eu sou!

E ainda mais ouvindo Carlos Gonzaga, num radinho de pilha, na calçada da frente, olhando o canavial e sonhando com aquela musa que tudo podia sobre mim:

O Iraci,
Ai como eu amo a ti,
Sem ti não sei viver,
Mas que coisa louca,
É amar alguém...

Mas que Iraci mais danada meu deus! Podia me encharcar de amor, me deixar assim meio sem...sem prumo, sem saber o que mais sabia que era viver. E tinha mais. Era uma coisa louca, coisa louca deve ser o melhor que o mundo germina, derrubando estas xícaras arrumadas para o café, começando a manhã como se fosse outra coisa, uma coisa que é amar alguém. Ainda com aquele arranjo de balada, bem balançante, como eram aquelas músicas dos americanos que impregnaram o sangue da juventude por meio do cinema.

Eu sou feliz,
Por ti querer assim
Sem ti não sei viver
Eu ficar sem ti
É bom morrer!

E tinha o Gala Campina, o Canarinho, o Bigodinho, o Bico de Prata, e os altos galhos do Pé de Timbaúba, tão como Iraci, que dava a felicidade. Tem coisa mais alta, mais acima, no topo do que ser feliz. Ti querer assim, mas tanto que nem o ar se leva em conta, nem a água ou a rapadura, menos ainda a farinha, querer assim sem mais saber como viver. E nunca me faltes, o Iraci, pois se eu ficar sem ti, o mundo todo já sabe eu vou ao mais supremo do amor, ao mais radical da doação que sem você é bom morrer.

Desde que eu ti vi,
Nunca mais te esqueci
Tive a sensação que ia ser feliz,
E o pouco amor que eu pedi a ti
Foi negado a mim
Por isso eu canto assim.

Um simples olhar, aquele que imanta, que puxa, agarra, prende. Um olhar que substitui todos os olhares já havidos e por haver. E quando se falar em esquecimento, ainda é pouco, nada tem com lembranças, nem memórias, é um tudo contínuo, que sempre existiu, sem paralelas. E o mais sublime de todos os desafios que o mundo deu em escarpas e vendavais, eu te pedi um pouco que fosse e tu me negaste. E negar não é igual a um sim. Não é dual a este. Negar, para este pouco que ti pedi, Iraci, é igual a morrer, quando se diz vida, é como ir se a placa é de pare. Negar, um pouco de amor que seja é, em troca, oferecer ao negado, o legado da mágica espada do amor que nunca cessa, sempre existirá como possibilidade e jamais como cotidiano, feito o sabão a lavar pratos, a água sanitária no vaso. Negar é força do sol que sempre surge no horizonte quando se ausentou só para eternizar-se nas manhãs.

Templo

Não há instante mais elevado
do que o ato de lavar cuecas.

Durante o movimento mecânico
observa-se a mente

ora tagarela,
ora emudece.

Justamente nesse espaço de tempo
o ser descobre aquela voz antiga
que tem origem no silêncio.

O desejo e o futuro:
um só demônio
desmascarado.

No ato contemplativo
de lavar as cuecas
percebe-se
que o corpo
e a alma

têm cheiro forte
de sabão de coco

e junto tudo mergulha
na espuma gerada
do atrito entre
os dedos e o pano.

Pérola nos bastidores... Íris Pereira

Iris Pereira disse...


Stela, dizer o que senti a toda essa magia, não tenho como fazê-lo, só direi que senti-me um próprio grão da areia que desceu com a terra junto com a chuva até o rio Carás, vindo depois de muito correr, vencendo obstáculos e corredeiras até o mar do sudeste onde ora faço morada, mas que nunca esqueci de minha doce paixão que é Ponta da Serra. Você me fez retornar aos meus inocentes tempos passados neste cantinho que guardo bem aqui no coração.
Minhas energias mais puras pra você, menina.

Maria Írismar Pereira ( Íris Reflete)

Pensamento para o Dia 15/06/2010


“Em tempos idos, em qualquer região, quando as pessoas eram afligidas por medo ou ansiedade, ou quando as fontes de alegria e contentamento secavam, elas determinavam a causa da calamidade como alguma falta ou falha no culto oferecido a Deus nos templos dessa área. Elas procuravam identificar tais erros e corrigi-los, de modo que pudessem ter paz interior. Elas acreditavam que a crise poderia ser controlada através desses meios. Tais atos são agora agrupados e chamados de "superstições" e são ignorados. De modo algum, isso não é superstição. Os antigos compreendiam a verdade suprema somente depois de experimentar pessoalmente sua validade.”
Sathya Sai Baba
Viver
- Claude Bloc -


Viver é maio, é música, é Maria... Viver o dia, as noites insones, alguns dissabores mastigados, passando com o tempo.

Agora atravessamos junho, sol límpido penetrando as frestas de nossas lembranças. Portanto, viver é junho, é ter platéia. Alegria saindo da efêmera penumbra e se alastrando pelos vales. Beijo no rosto, apertos de mão, abraços e um sorriso sempre pronto no canto dos lábios.

Viver é maio, é junho, é fazer nó com os braços ao alcançar o pescoço de alguém, abandonando os tempos num esquecimento negligente e impreciso...

Viver junho é acelerar a combustão dos sentimentos e das predileções. Peito envaidecido, sem remorsos. Assim se cresce a partir da franqueza e da doçura. Assim se cresce sem medo de enfrentar os reveses nem mesmo a decantada felicidade.

Viver é junho, essa fatia do ano, essa fatia de voz que diz: viver em junho não te dá escolha: choro miúdo camuflado por um sorriso aberto.


Claude Bloc

CIRCO BRASIL - Homem preso em 2005 com 100 mil dólares na Cueca, quer o dinheiro de volta !



NE - Alguém quer fazer uma vaquinha pra ajudar aí ?

JANGADEIRO - Segundo o noticiário da Folha.com e do blogueiro Josias de Souza, no último final de semana, José Adalberto Vieira da Silva (foto), conhecido nacionalmente depois de ser preso no aeroporto de Congonhas, quando levava quase meio milhão de reais em julho 2005 (uma parte na cueca US$ 100,5 mil), quer o dinheiro de volta. José Adalberto é ex-assessor do deputado federal cearense, José Guimarães (PT). Em dezembro de 2005, o Ministério Público Federal no Ceará concluiu que o dinheiro transportado na cueca e em uma mala pelo ex-assessor era propina proveniente de um contrato de financiamento em investigação, de R$ 300 milhões, fechado entre o Banco do Nordeste (BNB) e o consórcio Alusa/Sistema de Transmissão do Nordeste (STN). Com base nessa conclusão, oito pessoas foram indiciadas, entre elas estão o ex-assessor e o deputado.

Veja a reportagem que trata da intenção de José Adalberto de pedir o dinheiro da “cueca” de volta:

“Pois bem, decorridos cinco anos, José Adalberto reivindica na Justiça a devolução da grana, ainda retida. A repórter Andreza Matais encontrou o homem da cueca. Em notícia veiculada na Folha, ela relatou o que viu e ouviu. Achou-o no interior do Ceará, na cidade de Aracati. Mora em casa modesta, assentada numa rua de terra batida. Depois de 17 anos de serviços prestados, José Adalberto perdeu o emprego de assessor parlamentar do PT. Para prover o sustento, abriu um negócio: uma pequena mercearia. Vende de farinha a chinelos. O flagrante de Congonhas rendeu-lhe um processo, ainda inconcluso. Frequenta os autos companhia de outros nove suspeitos. Como ninguém se anima a assumir-se como dono do dinheiro de má origem, José Fernando cuidou de reivindicá-lo para si.

Levou o ervanário ao seu Imposto de Renda. “Declarei porque entendi que tinha que declarar, afinal de contas o dinheiro estava comigo, não pertence a ninguém”. E quanto à origem? “Declarei como sendo uma doação e pronto. Ninguém vai ouvir da minha boca quem é o doador. Sobre isso não falo”. A Receita Federal multou-o em R$ 200 mil. “Não paguei. Meus advogados recorreram, mas até agora a Receita não se manifestou sobre o recurso”. Em depoimento à polícia, José Adalberto saíra-se, na época, com uma alegação rota. Dissera que o dinheiro viera da venda de hortaliças. Depois, refez o depoimento. Em nova versão, afirmara que recolhera os maços de notas com um amigo chamado João Moura. O Ministério Público sustenta outra coisa. Era propina, provida por empresários bafejados com facilidades na obtenção de empréstimos no Banco do Nordeste.

Ouvidos, todos os suspeitos negam o malfeito. Na expectativa de reaver os recursos, José Adalberto capricha no mistério: “Sobre o dinheiro, é uma questão que eu ainda tenho dificuldades de falar, até para um psicólogo. É uma coisa minha, de foro íntimo”. Tenta reescrever a crônica: “Não estava na cueca, mas no cós da calça”. Reconhece que prega no vazio: “Também, que diferença faria se eu tivesse guardado o dinheiro de qualquer outra forma?…” “…Estando comigo naquela circunstância, sendo quem eu era, o estardalhaço teria sido o mesmo”.

Enquanto espera pela devolução da “doação” que “não pertence a ninguém”, José Adalberto faz um pedido: “Gostaria que todo mundo me esquecesse”. Difícil, muito difícil, dificílimo. Tornou-se um desses personagens inesquecíveis da era Lula.”

Fonte: Jangadeiro OnLine

NE - É preciso registrar o absurdo de certas coisas que acontecem no Brasil, como se o povo brasileiro fosse palhaço, pois pagamos altos impostos e ficamos indignados quando vemos coisas desse tipo.

Origem do Dinheiro:
“Declarei como sendo uma doação e pronto. Ninguém vai ouvir da minha boca quem é o doador. Sobre isso não falo”.

Adalberto capricha no mistério: “Sobre o dinheiro, é uma questão que eu ainda tenho dificuldades de falar, até para um psicólogo. É uma coisa minha, de foro íntimo”.

É muita Cara-de-Pau ! - Esse é o Circo Brasil, onde o palhaço, somos todos nós!

BOM DIA CARIRICATURAS

Cantiga azul

A solidão da praia deserta
o silêncio
do mar
da areia
do vento
luz tremulando na água
de ondas leves
curtas amenas breves
(como foram tantos amores)
murmurando cantiga
de ninar
de apaziguar
o mar azul da
terra azul
navegando no
céu também azul
meu coração tornou azul.
(StelaSiebraBrito)

Wes Montgomery

Wes Montgomery (Indianapolis, Indiana, 6 de Março de 1925 - 15 de Junho de 1968), nascido John Leslie Wes Montgomery, foi um guitarrista de jazz norte-americano.

Filho do meio de três irmãos, todos músicos, mudou-se ainda criança para Ohio. Autodidata, Wes começou a tocar só aos 19 anos, e por influência de Charlie Christian, de quem ouvia os discos e memorizava os solos. Seis meses mais tarde, já tocava profissionalmente.

Wes tocava guitarra de uma maneira pouco ortodoxa, já que usava o polegar em vez da palheta, bem como um modo único de tocar em oitavas ou em block chords,o que tornava a sua guitarra mais expressiva e melodiosa. Muitos guitarristas do jazz atual nomeiam Wes como uma das suas principais influências, entre os quais: Pat Metheny e George Benson.

Sua extrema liberdade e fluidez no instrumento chamaram, desde o início, a atenção de músicos como Cannonball Adderley, e em 1960 lhe valeriam o prêmio New Star da revista DownBeat.

Wes definiu aquela que viria a ser a sonoridade clássica da guitarra de jazz nos anos 60 e tornou famosa a formação Guitarra, Órgão Hammond e bateria (The Wes Montgomery Trio 1959), Wes também interpretou " A day in life" dos Beatles em uma versão jazzística , em seu álbum também nomeado " A day in life".

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